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Ganhe riquezas para o novo rei da terraA Sentinela — 1974 | 1.° de julho
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18. (a) Que valor atribuem várias traduções da Bíblia e Ajuda ao Entendimento da Bíblia às dez minas de prata? (b) O que deviam os escravos fazer com as minas de prata?
18 Uma Tradução Americana, em inglês, dá um valor monetário à antiga mina e traduz este versículo: “E ele convocou dez de seus escravos e deu a cada um vinte dólares e disse-lhes que negociassem enquanto estivesse ausente.” A tradução ecumênica da Comunidade de Taizé dá um valor brasileiro à mina e reza: “Chamando, pois, dez servidores, deu-lhes quinhentos cruzeiros, dizendo: ‘Negociai até a minha volta.’” A Nova Bíblia Inglesa, do ano de 1970, avalia a mina em apenas uma “libra”. A Nova Bíblia Americana, em inglês, é indefinida e diz que o homem de nobre estirpe deu aos seus servos “somas de dez unidades”. A publicação intitulada “Ajuda ao Entendimento da Bíblia”, de 1971, em inglês, calcula a mina de prata do primeiro século E. C. como sendo de US$ 14,094 (cerca de Cr$ 87,40). Isto era muito dinheiro nos dias de Jesus, sendo equivalente a 100 dracmas, embora valesse apenas uma sexagésima parte de um talento de prata no valor de US$ 845,64 (cerca de Cr$ 5.294,00). Não importa qual seja hoje o valor daquela mina de prata, os dez escravos do homem de nobre estirpe deviam negociar com as minas de prata por fazer comércio e assim ganhar riquezas para o prospectivo rei.
19. A quem representavam os “dez escravos” e o que representavam as “dez minas”?
19 Os dez escravos da parábola de Jesus representavam os discípulos do Senhor Jesus. Após a sua ressurreição dentre os mortos, o que deixou ao encargo de seus discípulos, antes de ascender ao céu, dez dias antes do dia festivo de Pentecostes de 33 E. C.? Por ocasião de sua morte na estaca, no Calvário, Jesus havia sido despojado de absolutamente todas as coisas materiais que tivessem qualquer valor na terra. Na sua ressurreição dentre os mortos, no terceiro dia, até mesmo as faixas mortuárias e o pano de cabeça foram deixados atrás, no túmulo. (João 20:6, 7) Então, o que possuía Jesus de que pudesse encarregar seus discípulos antes de subir ao “país distante’, celestial? Era algo que, igual às dez minas de prata, tinha um valor que podia servir de base ou de haver para produzir um aumento valioso para o prospectivo Rei, o Messias. Visto que não se tratava de algo material, era algo intangível, contudo, estava presente e existia. O quê! O campo de interesse que Jesus havia cultivado a respeito do reino messiânico de Deus, por meio de seu ministério público durante cerca de três anos e meio em Israel.
20. (a) Portanto, que qualidade valiosa foi dada ao campo de atividade, que os discípulos podiam transformar em lucro como se fizessem negócios com dez minas? (b) Como indicaram um escravo e o próprio Jesus tal valor útil dado ao campo de atividade?
20 Sim, aquelas dez “minas” simbólicas de prata representavam os bens que o intensivo ensino e a pregação de Jesus haviam produzido no mundo judaico ou israelita no sentido de o povo escolhido de Jeová estar inclinado a aceitar Jesus como o Messias prometido. De modo que havia um campo preparado para os discípulos de Jesus, em que podiam agir, para edificar e estimular à madureza, nos judeus, a prontidão de crer ou de ser persuadidos de que Jesus era o Ungido de Jeová, por causa daquilo que Jesus ensinara e fizera em cumprimento da profecia bíblica. Era um campo que os discípulos de Jesus podiam fazer muito produtivo, por se atarefarem com o que Jesus os mandou fazer. Na parábola, um dos dez escravos comparou-o a um campo ou a uma lavoura, quando este escravo disse ao rei retornado: “Ceifas o que não semeaste.” (Luc. 19:21) Jesus ilustrou isso também anteriormente, quando disse aos seus discípulos enquanto estava em Samaria: “É verdadeira a palavra: Um é o semeador e outro o ceifador. Eu vos mandei ceifar aquilo em que não labutastes. Outros labutaram, e vós entrastes no proveito do seu labor.” — João 4:37, 38.
21. (a) De que é que Jesus queria mais? (b) Se o campo judaico não fosse bastante produtivo, o que deviam fazer os discípulos?
21 Assim, os discípulos de Jesus tinham algo de útil, de valor, adaptável, efetivo, com que começar a trabalhar ou a ‘fazer negócios’ e ganhar um acréscimo. Jesus não queria ganhar mais prata ou ouro por meio de seus discípulos-escravos. O que queria mais eram discípulos que seguissem as suas pisadas e estivessem a favor dele como o Rei messiânico. E se o campo judaico já cultivado não produzisse a todos eles, especialmente os 144.000 herdeiros do Reino com Jesus, então os discípulos podiam ampliar o campo de suas atividades para o domínio gentio ou não-judeu. Assim aumentariam o campo cultivado, que produziria cinco ou dez vezes mais em área de cultivo, para produzir aderentes do reino de Cristo.
22. A quem representavam os “escravos” que eram dez em número, no cumprimento completo da parábola?
22 Os “dez escravos seus”, na parábola de Jesus, não tiveram seu cumprimento completo nos apóstolos e nos discípulos do primeiro século de nossa Era Comum. Apropriadamente, o número de “escravos” foi fixado em “dez”, visto que dez é usado em ilustrações bíblicas para representar inteireza ou totalidade, especialmente com respeito a coisas terrenas. Assim, os “dez escravos” da parábola representariam bem a todos os escravos gerados pelo espírito e ungidos de Jesus Cristo, que são prospectivos co-herdeiros dele no reino celestial e que foram produzidos durante estes últimos dezenove séculos, até a vinda de Cristo ao poder régio, no fim dos Tempos dos Gentios no ano de 1914 E. C. e até o presente. Deve ser assim, porque os apóstolos e os outros discípulos do primeiro século E. C. não sobreviveram em carne até a volta invisível de Cristo com o poder do Reino, neste século vinte.
23. (a) A parte final, culminante, da parábola encontra seu equivalente nos discípulos de que período? (b) Em vista da iminente matança dos inimigos do Rei, o que é de nosso interesse fazer quanto à parábola?
23 Por conseguinte, a parte final, culminante, da parábola de Jesus a respeito dos “dez escravos” com as dez minas deve encontrar seu equivalente nos discípulos batizados, gerados pelo espírito e ungidos de Jesus Cristo, que vivem na terra durante este século vinte. A investigação revela que há ainda um restante de cerca de dez mil deles na terra, que ‘fazem negócios’ com as dez minas simbólicas para aumentar as riquezas do novo Rei da terra. Estes dez mil são deveras apenas um pequeno número remanescente, quando comparados com o pleno número de 144.000 discípulos, que hão de ficar unidos com Jesus Cristo em reinar com ele por mil anos, para a glória de Deus e a bênção eterna de toda a humanidade. Como todos estes dez escravos figurativos fizeram negócios ou negociaram com as “dez minas” do prospectivo Rei é uma história interessante. Em vista da iminente matança de todos os inimigos do legítimo Rei messiânico da terra, será de nosso interesse acompanharmos a história até o fim e ver que papel correto podemos desempenhar no cumprimento moderno da parábola de Jesus.
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Preservados de ser mortos junto com os inimigos do reiA Sentinela — 1974 | 1.° de julho
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Preservados de ser mortos junto com os inimigos do rei
1. Rejeitarmos agora o novo Rei da Terra poderia ter que conseqüências, segundo que exemplo de aviso da antiguidade?
JÁ QUE vivemos no “tempo do fim” do atual “sistema de coisas”, pode ter as conseqüências mais sérias para nós se rejeitamos o novo Rei da terra. (Dan. 12:4; Mat. 24:3) Há dezenove séculos atrás, as conseqüências foram muito sérias para os israelitas que viviam no fim do sistema judaico de coisas, que girava em torno de Jerusalém e de seu templo. (Heb. 9:26) Este foi um exemplo de aviso para nós hoje. Este aviso é enfatizado para nós na parábola de Jesus a respeito do homem de nobre estirpe, que confiou dez minas de prata a dez escravos seus.
2. Quando partiu Jesus, como Rei prospectivo, e quem eram seus ‘concidadãos’, que enviariam atrás dele uma delegação para se opor ao seu reinado?
2 Na parábola, Jesus passou a dizer: “Mas os seus cidadãos o odiavam e enviaram um corpo de embaixadores após ele, para dizer: ‘Não queremos que este homem se torne rei sobre nós.’” (Luc. 19:14) Foi depois de sua ressurreição dentre os mortos que Jesus, como o ungido com o espírito santo de Deus para se tornar o Rei messiânico, ascendeu da terra para o céu, apenas dez dias antes do dia festivo de Pentecostes de 33 E. C. Segundo a nacionalidade carnal de Jesus, “seus cidadãos” eram os israelitas ou judeus. Em harmonia com isso, está escrito: “Quando chegou o pleno limite do tempo, Deus enviou o seu Filho, que veio a proceder duma mulher e que veio a estar debaixo de lei, para livrar por meio duma compra os debaixo de lei, para que nós, da nossa parte, recebêssemos a adoção como filhos.” (Gál. 4:4, 5) “Veio ao seu próprio lar, mas os seus não o acolheram.” (João 1:11) Pois bem, depois da ascensão de Jesus ao céu, como foi que seus concidadãos judaicos enviaram uma delegação ou representação após ele, para expressar suas objeções ao exercício do poder real de Jesus sobre eles?
3. Visto que seus ‘concidadãos’ eram de carne e sangue como podiam enviar “após ele” uma delegação para objetar ao seu reinado?
3 Sendo de carne e sangue, nenhum grupo de embaixadores judaicos podia ir ao céu e comparecer na presença santa de Deus, dizendo-lhe que não desse o reinado messiânico ao seu ressuscitado Filho Jesus. Mas não precisavam fazer isso. Avisaram a Deus exatamente como se fizessem isso. Como? Foi a partir do dia festivo de Pentecostes, porque foi então que os discípulos cristãos, que se haviam mantido “ocultos”, apresentaram-se em público. Foi então que o apóstolo Pedro, agindo como porta-voz para os cerca de 120 discípulos, disse a mais de três mil judeus reunidos em Jerusalém: “Que toda a casa de Israel saiba com certeza que Deus o fez tanto Senhor como Cristo, a este Jesus, a quem pendurastes numa estaca.” (Atos 2:36) Mas concordaram as autoridades religiosas em Jerusalém com este anúncio de que Jesus era o Messias? Não, se puder servir de indício sua oposição e perseguição seguinte dos discípulos de Jesus. Portanto, pela sua objeção oficial ao testemunho dado pelos discípulos, de que Jesus era o prometido Messias de Deus, avisavam a Deus no céu que não queriam seu ressuscitado Filho como Rei messiânico deles. — Atos 5:34-39.
4. (a) Por rejeitarem Jesus como o rei messiânico, a que se expuseram os ‘ cidadãos” judaicos? (b) A que resultado levou isso mais tarde a tais “cidadãos”, mas o que aconteceu aos judeus cristianizados?
4 Os concidadãos de Jesus tinham as suas próprias idéias sobre quem devia tornar-se seu rei, no papel do Messias. Expunham-se assim como enganados por falsos messias, falsos cristos. Foi com falsos ideais messiânicos que os judeus nacionalistas se revoltaram no ano 66 E. C. contra César, não o querendo mais como rei. (João 19:15) Os poucos anos de independência que ganharam do Império Romano terminaram quando Jerusalém e seu templo foram reduzidos a ruínas no ano 70 E. C. Os milhares de judeus cristianizados eram gratos de que não se haviam deixado enganar a participar da revolta messiânica dos judeus, e eles continuavam a ‘fazer negócios’ com as figurativas minas de prata que lhes foram dadas por Jesus Cristo antes de ele partir para o “país distante”, celestial. Não perderam nada de espiritual com a destruição horrível de Jerusalém e com a dispersão cruel dos judeus incrédulos.
FAZER NEGÓCIOS COM AS COISAS VALIOSAS DO REI
5. Na parábola, quando o nobre, na volta, fez as contas com seus escravos, o que disse o primeiro que se apresentou?
5 Na parábola de Jesus, é só depois de o “homem de nobre estirpe” voltar de sua longa viagem para fora, que ficamos sabendo o que seus dez escravos fizeram com as minas de prata que lhes foram confiadas. Lemos: “Por fim, tendo ele voltado, depois de se assegurar o poder régio [ou: o reino], mandou convocar esses escravos a quem dera o dinheiro de prata, a fim de averiguar o que tinham ganho com a atividade comercial. Apresentou-se, então, o primeiro, dizendo: ‘Senhor, a tua mina ganhou dez minas.’” (Luc. 19:15, 16) Segundo Uma Tradução Americana, este escravo disse: “Teus vinte dólares produziram duzentos, senhor!” Segundo a tradução da Comunidade de Taizé, ele disse: “Senhor, os cinqüenta cruzeiros renderam dez vezes mais.” Ganhara dez vezes mais do que recebera.
6. (a) O que representava este primeiro escravo? (b) Como se fizeram negócios com a “mina” de prata do Senhor a partir de Pentecostes?
6 Visto que os “dez escravos” da parábola representam todos os discípulos gerados pelo espírito e ungidos de Jesus Cristo a partir de Pentecostes do ano 33 E. C. e até agora, este primeiro escravo representa uma classe ou um grupo de tais discípulos cristãos. Sem dúvida, os doze apóstolos fiéis e o apóstolo Paulo pertenciam a esta classe. Sendo apóstolos ou “enviados”, certamente haviam ampliado o campo em cultivo, que seu Senhor Jesus Cristo deixou como algo valioso e produtivo com que começar a trabalhar ou fazer negócios. O livro dos Atos dos Apóstolos mostra como eles negociaram com a simbólica mina de prata. A partir do dia festivo de Pentecostes, lemos a respeito do “ensino dos apóstolos”, ao qual os crentes cristãos se devotavam, que “muitos portentos e sinais começaram a ocorrer por intermédio dos apóstolos”, e que, “ao mesmo tempo, Jeová continuava a ajuntar-lhes diariamente os que estavam sendo salvos”. — Atos 2:42, 43, 47.
7. O que fizeram os apóstolos sob perseguição, por exemplo, depois do que passaram no Sinédrio de Jerusalém?
7 Os apóstolos continuaram sua obra de pregar e de ensinar, apesar de serem punidos injustamente por fazerem isso. Por exemplo, depois de os apóstolos terem tido uma audiência perante o Sinédrio de Jerusalém, aconteceu o seguinte: “Mandaram chamar os apóstolos, chibatearam-nos e ordenaram-lhes que parassem de falar à base do nome de Jesus, e soltaram-nos. Estes [apóstolos], portanto, retiraram-se do Sinédrio, alegrando-se porque tinham sido considerados dignos de serem desonrados a favor do nome dele. E cada dia, no templo e de casa em casa, continuavam sem cessar a ensinar e a declarar as boas novas a respeito do Cristo, Jesus [ou: o Messias, Jesus].” — Atos 5:40-42, Tradução do Novo Mundo; Pontifício Instituto Bíblico.
8. Devido à aderência estrita dos apóstolos à pregação e ao ensino, o que aconteceu com referência ao número dos crentes?
8 Em aderência estrita ao seu ministério, os doze apóstolos disseram à congregação de Jerusalém: “Nós mesmos nos devotaremos à oração e ao ministério da palavra.” (Atos 6:4) Não é de se admirar que depois leiamos: “Conseqüentemente, a palavra de Deus crescia [pela pregação e pelo ensino] e o número dos discípulos multiplicava-se grandemente em Jerusalém; e uma grande multidão de sacerdotes começou a ser obediente à fé.” O número dos crentes deve ter aumentado então a mais de cinco mil, pois lemos um pouco antes: “Muitos dos que tinham escutado o discurso creram, e o número dos homens chegou a cerca de cinco mil.” — Atos 6:7; 4:4.
9, 10. (a) Como se ampliou o campo em cultivo, segundo Atos, capítulos oito a dez? (b) Que explicação deu o apóstolo Paulo sobre como ele negociava com a simbólica mina de prata?
9 Depois, tendo Jerusalém por base de operações, o campo de operações foi estendido aos samaritanos circuncisos e a um prosélito etíope, circunciso, e depois, no tempo designado de Deus, a todos os não-judeus ou gentios incircuncisos. (Atos, capítulos 8-10) No concílio do corpo governante cristão em Jerusalém, o discípulo Tiago comentou a ampliação do campo de cultivo, abrangendo o mundo gentio, ao dizer: “Simeão [Pedro] tem relatado cabalmente como Deus, pela primeira vez, voltou a sua atenção para as nações, a fim de tirar
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