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Levítico, Livro DeAjuda ao Entendimento da Bíblia
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membros do reino de Deus, conforme Jesus disse aos judeus. (Mat. 21:43) Todavia, as leis delineadas no livro de Levítico eram de inestimável valor para os que as acatavam.
Mediante as leis sanitárias e dietéticas, bem como os regulamentos sobre a moral sexual, proveram-se-lhes salvaguardas contra a doença e a depravação. (Lev., caps. 11-15, 18) Tais leis, porém, os beneficiavam mormente em sentido espiritual, porque os habilitavam a familiarizar-se com os modos santos e justos de agir de Jeová, e ajudavam-nos a ajustar-se a Seus modos. (Lev. 11:44) Ademais, os regulamentos delineados nesta parte da Bíblia, como parte da Lei, serviam como tutor para conduzir os crentes a Jesus Cristo, o grande Sumo Sacerdote de Deus, e aquele prefigurado pelos incontáveis sacrifícios oferecidos em harmonia com a Lei. — Gál. 3:19, 24; Heb. 7: 26-28; 9:11-14; 10:1-10.
O livro de Levítico continua a ser hoje de grande valor para todos que desejam servir a Jeová de forma aceitável. Um estudo do cumprimento de suas várias modalidades em relação com Jesus Cristo, o sacrifício de resgate e a congregação cristã, deveras fortalece a fé. Ao passo que é verdade que os cristãos não se acham sob o pacto da Lei (Heb. 7:11, 12, 19; 8:13; 10:1), os regulamentos delineados no livro de Levítico lhes fornecem uma perspectiva do ponto de vista de Deus sobre os assuntos. Por conseguinte, tal livro não é mera narração de pormenores secos, inaplicáveis, mas é uma fonte viva de informações. O cristão, por obter conhecimento de como Deus encara vários assuntos, alguns dos quais não são especificamente abrangidos nas Escrituras Gregas Cristãs, pode ser ajudado a evitar o que desagrada a Deus, e fazer aquilo que é agradável a Ele.
Veja o livro “Toda a Escritura Ê Inspirada por Deus e Proveitosa”, pp. 24-28.
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LíbanoAjuda ao Entendimento da Bíblia
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LÍBANO
[branco]. Em geral, a mais ocidental das duas cordilheiras que constituem o sistema montanhoso do Líbano. Seu nome talvez se derive da cor clara de seus penhascos e picos de pedra calcária, ou de que as encostas superiores da cordilheira estão recobertas de neve a maior parte do ano. (Jer. 18:14) Estendendo-se de N-NE para S-SO por c. 153 km, ao longo do mar Mediterrâneo, a cordilheira do Líbano corre paralela à do Antilíbano por c. 105 km. As duas cordilheiras são separadas por um longo e fértil vale (Coele-Síria, ou El Bicá), que mede de 10 a 16 km de largura. (Jos. 11:17; 12:7) Através deste vale corre para o N o rio Orontes, ao passo que o Litani (seu curso inferior sendo chamado de Nahr el-Kasimiye) flui para o S, e se curva em torno da ponta S da cordilheira do Líbano. O Nahr el-Kebir (Elêutero) passa fluindo pelo extremo N da cordilheira do Líbano.
Salvo raras exceções, os sopés da cordilheira do Líbano sobem quase que direto do mar Mediterrâneo, deixando apenas uma estreita planície costeira. Os picos desta cordilheira atingem, em média, entre c. 1.800 m e 2.100 m de altitude, dois picos ultrapassando essa média em mais de 900 m. Tanto a encosta oriental como a ocidental do Líbano são íngremes.
A própria cordilheira consiste em uma camada de fundo de dura pedra calcária, seguida por uma camada de arenito amarelo e vermelho que é recoberto e entremeado de pedra calcária, e, por fim, por outra camada de pedra calcária. Suas vertentes orientais são bem desprovidas de vegetação, e não possuem praticamente nenhuma corrente importante. Mas as vertentes ocidentais bem-regadas são entremeadas de riachos e gargantas. (Compare com O Cântico de Salomão 4:15.) As encostas mais baixas, em forma de terraço, do lado O, produzem cereais, vinhedos, pomares de frutas, amoreiras, nogueiras e oliveiras. (Compare com Oséias 14:5-7.) Pinheiros vicejam no rico solo da camada de arenito, e, nas maiores altitudes podem-se encontrar pequenos bosques dos majestosos cedros que, antigamente, recobriam a cordilheira, cuja madeira era usada para vários intentos. (1 Reis 6:9; Cân. 3:9; Eze. 27:5; veja CEDRO) Freixos, ciprestes e juníperos são também naturais da cordilheira do Líbano. (1 Reis 5:6-8; 2 Reis 19:23; Isa. 60:13) Entre os animais que habitam esta região acham-se os chacais, as gazelas, as hienas, os lobos e os ursos. Nos tempos antigos, eram abundantíssimas tanto as florestas como a vida selvagem, sendo uma guarida de leões e de leopardos. (Cân. 4:8; Isa. 40:16) Possivelmente, era a fragrância de suas grandes florestas que era conhecida como a “fragrância do Líbano”. — Cân. 4:11.
A região do Líbano não foi conquistada pelos israelitas sob a liderança de Josué, mas veio a se tornar a fronteira NO daquela terra. (Deut. 1:7; 3:25; 11:24; Jos. 1:4; 9:1) Os habitantes pagãos desta área, contudo, serviram para testar a fidelidade de Israel a Jeová. (Juí. 3:3, 4) Séculos mais tarde, o Rei Salomão exerceu jurisdição sobre uma parte do Líbano, e realizou ali algumas construções. (1 Reis 9:17-19; 2 Crô. 8:5, 6) É possível que um dos seus projetos de construções incluísse “a torre do Líbano, que olha para Damasco”. (Cân. 7:4; alguns, contudo, entendem que isto se refere a um dos picos do Líbano.) Nessa época, Hirão, o rei de Tiro, controlava outra parte do Líbano, de onde supria a Salomão madeira de cedro e de junípero. — 1 Reis 5:7-14.
EMPREGO ILUSTRATIVO
Muitas das referências bíblicas ao Líbano estão associadas à sua frutificação (Sal. 72:16; Isa. 35:2) e às suas luxuriantes florestas, em especial a seus majestosos cedros. (Sal. 29:5) Não raro, usa-se Líbano em sentido figurado. É representado como se estivesse num estado desconcertado, condoendo-se da terra de Judá, que fora despojada pelas forças assírias. (Isa. 33:1, 9) O próprio exército assírio, contudo, devia sofrer calamidade, sendo abatido como as árvores do Líbano. (Isa. 10:24-26, 33, 34) Efeitos desastrosos, resultantes do julgamento de Jeová, são comparados ao ressecamento da floração do Líbano. (Naum 1:4) No entanto, faz-se alusão à transformação da floresta do Líbano num pomar frutífero, em uma profecia de restauração, e isso ilustra uma completa inversão dos assuntos. — Isa. 29:17, 18.
Jeová, mediante Jeremias, “disse . . . referente à casa do rei de Judá: ‘Tu és para mim como Gileade, cabeça do Líbano’”. (Jer. 22:6) A “casa” parece designar o complexo palaciano. (Jer. 22:1, 5) Situado como que em lugar eminente, o local do palácio era exaltado e magnífico, como o Líbano. Também, na construção dos vários edifícios reais ali existentes usara-se extensivamente o cedro. (1 Reis 7:2-12) O Rei Jeoiaquim, que ouviu as palavras registradas em Jeremias 22:6, tinha ele mesmo utilizado painéis de cedro para seu luxuoso palácio. (Jer. 22:13-15) Por conseguinte, a área do palácio era como magnífica floresta de prédios de cedro, e podia ser, apropriadamente, comparada ao Líbano, e à bem-arborizada Gileade. Jeová avisara Judá de que, se o Rei Jeoiaquim, os servos dele e o povo não fizessem justiça, a ‘casa se tornaria mera devastação’ (Jer. 22:1-5) e os que moravam no Líbano figurativo (Jerusalém), ‘aninhados nos cedros’, sofreriam a calamidade. — Jer. 22:23; veja também Ezequiel 17:2, 3.
Similarmente, o desejo do assírio Rei Senaqueribe de “subir ao alto das regiões montanhosas, às partes mais remotas do Líbano” e ‘decepar os seus altos cedros’, parece uma alusão às suas intenções quanto a Jerusalém. (Isa. 37:21-24) As palavras proféticas sobre a violência praticada contra o Líbano (Hab. 2:17) podem referir-se à calamidade em reserva para Jerusalém. Ou, talvez devam ser entendidas literalmente como indicando a depredação das florestas do Líbano, causada pelas devastações da guerra. — Compare com Isaías 14:5-8.
A profecia de Zacarias (10:10) apontava um tempo em que Jeová traria de novo seu povo para a terra de Gileade e do Líbano. Neste caso, o Líbano pode referir-se ao território a O do Jordão, assim como Gileade designa a terra a E do Jordão.
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LiberdadeAjuda ao Entendimento da Bíblia
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LIBERDADE
Visto que Jeová Deus é o Todo-poderoso, o Governante Soberano do universo e o Criador de todas as coisas, somente ele possui liberdade absoluta e ilimitada. (Gên. 17:1; Jer. 10:7, 10; Dan. 4:34, 35; Rev. 4:11) Todos os demais precisam mover-se e agir nos limites da capacidade que lhes foi concedida, sujeitando-se às Suas leis universais. (Isa. 45:9; Rom. 9:20, 21) Para exemplificar, considere as leis que governam as coisas criadas, tais como a gravidade, as reações químicas, a influência do sol, o crescimento, etc.; as leis morais; os direitos e as ações dos outros que influenciam a liberdade da pessoa. Por conseguinte, a liberdade de todas as criaturas de Deus é uma liberdade relativa.
O DEUS DA LIBERDADE
Jeová é o Deus da liberdade. Ele livrou a nação de Israel da escravidão ao Egito. Ele lhes disse que, enquanto obedecessem a seus mandamentos, eles gozariam da liberdade da penúria. — Deut. 15:4, 5; veja JUBILEU.
A LIBERDADE QUE VEM POR MEIO DE CRISTO
O apóstolo Paulo falou da necessidade de a humanidade ser livrada da “escravização à corrupção”. (Rom. 8:21) Jesus Cristo disse aos judeus que tinham crido nele: “Se permanecerdes na minha palavra, sois realmente meus discípulos, e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” Àqueles que imaginavam dispor de liberdade, só por serem descendentes carnais de Abraão, ele indicou que eram escravos do pecado, e lhes disse: “Portanto, se o Filho vos libertar, sereis realmente livres.” — João 8:31-36; compare com Romanos 6:18, 22.
As Escrituras Gregas Cristãs mencionam os seguidores de Cristo como sendo livres. Paulo mostrou que eles eram “filhos, não duma serva, mas da [mulher] livre” (Gál. 4:31; veja BLH; NTV; LR; MC) a quem ele chama de “a Jerusalém de cima”. (Gál. 4:26) Daí, exorta: “Para tal liberdade [ou, “com a liberdade dela”, nota da NM, em inglês, ed. 1950] é que Cristo nos libertou. Portanto, ficai firmes e não vos deixeis restringir novamente num jugo de escravidão.” (Gál. 5:1) Naquele tempo, certos homens que afirmavam falsamente ser cristãos, tinham-se associado com as congregações gálatas. Faziam esforços de induzir os cristãos gálatas a desistir de sua liberdade em Cristo por tentarem obter a justiça pelas obras da Lei, em vez de pela fé em Cristo. Paulo avisou que, dessa forma, eles se desviariam da benignidade imerecida de Cristo. — Gál. 5:2-6; 6:12, 13.
A liberdade que os cristãos primitivos usufruíam para com a escravização ao pecado e à morte, e para com o temor (“Porque Deus não nos deu um espírito de covardia, mas de poder, e de amor, e de bom juízo”) foi exemplificada na franqueza no falar e na liberdade de palavra dos apóstolos ao proclamarem as boas novas. (2 Tim. 1:7; Atos 4:13; Fil. 1: 18-20) Eles reconheciam que tal liberdade de palavra sobre o Cristo era um bem valioso, um que precisava ser cultivado, guardado e conservado, a fim de se obter a aprovação de Deus. Era também um assunto apropriado para oração. — 1 Tim. 3:13; Heb. 3:6; Efé. 6:18-20.
USO CORRETO DA LIBERDADE CRISTÃ
Os inspirados escritores cristãos, apreciativos do propósito de Deus em estender benignidade imerecida por meio de Cristo (“Fostes, naturalmente, chamados à liberdade, irmãos”), repetidas vezes aconselharam os cristãos a preservar sua liberdade e a não abusar nem
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