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    • MOISÉS TROPEÇA

      Foi enquanto Israel acampava em Cades, provavelmente no quadragésimo ano de suas peregrinações, que Moisés cometeu grave erro. A consideração do incidente magnifica aos nossos olhos que Moisés não se achava apenas numa posição altamente privilegiada, mas também tinha pesadíssima responsabilidade, perante Jeová, qual líder e mediador daquela nação. Devido a uma escassez de água, o povo começou a altercar amargamente com Moisés, lançando-lhe a culpa por tê-los guiado do Egito para o árido deserto. Moisés já tinha aguentado muita coisa, suportando a perversidade e a insubordinação dos israelitas, compartilhando das suas dificuldades e intercedendo em favor deles quando eles pecavam, mas, nesse caso, ele perdeu momentaneamente sua mansidão e seu temperamento brando. Exasperado e amargurado em espírito, Moisés e Arão se puseram de pé diante do povo, conforme Jeová ordenara. Mas, em vez de focalizar a atenção em Jeová como sendo o Provisor, falaram duramente com o povo e voltaram a atenção para eles próprios, dizendo Moisés: “Ouvi, agora, rebeldes! É deste rochedo que faremos sair água para vós?” Nisso, Moisés golpeou a rocha e Jeová fez com que fluísse dela água suficiente para a multidão e seus rebanhos. Deus, contudo, desagradou-se da conduta de Moisés e de Arão. Falharam no que tangia à sua responsabilidade primária, a saber, de magnificar o Seu nome. Eles ‘faltaram ao dever’ para com Jeová, e Moisés ‘falou precipitadamente com os seus lábios’. Posteriormente, Jeová decretou: “Visto que não mostrastes fé em mim para me santificar diante dos olhos dos filhos de Israel, por isso não levareis esta congregação à terra que lhes hei de dar.” — Núm. 20:1-13; Deut. 32:50-52; Sal. 106:32, 33.

      ESCRITOR

      Moisés foi o escritor do Pentateuco, os primeiros cinco livros da Bíblia, a saber: Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio. Os judeus, através de sua história, reconheceram a Moisés como o escritor, esta seção da Bíblia lhes sendo conhecida como a Torá, ou Lei. Jesus e os escritores cristãos falam com freqüência sobre Moisés como tendo dado a lei. A ele geralmente se credita a escrita do livro de Jó, também de um dos Salmos (90), e, possivelmente de outro (91). — Mat. 8:4; Luc. 16:29; 24:27; Rom. 10:5; 1 Cor. 9:9; 2 Cor. 3:15; Heb. 10:28.

      SUA MORTE E SEU SEPULTAMENTO

      Arão, irmão de Moisés, faleceu com 123 anos, enquanto Israel estava acampado junto ao monte Hor, na fronteira de Edom, no quinto mês do quadragésimo ano de sua jornada. Moisés levou Arão ao monte, removeu de Arão as vestes sacerdotais e vestiu Eleazar com elas, sendo este o filho mais velho e sucessor de Arão. (Núm. 20:22-29; 33:37-39) Cerca de seis meses depois, Israel chegou às planícies de Moabe. Aqui Moisés, numa série de discursos, explicou a Lei à nação ajuntada, ampliando-a com os ajustes que se fariam necessários quando Israel passasse da vida campal nômade para uma vida estabelecida em sua própria terra. No décimo segundo mês do quadragésimo ano (na primavera setentrional de 1473 AEC), ele anunciou ao povo que, de acordo com a designação feita por Jeová, Josué o sucederia como líder. Josué foi então comissionado e exortado a demonstrar coragem. (Deut. 31:1-3, 23) Por fim, depois de entoar um cântico e abençoar o povo, Moisés subiu ao monte Nebo, segundo a ordem de Jeová, para primeiramente ver a Terra Prometida, deste ponto montanhoso de observação, e então morrer. — Deut. 32:48- 51; 34:1-6.

      Moisés tinha 120 anos por ocasião de sua morte. Testemunhando seu vigor natural, a Bíblia comenta: “Seu olho não se havia turvado e seu vigor vital não lhe havia fugido.” Ele foi sepultado por Jeová num local que jamais foi descoberto. (Deut. 35:5-7) Isto, provavelmente, foi para impedir que os israelitas fossem enlaçados pela adoração falsa por fazerem um santuário da sepultura dele. Evidentemente o Diabo desejava utilizar o corpo de Moisés para algum propósito assim, pois Judas, o discípulo cristão e irmão unilateral de Jesus Cristo, escreve: ‘Quando Miguel, o arcanjo, teve uma controvérsia com o Diabo e disputava acerca do corpo de Moisés, não se atreveu a lançar um julgamento contra ele em termos ultrajantes, mas disse: “Jeová te censure.” ’ (Judas 9) Antes de passarem para Canaã, sob a liderança de Josué, Israel observou um período de pranto de trinta dias por Moisés. — Deut. 34:8.

      UM PROFETA A QUEM JEOVÁ CONHECIA “FACE A FACE”

      Moisés, embora jamais tivesse literalmente visto a própria pessoa de Jeová, gozou de um relacionamento mais direto, constante e íntimo com Jeová do que qualquer outro profeta antes de Jesus Cristo. A declaração de Jeová: “Boca a boca falo com ele”, revelava que Moisés era ouvido pessoalmente por Deus (por meio de anjos, que têm acesso à própria presença de Deus [Mat. 18:10]). (Núm. 12:6-8; Deut. 34:10-12) Como mediador de Israel, Moisés gozava dum arranjo de comunicações que envolvia uma conversação bilateral virtualmente contínua. A qualquer hora, podia apresentar problemas de importância nacional e obter a resposta de Deus. Jeová confiou a Moisés ‘toda a Sua casa’, utilizando Moisés como representante íntimo em organizar aquela nação. (Heb. 3:2, 5) Os profetas posteriores simplesmente prosseguiram em edificar sobre o alicerce lançado por meio de Moisés.

      O modo como Jeová lidava com Moisés era tão impressionante que era como se Moisés realmente tivesse contemplado a Deus com seus próprios olhos, em vez de ter simplesmente uma visão mental ou um sonho em que ouvia Deus falar, e que era o modo usual de Deus se comunicar com seus profetas. Os modos de Jeová lidar com Moisés eram tão reais que Moisés reagia como se tivesse visto “Aquele que é invisível”. — Heb. 11:27.

      PREFIGURAVA A JESUS CRISTO

      Jesus Cristo deixou claro que Moisés tinha escrito a respeito dele, pois, em certa ocasião, disse a seus oponentes: “Se acreditásseis em Moisés, teríeis acreditado em mim, porque este escreveu a meu respeito.” (João 5:46) “Principiando por Moisés e por todos os Profetas”, quando se achava na companhia de seus discípulos, Jesus “interpretou lhes em todas as Escrituras as coisas referentes a Si mesmo”. — Luc. 24:27, 44; compare Deuteronômio 18:18, 19 com Atos 3:19-23; veja Transfiguração.

      De muitos modos havia uma correspondência pictórica entre estes dois grandes profetas, Moisés e Jesus Cristo. Ambos, na infância, escaparam da matança em massa ordenada pelos respectivos governantes de sua época. (Êxo. 1:22; 2:1-10; Mat. 2:13-18) Moisés foi chamado do Egito junto com o “primogênito” de Jeová, a nação de Israel, sendo Moisés o líder daquela nação. Jesus foi chamado do Egito como o Filho primogênito de Deus. (Êxo. 4:22, 23; Osé. 11:1; Mat. 2:15, 19-21) Ambos jejuaram por quarenta dias em locais desérticos. (Êxo. 34:28; Mat. 4:1, 2) Ambos vieram em nome de Jeová, o próprio nome de Jesus significando “Salvação (ou Ajuda) de Jeová”. (Êxo. 3:13-16; Mat. 1:21; João 5:43) Jesus, semelhante a Moisés, ‘declarou o nome de Jeová’. (Deut. 32:3; João 17:6, 26) Ambos demonstravam excepcional mansidão e humildade. (Núm. 12:3; Mat. 11:28-30) Ambos dispunham das credenciais mais convincentes de que foram enviados por Deus — surpreendentes milagres de muitas espécies, Jesus Cristo indo além de Moisés, por ressuscitar pessoas para a vida. — Êxo. 14:21-31; Sal. 78:12-54; Mat. 11:5; Mar. 5:38-43; Luc. 7:11-15, 18-23.

      Moisés era mediador do pacto da Lei entre Deus e a nação de Israel. Jesus era Mediador do novo pacto entre Deus e a “nação santa”, o espiritual “Israel de Deus”. (1 Ped. 2:9; Gál. 6:16; Êxo. 19:3-9; Luc. 22:20; Heb. 8:6; 9:15) Ambos serviam como juízes e legisladores. (Êxo. 18:13; Mal. 4:4; João 5:22, 23; 13:34; 15:10) A Moisés foi confiada a supervisão da ‘casa de Deus’, tendo-se provado fiel nesta incumbência. Jesus, igualmente, mostrou fidelidade na casa de Deus; Moisés, contudo, fez isso como assistente, mas Cristo como um Filho. (Núm. 12:7; Heb. 3:2-6) E até mesmo na morte havia um paralelo, Deus dando uma destinação final aos corpos tanto de Moisés como de Jesus. — Deut. 34:5, 6; Atos 2:31; Judas 9.

      Depois de Moisés tomar sua posição como hebreu, em vez de como egípcio, Jeová Deus o ungiu, quer dizer, nomeou Moisés para ser Seu profeta, e, como tal, Moisés era “o Cristo” ou “o Ungido (Designado)”. O espírito de Jeová, naturalmente, estava sobre Moisés como profeta. (Núm. 11:16, 17, 24, 25) Desse modo, Moisés era “o Cristo” daquele tempo; mas, a fim de conseguir essa posição privilegiada, teve de abandonar os “tesouros do Egito”, e permitir “ser maltratado com o povo de Deus”, e, assim, sofrer vitupério. Mas, para Moisés, tal “vitupério do Cristo” significava riquezas maiores do que toda a opulência do Egito. — Heb. 11:24-26.

      Em Jesus Cristo encontramos um paralelo disto. De acordo com o anúncio do anjo, por ocasião de seu nascimento em Belém, ele devia tornar-se um “Salvador, que é Cristo, o Senhor”. Tornou-se Cristo ou “Ungido” depois de o profeta João o ter batizado no rio Jordão. (Luc. 2:10, 11; 3:21-23; 4:16-21) Depois disso, reconheceu que era “o Cristo” ou Messias. (Mat. 16:16, 17; Mar. 14:61, 62; João 4:25, 26) Jesus Cristo também conservou os olhos fixos no prêmio, e desprezou a vergonha, conforme Moisés tinha feito. (Fil. 2:8, 9; Heb. 12:2) É neste Moisés Maior que a congregação cristã é batizada — em Jesus Cristo, o predito Profeta, Libertador e Líder. — 1 Cor. 10:1, 2.

  • Moloque
    Ajuda ao Entendimento da Bíblia
    • MOLOQUE

      [provavelmente, mélekh (rei), com as vogais de bósheth (vergonha) para indicar repugnância (Atos 7:43; compare com Amós 5:26, nota da NM, ed. 1960, em inglês); possivelmente é o mesmo que Malcão (Jer. 49:1, 3; Sof. 1:5), ‘Malcã’ (2 Sam. 12:30; 1 Crô. 20:2, IBB, margem) e Milcom (1 Reis 11:5, 33)]. Uma deidade especialmente associada aos amonitas. (1 Reis 11:5, 7, 33) Em Jeremias 32:35, menciona-se Moloque como paralelo de Baal, sugerindo que, se isto não for uma identificação, pelo menos existia alguma relação entre os dois.

      Concorda-se em geral que o Malcão ou ‘Malcã’ mencionado em 2 Samuel 12:30 e 1 Crônicas 20:2 é o ídolo-imagem do deus amonita, Milcom ou Moloque, embora o termo hebraico possa ser traduzido “seu rei”. (Compare com Al; IBB.) Anteriormente, no relato bíblico, o rei amonita é mencionado pelo seu nome “Hanum” (2 Sam. 10:1-4); assim sendo, é razoável concluir-se que o nome “Hanum”, em vez de “Malcã”, teria aparecido no registro bíblico, caso se tencionasse mencionar o rei, em vez de o ídolo. Também, julga-se improvável que um rei costumasse usar uma coroa que pesava c. 34 kg. Pelo mesmo motivo, tem-se sugerido que Davi colocou a coroa de Malcã em sua cabeça apenas temporariamente, talvez para indicar sua vitória sobre o falso deus. Segundo a leitura do Targum, que tem sido adotada por numerosos tradutores, a coroa só tinha uma jóia preciosa. Isto tem dado origem ao conceito de que foi a preciosa jóia, em vez de a própria coroa, que veio a ficar sobre a cabeça de Davi.

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