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Como a ressurreição beneficiará todos os mortos no infernoA Sentinela — 1973 | 15 de outubro
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que diziam logo nas próximas palavras: “no terceiro dia ressuscitou dos mortos”. Assim, eles mesmos, assim como o apóstolo Pedro, confessaram que, no caso de Jesus Cristo, o “inferno” (infernus) não é um lugar do qual os mortos humanos que entraram nele nunca possam sair. Jesus não sentiu ali nenhum tormento.
30, 31. (a) Segundo Eclesiastes 9:5, 10, o que passou Cristo lá no “inferno”, e, portanto, ele estava como que fazendo o quê? (b) Ser Jesus Cristo chamado de “primícias” dos mortos no “inferno” significa o que para os demais ali?
30 Jesus Cristo estava no “inferno” (Hades ou Seol) durante partes de três dias (14-16 de nisã de 33 E. C.). Conforme nos diz Eclesiastes 9:5, 10, enquanto estava ali, não estava cônscio de nada. Não achou ali nem trabalho, nem razão, nem sabedoria ou conhecimento. Embora estivesse realmente morto, estava como que dormindo, inativo, desapercebido de tudo. Foi por isso que o apóstolo cristão Paulo escreveu a respeito da ressurreição de Cristo dentre os mortos: “Mas agora ressuscitou Cristo dentre os mortos, sendo ele as primícias dos que dormem.” (1 Cor. 15:20, Figueiredo) Portanto, a ressurreição, de fato, beneficiou a Jesus Cristo, que estivera morto no “inferno” (Hades ou Seol). E, por este motivo, é do propósito de Deus, o Todo-poderoso, que a ressurreição beneficie todos os demais mortos naquele “inferno”. Jesus Cristo foi apenas “as primícias” dos adormecidos ali na morte. A plena colheita de mortos humanos será despertada e trazida para fora no tempo designado por Deus. Esta é a idéia básica contida nas palavras inspiradas do apóstolo Paulo:
31 “Porque como a morte veio na verdade por um homem, também por um homem deve vir a ressurreição dos mortos. E assim como em Adão morrem todos, assim também todos serão vivificados em Cristo.” — 1 Cor. 15:21, 22, Figueiredo.
32. Que o “inferno” é um lugar do qual há libertação é indicado em que palavras de Jesus em Revelação 1:17, 18?
32 Que o “inferno” (Hades ou Seol) é o lugar do qual todos os mortos hão de ser libertos por meio duma ressurreição nos é assegurado pelas palavras do ressuscitado Jesus Cristo. Por volta do ano 96 E. C., ou trinta e dois anos depois do incêndio de Roma pelo Imperador Nero, o ressuscitado Jesus Cristo apareceu ao apóstolo João numa visão. Esta visão é relatada no último livro da Bíblia, chamado Apocalipse ou Revelação, e nela ele disse ao apóstolo João: “Eu sou o primeiro e o último e o vivente; e fui morto, mas eis aqui estou eu vivo por séculos dos séculos, e tenho as chaves da morte e do inferno [em latim: infernus].” — Rev. (Apo.) Rev. 1:17, 18, Figueiredo.
33, 34. (a) O que mostra se é preciso que parentes e amigos paguem a Jesus Cristo dinheiro antes de ele usar as chaves para libertar os que estão na morte e no inferno? (b) De que foi o próprio Jesus Cristo liberto e por que lhe confiou Deus as “chaves”?
33 Visto ter ele “as chaves da morte e do inferno”, tem o ressuscitado Jesus Cristo o propósito de manter fechados ali para sempre os que estão na morte e no inferno? Ou é preciso que primeiro parentes ou amigos dos falecidos lhe paguem dinheiro antes de ele usar as chaves e deixar sair os que estão na morte e no inferno? Quão egoísta e comercial seria se ele se aproveitasse assim de ter “as chaves da morte e do inferno”!
34 Rejeitando completamente tal idéia, Jesus disse aos seus apóstolos: “O Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir, e para dar sua vida em redenção por muitos.” (Mat. 20:28, Figueiredo) Quando estava na terra como homem, Jesus Cristo nunca cobrou nem um único denário de prata por ressuscitar dos mortos aqueles que fez voltar à vida. O objetivo do ressuscitado Jesus Cristo quanto ao uso das “chaves da morte e do inferno” não é manter os mortos fechados para sempre, mas libertá-los amorosa e gratuitamente. O próprio Deus, que ressuscitou seu Filho Jesus Cristo do “inferno”, confiou-lhe estas “chaves” para este mesmo fim.
35. (a) O que disse Jesus a respeito do tempo alegre em que ele usará a chave do “inferno”? (b) Por que ou como é benéfico o objetivo da ressurreição?
35 Na expectativa deste tempo alegre para ele, Jesus Cristo disse aos judeus: “Assim como o Pai tem a vida em si mesmo, assim também deu ele ao Filho ter vida em si mesmo. E lhe deu poder de exercitar o juízo, porque é Filho do homem. Não vos maravilheis disso, porque vem a hora em que todos os que se acham nos sepulcros, ouvirão a voz do Filho de Deus: e os que obraram bem, sairão para a ressurreição da vida: mas os que obraram mal, sairão ressuscitados para a condenação.” (João 5:26-29, Figueiredo) É evidente que a ressurreição de todos os mortos no “inferno” é para o benefício deles. É somente depois de alguns dos ressuscitados do “inferno” voltarem deliberadamente a transgressões que sua ressurreição acabará sendo uma de condenação à destruição eterna. Portanto, o objetivo da ressurreição é benéfico, visando dar vida eterna aos mortos. Abre para eles a oportunidade de usufruir a vida eterna na nova ordem de Deus.
36, 37. A quem se deu uma visão do tempo em que não haverá mais “inferno” e como descreve este a cena?
36 Na mesma Revelação, ou Apocalipse, dada ao apóstolo João, o ressuscitado Jesus Cristo forneceu um quadro do tempo em que não haverá mais “inferno”. Isto se dará depois de este velho sistema mundano de coisas ter sido destruído e Deus ter criado novos céus e uma nova terra, quer dizer, um novo governo celestial e uma nova sociedade humana terrestre. Descrevendo esta cena maravilhosa, João escreveu:
37 “E vi um grande trono branco, e um que estava assentado sobre ele, de cuja vista fugiu a terra e o céu, e não foi achado o lugar deles. E vi os mortos, grandes e pequeninos, que estavam em pé diante do trono, e foram abertos os livros; e foi aberto outro livro que é o da vida, e foram julgados os mortos pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras. E o mar deu os mortos que estavam nele; e a morte e o inferno [em latim: infernus] deram os seus mortos que estavam neles.” — Apo. (Rev.) 20:11, 13, Figueiredo.
38. (a) Portanto, como será eliminado o “inferno” e como é isso retratado por Revelação? (b) Como se farão cessar a “morte” e a iniqüidade?
38 Sim, quando o “inferno” (Hades ou Seol) tiver entregue o último morto nele, pela ressurreição de todos os mortos para os quais Jesus Cristo deu sua vida humana em redenção, então não haverá mais inferno. Em toda a terra, os habitantes não verão mais nem um único cemitério ou lápide funerária. A sepultura comum à humanidade terá sido destruída para sempre. É por isso que Apocalipse 20:14, 15, Figueiredo, prossegue: “E o inferno [em latim: infernus] e a morte foram lançados no tanque de fogo. Esta é a segunda morte. E aquele que se não achou escrito no livro da vida, foi lançado no tanque de fogo.” Quão glorioso será este dia de julgamento! “O inferno” receberá o golpe da morte. A morte que toda a humanidade herdou dos pecadores Adão e Eva será morta, deixará de existir, visto que toda a humanidade obediente será levada à perfeição da vida humana num paraíso restabelecido de delícias. As transgressões serão descontinuadas com a destruição de todos os que deliberadamente se tornarem iníquos e que terão de sofrer a penalidade da segunda morte.
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Os beneficiados com a ressurreição de dentro do “inferno”A Sentinela — 1973 | 15 de outubro
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Os beneficiados com a ressurreição de dentro do “inferno”
1, 2. (a) Que patriarca hebraico disse que esperava ir para o “inferno”? (b) Quando Jesus defendeu a doutrina da ressurreição, que garantia deu de que Jacó será beneficiado por ela?
QUEM estará entre os mortos no “inferno” que será beneficiado com a ressurreição dos mortos? Lembramo-nos de que o patriarca Jacó esperava ir para o “inferno” ou Seol. (Gên. 37:35) Estará ele entre os beneficiados? Sim. Lembramo-nos das palavras de Jesus Cristo, o qual, antes de ressuscitar seu amigo Lázaro de seu estado morto já por quatro dias, disse a Marta, irmã deste: “Eu sou a ressurreição e a vida. O que crê em mim, ainda que esteja morto, viverá.” (João 11:25, Figueiredo) Apenas algumas semanas depois disso, Jesus teve de defender o ensino da ressurreição perante descrentes judeus, os saduceus. Nisto ele se referiu a Jacó. Em resposta a uma pergunta capciosa feita pelos saduceus, Jesus disse:
2 “E que os mortos hajam de ressuscitar, o mostrou também Moisés ao pé da sarça, quando chamou ao Senhor o Deus de Abraão, e o Deus de Isaac, e o Deus de Jacó. Ora, Deus não o é de mortos, mas de vivos: porque todos vivem para Ele.” — Luc. 20:37, 38, Figueiredo.
3. (a) Do ponto de vista de quem estão Abraão, Isaque e Jacó vivos agora e por quê? (b) De que espécie de pessoas é Jeová o Deus?
3 De modo que, do ponto de vista de Deus, Abraão, Isaque e Jacó estavam então vivendo. A ressurreição destes patriarcas fiéis era tão certa no tempo designado de Deus, que Deus falou destes três homens como que estando então vivos, embora estivessem então mortos, inconscientes, no “inferno”, Hades ou Seol. Se tivessem de permanecer para sempre mortos e nunca sair do “inferno” (Hades ou Seol), Jeová nunca teria dito ao profeta Moisés, junto à sarça ardente no deserto de Sinai, que ele era o Deus de Abraão, Isaque e Jacó. Por isso Jesus disse que Deus fazer esta declaração prova que haveria uma ressurreição para Abraão, Isaque e Jacó, e, naturalmente, de todos os outros que estivessem com eles no “inferno”. Jeová não é um Deus passado de gente do passado morto, mas ele é o Deus de seus adoradores fiéis que viverão no futuro por meio da ressurreição dos mortos.
4. Como prova Hebreus 11:17-19 que Abraão acreditava na ressurreição de seu filho Isaque?
4 O patriarca Abraão cria na ressurreição de seu filho Isaque. Em prova disso, temos as palavras inspiradas de Hebreus 11:17-19: “Pela fé Abraão, quando provado, a bem dizer ofereceu Isaque, e o homem que recebera de bom grado as promessas, tentou oferecer seu unigênito, embora se lhe tivesse dito: ‘Aquilo que se chamar “Teu descendente” será por intermédio de Isaque.’ Mas ele achava que Deus era capaz de levantá-lo até mesmo dentre os mortos; e dali o recebeu também em sentido ilustrativo [na qualidade de figura, PIB; isso foi um símbolo, LEB].”
5. Como indica Hebreus, capítulo 11, que homens mesmo já antes de Abraão, Isaque e Jacó, e homens de fé desde então, criam na ressurreição de dentro do “inferno”?
5 Evidentemente, antes do tempo de Abraão, Isaque e Jacó, os homens de fé chamados Abel, Enoque e Noé, criam na ressurreição dos mortos do “inferno”, pois estão alistados entre a “tão grande nuvem de testemunhas” mencionadas em Hebreus, capítulo 11. (Hebreus 11:1 até 12:1) Quando o escritor inspirado mencionou como o profeta Elias ressuscitou à vida o filho da viúva de Sarefá e como o profeta Eliseu ressuscitou à vida o filho da mulher hospitaleira de Suném, ele disse: “Mulheres receberam os seus mortos pela ressurreição; mas outros homens foram torturados porque não queriam aceitar um livramento por meio de algum resgate, a fim de que pudessem alcançar uma ressurreição melhor. . . . Contudo, embora todos estes recebessem testemunho por intermédio de sua fé, não obtiveram o cumprimento da promessa, visto que Deus previu algo melhor para nós, a fim de que eles não fossem aperfeiçoados à parte de nós.” (Heb. 11:35-40) Temos assim prova inspirada de que, antes da vinda de Jesus Cristo, homens e mulheres de fé no Deus Todo-poderoso Jeová aguardavam a ressurreição dos mortos no “inferno” ou Seol.
6. Como foi que Marta, de Betânia, e Ana, mãe de Samuel, expressaram fé na ressurreição de dentro do “inferno”?
6 Foi por isso que a mulher Marta, de Betânia, disse a Jesus, antes de este ressuscitar dos mortos seu irmão Lázaro: “Eu sei que ele há de ressurgir na ressurreição, que haverá no último dia.” (João 11:24, Figueiredo) Foi também por isso que a mulher Ana, mais de mil anos antes, ao apresentar seu filho Samuel ao sumo sacerdote de Israel, disse: “O Senhor mata e ele vivifica, ele leva para baixo ao inferno [em latim: inferi; em hebraico: Seol] e traz novamente de volta.” — 1 Reis 2:6 (ou: 1 Samuel) 2:6, Douay; veja a versão católica de Jacob Penteado.
A VERDADEIRA IGREJA RETORNA DO “INFERNO”
7, 8. (a) De que modo não prevalecerão as “portas do inferno” contra a verdadeira congregação de Cristo? (b) De que modo requer Revelação 2:10 que Jesus prevaleça contra os portões do inferno?
7 Não só o próprio Jesus Cristo foi para o inferno e saiu de lá novamente, mas ele assegurou aos seus apóstolos que a verdadeira Igreja, a verdadeira congregação cristã, o imitaria neste respeito. Falando ao apóstolo Pedro diante dos outros apóstolos, Jesus disse: “Tu és Pedro [em grego: Petros], e sobre esta pedra [em grego: petra] edificarei a minha igreja, e as portas do inferno [em grego: Hades; em latim: infernus] não prevalecerão contra ela.” (Mat. 16:18, Figueiredo; Soares; PIB) Os membros da verdadeira congregação cristã, ao morrer, passariam pelas portas para o “inferno”. (Isa. 38:10, 18, Figueiredo) Mas estas “portas do inferno” não prevaleceriam contra a congregação cristã por se fecharem para sempre para a congregação. Por que não? Porque o ressuscitado Jesus Cristo, que tem “as chaves da morte e do inferno”, usará as chaves e abrirá estas portas, deixando sua congregação sair por meio duma ressurreição.
8 De modo que as “portas do inferno” não prevalecerão contra a congregação de Cristo, mas Cristo prevalecerá contra as “portas do inferno” a favor de sua congregação. Isto explica por que ele disse à congregação: “Sê fiel até à morte, e eu te darei a coroa da vida.” — Apo. 2:10; 1:17, 18, Figueiredo.
9. Quantos constituirão esta congregação cristã, e o que é “algo melhor” que “Deus previu” para eles?
9 Esta verdadeira congregação de apenas 144.000 membros fiéis é chamada para fora do “inferno” (Hades ou infernus) para uma ressurreição celestial, espiritual. Tornam-se assim “a noiva, a esposa do Cordeiro”. (Apocalipse [Revelação] 21:9 a 22:17, Matos Soares) Iguais a uma esposa fiel, estão unidos ao Noivo celestial Jesus Cristo em casamento, para sempre. A respeito de sua ressurreição está escrito: “Semeia-se um corpo material, ressuscita um corpo espiritual.” (1 Cor. 15:42-44, Negromonte) Este estado espiritual, celestial, é o “algo melhor” que “Deus previu” para a congregação de seguidores e imitadores fiéis de seu Filho Jesus Cristo. — Heb. 11:39, 40.
OS MORTOS REMIDOS DA HUMANIDADE SAEM DO “INFERNO”
10. (a) A favor de quem mais prevalecerá Jesus contra os portões do inferno, e como? (b) Portanto, o que foi que o apóstolo João viu acontecer na visão, que outros verão acontecer na realidade?
10 O ressuscitado Jesus Cristo fará mais do que apenas prevalecer contra as “portas do inferno” a favor de sua congregação-noiva. Ele prevalecerá também contra estas “portas” a favor de toda a humanidade, pela qual deu sua vida em redenção. (Mat. 20:28, Figueiredo) Ele usará as suas “chaves da morte e do inferno” e abrirá estas “portas” simbólicas para deixar sair todos estes da humanidade por meio duma ressurreição à vida na terra, sob o reino celestial dele mesmo e de sua noiva espiritual. Aqueles cujo túmulo foi o mar serão trazidos de volta à vida na terra seca. Os que foram enterrados na terra em sepulcros individuais, ou em cemitérios, serão igualmente trazidos à vida na terra sob o novo governo, o reino celestial de Deus por seu Filho Jesus Cristo. Centenas de milhares de pessoas que atualmente estão vivas sobreviverão à vindoura “grande tribulação” para verem na realidade o que o apóstolo João viu apenas em visão apocalíptica, que ele descreveu, dizendo: “E vi os mortos, grandes e pequeninos, que estavam em pé diante do trono, . . . E o mar deu os mortos que estavam nele; e a morte e o inferno [em latim: infernus; em grego: Hades] deram os seus mortos que estavam neles.” — Apo. (Rev.) 20:12, 13; 7:14, Figueiredo.
11. Quem daqueles que foram ao “inferno” antes de Pentecostes de 33 E.C. está incluído nisso e quem está também incluído nisso desde então, segundo 1 João 2:2 e; 1 Timóteo 2:5, 6?
11 Nisto estarão incluídos Abel, Enoque, Noé, Abraão, Isaque, Jacó, Jó, Moisés, sim, todos os mortos no “inferno”, que foram para lá antes de se fundar a congregação
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