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    Ajuda ao Entendimento da Bíblia
    • há um grande corpo de mensageiros angélicos que servem qual meio de comunicação entre Deus e o homem. No entanto, fazem mais do que simplesmente, transmitir mensagens. Como agentes e representantes do Deus Altíssimo. servem quais executores responsáveis do propósito divino, seja para proteger e livrar o povo de Deus, seja para destruir os iníquos. — Gên. 19:1-26.

      PERSONALIDADE

      Alguns talvez neguem aos anjos, individualmente, uma personalidade distinta, afirmando que são forças impessoais de energia, enviadas para realizar a vontade de Deus, mas a Bíblia ensina de outra forma. Nomes individuais subentendem a individualidade. O fato de que dois de seus nomes, Miguel e Gabriel, são fornecidos, comprova suficientemente esse ponto. (Dan. 12:1; Luc. 1:26) A falta de outros nomes era uma salvaguarda para que não se desse honra e adoração indevidas a tais criaturas. Foram enviados por Deus como agentes para atuar em Seu nome, e não no próprio nome deles. Por isso, quando Jacó perguntou o nome do anjo, este se recusou a dá-lo. (Gên. 32:29) O anjo que se aproximou de Josué, quando este lhe pediu que se identificasse, respondeu apenas que era “príncipe do exército de Jeová”. (Jos. 5:14) Quando os pais de Sansão solicitaram o nome do anjo, este se recusou a dá-lo, dizendo: “Por que é que me perguntarias assim pelo meu nome, quando ele é maravilhoso?” (Juí. 13:17, 18) O apóstolo João tentou adorar anjos e foi duas vezes censurado: “Toma cuidado! Não faças isso! . . . Adora a Deus.” — Rev. 19:10; 22:8, 9.

      Como personalidades, os anjos têm o poder de comunicar-se uns com os outros (1 Cor. 13:1), a habilidade de falar várias línguas dos homens (Núm. 22:32-35; Dan. 4:23; Atos 10:3-7), a faculdade de raciocínio, com a qual podem glorificar e louvar a Jeová. (Sal. 148:2; Luc. 2:13) É verdade que os anjos são assexuados, porque Jeová os fez assim, e não por serem simples forças impessoais. Os anjos são geralmente representados como varões, e, quando se materializaram, foi sempre em forma masculina, porque Deus e seu Filho são mencionados como varões. No entanto, quando certos anjos materializados entregaram-se ao prazer sexual nos dias de Noé, foram expulsos das cortes celestes de Jeová. Eis aqui uma demonstração da individualidade dos anjos, pois, semelhantes à humanidade, eles também têm livre-arbítrio, tendo o poder de fazer uma escolha pessoal entre o certo e o errado. (Gên. 6:2, 4; 2 Ped. 2:4) Por escolha pessoal, hostes de anjos juntaram-se a Satanás em sua rebelião. — Rev. 12:7-9; Mat. 25:41.

      PODERES E PRIVILÉGIOS

      Visto que Deus criou o homem “um pouco menor que os anjos” (Heb. 2:7), segue-se que os anjos têm maior capacidade mental que o homem. Também têm poder super-humano. “Bendizei a Jeová, vós anjos seus, poderosos em poder, cumprindo a sua palavra.” O conhecimento e o poder angélicos foram demonstrados quando dois anjos trouxeram a destruição chamejante sobre Sodoma e Gomorra. Um único anjo matou 185.000 do exército assírio. — Sal. 103:20; Gên. 19:13, 24; 2 Reis 19:35.

      Os anjos também podem viajar a tremendas velocidades, ultrapassando em muito os limites do mundo físico. Assim, quando Daniel estava orando, Deus enviou um anjo para responder à oração dele; e o anjo chegou em questão de instantes, mesmo antes de terminar a oração. — Dan. 9:20-23.

      Mas, apesar de todos seus poderes mentais e espirituais mais elevados, os anjos têm suas limitações. Não sabiam o ‘dia e a hora’ em que será varrido este sistema de coisas, disse Jesus. (Mat. 24:36) Têm vivido interesse no desenrolar dos propósitos de Jeová, todavia, há algumas coisas que não entendem. (1 Ped. 1:12) Regozijam-se com o arrependimento de um pecador, e observam o “espetáculo teatral” fornecido pelos cristãos aqui no palco mundial das atividades públicas. Observam, também, o exemplo correto das mulheres cristãs que usam um sinal de autoridade sobre a cabeça. — Luc. 15:10; 1 Cor. 4:9; 11:10.

      Como ministros de Jeová, os anjos usufruíram muitos privilégios durante eões de tempo que passou. Os anjos ministraram a favor de Abraão, Jacó, Moisés, Josué, Isaías, Daniel, Zacarias, Pedro, Paulo e João, para se mencionar apenas alguns. (Gên. 22:11; 31:11; Jos. 5:14, 15; Isa. 6:6, 7; Dan. 6:22; Zac. 1:9; Atos 5:19, 20; 7:35; 12:7, 8; 27:23, 24; Rev. 1:1) Suas mensagens contribuíram para a escrita da Bíblia. Em Revelação, mencionam-se os anjos mais vezes do que em qualquer outro livro da Bíblia. Inumeráveis anjos foram vistos ao redor do grande trono de Jeová; sete tocaram as sete trombetas, ao passo que outros sete derramaram as sete tigelas da ira de Deus; um anjo que voava no meio do céu tinha “boas novas eternas”; outro, porém, proclamava: “Caiu Babilônia, a Grande.” — Rev. 5:11; 7:11; 8:6; 14:6, 8; 16:1.

      Ministrar e apoiar a Cristo e seguidores

      Do início ao fim, os santos anjos de Deus acompanharam a jornada terrestre de Jesus com extremo interesse. Anunciaram sua concepção e seu nascimento, e ministraram-lhe após o jejum de quarenta dias. Um anjo o fortaleceu quando ele orou em Getsêmani, na sua última noite como humano. Quando a turba veio prendê-lo, nada menos de doze legiões de anjos estavam sob seu comando, caso resolvesse usá-las. Os anjos também anunciaram sua ressurreição e estavam presentes à sua ascensão ao céu. — Mat. 4:11; 26:53; 28:5-7; Luc. 1:30, 31; 2:10, 11; 22:43; Atos 1:10, 11.

      Depois disso, os mensageiros espirituais de Deus continuaram a ministrar a Seus servos na terra, assim como Jesus prometera: “Não desprezeis a um destes pequenos, pois eu vos digo que os seus anjos no céu sempre observam o rosto de meu Pai.” (Mat. 18:10) “Não são todos eles espíritos para serviço público, enviados para ministrar aos que hão de herdar a salvação?” — Heb. 1:14.

  • Ano
    Ajuda ao Entendimento da Bíblia
    • ANO

      A principal palavra hebraica para “ano”, shanáh, tem o significado de “sucessão” ou “repetição”, e, semelhante à sua correspondente grega, eniautós, inclui a idéia de um ciclo de tempo. Na terra, é a recorrência de estações que assinala visivelmente o término dos períodos anuais; as estações, por sua vez, são governadas pela translação da terra ao redor do sol. O Criador, portanto, proveu os meios para se medir o tempo em termos de anos, por colocar a terra em sua órbita designada, com seu eixo posicionado em ângulo inclinado em relação ao plano de trajetória da terra ao redor do sol. Um meio conveniente de se subdividir o ano em períodos mais curtos também é fornecido pelas fases regulares da lua. Tais fatos são indicados bem cedo no registro bíblico. — Gên. 1:14-16; 8:22.

      Desde o começo, o homem utilizou estes indicadores de tempo, divinamente fornecidos, medindo o tempo em termos de anos, subdivididos em meses. (Gên. 5:1-32) A maioria dos povos antigos usavam um ano de doze meses lunares. O ano lunar comum tem 354 dias, os meses tendo vinte e nove ou trinta dias, dependendo do aparecimento de cada lua nova. Ele é, portanto, cerca de 11% dias mais curto que o verdadeiro ano solar de 365% dias (365 dias, 5 horas, 48 minutos e 46 segundos).

      NO TEMPO DE NOÉ

      No tempo de Noé, dispomos do primeiro registro da maneira antiga de se contar a duração do ano. Ele evidentemente dividia o ano em doze meses de trinta dias cada um. Em Gênesis 7:11, 24 e 8:3-5, o “diário de bordo” que Noé mantinha mostra que cento e cinqüenta dias equivalem a cinco meses. Neste relato, o segundo, o sétimo e o décimo meses do ano do Dilúvio são diretamente mencionados. Daí, depois do décimo mês e seu primeiro dia, ocorre um período de quarenta dias, bem como dois períodos de sete dias cada um, ou um total de cinqüenta e quatro dias. (Gên. 8:5-12) Há também um tempo indeterminado entre o envio do corvo e o primeiro envio da pomba. (Gên. 8:6-8) Semelhantemente, outro período indeterminado é indicado após o terceiro e último envio da pomba, em Gênesis 8:12. No versículo seguinte, vemos que é mencionado o primeiro dia, do primeiro mês, do ano seguinte. (Gên. 8:13) Não se revela que método Noé, ou os anteriores a ele, usavam para reconciliar um ano composto de meses de trinta dias com o ano solar.

      EGITO E BABILÔNIA

      No antigo Egito, o ano era contado como tendo doze meses de trinta dias cada um, e cinco dias adicionais eram acrescentados anualmente para fazer com que o ano se harmonizasse com o ano solar. Os babilônios, por outro lado, apegavam-se a um ano lunar, mas adicionavam um décimo terceiro mês, chamado “veadar”, durante certos anos, a fim de manter as estações em harmonia com os meses a que normalmente correspondiam. Tal ano é chamado lunissolar, e, obviamente, é às vezes mais curto e, às vezes, mais longo, do que o verdadeiro ano solar, dependendo de se o ano lunar tem doze ou treze meses.

      O CICLO METONIANO

      Em algum tempo, desenvolveu-se o sistema de adicionar um mês intercalar, ou décimo terceiro, sete vezes a cada dezenove anos, dando quase que exatamente o mesmo resultado que dezenove anos solares verdadeiros. Este ciclo veio a ser chamado de ciclo metoniano em honra ao matemático grego Méton, do quinto século A.E.C.

      OS HEBREUS

      A Bíblia não diz se este era o sistema originalmente empregado pelos hebreus para reconciliar seu ano lunar com o ano solar. O fato de que os nomes registrados de seus meses lunares são nomes estacionais mostra que realmente faziam tal adequação. Duas vezes a cada ano, o centro do sol cruza o equador e, nessas ocasiões, o dia e a noite têm igual duração (aproximadamente doze horas de luz do dia e doze horas de escuridão) em toda parte. Essas duas épocas são chamadas de equinócio da primavera (ou ponto vernal) e equinócio do outono (ou ponto de Libra). Ocorrem por volta de 21 de março e de 23 de setembro (inversamente no hemisfério sul), de cada um dos nossos atuais anos do calendário. Estes equinócios poderiam logicamente fornecer os meios para se notar quando os meses lunares estavam muito adiantados das estações relacionadas, e, assim, servir como guia para os ajustes necessários, pela adição dum mês intercalar.

      Os anos eram antigamente contados como indo de outono a outono (hemisfério norte), o primeiro mês começando em meados de nosso presente mês de setembro. Isto coincide com a tradição judaica de que a criação do homem ocorreu no outono setentrional. Visto que a Bíblia fornece um registro da idade de Adão, em termos de anos (Gên. 5:3-5), é razoável que a contagem começasse no tempo de sua criação, e, se esta deveras ocorreu no outono setentrional, isso explicaria, até certo ponto, a prática antiga de se iniciar um ano novo nessa época. Adicionalmente, contudo, tal ano seria particularmente apropriado para a vida agrícola das pessoas, mormente naquela parte da terra em que ambos os povos pré-diluvianos e primitivos pós-diluvianos se concentravam. O ano findava com o último período de colheita e começava com a aragem e a semeadura, perto da primeira parte de nosso mês de outubro.

      Um ano sagrado e um secular

      Deus mudou o início do ano para a nação de Israel por ocasião de seu êxodo do Egito, decretando que deveria começar com o mês de abibe (ou nisã) na primavera setentrional. (Êxo. 12:1-14; 23:15) O outono setentrional do ano, contudo, continuou a marcar o início de seu ano secular, ou agrícola. Assim, em Êxodo 23:16, a festividade da colheita, que acontecia no outono setentrional, no mês de etanim, o sétimo mês do calendário sagrado, é mencionada como se situando “à saída do ano”, e, em Êxodo 34:22, como “na volta do ano”. Semelhantemente, os regulamentos sobre os anos de Jubileu mostram que começavam no mês outonal (hem. norte) de etanim. — Lev. 25:8-18.

      O historiador judeu, Josefo (do primeiro século E.C.), afirma que o ano sagrado (que começava na primavera setentrional) era usado com relação às observâncias religiosas, mas que o ano secular original (que começava no outono setentrional) continuou a ser usado com relação às vendas e às compras, e a outros assuntos comuns. Este sistema duplo de um ano sagrado e um ano secular é especialmente destacado no período pós-exílico, depois da libertação dos judeus de Babilônia. O primeiro dia de nisã (ou abibe) assinalava o começo do ano sagrado e o primeiro dia de tisri (ou etanim) assinalava o início do ano secular. Em cada caso, o que era o primeiro mês de um calendário tornava-se o sétimo mês do outro. — Veja a tabela em CALENDÁRIO.

      Calendário correlato com festividades

      Os pontos principais de cada ano eram as três grandes épocas de festividade decretadas por Jeová Deus: A Páscoa e a festividade dos pães não fermentados, que começavam em 14 de nisã, a festividade das semanas ou Pentecostes, em 6 de sivã, e a festividade do recolhimento (precedida pelo dia da expiação) de 15 a 21 de etanim. A festividade dos pães não fermentados coincidia com a colheita da cevada, Pentecostes com a colheita de trigo, e a festividade do recolhimento com a colheita geral, no fim do ano agrícola.

      Método de contar a regência dos reis

      Nos registros históricos era costume, em Babilônia, contar os anos de regência dum rei como anos completos, a partir de 1.° de nisã. Os meses durante os quais o rei talvez tivesse realmente começado a reger, antes de 1.° de nisã, eram considerados como formando seu ano de ascensão, mas eram historicamente creditados ou contados como pertencendo ao pleno período de anos de regência do rei que o precedera. Se, como indica a tradição judaica, este sistema era seguido em Judá, então, quando a Bíblia fala de tanto o Rei Davi como o Rei Salomão reinarem “quarenta anos”, os reinados abrangem plenos períodos de quarenta anos. — 1 Reis 1:39; 2:1, 10, 11; 11:42.

      NA PROFECIA

      Na profecia, a palavra “ano” é com frequência usada num sentido especial como equivalendo a 360 dias (doze meses de trinta dias cada um). (Rev. 11:2, 3) Também é chamado de um “tempo” e, ocasionalmente, é representado por um “dia”. — Rev. 12:6, 14; Eze. 4:5, 6.

  • Juros
    Ajuda ao Entendimento da Bíblia
    • Veja DÍVIDA, DEVEDOR.

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