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  • A monarquia britânica − poderá sobreviver à década de 80?
    Despertai! — 1983 | 22 de fevereiro
    • A monarquia britânica — poderá sobreviver à década de 80?

      Do correspondente de “Despertai!” na Grã-Bretanha

      DESDE o ano fatídico de 1914 umas trinta monarquias desapareceram do cenário mundial. Ou não puderam ou não quiseram ajustar-se às rápidas e drásticas mudanças que estavam ocorrendo nos governos em toda a terra. Entre as que sobreviveram está a Casa de Windsor, da Grã-Bretanha. Durante este período crítico não tem apresentado obstáculo aos processos democráticos, pois tem aceitado o papel dignificado mas limitado de chefe nominal dessa nação.

      Contudo, surgem perguntas a respeito de seu futuro. É sua continuação importante para a nação? São seus custos aceitáveis nestes dias de muito desemprego e pouco dinheiro? Que benefícios traz? Deseja o povo que ela continue? Tais perguntas são feitas tanto pelos admiradores como pelos opositores. Talvez o próprio leitor tenha pensado sobre isso.

      O Esplendor de Outrora

      A monarquia britânica já sobreviveu agora por mais de mil anos. Durante esse tempo a Grã-Bretanha ascendeu a ponto de se tornar uma potência mundial maior do que qualquer outra antes dela. Daí, os poderes autocráticos dos primeiros séculos desapareceram ao passo que o parlamento se tornou mais forte e assumiu firme controle do governo. Também, em poucas décadas neste século vinte, ela abriu mão de suas colônias, juntou-as numa comunidade de nações independentes e retirou-se para dentro de seus próprios contornos. Do antigo esplendor resta bem pouco. O que ainda existe sobrevive dentro da monarquia.

      A evidência desse esplendor de outrora pode ser vista na pompa anual da abertura do parlamento. A rainha, junto com outros da família real, vai ao palácio de Westminster numa carruagem dourada, puxada a cavalos e acompanhada pela cavalaria palaciana em resplandecente uniforme. Com grandes cerimônias os membros da baixa Câmara dos Comuns são convocados para a alta Câmara dos Lordes. Ali, a rainha, sentada no trono, lê um discurso redigido pelo seu governo do momento, que esboça o programa deste para a próxima sessão. Observam-se à risca as antigas tradições.

      Há ocasionalmente oportunidade para esplendor ainda maior. Talvez tenha acompanhado pela televisão o casamento do príncipe de Gales, em 29 de julho de 1981. Foi um espetáculo deslumbrante. Onze carruagens, com a escolta de sessenta e quatro cavaleiros, transportaram a noiva e o noivo, bem como os parentes da família real, do Palácio de Buckingham ao longo do Mall (a grande esplanada defronte a Buckingham) e da via Strand até a Catedral de St. Paul. Cerca de um milhão de pessoas, incluindo milhares do estrangeiro, estavam enfileirados ao longo do percurso. Cerca de 700 milhões de telespectadores, um sexto da população do mundo, assistiram a tal pompa e ocasião raramente vistas em nossa geração. A nação gostou disso.

      E deu à família real um novo membro, a princesa de Gales, que logo se tornaria, depois da rainha, a mais popular entre todos. A nação esperou então com grande interesse o nascimento em junho de 1982 de seu primeiro filho, William, que é o próximo na linhagem como herdeiro do trono depois do atual herdeiro, o príncipe Charles.

      A Função do Monarca

      Qual é a função da rainha como monarca constitucional? A Pears Cyclopaedia explica: “Segundo a lei ela é chefe do executivo, parte integral da legislatura, chefe do poder judiciário, comandante-chefe das forças armadas e chefe temporal da Igreja Anglicana. Na prática, a função da Rainha é puramente formal; ela reina, mas não governa. Em todas as questões importantes ela age somente segundo o conselho de seus ministros. Entretanto, ainda assim desempenha um papel importante simbolicamente como Chefe de Estado e Chefe da Comunidade Britânica.”

      Em que se ocupa o dia inteiro a rainha? Suas atividades, bem como as de outros membros da família real, estão alistadas diariamente na circular da corte de alguns jornais, e portanto estão abertas ao escrutínio público. Um leitor do Times de Londres fez um resumo dessas listas para 1981 e disse numa carta ao jornal que a rainha se desincumbira de bem mais de 400 compromissos em 1981, os quais variavam entre visitas oficiais dentro e fora do país, empossamentos, recepções a embaixadores, visitas semanais da primeira-ministra e assim por diante. Ela lê resumos dos compromissos diários, dos relatórios oficiais e das atas das reuniões do gabinete com os principais ministros, e há muitos documentos para assinar. Obviamente, uma pauta atarefada. A opinião geral é que a rainha executa suas funções bem conscienciosamente. Não resta dúvida de que ela é a principal embaixatriz da Grã-Bretanha quando visita outros países. Uma pesquisa pública feita por Marplan revelou que as 774 pessoas entrevistadas lhe conferiram a nota média de 9,1, numa escala de 10, pelo seu trabalho.

      Quanto a outros membros da família real, o príncipe Philip, marido da rainha, e o príncipe Charles, herdeiro do trono, ambos têm agenda atarefada. A rainha-mãe, viúva do Rei George VI, agora nos seus oitenta e poucos anos, também executa muitas funções oficiais.

      Pergunta-se, às vezes, se há necessidade de a realeza cuidar de todos esses assuntos. Não poderia um dignitário local, tal como um prefeito, prover adequadamente a desejada “presença”? Os organizadores de tais eventos acham que não. Quando a realeza está presente, a assistência do público é muito maior, o que indica interesse neles que outros não podem suscitar. E é preciso dizer que a presença da rainha em tais compromissos, ou de outros membros da família real, alivia os ministros do governo de muito protocolo consumidor de tempo.

      Portanto, o público britânico em geral considera a monarquia como uma herança familiar. Embora a valorize e goste de ostentá-la, esta não influi muito no seu dia-a-dia. Mas há os que não gostam do custo para a manutenção dessa majestosa herança!

      Mas Qual É o Custo?

      Todo ano há no parlamento um clamor, cercado de muita publicidade, sobre a questão da manutenção da família real. O que suscita isso é o debate sobre a questão da “lista civil”. É o dinheiro que o governo propõe conceder no ano que se segue para a subsistência da monarquia. É em duas partes: uma delas é o subsídio à rainha e a outra provisiona para alguns outros membros da família real.

      O subsídio à rainha para 1982/83 foi aumentado em 8 por cento, para £ 3.541.000 (Cr$ 1,7 bilhão), sendo que cerca de três quartos dessa soma é para pagar os salários dos que estão a serviço da família real, de secretários particulares a faxineiros da corte. A lista civil para 1982/83 provê também £ 767.000 (Cr$ 368 milhões) para a subsistência de mais sete membros da realeza. Além dessas somas, cerca de £ 15 milhões (Cr$ 7,2 bilhões) são gastos pelas repartições do governo para a manutenção dos palácios reais, do iate real, da frota da rainha, composta de seis aviões, do trem real, e assim por diante.

      Contudo, parece que a nação não objeta muito a pagar essas grandes somas para a conservação da monarquia. Segundo a pesquisa Marplan de opinião pública, já mencionada, 76 por cento dos entrevistados disseram que as vantagens da conservação da monarquia eram maiores do que o custo para a sua manutenção.

      Mas nem todos pensam assim. O jornal The Times noticiava que um membro do parlamento teria dito que a proposta lista civil “mostra o que eles são realmente: uma casta de gente cobiçosa e gananciosa que não tem nada para contribuir para a solução de todos os males que abatem o país. Aproxima-se rapidamente o tempo em que o povo se erguerá em revolução”. Mas, se o povo tenciona fazer isso, demonstrou pouca inclinação para isso, se é que demonstrou alguma, até o presente.

      Função na Igreja Anglicana

      A rainha é chefe temporal da Igreja Anglicana, o que simplesmente significa ser seu chefe nominal simbólico. Ela não exerce funções eclesiásticas. O líder espiritual e executivo é reconhecidamente o arcebispo de Cantuária. Para a escolha de um novo arcebispo ou bispo, ou para promover um destes a uma posição mais prestigiosa, um colégio composto de dezesseis homens, a Comissão de Nomeação da Coroa, submete dois nomes ao primeiro-ministro que, por sua vez, recomenda um à rainha para nomeação. Por exemplo, recentemente o bispado de Londres ficou vago. A Comissão recomendou dois nomes, mas a primeira-ministra rejeitou ambos os nomes e apresentou outro à rainha. “O chefe da igreja submeteu-se ao princípio constitucional.” Portanto, é óbvio que, neste respeito pelo menos, a atual rainha não se considera outro Rei Henrique VIII, antecessor, que se mesclou em assuntos eclesiásticos.

      O Que Pensam os Britânicos?

      A popularidade da monarquia hoje se deve muito à vida familiar da rainha, do príncipe Philip e de seus quatro filhos, hoje adultos. Muitos vêem nisso algo de caloroso e sadio com o qual têm satisfação de se identificar; é tranqüilizador ter como primeira família uma que dá evidência de ser tão devotada e unida.

      Entretanto, o grande número de jovens da realeza, bem como de seus primos que estão atingindo agora a idade adulta, fez com que certo escritor dissesse que, antes que todos esses atinjam suficiente idade de modo a aumentarem o fardo do ônus da lista civil, “seria bom pensar sobre o papel, o escopo e o tamanho da Família Real”. Isso pode representar um problema espinhoso para o futuro.

      Provavelmente, o principal motivo pelo qual os britânicos estão razoavelmente contentes com a sua monarquia seja seu respeito inato e conservador pelas instituições que vêm existindo por longo tempo. Estão habituados a tais e são cautelosos quanto a fazer mudanças. Acham que a monarquia provê estabilidade e continuidade num mundo tão instável. Não se interessam em que seu chefe de estado fique sujeito aos caprichos de uma campanha eleitoral aos quais submetem seus políticos. Não estão inquietos quanto ao poder da monarca, pois ela tem constitucionalmente pouco poder. Em vez disso, vêem nela uma influência estabilizadora sobre os políticos que vêm e vão, segundo o desejo do eleitorado. Não atribuem à Coroa nenhuma responsabilidade pela situação econômica dessa nação, com seus três milhões de desempregados. Isso cabe aos políticos. Todavia, em face do tremendo desemprego atual, o elevado custo da manutenção de tantos da família real suscita realmente muita crítica.

      Quanto ao futuro, a revista The Economist acredita que “a democracia monárquica continuará a ser a forma de governo mais democrático para a Grã-Bretanha, visto que uma pesquisa da opinião pública no ano passado [1980] revelou que 86% dos britânicos desejam tal governo, e não haverá neste século a aprovação por parte de 86% de qualquer alternativa dirigida por um único político”. Portanto, parece evidente que o povo britânico está contente de ter como seus dirigentes aqueles que ele elege, mas como chefe de estado, um monarca.

  • Uma melhor monarquia
    Despertai! — 1983 | 22 de fevereiro
    • Uma melhor monarquia

      POUCO antes do casamento real o jornalista britânico Malcolm Muggeridge escreveu que “nestes tempos difíceis e de mudanças, só os videntes, os marxistas e as Testemunhas de Jeová se aventuram a predizer se o príncipe Charles e lady Diana subirão algum dia realmente ao trono como rei e rainha da Inglaterra”.

      O sr. Muggeridge estava, naturalmente, enganado. As Testemunhas de Jeová não fazem nenhuma predição dessa espécie. O que as Testemunhas de Jeová dizem, porém, é que, se Charles subir ao trono da Inglaterra, seu reino está sujeito a ser de curta duração.

      Por quê? Não devido a alguma falha da parte do príncipe. Tampouco devido a alguma probabilidade real de uma revolução republicana na Grã-Bretanha. Não, a razão é muito mais profunda.

      A profecia bíblica indica que a monarquia britânica, junto com todas as outras, será em breve substituída por uma monarquia muito melhor — uma que será capaz de levar avante numerosos programas muito necessários que o próprio príncipe Charles certamente aprovará. De fato, certas declarações do príncipe indicam uma notável harmonia entre seus desejos e as metas da vindoura monarquia mundial sob o reinado de Jesus Cristo. Eis aqui três exemplos:

      I. Julgamento Justo

      “São muitas as pessoas que são julgadas pela aparência externa”, comentou o príncipe Charles durante uma recente visita a um hospital psiquiátrico. É preciso continuar a repetir a si mesmo que, muitas vezes, as aparências enganam.” O desejo do príncipe de evitar fazer julgamentos superficiais é certamente elogiável, mas será que existe realmente algum homem que tem suficiente discernimento para fazer isso? Segundo Deus frisou adequadamente a seu profeta Samuel: “O mero homem vê o que aparece aos olhos, mas quanto a Jeová, ele vê o que o coração é.” (1 Samuel 16:7) Jeová deu tal habilidade a seu Filho. Por conseguinte, Jesus podia dizer: “Vós julgais segundo a carne; eu não julgo a nenhum homem. E, contudo, se eu julgo, o meu julgamento é veraz, porque não estou sozinho, mas o Pai, que me enviou, está comigo.” — João 8:15, 16.

      Embora no primeiro século Jesus não fosse enviado à terra como juiz, não resta dúvida de que servirá na qualidade de Juiz de Jeová sob o vindouro reino de Deus. Relativo a tal tempo, o profeta Isaías predisse que “não julgará pelo que meramente parece aos seus olhos, nem repreenderá simplesmente segundo a coisa ouvida pelos seus ouvidos. E terá de julgar com justiça os de condição humilde e terá de dar repreensão com retidão em benefício dos mansos da terra”. (Isaías 11:3, 4) Que perspectiva reanimadora!

      II. A Regra Áurea

      “A única divisa que eu sigo”, comentou o príncipe ao visitar uma fábrica, “é: ‘Faça aos outros aquilo que gostaria que lhe fizessem.’ Procuro colocar-me na situação dos outros. Espero assim poder agir razoavelmente bem”.

      Certamente o príncipe Charles tem uma excelente divisa. Talvez tenha notado que ele citou as palavras de Jesus no Sermão do Monte, em que disse: “Todas as coisas, portanto, que quereis que os homens vos façam, vós também tendes de fazer do mesmo modo a eles; isto, de fato, é o que a Lei e os Profetas querem dizer.” — Mateus 7:12.

      Quem, pois, poderia seguir essa “divisa” melhor do que o próprio Jesus? Não foi a sua vida inteira consagrada a fazer o bem às pessoas? Não é de admirar que a Bíblia se refira a ele como o “pastor excelente” que por fim “entrega a sua alma em benefício das ovelhas”. (João 10:11) Deveras, Jesus mostrou vez após vez seu interesse em fazer o bem para a humanidade.

      III. O Fim Próximo do Ódio

      “Há tanta intolerância em toda a parte, é estarrecedor. O medo . . . a ignorância. . . . Quaisquer que sejam as razões por trás disso, é uma situação trágica. Porque no fim das contas temos todos de nos dar bem, do contrário como será o futuro?” O príncipe falava aqui de um grave problema na sociedade britânica, mas as observações dele são aplicáveis da mesma forma hoje à maioria dos países do mundo. São muito elogiáveis a aversão do príncipe Charles ao ódio racial e seu exemplo pessoal de boa vontade para com homens de todas as raças, mas o que pode fazer o príncipe Charles, ou qualquer outro regente humano, para mudar os preconceitos profundamente arraigados? Pouco, conforme a maioria das pessoas se dão conta.

      Com o reino de Deus, porém, é diferente. A Bíblia nos assegura de que concretizará o sonho de há séculos do homem com respeito à fraternidade universal. Dessemelhante dos governos humanos, o reino de Deus operará à base do princípio que o apóstolo Pedro reconheceu, ao dizer: “Certamente percebo que Deus não é parcial, mas, em cada nação, o homem que o teme e que faz a justiça lhe é aceitável.” — Atos 10:34, 35.

      Não é de admirar que o apóstolo João visse em visão “uma grande multidão, que nenhum homem podia contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas, em pé diante do trono e diante do Cordeiro . . . dizendo: ‘Devemos a salvação ao nosso Deus, que está sentado no trono, e ao Cordeiro.’” (Revelação 7:9, 10) Sim, João viu as pessoas que viverão sob o reino de Deus, e essas pessoas não tinham divisões nacionais nem raciais. Adoravam a Deus harmoniosamente unidas, assim como as Testemunhas de Jeová já fazem isso agora em todas as partes do mundo.

      A Sua Decisão

      As excelentes qualidades dos representantes terrestres de monarquias, como o príncipe Charles, fazem com que sejam prezados por muitos. Contudo, suas boas qualidades se eclipsam diante das de Jesus Cristo, “a imagem do Deus invisível”, Jeová. (Colossenses 1:15) Realmente, há alguém que seria melhor regente desta terra do que Cristo? Não!

      Mas, como sabemos que o reino de Deus governará realmente esta terra, e que não é apenas um vago estado mental, segundo muitos pensam? Mais importante ainda, que evidência há de que tal reino começará muito em breve sua dominação, certamente no período de vida da maioria dos monarcas atuais? Nosso artigo seguinte responderá a essas importantes perguntas.

  • A monarquia divina está chegando!
    Despertai! — 1983 | 22 de fevereiro
    • A monarquia divina está chegando!

      OS HISTORIADORES nos dizem que há séculos a monarquia vem caindo da moda. A maioria dos países hoje é governada por representantes do povo, pelo menos na teoria. Mesmo nos lugares onde ainda existem monarcas, como na Grã-Bretanha, eles têm pouco poder real.

      Por que, então, Deus se propõe governar a terra inteira por meio de uma monarquia? Não vê ele que tal idéia está fora de moda nesta era republicana? Sim, mas Jeová Deus não se importa com o que está na moda entre os homens. Ele vai dar à terra o tipo de governo que ela precisa, independente do que as pessoas pensam que querem.

      Deus não tenciona fazer um plebiscito mundial para ver se as pessoas irão aceitar seu reino, sua monarquia. Em vez disso, eis como a Bíblia descreve o estabelecimento desse reino. O cenário é um sonho que um antigo monarca teve sobre o futuro do governo mundial, representado por uma enorme estátua de ouro, prata, cobre, ferro e argila.

      Enquanto o antigo Rei Nabucodonosor contemplava essa imagem composta, “[cortou-se] uma pedra, sem mãos, e ela golpeou a estátua nos seus pés de ferro e de argila modelada, e os esmiuçou. Nesta ocasião, o ferro, a argila modelada, o cobre, a prata e o ouro foram juntos esmiuçados e tornaram-se como a pragana da eira do verão, e o vento os levou embora, de modo que não se achou nenhum traço deles. E no que se refere à pedra que golpeou a estátua, tornou-se um grande monte e encheu a terra inteira”. — Daniel 2:34, 35.

      Está evidente o significado simbólico. Os governos do mundo estão destinados à destruição! Mas, às mãos de quem? Quem causa que a grande pedra destrua a estátua? O que é o grande monte que enche a terra inteira depois de serem destruídos os governos do mundo?

      Não precisamos presumir isso ou aquilo, porque a Bíblia explica o sonho profético do rei, dizendo: “E nos dias daqueles reis o Deus do céu estabelecerá um reino que jamais será arruinado. E o próprio reino não passará a qualquer outro povo. Esmiuçará e porá termo a todos estes reinos, e ele mesmo ficará estabelecido por tempos indefinidos; pois viste que se cortou do monte uma pedra, sem mãos, e que ela esmiuçou o ferro, o cobre, a argila modelada, a prata e o ouro. O próprio grandioso Deus tem dado a conhecer ao rei o que há de acontecer depois disso. E o sonho é certo e a sua interpretação é fidedigna.” — Daniel 2:44, 45.

      Não será nenhum humano que empossará o reino de Deus! Será instituído pela força irresistível de Deus e destruirá todo e qualquer governo do mundo existente na época em que vier para dominar a terra inteira como um grande monte. Visto que a Palavra de Deus nos assegura de que a visão é fidedigna, não há motivo para duvidar que Deus faça precisamente o que disse. São inexcusáveis as organizações religiosas que deixam de alertar as pessoas quanto a esse fato importante, ensinando-lhes que o reino de Deus é apenas uma abstração ou estado mental!

      A questão não é saber se Deus tenciona instituir um reino mundial, mas quando fará isso. Mediante estudo da Bíblia, as Testemunhas de Jeová estão convictas de que esse tempo está muito próximo. Por quê?

      Eis duas boas razões —

      Primeiro, o mesmo livro profético de Daniel que contém essa visão contém também profecias cronológicas que apontam claramente para o nosso século. Por exemplo, o capítulo 4 de Daniel contém uma profecia em que o reino de Deus é representado não por uma pedra nem por um monte, mas por uma árvore. As Testemunhas de Jeová provaram em pormenores que os “sete tempos” que se passariam até o cumprimento dessa profecia prosseguiram diretamente até este século vinte.a (Daniel 4:25) Não há sombra de dúvidas concernente à exatidão cronológica das visões de Daniel. Uma dessas visões predizia corretamente o tempo em que chegaria o Messias. (Daniel 9:24-27) Não é de admirar que Jesus Cristo citasse o livro de Daniel a seus seguidores ao falar de eventos futuros! — Mateus 24:15.

      Encontra-se nas próprias palavras de Jesus Cristo uma segunda razão. Se ler Mateus, capítulo 24, Lucas, capítulo 21, ou Marcos, capítulo 13, encontrará sua descrição das condições mundiais que marcariam o tempo de seu retorno como Rei do reino de Deus. Nenhum leitor que tem discernimento deixa de ficar impressionado com a similaridade entre as guerras, as fomes, os terremotos e o desregramento preditos por Jesus e as guerras, as fomes, os terremotos e o desregramento que diariamente aparecem nas notícias.

      Portanto, a cronologia bíblica e a profecia bíblica se unem para comprovar que todos, incluindo o príncipe Charles, vivemos entre pessoas da geração que verá o reino de Deus começar a governar esta terra depois de varrer as atuais monarquias e repúblicas agressivas dos homens como um montão de pragana de uma eira. Quando chegar esse dia, estará você preparado?

      Seu relacionamento com Deus e seu Filho, o justo governante Cristo Jesus, não é algo que não deve levar em conta. Disso vai depender o que lhe acontecerá quando for estabelecida a monarquia de Jeová em todo o mundo. Poderá ser ou esmagado como opositor do reino de Deus ou poderá esperar gozar de uma vida maravilhosa no “monte” de Deus ao passo que ele transforma a terra num paraíso que sempre deveria ter sido. A escolha é sua.

      De que maneira pode fazer tal escolha? As testemunhas cristãs de Jeová terão prazer em ajudar-lhe a obter o conhecimento bíblico em cuja base poderá fazer a decisão correta. Por que não conversar com elas? Você poderá viver com felicidade sob a única monarquia perfeita que este mundo virá a conhecer.

      [Nota(s) de rodapé]

      a Veja o artigo “Tempos Designados das Nações” na Despertai! de 8 de Junho de 1981, páginas 25 e 26, e de 22 de junho de 1981, páginas 21-23.

      [Foto na página 10]

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  • “Para não esquecermos . . .”
    Despertai! — 1983 | 22 de fevereiro
    • “Para não esquecermos . . .”

      Na edição de 14 de março de 1982 de Manchester Guardian Weekly, apareceu o seguinte, entre as cartas aos editores, na página 2, sob o título “Atos Desumanos Contra Objetantes por Escusa de Consciência”:

      “Interessou-me muito ler o artigo de Harry Whewell ‘. . . Nem os anos os condenam’ (21 de fevereiro). Nele, mencionam-se projetos de transformar as celas do castelo Richmond, Yorkshire [Inglaterra], num monumento em honra dos objetantes por escusa de consciência da primeira guerra mundial.

      “O tratamento descrito por ele, que foi infligido àqueles homens intrépidos, me faz lembrar o que enfrentou um amigo meu, Frank Platt, que morreu em Mill Hill, Londres, em 1974. Ele foi um dos que foram transportados para a França, sendo então submetido à mais horrenda tortura, na tentativa de fazê-lo pegar em armas contra seus semelhantes e co-cristãos.

      “Foi-lhe ordenado fazer ‘exercício com peso’ que requeria que levantasse um peso de 30 libras [13,6 quilos] com o braço estendido e repetidamente o colocasse no chão e o levantasse novamente até que finalmente caiu, exausto, no chão. Isto depois de três meses de dieta com apenas pão e água. Por ter caído no chão, foi sentenciado a mais 18 dias de exercício com peso.

      “Terminando isso, deram-lhe fortes pancadas no rosto diversas vezes e daí foi amarrado dia após dia pelos ombros, pelas mãos e pelos pés a uma viga num pequeno depósito, desde as 8 horas da manhã até as 8 da noite, com uma pausa de uma hora para comer arroz frio e tomar água. De lá, foi transferido para o ‘Cárcere do Havre’, onde alguns presos eram espancados até a morte. Felizmente, Frank sobreviveu a essa experiência e manteve sua integridade.

      “Quando eu enfrentei o mesmo problema em 1950, as coisas haviam mudado muitíssimo. Recebi sentença de seis meses de prisão. Mas, conforme declara corretamente o redator do artigo, muitos outros países estão bem longe de compreender esta questão de escusa de consciência. É um fenômeno internacional dos que desejam semear paz e amor. Não se deve esquecer tampouco dos milhares de alemães objetantes por escusa de consciência, muitos dos quais eram Testemunhas de Jeová como Frank Platt, que passaram mais de uma década nos campos de concentração. Muitos deles também viveram seus últimos momentos nesses lugares abomináveis. Mas a vitória foi deles.

      “Eric Beveridge, 25, Columbia Heights, Brooklyn, N.Y. 11201.”

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