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‘Seja Feita a Tua Vontade na Terra’ — Parte 29 da sérieA Sentinela — 1960 | 15 de junho
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terrestre do antigo rei do norte por edificar um governo de forma imperial absolutista, para aumentar o Reich alemão e estender a sua influência a todos os quadrantes. Esta ação trouxe à Alemanha imperial “muitos bens”, de muitas maneiras. Ele fez da Alemanha a parte principal da Tríplice Aliança ou Dreibund, composta da Áustria-Hungria, da Itália e da Alemanha, com o favor do papa do Vaticano. Citamos aqui certa autoridade:
7 “O imperador seguiu a política de [Chanceler] Bismarque, principalmente na manutenção da Tríplice Aliança. . . . O legado do kulturkampf [anticatólico] de Bismarque foi resolvido sagazmente por Guilherme por meio de concessões, que ele transformou em vantagens, por fazer uma aliança implícita entre o Vaticano e as escolas alemãs, na sua política anti-revolucionária, e por remodelar as próprias escolas.”c
8. Qual foi favorecido pelo papa, a Tríplice Aliança ou a Tríplice Entente, e por quê?
8 Visto que não somente a Itália, mas também a Áustria-Hungria eram países católicos romanos e tinham contato íntimo com o papa do Vaticano, era de se esperar que o papa favorecesse a Tríplice Aliança (Dreibund) em oposição ao rei do sul e a Tríplice Entente deste, composta da Grã-Bretanha protestante, da França republicana e da Rússia czarista, ortodoxa russa.
9. De que modo pôs este rei do norte seu coração “contra a santa aliança”?
9 Nos primórdios do revivificado Império Alemão, de fato, a partir de 1877, o povo dedicado de Jeová, da sua classe do “santuário”, declarava abertamente nas suas publicações que os tempos dos gentios ou os “tempos designados das nações” terminariam em 1914. Naquele ano, o reino de Deus foi plenamente estabelecido nos céus para cuidar de que a Sua vontade fosse feita na terra. Isto se deu em harmonia com o pacto de Jeová feito com o Rei Davi para um Reino eterno, sob o domínio do seu Herdeiro permanente, Jesus Cristo. (2 Sam. 7:12-16; Sal. 89:28-37; Luc. 22:28, 29) O Kaiser Guilherme, bem como os outros governantes mundanos, trataram com desprezo a mensagem da classe do santuário de Jeová quanto ao fim dos tempos dos gentios em 1914. No entanto, a Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados teve, a partir de 1903, uma vigorosa filial em Barmen-Elberfeld, na Alemanha. Era inegável que o coração do rei germânico do norte estava posto contra o santo pacto do Reino de Jeová Deus. Os planos do Kaiser não incluíam a entrega da soberania imperial a Jesus Cristo, por ocasião de sua entronização celestial em 1914, para que o Kaiser o reconhecesse assim como o Herdeiro legítimo do reino sobre toda a terra. De modo que ‘fez o que lhe aprouve’ ou agiu concordernente e voltou aos seus próprios planos duma terra dominada pelo Kaiser alemão. Por meio da competição comercial e o aumento do poderio militar ele lançou as sementes duma guerra real, a Primeira Guerra Mundial.
10. A partir de 1870, como se tornou premente a questão da dominação mundial?
10 A questão da dominação do mundo tornou-se assim premente. Durante, as quatro décadas depois de 1870, quando se iniciou a guerra franco-prussiana e o Reich alemão surgiu novamente, até 1910, fez-se mais progresso na “dominação européia do mundo” do que durante os quatro séculos anteriores.d Isto se devia ao materialismo! O Kaiser Guilherme declarara já em 1895e que “o Império Alemão se tornou um império mundial”. Ele se insinuou no Oriente Médio, porque, quatro anos depois, um grupo de banqueiros alemães receberam do sultão turco a concessão de construir uma estrada de ferro através da Turquia asiática, desde o Estreito do Bósforo, defronte de Constantinopla, em direção ao sudeste, até Bagdá, na Mesopotâmia (agora Iraque). Com vistas às futuras comunicações imperiais, ele disse: “O futuro da Alemanha está nas águas.” A tonelagem total de sua marinha era inferior apenas à britânica. O rei do sul observava isso com nervosismo.
11. Como se iniciou finalmente a conflagração mundial, e como se deu isso no “tempo determinado”?
11 Em vista de tanto material inflamável acumulado, era preciso apenas uma faísca para fazer estourar a conflagração mundial. Isto aconteceu em 28 de junho de 1914, com o assassinato do arquiduque austríaco, Ferdinando e sua esposa, na Bósnia, que a Áustria-Hungria, aliada da Alemanha, tinha anexado em 1908. O rei do norte aproveitou-se disso para executar seu plano de dominação mundial às custas do rei do sul. O anjo de Jeová dissera: “Ao tempo determinado voltará, e entrará no sul; porém não sucederá na última como na primeira ocasião.” (Dan. 11:29) O “tempo determinado” foi o ano de 1914, ano marcado pela tabela de tempo de Deus para o fim dos 2.520 anos dos “tempos designados das nações” no outono daquele ano. Naquele tempo findou a concessão da parte de Jeová Deus para exercerem o domínio terrestre sem a interferência do reino de Deus. Isto se deu “sete tempos” depois de 607 A. C., desde que os gentios derrubaram o reino típico de Jeová em Jerusalém, quando se deu a destruição do santuário típico Dele naquela cidade e a desolação do domínio do reino de Judá. — 2 Crô. 36:17-21; Luc. 21:24, NM.
12. Para o restabelecimento de que chegou o tempo no outono de 1914?
12 No outono de 1914 chegara, portanto, o tempo designado de Jeová para que seu reino fosse restaurado, não na terra, em Jerusalém, mas no céu, à sua destra, onde seu Filho, Jesus Cristo, estivera esperando até que seus inimigos fossem postos por escabelo dos seus pés. — Sal. 110:1; Heb. 10:12, 13.
13. Participaram as nações da cristandade na alegria dos “vinte e quatro anciãos” por ocasião do estabelecimento do Reino em 1914?
13 Alegraram-se as nações da “cristandade”, em 1914, que chegara o tempo para o reino de Deus ser plenamente estabelecido, conforme proclamado pelo povo de Jeová, da classe do “santuário”? Os vinte e quatro anciãos simbólicos, sentados nos seus tronos diante de Deus, alegraram-se e disseram: “Graças te damos, Jeová Deus, o Todo-poderoso, que és e que eras, porque assumiste o teu grande poder e, começaste a dominar como rei.” Mas a profecia disse que as nações mundanas não se alegrariam: “Mas as nações se iraram, e veio a tua ira, e o tempo designado . . . para arruinar os que arruínam a terra.” (Apo. 11:16-18, NM) Mesmo antes de expirarem os “sete tempos” no outono de 1914, as nações não se colocaram na situação de aclamar e aceitar o reino de Deus, então prestes a ser restaurado.
14. Como foi que o rei do norte ‘voltou e entrou no sul’, em 1914?
14 A Áustria-Hungria, com o assassinato do seu herdeiro do trono real, declarou guerra à Sérvia, em 28 de julho. Sua aliada no Dreibund; a Alemanha, apoiou-a e declarou guerra à Rússia, em 1.° de agosto, e depois à França, em 3 de agosto. No dia seguinte, o rei do sul, por meio da Grã-Bretanha, declarou guerra à Alemanha. A Itália, membro do Dreibund, declarou a sua neutralidade, mas juntou-se no ano seguinte ao rei do sul na guerra. A Turquia e a Bulgária juntaram-se à Alemanha. Depois disso, a Grã-Bretanha assumiu o controle do Egito como seu protetorado, para bloquear as tropas do Kaiser e da Turquia na Palestina e impedir que cortassem o Canal de Suez e invadissem o Egito, antiga terra do rei do sul. O Egito estando sob o controle da Grã-Bretanha, o rei do sul representava assim o sistema da democracia liberal ou de governo constitucional, junto com a livre iniciativa capitalista.
15. Por que não era esta ‘última’ ocasião assim ‘como a primeira’ para o rei do norte?
15 Assim, no que se refere ao rei autocrático do norte, nesta “ultima” ocasião, em 1914, não se deu “como na primeira occasião”, quando ele era a potência mundial imperial de Roma, a sexta potência mundial da história bíblica. Nesta ‘última’ ocasião, o rei do norte, inferior em categoria, tinha de enfrentar o rei do sul, que ocupava o lugar da sétima potência mundial, a maior das sete potências mundiais. Não só isso, mas, a partir de aproximadamente o 1.° de outubro de 1914, o rei do norte teve de enfrentar também o reino restaurado de Jeová Deus, governando nos céus, para a dominação universal.
(Continua)
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O comunismo, uma religião falsaA Sentinela — 1960 | 15 de junho
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O comunismo, uma religião falsa
O Dr. Robert Lindner, no seu discurso sobre “Crença e Caráter Políticos”, analisou a razão pela qual o comunismo tem atraído muitas pessoas: “Todos os pré-requisitos para se formar uma instituição em moldes de religião — uma religião secularizada, não resta dúvida, contudo ainda assim uma religião — acham-se presentes no comunismo. Quase desde o momento em que foi concebido, leva as marcas que identificam um sistema de fé ou adoração. Até nos mínimos pormenores satisfaz as condições necessárias para um sistema teológico autoritário, adaptando-se assim, sem nenhum esforço, às motivações mais profundas dos homens. Os paralelos entre a biografia do marxismo e a de qualquer religião grande são iniludíveis. Os portentos e uma época de tribulações — de guerras, de derramamento de sangue, de sofrimento e de desassossego alimentaram o solo que havia de ser o canteiro de uma nova fé. Um batedor e profeta . . . apareceu na forma de uma geração de pregadores, finalmente materializada na pessoa do filósofo alemão, Hegel. Sucedendo a ele, chegou o portador da Palavra, o messias, Karl Marx. A deificação dele não necessita de documentação. . . .
“Tampouco é só isso o que determina a verdadeira natureza do comunismo, como sendo na realidade uma religião. Junto com todas as outras teologias, possui uma escatologia que compreende um juízo e a visão das últimas coisas — os pastos verdes de um céu proletário, tempo em que o estado finalmente desaparece e prevalece uma sociedade, sem distinção de classes, de pessoas alegres, possuindo igualdade, e o inferno negro da exclusão social, até as gerações mais remotas, para os impenitentes. Pode incluir também uma hagiografia entre os seus atributos: o que equivale, com efeito, a um Registro de Santos e um rol de mártires canonizados constitui uma parte intrínseca de seu atrativo religioso. Uma coleção assertiva de dogmas encerrados em textos santificados inscritos com a Palavra inefável, uma hierarquia de sacerdotes e funcionários, a quem se confiaram os rituais e protocolos cerimoniais, uma série de mistérios e ritos de iniciação — estas e mais outras, completam eloqüentemente o quadro e proclamam o que se tem disfarçado como um sistema social e, político, que, na realidade, é uma autêntica religião, completamente equipada. Perceber esta natureza real do comunismo e entender como corresponde ponto por ponto a todo grande sistema teológico, conhecido por nós, é começar a desvendar o mistério de seu magnetismo com respeito a todos os homens, principalmente os que não têm crença, os que sofrem por não se satisfazer essa grande necessidade. . . . Não devemos ficar admirados do êxito do comunismo, pois muito do seu êxito é antes o da religião.” — Must You Conform?
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“Cada descoberta”A Sentinela — 1960 | 15 de junho
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“Cada descoberta”
Numa conferência sobre “José no Egito à Luz dos Monumentos”, o Professor A. S. Yahuda, de Londres, disse: “Em conclusão quero dizer o seguinte — Cada descoberta feita na Palestina, na Síria, na Mesopotâmia e no Egito tem confirmado a Bíblia, e agora, por fim, surge a evidência lingüística para apoiar e complementar a evidência arqueológica. Espero, ou melhor, estou seguro de que as descobertas, as escavações e as pesquisas arqueológicas futuras nos ajudarão ainda mais em estabelecer a exatidão do Livro dos livros.” — Journal of Transactions of the Victoria Institute, Tomo LXV, pág. 54.
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