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  • É a religião uma força em prol da boa moral?
    A Sentinela — 1987 | 15 de outubro
    • das igrejas em favor da paz emerge da convicção de que a guerra é algo absolutamente contrário ao que Jesus pregou e praticou.” (A Religião Renuncia à Guerra [em inglês]) Depois de citar várias igrejas e clérigos, o livro concluiu: “As igrejas, em geral, têm declarado claramente que não mais devem ser consideradas aliados na empreitada de matar e aleijar seres humanos. Os pregadores estão . . . lavando as mãos do sangue de seu próximo, estão-se separando de César.”

      Contudo, estas predições otimistas lamentavelmente não se concretizaram. Quando a Segunda Guerra Mundial estourou, nenhuma das principais religiões da cristandade assumiu uma posição firme para ‘renunciar à guerra’. Fez isso a igreja aí onde você mora?

      O Colapso das Restrições Morais

      Tendo considerado alguma evidência de ambos os lados, não concorda que em muitíssimos casos as religiões populares do mundo não têm sido uma forte força em prol da boa moral? A revista Look declarou: “As igrejas . . . têm deixado de suprir a liderança moral, e, por causa de ser maior a sua responsabilidade, o seu fracasso é o pior.” O jornal The Courier-Mail, de Brisbane, Austrália, disse a respeito da falha das religiões da cristandade em prover um freio à imoralidade sexual: “Quando se trata de bispos e cônegos . . . escreverem [eles] que as relações sexuais extraconjugais podem ser um ato de caridade que ‘proclama a Glória de Deus’, . . . que a fornicação não é má em si mesma, nem o adultério é necessariamente errado; então, o homem e a mulher comuns, e especialmente o rapaz e a moça adolescentes, ficam confusos entre o certo e o errado. O resultado de toda esta propaganda a favor da Nova Moralidade tem sido o colapso das restrições morais.”

      Sim, no geral, as religiões do mundo não constituem uma força genuína em prol da boa moral. Ao contrário, elas têm de assumir parte da culpa pela triste condição da moral hoje. Contudo, visto que a religião supostamente significa “serviço e adoração de Deus ou do sobrenatural”, não devia ela ser uma força em prol do bem em todos os países em que existe? O que falta? Como pode a sua religião exercer tal força hoje?

  • Amor a Deus — a força em prol da boa moral
    A Sentinela — 1987 | 15 de outubro
    • Amor a Deus — a força em prol da boa moral

      PESSOAS razoáveis admitirão prontamente que a imoralidade precisa ser contida. Como disse certo pastor da Igreja Unida do Canadá: “As conseqüências, quando indivíduos e a sociedade desconsideram a lei moral, são assustadoras; guerras, inflação, Watergate, e anarquia.” Conforme se mostrou no artigo precedente, as principais religiões do mundo não têm provido uma forte força em prol da boa moral. Assim, se individualmente quisermos levar uma vida de boa moral, temos de recorrer a outra autoridade para prover tal força, e daí estar dispostos a acatar essa autoridade.

      A influência de tal autoridade superior era evidente num episódio na vida de José, administrador hebreu dum alto funcionário da corte no Egito. Ao ser incitado pela esposa do alto funcionário a ter relações sexuais com ela, José resistiu dizendo: “Como poderia eu cometer esta grande maldade e realmente pecar contra Deus?” (Gênesis 39:7-9) Reconhecer a autoridade de Deus e desejar agradá-Lo deu a José a força moral para resistir aos avanços dela.

      Duzentos anos depois, a nação de Israel, composta de descendentes do pai de José, Jacó, recebeu os Dez Mandamentos como parte da Lei dada por meio de Moisés. Ao passo que a desobediência incorria no desagrado de Jeová Deus, a obediência a essa Lei resultava em bênçãos divinas. Assim, esses mandamentos serviram como guia moral daquela nação.

      Os Dez Mandamentos — Uma Força em Prol do Bem

      Quão intensa era a força dos Dez Mandamentos? A sua influência ainda é sentida até mesmo hoje, neste século 20. Em 1962, o então governador-geral da Nova Zelândia disse: “Suponho que alguns pensam que os Dez Mandamentos estejam desatualizados. Mas, não seria insignificante que, se todos nós os observássemos fielmente hoje, as leis comuns do país seriam supérfluas.”

      Não obstante, numa palestra com um jovem governante judeu, Jesus Cristo mostrou que algo mais do que guardar os Dez Mandamentos era necessário. O jovem havia perguntado: “Que preciso fazer de bom, a fim de obter a vida eterna?” Quando Jesus lhe disse que devia ‘observar continuamente os mandamentos’, citando alguns dos Dez, o governante respondeu: “Tenho guardado a todos estes; que me falta ainda?” Jesus respondeu: “Vai vender teus bens e dá aos pobres, e terás um tesouro no céu, e vem, sê meu seguidor.” O relato continua: “Quando o jovem ouviu estas palavras, afastou-se contristado, porque tinha muitas propriedades.” — Mateus 19:16-22.

      Uma comparação deste relato com um similar, em Lucas 10:25-28, ajuda-nos a discernir o problema básico daquele jovem governante. Lemos: “Eis que se levantou certo homem versado na Lei, para prová-lo [a Jesus], e disse: ‘Instrutor, por fazer o que hei de herdar a vida eterna?’” Jesus ajudou-o a raciocinar sobre o assunto e, assim, aquele homem pôde responder à sua própria pergunta, dizendo, em suma: ‘Tens de amar a Jeová Deus de todo o teu coração, alma, força e mente, e o teu próximo como a ti mesmo.’ Daí Jesus concluiu: “Persiste em fazer isto e obterás a vida.”

      Consegue agora discernir qual era o problema daquele jovem governante mencionado anteriormente? O seu amor a Deus e ao próximo foi eclipsado pelo amor aos bens materiais. Quão lamentável! Apesar de seu empenho em guardar os Dez Mandamentos, ele corria o risco de perder a vida eterna.

      O Que Significa Amor a Deus?

      Vivemos numa época em que o amor a Deus e ao próximo tem sido suplantado pelo amor da pessoa a si mesma, aos bens materiais e ao sexo. Ora, até mesmo a crença em Deus qual Criador tem sido substituída em muitas mentes pela crença na teoria não provada da evolução. Em que tem resultado tudo isso?

      Por séculos, o clero da cristandade usou a não bíblica doutrina dum apavorante inferno de fogo na tentativa de dominar a conduta moral do povo. A Enciclopédia Internacional (em inglês) diz: “Para homens comuns ao longo da Idade Média, a mais forte força em prol do bem era, sem dúvida, o medo do inferno, que fez com que até mesmo Reis e Imperadores fossem subservientes à Igreja, e era provavelmente o único freio às suas paixões desenfreadas.” Esta doutrina do inferno de fogo criou a impressão de que Deus é desamoroso, impiedoso e vingativo. Ainda que tal doutrina talvez tivesse agido como freio para algumas pessoas, desviou muitas outras de Deus, deixando-as como presa fácil para ensinos e teorias não bíblicos, como a evolução.

      A Bíblia, porém, não ensina que Deus tortura almas num inferno de fogo. Em vez disso, o apóstolo João nos informa: “Deus é amor.” “Ele é fiel e justo para nos perdoar os nossos pecados.” Moisés escreveu: “Jeová, Deus misericordioso e clemente, vagaroso em irar-se e abundante em benevolência e em verdade.” (1 João 4:8; 1:9; Êxodo 34:6) Estas são apenas algumas das maravilhosas qualidades de Deus. Elas nos atraem a ele. São estas qualidades, especialmente o seu amor, que nos fazem querer amá-lo. “Quanto a nós, amamos porque, ele nos amou primeiro.” (1 João 4:19) É este amor a Deus o que constitui a maior força em prol da boa moral; pode levar à vida eterna!

      O genuíno amor a Deus não é apenas uma qualidade abstrata. Ele induz a pessoa a agir em favor dos interesses de outro. O apóstolo Paulo alistou várias maneiras em que este amor pode ser mostrado. Para mencionar apenas algumas: “O amor é longânime e benigno. O amor não é ciumento, não se gaba, não se enfuna, não se comporta indecentemente, não procura os seus próprios interesses, não fica encolerizado.” (1 Coríntios 13:4, 5) Mostrar este amor é de nossa parte uma tentativa de imitar o nosso Pai celestial. Jesus disse: “Estes dois mandamentos [amar a Deus e o próximo] sumarizam a inteira Lei e os Profetas.” (Mateus 22:40, An American Translation) Em outras palavras, se mostrarmos este amor, não roubaremos de nosso próximo, nem o assassinaremos, tampouco cometeremos adultério com a sua esposa. O apóstolo João concordou, dizendo: “Pois o amor de Deus significa o seguinte: que observemos os seus mandamentos.” — 1 João 5:3.

      O Amor a Deus: Uma Força em Prol do Bem

      Note o efeito que o amor a Deus teve sobre os primitivos cristãos, conforme evidenciado por Tertuliano, do segundo século. Ele desafiou seus opositores a que apontassem nem que fosse um só cristão entre os criminosos de então. Não podendo eles fazer isso, acrescentou: “Exclusivamente nós, então, estamos sem crime.” O livro O Antigo Mundo Romano (em inglês) apóia tal conceito, dizendo: “Temos testemunho em favor de sua vida inculpe, de sua moral irrepreensível.” Também, a revista Christianity Today cita o historiador religioso Roland Bainton: “Desde o período do fim do Novo Testamento até a década de 170-180, não há evidência alguma de cristãos no exército.” O amor a Deus induziu-os a obedecer a ele por levarem uma vida de boa moral. Talvez se pergunte, contudo: ‘Existe evidência de que tal força moral benéfica existe hoje?’

      Certamente que sim! O colunista Mike McManus, escrevendo em Herald & Review, disse que nunca ouvira um sermão contra o sexo pré-marital. Um mês depois, ele mencionou que, dentre as cartas recebidas em resposta, havia a de uma Testemunha de Jeová de 14 anos de idade, que escreveu: “Só pensar em contrair tais doenças já deveria bastar para deter a maioria das pessoas [de praticar o sexo pré-marital]. Mas, o motivo pelo qual as Testemunhas se refreiam é que Jeová nos ordena a fugir da fornicação.” (O grifo é nosso.) Comentando a respeito dessa carta, McManus perguntou: “Quantas pessoas de 14 anos de idade em sua congregação poderiam citar S. Paulo tão claramente (1 Cor. 6:18)?”

      O mesmo princípio de obedecer aos mandamentos de Jeová, mencionado por aquela mocinha, é aplicado pelas Testemunhas em outros aspectos. A essência de alguns mandamentos de Deus registrados nas Escrituras é: ‘Seja honesto em todas as coisas’, evite os ídolos’, ‘abstenha-se do sangue e da fornicação’, ‘fale sempre a verdade’, ‘ensine seus filhos nos caminhos de Deus’. (Hebreus 13:18; 1 João 5:21; Atos 15:29; Efésios 4:25; 6:4) Tem observado as Testemunhas de Jeová em sua vizinhança, ou no seu local de trabalho, empenhar-se em obedecer a tais mandamentos? Já se perguntou por que elas assim o fazem, por que rejeitam transfusões de sangue, por que se recusam ir à guerra, por que visitam o seu lar, em suma, por que são diferentes? A resposta é o amor que sentem a Deus.

      O Amor Nunca Falha

      Desejando agradar a Deus, as Testemunhas de Jeová levam a sério o conselho: “Sede transformados por reformardes a vossa mente, a fim de provardes a vós mesmos a boa, e aceitável, e perfeita vontade de Deus.” (Romanos 12:2) Quando aprendem qual é a “vontade de Deus” para elas, desejam fazê-la. O seu amor a Deus é a força por trás deste desejo. Acha isto fantasioso ou imprático para os dias de hoje? Pondere por um momento a respeito dos seguintes casos reais:

      Em 1963, José, de São Paulo, Brasil, passou a viver com Eugênia, que já era casada. Dois anos depois, passaram a estudar a Bíblia com as Testemunhas de Jeová. Deste estudo o casal aprendeu que Deus requer que “o matrimônio seja honroso entre todos”. (Hebreus 13:4) Eles compreenderam que deviam casar-se, mas o Brasil não tinha lei de divórcio que permitisse que Eugênia ficasse livre para casar-se com José. Mas, em 1977, quando a lei do divórcio passou a vigorar, ela pediu o divórcio e, em 1980, eles puderam casar-se, cumprindo os requisitos de Deus. O seu amor a Deus foi recompensado.

      Inire havia experimentado todo tipo de drogas, em Nova Iorque. Ele vivia com a sua namorada, Ann. Necessitando de dinheiro, ele fez com que ela enviasse fotos de si mesma a uma bem conhecida revista masculina. Foi-lhe oferecida uma grande soma para que posasse nua numa tomada de fotos. No ínterim, Inire passou a estudar a Bíblia com as Testemunhas de Jeová, e mais tarde Ann fez o mesmo. Inire parou de usar drogas. Depois de três semanas, por decisão própria, decidiram casar-se. Daí, aprendendo da Bíblia que o cristão deve trajar-se com modéstia, Ann decidiu que ela não poderia conscienciosamente concordar com a tomada de fotos, independente de quanto dinheiro fosse oferecido. (1 Timóteo 2:9) O que, acha você, levou a tais mudanças? Ann diz que quando ela percebeu que ser Testemunha de Jeová não seria apenas uma questão de aderir a uma religião, mas significava levar uma vida devotada a Deus, ela sabia que devia fazer mudanças rapidamente. Sem dúvida, o amor a Deus é uma forte força em prol do bem.

      Alguém talvez pense: ‘Ora, estes são casos isolados.’ Mas, não são. Freqüentemente têm ocorrido mudanças similares nos lugares em que as Testemunhas de Jeová estão ativas. Por que não examinar isso adicionalmente? Constate por si mesmo que o amor a Deus, conforme expresso na verdadeira religião, ainda é a força em prol do bem.

      [Destaque na página 6]

      A respeito dos primitivos cristãos, o livro “O Antigo Mundo Romano” (em inglês), diz: “Temos testemunho em favor de sua vida inculpe, de sua moral irrepreensível” Qual era a força por trás de sua “moral irrepreensível”?

      [Foto na página 7]

      O amor a Deus pode ajudá-lo a resistir ser tentado a cometer transgressão.

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