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Vitória da mulher de Deus sobre sua velha inimigaA Sentinela — 1964 | 1.° de junho
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coisas feitas, a fim de que permaneçam as coisas não abaladas. Em vista disso, sendo que havemos de receber um reino que não pode ser abalado, continuemos a ter benignidade imerecida, por intermédio da qual podemos prestar a Deus serviço sagrado aceitável, com temor piedoso.”
16. (a) Que expressões de Hebreus 12:18-28 provam que a mulher de Deus é uma organização celestial? (b) O que significou para a Sua mulher e seu Descendente o pronunciamento da sentença de Jeová sôbre Satanás?
16 A Jerusalém de cima é chamada aqui de “uma cidade do Deus vivente, a Jerusalém celestial”. Ela é a mulher ou espôsa de Deus. Ela é a organização celestial constituída de “miríades de anjos, em assembléia geral”. Esta organização de santos anjos estava com Jeová Deus no céu, quando êle pronunciou sentença sôbre a Grande Serpente no jardim do Éden há quase seis mil anos atrás. Então, quando Jeová falou em colocar inimizade entre a Serpente e a “mulher”, dizendo que a semente da mulher esmagaria a cabeça da Serpente, a mulher ou espôsa de Jeová estava com êle no céu. Ela era a “mulher” que proveria a Semente para tal ato. O que foi provido diretamente para êste ato vitorioso foi o unigênito Filho de Deus, que se tornou Jesus Cristo na terra e disse: “Eu sou o pão que desceu do céu.”
17. (a) Quando e como se tornou Jesus o primogênito espiritual da Jerusalém celestial? (b) Quando se tornou plena a sua filiação?
17 O primeiro passo neste sentido foi o nascimento de Jesus no ano 2 A. C. Mas a Jerusalém celestial realmente o gerou como seu Filho primogênito espiritual trinta anos mais tarde, em 29 E. C. Naquele ano Jesus foi batizado em água e o seu Pai celestial derramou o espírito santo sôbre êle, anunciando tê-lo gerado como Filho espiritual, dizendo: “Este é o meu Filho, o amado, a quem tenho aprovado.” Três anos e meio mais tarde a Jerusalém celestial realmente o deu à luz como seu Filho espiritual completamente desenvolvido, quando Deus curou o calcanhar ferido pela Grande Serpente e ressuscitou a Jesus Cristo dos mortos para a vida espiritual no céu. Então a Jerusalém celestial o recebeu entre a sua organização de filhos angélicos no céu, mas como Principal entre êles, na posição de Arcanjo. — Mat. 3:13-17; 27:27 a 28:10; 1 Ped. 3:18, 19.
18. Como podia regozijar-se então a Jerusalém celestial como se regozijou Sara?
18 Com êste maravilhoso acontecimento a Jerusalém celestial tinha grande motivo para ficar alegre e bradar em alta voz. A sua esterilidade, a contar da ocasião da promessa de um Descendente dela no jardim do Éden, tinha terminado com o pleno nascimento do seu mais glorioso Filho. Ela se regozijou assim como a idosa Sara se regozijara pelo nascimento de Isaque, seu filho único.
19. Que filhos adicionais teria a Jerusalém celestial?
19 Todavia, o apóstolo Paulo disse aos seus irmãos cristãos: “Ora, nós, irmãos, somos filhos pertencentes à promessa, assim como Isaque foi. Por conseguinte, irmãos, somos filhos . . . da livre.” (Gál. 4:27, 28, 31) Isto traz à luz o fato de que a Jerusalém celestial devia ter filhos adicionais em cumprimento da promessa de Jeová em Gênesis 3:15 concernente ao Descendente da mulher.
20. Quando começaram a ser gerados êstes outros filhos espirituais, dando ainda mais motivo para a mulher de Jeová bradar alegremente?
20 Entretanto, segundo predisse Isaías 54:1, ela teria filhos espirituais em maior quantidade do que os filhos da escrava simbólica que, na forma da nação do Israel natural, estivera por algum tempo unida a Jeová Deus. Êstes outros filhos espirituais, segundo a profecia de Gênesis 3:15, começaram a ser gerados no dia de Pentecostes, cinqüenta dias depois da ressurreição de Jesus Cristo, quando o espírito santo foi derramado sôbre cento e vinte discípulos fiéis de Jesus, que estavam esperando em Jerusalém. (Atos 2:1-39) Ali Jeová os gerou pelo seu espírito. Quanto a isto, a mulher de Jeová, a há muito estéril Jerusalém celestial, tinha razão ainda mais forte para se alegrar e bradar jubilosamente. Hoje, neste ano de 1964, ela ainda tem na terra um restante dêstes descendentes espirituais, que esperam o pleno nascimento dêles no céu.
A MULHER INIMIGA
21. (a) Desde quando tinha sido simbolizada a mulher de Deus pela Jerusalém terrestre? (b) Quando apareceu a mulher inimiga?
21 Entretanto, quem é a outra mulher, a inimiga da Jerusalém celestial? E quando foi que a mulher de Deus se confrontou com esta mulher inimiga pela primeira vez? Desde que o Rei Davi capturou a fortaleza de Jerusalém e fez dela a sua cidade capital no décimo primeiro século antes de Cristo, a mulher de Deus tinha sido simbolizada pela Jerusalém terrestre. De fato, ela veio a ser chamada pelo nome desta cidade terrestre. (2 Sam. 5:1-9) A Jerusalém terrestre tinha as suas bases na cidade de Salém, onde o Rei Melquisedeque foi “sacerdote do Deus Altíssimo” nos dias do patriarca Abraão, no século vinte antes de Cristo. (Gên. 14:17-20) Mas, naturalmente, a mulher de Deus, a Jerusalém celestial, existia antes disto. Nos dias da antiga Salém já existia a mulher inimiga, e o patriarca Abraão peregrinava em parte do território que ela dominava. A mulher inimiga apareceu cêrca de dois séculos antes do nascimento de Abraão.
22. (a) Como foi que a mulher inimiga veio a ser chamada pelo nome da antiga cidade de Babilônia? (b) O que indica que a mulher inimiga é algo mais do que a cidade literal?
22 Segundo o último livro da Bíblia a mulher inimiga veio a ser chamada pelo nome de uma cidade terrestre. O nome misterioso dela, Babilônia, a Grande, remonta à cidade de Babilônia edificada sôbre a margem do rio Eufrates, na terra de Sinear, no século vinte e três antes de Cristo. Esta cidade tornou-se um símbolo de Babilônia, a Grande. Todavia, sendo ela chamada a Grande, indica que a mulher inimiga é um tanto maior do que a cidade literal de Babilônia sôbre o Eufrates. A mulher inimiga ainda existe atualmente, mesmo depois de a antiga Babilônia jazer esfarelada em ruínas por mais de mil anos. (Apo. 14:8; 17:5) É veraz que Babilônia, a Grande, tem as suas raízes na antiga Babilônia, mas ela é maior e de mais duração, tendo mais poder mundial do que jamais teve a antiga Cidade Milagrosa.
23. Quem edificou Babilônia e qual era o propósito dos edificadores dela?
23 No século que seguiu ao dilúvio global dos dias de Noé foi edificada a cidade justafluvial, não por aquêle homem temente a Deus, mas por um bisneto seu, um descendente rebelde e ambicioso chamado Ninrode. A sua cidade é a primeira referida na Bíblia depois do Dilúvio, e ela se tornou o princípio do reinado de Ninrode. (Gên. 10:8-12) Foi edificada para obstruir o cumprimento da vontade de Deus concernente à terra como lar do homem. Foi constituída a sede da falsa religião, o que foi indicado pelo fato de os edificadores começarem uma ‘tôrre cujo tôpo chegasse aos céus’. Todo aquêle projeto foi traçado e executado para fazer um nome, não ,para o Deus de Noé, mas para os edificadores da cidade, especialmente para Ninrode, o rei, que chegou a ser chamado de “Ninrode, poderoso caçador em oposição a Jeová”.
24. Como foi demonstrado o desprazer de Jeová sôbre o projeto e que confusão resultou?
24 Jeová Deus e a sua mulher no céu não estavam contentes com o projeto. Ele não podia abençoar a cidade. Assim, para demonstrar o seu desprazer e obstruir o projeto, êle confundiu a língua dos edificadores. Não podendo então entender um ao outro e trabalhar juntos, os edificadores se espalharam segundo os seus grupos lingüísticos, ficando apenas uma minoria na cidade de Ninrode. Deu-se-lhe o nome de Confusão porque a língua dêles foi confundida neste centro religioso e porque houve confusão na cidade por algum tempo. Eis o que significa o nome Babel em hebraico, a língua que falavam Noé e Sem, o seu filho fiel. Na primeira tradução grega das Escrituras Hebraicas o nome é Babilônia. — Gên. 11:1-10.
25. (a) O que levaram junto os espalhados edificadores da cidade? (b) Em resultado, quando e como apareceu Babilônia, a Grande, como mulher inimiga?
25 O Rei Ninrode estabeleceu um pequeno império de oito cidades, sendo Babel ou Babilônia a capital. Naturalmente, a sua falsa religião que estava em oposição a Jeová prevaleceu em seu império. Mas a falsa religião de Babilônia tornou-se mais difundida do que isto. Os edificadores que tinham sido confundidos na língua e que portanto se tinham espalhado a territórios distantes, levaram junto a religião de Babilônia, nas suas novas línguas, naturalmente. As idéias religiosas dêles permaneceram as mesmas, mas eram expressas em línguas diferentes. O resultado? Estabeleceu-se um império de religião falsa com a religião de Babilônia por base comum, com uma organização variada e complicada, mas bàsicamente com todas as doutrinas e práticas religiosas da Babilônia original. Então Babilônia, a Grande, apareceu na arena do conflito. Então a mulher de Deus, a Jerusalém ou Sião celestial, deu-se face a face com a mulher inimiga, o império mundial de religião falsa baseada na religião da antiga Babilônia.
26. Quem domina o império mundial de religião babilônica?
26 A Grande Serpente, o mentiroso Satanás, o Diabo, estava por trás da edificação de Babilônia, de sua tôrre religiosa e de sua religião falsa. Na realidade êle era o deus invisível de Babilônia e de sua religião falsa. Tornou-se o que as Escrituras Sagradas o chamam: “O deus dêste sistema de coisas.” (2 Cor. 4:4) Êle domina o império mundial de religião babilônica.
27. (a) Qual é a religião da mulher de Deus? (b) Quem praticava a sua religião na terra e por que sofreram oposição religiosa?
27 Contrário a isto, a religião da mulher de Deus, a Jerusalém celestial, é a adoração do único Deus verdadeiro e vivo, Jeová, o marido dela. A sua religião defrontou-se com obstinada oposição na terra. O conflito de religiões começou então depois do Dilúvio. A Jerusalém celestial, a mulher de Deus, não foi diretamente atingida pela oposição religiosa na terra. Mas ela tinha na terra praticantes de sua religião, tais como Noé, Sem e o patriarca Abraão, um descendente de Sem. Estes homens piedosos e suas famílias foram atingidos diretamente pela oposição religiosa de Babilônia, a Grande. O que esta mulher inimiga fêz contra Noé, Sem, Abraão e seus descendentes que temiam a Deus era como se fizesse contra a mulher de Deus. Isto se dava especialmente porque o Descendente da mulher de Deus viria por esta linhagem de homens fiéis.
28. Por intermédio de que linhagem de descendentes nasceu Abraão e o que lhe prometeu Jeová?
28 A bênção de Noé sobre seu filho Sem tornou claro que o Descendente da mulher, em sua relação terrestre e humana, viria por intermédio de Sem e não por intermédio de Jafete ou Cão. (Gên. 9:24-27) Durante a própria vida de Sem, o descendente dêle, Abraão, foi chamado por Jeová Deus da vizinhança de Babilônia para a terra de Sinear. Quando chamou a Abraão, Jeová lhe disse: “Eu farei de ti uma grande nação, e te abençoarei, e farei grande o teu nome; e prova-te uma bênção. E . . . tôdas as famílias da terra se abençoarão certamente por meio de ti.” E depois que Abraão chegou à Terra Prometida a centenas de quilômetros ao ocidente de Babilônia, Jeová disse: “À tua descendência darei esta terra.”
29. (a) De que modo Jeová tornou claro que o Descendente prometido viria por intermédio de Abraão e Isaque? (b) Então, por que Babilônia, a Grande, estava contra os descendentes de Abraão?
29 Mais de trinta anos mais tarde, quando, em obediência a Jeová, Abraão ia oferecendo seu amado filho Isaque qual sacrifício humano, o anjo de Jeová parou Abraão e disse: “Certamente te abençoarei e certamente multiplicarei a tua semente como as estrêlas dos céus e como os grãos de areia que há na praia do mar, e tua semente tomará posse do portão dos seus inimigos. E, por meio de tua semente, tôdas as nações da terra se abençoarão certamente, devido ao fato de teres escutado a minha voz.” (Gên. 12:1-3, 7; 22:1-18) Isto tornou claro que o Descendente da mulher de Deus viria por intermédio de Abraão e seu filho Isaque como instrumento terrestre. Quando êste Descendente tomasse o poder, significaria ferir a Grande Serpente, Satanás, o Diabo, o deus de Babilônia, a Grande. Por isso ela, como mulher inimiga da mulher de Deus, era contra o Descendente e contra a linhagem de descendentes mediante a qual êle viria.
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Segunda parteA Sentinela — 1964 | 1.° de junho
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Segunda parte
1. (a) Por quanto tempo Babilônia, a Grande, teve sua sede na antiga cidade de Babilônia? (b) Como foi que Babilônia, a Grande, manteve domínio sôbre outras potências mundiais? (c) Para que finalidade aproveitava-se ela de seu contrôle religioso?
A SEDE principal de Babilônia, a Grande, como império mundial de falsa religião foi a antiga cidade de Babilônia sôbre o rio Eufrates. Êste continuou sendo o caso até que Babilônia caiu de sua posição como terceira potência mundial da história bíblica, em 539 A. C., cedendo o lugar à Potência Mundial Medo-Persa. Duas outras potências mundiais tinham precedido a Potência Mundial Babilônica, sendo estas: (1) a egípcia e (2) a assíria. Entretanto, Babilônia, a Grande, o império mundial de religião babilônica, também tinha predominado sôbre as duas potências mundiais precedentes. Ela tirou proveito de seu contrôle religioso sôbre elas contra o Descendente da mulher de Deus, tentando destruir a linhagem de descendência mediante a qual êle veio. Babilônia, a Grande, é uma meretriz internacional e se entrega aos dominadores políticos da terra, a fim de conseguir os seus intentos religiosos. Assim ela une religião e política.
2. No Egito, o que Babilônia, a Grande, tentou fazer? Com que medida de êxito?
2 Depois da morte de José, o neto do patriarca Isaque e primeiro ministro do Egito, Babilônia, a Grande, sendo uma fôrça religiosa, agiu com os faraós do Egito numa tentativa de destruir o povo de José, os hebreus. Eram êstes então hóspedes, residentes estrangeiros na terra do Egito. Faraó fêz dêles escravos em trabalhos pesados para os matar. Falhando isto, Faraó decretou a morte de todos os meninos hebreus, ao nascerem. Babilônia, a Grande, deve ter-se sentido triunfante sôbre a mulher de Deus, que era representada no Egito pelos hebreus, os filhos de Israel. Apesar da medida demoníaca empregada por Faraó, que cometia fornicação religiosa com Babilônia, a Grande, continuaram a nascer e a ser preservados os filhos homens dos hebreus, inclusive Moisés.
3. Como foi que se amontoou vexame sôbre Babilônia, a Grande, no Egito?
3 Quando tinha quarenta anos de idade, Moisés tentou liderar um movimento para libertar os filhos de Israel, mas foi obrigado a fugir para a distante terra de Midiã. Quarenta anos mais tarde Jeová mandou a Moisés de volta como seu profeta para liderar os israelitas para fora da terra da escravidão. Jeová, ferindo o Egito com dez devastadoras pragas em sucessão, agiu a favor do Descendente de sua mulher, pois “sôbre seus deuses Jeová tinha executado os seus juízos”, que deixaram mortos a todos os primogênitos do Egito. Que vexame isto deve ter sido para a religiosa Babilônia, a Grande! Pouco depois Jeová expôs a inutilidade da religião dela, destruindo tôdas as perseguidoras fôrças militares de Faraó nas profundezas do Mar Vermelho, passando os israelitas a salvo para o caminho da terra que tinha prometido dar a Abraão, seu amigo. — Núm. 33:4; Sal. 78:43-53; Êxo. 15:1-21.
4. (a) A linhagem familiar de que rei de Israel veio a ser alvo da mulher inimiga? (b) Como é que Salomão foi vencido?
4 Quatrocentos e quarenta e três anos mais tarde viu-se o Rei Davi reinando em Sião, a fortaleza de Jerusalém, como soberano
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