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Se Deus tem uma organização, qual é?A Sentinela — 1981 | 1.° de novembro
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A “MULHER” NO CÉU
13. (a) Quando Adão e Eva pecaram, como afetou Isso a organização de Deus? (b) O que disse então Deus aparentemente à serpente, mas não entendível para ela?
13 Quando Adão e Eva pecaram contra Deus, isso afetou a organização universal Dele, da qual eram a parte visível, terrena. Deixaram de ser membros da família de que ele é o Pai celestial, o Criador. Bandearam-se para o lado da criatura espiritual, invisível, que estava por detrás da serpente mentirosa. A serpente literal certamente não entendeu o que Deus queria dizer quando disse aparentemente a ela: “Porque fizeste isso, maldita és dentre todos os animais domésticos e dentre todos os animais selváticos do campo. Sobre o teu ventre andarás e pó é o que comerás todos os dias da tua vida. E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre o teu descendente e o seu descendente. Ele te machucará a cabeça e tu lhe machucarás o calcanhar.” — Gên. 3:14, 15.
14. Por que deve estar fora de questão a aplicação literal das palavras de Deus à serpente, e a que espécie de serpente e mulher deve referir-se isso?
14 O que significariam essas palavras quando tomadas literalmente? Que haveria um ódio mortal entre a serpente literal e a mulher literal. Também, que o descendente, ou descendência, de Eva seria inimigo implacável dos descendentes daquela serpente; e que a serpente iria viver até que o descendente da mulher Eva surgisse. A serpente machucaria então literalmente o calcanhar desse “descendente”, e, por sua vez, o “descendente” ferido machucaria a cabeça da serpente, evidentemente matando-a. Mas de quanto consolo ou benefício seria isso para toda a humanidade? Na realidade, tal explicação literal não tem sentido. Ela cria tantas dificuldades, que qualquer estudante da bíblia de mentalidade equilibrada se vê obrigado a admitir que as palavras de Deus, em Gênesis 3:14, 15, devem ter um significado simbólico. De modo que a serpente que fez a Eva a pergunta capciosa deve simbolizar algo maior, e também a “mulher” mencionada neste respeito deve ser uma “mulher” simbólica.
15. Por que não precisamos adivinhar a identidade da serpente simbólica, e ser ela “a serpente original” faz com que ela já tenha agora que idade?
15 Pois bem, precisamos adivinhar a identidade da serpente simbólica? Não! A própria Bíblia fala por nós. Em Revelação 12:9 ela chama aquela serpente misteriosa de “grande dragão, a serpente original, o chamado Diabo e Satanás”. Ele é que foi originalmente a serpente simbólica, e em 96 E.C., mais ou menos o tempo em que o apóstolo João escreveu o livro de Revelação, Satanás, o Diabo, já era serpente simbólica de mais de 4.100 anos de idade. Agora, quando a visão de Revelação está para se cumprir, essa “serpente original” já tem uns 6.000 anos, tempo maior do que qualquer serpente literal jamais viveu. João 8:44 diz que ele “é mentiroso e o pai da mentira”.
16. (a) Revelação, capítulo 12, mostra um confronto entre que dois entes principais? No entanto, quem conseguiu nascer com bom êxito? (b) Onde e por que era necessário que a mulher simbólica fosse nutrida espiritualmente sob proteção?
16 Já que Eva, a quem Satanás, o Diabo, mentiu por meio da serpente, não era a “mulher” mencionada em Gênesis 3:15, quem é? O livro de Revelação ajuda-nos novamente a obter um entendimento correto. O Rev capítulo 12 descreve um confronto entre Satanás, o Diabo, e a “mulher”, a qual está revestida da cabeça aos pés da luz do sol, da lua e das estrelas (12 delas). O bom senso diz-nos que se deve tratar duma “mulher” simbólica no céu, porque não se fala de nenhum dos anjos celestiais como sendo fêmea. Ela estava grávida, e Satanás, o Diabo, qual dragão devorador, estava à espera para devorar-lhe o filho que ela deu à luz. Mas o Pai celestial desse descendente estava atento e impediu Satanás, de modo que o filho varão, ao nascer, “foi arrebatado para Deus e para o seu trono”, a fim de que dali ‘pastoreasse todas as nações com vara de ferro’. (Rev. 12:1-5) Esse nascimento régio não acabou com a inimizade entre Satanás e a “mulher” simbólica, porque ela precisou ser nutrida espiritualmente sob proteção divina contra Satanás. Seguiu-se uma guerra no céu.
17. Foi a cabeça da “serpente original” machucada pelo, resultado da guerra no céu? E como afetou esse resultado os homens na terra e no mar?
17 Miguel, o arcanjo, ficou no comando das forças de “Jeová dos exércitos”. Com tais exércitos angélicos, Miguel lutou em apoio do entronizado filho recém-nascido da “mulher”. Satanás, “a serpente original”, estava para ter a cabeça machucada, e ele e seus anjos demoníacos perderam a batalha. Foram expulsos do céu e lançados para baixo, à nossa terra. Mas com isso não se machucou a cabeça de Satanás, porque ele continuou ainda bem vivo. Não é de admirar que então ressoasse do céu o brado: “Ai da terra e do mar, porque desceu a vós o Diabo, tendo grande ira, sabendo que ele tem um curto período de tempo.” — Rev. 12:7-12.
18. A vitória de Miguel e seus exércitos garantiu o que para “o reino de nosso Deus”, e quem pode regozijar-se por causa disso?
18 Visto que Miguel, o arcanjo, e seus anjos obtiveram a vitória, e o “filho” régio não foi deposto do seu trono celestial ao lado de Deus, foi correto o anúncio celestial: “Agora se realizou a salvação, e o poder, e o reino de nosso Deus, e a autoridade do seu Cristo, porque foi lançado para baixo o acusador dos nossos irmãos, o qual os acusa dia e noite perante o nosso Deus! . . . Por esta razão, regozijai-vos, ó céus.”
19. O que representa a “mulher” que da a luz o “filho” varão, e por que?
19 O “filho” varão, mencionado em Revelação 12:5, evidentemente é simbólico. Tudo o que se diz com relação a ele revela que representa, não alguma pessoa individual, mas o reino de Deus, tendo seu Filho, Jesus Cristo, a autoridade para pastorear todas as nações com vara de ferro, para despedaçá-las na ainda futura “guerra do grande dia de Deus, o Todo-poderoso”, no Har-Magedon. (Rev. 16:14-16) Assim como o “filho” não é uma pessoa individual, tampouco é sua mãe, a “mulher” no céu, uma pessoa individual. Visto que esta “mulher” simbólica ficou grávida pela operação de Deus, como seu marido, ela deve representar a organização espiritual de Deus. Esta organização fornece o pessoal daquele reino celestial, não somente o glorificado Jesus Cristo, que evidentemente desempenha o papel de Miguel, o arcanjo, mas também seus “irmãos” espirituais, que são também os “irmãos” da organização espiritual de Deus — Rev. 12:10, 11.
20. Como indica Revelação 12:17 se ainda há na terra quaisquer dos “irmãos” da organização espiritual de Deus?
20 Ainda existe na nossa lastimável terra um restante desses “irmãos” espirituais. Porque Revelação 12:17 prossegue, dizendo: “E o dragão ficou furioso com a mulher e foi travar guerra com os remanescentes da sua semente, que observam os mandamentos de Deus e têm a obra de dar testemunho de Jesus.” Sendo parte da semente da “mulher” de Deus, eles têm a esperança do Reino.
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A parte visível da organização de DeusA Sentinela — 1981 | 1.° de novembro
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A parte visível da organização de Deus
1, 2. (a) É algo novo ou recente que Jeová seja chamado de Marido? (b) Como é a resposta corroborada por Isaías 54:1-5, 13?
PARA os versados na Bíblia, não é nada novo ou recente que Deus seja chamado de Marido. Quando o próprio Jesus Cristo disse: “Está escrito nos Profetas: ‘E todos eles serão ensinados por Jeová’” (João 6:45), ele estava citando uma profecia que chama a Deus de Marido. Esta profecia, Isaías 54:1-5, 13, diz (em parte):
2 “Grita de júbilo, ó mulher estéril que não deste à luz! . . . Pois o Grandioso que te fez é teu dono marital, cujo nome é Jeová dos exércitos; e o Santo de Israel é teu Resgatador. . . . E todos os teus filhos serão pessoas ensinadas por Jeová e a paz de teus filhos será abundante.”
3. Em Gálatas 4:27, quando o apóstolo Paulo citou a mesma profecia de Isaías, referia-se ele em qualquer sentido a mulheres literais na terra?
3 O apóstolo Paulo citou esta mesma profecia de Isaías, capítulo 54, dizendo: “Porque está escrito: ‘Regozija-te, ó mulher estéril, que não dás à luz; irrompe e grita alto, ó mulher que não tens dores de parto; pois os filhos da desolada são mais numerosos do que os daquela que tem marido.’” (Gál. 4:27) O apóstolo Paulo certamente não estava falando sobre mulheres literais na terra, porque Jeová Deus não era Marido duma mulher individual, nem em sentido típico, nem em sentido simbólico. A “esposa” figurativa de Deus era algo maior.
4. Então, o que era este “algo maior”?
4 O que era? Ora, a organização de Deus, que ele criou para si mesmo e que nunca pode ser levada a crer que Deus seja mentiroso egoísta! Ele, igual a um marido, a torna fecunda, de modo que ela dá à luz um “descendente”, ou prole, por meio de quem Deus destruirá a Satanás e a organização que esse iniciou com Adão e Eva.
5. Quando foi provido o principal constituinte do “descendente” mencionado em Gênesis 3:15, e como?
5 O “descendente” da “mulher” ou “esposa” de Deus passou a ser provido na pessoa do Filho unigênito de Deus no céu. Quando? Na ocasião em que a sua vida, que até então havia existido no domínio espiritual, no céu, foi transferida para o ventre da virgem judia Maria, de modo que ela ficou grávida, em 2 A.E.C. Portanto, Maria não era “a mulher” de Gênesis 3:15. Tampouco foi Maria a mãe daqueles que Revelação 12:17 chama de “remanescentes da sua semente”. — Veja Gálatas 4:26-31.
6. (a) Quando Jesus estava na terra como homem perfeito, ele fazia parte de que organização? (b) Quando passaram os discípulos de Jesus a tornar-se parte da organização espiritual de Deus?
6 Assim como o primeiro homem na terra, Adão, quando era perfeito, no jardim do Éden, era um “filho de Deus” e fazia parte da organização universal de Deus, assim Jesus, como homem perfeito na terra, era uma parte visível da organização de filhos, de Deus. (Luc. 3:21-38) Em oração a Deus, Jesus disse a respeito de si mesmo e de seus discípulos: “Não fazem parte do mundo, assim como eu não faço parte do mundo.” (João 17:14, 16) Mais tarde, Jesus disse ao governador romano, Pôncio Pilatos: “Meu reino não faz parte deste mundo.” (João 18:36) Isto se dava porque Jesus Cristo fazia parte da organização espiritual de Deus, da “mulher” de Deus, da qual ele era o principal do que constituía o seu “descendente”. A partir do dia de Pentecostes de 33 E.C., quando o glorificado Jesus, no céu, derramou espírito santo sobre os seus discípulos fiéis na terra, estes tornaram-se parte do “descendente” da “mulher” de Deus. Constituíam a parte visível da organização espiritual de Deus. Embora estivessem no mundo, não faziam parte dele. — Atos 2:1-47.
7. Que espécie de “noiva” tem o prospectivo marido Jesus Cristo, e o que diz ela, segundo Revelação 22:17?
7 Em vista do precedente, até mesmo Jesus Cristo é chamado de Noivo, tendo uma prospectiva “noiva”. Ela, naturalmente, não é uma mulher literal. Se não é tal, então o que é? Ela é uma “noiva” de muitas partes constituintes, uma “noiva” composta, e é assim uma organização que segue, imita e faz a vontade do prospectivo Noivo. Pode chamá-la de eclésia, assembléia ou congregação, se quiser. (Deut. 4:10; 9:10; 18:16, Versão dos Setenta grega; Atos 7:38) O último livro da Bíblia refere-se a esta prospectiva consorte celestial do glorificado Cristo, dizendo em Revelação 22:17: “E o espírito e a noiva estão dizendo: ‘Vem!’”
8. (a) Em 2 Coríntios 11:2, a que comparou o apóstolo Paulo a congregação cristã dos seus dias? (b) Visto que Paulo citou o Salmo 45 em conexão com Jesus, quem é então a mulher levada ao rei messiânico como Senhor dela?
8 O apóstolo Paulo escreveu à eclésia ou congregação em Corinto, na Grécia: “Eu, pessoalmente, vos prometi em casamento a um só marido, a fim de vos apresentar como virgem casta ao Cristo.” (2 Cor. 11:2) Em Hebreus 1:8, 9, o apóstolo Paulo aplicou o Salmo 45 a Jesus Cristo, como o Filho de Deus. Este salmo profético compara o Filho de Deus a um Noivo, porque o Salmo 45:13-15 prossegue dizendo: “A filha do rei está toda gloriosa dentro da casa; sua vestimenta está com engastes de ouro. Será levada ao rei em vestes tecidas. As virgens no seu séquito, como suas companheiras, são levadas para dentro a ti. Serão levadas com alegria e júbilo; entrarão no palácio do rei.”
9. A que comparou João, o Batizador, Jesus Cristo e o grupo dos discípulos dele?
9 Até mesmo João, o Batizador, comparou Jesus Cristo a um Noivo, e os futuros discípulos dele a uma prospectiva noiva. Por ter tido o privilégio de apresentar os primeiros discípulos ao batizado e ungido
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