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Ministros ordenados de DeusA Sentinela — 1960 | 1.° de junho
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Ministros ordenados de Deus
“Nós também agradecemos a Deus incessantemente, porque, quando recebestes a palavra de Deus, que de nós ouvistes, vós a aceitastes, não como a palavra de homens, mas, pelo que verazmente é, como a palavra de Deus, que também opera em vós, crentes.” — 1 Tes. 2:13, NM.
1. Que contraste há entre as cerimônias de ordenação dos clérigos da cristandade e a ordenação de Jesus?
AS ORGANIZAÇÕES religiosas, tais como as protestantes e as católicas, realizam a ordenação de seus clérigos com grande espalhafato. O pastor duma congregação precisa ter primeiro estudado vários anos num seminário teológico, e depois de se formar, presume-se que esteja pronto para entrar na classe clerical. Realiza-se, então, uma cerimônia aprimorada, com muita pompa e aparato. Há muitos dignitários presentes para oficiar e observar a cerimônia. A pessoa é consagrada ou separada para o serviço e a adoração de seu Deus. Ao passo que o clérigo é promovido no cargo religioso de sacerdote para bispo ou arcebispo, é necessário que passe por outras cerimônias, com ainda maior esplendor e ostentação da parte da classe eclesiástica. Muitos dos clérigos da cristandade são ordenados ou empossados nas funções sacerdotais, em grandes e luxuosas catedrais, com grande pompa, para constituir um primoroso espetáculo público. Mas o fundador do verdadeiro cristianismo foi ordenado com espírito santo descendo do céu, depois de ter sido mergulhado nas águas do rio Jordão por um homem que “usava uma veste de pêlo de camelo, e uma correia em volta da cintura”, e que se alimentava “de gafanhotos e mel silvestre”. — Mat. 3:4.
2, 3. Embora não tivesse instrução teológica, o que demonstra que Jesus estava bem qualificado para se empenhar no ministério?
2 Que diferença na maneira de ordenação! Jesus passou por um processo muito simples para se tornar ministro ordenado de Jeová. Outrossim, não há registro nas Escrituras de que Jesus cursasse qualquer escola específica para ser treinado para o ministério, embora como jovem tivesse certamente estudado a Palavra de Deus, as Escrituras Hebraicas. É bastante evidente que não fora instruído numa escola especial pelos escribas e fariseus, os líderes religiosos daqueles dias. Lemos, porém, que Jesus cuidava aos doze anos dos negócios de seu Pai por interrogar tais homens, isto é, os escribas e os fariseus. Lucas, o historiador, diz que seus pais o procuravam depois da Páscoa, quando voltavam de Jerusalém para casa, e “começaram a buscá-lo entre os parentes e os conhecidos. Mas, não o encontrando, voltaram a Jerusalém, buscando-o diligentemente. Bem, depois de três dias encontraram-no no templo, sentado no meio dos instrutores, ouvindo-os e interrogando-os. Mas, todos os que o ouviam ficaram constantemente admirados de seu entendimento e de suas respostas”. — Luc. 2:44-47, NM.
3 Este jovem, de apenas doze anos de idade, disse a seus pais: “Não sabíeis que eu tinha de estar na casa de meu Pai?” No entanto, Jesus voltou para casa com seus pais, e o relato reza: “Jesus progredia em sabedoria e em crescimento físico, e em favor de Deus e dos homens.” — Luc. 2:49, 52, NM.
4, 5. (a) Que tempo de decisão veio para Jesus, e como mostrou seu Pai que aprovava a sua escolha de trabalho? (b) Foi a sua ordenação uma cerimônia ostentosa?
4 Veio o tempo, porém, em que Jesus tinha de cuidar dos negócios de seu Pai todo o tempo, e assim, quando atingiu os trinta anos de idade, dirigiu-se a João Batista, um profeta de Jeová, que estava batizando no rio Jordão. Neste lugar afastado havia “a voz dum homem clamando no deserto: ‘Preparai o caminho de Jeová, endireitai as suas veredas’”. Tratava-se de João Batista, e ele submergiu Jesus completamente na água, levantando-o dela depois. Jesus simbolizou assim a sua dedicação a fazer a vontade de seu Pai, e Jeová reconheceu-o como seu Filho amado, de quem se agradava. “Depois de ser batizado, Jesus saiu imediatamente da água; e, vê! os céus foram abertos, e ele viu o espírito de Deus descendo sobre ele como uma pomba. Vê! também houve uma voz dos céus que dizia: ‘Este é meu Filho, o amado, a quem tenho aprovado.” (Mat. 3:3, 16, 17, NM) Jesus tornou-se assim o Cristo, o ungido. Foi ordenado por Deus e tinha de começar a sua grande obra de pregação como ministro ordenado. “Outrossim, o próprio Jesus, quando começou a sua obra, tinha cerca de trinta anos de idade.” — Luc. 3:23, NM.
5 Ninguém pode dizer que a ordenação de Jesus foi um espetáculo, contando com a presença de muitos sacerdotes ou clérigos. Não houve procissão. Não era ele estudante formado de alguma escola teológica de destaque. Ele era filho dum carpinteiro, carpinteiro de profissão, que então se apresentou para seguir a vocação do ministério.
6. Como se tornaram os discípulos de Jesus ministros ordenados, e quantos dos que se tornaram cristãos naqueles dias foram ordenados para o ministério?
6 Todos os discípulos de Jesus foram similarmente batizados, plenamente imersos em água, e depois de instruí-los sobre a proximidade do reino, Jesus os enviou a pregar a mensagem do Reino, assim como ele mesmo fazia. Estavam bem treinados. Conheciam a palavra e a vontade de Deus e viviam assim como Jesus lhes disse que deviam. Não cursaram nenhum seminário teológico, mas apesar disso, eram ministros ordenados de Deus. Jeová usou-os mais tarde para organizar os primitivos cristãos em congregações e eles nomearam superintendentes para apascentar o rebanho de Deus, não para dominar sobre este. Naqueles dias, todo aquele que se tornou cristão veio a ser ministro ordenado, porque Jeová fez deles “embaixadores que substituem a Cristo, como se Deus por meio [deles] exortasse”. — 2 Cor. 5:20, NM.
7. Que ordem de Jesus mostra que seus discípulos foram ordenados para o ministério?
7 Foi depois da ressurreição de Jesus dentre os mortos que ele falou aos seus discípulos reunidos, dizendo: “Portanto, ide e fazei discípulos de pessoas de todas as nações, batizando-as em o nome do Pai, e do Filho, e do espírito santo, ensinando-as a observar todas as coisas que eu vos tenho mandado.” (Mat. 28:19, 20, NM) Não se disse aos apóstolos que fizessem algo diferente no que se referia a batizar os verdadeiros seguidores de Cristo Jesus, do que se tinha dado no caso deles, nem diferente do exemplo dado por Cristo Jesus. Portanto não há necessidade duma cerimônia religiosa formal para alguém se tornar ministro ordenado de Deus. Cristo Jesus estabeleceu a norma simples.
8. Em verdade e de fato, quem faz a ordenação dos ministros de Deus, e que relação, tem o batismo com esta questão?
8 O batismo em água, naturalmente, não transforma a pessoa em ministro ordenado. Deus faz a ordenação do batizando, o qual já reconheceu a Jeová Deus como Governante soberano e Cristo Jesus como seu Salvador, reconhecendo-se também como pecador e como necessitado do mérito do sacrifício de Cristo, a fim de que tenha a posição correta perante Deus. É de grande significado quando a pessoa é batizada em água, pois o batizado está ali declarando publicamente que se dedicou ou separou para o serviço e a adoração de Jeová. Ele precisa, naturalmente, saber o que está fazendo e precisa continuar a se provar digno deste elevado propósito. Se Deus aceitar o batizado, ele o ordena para o ministério divino.
9, 10. (a) O que significa ser ordenado? (b) Como mostrou Jesus o que aquela autoridade queria que fizesse?
9 Ser ordenado significa ser empossado nas funções ministeriais, ou ser nomeado com autoridade. Jesus foi nomeado com autoridade por Deus para fazer o serviço específico, que era a vontade de Deus para ele. Jesus, quando estava na sinagoga de Nazaré, leu seu cargo ministerial no rolo de Isaías: “‘O espírito de Jeová está sobre mim, porque me ungiu para declarar boas novas aos pobres, enviou-me para pregar libertação aos cativos e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos, para pregar o ano aceitável de Jeová.’ Com isso enrolou o rolo, passou-o de volta ao assistente e sentou-se; e os olhos de todos na sinagoga estavam atentamente fixos nele. Então começou a dizer-lhes: ‘Hoje se cumpriu esta escritura que acabais de ouvir.’ — Luc. 4:18-21, NM.
10 Foi profetizado em Isaías 61:1, 2 que Cristo faria esta obra, e foi por isso que Jesus citou este texto e disse que o estava cumprindo. Jesus foi ordenado, nomeado para este serviço, por ocasião do seu batismo no rio Jordão. Ali veio sobre ele o espírito de Jeová e ele foi então autorizado a fazer a obra de Deus. Chegara então o tempo para que falasse e fizesse uma declaração pública. Jesus, certamente, fez isso!
11. O que nos informam as Escrituras Gregas Cristãs sobre a obra de Jesus, e foi a sua comissão para esta obra transmitida a outros? A quem?
11 Todos os que leram as Escrituras Gregas estão informados da grande obra de pregação e de treinamento que Jesus realizou durante os três anos e meio do seu ministério. Conhecem também a obra feita pelos apóstolos, obra de que o apóstolo Paulo falou quando disse: “Pois com o coração se exerce fé para a justiça, mas com a boca se faz declaração pública para a salvação.” (Rom. 10:10; NM) Os cristãos atuais não podem agir de modo diferente. A mesma comissão que recaiu sobre Jesus, a de declarar boas novas, pregar a libertação aos cativos, dar vista aos cegos e pregar o ano aceitável de Jeová, foi transmitida aos seus fiéis seguidores cristãos. Uma expressão similar e bem positiva sobre esta questão para os nossos dias foi feita pelo próprio Jesus, no Monte das Oliveiras. Ele disse: “Estas boas novas do reino serão pregadas em toda a terra habitada, com o propósito de dar testemunho a todas as nações, e então virá o fim consumado.” (Mat. 24:14, NM) Mas os apóstolos e todos os seguidores de Jesus haviam de fazer da pregação das boas novas a sua comissão na vida.
ÂMBITO DO MINISTÉRIO
12. Quão importante é a obra do ministério, e que perguntas oportunas se fazem?
12 Esta questão de ser ministro ordenado perante Deus ou perante os governos mundanos não é assunto de somenos importância. Envolve cada palavra, cada pensamento e cada ação da pessoa, seguir realmente os princípios estabelecidos por Cristo Jesus, sim, andar nas suas pisadas. De que alcance é esta ordenação dum cristão perante Deus? Está o ministro ordenado apenas durante o tempo em que ele prega estas boas novas a alguém? Ou é esta ordenação, porque ele está dedicado a Jeová Deus, uma ordenação durante as vinte e quatro horas do dia? Pode a pessoa separar-se desta vocação professa por um curto período de tempo e agir de modo diferente, ou está obrigada a usar as suas vestes ministeriais constantemente? As Escrituras mostram que Jesus, quando jovem, era carpinteiro, mas que ele mudou de vocação. Teria gostado de mudar de vocação mais cedo na vida, mas esta não era a vontade de Deus. Tinha de atingir primeiro os trinta anos de idade, a idade dum levita para se tornar sacerdote plenamente habilitado sob a Lei Judaica. Depois, quando foi ordenado por Deus, ele deu a primeira atenção a fazer a vontade de seu Pai, que era pregar a proximidade do reino dos céus. Ele treinou os seus discípulos a fazer a mesma espécie de trabalho, ou seguir a mesma vocação.
13. Qual é o significado teológico da palavra vocação? Quem tem de seguir este proceder?
13 O significado teológico da palavra vocação é: “Chamada ao serviço de Deus numa posição ou condição específica da vida, esp. na vida sacerdotal ou religiosa, conforme demonstrado pela idoneidade e inclinação natural da pessoa, e, muitas vezes, pela convicção de ter um convite divino. A posição ou condição de vida a que a pessoa é assim chamada. Um convite oficial a um cargo eclesiástico específico, tal como o cargo de pastor.” Jesus teve realmente uma “chamada ao serviço de Deus”. Ele foi convocado para uma atividade ou carreira específica. Sua vocação era então ‘buscar primeiro o reino e a Sua justiça’. (Mat. 6:33, NM). Assim, também, qualquer pessoa que se torna seguidor ordenado de Cristo Jesus precisa daí em diante levar assim uma vida cristã. Os apóstolos de Jesus tinham de fazer isso a fim de provar que a sua vocação era a de ministros ordenados perante Deus, embora os homens, perante os governos mundanos, os considerassem como pescadores, cobradores de impostos e fabricantes de tendas.
14. (a) Quando se relegam a segundo plano as vocações tais como a de carpinteiro, de pedreiro, de engenheiro ou de médico? (b) Por que nunca poderá desistir aquele que for ordenado?
14 Ser hoje em dia cristão dedicado não é uma ocupação em parte do tempo, assim como tampouco era naquele tempo. É uma vocação de tempo integral. O verdadeiro cristão não é apenas cristão aos domingos, por algumas horas, enquanto está na sua igreja ou reunião de oração. A pessoa verdadeiramente dedicada, o ministro ordenado por Deus, tem de ser cristão em toda a sua vida, desde o tempo em que começa a seguir a Cristo Jesus e a andar nas suas pisadas. No mundo, a pessoa talvez diga que a sua vocação é a de carpinteiro, de pedreiro, de engenheiro, de médico, e que ganha seu sustento com tal ocupação. Mas, se tal pessoa dedica a sua vida a Jeová Deus e é batizada em água, então a ocupação secular em que se empenha torna-se secundária e seu ministério cristão precisa ser a coisa de primeira importância, a sua vocação real, porque foi chamado ao serviço de Deus. Jesus disse: “Prossegui, pois, buscando primeiro o reino e a Sua justiça, e todas essas outras coisas vos serão acrescentadas.” O trabalho primário do cristão, seu principal interesse, é assim a sua vocação para a vida cristã. Precisa ser isso. Sua vocação precisa ser a dum ministro ordenado perante Jeová Deus. Ele pode abandonar o seu serviço secular, mas nunca pode abandonar a sua chamada divina para o serviço de Deus. Se o cristão abandonar o ministério, ele perderá a sua vida eterna. Então, o que é mais importante?
15. O que declara aquele que se dedica, e como considera a Palavra de Deus?
15 A dedicação ao serviço de Jeová e a simbolização desta dedicação pelo batismo em água não significa tornar-se membro duma organização religiosa da terra. Não se trata duma coisa insignificante assim. É a maior coisa que já se fez na vida. Ser ele imerso em água é uma declaração perante todos os cristãos e as pessoas do mundo, de que daí em diante está dedicado a Deus, para servir-lhe como seu ministro. Esta é a sua vocação, e daquele momento em diante, a palavra inteira de Deus, conforme apresentada na Bíblia, precisa ser o seu guia. Ele, como verdadeiro cristão, agiu assim como Paulo disse: “Quando recebestes a palavra de Deus, que de nós ouvistes, vós a aceitastes, não como a palavra de homens, mas, pelo que verazmente é, como a palavra de Deus, que também opera em vós, crentes.” — 1 Tes. 2:13, NM.
16, 17. (a) O que está envolvido quando alguém aceita a Palavra de Deus? (b) Como foi isto indicado por Paulo?
16 Recebeu a palavra de Deus e a aceitou, não é verdade? Então, o que está envolvido? O apóstolo Paulo disse que envolve até o comer e o beber. Isto talvez pareça absurdo, mas vamos ler o que ele escreveu aos coríntios: “Portanto, quer comais, quer bebais, quer façais alguma outra coisa, fazei todas as coisas para a glória de Deus. Guardai-vos para não vos tornardes causas de tropeço para os judeus bem como para os gregos, e para a congregação de Deus, assim como eu agrado a todas as pessoas, em todas as coisas, não buscando minha própria vantagem, mas a de muitos, a fim de que sejam salvos.” (1 Cor. 10:31-33, NM) Paulo estava interessado em salvar vidas pelo seu ‘comer, ou beber, ou por fazer alguma outra coisa’. Mas, de que modo pode o comer e o beber contribuir para salvar vidas? Paulo explica isso nos capítulos oito e dez de Primeira Coríntios.
17 Paulo sabia que os cristãos precisavam ‘abster-se de coisas sacrificadas aos ídolos’ (Atos 15:29); mas, ele explicou aos coríntios: “Tudo o que se vende num mercado de carne continuai a comer, não fazendo indagação por causa da vossa consciência, pois ‘a terra pertence a Jeová, e bem assim a sua plenitude’. Se alguém dos descrentes vos convidar e desejais ir, passai a comer de tudo o que é posto diante de vós, não fazendo indagação por causa da vossa consciência. Mas, se alguém vos disser: ‘Isto é algo oferecido a um deus’, não comais, por causa daquele que o revelou e por causa da consciência. ‘Consciência’, digo eu, não a vossa, mas a da outra pessoa. Pois, por que devia a minha liberdade ser julgada pela consciência de outra pessoa? Se eu participo com agradecimentos, por que se deve falar de mim difamatoriamente em razão daquilo pelo qual dou graças?” (1 Cor. 10:25-30, NM) A carne vendida no açougue pode ter sido oferecida a ídolos, mas, como se saberia isso? Talvez não tenha perguntado se o animal, ou mesmo a parte dele que comprou, foi oferecido a um ídolo. Por isso, Paulo diz que, se alguém lhe convida para almoçar, coma o que ele lhe oferece. Paulo sabia “que o ídolo nada é no mundo e que não há outro Deus senão um só”. (1 Cor. 8:4, NM) Mas, se alguém, que participa consigo na refeição, lhe disser: “Isto é algo oferecido a um deus”, então, por causa da consciência daquele homem, não coma disso. Por causa da sua própria consciência? Não, mas por causa da consciência da outra pessoa. Poderá fazê-lo tropeçar pelo seu comer.
18, 19. (a) Por que se preocupava Paulo tanto com a consciência de seus irmãos? (b) Devem os atuais seguidores de Cristo ter a mesma preocupação? Por quê?
18 Paulo argumentou que a liberdade ou o conhecimento do cristão não deve ‘de algum modo tornar-se pedra de tropeço para os que são fracos’. Se participar do alimento oferecido aos ídolos, depois de ter agradecido a Deus por ele, ainda poderá perder o homem. “Mas, quando vós, povo, assim pecais contra vossos irmãos e feris a sua consciência que é fraca, estais pecando contra Cristo. Portanto, se a comida fizer tropeçar meu irmão, nunca mais comerei carne, para que eu não faça tropeçar meu irmão.” (1 Cor. 8:9, 12, 13, NM) A ordenação de Paulo, a sua separação para o serviço de Deus, incluiu a maneira de comer e de beber. Envolvia cada ação sua nas coisas corriqueiras. Paulo estava interessado em salvar vidas. Por isso ele disse: “Não arruínes por causa da tua comida aquele por quem Cristo morreu. . . . Porque o reino de Deus não significa comer e beber, mas significa justiça, e paz, e alegria com espírito santo.” “Todas as coisas são lícitas; mas nem todas as coisas são proveitosas. Todas as coisas são lícitas; mas nem todas as coisas edificam. Continue cada um a buscar, não o seu próprio proveito, mas o de outra pessoa.” — Rom. 14:15, 17; 1 Cor. 10:23, 24, NM.
19 Podem os cristãos, hoje em dia, olhar as coisas dum modo diferente e permitir que o seu comer ou beber faça tropeçar algum judeu ou grego, ou um irmão na congregação? Não! Estamos na mesma situação que Paulo. Ele queria antes agradar “a todas as pessoas, em todas as coisas, não buscando minha própria vantagem, mas a de muitos, a fim de que sejam salvos”. (1 Cor. 10:33, NM) Faria o mesmo? Se for ministro ordenado, igual a Paulo, certamente o faria.
COMER, BEBER, FALAR E TRABALHAR
20. (a) Embora a participação de alimentos não seja hoje um ponto controverso para os cristãos, que questão existe, não obstante, e que argumentos são apresentados neste respeito? (b) Contudo, o que precisamos considerar em nossos hábitos de beber?
20 Mas, é possível que alguém diga que coisas assim não acontecem hoje em dia. As pessoas não oferecem comida aos ídolos. Pois bem, que diz então de seus hábitos quanto ao beber? Hoje em dia se bebe bastante, e Paulo mencionou o beber como algo que precisa ser vigiado. As pessoas tomam toda espécie de bebidas, mas a bebida que mais perturbação causa na mente de alguns é a bebida alcoólica. É possível que aquele que deseja beber vinho argumente que Paulo aconselhou a Timóteo que bebesse um pouco de vinho por causa do seu estômago. Outro pode dizer que o primeiro milagre de Jesus foi fazer vinho. Ainda outro dirá que o vinho alegra o coração. Isto tudo é verdade, e na maioria dos países e dos estados é lícito ter e tomar bebidas alcoólicas, mas a questão é se isso é para o proveito de outro irmão. Será ‘edificante’ que tome tal bebida? Não pensemos em nossa própria vantagem, mas, sim, na de outra pessoa.
21, 22. (a) Que maus exemplos poderia dar um superintendente irrefletido aos irmãos? (b) Quem mais, além dos irmãos, poderá tropeçar por isso?
21 Suponhamos que haja um superintendente duma congregação do povo de Deus, um homem de influência, bem conceituado, que sai alguma noite com amigos, mas não controla a sua participação de bebidas alcoólicas, e fica embriagado. A Bíblia declara especificamente que os bêbedos não herdarão o Reino. “O quê? Não sabes que pessoas injustas não herdarão o reino de Deus? Não te enganes. Nem os fornicários, nem os idólatras, . . . nem os ladrões, nem as pessoas cúpidas, nem os beberrões . . . herdarão o reino de Deus.” (1 Cor. 6:9, 10, NM) Embora alguns tenham sido isso antes de chegar a conhecer a verdade, Paulo disse que foram purificados. Portanto, por que voltar a esta espécie de prática e fazer tropeçar o seu irmão? Algum irmão pode ver o superintendente embriagado cambaleando pela rua. Ele fica chocado ao presenciar isso, sente-se perturbado e ofendido de que um ministro ordenado de sua congregação dê tão pouco valor à sua ordenação perante Deus, que se embriaga. Este descuido no beber se tem tornado causa de tropeço para um irmão na congregação de Deus.
22 Sigamos por mais um pouco este homem embriagado. Ao se aproximar de sua casa, seu vizinho, com quem estuda a Bíblia, observa a sua embriaguez, e ele, também, tropeça, porque pensava que este ministro ordenado levasse uma vida cristã. Ora, o vizinho decide que não mais estudará a Bíblia com tal homem, e diz à sua esposa: “Se isto é o que a Bíblia fez para ele, há homens melhores com quem me posso associar, homens que nem mesmo crêem em Deus. Por que devia eu mudar de vida e adotar algo novo quando este homem destacado na congregação, que afirma ser ministro ordenado, está bêbedo?”
23. Em que sentido são bem oportunas as palavras de Paulo nas cartas aos coríntios e aos romanos?
23 Quão certo estava Paulo quando disse: “Portanto, quer comais, quer bebais, quer façais alguma outra coisa, fazei todas as coisas para a glória de Deus.” (1 Cor. 10:31, NM) Foi isto para a glória de Deus? Certamente, o cristão não deseja fazer tropeçar um judeu, um grego, um vizinho, um amigo ou um de seus irmãos na congregação de Deus. Aquilo em que o ministro ordenado de Deus precisa estar interessado é salvar a vida de todas as pessoas para o novo mundo de Deus. “Assim, pois, sigamos as coisas que contribuem para a paz e as coisas que são mutuamente edificantes. Pára de derrubar a obra de Deus, só por causa da comida. É verdade que todas as coisas são limpas, mas é prejudicial para o homem que come dando causa para tropêço. É bom não comer carne, nem beber vinho, nem fazer algo que faça tropeçar a teu irmão.” — Rom. 14:19-21, NM.
24, 25. De que outra maneira precisa o cristão vigiar os seus passos?
24 O cristão precisa cuidar dos seus passos também em outras coisas. Paulo destacou esta verdade quando escreveu aos colossenses: “Deixai a palavra do Cristo residir em vós ricamente em toda a sabedoria. Continuai a ensinar e a admoestar uns aos outros com salmos, louvores a Deus, cânticos espirituais com graciosidade, cantando em vossos corações a Jeová. E tudo quanto fizerdes em palavra ou em obra, fazei-o em nome do Senhor Jesus, agradecendo a Deus, o Pai, mediante ele.” — Col. 3:16, 17, NM.
25 Paulo diz que devemos vigiar as nossas palavras e nossas obras, que ocupam grande parte de nosso tempo, cada dia. Como é que falamos às pessoas e como trabalhamos para o nosso patrão? O treinamento cristão da pessoa expressa-se certamente nestas duas coisas.
26. Que espécie de palavras deve ser usada pelos ministros ordenados, e por que é às vezes difícil de controlar a nossa fala?
26 São decentes, puras, prestimosas e respeitosas as palavras que saem de nossa boca? Teríamos prazer em que Deus nos escutasse em tudo o que dizemos? Tiago escreveu sobre as nossas palavras quando disse: “Acaso faz uma fonte jorrar tanto o doce como o amargo pela mesma abertura? . . . Nem pode a água salgada produzir água doce.” Quanto àquele membro pequeno no corpo, ele diz: “A língua é um fogo. . . . Ninguém da humanidade a consegue domar. É uma coisa indisciplinada, prejudicial, cheia de veneno mortífero. Com ela bendizemos a Jeová, sim, o Pai, e, contudo, amaldiçoamos com ela homens que. vieram à existência ‘na semelhança de Deus’. Da mesma boca procedem bênção e maldição. Não é correto, meus irmãos, que estas coisas continuem a ocorrer assim.” A boca do ministro ordenado deve ensinar e admoestar os outros com graciosidade. Não deve haver tal coisa como jactar-se e mentir contra a verdade. A boca deve sempre louvar a Jeová. “Outrossim, o fruto da justiça tem a sua semente espalhada sob condições pacíficas, para aqueles que fazem paz.” — Tia. 3:6-12, 18, NM.
27. Pode o ministro ordenado ter dois vocabulários? Que dizem Paulo e Pedro sobre isso?
27 Os ministros ordenados de Jeová não podem ter personalidade dupla, com dois vocabulários, um puro e reto e o outro imundo e perverso. O cristão pode treinar-se e ser capaz de usar boas palavras, que expressem seus pensamentos de modo claro e enfático. O cristão não tem um vocabulário que usa na congregação do povo de Deus, e outro vocabulário de palavras cruéis, ríspidas e sujas, que usa no lugar onde trabalha. Lembre-se do que Paulo disse: “Tudo quanto fizerdes em palavra . . . , fazei-o em nome do Senhor Jesus, agradecendo a Deus, o Pai, mediante ele.” Pedro confirmou isso também, usando boas palavras expressivas: “Pois, ‘aquele que ama a vida e gostaria de ver bons dias, refreie a sua língua daquilo que é prejudicial e seus lábios de falar engano, mas, desvie-se ele daquilo que é prejudicial e faça o que é bom; busque a paz e siga-a. Pois os olhos de Jeová estão sobre os justos e seus ouvidos estão atentos às súplicas deles, mas a face de Jeová é contra os que fazem coisas prejudiciais.’ — 1 Ped. 3:10-12, NM.
28. (a) Como deve o ministro cristão ordenado considerar o seu trabalho secular? (b) De que outro modo pode alguém ser ladrão, além de tomar literalmente os bens de outrem?
28 Depois há aquela outra parte da vida cristã — as obras. Gasta-se muito tempo em alguma espécie de trabalho, mas como se faz a obra e se ganha o pão de cada dia? Todos fazem, em efeito, um contrato ou acordo com aquele que os emprega. Quando alguém emprega um homem para fazer certo trabalho, ele concorda em pagar ao trabalhador certo salário. O empregado não se deve eximir do seu trabalho, fazendo menos do que concordou fazer. Deve ser honesto e prestar a plena medida de serviço ao seu patrão. Se alguém for empregado como carpinteiro por certo número de horas por dia, e ele recebe uma quantia determinada por estas horas, então, durante este período, deve certamente ser diligente em fazer um bom trabalho de carpinteiro durante todas estas horas. Ele não é pago para vadiar. Ele é pago para trabalhar. Se o cristão estiver trabalhando numa loja que pertença a um homem rico, ele não tem o direito de roubar do rico por que este tem riquezas, nem tem o direito de roubar dos fregueses por cobrar mais do que o valor da mercadoria, retendo para si a diferença. Isto é roubo. O homem pode também, roubar o empregador por vadiar no serviço. Ele espera ser pago pelo patrão. Por que não pode o patrão esperar dele o trabalho pelo qual paga o dinheiro? “Tudo quanto fizerdes . . . em obra, fazei-o em nome do Senhor Jesus.” Faz isso?
29. Que atitude adotou Paulo para com o escravo Onésimo, uma vez que este se tornou cristão?
29 Paulo não achava que Onésimo, escravo de Filêmon, devesse ser sonegado ao seu amo. Quando Onésimo se tornou cristão, Paulo descobriu que era escravo e o enviou de volta ao seu amo. O escravo, agora cristão, ainda pertencia a Filêmon; embora Filêmon também fosse cristão. Paulo disse ao escrever sobre Onésimo: “Rogo-te [Filêmon] por meu filho Onésimo, que gerei nas minhas prisões; o qual outrora te foi inútil, mas agora a ti e a mim é muito útil; eu to torno a enviar, a ele que é o meu próprio coração.” Embora Paulo tivesse achado Onésimo muito útil, isto é, aquele que fugira de seu amo, contudo, Paulo queria que voltasse ao seu amo, porque isto era correto, e era ali que ele devia estar por lei; para que Filêmon o recuperasse “para sempre, não já como escravo, antes, mais do que escravo, como irmão amado, particularmente de mim, e quanto mais de ti, tanto na carne como também no Senhor”. (Filêm. 10-12, 15, 16, NTR) As Escrituras indicam que, não importa qual a situação em que alguém se encontre, quer como escravo quer como livre, o cristão deve trabalhar como se estivesse fazendo isso “em nome do Senhor Jesus, agradecendo a Deus, o Pai, mediante ele”.
30. Portanto, o que precisam ser os cristãos?
30 Os cristãos precisam ser honestos. Precisam ser verazes. Precisam provar que são ministros ordenados, não apenas quando pregam as boas novas, mas em tudo o que fazem, para que toda espécie de homens possam ser salvos. Com isso provam que ‘a palavra de Deus opera nos crentes’. Faz, como cristão, boas obras no comer, no beber, no falar, no trabalhar, no pregar ou em qualquer outra coisa, fazendo tudo para a glória de Deus, a fim de que alguém seja salvo? Está ‘buscando a paz e seguindo-a’? O cristão sabe que “os olhos de Jeová estão sobre os justos”, seus ministros ordenados. — 1 Ped. 3:11, 12, NM.
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Depois da oração, exercícios de tiroA Sentinela — 1960 | 1.° de junho
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Depois da oração, exercícios de tiro
● Um ex-clérigo recomenda que os membros das igrejas reforcem suas orações com exercícios de tiro. Publicando a opinião do ex-clérigo, expressa numa carta, o jornal Post de Houston, de 5 de agosto de 1950, disse: “O Dr. E. C. Nance, presidente da Universidade de Tampa, aconselhou os líderes de grupos interessados na paz, inclusive as igrejas, a ‘lançarem uma campanha de instrução no uso de armas de fogo, na defesa civil, na luta de guerrilhas, e assim por diante, para todo homem, mulher e criança nos Estados Unidos’. O Dr. Nance, de 50 anos de idade, veterano de duas guerras mundiais e ex-pastor de diversas igrejas cristãs, disse que, se ocupasse hoje um púlpito, diria à sua congregação que não seja demasiado arrogante até mesmo nas suas orações. ‘Eu lhes diria que a religião, pelo menos em nossos dias, não é para ajudar-lhes a escapar das realidades da vida, mas para ajudar a enfrentá-las. Eu diria que é melhor ser um pecador vivo do que um santo morto. Depois de dirigir minha congregação nos serviços de oração, eu convidaria os membros para irem ao stand de tiros para exercícios com armas de fogo. Creio que devemos ter preparo total, baseado nas leis da selva — que devemos aprender toda a arte e ciência de matar.’” Quão dessemelhante de Cristo Jesus!
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Deixa brilhar a sua luz?A Sentinela — 1960 | 1.° de junho
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Deixa brilhar a sua luz?
1, 2. Por que é apropriado comparar a atividade dum ministro ordenado com uma cidade situada sobre um monte e com uma lâmpada acesa?
O MINISTRO ordenado de Deus tem uma pesada responsabilidade. Ele começa onde Jesus terminou. Foi o Mestre quem disse aos seus fiéis seguidores: “Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre um monte. As pessoas acendem uma lâmpada e a colocam, não sob um cesto de medir, mas sobre o candeeiro, e ela brilha sobre todos na casa. Assim, também, deixai brilhar a vossa luz perante a humanidade, para que vejam as vossas obras corretas e dêem glória a vosso Pai que está nos céus.” (Mat. 5:14-16, NM) Esta luz da verdade brilha no mundo dia e noite, por causa da atividade dos verdadeiros cristãos. A luz brilha quando o ministro ordenado prega de casa em casa. Mas, esta não é a única ocasião em que deixa brilhar a sua luz. Esta precisa brilhar enquanto come, enquanto bebe, enquanto estiver conversando, enquanto estiver trabalhando, bem como quando está na congregação do povo de Deus. Em nenhuma ocasião pode o cristão esconder ou apagar a sua luz. “Vós sois a luz do mundo. . . . Deixai brilhar a vossa luz perante a humanidade.”
2 O ministro ordenado de Deus olha para o futuro. Portanto, se ele “ama a vida e gostaria de ver bons dias, . . . busque a paz e siga-a”. (1 Ped. 3:10, 11, NM) Ao seguir a paz, não tem tempo para praticar o mal e assim sair da harmonia com a Palavra de Deus. Se fizer isso, tornar-se-á evidente. Ele, como ministro, precisa provar durante as vinte e quatro horas do dia que ele leva uma vida cristã. Ele está sendo observado como uma cidade situada num morro; não há maneira de escondê-la. Está ali para ser vista de muitos quilômetros em roda. Não se pode esconder aquela cidade, assim como não se pode esconder a luz dum verdadeiro cristão. A luz do ministro ordenado brilha constantemente. Está sempre acesa, a menos que o próprio ministro apague deliberadamente a luz pela sua maneira de comer, de beber, de falar, de trabalhar ou de pregar as boas novas do reino de Deus. Que isto nunca aconteça! Deixe que as pessoas de toda espécie vejam as suas obras corretas, porque quando virem as suas obras corretas, toda espécie de homens dará glória a seu Pai, que está nos céus.
3. Além das obras corretas do cristão na pregação, que mais devem as pessoas poder observar como favorável?
3 A pregação de casa em casa, de que o reino de Deus está próximo, é vital, é muito importante; e estas boas novas ajudam às pessoas a ver com mais clareza as grandes bênçãos que Deus tem para os crentes. Mas, que observem também as obras corretas do cristão, o modo em que vive, como ele se comporta no trabalho e no divertimento, a maneira em que seus filhos se comportam, como ele se mistura com as pessoas na congregação, bem como a sua habilidade na pregação. Sim, tudo isso indica se ele está deixando brilhar a sua luz.
4, 5. (a) Há tal coisa como um cristão por parte do tempo? Por quê? (b) Podem todos os cristãos dedicar a mesma quantidade de tempo à pregação das boas novas? (c) Que conclusão tiramos assim do assunto?
4 Aquele que se dedicou ao serviço de Jeová e foi batizado em água não pode dizer que é cristão apenas parte do tempo. Ele precisa ser cristão em todo o tempo. Não poderá gastar todas as horas que passa acordado na pregação de casa em casa e em dirigir estudos bíblicos assim como os pioneiros e missionários fazem. Mas, isto não faz diferença quanto a ele ser cristão. Os mandamentos de Deus são iguais para todos os cristãos. Muitos cristãos entre as testemunhas de Jeová são chamados de pioneiros e missionários, pregadores de tempo integral. Tais pessoas puderam arranjar os seus negócios de modo a gastar todo o seu tempo na pregação e no ministério a outras pessoas, por irem de casa em casa e dirigirem estudos bíblicos nos lares dos crentes. É fácil de ver que nem todos os que dedicaram a sua vida a Jeová Deus e foram batizados podem dedicar todo o seu tempo à obra de pregação, mas, eles precisam certamente dedicar todo o seu tempo a levar uma vida cristã. Precisam provar que são ministros ordenados perante Deus, tão certamente como aquele que evangeliza durante todas as horas que passa acordado. Todos os cristãos precisam ser portadores de luz durante todo o tempo, assim como Jesus foi, porque andam nas pisadas dele.
5 Que devemos concluir disso? O seguinte: o cristão, quer seja pioneiro, quer missionário ou uma pessoa conhecida como publicador de congregação, precisa ser ministro ordenado de tempo integral perante Deus. Segundo as Escrituras, tanto nos escritos de Paulo como nos de Pedro, e nas próprias palavras de Jesus, aquele que leva uma vida cristã precisa ‘prosseguir buscando primeiro o reino e a Sua justiça’. Além disso, Jesus falou: “Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor; assim como eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai, e permaneço no seu amor.” (João 15:10) Não há exceções; todos os cristãos têm os mesmos mandamentos, o mesmo Redentor e o mesmo Deus.
AS OBRAS TORNAM-SE MANIFESTAS
6, 7. Como podemos explicar 1 Timóteo 5:24, 25 no que se refere às obras más das pessoas?
6 Manifestar-se-á por fim o que a pessoa realmente é. Paulo indicou isso a Timóteo: “Os pecados de alguns homens manifestam-se publicamente, conduzindo imediatamente ao juízo, mas, quanto a outros homens, seus pecados também se tornam manifestos posteriormente. Do mesmo modo também as obras corretas se manifestam publicamente, e as que forem diferentes, não podem ser mantidas ocultas.” (1 Tim. 5:24, 25, NM) Um exemplo simples nos ajudará a compreender o argumento de Paulo. Em certa cidade havia um ladrão que assaltava casas já por dois anos, ao passo que um outro tentou pela primeira vez roubar numa casa. Na primeira vez que o novato se empenhou neste empreendimento, ele foi apanhado quando saía da casa com o produto do roubo. Foi entregue à polícia. Realizou-se o julgamento. As testemunhas apresentaram seu testemunho e ele foi condenado como ladrão. A sentença: seis meses de cadeia. Os pecados deste homem ‘manifestaram-se publicamente, conduzindo imediatamente ao juízo”.
7 Mas, que aconteceu ao primeiro ladrão, aquele que já estava roubando por dois anos? Ele decide praticar mais um roubo. Esta vez, porém, é apanhado. A polícia prende-o. Ele é levado perante o tribunal, e a evidência apresentada prova não somente que assaltou esta última casa, mas também que roubou muitas outras casas durante os últimos dois anos! Embora este ladrão tivesse gozado de boa reputação na comunidade até aquele momento, agora “seus pecados também se tornam manifestos”, mas apenas mais tarde, depois de dois anos. Não se pode sempre esconder o seu verdadeiro modo de vida. Se for ladrão, manifestar-se-á isso por fim.
8. De que modo podem tornar-se imediatamente manifestas as obras duma pessoa justa?
8 Paulo arrazoa que, assim como os pecados de alguns se tornam imediatamente manifestos e os de outros homens se manifestam mais tarde, o mesmo se dá com as obras corretas de algumas pessoas. Talvez outra ilustração demonstre esta verdade com mais clareza. Certa mulher, zelosa na pregação das boas novas de casa em casa, obtém excelentes resultados em interessar pessoas na Palavra de Deus, resultando em muitos estudos bíblicos domiciliares. Em resultado de suas obras corretas, demora pouco até que várias pessoas comecem a ir ao Salão do Reino das testemunhas de Jeová, estudam com a congregação, começam a pregar as boas novas, dedicam a sua vida ao serviço de Jeová e são batizadas. As obras corretas desta mulher se manifestam logo publicamente a todos na congregação.
9, 10. Por que podem as obras corretas de outra pessoa ficar ocultas por muito tempo?
9 Por outro lado, há outra mulher na mesma congregação, com o mesmo zelo na obra de testemunho, mas, por uma razão ou outra, as pessoas que encontra e com que estuda não vão tão prontamente ao Salão do Reino. Ela estuda com elas já por mais de um ano, sem que haja ainda resultados.
10 Acontece que o marido desta segunda mulher não está interessado na Bíblia e na sua mensagem, e durante dois anos opôs-se bastante a que ela se empenhasse na obra ministerial. Quando se casaram, há dez anos atrás, eram pessoas bastante mundanas, indo a festas, a cabarés, e se embriagando. Era uma vida desregrada, mas bastante infeliz, havendo muitas brigas na família durante a ressaca e em outras ocasiões. Mais tarde, os filhos os obrigaram a ficar mais em casa, mas faltava a verdadeira felicidade. Não havia paz no lar. Então, há pouco mais de dois anos, esta mulher começou a estudar a Bíblia com uma das testemunhas de Jeová. Não levou muito tempo até que chegasse a apreciar aquilo que Paulo escreveu aos tessalonicenses: “Nós também agradecemos a Deus incessantemente, porque, quando recebestes a palavra de Deus, . . . vós a aceitastes, não como a palavra de homens, mas, pelo que verazmente é, como a palavra de Deus.” (1 Tes. 2:13; NM) Ela queria a salvação, pois aprendeu que podia ter uma vida melhor. Dedicou-se ao serviço de Jeová. Foi batizada em água e provou ser ministro ordenado, transformando a sua mente e levando uma boa vida cristã em conexão com a sua obra de pregação. Deixou brilhar a sua luz. Assistiu a todas as reuniões no Salão do Reino e trouxe consigo os seus filhos, além de estudar com eles em casa. Mas, seu marido nunca a acompanhou ao Salão do Reino. As outras testemunhas na congregação não sabiam muita coisa sobre o esposo dela, nem sobre a sua vida doméstica, pois o esposo não permitia que alguma testemunha de Jeová viesse à sua casa.
11. Que conselho de Pedro se segue durante o tempo em que as obras corretas duma pessoa estão ocultas?
11 Esta mulher, agora ordenada como ministro, demonstrou obras corretas em casa bem como fora de casa, sempre seguindo os mandamentos de Deus. Buscou o conselho de Pedro, que escreveu sob a inspiração do espírito santo: “Do mesmo modo vós, esposas, estai em sujeição aos vossos próprios maridos, de modo que, se quaisquer deles não forem obedientes à palavra, sejam vencidos, sem palavra, por meio da conduta de suas esposas, por causa de terem sido testemunhas oculares de vossa conduta casta, junto com profundo respeito. E não seja o vosso adorno o externo trançar do cabelo e o de usar ornamentos de ouro ou de trajar mantos, mas seja ele a pessoa secreta do coração, na vestimenta incorrutível do espírito quieto e manso, que é de grande valor aos olhos de Deus. Pois assim, também anteriormente, as mulheres santas que esperavam em Deus costumavam adornar-se, sujeitando-se aos seus próprios maridos, assim como Sara costumava obedecer a Abraão, chamando-o de ‘senhor’. E vós vos tornastes seus filhos, desde que continuais a fazer o bem e não temeis nenhuma causa de terror.” — 1 Ped. 3:1-6, NM.
12-14. Depois de as pessoas observarem que obras corretas tornam-se tais obras manifestas?
12 Esta mulher dedicada, boa dona de casa, mãe amorosa, não tinha permissão para falar a verdade a seu marido. Ele lhe proibiu isso. Todavia, a grande transformação que viu nela, causada pelas obras corretas dela, falou mais alto do que palavras. Ela não se embriagava mais. Sua disposição de ânimo tinha mudado. Seu lar estava sempre limpo e em ordem; as refeições eram melhores e servidas na hora certa. Os filhos estavam bem comportados, e foram instruídos a amar e a respeitar seu pai. As condições no lar eram muito melhores do que costumavam ser. Mas, por quê?
13 Pois bem, depois de dois anos de vida como cristã, suportando ao mesmo tempo algum tratamento rude, ela volta certo dia para casa, depois do serviço do campo, quando seu marido lhe diz: “Tenho observado uma grande mudança em você. O que causou isso?” Naturalmente, a única resposta é: “Estou tentando viver de acordo com a Palavra de Deus, buscando a paz e seguindo-a.” Ele responde: “Se a palavra de Deus fez você fazer tantas coisas certas, talvez, se eu deixar a Palavra de Deus influenciar-me, eu também posso tornar-me crente.” E ele se tornou crente!
14 Assim vemos que, na vida desta mulher, suas obras corretas ‘se tornaram manifestas posteriormente’. Sim, a Palavra de Deus é veraz: “Do mesmo modo também as obras corretas se manifestam publicamente, e as que forem diferentes, não podem ser mantidas ocultas.” — 1 Tim. 5:24, 25, NM.
15. Que consolo há então para todos nós, e assim, como que nos queremos mostrar?
15 Ao passo que as obras corretas de algumas pessoas obtêm ràpidamente bons resultados, as obras corretas de outras pessoas se tornarão por fim também manifestas, mesmo depois de muitos anos. Nunca fique desanimado porque as suas obras corretas parecem não produzir resultado. Continue a ser cristão. Haverá salvação para alguns, porque deixou brilhar a sua luz, mesmo que seja apenas observado em coisas pequenas, tais como o comer, o beber, a conversação, o trabalho ou empenhando-se em qualquer outra coisa. Certifique-se de que, não importa o que esteja fazendo, tudo seja para a glória de Deus. Não se deve buscar a sua própria vantagem, mas a de muitos outros, a fim de que sejam salvos! Lembre-se de que esta mulher cristã não estava buscando a sua própria vantagem, mas a de seu marido, para que ele também fosse salvo e participasse da alegria de viver no novo mundo de Deus. Seja cristão o dia inteiro, prove que é ministro ordenado de tempo integral perante Deus.
16. São as obras corretas dum ministro ordenado realizadas apenas para serem vistas pelos homens? Caso contrário, por que não?
16 O ministro ordenado não procura exibir-se quando vai de casa em casa, ou se empenha em fazer obras corretas para seu patrão, ou em casa, para com sua esposa e seus filhos, comportando-se também corretamente na congregação. Precisa deixar-se guiar pela Palavra de Deus, e, porque segue a Palavra, a vida se torna agradável e pacífica. “Pois os olhos de Jeová estão sobre os justos e seus ouvidos estão atentos às súplicas deles.” (1 Ped. 3:12, NM) Somos admoestados de ‘cuidar bem de não praticarmos a nossa justiça diante dos homens, a fim de sermos observados por eles; de outra sorte não teremos recompensa junto de nosso Pai que está nos céus’. (Mat. 6:1, NM) ‘Faça todas as coisas para a glória de Deus.’ Não seja hipócrita!
17. (a) Que aviso se nos dá na questão de fazermos obras corretas? (b) Que palavras apropriadas de Jesus temos sobre o comportamento correto e sobre o errado?
17 Não faça nada para ser visto pelos homens, mas, tudo o que fizer, faça-o como a Jeová Deus e deixe que ele lhe dê a recompensa. Não se dê a aparência de ser ministro de Deus do modo como os clérigos fazem no mundo, assumindo um ar de santidade perante as congregações. Não seja classificado ou descrito por Jesus assim como os escribas e fariseus foram descritos nos seus dias. Jesus lhes disse: “Praticam . . . todas as suas obras para serem vistos dos homens; . . . gostam do primeiro lugar nos banquetes, das primeiras cadeiras nas sinagogas, das saudações nas praças, e de serem chamados mestres [Rabi, NTR] pelos homens. . . . Quem se exaltar, será humilhado; e quem se humilhar, será exaltado. Mas ai de vós, escribas e fariseus hipócritas! Porque fechais aos homens o reino dos céus; pois nem vós entrais, nem deixais entrar os que estão entrando. Ai de vós, Escribas e fariseus hipócritas! Porque rodais o mar e a terra para fazerdes um prosélito; e depois de feito, o tornais em dobro mais filho da Geena do que vós.” (Mat. 23:5-15) O verdadeiro ministro ordenado dirige a atenção do povo a Deus, não a si próprio. Por prestar constante atenção à Palavra de Deus e por pregá-la, não só salvará a si mesmo, mas também os que o ouvem. — 1 Tim. 4:16.
CONTROLADO PELA PALAVRA DE DEUS
18. Que parte do texto de Mateus 6:33 costumam alguns ler apenas?
18 Toda a vida do cristão precisa ser controlada pela Palavra de Deus. Ele precisa crer no que ela diz e precisa deleitar-se em cumprir os mandamentos de Jeová. Precisa apreciar a justiça de Deus e querer viver de acordo como que está escrito na Bíblia. Foi Jesus quem disse: “Prossegui, pois, buscando primeiro o reino e a Sua justiça, e todas essas outras coisas vos serão acrescentadas.” (Mat. 6:33, NM) Algumas pessoas, quando lêem este texto, lêem apenas “prossegui, pois, buscando primeiro o reino”, pois isto é tudo o que lhes interessa. Estão ansiosos pela chegada do Armagedon, a batalha do grande dia do Deus Todo-poderoso, o tempo em que Jeová destruirá toda a iniqüidade da face da terra e estabelecerá o seu novo mundo justo. Por que estão tão ansiosos? Porque querem viver no paraíso, ter vida perfeita, paz e felicidade, alimento e abrigo e todas as coisas boas que o novo mundo tem para oferecer.
19. Que mais há a considerar em Mateus 6:33?
19 No entanto, aqueles que buscam só o Reino e não a justiça de Jeová deviam ler novamente o texto inteiro. Jesus disse: “Prossegui, pois, buscando primeiro o reino e a Sua justiça.” Sua justiça é também algo que se deve prosseguir a buscar. É agora que precisamos conhecer os princípios da verdade e da justiça de Jeová e como viver. O cristão que busca a justiça de Jeová desejará saber o que o cristão deve fazer. Por exemplo, a Bíblia diz que o homem ou a mulher solteira não devem viver em fornicação. “Se não têm autocontrole, casem-se, pois é melhor casar-se do que ficar inflamado de paixão.” (1 Cor. 7:9, NM) Quando casados, nenhum dos cônjuges pode viver em adultério, porque isto não é buscar a Sua justiça. “Tendes ouvido o que foi dito: Não adulterarás.” — Mat. 5:27.
20. Que espécie de conselho encontramos na Palavra de Deus?
20 A Palavra de Deus contém excelente informação sobre como os solteiros devem viver e qual deve ser a conduta dos casados, sobre criar os filhos, o trabalho a ser feito pela congregação de Deus e como os superintendentes devem portar-se. Há conselho sobre amarmos o nosso próximo e ser hospitaleiros para com os estranhos. Oferece-se conselho sobre a maneira moral da vida quanto à linguagem, ao comer, ao beber, ao trabalhar, à honestidade e à disposição de ânimo. Certamente não se pode ser homicida, ladrão, beberrão, idólatra, mentiroso, avarento, chantagista e maldizente. A vida inteira do cristão é governada pelos princípios bíblicos especificados claramente na Palavra de Deus. Assim, pois, continuemos a buscar a justiça de Deus tanto quanto o Reino, mas não apenas o Reino. Se fizer o que é correto, tem a promessa de que todas as outras coisas lhe serão acrescentadas.
21, 22. Quais são os frutos da velha personalidade, e os da nova personalidade?
21 Ao fazer o que é correto, o cristão assume uma nova personalidade e harmoniza a sua vida com a vontade de Deus, em verdadeira justiça e benevolência. O apóstolo Paulo disse ao escrever aos efésios: “Que vos despojeis da velha personalidade que se conforma ao vosso procedimento anterior e que se corrompe segundo seus desejos enganosos; mas, para que sejas feitos novos na força que ativa vossa mente, e vos revistais da nova personalidade que foi criada, segundo a vontade de Deus, em verdadeira justiça e benevolência.” (Efé. 4:22-24, NM) O cristão sabe que Satanás, o deus deste mundo, “cegou as mentes dos incrédulos” e os mantém em trevas. O Diabo quer que todas as criaturas humanas se comportem segundo os seus próprios desejos enganosos. “Porque tudo o que há no mundo — o desejo da carne, e o desejo dos olhos, e a exibição ostentosa dos meios de vida da pessoa — não se origina do Pai, mas se origina do mundo.” (1 João 2:16, NM) Portanto, o Diabo gostaria que todos ‘se conformassem ao seu procedimento anterior que está sendo corrompido’.
22 Mas, quando alguém aprende a verdade, ele pode mudar de personalidade, despojando-se da velha personalidade com a sua linguagem feia, que costumava usar. Abandonará também os seus hábitos preguiçosos e desonestos no trabalho, e também muitos outros hábitos maus que interfeririam em que deixasse brilhar a sua luz. Ele sabe que “a face de Jeová é contra os que fazem coisas prejudiciais”. O cristão faz, por isso, uma grande mudança, a fim de ‘buscar a paz e segui-la’, pois ele sabe que “os olhos de Jeová estão sobre os justos”. — 1 Ped. 3:11, 12, NM.
23. (a) Como se pode adquirir a nova personalidade? (b) Que espécie de personalidade teve Adão originalmente?
23 A Palavra de Deus tem um grande efeito sobre a pessoa sincera. Centenas de milhares de pessoas têm permitido que a Palavra de Deus as guiasse até verem a importância de se tornarem ministros ordenados perante Deus, embora a maioria dos governos mundanos não as reconheça como tais. Contudo, continuam a deixar brilhar a sua luz. Não se conformam mais ao seu proceder anterior, mas adotam um novo conceito sobre a vida, sabendo que a Palavra de Deus obra também em outros crentes e que estes crentes permitem que a Palavra de Deus tenha efeito nas suas vidas. Paulo sabia que ‘deve ser feito novo na força que ativa a sua mente’. E qual é esta força que ativa a mente? É o espírito de Deus, a sua força ativa, que nos é revelada pela sua Palavra. Estude a Palavra de Deus, para revestir-se da nova personalidade, apropriada para um ministro ordenado de tempo integral e agradável a Deus. A personalidade que Deus deu a Adão na criação original, no jardim do Éden, era certamente segundo a vontade de Deus; e ele fez este homem em verdadeira justiça e benevolência. Tratava-se duma criatura perfeita. Foi posta numa terra perfeita. Sua personalidade deve ter tido a qualidade de alguém que busca a paz, pois ali no Éden ele estava em paz com os animais, uma condição que o profeta Isaías descreveu como existindo na terra paradísica sob o reino dos céus, depois da batalha do Armagedon.
24, 25. Qual é a vontade de Jeová para com os ministros ordenados, e como cumprirão a Sua vontade?
24 É certamente a vontade de Deus, hoje, em dia, que se busque a paz com Deus e se mostre mansidão e justiça, pois assim é possível ser escondido no dia da ira de Jeová. (Sof. 2:3) As testemunhas de Jeová, em todas as partes do mundo, desejam provar-se ministros dignos de Deus por pregarem firmemente as boas novas do reino de Deus. Desejam mostrar apreciação pela ordenação que receberam de Jeová e provar pelas obras corretas que podem levar vidas cristãs. Sua vocação é a sua chamada para o serviço divino de seu Deus. Por assumirem esta nova personalidade, criada segundo a vontade de Deus em verdadeira justiça e benevolência, podem servir melhor e realizar mais. As testemunhas de Jeová, os ministros ordenados de Deus, devotarão todo o seu tempo a levar uma vida cristã e se comportarão neste velho mundo assim como Jesus fez. Lembram-se do que ele disse: “Se vós fosseis do mundo, o mundo amaria o que era seu; como, todavia, não sois do mundo, pelo contrário dele vos escolhi, por isso o mundo vos odeia.” (João 15:19, ARA) Porém, embora o mundo as odeie, as testemunhas de Jeová demonstrarão amor para com todas as pessoas no mundo e manterão a paz com elas. ‘Buscarão a paz e a seguirão. Pois os olhos de Jeová estão sobre os justos.’
25 Como ministros ordenados perante Jeová Deus, as testemunhas de Jeová cumprirão a vontade Dele. “De fato, fostes chamados para este proceder, porque até Cristo sofreu por vós, deixando-vos modelo para seguirdes de perto as suas pisadas. Ele não cometeu pecado, nem se achou engano na sua boca. Quando estava sendo vituperado, não vituperava por sua vez. Quando sofria, não passava a ameaçar, mas continuava a encomendar-se àquele que julga de modo justo.” (1 Ped. 2:21-23, NM) É também para com ele que seus ministros ordenados se comprometem a fazer sempre o que é correto.
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A paz e unidade das testemunhas de JeováA Sentinela — 1960 | 1.° de junho
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A paz e unidade das testemunhas de Jeová
1. O que é essencial para a paz e a unidade entre as testemunhas de Jeová?
FAZER a coisa correta traz sempre satisfação e paz no íntimo. Os que fazem a vontade de Jeová sabem que “de grande paz gozam os que amam a tua lei; e nada há que os faça tropeçar”. (Sal. 119:165) Isto é certamente verdade no que se refere às testemunhas de Jeová, que vivem juntas em paz e unidade, em todo o mundo. Sendo ministros ordenados, reconhecem que amar a lei de Jeová e cumpri-la é essencial à paz e à felicidade na vida. Buscar a paz e segui-la é o proceder sábio, e a pessoa pode assim estar confiante de que os olhos de Jeová estão sobre ela.
2, 3. Para garantir a paz e a unidade, que exemplo dado pelos anjos pode ser tomado a peito pelos humanos?
2 Embora muitos não reconheçam nem creiam que a verdadeira satisfação na vida pode resultar de se fazer a vontade de Jeová, há outros que se regozijam em aprender a vontade de Deus e em fazê-la. A Bíblia nos informa que os anjos atendem a voz de Sua palavra. Não devemos nós, humanos, fazer o mesmo? “Jeová mesmo tem firmemente estabelecido o seu trono nos próprios céus, e o seu próprio reinado retém a dominação sobre tudo. Bendizei a Jeová, ó vós, anjos seus, poderosos em poder, cumprindo a sua palavra, por atenderdes a voz de sua palavra. Bendizei a Jeová, todos vós; exércitos seus, vós, ministros seus, fazendo a sua vontade.” — Sal. 103:19-21, NM.
3 Certamente os anjos do céu, na organização de Jeová, não são obstinados. Antes, sabem apreciar a soberania de Jeová sobre tudo e que se faça a Sua vontade. Além disso, os “ministros seus”, os ministros ordenados de Jeová na terra, têm de reconhecer que Jeová é o Governante Soberano e que eles, também, precisam ‘fazer a sua vontade’. Sua vontade é que preguem estas boas novas do Reino em todo o mundo, para dar testemunho.
4, 5. (a) Por que não podem os do povo de Jeová ser isolacionistas, e como mostra Paulo que precisa haver unidade? (b) Portanto, como se mantém a unidade?
4 Sem dúvida, Jeová Deus tem uma organização visível e invisível. Quanto à organização visível de Jeová, o apóstolo Paulo diz que trabalhará unidamente como um só homem. Ninguém pode afirmar ser cristão e ainda dizer que não é
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