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Cobre a misericórdia de Deus todos os seus pecados?A Sentinela — 1975 | 15 de fevereiro
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também em terna compaixão e empatia para com os necessitados, e como esta história da vida real nos pode mostrar o modo em que “a misericórdia exulta triunfantemente sobre o julgamento”, deixamos para o artigo seguinte. A leitura cuidadosa de Gênesis, capítulos 37 a 47, antes da consideração das páginas seguintes, será muito interessante e instrutiva.
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Quão misericordioso é?A Sentinela — 1975 | 15 de fevereiro
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Quão misericordioso é?
1. Por que não há desculpa para a ampla falta de misericórdia na atual geração?
NESTES dias de intolerância e interesse pessoal, quem age com misericórdia é uma bênção reanimadora. Diz-se a respeito do verdadeiro Deus: “Jeová é clemente e misericordioso, vagaroso em irar-se e grande em benevolência. Jeová é bom para com todos, e suas misericórdias estão sobre todos os seus trabalhos.” (Sal. 145:8, 9) E Jesus nos admoestou a ‘continuarmos a nos tornar misericordiosos, assim como nosso Pai é misericordioso’. (Luc. 6:36) Que indiciação da geração atual, pois, são as condições intoleráveis resultantes das inúmeras suspeitas, rivalidades e hostilidades entre povos e nações!
2. A quem somente se concede a misericórdia de Deus, e por quê?
2 Provérbios 28:27 diz: “Quem dá àquele de poucos meios não terá carência, mas aquele que oculta os seus olhos receberá muitas maldições.” Isto evidencia que a misericórdia de Deus não se estenderá aos que ‘ocultam seus olhos’. Deus não é sentimentalista. Seu uso de misericórdia sempre está em harmonia com suas outras qualidades e normas justas, inclusive sua justiça e santidade. (Osé. 2:19) Quem abusar da misericórdia de Deus, pensando que Deus continuará a ser misericordioso para com ele, não importa o que ele faça, está condenado a sofrer amargo desapontamento. Quem mostra desrespeito deliberado aos modos justos de Deus, por meio de seus atos e seu proceder na vida, ofende a Deus, e o verdadeiro Deus, apropriadamente, ‘cortará em ira as suas misericórdias’. — Sal. 77:9; Rom. 2:4-11.
3. Que perguntas nos poderão ajudar a determinar nossa própria qualidade de misericordiosos?
3 Tiago, meio-irmão de Jesus, deu uma boa advertência, e, ao mesmo tempo, um reconforto ao escrever: “Pois, quem não praticar misericórdia terá o seu julgamento sem misericórdia. A misericórdia exulta triunfantemente sobre o julgamento.” (Tia. 2:13) Quão misericordioso é? Acha fácil não lazer caso de ofensas contra sua pessoa, ou acha difícil tirar tais coisas da mente? Está ativamente cônscio das necessidades dos em volta de si, ou precisam estas coisas ser trazidas constantemente à sua atenção, Está inclinado a suspeitar da motivação dos outros, ou consegue reconhecer e aceitar a sinceridade e a falta de malícia? Está inclinado a ser mais solícito dos proeminentes ou especialmente talentosos em algum sentido, ou encontra verdadeiro prazer em qualidades estritamente espirituais? Se fosse pesar-se na balança destas perguntas, seria faltoso em misericórdia? O resultado é vital porque quer estejamos envolvidos individualmente, quer não, o julgamento de Jeová será exercido para conosco, individualmente, assim como ele indicou por meio de Tiago, e só aquele que praticar misericórdia receberá misericórdia quando levado a julgamento.
4. Como se pode identificar a pessoa misericordiosa?
4 Misericordioso é aquele que não guarda ressentimento, que esta disposto a refrear-se de condenar e punir sempre que as circunstâncias o permitam, que é generoso em dar tanto material como espiritualmente, que é cônscio dos em necessidade e que mostra preocupação com eles de modo ativo, que não mostra parcialidade, nem usa a sua língua em orgulho ou ciúme, que realiza atos de caridade e distribui dádivas de misericórdia com sinceridade e humildade, livre de jactância, e que não se torna tão eficiente nos seus tratos com seus companheiros, ao ponto de estes se tornarem para ele apenas partes duma “máquina de organização”. Dar alguém generosamente de si mesmo, ainda mais do que dar de suas posses, não ficará sem recompensa — certamente não ficará sem recompensa da parte de Jeová. A Palavra de Deus diz: “Aquele que mostra favor ao de condição humilde está emprestando a Jeová, e Ele lhe retribuirá o seu tratamento.” E Jesus acrescentou ao provérbio: “Felizes os misericordiosos, porque serão tratados com misericórdia.” — Pro. 19:17; Mat. 5:7.
A DEVOÇÃO A PRINCÍPIOS RETOS TRAZ FAVOR
5. Quem era José e por que era especialmente amado por seu pai?
5 Um exemplo notável de alguém que imitou a misericórdia de Jeová foi José, bisneto de Abraão e filho de Jacó ou Israel. José nasceu na Síria, como primeiro dos dois filhos que Jacó teve com sua amada esposa Raquel. (Gên. 30:22-24; 35:24) Visto que Jacó tinha noventa e um anos de idade quando José nasceu, José era filho de sua velhice e veio a ser mais amado do que seus irmãos mais velhos. Quando José tinha mais ou menos seis anos de idade, Jacó partiu de Padã-Arã, aonde havia ido para obter para si uma esposa dentre os de seu próprio povo, e voltou com toda a sua família para Canaã. (Gên. 31:17, 18, 41) Residiu por algum tempo em Sucote, Siquém e Betel. Mais tarde, em caminho de Betel para Belém, faleceu a mãe de José, Raquel, ao dar à luz seu segundo filho, Benjamim; assim, Benjamim era o único irmão uterino de José, os outros filhos de Jacó sendo meios-irmãos de José, dados a Jacó por Léia, irmã de Raquel, e por Zilpa e Bila, as duas servas de Léia e Raquel. — Gên. 33:17-19; 35:1, 5, 6, 16-19.
6. (a) Que relatório a respeito de seus meios-irmãos levou José a seu pai e por que não se tratava dum ato impiedoso? (b) Numa ocasião anterior, como haviam Simeão e Levi mostrado falta de compaixão?
6 Os meios-irmãos de José não demonstraram ter a mesma devoção aos princípios retos que José demonstrou desde a tenra idade. Quando ele tinha dezessete anos de idade, pastoreava as ovelhas junto com os filhos que Jacó teve com Bila e Zilpa Embora fosse mais moço do que seus irmãos, José demonstrou ter mais zelo pelos interesses de seu pai do que seus meios-irmãos, e conscienciosamente trouxe um relato mau a seu pai. (Gên. 37:2) Não agiu impiedosamente ao fazer isso, pois estes irmãos seguiam um proceder errado e Jacó tinha direito de saber disso. Esta devoção a princípios retos talvez contribuísse para o amor que Jacó tinha a José. Mas, em vez de os irmãos de José tirarem proveito do exemplo dele, mostraram uma atitude ciumenta e revelaram ter o mesmo espírito duro para com ele, que fez com que, sob a liderança de Simeão e Levi, massacrassem os homens de Siquém, que haviam tentado estabelecer relações amigáveis com eles e que na ocasião estavam indefesos. Embora afirmassem que sua matança dos siquemitas fosse justificada, seu pai Jacó dissera a Simeão e Levi, líderes no ataque: “Vós me trouxestes o banimento, fazendo de mim um mau cheiro para os habitantes do país”, e, muitos anos depois, Jacó referiu-se à ira de Simeão e Levi como amaldiçoada, “porque é cruel, e a sua fúria, porque age impiedosamente”. (Gên. 34:1-31; 49:7) Por causa de sua falta de compaixão, quando viram que seu pai amava mais a José do que a todos os irmãos deste e mandou fazer para ele uma longa veste listrada, tipo camisão (talvez similar às usadas por pessoas de destaque), “não eram capazes de falar pacificamente com ele”. — Gên. 37:3, 4.
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