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Ganhe riquezas para o novo rei da terraA Sentinela — 1974 | 1.° de julho
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favor de Jesus, como seu Messias e Rei, mas a favor de suas próprias ambições messiânicas. No quinto ano de sua revolta contra Roma, ocorreu a matança terrível predita por Jesus. Durante o sítio romano e a destruição de Jerusalém, um milhão e cem mil judeus rebeldes perderam a vida, e apenas 97.000 sobreviveram e foram levados cativos.
4. (a) De que era típica ou representativa a matança em Jerusalém? (b) Por fazer agora o que poderemos evitar esta matança?
4 No entanto, depois desta destruição de Jerusalém e de seu templo pelos romanos, no ano 70 E. C., Jesus Cristo não impôs à força seu reinado aos judeus sobreviventes, quer na terra da Palestina, quer no restante da terra habitada. O Império Romano continuava a ocupar o território da Palestina por mais alguns séculos. De modo que é evidente que a matança dos judeus anticristãos, em Jerusalém, pelos romanos pagãos, em 70 E. C., foi apenas representativa ou típica da matança em escala maior, em escala mundial, de todos aqueles, na terra, que não quisessem a Jesus Cristo como novo rei da terra, na sua segunda vinda. Portanto, ainda há de vir o tempo — mas já muito em breve — quando o ressuscitado e glorificado Jesus Cristo, em cumprimento de sua parábola, ordenará aos seus anjos celestiais que tragam perante ele seus inimigos na terra e os matem como inimigos irreconciliáveis de seu reino. Isto significa que vivemos hoje num tempo perigoso e que precisamos descobrir se somos adversários de seu reino ou não. Por tomarmos agora a posição certa, poderemos ser salvos da vindoura matança.
A PARÁBOLA ILUSTRATIVA
5, 6. O que esperavam os discípulos de Jesus que ele fizesse em Jerusalém, e, assim, por que lhes deu a parábola?
5 Como ajuda a nos orientar a tomar a posição certa agora, faremos bem em examinar e compreender o sentido da parábola inteira proferida por Jesus Cristo, lá em Jericó, no início da primavera de 33 E. C. Em resultado da visita de Jesus ao lar do principal cobrador de impostos de Jericó, este homem desprezado, Zaqueu, tornou-se crente em Jesus como sendo o Messias ou Cristo judaico. (Luc. 19:1-10) Visto que Jesus estava determinado a ir a Jerusalém, seus discípulos pensavam que fosse declarar-se Messias em Jerusalém e que restabelecesse o reino na nação de Israel, tirando o domínio das mãos dos romanos imperiais. Para tirar da mente de seus discípulos esta idéia errônea, Jesus Cristo apresentou a parábola para indicar que seu reino ainda estava longe no futuro.
6 Sobre isto lemos: “Enquanto escutavam estas coisas, contou em adição uma ilustração, porque estava perto de Jerusalém e eles estavam imaginando que o reino de Deus ia apresentar-se instantaneamente. Ele disse, portanto: ‘Certo homem de nobre estirpe viajou para um país distante, para assegurar-se poder régio e voltar.’” — Luc. 19:11, 12.
7. (a) Como indicou Jesus, na parábola que levaria muito tempo até que se assegurasse e aplicasse o poder régio? (b) De que modo era Jesus deveras um “homem de nobre estirpe”?
7 Jesus indicou assim que ainda não tinha o poder régio, mas que tinha de viajar para longe, a fim de assegurá-lo para si. Em vista da relativa vagarosidade das viagens há dezenove séculos atrás, uma viagem a um lugar distante e depois a viagem de retorno indicaria a passagem de um grande período de tempo. Jesus não estava viajando para um lugar tão próximo como Jerusalém, vinte e três quilômetros distante de Jericó, para assegurar-se do poder régio ao qual tinha direito por ser de nobre estirpe. (Luc. 19:12, (Comunidade de Taizé; Huberto Rohden; Pontifício Instituto Bíblico; Tradução do Novo Mundo) Embora Jesus tivesse sido carpinteiro humilde na cidade de Nazaré, ainda assim era deveras um nobre, ou um “homem de nobre estirpe”. Era descendente natural do Rei Davi, cuja capital havia sido Jerusalém. Como tal, tinha o direito de herdar o reino de Davi sobre todo o Israel, com Jerusalém por capital. Jesus havia realizado muitíssimos milagres pelo poder de Deus, e, então, seus discípulos pensavam que o messiânico “reino de Deus” iria apresentar-se de modo milagroso, constituindo Jesus em Rei atuante sobre Israel, apesar da ocupação romana do país. Assim se estabeleceria instantaneamente o reino messiânico de Deus. Mas Jesus sabia que o Reino ainda não estava tão próximo como o tempo que levaria para ele chegar a Jerusalém. — Luc. 3:23-31; Mat. 1:1-17.
8, 9. (a) Era o tempo envolvido o tempo que levaria para ir a Roma e voltar? E por que não? (b) Como indicou Jeová, nas suas palavras ao Rei Zedequias de Jerusalém, que era ele quem concedia o poder régio?
8 Tampouco era o tempo envolvido aquele que levaria para viajar da Palestina para a Roma imperial, na Itália, e depois retornar a Jerusalém. Roma não era o lugar onde Jesus Cristo obteria seu poder régio. A fonte de seu poder régio não era o César, nem o Senado romano. Isto ficou dolorosamente demonstrado quando os soldados romanos o pregaram numa estaca no Dia da Páscoa, como sedicioso que reivindicava o reinado. O lugar distante ao qual Jesus devia viajar para obter o poder régio era o lugar Daquele que havia estabelecido o reino messiânico do antepassado de Jesus, Davi. Esse era Jeová Deus, e seu lugar estava no céu. Jeová indicou que era Ele quem iria conceder o poder régio ao descendente legítimo do Rei Davi, quando disse ao Rei Zedequias, de Jerusalém, pouco antes de este ser destronado no ano 607 A. E. C.:
9 “Remove o turbante [real] e retira a coroa. Esta não será a mesma. Põe no alto o rebaixado e rebaixa o que estiver no alto. Uma ruína, uma ruína, uma ruína a farei. Também, quanto a esta, certamente não virá a ser de ninguém, até que venha aquele que tem o direito legal, e a ele é que terei de dá-lo.” — Eze. 21:26, 27.
10. Por que não era Jesus pretensioso ou presunçoso ao imitar o nobre e empreender uma longa viagem para obter o poder régio?
10 Jesus Cristo não foi presunçoso ou atrevido quando decidiu imitar o nobre da parábola e empreender uma viagem que levaria muito tempo, para assegurar o reinado para si. Pouco antes de ele ser concebido no ventre de sua mãe terrena, Maria, da casa real de Davi, o anjo Gabriel dissera a respeito do filho dela, a quem devia chamar Jesus: “Este será grande e será chamado Filho do Altíssimo; e Jeová Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai, e ele reinará sobre a casa de Jacó para sempre, e não haverá fim do seu reino.” (Luc. 1:31-33) Exigiu então um milagre divino para se transferir a vida deste Filho do Altíssimo do céu para a terra. Portanto, como iria Jesus Cristo então voltar para o céu, a fim de se assegurar o reino davídico de seu Pai celestial?
11, 12. (a) Que milagre habilitou Jesus a fazer a viagem ao lugar onde receberia o poder régio? (b) Por que não é tal ressurreição de Jesus apenas uma teoria nossa sobre o assunto?
11 A regra divina é inalterável: “Carne e sangue não podem herdar o reino de Deus.” (1 Cor. 15:50) Evidentemente, pois, teria de haver outro milagre para Jesus Cristo poder viajar de volta para o céu, até a Autoridade Suprema que lhe podia dar o Reino. Era óbvio que Jesus teria de deixar de lado sua “carne e [seu] sangue”. Isto exigia que depusesse sua vida humana perfeita de modo inocente como sacrifício humano. Mas esta morte sacrificial não o levaria ao céu. Deus teria de trazer seu Filho sacrificado novamente à vida, mas não outra vez como Filho de “carne e sangue”. Teria de ser como Filho espiritual, com um corpo espiritual, invisível aos olhos humanos, mas visível aos olhos celestiais. Portanto, isto não só exigiria que o Deus Todo-poderoso Jeová fizesse o milagre de ressuscitar seu Filho sacrificado, mas também que o ressuscitasse como ser espiritual, com a recompensa prometida da imortalidade e da incorrutibilidade. Isto foi exatamente o que Jeová fez. Não se trata duma teoria nossa, mas o apóstolo Pedro escreveu:
12 “Também Cristo morreu uma só vez pelos pecados, o justo pelos injustos, para levar-nos a Deus; sendo, na verdade, morto na carne, mas vivificado no espírito; no qual também foi, e pregou aos espíritos em prisão.” — 1 Ped. 3:18, 19, Novo Testamento da Imprensa Bíblica Brasileira, de 1949.
13, 14. (a) Quando Jesus morreu como homem de “carne e sangue” onde passou a estar? (b) Como sabemos se Jesus iniciou logo após a sua ressurreição a sua viagem para o “país distante” da parábola, ou não?
13 Naturalmente, ao Jesus morrer como homem de “carne e sangue”, ele não foi ao “país distante” da parábola, isto é, à presença celestial de seu Pai. Estava realmente morto, e seu cadáver foi colocado num túmulo, para que, por partes de três dias, Jesus estivesse no que os judeus chamavam de Seol e os gregos, Hades. Na sua ressurreição como pessoa espiritual, no terceiro dia, Jesus estava de posse do valor ou do mérito de sua vida humana sacrificada, mas não empreendeu imediatamente a viagem para o “país distante”. Naquele mesmo dia, ele apareceu a Maria Madalena no jardim do túmulo e disse-lhe:
14 “Pára de agarrar-te a mim. Porque ainda não ascendi para junto do Pai. Mas, vai aos meus irmãos e dize-lhes: ‘Eu ascendo para junto de meu Pai e vosso Pai, e para meu Deus e vosso Deus.’” (João 20:17) Durante quarenta dias, ele continuou invisível na vizinhança da terra, às vezes materializando-se em forma humana e aparecendo aos seus discípulos para provar-lhes que estava novamente vivo, ressuscitado dentre os mortos. — Atos 1:1-5.
15, 16. (a) Quando iniciou o ressuscitado Jesus a viagem para aquele “país distante”, e perante que testemunhas? (b) Quando deve ter chegado àquele “país distante” e como é isso atestado por Pedro?
15 A ocasião em que o ressuscitado Jesus Cristo ascendesse para seu Pai celestial seria o tempo de ele começar a viajar para o “país distante”. Isto se deu no quadragésimo dia desde a sua ressurreição dentre os mortos. Enquanto diversos discípulos, no Monte das Oliveiras, viam o corpo materializado em que Jesus aparecera ascender para o céu e desaparecer, dois anjos pararam ao lado deles e disseram: “Homens da Galiléia, por que estais parados aí olhando para o céu? Este Jesus, que dentre vos foi acolhido em cima, no céu, virá assim da mesma maneira em que o observastes ir para o céu.” (Atos 1:11) Não sabemos quanto tempo Jesus Cristo levou no domínio espiritual para chegar ao “país distante” da parábola, mas aconteceu dentro de dez dias ou antes do dia festivo de Pentecostes daquele ano 33 E. C. Naquele dia derramou-se o espírito santo sobre os discípulos de Cristo em Jerusalém e o apóstolo Pedro falou sob inspiração, dizendo a milhares de judeus ouvintes:
16 “Realmente, Davi não ascendeu aos céus, mas ele mesmo diz: ‘Jeová disse ao meu Senhor: “Senta-te à minha direita, até que eu ponha os teus inimigos como escabelo para os teus pés.”’ Portanto, que toda a casa de Israel saiba com certeza que Deus o fez tanto Senhor como Cristo, a este Jesus, a quem pendurastes numa estaca.” — Atos 2:34-36.
“FAZEI NEGÓCIOS ATÉ EU VOLTAR”
17. Como indica a parábola de Jesus o que seus discípulos deviam fazer na terra durante a sua longa ausência?
17 De modo que Jesus Cristo havia de vir de novo — mas esta vez com “poder régio”. A parábola que Jesus apresentou, porque seus discípulos “estavam imaginando que o reino de Deus ia apresentar-se instantaneamente” indicava que Jesus Cristo, igual ao “homem de nobre estirpe”, estaria ausente por longo tempo. (Luc. 19:11, 12) Ora, o que deviam seus discípulos fazer então, no ínterim, enquanto aguardavam a sua volta com “poder régio”? Jesus não os deixou sem instruções específicas quanto a que haviam de fazer. A parábola de Jesus ilustrava que faria isso. Lemos a respeito do nobre que estava de partida: “Chamando dez escravos seus, deu-lhes dez minas e disse-lhes: ‘Fazei negócios até eu voltar.’” — Luc. 19:13.
18. (a) Que valor atribuem várias traduções da Bíblia e Ajuda ao Entendimento da Bíblia às dez minas de prata? (b) O que deviam os escravos fazer com as minas de prata?
18 Uma Tradução Americana, em inglês, dá um valor monetário à antiga mina e traduz este versículo: “E ele convocou dez de seus escravos e deu a cada um vinte dólares e disse-lhes que negociassem enquanto estivesse ausente.” A tradução ecumênica da Comunidade de Taizé dá um valor brasileiro à mina e reza: “Chamando, pois, dez servidores, deu-lhes quinhentos cruzeiros, dizendo: ‘Negociai até a minha volta.’” A Nova Bíblia Inglesa, do ano de 1970, avalia a mina em apenas uma “libra”. A Nova Bíblia Americana, em inglês, é indefinida e diz que o homem de nobre estirpe deu aos seus servos “somas de dez unidades”. A publicação intitulada “Ajuda ao Entendimento da Bíblia”, de 1971, em inglês, calcula a mina de prata do primeiro século E. C. como sendo de US$ 14,094 (cerca de Cr$ 87,40). Isto era muito dinheiro nos dias de Jesus, sendo equivalente a 100 dracmas, embora valesse apenas uma sexagésima parte de um talento de prata no valor de US$ 845,64 (cerca de Cr$ 5.294,00). Não importa qual seja hoje o valor daquela mina de prata, os dez escravos do homem de nobre estirpe deviam negociar com as minas de prata por fazer comércio e assim ganhar riquezas para o prospectivo rei.
19. A quem representavam os “dez escravos” e o que representavam as “dez minas”?
19 Os dez escravos da parábola de Jesus representavam os discípulos do Senhor Jesus. Após a sua ressurreição dentre os mortos, o que deixou ao encargo de seus discípulos, antes de ascender ao céu, dez dias antes do dia festivo de Pentecostes de 33 E. C.? Por ocasião de sua morte na estaca, no Calvário, Jesus havia sido despojado de absolutamente todas as coisas materiais que tivessem qualquer valor na terra. Na sua ressurreição dentre os mortos, no terceiro dia, até mesmo as faixas mortuárias e o pano de cabeça foram deixados atrás, no túmulo. (João 20:6, 7) Então, o que possuía Jesus de que pudesse encarregar seus discípulos antes de subir ao “país distante’, celestial? Era algo que, igual às dez minas de prata, tinha um valor que podia servir de base ou de haver para produzir um aumento valioso para o prospectivo Rei, o Messias. Visto que não se tratava de algo material, era algo intangível, contudo, estava presente e existia. O quê! O campo de interesse que Jesus havia cultivado a respeito do reino messiânico de Deus, por meio de seu ministério público durante cerca de três anos e meio em Israel.
20. (a) Portanto, que qualidade valiosa foi dada ao campo de atividade, que os discípulos podiam transformar em lucro como se fizessem negócios com dez minas? (b) Como indicaram um escravo e o próprio Jesus tal valor útil dado ao campo de atividade?
20 Sim, aquelas dez “minas” simbólicas de prata representavam os bens que o intensivo ensino e a pregação de Jesus haviam produzido no mundo judaico ou israelita no sentido de o povo escolhido de Jeová estar inclinado a aceitar Jesus como o Messias prometido. De modo que havia um campo preparado para os discípulos de Jesus, em que podiam agir, para edificar e estimular à madureza, nos judeus, a prontidão de crer ou de ser persuadidos de que Jesus era o Ungido de Jeová, por causa daquilo que Jesus ensinara e fizera em cumprimento da profecia bíblica. Era um campo que os discípulos de Jesus podiam fazer muito produtivo, por se atarefarem com o que Jesus os mandou fazer. Na parábola, um dos dez escravos comparou-o a um campo ou a uma lavoura, quando este escravo disse ao rei retornado: “Ceifas o que não semeaste.” (Luc. 19:21) Jesus ilustrou isso também anteriormente, quando disse aos seus discípulos enquanto estava em Samaria: “É verdadeira a palavra: Um é o semeador e outro o ceifador. Eu vos mandei ceifar aquilo em que não labutastes. Outros labutaram, e vós entrastes no proveito do seu labor.” — João 4:37, 38.
21. (a) De que é que Jesus queria mais? (b) Se o campo judaico não fosse bastante produtivo, o que deviam fazer os discípulos?
21 Assim, os discípulos de Jesus tinham algo de útil, de valor, adaptável, efetivo, com que começar a trabalhar ou a ‘fazer negócios’ e ganhar um acréscimo. Jesus não queria ganhar mais prata ou ouro por meio de seus discípulos-escravos. O que queria mais eram discípulos que seguissem as suas pisadas e estivessem a favor dele como o Rei messiânico. E se o campo judaico já cultivado não produzisse a todos eles, especialmente os 144.000 herdeiros do Reino com Jesus, então os discípulos podiam ampliar o campo de suas atividades para o domínio gentio ou não-judeu. Assim aumentariam o campo cultivado, que produziria cinco ou dez vezes mais em área de cultivo, para produzir aderentes do reino de Cristo.
22. A quem representavam os “escravos” que eram dez em número, no cumprimento completo da parábola?
22 Os “dez escravos seus”, na parábola de Jesus, não tiveram seu cumprimento completo nos apóstolos e nos discípulos do primeiro século de nossa Era Comum. Apropriadamente, o número de “escravos” foi fixado em “dez”, visto que dez é usado em ilustrações bíblicas para representar inteireza ou totalidade, especialmente com respeito a coisas terrenas. Assim, os “dez escravos” da parábola representariam bem a todos os escravos gerados pelo espírito e ungidos de Jesus Cristo, que são prospectivos co-herdeiros dele no reino celestial e que foram produzidos durante estes últimos dezenove séculos, até a vinda de Cristo ao poder régio, no fim dos Tempos dos Gentios no ano de 1914 E. C. e até o presente. Deve ser assim, porque os apóstolos e os outros discípulos do primeiro século E. C. não sobreviveram em carne até a volta invisível de Cristo com o poder do Reino, neste século vinte.
23. (a) A parte final, culminante, da parábola encontra seu equivalente nos discípulos de que período? (b) Em vista da iminente matança dos inimigos do Rei, o que é de nosso interesse fazer quanto à parábola?
23 Por conseguinte, a parte final, culminante, da parábola de Jesus a respeito dos “dez escravos” com as dez minas deve encontrar seu equivalente nos discípulos batizados, gerados pelo espírito e ungidos de Jesus Cristo, que vivem na terra durante este século vinte. A investigação revela que há ainda um restante de cerca de dez mil deles na terra, que ‘fazem negócios’ com as dez minas simbólicas para aumentar as riquezas do novo Rei da terra. Estes dez mil são deveras apenas um pequeno número remanescente, quando comparados com o pleno número de 144.000 discípulos, que hão de ficar unidos com Jesus Cristo em reinar com ele por mil anos, para a glória de Deus e a bênção eterna de toda a humanidade. Como todos estes dez escravos figurativos fizeram negócios ou negociaram com as “dez minas” do prospectivo Rei é uma história interessante. Em vista da iminente matança de todos os inimigos do legítimo Rei messiânico da terra, será de nosso interesse acompanharmos a história até o fim e ver que papel correto podemos desempenhar no cumprimento moderno da parábola de Jesus.
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Preservados de ser mortos junto com os inimigos do reiA Sentinela — 1974 | 1.° de julho
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Preservados de ser mortos junto com os inimigos do rei
1. Rejeitarmos agora o novo Rei da Terra poderia ter que conseqüências, segundo que exemplo de aviso da antiguidade?
JÁ QUE vivemos no “tempo do fim” do atual “sistema de coisas”, pode ter as conseqüências mais sérias para nós se rejeitamos o novo Rei da terra. (Dan. 12:4; Mat. 24:3) Há dezenove séculos atrás, as conseqüências foram muito sérias para os israelitas que viviam no fim do sistema judaico de coisas, que girava em torno de Jerusalém e de seu templo. (Heb. 9:26) Este foi um exemplo de aviso para nós hoje. Este aviso é enfatizado para nós na parábola de Jesus a respeito do homem de nobre estirpe, que confiou dez minas de prata a dez escravos seus.
2. Quando partiu Jesus, como Rei prospectivo, e quem eram seus ‘concidadãos’, que enviariam atrás dele uma delegação para se opor ao seu reinado?
2 Na parábola, Jesus passou a dizer: “Mas os seus cidadãos o odiavam e enviaram um corpo de embaixadores após ele, para dizer: ‘Não queremos que este homem se torne rei sobre nós.’” (Luc. 19:14) Foi depois de sua ressurreição dentre os mortos que Jesus, como o ungido com o espírito santo de Deus para se tornar o Rei messiânico, ascendeu da terra para o céu, apenas dez dias antes do dia festivo de Pentecostes de 33 E. C. Segundo a nacionalidade carnal de Jesus, “seus cidadãos” eram os israelitas ou judeus. Em harmonia com isso, está escrito: “Quando chegou o pleno limite do tempo, Deus enviou o seu Filho, que veio a proceder duma mulher e que veio a estar debaixo de lei, para livrar por meio duma compra os debaixo de lei, para que nós, da nossa parte, recebêssemos a adoção como filhos.” (Gál. 4:4, 5) “Veio ao seu próprio lar, mas os seus não o acolheram.” (João 1:11) Pois bem, depois da ascensão de Jesus ao céu, como foi que seus concidadãos judaicos enviaram uma delegação ou representação após ele, para expressar suas objeções ao exercício do poder real de Jesus sobre eles?
3. Visto que seus ‘concidadãos’ eram de carne e sangue como podiam enviar “após ele” uma delegação para objetar ao seu reinado?
3 Sendo de carne e sangue, nenhum grupo de embaixadores judaicos podia ir ao céu e comparecer na presença santa de Deus, dizendo-lhe que não desse o reinado messiânico ao seu ressuscitado Filho Jesus. Mas não precisavam fazer isso. Avisaram a Deus exatamente como se fizessem isso. Como? Foi a partir do dia festivo de Pentecostes, porque foi então que os discípulos cristãos, que se haviam mantido “ocultos”, apresentaram-se em público. Foi então que o apóstolo Pedro, agindo como porta-voz para os cerca de 120 discípulos, disse a mais de três mil judeus reunidos em Jerusalém: “Que toda a casa de Israel saiba com certeza que Deus o fez tanto Senhor como Cristo, a este Jesus, a quem pendurastes numa estaca.” (Atos 2:36) Mas concordaram as autoridades religiosas em Jerusalém com este anúncio de que Jesus era o Messias? Não, se puder servir de indício sua oposição e perseguição seguinte dos discípulos de Jesus. Portanto, pela sua objeção oficial ao testemunho dado pelos discípulos, de que Jesus era o prometido Messias de Deus, avisavam a Deus no céu que não queriam seu ressuscitado Filho como Rei messiânico deles. — Atos 5:34-39.
4. (a) Por rejeitarem Jesus como o rei messiânico, a que se expuseram os ‘ cidadãos” judaicos? (b) A que resultado levou isso mais tarde a tais “cidadãos”, mas o que aconteceu aos judeus cristianizados?
4 Os concidadãos de Jesus tinham as suas próprias idéias sobre quem devia tornar-se seu rei, no papel do Messias. Expunham-se assim como enganados por falsos messias, falsos cristos. Foi com falsos ideais messiânicos que os judeus nacionalistas se revoltaram no ano 66 E. C. contra César, não o querendo mais como rei. (João 19:15) Os poucos anos de independência que ganharam do Império Romano terminaram quando Jerusalém e seu templo foram reduzidos a ruínas no ano 70 E. C. Os milhares de judeus cristianizados eram gratos de que não se haviam deixado enganar a participar da revolta messiânica dos judeus, e eles continuavam a ‘fazer negócios’ com as figurativas minas de prata que lhes foram dadas por Jesus Cristo antes de ele partir para o “país distante”, celestial. Não perderam nada de espiritual com a destruição horrível de Jerusalém e com a dispersão cruel dos judeus incrédulos.
FAZER NEGÓCIOS COM AS COISAS VALIOSAS DO REI
5. Na parábola, quando o nobre, na volta, fez as contas com seus escravos, o que disse o primeiro que se apresentou?
5 Na parábola de Jesus, é só depois de o “homem de nobre estirpe” voltar de sua longa viagem para fora, que ficamos sabendo o que seus dez escravos fizeram com as minas de prata que lhes foram confiadas. Lemos: “Por fim, tendo ele voltado, depois de se assegurar o poder régio [ou: o reino], mandou convocar esses escravos a quem dera o dinheiro de prata, a fim de averiguar o que tinham ganho com a atividade comercial. Apresentou-se, então, o primeiro, dizendo: ‘Senhor, a tua mina ganhou dez minas.’” (Luc. 19:15, 16) Segundo Uma Tradução Americana, este escravo disse: “Teus vinte dólares produziram duzentos, senhor!” Segundo a tradução da Comunidade de Taizé, ele disse: “Senhor, os cinqüenta cruzeiros renderam dez vezes mais.” Ganhara dez vezes mais do que recebera.
6. (a) O que representava este primeiro escravo? (b) Como se fizeram negócios com a “mina” de prata do Senhor a partir de Pentecostes?
6 Visto que os “dez escravos” da parábola representam todos os discípulos gerados pelo espírito e ungidos de Jesus Cristo a partir de Pentecostes do ano 33 E. C. e até agora, este primeiro escravo representa uma classe ou um grupo de tais discípulos cristãos. Sem dúvida, os doze apóstolos fiéis e o apóstolo Paulo pertenciam a esta classe. Sendo apóstolos ou “enviados”, certamente haviam ampliado o campo em cultivo, que seu Senhor Jesus Cristo deixou como algo valioso e produtivo com que começar a trabalhar ou fazer negócios. O livro dos Atos dos Apóstolos mostra como eles negociaram com a simbólica mina de prata. A partir do dia festivo de Pentecostes, lemos a respeito do “ensino dos apóstolos”, ao qual os crentes cristãos se devotavam, que “muitos portentos e sinais começaram a ocorrer por intermédio dos apóstolos”, e que, “ao mesmo tempo, Jeová continuava a ajuntar-lhes diariamente os que estavam sendo salvos”. — Atos 2:42, 43, 47.
7. O que fizeram os apóstolos sob perseguição, por exemplo, depois do que passaram no Sinédrio de Jerusalém?
7 Os apóstolos continuaram sua obra de pregar e de ensinar, apesar de serem punidos injustamente por fazerem isso. Por exemplo, depois de os apóstolos terem tido uma audiência perante o Sinédrio de Jerusalém, aconteceu o seguinte: “Mandaram chamar os apóstolos, chibatearam-nos e ordenaram-lhes que parassem de falar à base do nome de Jesus, e soltaram-nos. Estes [apóstolos], portanto, retiraram-se do Sinédrio, alegrando-se porque tinham sido considerados dignos de serem desonrados a favor do nome dele. E cada dia, no templo e de casa em casa, continuavam sem cessar a ensinar e a declarar as boas novas a respeito do Cristo, Jesus [ou: o Messias, Jesus].” — Atos 5:40-42, Tradução do Novo Mundo; Pontifício Instituto Bíblico.
8. Devido à aderência estrita dos apóstolos à pregação e ao ensino, o que aconteceu com referência ao número dos crentes?
8 Em aderência estrita ao seu ministério, os doze apóstolos disseram à congregação de Jerusalém: “Nós mesmos nos devotaremos à oração e ao ministério da palavra.” (Atos 6:4) Não é de se admirar que depois leiamos: “Conseqüentemente, a palavra de Deus crescia [pela pregação e pelo ensino] e o número dos discípulos multiplicava-se grandemente em Jerusalém; e uma grande multidão de sacerdotes começou a ser obediente à fé.” O número dos crentes deve ter aumentado então a mais de cinco mil, pois lemos um pouco antes: “Muitos dos que tinham escutado o discurso creram, e o número dos homens chegou a cerca de cinco mil.” — Atos 6:7; 4:4.
9, 10. (a) Como se ampliou o campo em cultivo, segundo Atos, capítulos oito a dez? (b) Que explicação deu o apóstolo Paulo sobre como ele negociava com a simbólica mina de prata?
9 Depois, tendo Jerusalém por base de operações, o campo de operações foi estendido aos samaritanos circuncisos e a um prosélito etíope, circunciso, e depois, no tempo designado de Deus, a todos os não-judeus ou gentios incircuncisos. (Atos, capítulos 8-10) No concílio do corpo governante cristão em Jerusalém, o discípulo Tiago comentou a ampliação do campo de cultivo, abrangendo o mundo gentio, ao dizer: “Simeão [Pedro] tem relatado cabalmente como Deus, pela primeira vez, voltou a sua atenção para as nações, a fim de tirar delas um povo para o seu nome. E com isso concordam as palavras dos Profetas.” (Atos 15:14, 15) Depois disso, o apóstolo Paulo empreendeu a sua segunda viagem missionária e penetrou na Europa. Paulo disse a respeito de si mesmo: “Visto que sou, na realidade, apóstolo para as nações, glorifico o meu ministério.” (Rom. 11:13) No retorno de sua terceira viagem missionária, Paulo explicou como negociava com a simbólica mina de prata que o Senhor Jesus Cristo lhe havia confiado, dizendo aos anciãos da congregação de Éfeso, na Ásia Menor:
10 “Não me refreei de vos falar coisa alguma que fosse proveitosa, nem de vos ensinar publicamente e de casa em casa [ou: publicamente e em vossas casas, Negromonte; em público e em casas particulares, Hoepers]. Mas, eu dei cabalmente testemunho, tanto a judeus como a gregos, do arrependimento para com Deus e da fé em nosso Senhor Jesus.” — Atos 20:20, 21.
11. Em resultado de os escravos cristãos negociarem com a simbólica mina, quanto testemunho havia sido dado cerca de dez anos antes da destruição de Jerusalém?
11 Então, será que os apóstolos e seus condiscípulos ungidos, lá no primeiro século, multiplicaram as minas simbólicas que o Senhor Jesus Cristo lhes confiou como seus escravos cristãos? Sim, fizeram isso. Temos o testemunho escrito do apóstolo Paulo, quando escreveu sua carta aos colossenses, da sua prisão domiciliar em Roma, cerca de dez anos antes da destruição de Jerusalém no ano 70 E. C., falando sobre a divulgação das boas novas: “Boas novas que se vos apresentaram, assim como estão dando fruto e estão aumentando em todo o mundo . . . boas novas que ouvistes e que foram pregadas em toda a criação debaixo do céu.” (Col. 1:5, 6, 23) Assim, anos antes do fim do sistema judaico de coisas, que girava em torno de Jerusalém, dera-se um testemunho mundial.
NEGOCIAR COM AS “MINAS” NO SÉCULO VINTE
12. (a) Por que não se deve atribuir à cristandade o mérito pelo hodierno ‘aumento em todo o mundo’ por parte das “boas novas”? (b) A quem se deve atribuir o mérito, e por quê?
12 Atualmente, depois de passarem dezenove séculos, pode-se dizer também que as boas novas estão “aumentando em todo o mundo” e que foram “pregadas em toda a criação debaixo do céu”? Sim, e muito mais do que no primeiro século E. C. O mérito disso não deve ser atribuído à cristandade, que já tem agora mais de dezesseis séculos de idade. Ela e suas centenas de milhões de membros das igrejas não proclamem que o Senhor Jesus Cristo assegurou para si o “poder régio” no fim dos Tempos dos Gentios em 1914, ano da Primeira Guerra Mundial. Não proclamem as boas novas de que o reino messiânico, nas mãos do Senhor Jesus, nasceu nos céus quando terminaram os Tempos dos Gentios em 1914 e que seu reino celestial não tem nada que ver com a Liga das Nações ou as Nações Unidas, das quais a cristandade depende para a manutenção da paz e da segurança mundiais. Não é à cristandade, mas sim ao restante ungido das testemunhas cristãs de Jeová que cabe o mérito pela pregação das boas novas, em toda a criação, de tal reino messiânico como já estabelecido nos céus desde 1914, para livrar toda a criação terrestre de toda a injustiça e para abençoar a humanidade com um governo perfeito e divino.
13. (a) Depois de o restante ungido emergir da Primeira Guerra Mundial, quão numerosos eram os aderentes do recém-nascido Reino, e por quê? (b) Como veio este restante a possuir as “minas” simbólicas e como negociou com elas?
13 Quando os deste restante ungido emergiram da Primeira Guerra Mundial e de suas perseguições, no ano 1918, eram o alvo do ódio de todas as nações e gozavam de má reputação religiosa. (Mat. 24:9) O campo cultivado que lhes sobrava para produzir mais aderentes do recém-nascido reino messiânico de Deus estava muito pequeno. Eram como os apóstolos e os condiscípulos de Cristo no período entre a ressurreição do Senhor Jesus da morte vergonhosa e o dia festivo de Pentecostes. Portanto, o que aconteceu era como que uma nova consignação das simbólicas minas de prata, no ano 1919, aos do restante ungido das testemunhas cristãs de Jeová. Naquele ano de 1919, houve a primeira assembléia geral do após-guerra dos do restante ungido, em Cedar Point, Ohio, E. U. A., e com uma renovação do espírito de Jeová Deus, os do restante ungido puseram-se novamente a fazer negócios ou a negociar com as simbólicas minas de prata, recém-recebidas do Senhor Jesus Cristo, então revestido de poder régio. Na sua maneira de fazerem negócios ou negociarem com estas “minas” imitaram o exemplo apostólico do primeiro século, pela pregação e pelo ensino destas boas novas do reino”. — Mat. 24:14.
14, 15. (a) Quem é agora chamado a prestar contas sobre como empregaram as “minas”? (b) Na parábola, quais foram as recompensas dos escravos que ganharam riquezas para seu Senhor?
14 Agora se chama os membros do restante ungido a prestar contas sobre como empregaram as minas simbólicas. Sabem que seu Senhor espera deles um aumento. Qual é a recompensa pelo aumento do número de minas simbólicas? A parábola de Jesus, depois de falar sobre a prestação de contas feita pelo escravo que ganhara mais dez minas, passa a responder a esta pergunta:
15 “Ele [o retornado Senhor] lhe disse assim: ‘Muito bem, escravo bom! Porque te mostraste fiel num assunto muito pequeno, tem autoridade sobre dez cidades.’ Veio então o segundo [escravo], dizendo: ‘Tua mina, Senhor, produziu cinco minas.’ Disse também a este: ‘Tu também; toma conta de cinco cidades.’” — Luc. 19:17-19.
16. (a) O que é indicado por poder o “homem de nobre estirpe” dar a governança sobre quinze cidades, no caso de dois escravos dentre os dez? (b) No que se refere aos membros do restante que agora ganham riquezas para o retornado Senhor Jesus Cristo que dizer de eles obterem a governança agora sobre cidades na terra?
16 Poder o retornado “homem de nobre estirpe” designar os escravos bons e fiéis, que produziram aumento, para governarem cidades, um escravo dez cidades e o outro, cinco, prova que ele se assegurara o poder régio e o exercia então. Poder o nobre designar escravos sobre quinze cidades, no caso dos primeiros dois, mostra que seu poder régio era bastante extensivo. Visto que eles se mostraram fiéis com uma soma relativamente pequena, tal como uma mina de prata, podia-se confiar-lhes uma responsabilidade maior, a governança de cidades. No cumprimento atual da parábola, aqueles do restante ungido que aumentam os valores do já reinante Senhor Jesus Cristo, têm sua aprovação e seu favor no presente. Retêm sua esperança de governar com ele no reino celestial. Mas, atualmente, durante seu serviço ativo na terra, não recebem nenhuma governança literal sobre várias cidades terrenas. A aprovação de seu Senhor ainda não os autoriza a se meter na política do mundo e a obter uma governança política na terra. Precisam continuar a não fazer parte deste mundo, até a morte, a fim de reinarem com Cristo acima.
O “ESCRAVO INÍQUO”
17. Que pergunta surge agora sobre alguém ressentir-se de se requerer dele a produzir aumento para o Senhor, e que caso de ressentimento mostra a parábola de Jesus?
17 Ressente-se alguém de nós ou ofende-se ele porque o Senhor Jesus Cristo, agora revestido de poder régio, exige um aumento daquilo que confiou aos seus escravos? Se temos desculpa ou não por nos sentirmos assim neste respeito é mostrado no caso do escravo que era diferente dos outros que empregaram as suas minas. Lemos: “Mas, veio um diferente, dizendo: ‘Senhor, aqui está a tua mina, que guardei num pano. Compreendes, eu tive temor de ti, visto que és homem rigoroso, apanhas o que não depositaste e ceifas o que não semeaste.’” — Luc. 19:20, 21.
18. Por que não podia este escravo que não produziu lucros ser desculpado à base da consciência?
18 Podia este escravo diferente ser desculpado por motivos de consciência? Não; porque não se lhe pedira fazer algo de errado, a saber, empregar a mina de seu Senhor para ganhar lucro desonesto. Não importava qual o conceito que formasse de seu amo, era mero escravo e devia ter feito a coisa honesta que seu amo lhe pedira fazer. Se era preguiçoso demais para trabalhar, devia ter depositado a mina no banco e deixado os banqueiros trabalhar por ele. De modo que ele tinha uma péssima desculpa.
19. Segundo o que respondeu o amo àquele escravo, e como?
19 Seu amo respondeu e o julgou segundo a própria desculpa dele, pois lemos: “Ele lhe disse: ‘Da tua própria boca te julgo, escravo iníquo. Sabias, não e verdade, que sou homem rigoroso, apanhando o que não depositei e ceifando o que não semeei? Então, por que e que não puseste meu dinheiro de prata num banco? Assim, na minha chegada, eu o teria cobrado com juros.’” — Luc. 19:22, 23.
20, 21. (a) Era impróprio, duro e descortês que o amo chamasse o escravo de “iníquo”? (b) O que mostra a parábola sobre se o “escravo iníquo” merecia outra oportunidade?
20 Chamar este escravo de “iníquo” não era impróprio, duro e descortês, porque este escravo, que temia trabalhar com a mina valiosa de seu amo, causara deliberadamente uma perda ao seu amo. Estavam envolvidos tempo e dinheiro valiosos, e o escravo não fizera uso leal deles para seu amo, nem com o desejo de prosperar e aumentar os bens de seu amo. Devolver o escravo apenas o que havia recebido há muito tempo atrás não era o modo correto de um escravo acolher um rei! Quão desprezível! Quão desrespeitoso! Quão vil! Quanta falta de amor e entusiasmo com o recém estabelecido reino de seu amo! Tratava-se dum fracasso absoluto de prestar qualquer serviço ao seu amo quando ele tinha o tempo e os meios para tal. Na ocasião do ajuste de contas, merecia ele outra oportunidade, Observe:
21 “Com isto [o amo] disse aos que estavam parados ali: ‘Tirai dele a mina e dai-a ao que tem as dez minas.’ Mas eles lhe disseram: ‘Senhor, ele tem dez minas!’ — ‘Eu vos digo: A todo aquele que tem, mais será dado; mas daquele que não tem, até mesmo o que tem lhe será tirado. Ademais, trazei para cá estes inimigos meus que não quiseram que eu me tornasse rei sobre eles e abatei-os diante de mim.’” — Luc. 19:24-27.
22. (a) Portanto, que oportunidade régia perdeu aquele escravo inútil? (b) Do lado de quem se colocou realmente aquele escravo e como pressagiavam o mal para esse escravo as palavras de seu amo?
22 Tirar a mina daquele escravo inútil significava que ele perdeu a oportunidade de mostrar-se digno de ter “autoridade sobre dez cidades” ou de ‘tomar conta de cinco cidades’, participando assim no reino de seu amo então régio. (Luc. 19:17, 19) Não se lhe podiam confiar quaisquer responsabilidades do reino. Embora tivesse uma atitude negativa para com o reino de seu amo, ele se colocou do lado daqueles que tinham atitude positiva contra este homem reinar sobre eles. A parábola não diz nem mostra se ele foi morto junto com os inimigos do amo, que não quiseram que se tornasse rei sobre eles. Mas a parábola mostra que, logo depois de o amo dizer que o escravo que não tem zelo nem interesse para com o reino de seu amo perderá a oportunidade que tem, o amo disse aos seus súditos reais que abatessem seus inimigos perante ele.
23. (a) Por que conduta má não foi esse escravo tachado de “iníquo”? (b) A luz do fracasso daquele escravo que obrigação têm os “escravos” batizados e ungidos de Cristo desde o fim dos Tempos dos Gentios em 1914?
23 Deve-se notar que este escravo inútil não foi chamado de “iníquo” por ter maltratado seus co-escravos, nem por ter cometido imoralidade, tal como fornicação, adultério ou homossexualismo. Não, mas ele foi julgado como iníquo por sua falta de apoio às perspectivas do Reino de seu amo, por não trabalhar para aumentar as riquezas do reino de seu amo. Não estando a favor de seu amo como rei, estava contra ele. (Mat. 12:30; Luc. 11:23) Assim, também, desde o fim dos Tempos dos Gentios em 1914, é algo sério quando os “escravos” batizados e ungidos do já reinante Rei Jesus Cristo negligenciam seu dever de aumentar o conhecimento público, o apoio e a aderência leal com respeito ao reino dele. São responsáveis por ‘fazer negócios’ com as minas simbólicas que lhes foram confiadas para as usarem até que faça um ajuste de contas com eles.
24. (a) Que privilégio não querem perder para outros estes “escravos” cristãos? (b) Perderem a recompensa régia significaria para eles perderem o quê?
24 Não devem querer que seus privilégios quanto ao reino de Cristo lhes sejam tirados e dados a um pregador e instrutor zeloso do Reino, semelhante ao escravo que ganhou as dez minas. Tirar-se-lhes a mina simbólica significaria que deixam de ganhar um lugar no Reino celestial, para governarem, como que, “dez cidades” ou “cinco cidades”. Perderem isso significaria para eles perderem tudo. Significaria sua destruição junto com os inimigos diretos do governo messiânico de Deus, que não querem que Jesus Cristo exerça o poder régio sobre eles durante mil anos. (Rev. 20:4, 6) Aproxima-se cada vez mais o tempo de os santos anjos que acompanham Jesus Cristo na sua vinda executarem a vingança divina em todos os opositores e não-apoiadores do reino messiânico. Isto começará antes da batalha do Har-Magedon.
25. (a) Por que começará antes da batalha do Har-Magedon a execução da vingança divina? (b) Então, o que significaria para nós, professos cristãos, se fossemos achados iguais aquele “escravo iníquo”?
25 Começará com a destruição da religiosa Babilônia, a Grande, no irrompimento da “grande tribulação”, representada pelo sítio e pela destruição de Jerusalém lá em 70 E. C. (Rev. 17:1-16; Mat. 24:15-22) Ai de nós se pertencermos àquela classe de professos cristãos que foi representada pelo “escravo iníquo que guardou a sua mina num pano, só para no fim perdê-la! Significará para nós a destruição eterna na “grande tribulação”, junto com os “inimigos” do Rei.
26. Que duas classes serão poupadas a ser mortas junto com os inimigos do Rei? E por quê?
26 Os ungidos “escravos” cristãos que produzem lucro espiritual para seu Amo celestial, o Rei Jesus Cristo, serão poupados à matança dos inimigos do Rei. O mesmo se dá com a “grande multidão”, que aceita as atividades negociadoras dos “escravos” fiéis e lucrativos, e que lealmente toma sua posição perante o trono de Jeová Deus e de seu Cordeiro Jesus Cristo, clamando entusiasticamente para todos ouvirem: “Vitória ao nosso Deus, que está sentado no trono, e ao Cordeiro!” — Rev. 7:9, 10, 14, 15, New English Bible.
“É assim que obtemos o conhecimento de que estamos amando os filhos de Deus, quando amamos a Deus e cumprimos os seus mandamentos. Pois o amor de Deus significa o seguinte: que observemos os seus mandamentos; contudo, os seus mandamentos não são pesados, . . . Quem deposita a sua fé no Filho de Deus, este tem o testemunho no seu próprio caso. Quem não tem fé em Deus, fez dele um mentiroso, porque não depositou fé no testemunho dado, o qual Deus, como testemunha, tem dado a respeito do seu Filho.” — 1 João 5:2, 3, 10.
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