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  • Pus a ‘mão no arado e não olhei para trás’
    A Sentinela — 1986 | 1.° de abril
    • subindo e descendo os íngremes morros de La Paz, a uma altitude de fazer perder o fôlego, de uns 4.000 metros. Por causa de meu espanhol limitado, alguns pensavam que eu estava vendendo o fonógrafo e os discos!

      Foram muitas as experiências que tive como nova missionária. Certo dia, ao ir de casa em casa num dos melhores setores de La Paz, uma moça atendeu à porta e convidou-me a entrar. A dona da casa ouviu minha apresentação e assinou para A Sentinela. Por que tal pronta receptividade? Ela fora operada recentemente e, no hospital, lera a Bíblia. Descobriu que as doutrinas bíblicas são muito diferentes do que sua religião ensinava, de modo que estava muito ansiosa de ler as publicações que eu lhe deixara. Antes que eu pudesse revisitá-la, porém, ela foi à minha procura, finalmente encontrando-me numa esquina de rua onde eu oferecia A Sentinela e Despertai! aos transeuntes. ‘Por favor, venha visitar-me!’, insistiu. Ela fez rápido progresso no estudo da Bíblia e logo foi batizada. Hoje, 30 anos depois, ainda é fiel serva de Jeová.

      Um Boneco Sujo

      Depois de trabalharmos 11 anos em La Paz, fomos designados para trabalhar no sul da Bolívia. Assim, minha irmã e seu esposo, minha companheira Esther Erickson e eu rumamos para uma pequena cidade chamada Tupiza. Isto foi em fevereiro de 1957. Tupiza fica perto da linha ferroviária entre Bolívia e Argentina. As pessoas eram muito amistosas, e era fácil iniciar estudos bíblicos. De fato, logo organizamos reuniões regulares, freqüentadas por várias pessoas de Tupiza.

      Certo dia, encontramos um boneco sujo no quintal na frente de nossa casa. O que significava isso? Evidentemente o sacerdote começara a advertir o povo contra as Testemunhas de Jeová, e assim, alguém tentava lançar um hechizo, ou feitiço, contra nós! Contudo, seu hechizo mostrou-se impotente.

      Visto que Tupiza era uma cidade muito pequena, Esther e eu logo fomos designadas para Villazón, outra cidadezinha na fronteira da Bolívia com a Argentina. Essa região era árida, ventosa e fria! Mas não nos desanimamos, pois confiávamos receber as bênçãos de Jeová.

      Quando Esther e eu começamos a trabalhar na cidade notamos que as pessoas tinham cartazes nas janelas que diziam: “Não Aceitamos Testemunhas de Jeová e Evangelistas.” No entanto, as pessoas em Villazón não tinham idéia de quem eram as Testemunhas de Jeová! Como em Tupiza, um sacerdote interferira, distribuindo os cartazes na igreja para que as pessoas os afixassem nas janelas de suas casas. Apesar dos cartazes nas janelas, o povo mostrou boa receptividade e colocamos muitas publicações e iniciamos muitos estudos bíblicos. Aos poucos os cartazes desapareceram das janelas.

      Onde, porém, poderíamos realizar reuniões? Convertemos um dos quartos de nosso pequeno apartamento num Salão do Reino. Tábuas em cima de caixas de livros serviam de assentos. Não havia ali irmãos batizados, de modo que Esther e eu usávamos coberturas para a cabeça e dirigíamos nós mesmas as reuniões. Para nossa alegria, na primeira Comemoração da morte de Cristo que realizamos ali, compareceram mais de cem pessoas! É verdade que algumas vieram por curiosidade, para ver como as gringas dirigiam as suas reuniões. Mas, alguns dos que originalmente vieram por curiosidade hoje são Testemunhas.

      Também trabalhamos na pequena cidade de La Quiaca, Argentina, onde foi possível iniciarmos vários estudos bíblicos com interessados. Visto que tínhamos de cruzar a fronteira tão amiúde, nós atraímos a atenção do guarda de fronteira. Certo dia, ao retornarmos de La Quiaca, o guarda pediu-nos que não fizéssemos o nosso trabalho tão abertamente, visto que a obra das Testemunhas de Jeová fora proscrita na Argentina. Eu lhe disse: “Segundo me consta o seu governo garante a liberdade de adoração.” Sua resposta foi que os sacerdotes pressionaram os ministros do governo, resultando na proscrição. De qualquer modo, depois disso, ele virava as costas toda vez que cruzávamos a fronteira com a Argentina!

      Trabalhamos quatro anos em Villazón. Minha companheira estudava com um homem cuja esposa operava uma chichería, espécie de bar em que se vendem bebidas feitas de milho fermentado. Este homem aprendeu a verdade e mais tarde foi batizado, e por fim serviu como ancião até a sua morte. E a chichería? Ela agora é um Salão do Reino! Quando deixamos Villazón, havia uma congregação de 20 publicadores. Hoje há cerca de 60 Testemunhas, e umas 110 pessoas assistem às reuniões nos fins-de-semana.

      Jamais ‘Olhar Para Trás’

      Depois de Villazón a designação seguinte foi Santa Cruz, cidade na parte oriental da Bolívia. Que alegria foi ver a obra crescer de uma pequena congregação de 20 publicadores para nove prósperas congregações. Daí, em 1965, voltei para morar em La Paz, num dos lares missionários, onde estou desde então.

      Em fevereiro de 1978 uma parede de adobe desabou sobre mim, quando eu desembarcava de um ônibus urbano. Minha perna direita foi tão gravemente fraturada que eu tive novamente que aprender a andar. Mas agora já posso de novo sair no serviço e dirigir estudos bíblicos.

      O serviço de tempo integral nem sempre tem sido fácil. Têm havido altos e baixos, pesares e desapontamentos. Mas, a alegria de encontrar pessoas semelhantes a ovelhas e ajudá-las a servir a Jeová tem mais do que compensado quaisquer desapontamentos. Hoje, depois de uns 44 anos de serviço de tempo integral, estou mais decidida do que nunca a manter a ‘mão no arado’ e participar na obra que ainda resta fazer. — Conforme relatado por Betty Jackson.

  • Perguntas dos Leitores
    A Sentinela — 1986 | 1.° de abril
    • Perguntas dos Leitores

      ◼ Por que desassociaram (excomungaram) as Testemunhas de Jeová por apostasia a alguns que ainda professam crer em Deus, na Bíblia e em Jesus Cristo?

      Os que expressam tal objeção salientam que muitas organizações religiosas que afirmam ser cristãs permitem conceitos dissidentes. Até mesmo alguns clérigos discordam de ensinos básicos da sua igreja, e ainda assim permanecem nas boas graças dela. Em quase todas as denominações religiosas da cristandade há modernistas e fundamentalistas que discordam grandemente entre si quanto à inspiração das Escrituras.

      Entretanto, tais exemplos não constituem nenhuma base para nós fazermos o mesmo. Por que não? Muitas de tais denominações permitem conceitos amplamente divergentes entre os clérigos e os leigos, por acharem que não pode haver certeza sobre exatamente o que é a verdade bíblica. São como os escribas e os fariseus dos dias de Jesus, que não conseguiam falar às pessoas com autoridade, que era o modo de Jesus ensinar. (Mateus 7:29)

      Além disso, ao ponto em que esses religionários crêem no ecumenismo, vêem-se obrigados a não tomar muito a sério a divergência das crenças.

      Mas a adoção de tal conceito não tem base nenhuma nas Escrituras. Jesus não tomou o partido de nenhuma das seitas do judaísmo. Os judeus daquelas seitas professavam crer no Deus da criação e nas Escrituras Hebraicas, especialmente na Lei de Moisés. Ainda assim, Jesus disse aos seus discípulos: “Vigiai-vos . . . do ensino dos fariseus e dos saduceus.” (Mateus 16:11, 12; 23:15) Note também quão fortemente o

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