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Um Deus que se importaA Sentinela — 1972 | 1.° de fevereiro
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visualizar e a mente humana nunca poderia conceber. (1 Cor. 2:9, 10) Sim, para os que aprendem Dele e têm apreço no coração, Ele é obviamente assim como o descreveu o salmista:
“Tu és o meu Divino e eu te elogiarei;
Meu Deus — eu te exaltarei.
Agradecei a Jeová, porque ele é bom;
Pois a sua benevolência é por tempo indefinido.”
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O ministério cristão — o que está incluído nele?A Sentinela — 1972 | 1.° de fevereiro
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O ministério cristão — o que está incluído nele?
A MENÇÃO do ministério cristão suscita idéias diferentes na mente de pessoas diferentes. O que pensa dele? Assim como muitos outros, pensa num homem que prega e ensina numa congregação? Ou, conforme fazem outros, pensa em levar as boas novas do reino de Deus às pessoas nos seus lares? Qual destes é correto?
Na realidade, cada uma destas idéias representa um ministério dos cristãos. Mas nenhuma delas, em si mesma, nem mesmo juntas, expressa o ministério cristão no seu pleno sentido. De fato, se considerássemos o ministério cristão como limitado apenas a tais atividades, então teríamos um conceito incompleto e imperfeito do que está envolvido nele. Visto que isso estorvaria o nosso serviço a Deus, investiguemos e vejamos em que consiste o ministério cristão, segundo a própria Palavra de Deus.
O QUE SIGNIFICA MINISTRAR
Jesus Cristo disse aos seus discípulos: “O Filho do homem não veio para que se lhe ministrasse, mas para ministrar e dar a sua alma como resgate em troca de muitos.” Mostrou que estava assim dando um exemplo a todos os seus seguidores. Eles também deviam ser ativos em ministrar a outros, não procurando fazer com que os outros ministrassem a eles. (Mat. 20:26-28; Luc. 22:26, 27) Como fariam isso?
A palavra “ministrar” neste texto traduz um verbo Grego (diakonéo) que literalmente significa “servir”. Sim, o ministério cristão basicamente é serviço cristão. Se guardarmos isso em mente, poderemos compreender melhor o pleno significado de tal ministério.
Este termo grego dá ênfase a um aspecto específico de serviço, o do serviço pessoal. De fato, um dos mais antigos usos dele na língua grega era para descrever o serviço de ‘servir à mesa’ aos outros, servir alimento a um comensal, ser seu criado.
Sabia que a Bíblia usa as palavras gregas para ministrar diversas vezes neste mesmo sentido primitivo? Por exemplo, Jesus deu a ilustração de um amo, cujo escravo vinha do campo onde estivera arando ou ceifando dos rebanhos (prestando serviço, é verdade, mas não de natureza muito pessoal), e que o amo disse ao escravo: “Apronta-me algo para a minha refeição noturna, e põe o avental e ministra-me [uma forma de diakonéo].” (Luc. 17:7, 8) Tanto Harta como a sogra de Pedro ‘ministravam’ de modo similar, servindo alimento e prestando serviço pessoal. (Mar. 1:30, 31; Luc. 10:40; João 12:2; veja João 2:5-9.) Sim, “ministrar” tem um sentido amplo. Mas, é possível dizer-se que atividades tais como as que acabamos de descrever façam corretamente parte do “ministério cristão? Vejamos.
Conforme Jesus dissera, veio ‘não para que se lhe ministrasse, mas para ministrar a outros’. Contudo, havia alguns que ministravam a Jesus e ele aceitava o serviço deles, pois era prestado voluntariamente e com o desejo de habilitar a ele e os seus discípulos a usarem seu tempo e suas energias em atividades espirituais. Por exemplo, lemos a respeito de um número de mulheres “que tinham acompanhado Jesus desde a Galiléia, para ministrar-lhe”, bem como aos seus discípulos. Entre estas se encontrava a mãe de Tiago e João. (Mat. 27:55; Mar. 15:40, 41) De que modo ‘ministravam’?
Provavelmente por prestarem serviços tais como preparar refeições, remendar ou lavar roupa e talvez até mesmo fazer tais vestimentas. (Veja Atos 9:36-39; Romanos 16:1, 2.) E evidentemente usavam seus próprios recursos e bens para prover muitas das necessidades de Jesus e dos seus discípulos, pois Lucas 8:3 diz que “lhes ministravam de seus bens”.
Por cuidarem das necessidades de Jesus e dos seus discípulos varões, para que estes se pudessem concentrar na pregação e no ensino, empenhavam-se tais mulheres no ministério cristão? Certamente que sim, e num ministério excelente. Tal ministério foi altamente apreciado pelo próprio Jesus e mereceu menção específica na Palavra de Deus. (Veja também Marcos 14:3-9.) Isto se pode ver também na parábola de Jesus a respeito das ovelhas e dos cabritos, registrada em Mateus 25:31-46.
Neste relato encontramos os semelhantes a cabritos, julgados adversamente por Jesus, dizendo a ele: “Senhor, quando te vimos com fome, ou com sede, ou estranho, ou nu, ou doente, ou na prisão, e não te ministramos?” Jesus respondeu que “ao ponto que não o fizestes a um destes mínimos [dos irmãos espirituais de Jesus], a mim não o fizestes”. Os semelhantes a ovelhas, por outro lado, haviam realizado tal ministério e foram ricamente abençoados por fazerem isso. Participa em tal ministério? Aproveita-se de bom grado das oportunidades de prestar ajuda e auxílio a tais irmãos de Cristo hoje em dia? Sim, mesmo aos “mínimos”, assim como aos mais destacados?
‘MINISTRAR’ AOS APÓSTOLOS
Após a morte de Jesus, o registro bíblico mostra que alguns, inclusive o jovem João Marcos, Timóteo e outros, ministravam a certos dos apóstolos (Atos 13:5; 19:22; 2 Tim. 4:11), e que alguns ‘prestavam serviços’ (de diakonéo) a Paulo enquanto estava na prisão. (2 Tim. 1:16-18; Filêm. 13) Que serviços prestavam? O registro não fornece pormenores. Além de proverem alimentos e outras necessidades físicas, sabe-se que levavam mensagens e transmitiam instruções dos apóstolos a outros, e sem dúvida faziam trabalho secretarial, faziam compras, talvez de material de escrita, e realizavam outras tarefas similares como verdadeiros ajudantes dos apóstolos. Por certo, eles consideravam tal serviço como sendo ministério cristão e verdadeiro privilégio, o que de fato era.
Por ministrarem a Paulo e a outros, tornavam mais fácil que estes concentrassem seus esforços no seu próprio ministério específico. Paulo tinha um ministério especial que lhe foi designado por Cristo Jesus, a saber, “dar testemunho cabal das boas novas da benignidade imerecida de Deus”, especialmente às “nações” ou aos gentios, para os quais Paulo era apóstolo. (Atos 20:24; 21:19; Rom. 11:13; Efé. 3:5-7) Paulo, ao servir também como ‘ministro dum novo
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