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A formatura de Gileade destaca a expansãoDespertai! — 1973 | 8 de novembro
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A formatura de Gileade destaca a expansão
AVANTE com a pregação continuada da boa-nova, do Reino de Deus! Acelerem a obra de fazer discípulos! Este era o espírito dominante da formatura da qüinquagésima quarta turma da escola missionária de Gileade, realizada no Salão de Assembléias das Testemunhas de Jeová em Nova Iorque, na segunda-feira, 5 de março de 1973.
Os 49 estudantes vieram de seis países cursar a Escola. Todos terminaram com êxito o curso intensivo de cinco meses, cada um recebendo um diploma de mérito perante cerca de 2.000 amigos e parentes. Foram designados a 23 países, inclusive o Canadá, Irlanda, Japão, Formosa, Chile, países na África, Nova Zelândia, Filipinas e outras ilhas.
A tônica foi dada por F. W. Franz, vice-presidente da Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados dos EUA, quando propôs as perguntas: ‘Já atingiram as testemunhas de Jeová o seu auge, agora que se aproxima tanto o fim deste sistema de coisas?’ ‘Será que a tendência é de diminuir daqui em diante?’ De jeito nenhum, foi a resposta enfática. Daí, citou do capítulo 1 de Colossenses, mencionando o exemplo dos cristãos do primeiro século e seu conceito de olhar para a frente. Indicou que não reduziram suas atividades por causa de o fim de Jerusalém estar perto — zelosamente aumentaram sua pregação vigorosa.
N. H. Knorr, presidente da Sociedade Torre de Vigia dos EUA, daí encorajou ainda mais os prospectivos missionários, ao falar sobre o assunto “Sua Fé É Provada Pelos Seus Lábios”. Citou bastante a carta bíblica de Tiago, mostrando a necessidade de obras cristãs a fim de provarmos nossa fé. Os muitos exemplos de fé encontrados na carta do apóstolo Paulo aos Hebreus, capítulo 11, deixavam bem patente que os aprovados por sua fé eram ativos em apresentar obras para o louvor de Deus e para o bem de seu próximo.
Gileade, Instrumento Eficaz
A Escola Bíblica de Gileade da Torre de Vigia obteve atenção internacional desde seu estabelecimento em fevereiro de 1943. Já formou 5.332 estudantes, grande número deles de países estrangeiros. Estes foram enviados a bem mais de cem terras, inclusive a ilhas remotas do mar. Em muitos desses lugares, eram as únicas testemunhas de Jeová, ou havia poucas. Os formandos, contudo, seguiram o conselho do apóstolo Paulo a Timóteo: “As coisas que ouviste de mim, com o apoio de muitas testemunhas, destas coisas encarrega homens fiéis, os quais, por sua vez, estarão adequadamente habilitados para ensinar outros.” — 2 Tim. 2:2.
O treinamento da Escola habilitou os graduados a ensinar a boa-nova aos nativos em sua própria língua. A resposta foi maravilhosa, dezenas de milhares ouvindo-a com corações abertos, transformando a vida, amiúde costumes pagãos, abandonando seus deuses, sua vida imoral ou polígama, e dedicando-se a Jeová em verdadeira adoração. (Col. 3:5-11) Os graduados treinaram-nos na pregação e no ensino, em organizar congregações e em fazer arranjos para assembléias locais e até mesmo internacionais.
A evidência de que o espírito de Deus apoiou a obra dos missionários de Gileade é vista numa simples comparação. Em 1945, antes de os missionários da Escola fazerem sentir sua influência, havia no mundo 127.478 testemunhas de Jeová que proclamavam ativamente o Reino. Destas, 65.207 moravam em terras outras que os EUA. Vinte e sete anos depois, em 1972, havia no mundo 1.596.442 pessoas empenhadas nesta obra de pregação, 1.178.203 em países sem ser os EUA. Isto representa, para o mundo, um aumento de onze vezes, e, para os países além dos EUA, para os quais os missionários foram primariamente enviados, mais de dezessete vezes!
Naturalmente, é a Jeová, o Deus Onipotente, que se deve dar crédito por esta expansão dos interesses do seu Reino na terra, pois, como disse o apóstolo: “Eu plantei, Apolo regou, mas Deus o fazia crescer.” (1 Cor. 3:6) Mas, a Escola Bíblica de Gileade da Torre de Vigia é deveras instrumento nas mãos de Jeová, orientada por Seu espírito, para treinar missionários a ir a campos mui distantes. Equipa-os a ter parte no ajuntamento e treinamento dum núcleo de proclamadores do Reino, de modo que eles, por sua vez, ajudem centenas de milhares de outros a se tornarem servos fortes de Jeová.
A Motivação de Ser Missionários
O que move as pessoas, a maioria delas jovens e saudáveis, a trabalhar num país estranho, amiúde a sacrificar a vida confortável que poderiam ter em seu próprio país? No novo país, têm de aprender nova língua, visitar pessoas e estudar com os interessados em suas casas, usando pacientemente o tempo para ajudá-las, amiúde ensinando tais mansos a ler e a escrever. Todavia, mostram-se ansiosos de fazer isto. Por quê?
Tais missionários levam a sério as palavras de Cristo, que disse: “Ide, portanto, e fazei discípulos de pessoas de todas as nações, . . . ensinando-as a observar todas as coisas que vos ordenei.” (Mat. 28:19, 20) Sentem a grande necessidade espiritual das pessoas nestas nações, que têm sido “esfoladas e empurradas dum lado para outro como ovelhas sem pastor” por seus líderes religiosos. (Mat. 9:36) Típico da atitude dos estudantes, um deles expressou-se assim:
“Eu e minha esposa começamos a pensar a sério sobre o que fazíamos com nossa vida, depois de ouvirmos um discurso do irmão Knorr em que considerou como as Testemunhas em países como os Estados Unidos poderiam ser enredadas pela vida fácil, fazendo apenas um serviço simbólico no ministério de campo. Começamos a perguntar a nós mesmos: O que contemplamos quanto ao nosso futuro? Aqui estamos nós, sem quaisquer responsabilidades familiares, trabalhando, ambos, e, ainda assim, pensando no dia de pagamento que contas é que serão pagas. Sim, aparentemente estávamos satisfeitos de continuar em nossa rotina, gastando algum tempo na pregação cada mês, mas, certamente em posição de expandir nosso serviço a Jeová.
“Consideramos com oração o assunto de entrarmos no serviço de pioneiro [a pregação de tempo integral], e, meses depois, deixei meu trabalho por tempo integral, mudamo-nos de nosso apartamento e começamos a ser pioneiros em 1.º de setembro de 1967. Procuramos um lugar em que havia verdadeira necessidade de mais publicadores do Reino, e mudamo-nos para uma cidade em Kentucky.
“Em nossos cinco anos ali, enfrentamos real desafio, mas foi de grande ajuda em nosso crescimento espiritual, ensinando-nos a depender de Jeová e confiar nele. Trabalhamos arduamente para nos habilitar, por aumentarmos nossa atividade de pregação e de ensino, e fomos por fim convidados à 54.ª Turma da Escola de Gileade, que começou em outubro de 1972.
“A Escola nos foi uma experiência que inspirou-nos fé, fornecendo-nos amplo fundo da história e da profecia bíblicas, bem como informações profundas e carnosas quanto às doutrinas ensinadas pela Palavra de Deus. É tão bom ver que nossos esforços como pessoas são parte do inteiro trabalho feito para louvor de Jeová. Assim, obtemos grande satisfação de nossos labores.”
Muitos dos estudantes disseram que, desde o tempo em que aprenderam os propósitos de Deus, tem sido seu desejo cursar a Escola de Gileade, não primariamente para a educação que oferece, mas de forma a poderem servir eficazmente quais missionários, ajudando tantas pessoas quantas possível a sair das trevas deste mundo para a maravilhosa luz de Deus.
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Será verdade?Despertai! — 1973 | 8 de novembro
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Será verdade?
● Alguns insistem que não contam mentiras, todavia, planejam apresentar a verdade de tal maneira que ninguém a reconhece como tal.
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