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Discernimento espiritual — evidência de madureza cristãA Sentinela — 1960 | 15 de janeiro
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Isto pode resultar em se tornarem “vangloriosos, provocando uns aos outros, tendo inveja uns dos outros” quanto a um bom relatório no serviço de pregação. — Rom. 10:1-3; Gál. 5:26.
10. O que ajuda a manter o conceito correto da obra do Reino?
10 Significa isso que a obra de Deus não é importante? Absolutamente não! Ao contrário, o cristão maduro discerne espiritualmente que a sua dedicação a Jeová exige que ame a Jeová de todo o seu coração, alma, mente e força. Ele se lembra das palavras de Tiago, de que “a fé, se não tiver obras, é morta em si mesma”. Por estar sempre cônscio de sua relação dedicada a Jeová, ele pode formar o conceito correto de seu trabalho e empenhar-se nele com o motivo correto; por causa do amor a seu Pai celestial, do desejo de enaltecer o Seu nome, do amor pelo seu próximo e de partilhar com este os mesmos privilégios e bênçãos. O entendimento maduro do passo inicial da dedicação pavimenta o caminho para a adoração madura “em espírito e em verdade”. — Mar. 12:30; Tia. 2:17; João 4:23.
11. Como pode o homem casado mostrar falta de discernimento espiritual?
11 O discernimento espiritual resulta assim no conceito maduro sobre o ministério, tomando-se em conta as outras responsabilidades que se possa ter como servo dedicado de Jeová. O homem que estiver casado, tendo filhos, tem muitos e benditos privilégios e responsabilidades. Seria uma demonstração de falta de discernimento espiritual da parte dele negligenciar as obrigações familiares apenas para ter um excelente relatório de serviço de campo. O cristão precisa não só prover as necessidades materiais de sua família, mas estará alerta a ‘cuidar dos seus’ em sentido espiritual, estudando com eles e ajudando-lhes a se tornarem maduros no serviço de Deus. Não dar a devida atenção aos “de sua família” seria igual a ter “negado a fé”. — 1 Tim. 5:8.
12. O que discernirá o cristão maduro quanto á sua atividade de pregação, e quanto a qualquer trabalho secular necessário?
12 Um bom relatório de serviço na pregação das boas novas não é em si mesmo prova de madureza. O que adiantaria isso se, ao mesmo tempo, não se andasse em harmonia com os princípios bíblicos quanto à moralidade, ou se se praticasse de outro modo aquilo que é prejudicial à congregação. Isto não seria andar dignamente de Jeová, não seria agradar-lhe plenamente. O cristão, ao trabalhar diligentemente no serviço de Deus, falando aos outros sobre as boas novas, discerne a necessidade de seguir um proceder de integridade em cada fase de sua vida, se há de servir na vindicação do nome de Jeová. A pessoa dedicada lembra-se em todas as ocasiões de que está dedicada a fazer a vontade divina e deseja sempre agradar Aquele a quem serve, isto é, Jeová. Não fará nada só para agradar aos homens, quer se empenhe em atividades congregacionais, quer no seu trabalho secular, mas fará tudo honestamente, “com sinceridade de coração”, trabalhando “de toda a alma como a Jeová, e não como a homens”. — Col. 3:22-24, NM.
13. (a) Como se empenha o publicador maduro num ministério equilibrado? (b) Qual é o segredo de se ter verdadeira alegria no ministério?
13 O publicador das boas novas, que tiver bom discernimento, manterá o devido equilíbrio na própria obra ministerial, sempre pensando nas coisas mais importantes do ministério. Não se contenta apenas com a distribuição de literatura de casa em casa. Vê que não basta apenas saber pregar. Discerne que já é tempo que seja instrutor, capaz de alimentar as ovelhas e ajudar-lhes a encontrar o caminho para a vida eterna. Por isso guarda diligentemente um registro de qualquer interesse que encontra e faz revisitas. Ao fazer as suas revisitas, está preparado com interessantes sermões bíblicos e está alerta a fazer arranjos para realizar um estudo bíblico domiciliar com tais pessoas de boa vontade. Estando cheio de conhecimento acurado da Palavra de Deus, tendo amor a Jeová, o Grande Pastor, ao bom Subpastor, Cristo Jesus, o ministro cristão vai ao serviço com o desejo ardente de achar e apascentar as ovelhas — baseado no amor, e não apenas num senso de dever. Este é o segredo da verdadeira alegria no ministério. — Heb. 5:12; João 21:15-17.
14, 15. (a) Que bênçãos resultam da madureza cristã? (b) Contra que nos precisamos prevenir? Como?
14 A madureza espiritual traz consigo indizíveis alegrias e bênçãos. Estar ele cheio de conhecimento acurado e de discernimento espiritual, faz que o cristão esteja forte, capaz de rechaçar os ataques do inimigo, Satanás, e apto para identificar os seus laços sutis do materialismo e do temor dos homens, podendo resistir-lhes. Ele foge das frustrações, das preocupações e das dores infligidas por ele próprio, que resultam de seguir insensatamente os desejos tolos e prejudiciais, e evita as ações tolas que levam à autocensura e a uma consciência culpada. — 1 Tim. 6:9, 10.
15 Ao passo que usufruímos as bênçãos que resultam de tal madureza, precisamos guardar-nos contra o excesso de confiança ‘e precisamos sempre lembrar que a madureza cristã e o discernimento espiritual não resultam somente dos nossos próprios esforços, mas são o resultado da operação do espírito de Jeová, em expressão de sua benevolência para com nós. Assim continuaremos a confiar em Jeová, em oração, para que nos ajude a continuar a servir-lhe de maneira madura, para nos refrear de qualquer ato presunçoso, a fim de que sejam ‘agradáveis a Jeová as palavras da nossa boca e a meditação do nosso coração’, em todo o tempo. — Sal. 19:13, 14.
16, 17. De que modo podem todos’ participar no espírito de otimismo alegre da sociedade do Novo Mundo?
16 O fiel servo de Jeová avança confiantemente, feliz e contente, ao trabalhar sob a direção do rei reinante, Cristo Jesus, e da organização teocrática visível que Deus estabeleceu na terra. Sua madureza cristã habilita-o a fortalecer e a edificar os seus irmãos e as pessoas de boa vontade, para que possam atingir a plena madureza cristã e participar na mesma alegria e bênção.
17 O conceito feliz e confiante demonstrado pela sociedade do Novo Mundo das testemunhas de Jeová é evidência de sua madureza. Todos podem participar neste espírito de otimismo alegre, por atingirem o alvo da madureza cristã e ficarem cheios de discernimento espiritual. Por fazermos isso, são inumeráveis as alegrias e os privilégios de que podem usufruir agora e no novo mundo logo adiante, “contanto que, naturalmente continueis na fé, estabelecidos no fundamento, e firmes, não podendo ser desviados da esperança dessas boas novas que ouvistes, e que foram pregadas em toda a criação que está debaixo do céu.” — Col. 1:23, NM.
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A necessidade de um planejadorA Sentinela — 1960 | 15 de janeiro
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A necessidade de um planejador
Foi por mero acaso que todas as coisas viventes chegaram a existir? A realidade é que nenhuma delas resultou do acaso. Disse o químico Edmund Kornfeld: “Para aquele que tem visto a complexidade e, contudo, a ordem prevalecente na química orgânica — especialmente a que se encontra nos organismos vivos — a idéia do acaso é repugnante ao extremo. Quanto mais a pessoa estuda a ciência da estrutura e da interreação molecular, tanto mais convencida ela fica da necessidade de que alguém planejou e projetou todas as coisas.”
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