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    • para com outros, e foram censurados por Jesus com as seguintes palavras: “Ide, pois, e aprendei o que significa: ‘Misericórdia quero, e não sacrifício.’” (Mat. 9:10-13; 12:1-7; compare com Oséias 6:6.) Ele classificou a misericórdia entre os assuntos de maior peso da Lei. (Mat. 23:23) Conforme observado, ao passo que tal misericórdia podia abranger a clemência judicial, tal como os fariseus talvez tivessem oportunidade de demonstrar, quais membros do Sinédrio, ela não se limita a isto. Mais basicamente, refere-se à manifestação ativa de piedade ou compaixão, de medidas misericordiosas. — Compare com Deuteronômio 15:7-11.

      Esta misericórdia poderia ser expressa em dádivas materiais. Mas, para valer perante Deus, tem de ser corretamente motivada, e não ser apenas ‘egoísmo esclarecido’. (Mat. 6:1-4) As coisas materiais achavam-se entre as “dádivas de misericórdia [forma de eleemosy’ne]” em que Dorcas abundava (Atos 9:36, 39), e, sem dúvida também entre as de Cornélio, cujas dádivas, junto com suas orações, fizeram com que Deus o ouvisse de modo favorável. (Atos 10:2, 4, 31) Jesus disse que a falha dos fariseus consistia em não darem “como dádivas de misericórdia as coisas que estão no íntimo”. (Luc. 11:41) Assim, a verdadeira misericórdia tem de proceder do coração.

      Jesus e seus discípulos se notabilizaram, em especial, por darem misericordiosamente dádivas espirituais de muito maior valor do que as coisas materiais. (Compare com João 6:35; Atos 3:1-8.) Os membros da congregação cristã, em especial os que atuam quais “pastores” dela (1 Ped. 5:1, 2), precisam cultivar a qualidade de misericórdia. Tanto de modo material como espiritual, sua misericórdia deve ser exercida “com animação”, jamais de má vontade. (Rom. 12:8) A fé de certos membros da congregação talvez fique fraca, fazendo com que se tornem espiritualmente enfermos, chegando mesmo a expressar dúvidas. Devido ao perigo de morte espiritual que tais pessoas encaram, seus co-cristãos são exortados a manter o fluxo de misericórdia para com elas, ajudando-as a evitar um fim destrutivo. Ao continuarem a demonstrar misericórdia para alguns cujas ações não têm sido apropriadas, eles precisam ter cuidado de não caírem eles próprios em tentação, conscientizando-se de que não só precisam amar a justiça, mas também odiar o que é mau. Assim, sua misericórdia não subentende qualquer contemporização com o erro. — Judas 22, 23; compare com 1 João 5:16, 17.

      A MISERICÓRDIA EXULTA TRIUNFANTEMENTE SOBRE O JULGAMENTO

      O discípulo Tiago declara: “Pois, quem não praticar misericórdia terá seu julgamento sem misericórdia. A misericórdia exulta triunfantemente sobre o julgamento.” (Tia. 2:13) O contexto mostra que ele desenvolve as idéias expressas anteriormente quanto à verdadeira adoração, incluindo a expressão de misericórdia ao cuidar dos afligidos, e não mostrar favoritismo e discriminação contra os pobres em favor dos ricos. (Tia. 1:27; 2:1-9) Suas palavras a seguir também indicam isto, ao tratarem das necessidades dos irmãos que estão ‘em nudez e com falta de alimento suficiente para o dia’. (Tia. 2:14-17) Assim sendo, suas palavras correspondem às de Jesus, de que é aos misericordiosos que se mostrará misericórdia. (Mat. 5:7; compare com Mateus 6:12; 18:32-35.) Quando forem julgados por Deus, os que têm sido misericordiosos, que têm mostrado piedade, compaixão, e que têm prestado ajuda ativa aos necessitados, eles, por sua vez, receberão a misericórdia de Deus, e, assim, a misericórdia deles efetivamente triunfará sobre qualquer julgamento adverso que, de outra forma, poderia ser lançado contra eles. Como o Provérbio declara: “Aquele que mostra favor ao de condição humilde está emprestando a Jeová, e Ele lhe retribuirá o seu tratamento.” (Pro. 19:17) O ponto frisado por Tiago é corroborado por muitos outros textos. — Compare com Jó 31:16-23, 32; Salmos 37:21, 26; 112:5; Provérbios 14:21; 17:5; 21:13: 28:27; 2 Timóteo 1:16, 18; Hebreus 13:16.

      A MISERICÓRDIA DO SUMO SACERDOTE DE DEUS

      O livro de Hebreus explica por que Jesus, como Sumo Sacerdote bem maior do que o sacerdócio arônico, teve de tornar-se homem, sofrer e morrer: “Conseqüentemente, ele estava obrigado a tornar-se igual aos seus ‘irmãos’ em todos os sentidos, para se tornar sumo sacerdote misericordioso e fiel nas coisas referentes a Deus, a fim de oferecer sacrifício propiciatório pelos pecados do povo.” Tendo sofrido sob prova, “pode vir em auxílio daqueles que estão sendo postos à prova”. (Heb. 2:17, 18) Por terem o registro da vida de Jesus, de suas palavras e de seus feitos, os que se dirigem a Deus por meio de Jesus podem fazê-lo com confiança. “Pois temos por sumo sacerdote, não alguém que não se possa compadecer das nossas fraquezas, mas alguém que foi provado em todos os sentidos como nós mesmos, porém, sem pecado. Aproximemo-nos, portanto, com franqueza no falar, do trono de benignidade imerecida, para obtermos misericórdia e acharmos benignidade imerecida para ajuda no tempo certo.” — Heb. 4:15, 16.

      Sacrificar Jesus a sua própria vida foi notável demonstração de misericórdia e de amor. Em sua posição celeste como Sumo Sacerdote, ele deu evidência de sua misericórdia, como nos seus modos de lidar com Paulo (Saulo), mostrando-lhe misericórdia, devido à ignorância de Paulo. Declara Paulo: “Não obstante, a razão pela qual me foi concedida misericórdia era que, por meio de mim, como o principal caso, Cristo Jesus demonstrasse toda a sua longanimidade, como amostra dos que irão descansar a sua fé nele para a vida eterna.” (1 Tim. 1:13-16) Assim como o Pai de Jesus, Jeová Deus, mostrou misericórdia muitas vezes para com Israel ao salvá-lo de seus inimigos, livrando-o de seus opressores e conduzindo-o a uma condição pacifica e próspera, assim também os cristãos podem nutrir firme esperança quanto à misericórdia a ser expressa por meio do Filho de Deus. Por isso, Judas escreve: “Mantende-vos no amor de Deus, ao passo que aguardais a misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo, visando a vida eterna.” (Judas 21) A maravilhosa misericórdia de Deus, por meio de Cristo, incentiva os verdadeiros cristãos a não abandonarem seu ministério, e a cumpri-lo de modo altruísta. — 2 Cor. 4:1, 2.

      TRATAMENTO MISERICORDIOSO DOS ANIMAIS

      Provérbios 12:10 afirma: “O justo importa- se com a alma do seu animal doméstico, mas as misericórdias dos iníquos são cruéis.” Ao passo que o justo conhece as necessidades dos seus animais e se preocupa com o bem- estar deles, as misericórdias (ou, “intestinos de afeição”) do iníquo não são estimuladas por tais necessidades. De acordo com os princípios egoístas e insensíveis do mundo, o tratamento dos animais duma pessoa só se baseia no benefício que eles lhe possam trazer. O que um iníquo consideraria cuidados adequados poderia até ser um tratamento cruel. (Contraste com Gênesis 33:12-14.) A preocupação da pessoa justa com seus animais tem precedente no próprio cuidado que Deus tem para com eles, como parte de Sua criação. — Compare com Êxodo 20:10; Deuteronômio 25:4; 22:4, 6, 7; 11:15; Salmo 104:14, 27; Jonas 4:11.

      MISERICÓRDIA E BENIGNIDADE

      Outras palavras intimamente associadas com os termos ráhham e éleos, e freqüentemente empregadas em relação com eles, são o vocábulo hebraico hhésedh (Sal. 25:6; 69:16; Jer. 16:5; Lam. 3:22), e o grego kháris (1 Tim. 1:2; Heb. 4:16; 2 João 3), significando, respectivamente, benevolência (ou, amor leal), e benignidade imerecida. Hhésedh difere de ráhham no sentido de que sublinha a devoção ou o leal apego amoroso ao objeto da benignidade, ao passo que ráhham dá ênfase à terna condolência ou piedade sentida. Similarmente, a principal diferença entre kháris e éleos é que kháris expressa especialmente a idéia de uma dádiva livre e imerecida, sublinhando assim a livre disposição de coração e a generosidade do dador, enquanto que éleos enfatiza a misericordiosa reação diante das necessidades dos afligidos ou desfavorecidos. Assim, kháris, benignidade imerecida, foi demonstrada por Deus para com seu próprio Filho, quando Ele “lhe deu bondosamente [ekharísato] o nome que está acima de todo outro nome”. (Fil. 2:9) Esta benignidade não foi motivada pela piedade, mas pela amorosa generosidade de Deus. — Veja Benignidade.

  • Mísia
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    • MÍSIA

      Região na parte NO da Ásia Menor. Suas fronteiras parecem ter flutuado, mas, basicamente, a Mísia se limitava a O e ao N com o mar Egeu, o Helesponto (Dardanelos) e Propontis (mar de Mármara). A Bitínia se situava a E, e a Lídia ao S. (Veja ÁSIA.) Quando fazia sua segunda viagem missionária, Paulo, acompanhado de Silas e de Timóteo, esforçou-se de ir à Bitínia, mas “o espírito de Jesus não lhes permitiu isso. De modo que deixaram Mísia de lado e desceram a Trôade”. (Atos 15:40; 16:1-3, 7, 8) Visto que o porto marítimo de Trôade se achava na Mísia, isto evidentemente significava que Paulo e seus companheiros, embora atravessassem a Mísia, omitiram-na como campo de atividades missionárias. Outras cidades da Mísia eram Adramítio (Atos 27:2), Assos (Atos 20:13, 14) e Pérgamo. — Rev. 1:11; veja TRÔADE.

  • Mispá
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    • MISPÁ

      [torre de vigia]. Cidade no território de Benjamim. (Jos. 18:26, 28) Nebi Samwil (c. 8 km a N-NO de Jerusalém) e Tel en-Nasbeh (c. 13 km ao N de Jerusalém) têm sido amiúde sugeridos como possíveis locais para o sítio antigo.

      Foi em Mispá que todos os varões combatentes de Israel se reuniram e decidiram agir contra os envolvidos num crime sexual em massa cometido em Gibeá, de Benjamim. Quando os benjamitas se recusaram a entregar os homens culpados daquela cidade, irrompeu a guerra em plena escala. Por fim, a tribo de Benjamim quase que foi aniquilada, somente escapando dela 600 varões vigorosos. (Juí. 20:1-48) Anteriormente, em Mispá, os israelitas tinham jurado que não dariam suas filhas em casamento aos benjamitas. (Juí. 21:1) Depois da batalha, portanto, foi necessário tomar medidas para preservar a tribo de Benjamim. Uma delas foi dar 400 moças virgens de Jabes-Gileade aos benjamitas. O restante da população daquela cidade tinha sido destruído, uma vez que nenhum de seus habitantes tinha vindo a Mispá e apoiado a luta contra Benjamim. — Juí. 21:5-12.

      Num período posterior, o profeta Samuel congregou todo o Israel e orou em favor deles. Nessa oportunidade, os israelitas jejuaram e confessaram seus pecados. Quando os filisteus ficaram sabendo de tal ajuntamento em Mispá, tiraram proveito da situação a fim de lançarem um ataque. Mas Jeová pôs o inimigo em confusão, habilitando os israelitas a subjugarem o inimigo. Pelo que parece, foi

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