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“Ministros de nosso Deus” pioneiros na obra vital da restauraçãoA Sentinela — 1979 | 1.° de janeiro
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“Ministros de nosso Deus” pioneiros na obra vital da restauração
E estranhos estarão realmente de pé e pastorearão os vossos rebanhos, e estrangeiros serão os vossos lavradores e os vossos vinhateiros. E quanto a vós, sereis chamados de sacerdotes de Jeová; dir-se-á que sois ministros de nosso Deus.” — Isa. 61:5, 6.
1. Que esforço estrênuo fazem hoje Ministros de Estado e com que atitude mental?
MINISTROS de Estado participaram na grande obra de reconstrução que a Primeira Guerra Mundial tornou necessária. Grande parte daquilo em que participaram para reconstruir foi novamente destruída pela guerra muito mais desastrosa de 1939-1945. Novamente tornou-se necessária uma obra de reconstrução, mas em escala muitíssimo maior. Atualmente, servidores públicos fazem empenhos estrênuos para impedir que as coisas caiam em mau estado. Os ministérios dos diversos governos estão perplexos.
2, 3. (a) Que obra mais importante de restauração, de outra espécie, progrediu apesar da Segunda Guerra Mundial? (b) Em que linguagem descritiva foi isso predito em Isaías 61:4-6?
2 Entretanto, no ano de após-guerra de 1919 iniciou-se uma obra de restauração muito mais importante e de outra espécie. Apesar da destrutividade da Segunda Guerra Mundial, ela prosseguiu de maneira decidida, sim, irreprimível. Foi uma obra de restauração da espécie espiritual, apoiada por um poder tal, como nenhuma repartição ministerial dos governos humanos possui. É verdade que, segundo o que está escrito em Romanos 13:4, as autoridades superiores deste mundo servem como ministros públicos de Deus, mesmo para o bem dos cristãos. Mas os que foram pioneiros na obra de restauração da espécie espiritual têm sido servidores públicos de Deus, da mais elevada categoria. A obra de pioneirismo de tais ministros foi predita pelo inspirado profeta de Deus, Isaías, como segue:
3 “E eles terão de reconstruir os lugares há muito devastados; erigirão até mesmo os lugares desolados de outrora e certamente renovarão as cidades devastadas, os lugares desolados de geração em geração. E estranhos estarão realmente de pé e pastorearão os vossos rebanhos, e estrangeiros serão os vossos lavradores e os vossos vinhateiros. E quanto a vós, sereis chamados de sacerdotes de Jeová; dir-se-á que sois ministros de nosso Deus. Comereis os recursos das nações.” — Isa. 61:4-6.
4. Em que época de mudança se cumpriria a profecia de Isaías, e como e onde foi isso indicado por Jesus Cristo?
4 Jesus Cristo, restaurador do primeiro século, mostrou quando estas palavras da profecia de Isaías começariam a se cumprir. O tempo para isso seria quando uma nação secular entraria em colapso e uma nação nova e melhor surgiria. A nova nação seria composta pelos discípulos de Jesus Cristo, gerados pelo espírito de Deus. Seria um Israel espiritual. Mas, como indicou Jesus Cristo o tempo do cumprimento da profecia de Isaías, que se acaba de citar? Fez isso quando citou as palavras que levaram a esta profecia e aplicou estas palavras a si mesmo. Jesus estava então de visita a sinagoga de sua cidade natal, Nazaré, pouco depois da Páscoa de 30 E.C. Levantou-se para ler. Desenrolou o rolo da profecia de Isaías até o que agora é classificado como sendo o capítulo 61 e leu pelo menos parte do que constitui os Isa 61 versículos um e dois. Daí, ele disse aos seus ouvintes: “Hoje se cumpriu esta escritura que acabais de ouvir.” — Luc. 4:16-21.
5, 6. (a) O historiador Lucas, que escreveu em grego fraseou a citação que Jesus fez de Isaías para rezar segundo que tradução? (b) No texto hebraico, original, como reza Isaías 61:1-3?
5 Lucas, o historiador que registrou este incidente, fez a citação da profecia de Isaías, feita por Jesus, rezar segundo ela aparece na tradução grega conhecida como Septuaginta ou Versão dos Setenta. Mas, como reza a profecia no texto original hebraico, o qual, sem dúvida, foi o que Jesus leu, como judeu palestino? Do seguinte modo:
6 “O espírito do Soberano Senhor Jeová está sobre mim, visto que Jeová me ungiu para anunciar boas novas aos mansos. Enviou-me para pensar os quebrantados de coração, para proclamar liberdade aos que foram levados cativos e ampla abertura dos olhos aos próprios presos; para proclamar o ano de boa vontade da parte de Jeová e o dia de vingança da parte de nosso Deus; para consolar a todos os que pranteiam; para designar aos que pranteiam por Sião, para dar-lhes uma cobertura para a cabeça em lugar de cinzas, o óleo de exultação em vez de luto, o manto de louvor em vez de um espírito desanimado; e terão de ser chamados de grandes árvores de justiça, plantação de Jeová, para ele ser embelezado.” — Isa. 61:1-3.
7. Que palavras sobre a obra de restauração seguem-se então?
7 Daí, seguem-se as palavras sobre a obra de restauração: “E eles terão de reconstruir os lugares há muito devastados; erigirão até mesmo os lugares desolados de outrora e certamente renovarão as cidades devastadas, os lugares desolados de geração em geração.” — Isa. 61:4.
8. Que espécie de pessoas haveria, emocionalmente, na época do cumprimento da profecia, e por que seria urgente que se lhes desse atenção?
8 Devemos notar que, na época em que se cumpriria a profecia de Isaías, haveria “mansos”, “quebrantados de coração”, os “levados cativos”, também “presos” e os “que pranteiam por Sião”. Estes necessitariam urgentemente da devida atenção. O tempo seria oportuno para isso, porque seria o período chamado “o ano de boa vontade da parte de Jeová”. A chegada do ungido com o “espírito do Soberano Senhor Jeová” inauguraria este ano de Sua boa vontade. Tal “ano” simbólico seria seguido pelo “dia de vingança da parte de nosso Deus”. Isso tornava deveras urgente a obra do proclamador de liberdade e livramento, ungido pelo espírito.
9. Que mudança anunciou Jesus aos seus ouvintes nazarenos, e como mostraram estes que não eram bastante “mansos” para aceitar as “boas novas”?
9 Jesus havia mudado de ocupação na terra. Até atingir os 30 anos de idade, havia sido carpinteiro em Nazaré, na Galiléia. Foi ali, na sinagoga, que Jesus leu as palavras significativas da profecia de Isaías. Ele anunciou esta mudança de profissão aos seus ouvintes nazarenos quando terminou a leitura de Isaías 61:1, 2, e disse: “Hoje se cumpriu esta escritura que acabais de ouvir.” Ele demonstrou isso, então, por proferir um discurso bíblico, de que os seus conterrâneos achavam incapaz este ex-carpinteiro. Haviam ouvido que Jesus se tornara médico. Queriam, pois, que ele ‘curasse a si mesmo’ por realizar curas no seu “próprio território”, em seus concidadãos. Jesus explicou, por meio de ilustrações bíblicas, por que não o faria. Isso os desagradou muito, e procuraram matá-lo. Mostraram forçosamente que não eram bastante “mansos” para aceitar as “boas novas”. — Luc. 4:21-30.
10. Em que ocasião havia sido Jesus ungido com espírito santo?
10 Apesar deste tratamento recebido na sua própria cidade, Jesus foi avante em cumprir o objetivo de ter sido ungido com “o espírito do Soberano Senhor Jeová”. No outono de 29 E.C., ele deixara Nazaré e fora até o rio Jordão, para ser batizado por João, filho de Zacarias, o sacerdote. Logo depois que Jesus subira das águas batismais, João Batista vira o espírito santo descer sobre ele na manifestação duma pomba. Ao mesmo tempo, ouvira a voz de Jeová dizer desde o céu: “Este é meu Filho, o amado, a quem tenho aprovado.” (Mat. 3:13-17; Luc. 3:21, 22; João 1:29-34) O mesmo espírito impelira Jesus a se retirar para o ermo da Judéia, por 40 dias.
11. Por que possuía Jesus o ainda espírito de unção quando proferiu seu discurso na sinagoga de Nazaré?
11 Após aqueles 40 dias de jejum e comunicação com seu Pai, Jeová, Satanás, o Diabo, apresentara-lhe três tentações. Se Jesus tivesse sucumbido a estas tentações, teria perdido o espírito de unção. Mas, por resistir ao Tentador, retivera a unção espiritual. De modo que ainda o tinha quando proferiu seu discurso na sinagoga de Nazaré. — Mat. 4:1-13; Luc. 4:1-21.
12. Em vista do que ocorreu na terra dos judeus, desde 537 A.E.C., que perguntas surgem sobre os judeus na época da unção de Jesus?
12 A unção de Jesus com espírito santo, em 29 E.C., ocorreu 565 anos depois de o povo de Jesus ter sido liberto do cativeiro babilônico, em 537 A.E.C. e ter voltado à sua pátria devastada, a província de Judá. Eles haviam ‘renovado as cidades devastadas’ do país, inclusive Jerusalém, cujo templo reconstruírem. Haviam ‘erigido os lugares desolados’, depois de 70 anos de devastação, e haviam convertido a terra quase que em paraíso. Nas três festividades anuais dos judeus, Sião ou Jerusalém costumava estar apinhada de milhões de adoradores. Então, por que, quando Jesus foi ungido, devia haver judeus ou israelitas de coração quebrantado? Por que haveria os “levados cativos”? Por que “presos”? Por que alguém ‘pranteando por Sião’? Por que pobres, humildes, “mansos”, que necessitassem das “boas novas”? Por que haveria tais em 29 E.C.?
Os Necessitados das “Boas Novas”, de Libertação e de Consolo
13. Depois de os “presos” judaicos terem sido libertos de Babilônia e retornado para casa, em que espécie de servidão caíram?
13 Isso se devia à condição espiritual em que a nação de Israel havia caído. Deveras, Jeová havia executado um “dia de vingança” no Império Babilônico, cujos governantes se haviam negado a ‘abrir aos presos o caminho para casa’. (Isa. 14:17; Jer. 50:15, 28; 51:6, 11, 36) Depois, quando os “prisioneiros” judaicos foram restabelecidos na sua pátria, eles não caíram na servidão à idolatria, com literais imagens de escultura. Contudo, caíram numa servidão maior, a do sistema religioso do judaísmo. Era um sistema dominado por preceitos e por tradições de homens, coisas que invalidavam a Lei e os mandamentos de Jeová Deus. Os escribas oficiais e os fariseus tornaram-se destacados neste sistema religioso. Cegaram as pessoas para com a verdade, por tirar “a chave do conhecimento”, impedindo que entrassem no reino de Deus, e impondo pesados fardos ao povo comum, que eles mesmos não queriam nem tocar. — Luc. 11:52.
14. Nos dias de Jesus, por que havia razão para um restante dos judeus ‘prantear por Sião’?
14 Além disso, esses líderes do judaísmo, iguais a guias cegos, levavam os judeus cegados num caminho que acabava no fosso da destruição nacional. Manobravam Sião ou Jerusalém para que rejeitasse o verdadeiro Messias, Jesus, e para que fosse morto numa estaca, como se fosse um falso cristo. Esses líderes religiosos mantinham Jerusalém na vereda dos matadores dos profetas e apedrejadores dos que Deus lhe enviara. (Mat. 23:1-37) Assim, será que os “mansos” desta nação precisavam que se lhes falasse sobre as “boas novas”? Necessitavam os “levados cativos” que se lhes proclamasse a liberdade? Havia “presos” que precisavam de “ampla abertura dos olhos” para saírem da masmorra da escuridão religiosa? Encontrava-se Sião ou Jerusalém, como centro da adoração de Jeová, num estado religioso tão devastado, que havia verdadeiro motivo de pranto por ela? Sim, havia! E o ungido Jesus viu que havia então um restante de tais ‘que pranteavam’ entre os judeus.
15. Como foi que João Batista serviu de pioneiro, e como se tornou Jesus pioneiro da vida e da salvação?
15 Jesus satisfez as necessidades dos que pranteavam, dos “levados cativos”, dos “presos” e dos pobres “mansos”. Consolou os pranteadores por pregar as boas novas do “reino dos céus”, além de curar os doentes e até mesmo ressuscitar os mortos. (Mat. 4:17; 11:4-6) No entanto, consolo e liberdade maiores aguardavam os que pranteavam por Sião. Isto ocorreu pela morte e ressurreição de Jesus, e pela sua ascensão ao céu, para apresentar o valor de seu sacrifício expiatório de pecados a Deus. Cumprindo assim as profecias bíblicas que se aplicavam a ele, Jesus Cristo tornou-se pioneiro da vida e da salvação para os que aceitavam seu ministério vitalizador. João Batista havia precedido o Messias de Jeová e havia preparado o caminho, e, assim, João podia ser chamado de pioneiro. (Lucas 1:76, Tradução do Novo Mundo das Escrituras Gregas Cristãs, edição de 1950, em inglês) Todavia, Jesus fez mais do que João, para ser pioneiro no caminho da vida e da salvação.
16. De acordo com a tradução de Moffatt, de Atos 3:15, como chamou Pedro a Jesus no templo de Jerusalém?
16 Aconteceu exatamente assim como o apóstolo Pedro disse destemidamente aos judeus, no templo em Jerusalém, algumas semanas após a ascensão de Jesus ao céu: “Matastes o pioneiro da Vida. Mas, Deus o ressuscitou dentre os mortos, conforme nós [Pedro e João] podemos atestar.” — Atos 3:15, Moffatt, em inglês.
17. Segundo Atos 5:31, como chamaram os doze apóstolos a Jesus perante o Sinédrio em Jerusalém?
17 Mais tarde, perante o Sinédrio de Jerusalém, que era culpado de derramar sangue e que se compunha então de saduceus, fariseus e escribas, os 12 apóstolos de Jesus Cristo testificaram: “Deus o elevou à sua direita como nosso pioneiro [em grego: arkhegós] e salvador, a fim de conceder arrependimento e remissão de pecados a Israel.” — Atos 5:31, Moffatt.
18, 19. Como chamou o apóstolo Paulo a Jesus, em Hebreus 2:10 e 12:2?
18 Escrevendo aos remanescentes dos hebreus (judeus) que aceitavam Jesus como o Messias ou Cristo, e que se tornaram filhos espirituais de Deus, o apóstolo hebreu Paulo disse: “Pois, era apropriado que ele, para quem e por meio de quem todas as coisas existem, trazendo muitos filhos à glória, aperfeiçoasse o pioneiro [arkhegós] de sua salvação por meio de sofrimento.” — Heb. 2:10, Revised Standard Version; também Moffatt.
19 Também: “Olhando para Jesus, o pioneiro [arkhegós] e aperfeiçoador de nossa fé, o qual, pela alegria que se lhe apresentou, suportou a cruz, desprezando a vergonha, e está sentado à mão direita do trono de Deus.” Heb. 12:2, RSV; Mof.
20. Como se tornou Jesus o “pioneiro . . . de nossa fé”, bem como o aperfeiçoador dela?
20 Declara-se assim que Jesus é “pioneiro” para seus discípulos, pioneiro da vida, pioneiro da salvação, pioneiro de nossa fé. Ele fez que se tornassem realidade centenas de profecias bíblicas a respeito do Messias ou Cristo. Deste modo, introduziu um elemento novo e essencial na nossa fé em Jeová Deus. De modo que se tornou o pioneiro da completa fé que os cristãos agora têm. Ele é, portanto, corretamente chamado de “pioneiro . . . de nossa fé”. (Heb. 12:2, RSV; Gál. 3:24, 25) Ao mesmo tempo, nossa fé com respeito ao Messias de Jeová encontra seu aperfeiçoamento ou finalização em Jesus Cristo. Apenas os judeus que rejeitaram Jesus Cristo e que se apegaram à lei mosaica ficaram com a sua fé incompleta.
“Grandes Árvores de Justiça”
21. Em resultado do aparecimento de Jesus aos seus discípulos e de ele consolá-los após a sua ressurreição, até que ponto teriam um crescimento espiritual?
21 A fim de fortalecer a fé dos seus discípulos, Jesus Cristo lhes apareceu muitas vezes durante os 40 dias depois de sua ressurreição. Consolou os que pranteavam por causa do esperado Messias. O que aconteceu com os que o ressuscitado Jesus Cristo consolou? De acordo com a profecia de Isaías 61:1-3, o ungido Jesus lhes ‘designaria’ “uma cobertura para a cabeça em lugar de cinzas, o óleo de exultação em vez de luto, o manto de louvor em vez de um espírito desanimado”. Por causa disso, teriam um crescimento espiritual, de modo que seriam chamados de “grandes árvores de justiça, plantação de Jeová, para ele ser embelezado”.
22. Na profecia de Isaías, como devem ser entendidas as palavras “cobertura para a cabeça”, “cinzas”, “óleo” e “manto”, e como se ajustavam aos discípulos a partir de Pentecostes?
22 Não se diz se quaisquer dos apóstolos ou discípulos de Jesus puseram mesmo cinzas sobre a cabeça e usaram serapilheira. Evidentemente, as expressões proféticas “coberta para a cabeça”, “cinzas”, “óleo” e “manto” foram usadas de modo figurativo. Os aparecimentos de Jesus após a ressurreição deveras inverteram os sentimentos dos discípulos no assunto. Sim, e no dia de Pentecostes, que se seguiu, o Soberano Senhor Jeová usou seu Filho Jesus Cristo para derramar espírito santo sobre os discípulos que esperavam em Jerusalém. Em manifestação do espírito derramado, pairavam sobre a cabeça deles chamas milagrosas de fogo. Esta manifestação foi apenas temporária, e não era a permanente “cobertura para a cabeça” predita na profecia de Isaías. Antes, sua cabeça foi coroada com a alegria da aprovação divina, como a alegria dum sacerdote noivo no dia do casamento. (Isa. 61:10) Foi como se óleo calmante tivesse sido derramado sobre a sua cabeça, animando-os a ponto de exultarem. Desapareceu o espírito abatido, e os louvores de Jeová Deus identificaram-nos como que com um “manto de louvor”. Os observadores daquele espetáculo de Pentecostes disseram: “Nós os ouvimos falar em nossas línguas sobre as coisas magníficas de Deus.” — Atos 2:1-11.
23. (a) Em que espécie de obra foi Jesus pioneiro para seus discípulos? (b) Por serem ungidos por meio dele, que comissão receberam os discípulos?
23 Em vista de tudo isso, o que observamos hoje? O seguinte: que, em harmonia com a sua própria unção, Jesus Cristo foi pioneiro na obra de restauração para com os que se tornaram seus discípulos. Jeová usou-o para derramar espírito santo sobre os seus discípulos batizados, para que estes receptores do espírito santo pudessem tornar-se pessoas ungidas com o espírito do Soberano Senhor Jeová. (2 Cor. 1:21; 1 João 2:20, 27) Foram então, também, comissionados para divulgar as “boas novas” aos “mansos” na nação de Israel, para proclamar liberdade aos cativos e livramento dos presos, e para consolar a todos os que pranteavam por Sião. Assim podiam ajudar outros, sendo usados para consolá-los e libertá-los para exultarem com “o ano da boa vontade da parte de Jeová” e para o louvarem, pela restauração deles no Seu favor e serviço, por meio dos seus ungidos.
24. A partir de Pentecostes, como foi o domínio espiritual dos discípulos de Jesus adornado de maneira similar ao Paraíso, e para o embelezamento de quem?
24 Esse derramamento do espírito fez toda a diferença para os ungidos com ele. Em vez de serem como plantas frágeis, caídas por falta de nutrimento, tornaram-se como “grandes árvores de justiça”, que só Jeová podia plantar e fazer crescer por meio de Cristo. O original “Paraíso de Delícias” do homem havia sido adornado por árvores de diversas espécies. (Gên. 2:7-9) Mas, a partir de Pentecostes, Jeová plantou “grandes árvores” no domínio espiritual de seu povo dedicado, que seus inimigos haviam devastado e desolado. Tais “grandes árvores” figurativas eram os firmes, constantes e imutáveis cristãos que se erguiam alto a favor da justiça de Jeová Deus. Ele, como seu plantador, era “embelezado” pela presença deles na recém-estabelecida congregação cristã.
25. Que obrigação recaiu sobre aqueles batizados em Pentecostes, e em que obra tinham de servir quais pioneiros?
25 No dia de Pentecostes, além da congregação original de cerca de 120 discípulos, milhares de outros tornaram-se ungidos, após o seu arrependimento, sua aceitação do Messias e seu batismo em água, às mãos dos 12 apóstolos. (Atos 2:37-42) Estes também passaram a ter as obrigações dos ungidos com o espírito de Jeová, por meio de Cristo. Seu Líder, Jesus, havia sido pioneiro para eles no caminho para a aperfeiçoada fé, e para a vida e a salvação. Tornaram-se “ministros de nosso Deus”. (Isa. 61:6) Como tais, tinham de ser então pioneiros no caminho para mais outros que procuravam uma relação com Deus, para obter a reconciliação com ele, mediante Cristo. (2 Cor. 5:20) Desta maneira, teriam participação alegre na obra de restauração, de Deus.
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“Ministros de nosso Deus” e seus ajudantes hojeA Sentinela — 1979 | 1.° de janeiro
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“Ministros de nosso Deus” e seus ajudantes hoje
1. Qual e o maior servidores público que está sendo prestado hoje à humanidade, e como se chamam profeticamente os que participam nele?
A OBRA de Deus, de restauração e reabilitação espiritual, é o maior serviço público que está sendo prestado à humanidade hoje em dia. Os que ele usa como seus servidores públicos nesta obra não são políticos, mas são os profeticamente designados como “ministros de nosso Deus”. (Isa. 61:6) Seu Líder e Exemplo e o mais destacado Servidor Público de Jeová Deus. É Jesus Cristo, o qual, nos seus dias na terra, há 19 séculos, realizou uma notável obra de reabilitação da pobre humanidade.
2. Por que não se empenharam Jesus e seus apóstolos na reabilitação ambiental da terra da Palestina?
2 Lá naquele tempo, o ministério público de Jesus Cristo e de seus apóstolos não produziu a restauração ambientar da terra da Palestina, na qual pregavam as boas novas do reino de Deus. O empenho em prol disso teria sido em vão, porque o ungido Jesus ensinara aos seus apóstolos que “o dia de vingança da parte de nosso Deus” havia de vir sobre os judeus, o que ocorreu em 70-73 E.C., por meio das legiões romanas, reduzindo a província da Judéia a uma condição devastada. A fortaleza de Massada, junto ao Mar Morto, foi o último baluarte judeu a cair diante dos romanos. Mas, que dizer da obra de reabilitação espiritual, na qual Jesus foi pioneiro e que foi levada avante pelos seus apóstolos? Ela continuou a progredir durante todo aquele período provador e depois, até surgir a predita “apostasia” ou rebelião, após a morte dos apóstolos. — 2 Tes. 2:3.
3. Segundo Isaías 61:1-4, que são as simbólicas “grandes árvores de justiça”, e em que atividade estão empenhados?
3 Na profecia de Isaías, capítulo 61, a obra de reabilitação espiritual foi comparada à reabilitação duma terra por muito tempo desolada e de suas cidades devastadas. Assim, depois de falar sobre como o Soberano Senhor Jeová seria “embelezado” por ele produzir “grandes árvores de justiça” num paraíso espiritual, a profecia de Isaías prossegue: “E eles terão de reconstruir os lugares há muito devastados; erigirão até mesmo os lugares desolados de outrora e certamente renovarão as cidades devastadas, os lugares desolados de geração em geração.” (Isa. 61:4) Os reconstruíres de que se fala aqui são os mencionados nos três Is 61 versículos 1-3 precedentes como recebendo consolo e liberdade religiosa, e como sendo restabelecidos no favor e na “boa vontade” de Jeová. Estes são postos a trabalhar na restauração.
4. Aplicou Jesus o cumprimento de Isaías 61:4 à província da Judéia, após o cativeiro babilônico? E por quanto tempo se estende o cumprimento da profecia?
4 A província da Judéia e Jerusalém, em que Jesus Cristo e seus apóstolos fizeram grande parte da pregação do reino de Deus, já haviam sido muito tempo antes reabilitadas, pelo restante de judeus fiéis após o seu livramento do cativeiro babilônico e sua volta à pátria, em 537 A.E.C. Mas, será que o ungido Jesus aplicou esta profecia de Isaías 61:4 àquela realização então já passada na terra literal de Judá? Não! Quando citou os primeiros dois versículos de Isaías, capítulo 61, na sinagoga de Nazaré, indicou que o cumprimento deste capítulo começava com ele, nos seus dias. Mostrou que tinha significado espiritual e não se aplicava à restauração das condições naturais, físicas e ambientais do povo. Portanto, o cumprimento da profecia estende-se até o nosso século 20, até os nossos dias.
5. Por que havia necessidade duma obra de restauração espiritual com respeito ao povo de Jeová, após a Primeira Guerra Mundial, e quando foi empreendida?
5 A Primeira Guerra Mundial, de 1914-1918, teve um efeito devastador sobre o restante ungido dos servos dedicados e batizados de Jeová. A sua organização terrena havia sido danificada de muitas maneiras. Quando terminou esta primeira guerra global, vários dos cristãos ungidos, que haviam tomado a dianteira no serviço e na adoração de Jeová Deus, encontravam-se ainda na prisão, condenados a longas penas. Mas, em 1919 veio a libertação, não só do cárcere literal, mas, o que era mais importante, de Babilônia, a Grande (inclusive a cristandade apóstata). Iniciou-se, sem demora, uma obra de restauração da espécie espiritual.
6. Sobre o que avisou ao mundo o congresso de Cedar Point, de 1919, e o que estabeleceu então Jeová para o seu restante ungido?
6 Em 1919, o primeiro congresso da Associação Internacional dos Estudantes da Bíblia, em Cedar Point, Ohio, E. U. A., mostrou ser significativo. Avisou o mundo de que os do verdadeiro restante cristão, ungidos com o espírito do Soberano Senhor Jeová, viviam novamente, como que retornados dos mortos. Haviam sido restabelecidos no Seu favor e estavam de novo abertamente ativos na ‘pregação destas boas novas do Reino, em testemunho a todas as nações’, conforme predito em Mateus 24:14. O efeito deste esforço pioneiro na reabilitação espiritual revela-se em escala mundial até mesmo nesta data avançada. Jeová Deus, para o seu próprio louvor, restabeleceu um paraíso espiritual para o seu restante ungido com o espírito.
Quem Designa os “Ministros de Nosso Deus”?
7. Segundo Isaías 61:5-7, quanta atenção suscitaria a reabilitação espiritual do restante ungido?
7 Estranho como pareça, a reabilitação espiritual do restante ungido de Jeová havia de atrair a atenção internacional. Isto foi predito pela profecia de Isaías. Depois de considerarmos Isaías 61:4, passamos a ler: “E estranhos estarão realmente de pé e pastorearão os vossos rebanhos, e estrangeiros serão os vossos lavradores e os vossos vinhateiros. E quanto a vós, sereis chamados de sacerdotes de Jeová; dir-se-á que sois ministros de nosso Deus. Comereis os recursos das nações e na glória [riquezas] delas falareis exultantemente de vós mesmos.
Em vez de vossa vergonha haverá uma porção dupla, e em vez de humilhação gritarão de júbilo por causa de seu quinhão [herança]. Portanto, na terra deles tomarão posse mesmo de uma porção dupla. A alegria tornar-se-á sua por tempo indefinido.”—Isa. 61:5-7, NM; Almeida, atualizada.
8. Quando e como vieram as coisas adversas profetizadas, e às instigações de quem?
8 Não deixemos de notar o seguinte: Aqueles em quem se cumpre esta profecia animadora precisam primeiro sofrer vergonha e humilhação, negando-se-lhes sua “porção” e seu “quinhão”. Essas coisas desagradáveis e injustificadas caíram sobre o restante ungido de Jeová, até das mãos da cristandade, enlouquecida pela guerra. Sim, até o dia de hoje, os clérigos da cristandade persistem em cumular vergonha e humilhação sobre o restante ungido dos israelitas espirituais.
9. Em que lugar o restante ungido não devia mais sofrer vergonha, humilhação e falta de provisões, e como veio a estar ali?
9 Entretanto, esses israelitas espirituais não estão mais na terra de Babilônia, a Grande, sofrendo ali cativeiro, encarceramento e escravidão religiosa. Em meados do primeiro semestre de 1919, quando o clero babilônico da cristandade não tinha mais nações militarizadas para usar como asseclas, Jeová libertou os do seu fiel restante ungido. Ele os restaurou no que a profecia de Isaías chama de “terra deles”. Neste domínio dado por Deus é que não deviam mais sofrer vergonha, humilhação e falta de provisões espirituais. Haviam de ter um paraíso espiritual, no qual teriam uma “porção dupla”.
10. O que é que conta para o restante ungido, restabelecido, quanto a como é designado pelos opositores religiosos e por Jeová?
10 Naturalmente, os clérigos da apóstata cristandade e seus apaniguados mundanos ainda têm sua própria maneira de designar o restante ungido quanto a ser um corpo religioso, existente. Mas, o que diz a profecia de Isaías sobre o que seria chamado o restabelecido restante ungido? Isaías 61:6 dirige-se ao restante restaurado e diz: “E quanto a vós, sereis chamados de sacerdotes de Jeová; dir-se-á que sois ministros de nosso Deus. Comereis os recursos das nações.” O que conta para eles é o que Jeová os designa, não o que são chamados por opositores religiosos.
11. No antigo Israel, quem estava incluído no sacerdócio mas a quem se dirige a profecia de Isaías 61:6, a respeito de sacerdotes?
11 Na nação do profeta Isaías e de Jesus Cristo, nunca se podia cumprir a profecia de Isaías 61:6. Por que não? Porque só os membros masculinos, habilitados, da família de Arão, irmão de Moisés, eram ungidos como sacerdotes. Os demais da tribo de Levi serviam quais ajudantes dos sacerdotes arônicos no templo. As outras 12 tribos de Israel traziam seus sacrifícios e ofertas aos sacerdotes arônicos e também eram ajudados pelos levitas no templo. Achavam aquelas 12 tribos que estavam sofrendo discriminação por serem excluídas do sacerdócio e dos serviços levitas? Não! Sujeitavam-se aos designados pelo Soberano Senhor Jeová. Portanto, sob a lei mosaica, Israel nunca podia tornar-se uma nação sacerdotal, uma nação constituída inteiramente por sacerdotes. Entretanto, no caso dos discípulos ungidos de Cristo, dizia-se ao inteiro Israel cristão, constituído por eles: “Sereis chamados de sacerdotes de Jeová.”
12. No Israel espiritual, quantos são sacerdotes, e quem é o Sumo Sacerdote?
12 Todos os membros deste Israel espiritual são “sacerdotes” por designação de Jeová. Jesus Cristo, seu Pioneiro, é o Sumo Sacerdote de Jeová, sob o qual a nação de “sacerdotes” serve a Deus.
13. Como confirmaram os apóstolos Pedro e João que este arranjo de Jeová se aplicava aos discípulos ungidos do Sumo Sacerdote, Jesus Cristo?
13 O profeta Isaías foi inspirado para predizer este fato. Mais tarde, os inspirados apóstolos de Jesus Cristo confirmaram que este arranjo do Soberano Senhor Jeová se aplicava aos discípulos ungidos do Sumo Sacerdote celestial, Jesus Cristo. A tais discípulos escreveu o apóstolo Pedro: “Vós mesmos também, como pedras viventes, estais sendo edificados como casa espiritual, tendo por objetivo um sacerdócio santo, para oferecerdes sacrifícios espirituais, aceitáveis a Deus, por intermédio de Jesus Cristo. Mas vós sois ‘raça escolhida, sacerdócio real, nação santa, povo para propriedade especial, para que divulgueis as excelências’ daquele que vos chamou da escuridão para a sua maravilhosa luz.” (1 Ped. 2:5, 9) Além disso, o apóstolo João escreveu aos amados por Jesus Cristo: “Aquele que nos ama e que nos soltou dos nossos pecados por meio de seu próprio sangue — e ele fez de nós um reino, sacerdotes para seu Deus e Pai — sim, a ele seja a glória e o poderio para sempre.” — Rev. 1:5, 6.
14. Como é este fato retratado em Revelação 5:9, 10?
14 João registra adicionalmente a aclamação que se deu no céu ao Cordeiro de Deus, Jesus Cristo, e que envolve o sacerdócio, nas seguintes palavras: “Com o teu sangue compraste pessoas para Deus, dentre toda tribo, e língua, e povo, e nação, e fizeste deles um reino e sacerdotes para o nosso Deus.” Rev. 5:9, 10.
15. O que diz a edição de 1977 da Enciclopédia Americana sobre o “Sacerdócio de todos os crentes”, conforme ensinado pelos reformadores?
15 Durante a Idade Média, os reformadores protestantes aplicavam estas palavras às suas congregações religiosas. Na página 681 do Volume 22 da edição de 1977 da Enciclopédia Americana (em inglês), sob o tópico “Sacerdócio de Todos os Crentes”, diz:
“Uma doutrina central da Reforma era o sacerdócio de todos os crentes. Crendo que a salvação vem pela graça livre de Deus, aceita em fé, os reformadores argumentavam que não havia necessidade dum clero profissional, para mediar a salvação por intermédio da pregação e dos sacramentos. Qualquer crente podia agir como sacerdote, proclamando as boas novas da salvação, e o ouvinte podia responder em fé. Além disso, visto que as boas obras eram as de servir o próximo, qualquer obra que beneficiasse a sociedade é considerada como vocação cristã. O que se conhece por ‘ética protestante de trabalho’ desenvolveu-se da observação do trabalho diário como campo primário em que servir a Deus.”
16. No seu livro dirigido “A Nobreza Cristã da Nação Alemã”, o que disse Martinho Lutero sobre o sacerdócio universal?
16 Na edição de 1927 e 1929 do Volume 17 da Enciclopédia Americana, no alto da página 753, debaixo de “Lutero”, lemos:
“Surgiram então dois livros notáveis da pena de Lutero, definindo sua atitude: ‘A Nobreza Cristã da Nação Alemã’ e ‘Cativeiro Babilônico’. No primeiro, ele proclama o sacerdócio universal e se declara contra qualquer ordem sacerdotal, especialmente constituída. Também contesta o direito do Papa de interpretar a Bíblia, que ele declara estar livre para todos.”
Por exemplo, Martinho Lutero escreveu no seu livro ‘à Nobreza’: “Todos nós, no nosso batismo, fomos consagrados como sacerdotes. . . . Que o Papa ou o bispo unge, tonsura, ordena, consagra e investe alguém como diferente dos leigos pode fazer deste um hipócrita ou um tolo, mas nunca fará dele um cristão ou um homem espiritual.”
17. Por que não assumiram os cristãos do primeiro século o título de sacerdote, e que dizer sobre o próprio Jesus Cristo, quando estava na terra?
17 Iguais aos primitivos cristãos dos tempos apostólicos, os membros do restante ungido não assumem hoje o título de sacerdote. Por que deviam fazer isso? Não são todos co-membros do único sacerdócio espiritual, e, por isso, indistintos uns dos outros? Sim! O sumo sacerdócio de Jesus Cristo é a coisa predominante indicada pelas Escrituras Gregas Cristãs, inspiradas, para a consideração da congregação tingida com espírito. (Heb. 3:1-6) Até mesmo o próprio Jesus Cristo, quando na terra, não se classificou como sacerdote, embora servisse então como antítipo do primeiro sumo sacerdote de Israel, Arão, irmão de Moisés.
18. (a) Será que homens ordenam sacerdotes, assim como homens designam anciãos, superintendentes e servos ministeriais? (b) Onde se encontra hoje o restante ungido no templo espiritual de Jeová, e o que está fazendo ali?
18 Deveras, apóstolos tais como Paulo e Barnabé nomearam homens qualificados para serem anciãos ou superintendentes, e servos ministeriais, nas congregações cristãs, mas nunca nomearam ou ordenaram “sacerdotes”. (Atos 14:23; Fil. 1:1) Jeová é Quem, por meio de Jesus Cristo, designa ou ordena seus sacerdotes. Apesar de não assumirem títulos, os do restante ungido da atualidade estão no que foi prefigurado pelo “pátio dos sacerdotes” no templo de Jerusalém. Em tal pátio figurativo, no templo espiritual de Jeová, oferecem “sacrifícios espirituais” a ele, por meio de Jesus Cristo, o Sumo Sacerdote. —1 Ped. 2:5.
19. (a) Em Isaías 616, que mais devem ser os membros do Israel espiritual? (b) Será que a palavra hebraica usada ali significa mais do que atuar como mero “servo”?
19 Voltando agora para Isaías 6:16, notamos que também diz aos membros ungidos do Israel espiritual: “Dir-se-á que sois ministros de nosso Deus.” Aqui, no texto hebraico, a palavra traduzida por “ministros” é m’sharéth (no plural), não ‘obed, significando “servo”, como em Isaías 65:13. A palavra hebraica m’sharéth, e outras formas do verbo sharáth, muitas vezes são usadas em conexão com os sacerdotes de Israel. Joel 2:17 usa a expressão “os sacerdotes, os ministros de Jeová”. (Êxo. 28:35, 43) Na primeira tradução das Escrituras Hebraicas para um idioma estrangeiro, os tradutores da língua grega reconheceram a diferença entre as duas palavras hebraicas ‘obed e m’sharéth, e, por isso, na sua tradução de Isaías 61:6, na Septuaginta grega, usaram a palavra grega leitourgós para m’sharéth.
20. (a) Qual é o significado básico da palavra grega leitourgós? (b) Como e usada nas Escrituras Gregas Cristãs, com referência às criaturas humanas e às criaturas celestiais?
20 A palavra leitourgós, basicamente, significa “trabalhador público”, quer dizer, um funcionário público ou ministro, tal como um magistrado. (Rom. 13:6) Pode referir-se a alguém servindo num cargo sagrado, como quando o apóstolo Paulo chama a si mesmo de “servidor público de Cristo Jesus para as nações, ocupado na obra santa das boas novas de Deus”. (Rom 15:16) Jesus Cristo, como Sumo Sacerdote de Deus, é chamado de “servidor público do lugar santo e da verdadeira tenda”. (Heb. 8:1, 2) No caso dum personagem público tal como o filho principesco do Rei Davi, Amnom, o homem que o assistia seria encarado como servidor público (2 Sam 13:18) Os anjos celestiais são encarados como servidores públicos, pois, quando o apóstolo Paulo citou o Salmo 104:4, ele disse: “Também, com referência aos anjos, ele [Deus] diz: ‘E ele faz os seus anjos espíritos e os seus servidores públicos, chama de fogo.’” (Heb 1:7) Também em Hebreus 1:14 Paulo falou dos anjos como sendo “todos eles espíritos para serviço público”.
21. No Salmo 103:21, como são chamadas as torças militares de Deus, no céu?
21 O Salmo 103:21 é dirigido aos “exércitos” celestiais de Jeová, e eles são ali chamados de “ministros seus”. Considerando-se tudo isso, a palavra “ministros”, como ocorre em Isaías 61:6, refere-se a mais do que a alguém atuando como servo ou prestando serviço sagrado.
22. (a) Jesus Cristo prestou a Deus um serviço público superior ao de quem? (b) Em Filipenses 2:17, Paulo chamou de que a atividade cristã?
22 Hebreus 10:11 diz a respeito de cada um dos sacerdotes do antigo Israel como diariamente ocupando seu posto “para prestar serviço público e para oferecer os mesmos sacrifícios, muitas vezes”. (Veja também Lucas 1:23) Hebreus 8:6 diz a respeito do Filho de Deus, que é superior aos anjos: “Jesus obteve agora um serviço público mais excelente, de modo que ele é também o mediador dum pacto correspondentemente melhor.” Na congregação de Antioquia, na Siría, dizia-se que certos profetas e instrutores cristãos, inclusive Paulo e Barnabé, “ministravam publicamente a Jeová”. (Atos 13:1, 2) Paulo, que fundou a congregação de Filipos, na Macedônia, falando sobre o seu ministério especial, disse: “Eu [estou] sendo derramado como oferta de bebida sobre o sacrifício e serviço público a que vos conduziu a fé.” (Fil. 2:17) De modo que todos os cristãos ungidos atuavam como servidores públicos de Deus. — Isa. 61:6.
23. De que modo a Torre de Vigia de Junho de 1882 trouxe a atenção o serviço público prestado pelos membros do corpo espiritual de Cristo?
23 De modo similar, os do restante ungido dos israelitas espirituais prestam hoje a Deus um “serviço público” como classe do “escravo fiel e discreto”. (Mat. 24:45-47) A existência de tal classe de servidores públicos de Deus já foi cedo trazida à atenção pela Torre de Vigia de Sião, no seu número mensal, em inglês, de junho de 1882, página 7, parágrafo 5, debaixo do subtítulo: “Necessários Instrutores Humanos.” Os editores diziam ali: “ . . . E embora creiamos que cada membro consagrado do corpo de Cristo seja MINISTRO em certo sentido, e todos sejam ‘ungidos para pregar as boas novas’, contudo, há diversos membros adaptados a diferentes partes do trabalho, assim como há membros e funções diferentes no corpo humano, que é biblicamente usado para ilustrar o corpo de Cristo — a Igreja.” De modo que todos os do restante ungido do corpo espiritual de Cristo são corretamente encarados e chamados como “ministros de nosso Deus”. — Isa. 61:6.
Internacionalmente Notados
24, 25. Como podem os “ministros de nosso Deus” ser roubados e ser tratados injustamente, mas quem promete corrigir a situação no tempo devido?
24 OS “ministros de nosso Deus” devem cumprir com suas responsabilidades e comportar-se da maneira que honra sua posição perante Deus. As pessoas, em geral, podem interpretá-los mal e encará-los como injustos e errados. Podem ser privados de sua boa reputação, ou do devido reconhecimento e da merecida consideração. (2 Cor. 6:8-10) Mas, o Juiz Supremo de todos endireitará os assuntos quando lhe for conveniente segundo o seu propósito. Ele crê na justiça. Em Isaías 61:8, 9, ele diz a esses maltratados:
25 “Pois eu, Jeová, amo a justiça, odiando o roubo junto com a injustiça. E vou dar-lhes o seu salário em veracidade e concluirei para com eles um pacto de duração indefinida. E sua descendência há de ser conhecida mesmo entre as nações, e seus descendentes, entre os povos. Todos os que os virem os reconhecerão, que são a descendência que Jeová tem abençoado.”
26. Como veio a ser conhecido o restante do Israel espiritual entre nações e povos, e como passaram estes a reconhecer “a descendência que Jeová tem abençoado?
26 Para serem ‘conhecidos’, os do restante ungido do Israel espiritual tiveram de sair entre as nações e os povos. Durante a Primeira Guerra Mundial, sim, também durante a Segunda Guerra Mundial, estiveram sujeitos ao “roubo” internacional. Por terem sido falsamente acusados e difamados pelos adversários religiosos e seus patrocinadores, sofreram muita perseguição. Foram privados do “salário” que realmente mereciam pelos seus esforços e atividades no serviço público de Jeová. Mas Jeová, por torná-los suas testemunhas e seus pregadores das boas novas do Reino, mostrou a quem ele mesmo aprovava. (Mat. 24:14; Isa. 43:10, 12) Por meio de seu espírito santo, ele os energizou para darem testemunho a todo o mundo. Foi desta maneira que as nações e os povos chegaram a conhecer a “descendência que Jeová tem abençoado”. — Isa. 61:9
27. Quem, dentre os povos e as nações, deu o devido reconhecimento à condição do restante, e onde e com quem quiseram viver e servir a Deus?
27 Povos e nações, como tais, não deram o devido reconhecimento ao restante ungido de Jeová. Mas pessoas individuais o fizeram. Os amantes da justiça, do juízo e da verdade manifestaram-se. Especialmente a partir do primeiro semestre de 1935 passaram a enfileirar-se do lado do restante ungido, porque estes eram “ministros de nosso Deus”. Desde então, os que não são israelitas espirituais, “a descendência que Jeová tem abençoado”, têm-se tornado uma “grande multidão”. No congresso das Testemunhas de Jeová em Washington, D. C., em 1935, foi revelado que esta “multidão” sem número, dos que não eram israelitas espirituais, enquadrava-se no quadro profético de Revelação 7:9-17. Por não serem israelitas espirituais, eram “estranhos” e “estrangeiros” para o restante ungido. (Isa. 61:5) Viram que o restante vivia num paraíso espiritual, assinalado por “grandes árvores de justiça” e com congregações semelhantes a cidades. Queriam também estar em tal espécie de paraíso espiritual, para servir ali a Deus. — Veja Podeis Sobreviver ao Armagedom Para o Novo Mundo de Deus, pp. 321-324, parágrafos 14-16; p. 400, N.º 30.
28. Por causa de que proceder da “grande multidão” vêem os do restante ungido que se cumprem neles as palavras de Isaías 61:5?
28 Calculando plenamente o custo de sua decisão e de seu proceder, abandonaram a organização poluída e decadente do mundo. Enfileiraram-se ao lado da organização visível de Jeová. Naturalmente, não podiam servi-lo quais israelitas espirituais, mas desejavam realmente ajudar o restante ungido na proclamação das boas novas do reino de Jeová por Cristo. Por isso, foram batizados como seguidores dedicados de Jesus Cristo. Empreenderam o serviço ativo junto com os israelitas espirituais. Por conseguinte, o restante ungido vê com prazer que se cumprem nele as palavras de Isaías 61:5: “E estranhos estarão realmente de pé e pastorearão os vossos rebanhos, e estrangeiros serão os vossos lavradores e os vossos vinhateiros.”
29. Com humildade mental, os da “grande multidão” tem prazer em fazer o que a favor dos “ministros de nosso Deus”, e com que efeito?
29 Os da “grande multidão” consideram, humildemente, ser uma honra e um privilégio servirem no paraíso espiritual junto com os que Isaías 61:6 designa como “sacerdotes de Jeová” e “ministros de nosso Deus”. Reconhecem que os cristãos ungidos, assim designados por Jeová Deus, têm de se especializar em assuntos espirituais, no seu templo espiritual. Por isso, de bom grado aliviam o restante ungido por ajudarem e cooperarem, a fim de que este se possa especializar nos assuntos espirituais mais importantes. Tudo isso auxilia a embelezar o paraíso espiritual e torná-lo frutífero, para a glória de Deus.
30. Isaías 61:5 retrata estes “estranhos” e “estrangeiros” como prestando que serviços mas como fala Revelação 7:14, 15, sobre o seu serviço?
30 Assim, os figurativos “estranhos” e “estrangeiros” de hoje ajudam os do restante, para que estes se desincumbam dos deveres que lhes cabem por serem ungidos com o espírito de Jeová. Em Isaías 61:5, a obra dos ajudantes é retratada como pastorear os rebanhos, lavrar e arar, e cuidar dos vinhedos. Mas, na visão de Revelação, sobre os estrangeiros de todas as nações, tribos, povos e línguas, diz-se a respeito deles: “Lavaram as suas vestes compridas e as embranqueceram no sangue do Cordeiro. É por isso que estão diante do trono de Deus; e prestam-lhe serviço sagrado, dia e noite, no seu templo.”—Rev. 7:14, 15.
31. Não importa como o mundo os encara, o que são os da “grande multidão” para o entronizado Deus?
31 Os da “grande multidão” são assim retratados como os que prestam serviço sagrado ao entronizado Soberano Senhor do universo. Não importa como o mundo os encare, são Seus servos!
32. Como se cumprirá Isaías 61:5, 6, de modo mais literal com respeito ao restante e à “grande multidão” durante o milênio?
32 Esta “grande multidão” de “estranhos” e “estrangeiros” sobreviverá à vindoura “grande tribulação”. Quão belamente Isaías 61:5 descreve o que farão depois, durante o reinado milenar de Cristo! Durante esse tempo, os “sacerdotes de Jeová”, que são “ministros de nosso Deus”, serão enaltecidos junto com o Sumo Sacerdote Jesus Cristo, nos céus. Lá em cima, ocupar-se-ão mais do que nunca com o serviço sacerdotal para toda a humanidade. (Rev. 20:6) Mas a “grande multidão” ficará aqui, na terra purificada, que há de ser transformada num literal paraíso global. Então, quem serão pioneiros na reabilitação e no embelezamento do escabelo terrestre de Deus? Ora, a “grande multidão” de sobreviventes da tribulação, os quais se apegaram ao paraíso espiritual, junto com o restante ungido.
33. Como cuidarão os da “grande multidão” das necessidades e dos apetites humanos, naquele tempo, e para quem serão pioneiros no serviço e na adoração de Jeová?
33 Haverá então fabricação de roupa? A lã dos rebanhos pastoreados pela “grande multidão” será ampla para este fim. Deseja-se pão, e outros produtos do campo? Os “lavradores” cuidarão de que se saciem os bons apetites. Os vinhateiros poderão prover o melhor dos vinhos, para alegrar o coração dos homens. O progresso feito pelos da “grande multidão” em restaurar o paraíso na terra deleitará os olhos de todos os ressuscitados dentre os mortos e demonstrará o cuidado antecipado para com todos esses remidos pelo Sumo Sacerdote. Apesar de tudo isso, os da “grande multidão” não deixarão de prestar regularmente serviço sagrado a Jeová Deus, por meio de Jesus Cristo, no pátio terreno do templo espiritual de Deus. Nisto tomarão a dianteira e darão um excelente exemplo a todos os ressuscitados dentre os mortos. — Luc. 23:43.
[Fotos na página 25]
Os atuais “ministros de nosso Deus” fazem uma obra de reabilitação predita pelo profeta Isaías e em que Jesus foi pioneiro. O espírito do Soberano Senhor Jeová os habilita a proclamar as boas novas do Reino aos mansos de toda a terra.
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Motivo de alegria exultação em DeusA Sentinela — 1979 | 1.° de janeiro
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Motivo de alegria exultação em Deus
1. Por que transbordam hoje, os do restante dos israelitas espirituais de alegria em vista do cumprimento de Isaías 61:10?
SENTE-SE uma inexprimível alegria quando se é liberto do cativeiro e encarceramento em Babilônia, a Grande, o império mundial da religião falsa. Há motivo para se exultar em ser restaurado no favor e na boa vontade do Deus da verdadeira religião. Ao passo que os do restante ungido dos israelitas espirituais contemplam hoje sua libertação e restauração por Ele, transbordam de alegria. O inspirado profeta Isaías lhes coloca as palavras na boca, quando diz: “Sem falta, exultarei em Jeová. Minha alma jubilará em meu Deus. Pois ele me trajou das vestes de salvação; envolveu-me na túnica sem mangas da justiça, igual ao noivo que, à maneira sacerdotal, põe uma cobertura para a cabeça, e igual à noiva que se atavia com os seus adornos.” — Isa. 61:10.
2. Usa o restante ungido ainda as “vestes da salvação”, e por que nunca será exilado do paraíso espiritual?
2 A partir do ano do após-guerra de 1919, Jeová trouxe a “salvação” ao restante ungido dos israelitas espirituais por libertá-lo de Babilônia, a Grande, e de seus apaniguados mundanos. Apesar de toda a perseguição religiosa que sofreu desde então, o restante ungido ainda se encontra trajado das “vestes de salvação”. O restante está decidido a continuar a usar estas vestes identificadoras até que Babilônia, a Grande, e seus apaniguados imorais sejam destruídos na vindoura “grande tribulação”. Por fazer isso, ele nunca será expulso e exilado do paraíso espiritual, ao qual Jeová o levou desde 1919.
3. Por que surgiu a necessidade de o restante ungido ser envolvido numa “túnica sem mangas da justiça”?
3 A “túnica sem mangas da justiça” é algo acrescentado às “vestes de salvação”, com que Jeová trajou seu restante restabelecido. Aos olhos do mundo, especialmente por causa de sua difamação pelos clérigos da cristandade, os do restante dos israelitas espirituais pareciam ser injustos, em sentido religioso. Foram tachados de hereges, falsos profetas, falsos cristos, enganadores, e filhos do Diabo. Tornarem-se alvo de perseguição mundial parecia confirmar tais acusações lançadas contra eles, especialmente na cristandade. Mas, como os encarava Jeová?
4. Como mostrou Jeová que encarou como justo o restante arrependido, que buscava a Deus, vindicando-o?
4 O grande Juiz de todos não os condenava, nem os vestia de roupa de prisão, banindo-os de sua organização. Por terem procurado a ele e sua Palavra, ele acolheu o restante arrependido de volta ao seu favor. Concedeu-lhes o privilégio honroso de serem suas testemunhas, seus embaixadores, para pregar “estas boas novas do reino . . . em toda a terra habitada”, em testemunho internacional, antes do fim deste sistema iníquo de coisas. Fez que se invocasse sobre eles seu nome, Jeová. (Mat. 24:14; Isa. 43:10) Daí, usou-os poderosamente para divulgar seu nome e seus propósitos aos quatro cantos da terra. Isto tem significado vindicação para o restante!
5. Assim, falando-se em sentido figurativo, que mudança de vestes teve o restante, com uma alegria similar à de que ocasião?
5 Isto mostrou ser uma justificação para o restante, sendo assim declarado justo perante todo o mundo. Em sentido figurativo, foi envolvido “na túnica sem mangas da justiça”. Desta maneira, passou a sentir uma mudança de vestes, das sujas para as ornamentais. (Isa. 52:1, 2) Sua alegria com isso foi publicada cedo, no artigo principal de seis páginas, na Torre de Vigia de 1.º de fevereiro de 1925, em inglês, intitulado “O Manto da Justiça”, baseado em Isaías 61:10, segundo a Versão Autorizada, em inglês. Sua alegria tem sido como a dum noivo e sua noiva no dia do casamento!
6. Quão duradoura tem sido esta alegria do restante vindicado, e quem se tem alegrado com ele, em que demonstração prática?
6 Quanto à alegria, bem, o que a profecia de Isaías dissera anteriormente mostrou-se veraz: “A alegria tornar-se-á sua por tempo indefinido.” (Isa. 61:7) Hoje, uns 44 anos depois de 1935 E.C., os do restante salvo e vindicado têm continuado a alegrar-se mesmo, mas, além disso, é a “grande multidão” de seus ajudantes que participa na alegria. Adotando o ponto de vista bíblico, passaram a encarar os do restante ungido como “sacerdotes de Jeová” e “ministros de nosso Deus”. Discernem que a classe tingida está trajada das “vestes de salvação” e envolvida “na túnica sem mangas da justiça”. Expressam sua própria alegria diante disso por servirem a Jeová Deus ao lado deste restante aprovado de servos públicos, sacerdotais. Embora os da “grande multidão” sejam classificados como “estranhos” e “estrangeiros”, e sejam comparados a pastores, lavradores e vinhateiros, têm sido enormes o alívio e a ajuda que têm dado ao restante ungido. O paraíso espiritual foi beneficiado pela sua presença. — Mat. 25:31-46.
7. Por que tinha de ocorrer todo este milagre do século 20, assim como a primavera vinha regularmente à Palestina?
7 Todo este milagre do século 20 tinha de acontecer em cumprimento da profecia bíblica, assim como a primavera tinha de vir regularmente na terra da Palestina. A profecia de Isaías 61:11 nunca podia falhar: “Pois assim como a própria terra produz o seu renovo e assim como o próprio jardim faz as coisas semeadas nele brotar, assim o próprio Jeová fará brotar a justiça e o louvor na frente de todas as nações.”
8. Por que não podia Jeová deixar as coisas sem serem retificadas, e até que ponto tem ele dado aos seus servos o “salário” deles?
8 Quão fiel às suas próprias palavras Jeová agiu! Não podia deixar as coisas sem retificá-las. Ele é o Deus que ‘ama a justiça, odiando o roubo junto com a injustiça’. (Isa. 61:8) Na hora do ajuste de contas, ele tem de dar aos seus servos trabalhadores “o seu salário em veracidade”. Celebrou o prometido “novo pacto” com seus servos ungidos, e a “grande multidão” também tem tirado proveito disso. (Jer. 31:31-34) Ele já vindicou suas testemunhas cristãs como seus servos aprovados e ainda os vindicará mais “na frente de todas as nações”. Isto destacará a sua própria justiça perante todo o universo. Redundará também em seu eterno louvor pelos lábios de todos os que amam a verdade, a justiça e a adoração pura.
9. Com que manto devemos sempre identificar-nos?
9 Assim, fora com o “espírito desanimado”! Identifiquemo-nos sempre com “o manto de louvor” e exultemos em Jeová Deus, por meio de seu Sumo Sacerdote ungido, Jesus Cristo. — Isa. 61:1-3.
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Perguntas dos LeitoresA Sentinela — 1979 | 1.° de janeiro
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Perguntas dos Leitores
● Eu ensino a Bíblia a uma senhora, a qual recentemente me confessou que antes costumava furtar em lojas. Deve ela tentar compensar tudo o que furtou ou até mesmo entregar-se à polícia, antes de se poder habilitar para se tornar cristã batizada?
Os que estão em tal situação precisam resolver por si mesmos, segundo a sua consciência se devem ou não dar qualquer destes passos antes do batismo.
As Escrituras nos asseguram que é da vontade de Deus “que toda sorte de homens sejam salvos e venham a ter um conhecimento exato da verdade”. Para este fim, Deus enviou seu Filho como resgate correspondente. (1 Tim. 2:4-6) O mérito purificador do sangue de Jesus está disponível a pessoas que levaram uma vida extremamente iníqua ou foram culpadas de graves pecados antes de conhecerem a verdade da Bíblia, se arrependerem e terem dado meia volta.
Por exemplo, o fato de que membros da comunidade judaica de Jerusalém apoiaram seus líderes religiosos, em 33 E.C., em exigir a morte de Jesus, não significava que nunca podiam tornar-se cristãos. No dia de Pentecostes, o apóstolo Pedro disse a muitos deles: “Que toda a casa de Israel saiba com certeza que Deus o fez tanto Senhor como Cristo, a este Jesus, a quem pendurastes uma estaca.” Sim, eles levavam pelo menos parte da culpa pelo assassinato. Compungidos, perguntaram: “O que havemos de fazer?” Pedro respondeu: “Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado.” — Atos 2:36-38.
O mesmo se deu com Saulo, o qual, ‘respirando ameaças e assassínio’ contra os cristãos também presenciara e aprovara a morte de Estêvão. (Atos 7:58; 8:1; 9:1; 22:20) Saulo, comumente mais conhecido como Paulo, admitiu mais tarde: “Cristo Jesus veio ao mundo para salvar pecadores. Destes eu sou o principal. Não obstante, . . . me foi concedida misericórdia.” — 1 Tim. 1:15, 16.
Poder-se-ia perguntar, porém, se é preciso que a pessoa tente remediar os crimes ou pecados de que era culpada antes de aceitar o cristianismo.
O que poderia vir à mente é o fato de que sob a lei mosaica, exigia-se a restituição e compensação em casos de furto. Por exemplo, quando um israelita roubara um touro e fora apanhado nisso, ele não só tinha de devolvê-lo mas tinha de compensar o dono com mais outro touro, pela perda dos serviços de seu touro. — Êxo. 22:1, 3-9.
Ou poder-se-ia citar a narrativa de Lucas a respeito de Zaqueu, principal cobrador de impostos em Jericó, o qual, pelo visto, havia recorrido a práticas questionáveis para extorquir dinheiro e se tornar assim rico. Quando Jesus lhe deu atenção favorável, Zaqueu disse: “O que for que eu extorqui de qualquer um por meio de acusação falsa, eu restituo quatro vezes mais.” Jesus aprovou esta resposta sincera que demonstrava fé e arrependimento, dizendo-lhe:
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