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  • Ministros ordenados de Deus
    A Sentinela — 1960 | 1.° de junho
    • tal como o cargo de pastor.” Jesus teve realmente uma “chamada ao serviço de Deus”. Ele foi convocado para uma atividade ou carreira específica. Sua vocação era então ‘buscar primeiro o reino e a Sua justiça’. (Mat. 6:33, NM). Assim, também, qualquer pessoa que se torna seguidor ordenado de Cristo Jesus precisa daí em diante levar assim uma vida cristã. Os apóstolos de Jesus tinham de fazer isso a fim de provar que a sua vocação era a de ministros ordenados perante Deus, embora os homens, perante os governos mundanos, os considerassem como pescadores, cobradores de impostos e fabricantes de tendas.

      14. (a) Quando se relegam a segundo plano as vocações tais como a de carpinteiro, de pedreiro, de engenheiro ou de médico? (b) Por que nunca poderá desistir aquele que for ordenado?

      14 Ser hoje em dia cristão dedicado não é uma ocupação em parte do tempo, assim como tampouco era naquele tempo. É uma vocação de tempo integral. O verdadeiro cristão não é apenas cristão aos domingos, por algumas horas, enquanto está na sua igreja ou reunião de oração. A pessoa verdadeiramente dedicada, o ministro ordenado por Deus, tem de ser cristão em toda a sua vida, desde o tempo em que começa a seguir a Cristo Jesus e a andar nas suas pisadas. No mundo, a pessoa talvez diga que a sua vocação é a de carpinteiro, de pedreiro, de engenheiro, de médico, e que ganha seu sustento com tal ocupação. Mas, se tal pessoa dedica a sua vida a Jeová Deus e é batizada em água, então a ocupação secular em que se empenha torna-se secundária e seu ministério cristão precisa ser a coisa de primeira importância, a sua vocação real, porque foi chamado ao serviço de Deus. Jesus disse: “Prossegui, pois, buscando primeiro o reino e a Sua justiça, e todas essas outras coisas vos serão acrescentadas.” O trabalho primário do cristão, seu principal interesse, é assim a sua vocação para a vida cristã. Precisa ser isso. Sua vocação precisa ser a dum ministro ordenado perante Jeová Deus. Ele pode abandonar o seu serviço secular, mas nunca pode abandonar a sua chamada divina para o serviço de Deus. Se o cristão abandonar o ministério, ele perderá a sua vida eterna. Então, o que é mais importante?

      15. O que declara aquele que se dedica, e como considera a Palavra de Deus?

      15 A dedicação ao serviço de Jeová e a simbolização desta dedicação pelo batismo em água não significa tornar-se membro duma organização religiosa da terra. Não se trata duma coisa insignificante assim. É a maior coisa que já se fez na vida. Ser ele imerso em água é uma declaração perante todos os cristãos e as pessoas do mundo, de que daí em diante está dedicado a Deus, para servir-lhe como seu ministro. Esta é a sua vocação, e daquele momento em diante, a palavra inteira de Deus, conforme apresentada na Bíblia, precisa ser o seu guia. Ele, como verdadeiro cristão, agiu assim como Paulo disse: “Quando recebestes a palavra de Deus, que de nós ouvistes, vós a aceitastes, não como a palavra de homens, mas, pelo que verazmente é, como a palavra de Deus, que também opera em vós, crentes.” — 1 Tes. 2:13, NM.

      16, 17. (a) O que está envolvido quando alguém aceita a Palavra de Deus? (b) Como foi isto indicado por Paulo?

      16 Recebeu a palavra de Deus e a aceitou, não é verdade? Então, o que está envolvido? O apóstolo Paulo disse que envolve até o comer e o beber. Isto talvez pareça absurdo, mas vamos ler o que ele escreveu aos coríntios: “Portanto, quer comais, quer bebais, quer façais alguma outra coisa, fazei todas as coisas para a glória de Deus. Guardai-vos para não vos tornardes causas de tropeço para os judeus bem como para os gregos, e para a congregação de Deus, assim como eu agrado a todas as pessoas, em todas as coisas, não buscando minha própria vantagem, mas a de muitos, a fim de que sejam salvos.” (1 Cor. 10:31-33, NM) Paulo estava interessado em salvar vidas pelo seu ‘comer, ou beber, ou por fazer alguma outra coisa’. Mas, de que modo pode o comer e o beber contribuir para salvar vidas? Paulo explica isso nos capítulos oito e dez de Primeira Coríntios.

      17 Paulo sabia que os cristãos precisavam ‘abster-se de coisas sacrificadas aos ídolos’ (Atos 15:29); mas, ele explicou aos coríntios: “Tudo o que se vende num mercado de carne continuai a comer, não fazendo indagação por causa da vossa consciência, pois ‘a terra pertence a Jeová, e bem assim a sua plenitude’. Se alguém dos descrentes vos convidar e desejais ir, passai a comer de tudo o que é posto diante de vós, não fazendo indagação por causa da vossa consciência. Mas, se alguém vos disser: ‘Isto é algo oferecido a um deus’, não comais, por causa daquele que o revelou e por causa da consciência. ‘Consciência’, digo eu, não a vossa, mas a da outra pessoa. Pois, por que devia a minha liberdade ser julgada pela consciência de outra pessoa? Se eu participo com agradecimentos, por que se deve falar de mim difamatoriamente em razão daquilo pelo qual dou graças?” (1 Cor. 10:25-30, NM) A carne vendida no açougue pode ter sido oferecida a ídolos, mas, como se saberia isso? Talvez não tenha perguntado se o animal, ou mesmo a parte dele que comprou, foi oferecido a um ídolo. Por isso, Paulo diz que, se alguém lhe convida para almoçar, coma o que ele lhe oferece. Paulo sabia “que o ídolo nada é no mundo e que não há outro Deus senão um só”. (1 Cor. 8:4, NM) Mas, se alguém, que participa consigo na refeição, lhe disser: “Isto é algo oferecido a um deus”, então, por causa da consciência daquele homem, não coma disso. Por causa da sua própria consciência? Não, mas por causa da consciência da outra pessoa. Poderá fazê-lo tropeçar pelo seu comer.

      18, 19. (a) Por que se preocupava Paulo tanto com a consciência de seus irmãos? (b) Devem os atuais seguidores de Cristo ter a mesma preocupação? Por quê?

      18 Paulo argumentou que a liberdade ou o conhecimento do cristão não deve ‘de algum modo tornar-se pedra de tropeço para os que são fracos’. Se participar do alimento oferecido aos ídolos, depois de ter agradecido a Deus por ele, ainda poderá perder o homem. “Mas, quando vós, povo, assim pecais contra vossos irmãos e feris a sua consciência que é fraca, estais pecando contra Cristo. Portanto, se a comida fizer tropeçar meu irmão, nunca mais comerei carne, para que eu não faça tropeçar meu irmão.” (1 Cor. 8:9, 12, 13, NM) A ordenação de Paulo, a sua separação para o serviço de Deus, incluiu a maneira de comer e de beber. Envolvia cada ação sua nas coisas corriqueiras. Paulo estava interessado em salvar vidas. Por isso ele disse: “Não arruínes por causa da tua comida aquele por quem Cristo morreu. . . . Porque o reino de Deus não significa comer e beber, mas significa justiça, e paz, e alegria com espírito santo.” “Todas as coisas são lícitas; mas nem todas as coisas são proveitosas. Todas as coisas são lícitas; mas nem todas as coisas edificam. Continue cada um a buscar, não o seu próprio proveito, mas o de outra pessoa.” — Rom. 14:15, 17; 1 Cor. 10:23, 24, NM.

      19 Podem os cristãos, hoje em dia, olhar as coisas dum modo diferente e permitir que o seu comer ou beber faça tropeçar algum judeu ou grego, ou um irmão na congregação? Não! Estamos na mesma situação que Paulo. Ele queria antes agradar “a todas as pessoas, em todas as coisas, não buscando minha própria vantagem, mas a de muitos, a fim de que sejam salvos”. (1 Cor. 10:33, NM) Faria o mesmo? Se for ministro ordenado, igual a Paulo, certamente o faria.

      COMER, BEBER, FALAR E TRABALHAR

      20. (a) Embora a participação de alimentos não seja hoje um ponto controverso para os cristãos, que questão existe, não obstante, e que argumentos são apresentados neste respeito? (b) Contudo, o que precisamos considerar em nossos hábitos de beber?

      20 Mas, é possível que alguém diga que coisas assim não acontecem hoje em dia. As pessoas não oferecem comida aos ídolos. Pois bem, que diz então de seus hábitos quanto ao beber? Hoje em dia se bebe bastante, e Paulo mencionou o beber como algo que precisa ser vigiado. As pessoas tomam toda espécie de bebidas, mas a bebida que mais perturbação causa na mente de alguns é a bebida alcoólica. É possível que aquele que deseja beber vinho argumente que Paulo aconselhou a Timóteo que bebesse um pouco de vinho por causa do seu estômago. Outro pode dizer que o primeiro milagre de Jesus foi fazer vinho. Ainda outro dirá que o vinho alegra o coração. Isto tudo é verdade, e na maioria dos países e dos estados é lícito ter e tomar bebidas alcoólicas, mas a questão é se isso é para o proveito de outro irmão. Será ‘edificante’ que tome tal bebida? Não pensemos em nossa própria vantagem, mas, sim, na de outra pessoa.

      21, 22. (a) Que maus exemplos poderia dar um superintendente irrefletido aos irmãos? (b) Quem mais, além dos irmãos, poderá tropeçar por isso?

      21 Suponhamos que haja um superintendente duma congregação do povo de Deus, um homem de influência, bem conceituado, que sai alguma noite com amigos, mas não controla a sua participação de bebidas alcoólicas, e fica embriagado. A Bíblia declara especificamente que os bêbedos não herdarão o Reino. “O quê? Não sabes que pessoas injustas não herdarão o reino de Deus? Não te enganes. Nem os fornicários, nem os idólatras, . . . nem os ladrões, nem as pessoas cúpidas, nem os beberrões . . . herdarão o reino de Deus.” (1 Cor. 6:9, 10, NM) Embora alguns tenham sido isso antes de chegar a conhecer a verdade, Paulo disse que foram purificados. Portanto, por que voltar a esta espécie de prática e fazer tropeçar o seu irmão? Algum irmão pode ver o superintendente embriagado cambaleando pela rua. Ele fica chocado ao presenciar isso, sente-se perturbado e ofendido de que um ministro ordenado de sua congregação dê tão pouco valor à sua ordenação perante Deus, que se embriaga. Este descuido no beber se tem tornado causa de tropeço para um irmão na congregação de Deus.

      22 Sigamos por mais um pouco este homem embriagado. Ao se aproximar de sua casa, seu vizinho, com quem estuda a Bíblia, observa a sua embriaguez, e ele, também, tropeça, porque pensava que este ministro ordenado levasse uma vida cristã. Ora, o vizinho decide que não mais estudará a Bíblia com tal homem, e diz à sua esposa: “Se isto é o que a Bíblia fez para ele, há homens melhores com quem me posso associar, homens que nem mesmo crêem em Deus. Por que devia eu mudar de vida e adotar algo novo quando este homem destacado na congregação, que afirma ser ministro ordenado, está bêbedo?”

      23. Em que sentido são bem oportunas as palavras de Paulo nas cartas aos coríntios e aos romanos?

      23 Quão certo estava Paulo quando disse: “Portanto, quer comais, quer bebais, quer façais alguma outra coisa, fazei todas as coisas para a glória de Deus.” (1 Cor. 10:31, NM) Foi isto para a glória de Deus? Certamente, o cristão não deseja fazer tropeçar um judeu, um grego, um vizinho, um amigo ou um de seus irmãos na congregação de Deus. Aquilo em que o ministro ordenado de Deus precisa estar interessado é salvar a vida de todas as pessoas para o novo mundo de Deus. “Assim, pois, sigamos as coisas que contribuem para a paz e as coisas que são mutuamente edificantes. Pára de derrubar a obra de Deus, só por causa da comida. É verdade que todas as coisas são limpas, mas é prejudicial para o homem que come dando causa para tropêço. É bom não comer carne, nem beber vinho, nem fazer algo que faça tropeçar a teu irmão.” — Rom. 14:19-21, NM.

      24, 25. De que outra maneira precisa o cristão vigiar os seus passos?

      24 O cristão precisa cuidar dos seus passos também em outras coisas. Paulo destacou esta verdade quando escreveu aos colossenses: “Deixai a palavra do Cristo residir em vós ricamente em toda a sabedoria. Continuai a ensinar e a admoestar uns aos outros com salmos, louvores a Deus, cânticos espirituais com graciosidade, cantando em vossos corações a Jeová. E tudo quanto fizerdes em palavra ou em obra, fazei-o em nome do Senhor Jesus, agradecendo a Deus, o Pai, mediante ele.” — Col. 3:16, 17, NM.

      25 Paulo diz que devemos vigiar as nossas palavras e nossas obras, que ocupam grande parte de nosso tempo, cada dia. Como é que falamos às pessoas e como trabalhamos para o nosso patrão? O treinamento cristão da pessoa expressa-se certamente nestas duas coisas.

      26. Que espécie de palavras deve ser usada pelos ministros ordenados, e por que é às vezes difícil de controlar a nossa fala?

      26 São decentes, puras, prestimosas e respeitosas as palavras que saem de nossa boca? Teríamos prazer em que Deus nos escutasse em tudo o que dizemos? Tiago escreveu sobre as nossas palavras quando disse: “Acaso faz uma fonte jorrar tanto o doce como o amargo pela mesma abertura? . . . Nem pode a água salgada produzir água doce.” Quanto àquele membro pequeno no corpo, ele diz: “A língua é um fogo. . . . Ninguém da humanidade a consegue domar. É uma coisa indisciplinada, prejudicial, cheia de veneno mortífero. Com ela bendizemos a Jeová, sim, o Pai, e, contudo, amaldiçoamos com ela homens que. vieram à existência ‘na semelhança de Deus’. Da mesma boca procedem bênção e maldição. Não é correto, meus irmãos, que estas coisas continuem a ocorrer assim.” A boca do ministro ordenado deve ensinar e admoestar os outros com graciosidade. Não deve haver tal coisa como jactar-se e mentir contra a verdade. A boca deve sempre louvar a Jeová. “Outrossim, o fruto da justiça tem a sua semente espalhada sob condições pacíficas, para aqueles que fazem paz.” — Tia. 3:6-12, 18, NM.

      27. Pode o ministro ordenado ter dois vocabulários? Que dizem Paulo e Pedro sobre isso?

      27 Os ministros ordenados de Jeová não podem ter personalidade dupla, com dois vocabulários, um puro e reto e o outro imundo e perverso. O cristão pode treinar-se e ser capaz de usar boas palavras, que expressem seus pensamentos de modo claro e enfático. O cristão não tem um vocabulário que usa na congregação do povo de Deus, e outro vocabulário de palavras cruéis, ríspidas e sujas, que usa no lugar onde trabalha. Lembre-se do que Paulo disse: “Tudo quanto fizerdes em palavra . . . , fazei-o em nome do Senhor Jesus, agradecendo a Deus, o Pai, mediante ele.” Pedro confirmou isso também, usando boas palavras expressivas: “Pois, ‘aquele que ama a vida e gostaria de ver bons dias, refreie a sua língua daquilo que é prejudicial e seus lábios de falar engano, mas, desvie-se ele daquilo que é prejudicial e faça o que é bom; busque a paz e siga-a. Pois os olhos de Jeová estão sobre os justos e seus ouvidos estão atentos às súplicas deles, mas a face de Jeová é contra os que fazem coisas prejudiciais.’ — 1 Ped. 3:10-12, NM.

      28. (a) Como deve o ministro cristão ordenado considerar o seu trabalho secular? (b) De que outro modo pode alguém ser ladrão, além de tomar literalmente os bens de outrem?

      28 Depois há aquela outra parte da vida cristã — as obras. Gasta-se muito tempo em alguma espécie de trabalho, mas como se faz a obra e se ganha o pão de cada dia? Todos fazem, em efeito, um contrato ou acordo com aquele que os emprega. Quando alguém emprega um homem para fazer certo trabalho, ele concorda em pagar ao trabalhador certo salário. O empregado não se deve eximir do seu trabalho, fazendo menos do que concordou fazer. Deve ser honesto e prestar a plena medida de serviço ao seu patrão. Se alguém for empregado como carpinteiro por certo número de horas por dia, e ele recebe uma quantia determinada por estas horas, então, durante este período, deve certamente ser diligente em fazer um bom trabalho de carpinteiro durante todas estas horas. Ele não é pago para vadiar. Ele é pago para trabalhar. Se o cristão estiver trabalhando numa loja que pertença a um homem rico, ele não tem o direito de roubar do rico por que este tem riquezas, nem tem o direito de roubar dos fregueses por cobrar mais do que o valor da mercadoria, retendo para si a diferença. Isto é roubo. O homem pode também, roubar o empregador por vadiar no serviço. Ele espera ser pago pelo patrão. Por que não pode o patrão esperar dele o trabalho pelo qual paga o dinheiro? “Tudo quanto fizerdes . . . em obra, fazei-o em nome do Senhor Jesus.” Faz isso?

      29. Que atitude adotou Paulo para com o escravo Onésimo, uma vez que este se tornou cristão?

      29 Paulo não achava que Onésimo, escravo de Filêmon, devesse ser sonegado ao seu amo. Quando Onésimo se tornou cristão, Paulo descobriu que era escravo e o enviou de volta ao seu amo. O escravo, agora cristão, ainda pertencia a Filêmon; embora Filêmon também fosse cristão. Paulo disse ao escrever sobre Onésimo: “Rogo-te [Filêmon] por meu filho Onésimo, que gerei nas minhas prisões; o qual outrora te foi inútil, mas agora a ti e a mim é muito útil; eu to torno a enviar, a ele que é o meu próprio coração.” Embora Paulo tivesse achado Onésimo muito útil, isto é, aquele que fugira de seu amo, contudo, Paulo queria que voltasse ao seu amo, porque isto era correto, e era ali que ele devia estar por lei; para que Filêmon o recuperasse “para sempre, não já como escravo, antes, mais do que escravo, como irmão amado, particularmente de mim, e quanto mais de ti, tanto na carne como também no Senhor”. (Filêm. 10-12, 15, 16, NTR) As Escrituras indicam que, não importa qual a situação em que alguém se encontre, quer como escravo quer como livre, o cristão deve trabalhar como se estivesse fazendo isso “em nome do Senhor Jesus, agradecendo a Deus, o Pai, mediante ele”.

      30. Portanto, o que precisam ser os cristãos?

      30 Os cristãos precisam ser honestos. Precisam ser verazes. Precisam provar que são ministros ordenados, não apenas quando pregam as boas novas, mas em tudo o que fazem, para que toda espécie de homens possam ser salvos. Com isso provam que ‘a palavra de Deus opera nos crentes’. Faz, como cristão, boas obras no comer, no beber, no falar, no trabalhar, no pregar ou em qualquer outra coisa, fazendo tudo para a glória de Deus, a fim de que alguém seja salvo? Está ‘buscando a paz e seguindo-a’? O cristão sabe que “os olhos de Jeová estão sobre os justos”, seus ministros ordenados. — 1 Ped. 3:11, 12, NM.

  • Depois da oração, exercícios de tiro
    A Sentinela — 1960 | 1.° de junho
    • Depois da oração, exercícios de tiro

      ● Um ex-clérigo recomenda que os membros das igrejas reforcem suas orações com exercícios de tiro. Publicando a opinião do ex-clérigo, expressa numa carta, o jornal Post de Houston, de 5 de agosto de 1950, disse: “O Dr. E. C. Nance, presidente da Universidade de Tampa, aconselhou os líderes de grupos interessados na paz, inclusive as igrejas, a ‘lançarem uma campanha de instrução no uso de armas de fogo, na defesa civil, na luta de guerrilhas, e assim por diante, para todo homem, mulher e criança nos Estados Unidos’. O Dr. Nance, de 50 anos de idade, veterano de duas guerras mundiais e ex-pastor de diversas igrejas cristãs, disse que, se ocupasse hoje um púlpito, diria à sua congregação que não seja demasiado arrogante até mesmo nas suas orações. ‘Eu lhes diria que a religião, pelo menos em nossos dias, não é para ajudar-lhes a escapar das realidades da vida, mas para ajudar a enfrentá-las. Eu diria que é melhor ser um pecador vivo do que um santo morto. Depois de dirigir minha congregação nos serviços de oração, eu convidaria os membros para irem ao stand de tiros para exercícios com armas de fogo. Creio que devemos ter preparo total, baseado nas leis da selva — que devemos aprender toda a arte e ciência de matar.’” Quão dessemelhante de Cristo Jesus!

  • Deixa brilhar a sua luz?
    A Sentinela — 1960 | 1.° de junho
    • Deixa brilhar a sua luz?

      1, 2. Por que é apropriado comparar a atividade dum ministro ordenado com uma cidade situada sobre um monte e com uma lâmpada acesa?

      O MINISTRO ordenado de Deus tem uma pesada responsabilidade. Ele começa onde Jesus terminou. Foi o Mestre quem disse aos seus fiéis seguidores: “Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre um monte. As pessoas acendem uma lâmpada e a colocam, não sob um cesto de medir, mas sobre o candeeiro, e ela brilha sobre todos na casa. Assim, também, deixai brilhar a vossa luz perante a humanidade, para que vejam as vossas obras corretas e dêem glória a vosso Pai que está nos céus.” (Mat. 5:14-16, NM) Esta luz da verdade brilha no mundo dia e noite, por causa da atividade dos verdadeiros cristãos. A luz brilha quando o ministro ordenado prega de casa em casa. Mas, esta não é a única ocasião em que deixa brilhar a sua luz. Esta precisa brilhar enquanto come, enquanto bebe, enquanto estiver conversando, enquanto estiver trabalhando, bem como quando está na congregação do povo de Deus. Em nenhuma ocasião pode o cristão esconder ou apagar a sua luz. “Vós sois a luz do mundo. . . . Deixai brilhar a vossa luz perante a humanidade.”

      2 O ministro ordenado de Deus olha para o futuro. Portanto, se ele “ama a vida e gostaria de ver bons dias, . . . busque a paz e siga-a”. (1 Ped. 3:10, 11, NM) Ao seguir a paz, não tem tempo para praticar o mal e assim sair da harmonia com a Palavra de Deus. Se fizer isso, tornar-se-á evidente. Ele, como ministro, precisa provar durante as vinte e quatro horas do dia que ele leva uma vida cristã. Ele está sendo observado como uma cidade situada num morro; não há maneira de escondê-la. Está ali para ser vista de muitos quilômetros em roda. Não se pode esconder aquela cidade, assim como não se pode esconder a luz dum verdadeiro cristão. A luz do ministro ordenado brilha constantemente. Está sempre acesa, a menos que o próprio ministro apague deliberadamente a luz pela sua maneira de comer, de beber, de falar, de trabalhar ou de pregar as boas novas do reino de Deus. Que isto nunca aconteça! Deixe que as pessoas de toda espécie vejam as suas obras corretas, porque quando virem as suas obras corretas, toda espécie de homens dará glória a seu Pai, que está nos céus.

      3. Além das obras corretas do cristão na pregação, que mais devem as pessoas poder observar como favorável?

      3 A pregação de casa em casa, de que o reino de Deus está próximo, é vital, é muito importante; e estas boas novas ajudam às pessoas a ver com mais clareza as grandes bênçãos que Deus tem para os crentes. Mas, que observem também as obras corretas do cristão, o modo em que vive, como ele se comporta no trabalho e no divertimento, a maneira em que seus filhos se comportam, como ele se mistura com as pessoas na congregação, bem como a sua habilidade na pregação. Sim, tudo isso indica se ele está deixando brilhar a sua luz.

      4, 5. (a) Há tal coisa como um cristão por parte do tempo? Por quê? (b) Podem todos os cristãos dedicar a mesma quantidade de tempo à pregação das boas novas? (c) Que conclusão tiramos assim do assunto?

      4 Aquele que se dedicou ao serviço de Jeová e foi batizado em água não pode dizer que é cristão apenas parte do tempo. Ele precisa ser cristão em todo o tempo. Não poderá gastar todas as horas que passa acordado na pregação de casa em casa e em dirigir estudos bíblicos assim como os pioneiros e missionários fazem. Mas, isto não faz diferença quanto a ele ser cristão. Os mandamentos de Deus são iguais para todos os cristãos. Muitos cristãos entre as testemunhas de Jeová são chamados de pioneiros e missionários, pregadores de tempo integral. Tais pessoas puderam arranjar os seus negócios de modo a gastar todo o seu tempo na pregação e no ministério a outras pessoas, por irem de casa em casa e dirigirem estudos bíblicos nos lares dos crentes. É fácil de ver que nem todos os que dedicaram a sua vida a Jeová Deus e foram batizados podem dedicar todo o seu tempo à obra de pregação, mas, eles precisam certamente dedicar todo o seu tempo a levar uma vida cristã. Precisam provar que são ministros ordenados perante Deus, tão certamente como aquele que evangeliza durante todas as horas que passa acordado. Todos os cristãos precisam ser portadores de luz durante todo o tempo, assim como Jesus foi, porque andam nas pisadas dele.

      5 Que devemos concluir disso? O seguinte: o cristão, quer seja pioneiro, quer missionário ou uma pessoa conhecida como publicador de congregação, precisa ser ministro ordenado de tempo integral perante Deus. Segundo as Escrituras, tanto nos escritos de Paulo como nos de Pedro, e nas próprias palavras de Jesus, aquele que leva uma vida cristã precisa ‘prosseguir buscando primeiro o reino e a Sua justiça’. Além disso, Jesus falou: “Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor; assim como eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai, e permaneço no seu amor.” (João 15:10) Não há exceções; todos os cristãos têm os mesmos mandamentos, o mesmo Redentor e o mesmo Deus.

      AS OBRAS TORNAM-SE MANIFESTAS

      6, 7. Como podemos explicar 1 Timóteo 5:24, 25 no que se refere às obras más das pessoas?

      6 Manifestar-se-á por fim o que a pessoa realmente é. Paulo indicou isso a Timóteo: “Os pecados de alguns homens manifestam-se publicamente, conduzindo imediatamente ao juízo, mas, quanto a outros homens, seus pecados também se tornam manifestos posteriormente. Do mesmo modo também as obras corretas se manifestam publicamente, e as que forem diferentes, não podem ser mantidas ocultas.” (1 Tim. 5:24, 25, NM) Um exemplo simples nos ajudará a compreender o argumento de Paulo. Em certa cidade havia um ladrão que assaltava casas já por dois anos, ao passo que um outro tentou pela primeira vez roubar numa casa. Na primeira vez que o novato se empenhou neste empreendimento, ele foi apanhado quando saía da casa com o produto do roubo. Foi entregue à polícia. Realizou-se o julgamento. As testemunhas apresentaram seu testemunho e ele foi condenado como ladrão. A sentença: seis meses de cadeia. Os pecados deste homem ‘manifestaram-se publicamente, conduzindo imediatamente ao juízo”.

      7 Mas, que aconteceu ao primeiro ladrão, aquele que já estava roubando por dois anos? Ele decide praticar mais um roubo. Esta vez, porém, é apanhado. A polícia prende-o. Ele é levado perante o tribunal, e a evidência apresentada prova não somente que assaltou esta última casa, mas também que roubou muitas outras casas durante os últimos dois anos! Embora este ladrão tivesse gozado de boa reputação na comunidade até aquele momento, agora “seus pecados também se tornam manifestos”, mas apenas mais tarde, depois de dois anos. Não se pode sempre esconder o seu verdadeiro modo de vida. Se for ladrão, manifestar-se-á isso por fim.

      8. De que modo podem tornar-se imediatamente manifestas as obras duma pessoa justa?

      8 Paulo arrazoa que, assim como os pecados de alguns se tornam imediatamente manifestos e os de outros homens se manifestam mais tarde, o mesmo se dá com as obras corretas de algumas pessoas. Talvez outra ilustração demonstre esta verdade com mais clareza. Certa mulher, zelosa na pregação das boas novas

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