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  • 3C Verbos hebraicos indicativos de ação contínua ou progressiva
    Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas com Referências
    • Tradução de Benjamin Wills Newton (1888) (os colchetes são dele)

      E Deus passou a dizer [futuro]: Venha a haver Luz, e passou a vir a haver [futuro] Luz.

      Tradução do Novo Mundo (1967)

      3 E Deus passou a dizer: “Venha a haver luz.” Então veio a haver luz.

      Tradução de James Washington Watts (1963) (os colchetes são dele)

      3 Depois, Deus passou a dizer: “Haja luz”; e gradualmente veio à existência a luz.

      Tradução de Benjamin Wills Newton (1888) (os colchetes são dele)

      E Deus passou a contemplar [futuro] a Luz, que ela [era] boa; e Deus passou a separar [futuro] a Luz e a escuridão;

      Tradução do Novo Mundo (1967)

      4 Depois, Deus viu que a luz era boa e Deus fez separação entre a luz e a escuridão.

      Tradução de James Washington Watts (1963) (os colchetes são dele)

      4 Também Deus passou a observar a luz, [vendo] que era boa; assim passou a separar a luz e a escuridão.

      Tradução de Benjamin Wills Newton (1888) (os colchetes são dele)

      e Deus passou a chamar [futuro] a luz de Dia, e a escuridão Ele chamou [não “passou a chamar”; usa-se o pretérito] de Noite; e a noitinha passou a ser [futuro], e a manhã passou a ser [futuro] Dia um.

      Tradução do Novo Mundo (1967)

      5 E Deus começou a chamar a luz de Dia, mas a escuridão chamou de Noite. E veio a ser noitinha e veio a ser manhã, primeiro dia.

      Tradução de James Washington Watts (1963) (os colchetes são dele)

      5 Daí, Deus começou a chamar a luz de Dia, e a escuridão ele chamou de Noite. Assim veio a ser uma noitinha e uma manhã, sim, um dia.

      Tradução de Benjamin Wills Newton (1888) (os colchetes são dele)

      E Deus passou a dizer [futuro] Venha a haver um firmamento no meio das águas, e venha ele a ser separatório entre águas e águas.

      Tradução do Novo Mundo (1967)

      6 E Deus prosseguiu, dizendo: “Venha a haver uma expansão entre as águas e ocorra uma separação entre águas e águas.”

      Tradução de James Washington Watts (1963) (os colchetes são dele)

      6 Daí, Deus continuou, dizendo: “Haja uma expansão no meio das águas, também, haja uma separação entre as águas.”

      Tradução de Benjamin Wills Newton (1888) (os colchetes são dele)

      E Deus passou a fazer [futuro] o firmamento, e passou a separar [futuro] as águas que [estão] abaixo com relação ao firmamento e as águas que [estão] por cima com relação ao firmamento;

      Tradução do Novo Mundo (1967)

      7 Deus passou então a fazer a expansão e a fazer separação entre as águas que haviam de ficar debaixo da expansão e as águas que haviam de ficar por cima da expansão. E assim se deu.

      Tradução de James Washington Watts (1963) (os colchetes são dele)

      7 Por conseguinte, Deus passou a separar as águas que estavam debaixo da expansão das águas que estavam por cima da expansão; e gradualmente veio a ser assim.

      Tradução de Benjamin Wills Newton (1888) (os colchetes são dele)

      e Deus passou a chamar [futuro] o firmamento de Céus; e a noitinha passou a tornar-se [futuro] e a manhã passou a tornar-se [futuro] Dia segundo.

      Tradução do Novo Mundo (1967)

      8 E Deus começou a chamar a expansão de Céu. E veio a ser noitinha e veio a ser manhã, segundo dia.

      Tradução de James Washington Watts (1963) (os colchetes são dele)

      8 Depois disso, Deus começou a chamar a expansão de Céus. Assim veio a haver uma noitinha e uma manhã, um segundo dia.

      A Tradução do Novo Mundo não seguiu a teoria infundada do Vau Consecutivo na tradução dos verbos hebraicos. Esta idéia secular não transmite a força e o vigor dos verbos hebraicos na sua condição original. Portanto, a Tradução do Novo Mundo apresenta os verbos hebraicos com sentido exato e dinamismo por manter, no possível, uma distinção entre o perfeito e o imperfeito dos verbos hebraicos.

  • 4A “Alma” — a criatura vivente, humana ou animal; vida como pessoa inteligente
    Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas com Referências
    • 4A “Alma” — a criatura vivente, humana ou animal; vida como pessoa inteligente; outros usos

      Hebr.: נפש (né·fesh); gr.: ψυχή (psy·khé); lat.: á·ni·ma

      Nas Escrituras Hebraicas, a palavra hebraica né·fesh ocorre 754 vezes, primeiro em Gên 1:20. A Tradução do Novo Mundo verte-a coerentemente por “alma”, e em cada caso isso se torna compreensível à luz do seu contexto. O uso desta única palavra hebraica em muitos contextos diferentes ajuda-nos a determinar a idéia básica inerente nesta palavra na forma em que os escritores bíblicos a usaram, a saber, de que ela é a pessoa, o indivíduo, ou uma criatura inferior; ou se refere à vida que a pessoa ou o animal usufrui como tal. Isto difere totalmente do que os antigos egípcios, babilônios, gregos e romanos chamavam de alma em sentido religioso e filosófico.

      Nas Escrituras Gregas Cristãs, a palavra grega psy·khé ocorre sozinha 102 vezes, primeiro em Mt 2:20. Incluem-se nisto também Ef 6:6 e Col 3:23, na expressão “de toda a alma”. Além disso, ela é usada em muitas palavras gregas compostas, tais como em Fil 2:2, 19; 1Te 5:14. A Tradução do Novo Mundo verte psy·khé coerentemente por “alma”. Tal tradução uniforme pela mesma palavra portuguesa mostra ser muito esclarecedor de como os escritores inspirados usavam psy·khé e de quais as propriedades que lhe atribuíam.

      A fim de ajudar a entender os usos de “alma”, agrupamos abaixo, sob diversos cabeçalhos, os textos onde “alma” ocorre.

      Os animais são almas

      Gên 1:20, 21, 24, 30; 2:19; 9:10, 12, 15, 16; Le 11:10, 46; 24:18; Núm 31:28; Jó 41:21; Ez 47:9.

      A pessoa ou o indivíduo vivente é uma alma

      Gên 2:7; 12:5; 14:21; 36:6; 46:15, 18, 22, 25, 26, 27; Êx 1:5; 12:4, 16; 16:16; Le 2:1; 4:2, 27; 5:1, 2, 4, 15, 17; 6:2; 7:18, 20, 21, 25, 27; 17:10, 12, 15; 18:29; 20:6; 22:6, 11; 23:29, 30; 27:2; Núm 5:6; 15:27, 28, 30; 19:18, 22; 31:35, 40, 46; 35:30; De 10:22; 24:6, 7; 1Sa 22:22; 2Sa 14:14; 2Rs 12:4; 1Cr 5:21; Sal 19:7; Pr 11:25, 30; 16:24; 19:2, 15; 25:25; 27:7, 9; Je 43:6; 52:29; La 3:25; Ez 27:13; At 2:41, 43; 7:14; 27:37; Ro 13:1; 1Co 15:45; 1Pe 3:20; 2Pe 2:14.

      A criatura-alma é mortal, destrutível

      Gên 12:13; 17:14; 19:19, 20; 37:21; Êx 12:15, 19; 31:14; Le 7:20, 21, 27; 19:8; 22:3; 23:30; 24:17; Núm 9:13; 15:30, 31; 19:13, 20; 23:10; 31:19; 35:11, 15, 30; De 19:6, 11; 22:26; 27:25; Jos 2:13, 14; 10:28, 30, 32, 35, 37, 39; 11:11; 20:3, 9; Jz 5:18; 16:16, 30; 1Rs 19:4; 20:31; Jó 7:15; 11:20; 18:4; 33:22; 36:14; Sal 7:2; 22:29; 66:9; 69:1; 78:50; 94:17; 106:15; 124:4; Pr 28:17; Is 55:3; Je 2:34; 4:10; 18:20; 38:17; 40:14; Ez 13:19; 17:17; 18:4; 22:25, 27; 33:6; Mt 2:20; 10:28; 26:38; Mr 3:4; 14:34; Lu 6:9; 17:33; Jo 12:25; At 3:23; Ro 11:3; He 10:39; Tg 5:20; Re 8:9; 12:11; 16:3.

      Vida como pessoa inteligente

      Gên 35:18; Êx 4:19; 21:23; 30:12; Jos 9:24; Jz 9:17; 12:3; 18:25; 2Rs 7:7; 2Cr 1:11; Jó 2:4; 6:11; Pr 1:18; 7:23; 22:23; 25:13; Mt 6:25; 10:39; 16:25; Lu 12:20; Jo 10:15; 13:38; 15:13; At 20:10; Ro 16:4; Fil 2:30; 1Te 2:8; Tg 1:21; 1Pe 1:22; 2:11, 25; 1Jo 3:16.

      Alma liberta do Seol ou Hades (“inferno”)

      Sal 16:10; 30:3; 49:15; 86:13; 89:48; Pr 23:14; At 2:27.

      Alma morta ou cadáver

      Le 19:28; 21:1, 11; 22:4; Núm 5:2; 6:6, 11; 9:6, 7, 10; 19:11, 13; Ag 2:13.

      Alma diferenciada do espírito

      Fil 1:27; 1Te 5:23; He 4:12.

      Deus tem alma

      1Sa 2:35; Sal 11:5; 24:4; Pr 6:16; Is 1:14; 42:1; Je 5:9; 6:8; 12:7; 14:19; 15:1; 32:41; 51:14; La 3:20; Ez 23:18; Am 6:8; Mt 12:18; He 10:38.

  • 4B “Seol”, “Hades” — a sepultura comum da humanidade; o domínio da sepultura
    Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas com Referências
    • 4B “Seol”, “Hades” — a sepultura comum da humanidade; o domínio da sepultura

      Hebr.: שאול (she’óhl); gr.: ᾄδης (haí·des); lat.: in·fér·nus; sir.: shiul

      As Sessenta e Seis Ocorrências de Seol

      “Seol” ocorre 66 vezes na Tradução do Novo Mundo das Escrituras Hebraicas, a saber, em Gên 37:35; 42:38; 44:29, 31; Núm 16:30, 33; De 32:22; 1Sa 2:6; 2Sa 22:6; 1Rs 2:6, 9; Jó 7:9; 11:8; 14:13; 17:13, 16; 21:13; 24:19; 26:6; Sal 6:5; 9:17; 16:10; 18:5; 30:3; 31:17; 49:14, 15; 55:15; 86:13; 88:3; 89:48; 116:3; 139:8; 141:7; Pr 1:12; 5:5; 7:27; 9:18; 15:11, 24; 23:14; 27:20; 30:16; Ec 9:10; Cân 8:6; Is 5:14; [7:11]; Is 14:9, 11, 15; 28:15, 18; 38:10, 18; 57:9; Ez 31:15, 16, 17; 32:21, 27; Os 13:14; Am 9:2; Jon 2:2; Hab 2:5.

      As ocorrências de “Seol” nas Escrituras Hebraicas abrangem as 65 vezes que a palavra ocorre no M, e uma ocorrência em Is 7:11, cuja n. queira ver. Em todos os casos, a Tradução do Novo Mundo usa “Seol” para a palavra hebraica she’óhl. A Septuaginta grega geralmente verte she’óhl por haí·des.

      Embora se tenham apresentado diversas derivações da palavra hebraica she’óhl, parece que ela deriva do verbo hebraico שׁאל (sha·’ál), que significa “pedir” ou “solicitar”. Isto indicaria que o Seol é o lugar (não uma condição) que pede ou exige todos sem distinção, ao acolher os mortos da humanidade. (Veja Gên 37:35 n. e Is 7:11 n.) Encontra-se no solo da terra e sempre é associado com os mortos, e refere-se claramente à sepultura comum da humanidade, ao domínio da sepultura, ou à região terrestre (não marítima) dos mortos. Em contraste, a palavra hebraica qé·ver refere-se a uma sepultura ou a um sepulcro individual. — Gên 23:4, 6, 9, 20.

      As Dez Ocorrências de Hades

      “Hades”, talvez significando “o lugar não visto”, ocorre dez vezes na Tradução do Novo Mundo das Escrituras Gregas Cristãs, a saber, em Mt 11:23; 16:18; Lu 10:15; 16:23; At 2:27, 31; Re 1:18; 6:8; 20:13, 14.

      Em At 2:27, a citação que Pedro faz do Sal 16:10 mostra que o Hades é o equivalente do Seol, e aplica-se à sepultura comum da humanidade (em contraste com a palavra grega tá·fos, uma sepultura individual). A palavra latina correspondente a Hades é in·fér·nus (às vezes ín·fe·rus). Ela significa “o que jaz por baixo; a região inferior”, e se aplica bem ao domínio da sepultura. Ela é assim uma apta aproximação dos termos grego e hebraico.

      Nas Escrituras inspiradas, as palavras “Seol” e “Hades” são associadas com a morte e os mortos, não com a vida e os vivos. (Re 20:13) Essas palavras, intrinsecamente, não contêm nenhuma idéia ou sugestão de prazer ou de dor.

  • 4C “Geena” — símbolo da destruição total
    Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas com Referências
    • 4C “Geena” — símbolo da destruição total

      Hebr.: גי הנם (geh hin·nóm, “vale de Hinom”);

      gr.: γέεννα (gé·en·na); lat.: ge·hén·na

      “Geena” significa “vale de Hinom”, porque é a forma grega do hebraico geh hin·nóm. Em Jos 18:16, onde ocorre “vale de Hinom”, a LXX reza “Geena”. A palavra ocorre 12 vezes nas Escrituras Gregas Cristãs, aparecendo pela primeira vez em Mt 5:22. A Tradução do Novo Mundo verte-a por “Geena” em todas as suas ocorrências, a saber, em Mt 5:22, 29, 30; 10:28; 18:9; 23:15, 33; Mr 9:43, 45, 47; Lu 12:5; Tg 3:6.

      O vale de Hinom encontrava-se ao oeste e ao sul da antiga Jerusalém. (Jos 15:8; 18:16; Je 19:2, 6) Debaixo dos posteriores reis de Judá, foi usado para a idolatria do deus pagão Moloque, ao qual se ofereciam holocaustos humanos. (2Cr 28:3; 33:6; Je 7:31, 32; 32:35) Para impedir que fosse usado de novo para tais fins religiosos, o fiel Rei Josias mandou poluir o vale, especialmente a parte chamada Tofete. — 2Rs 23:10.

      O comentador judaico David Kimhi (1160?-1235?), no seu comentário sobre o Sal 27:13, fornece a seguinte informação histórica sobre “Gehinnom”: “E é um lugar na terra adjunta a Jerusalém, e é um lugar repugnante, e lançam ali coisas impuras e cadáveres. Havia também um fogo contínuo para queimar as coisas impuras e os ossos dos cadáveres. Por isso, o julgamento dos iníquos é parabolicamente chamado de Gehinnom.”

      O vale de Hinom tornou-se o depósito e incinerador do lixo de Jerusalém. Lançavam-se ali cadáveres de animais para serem consumidos pelos fogos, aos quais se acrescentava enxofre para ajudar na queima. Também se lançavam ali os cadáveres de criminosos executados, considerados imerecedores dum sepultamento decente num túmulo memorial. Quando esses cadáveres caíam no fogo, então eram consumidos por ele, mas, quando os cadáveres caíam sobre uma saliência da ravina funda, sua carne em putrefação ficava infestada de vermes, ou gusanos, que não morriam até terem consumido as partes carnais, deixando somente os esqueletos.

      Nenhum animal ou criatura humana vivos eram lançados na Geena, para ser queimados vivos ou atormentados. Portanto, este lugar nunca poderia simbolizar uma região invisível em que almas humanas fossem eternamente atormentadas em fogo literal ou atacadas para sempre por vermes imorredouros. Visto que se negava aos criminosos mortos lançados ali um sepultamento decente num túmulo memorial, que é o símbolo da esperança de ressurreição, a Geena foi usada por Jesus e pelos seus discípulos para simbolizar a destruição eterna, o aniquilamento dentre o universo de Deus, ou “a segunda morte”, a punição eterna.

      Portanto, lançar-se o cadáver de alguém na Geena era considerado como a pior espécie de punição. Da Geena literal e de seu significado deriva o símbolo do ‘lago que queima com fogo e enxofre’. — Re 19:20; 20:10, 14, 15; 21:8.

  • 4D “Tártaro”
    Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas com Referências
    • 4D “Tártaro”

      2Pe 2:4 — “Lançando-os no Tártaro”

      Gr.: Tar·ta·ró·sas; lat.: de·trác·tos in Tár·ta·rum;

      sir.: ‛a·gen ’e·nun beThahh·ta·ya·tha’

      A palavra “Tártaro” só é encontrada em 2Pe 2:4. Está incluída no verbo grego tar·ta·ró·o, e, por isso, na tradução deste verbo usou-se a frase “lançando-os no Tártaro”.

      Na Ilíada, do antigo poeta Homero, a palavra tár·ta·ros denota uma prisão subterrânea tanto abaixo do Hades, como a terra está abaixo do céu. Os detidos nele não eram almas humanas, mas os deuses inferiores, espíritos, a saber, Cronos e os outros titãs que se haviam rebelado contra Zeus (Júpiter). Era a prisão estabelecida pelos deuses míticos para os espíritos que haviam expulsado das regiões celestiais, e encontrava-se abaixo do Hades, no qual se pensava que as almas humanas eram confinadas na morte. Na mitologia, tár·ta·ros era a mais baixa das regiões inferiores e um lugar de escuridão. Envolvia todo o submundo, assim como os céus envolviam tudo o que havia por cima da terra. Portanto, na mitologia grega pagã, tár·ta·ros representava um lugar de confinamento, não de almas humanas, mas de espíritos titânicos, e um lugar de escuridão e de rebaixamento.

      Em Jó 40:20, na LXX, lemos a respeito do beemote: “E depois de subir a um monte íngreme, deu alegria às criaturas quadrúpedes na profundeza [ἐν τῷ ταρτάρῳ (“no tártaro”)].” Em Jó 41:31, 32 (41:23, 24, LXX) lemos a respeito do leviatã: “Ele faz a profundeza ferver como um caldeirão de latão; e considera o mar como pote de ungüento, e a parte mais baixa da profundeza [τὸν δὲ τάρταρον τῆς ἀβύσσου (“o tártaro do abismo”)] como cativa: ele encara a profundeza como seu território.” O uso de tár·ta·ros nestes versículos, na LXX, torna claro que esta palavra foi usada para indicar um lugar inferior, sim, a “parte mais baixa” do abismo.

      As Escrituras Sagradas não consignam nenhuma alma humana ao tár·ta·ros, mas consignam ali apenas criaturas espirituais, a saber, “os anjos que pecaram”. Serem estes lançados no tár·ta·ros denota o mais profundo rebaixamento deles enquanto ainda estão vivos. Isto serve de punição pelo seu pecado de rebelião contra o Deus Altíssimo. O apóstolo Pedro associa a escuridão com a condição rebaixada deles, dizendo que Deus “entregou-os a covas de profunda escuridão, reservando-os para o julgamento”. — 2Pe 2:4.

      Os pagãos, nas suas tradições mitológicas a respeito de Cronos e os rebeldes deuses titãs, apresentavam um conceito deturpado sobre o rebaixamento de espíritos rebeldes. Em contraste com isso, o uso que Pedro faz do verbo tar·ta·ró·o, “lançar no Tártaro”, não significa que “os anjos que pecaram” tenham sido lançados no mitológico Tártaro pagão, mas que eles foram rebaixados pelo Deus Altíssimo do lugar celestial que ocupavam e dos seus privilégios ali, e foram entregues a uma condição de mais profunda escuridão mental quanto aos luminosos propósitos de Deus. Tinham também apenas uma perspectiva lúgubre quanto ao que finalmente lhes iria acontecer, que, segundo mostram as Escrituras, é a destruição eterna, junto com seu governante, Satanás, o Diabo. Portanto, o Tártaro denota a condição mais inferior de rebaixamento desses anjos rebeldes.

      Nas Escrituras inspiradas, o Tártaro não tem nenhuma relação com o Hades, o qual é a sepultura comum dos humanos mortos. Os anjos pecadores e as almas humanas falecidas não são associados como estando juntos no tár·ta·ros, como num lugar de eterno tormento consciente de criaturas. O Tártaro desaparecerá quando o Juiz Supremo destruir os anjos rebeldes, atualmente existentes em tal condição rebaixada.

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