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Vitória da mulher de Deus sobre sua velha inimigaA Sentinela — 1964 | 1.° de junho
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dos pontos destacados até ao seu grande clímax na brilhante vitória da mulher de Deus sôbre sua velha inimiga. Assim podemos saber de antemão se vamos ganhar com uma ou perder com a outra. Perdermos com a mulher inimiga nos varrerá da vida eterna. Ganharmos com a mulher de Deus nos assegurará uma vida sem fim em suprema felicidade na família universal de Deus, o Grande Pai.
3. (a) Pode-se identificar agora a mulher inimiga? (b) O que não devemos entender pela expressão “mulher de Deus”?
3 A mulher inimiga — quem é ela? Há muito isto tem sido um mistério, mas agora ela pode ser identificada. E a mulher de Deus — quem é ela? Aplica-se a uma mulher a expressão “mulher de Deus” do mesmo modo que Moisés, Elias, Eliseu e até o cristão e superintendente Timóteo foram chamados de ‘homens de Deus’? Não, pois esta mulher em questão é de Deus no sentido de ser sua espôsa. Mas desde quando o Deus do céu é casado? Quem é sua espôsa? E é ela uma deusa que deve ser adorada por nós? Estas perguntas merecem uma resposta. Todavia, de início não devemos pensar na mulher ou espôsa de Deus segundo o conceito das mitologias religiosas das nações do mundo, que mencionam diversos deuses e as deusas, suas espôsas. O próprio Livro de Deus, a Bíblia agrada, apresenta a espôsa Dêle como algo inteiramente diferente.
4. Sob que circunstâncias e com que expressões mencionou Deus pela primeira vez a sua mulher ao homem?
4 Logo cedo na história da humanidade Deus fêz menção de sua mulher ou espôsa. Foi no paraíso do jardim do Éden. O primeiro casal humano, Adão e Eva, tinha acabado de pecar sob a tentação de uma serpente mentirosa. Deus, o Pai celestial, julgou seu filho e sua filha terrestres desobedientes. Êle obteve a admissão dêles sôbre terem violado a lei divina. Começaram então no pecado que obtiveram da serpente mentirosa, mas não da simples serpente sôbre o solo, antes, da inteligente pessoa invisível por detrás da serpente. Ajustando sua linguagem à serpente literal, Deus disse ao invisível Mentiroso, Caluniador e Opositor seu: “Sôbre o teu ventre andarás e pó comerás todos os dias da tua vida. E porei inimizade entre ti e a mulher e entre a tua semente e a sua semente. Êle te ferirá na cabeça e tu o ferirás no calcanhar.” (Gên. 3:14, 15) Quem é a mulher mencionada
5, 6. (a) Por que Eva não podia presumir que ela era a mulher? (b) Como foi que a existência da mulher celestial começou a se manifestar a Eva?
5 Eva podia ter pensado que ela fôsse a mulher. Mas, depois de ter pecado contra seu Deus e Pai, poderia ser ela a “mulher de Deus”? De início, ela era espôsa de Adão e nunca mulher de Deus.
6 Eva não compreendeu que havia outra mulher, pois esta não lhe era visível. Era celestial, não terrena ou de carne como Eva. A evidência de que havia outra mulher começou a revelar-se a Eva quando ela e seu marido foram expulsos do jardim do Éden e, de repente, vindas das regiões invisíveis, apareceram pessoas que ela nunca tinha visto, ficando de guarda na entrada do jardim. Como aconteceu isto? Foi por milagre de Deus. Gênesis 3:24 diz: “Assim expulsou o homem e colocou ao oriente do jardim do Éden os querubins e a lâmina chamejante duma espada que se revolvia conti̇̀nuamente para guardar o caminho para a árvore da vida.” Êstes querubins eram representantes da mulher celestial de Deus. Segundo o registro mantido na Bíblia tôda, esta “mulher” veio a ser a mãe do Descendente que esmaga de fato a cabeça da grande Serpente invisível.
7, 8. Quem nos apresenta a espôsa de Jeová e por que meios?
7 Não somos nós que atribuímos a Deus uma espôsa celestial. Foi êle mesmo quem primeiro nos falou sôbre seu estado de casado e da sua espôsa, apresentando-nos a sua espôsa, por assim dizer. Assim o fêz no oitavo século antes ‘de Cristo, por meio do seu profeta Isaías. Logo após predizer os sofrimentos do Cristo qual Cordeiro de Deus e então a sua glorificação, o profeta Isaías prosseguiu, dirigindo-se à mulher de Deus e dizendo:
8 “Canta alegremente, ó estéril, que não deste à luz; exulta com alegre canto, e exclama, tu que não tiveste dores de parto; porque mais são os filhos da mulher solitária, do que os filhos da casada, diz O SENHOR [Jeová]. Porque o teu Criador é o teu marido; o SENHOR [Jeová] dos Exércitos é o seu nome; e o Santo de Israel é o teu Redentor; êle é chamado o Deus de tôda a terra. Porque o SENHOR [Jeová] te chamou como a mulher desamparada e de espírito abatido; como a mulher da mocidade, que fora repudiada, diz o teu Deus. Ó tu aflita, arrojada com a tormenta e desconsolada! Eis que eu assentarei as tuas pedras com argamassa colorida, e te fundarei sôbre safiras. E farei os teus baluartes de rubis, as tuas portas de carbúnculos, e tôda a tua muralha de pedras preciosas. Todos os teus filhos serão ensinados do SENHOR [Jeová]:e será grande a paz de teus filhos.” — Isa. 54:1, 5, 6, 11-13, ALA.
9. Que aplicação fêz Jesus Cristo ao citar da profecia de Isaías?
9 Jesus Cristo, o Cordeiro de Deus, citou desta profecia de Isaías e declarou que todos os filhos da mulher de Deus viriam a êle, ao Filho de Deus. Aos judeus que Jesus tinha alimentado miraculosamente com pão e peixe em Cafarnaum, êle disse: “Eu sou o pão que desceu do céu; . . . Ninguém pode vir a mim, a menos que o Pai, que me enviou, o atraia; e eu o ressuscitarei no último dia. Está escrito nos Profetas: ‘E todos êles serão ensinados por Jeová.’ Todo aquêle que do Pai ouviu e aprendeu vem a mim.” — João 6:24, 25, 41-45.
10. Na profecia de Isaías, o que é empregado para simbolizar a mulher de Deus e, simbolizada assim, por que experiência passa ela?
10 As palavras de Deus dirigidas à sua mulher, segundo registradas na profecia de Isaías, falam sobre assentar suas pedras com argamassa e seu fundamento com safiras, fazendo seus baluartes de rubis, suas portas de carbúnculos e suas muralhas de pedras preciosas. Disto se torna claro que a mulher de Deus é simbolizada por uma cidade. Sendo simbolizada por uma cidade ela passa pela experiência de ser aflita, arrojada, atormentada e desconsolada, sem filhos ou cidadãos, precisando ser resgatada para pertencer de nôvo a Jeová seu Deus. Note que estas palavras não são dirigidas à nação de Israel, como o são as palavras da profecia de Jeremias (3:14, 20; 31:32), que também falam sôbre um marido. Mas as palavras de Deus mediante o seu profeta Isaías são dirigidas a uma cidade que é remida de uma condição de viuvez sem filho, ficando cheia de filhos ou cidadãos que o próprio Jeová Deus ensina por ser seu marido.
11. O que é uma “cidade” e que perguntas adicionais surgem?
11 A cidade é uma organização e, portanto, a mulher de Deus não é uma pessoa que tem qualidades femininas, mas é uma organização de pessoas, sendo tôdas ‘incorporadas em unidade’. (Sal. 122:3) Onde se encontra hoje esta organização? Encontra-se na terra como a nação de Israel natural nos dias de Isaías e Jeremias?
IDENTIFICADA A MULHER DE DEUS
12, 13. Ao comparar uma cidade com uma mulher, como elimina Paulo a Jerusalém terrestre de ser a mulher de Deus?
12 A própria Palavra escrita de Deus, a Bíblia Sagrada, nos diz onde se encontra a sua organização semelhante a uma espôsa. O apóstolo cristão Paulo cita da profecia de Isaías acima mencionada e mostra que ela não está na terra na forma da nação natural de Israel, a nação judaica que hoje tem a sua capital em Jerusalém, na parte nova da cidade, ao passo que a nação maometana da Jordânia está de posse da parte antiga. Note como o apóstolo Paulo comparou uma cidade com uma mulher e como eliminou a Jerusalém terrestre de ser a mulher de Deus. Tomando como ilustração a Sara, a espôsa de Abraão, o patriarca hebreu, e a sua serva egípcia chamada Agar, escreveu Paulo aos cristãos espirituais:
13 “Abraão adquiriu dois filhos, um por meio da serva e outro por meio da livre; mas aquêle por meio da serva nasceu realmente na maneira da carne [por meio de Agar que ainda estava em idade de conceber filhos], o outro [filho], por meio da livre, por intermédio duma promessa. Estas coisas são como que um drama simbólico; pois estas mulheres significam dois pactos, um do monte Sinai, que dá à luz filhos para a escravidão, e que é Agar. Ora, esta Agar significa Sinai, um monte na Arábia, e ela corresponde à Jerusalém atual, pois está em escravidão com os seus filhos. Mas a Jerusalém de cima é livre [como o era Sara], e ela é a nossa mãe. Porque está escrito [em Isaías 54:1]: ‘Regozija-te, ó mulher estéril, que não dás à luz; irrompe e grita alto, ó mulher que não tens dores de parto; pois os filhos da desolada são mais numerosos do que os daquela que tem marido.’ Ora, nós, irmãos, somos filhos pertencentes à promessa, assim como Isaque [o filho de Sara] foi. Mas, assim como então aquele nascido na maneira da carne começou a perseguir o nascido na maneira do espírito, assim também é agora. Não obstante, o que diz a Escritura? ‘Expulsa a serva e o filho dela, pois de modo algum será o filho da serva herdeiro junto com o filho da livre: Por conseguinte, irmãos, somos filhos, não duma serva, mas da livre [da Jerusalém de cima].” — Gál. 4:22-31; Gên. 21:1-10.
14, 15. Como é que uma segunda testemunha identifica a espôsa de Jeová?
14 Isto mostra que a mulher de Deus ou a espôsa de Jeová é uma organização celestial chamada bìblicamente de “Jerusalém de cima”. Um testemunho duplo sôbre êste fato nos é dado na carta inspirada dirigida aos cristãos hebreus. Referindo-se primeiro ao monte Sinai, na Arábia, de onde foram dados os Dez Mandamentos do pacto da lei de Deus com a nação de Israel, sendo êste o monte que prefigurou a serva Agar, diz em parte Hebreus 12:18-28:
15 “Não vos chegastes ao [monte] que pode ser apalpado e que tenha sido incendiado com fogo, e a uma nuvem escura, e a densa escuridão, e a uma tempestade, . . . Mas vós vos chegastes a um Monte Sião e a uma cidade do Deus vivente, a Jerusalém celestial, e a miríades de anjos, em assembléia geral, e à congregação dos primogênitos que foram alistados nos céus, e a Deus, o Juiz de todos, e às vidas espirituais dos justos que foram aperfeiçoados, e a Jesus, o mediador dum nôvo pacto, e ao sangue da aspersão, que fala melhor do que o sangue de Abel. . . . Naquele tempo, a sua voz abalou a terra, mas agora êle tem prometido, dizendo: ‘Ainda mais uma vez porei em comoção não só a terra, mas também o céu.’ Ora, a expressão ‘ainda mais uma vez’ indica a remoção das coisas abaladas como coisas feitas, a fim de que permaneçam as coisas não abaladas. Em vista disso, sendo que havemos de receber um reino que não pode ser abalado, continuemos a ter benignidade imerecida, por intermédio da qual podemos prestar a Deus serviço sagrado aceitável, com temor piedoso.”
16. (a) Que expressões de Hebreus 12:18-28 provam que a mulher de Deus é uma organização celestial? (b) O que significou para a Sua mulher e seu Descendente o pronunciamento da sentença de Jeová sôbre Satanás?
16 A Jerusalém de cima é chamada aqui de “uma cidade do Deus vivente, a Jerusalém celestial”. Ela é a mulher ou espôsa de Deus. Ela é a organização celestial constituída de “miríades de anjos, em assembléia geral”. Esta organização de santos anjos estava com Jeová Deus no céu, quando êle pronunciou sentença sôbre a Grande Serpente no jardim do Éden há quase seis mil anos atrás. Então, quando Jeová falou em colocar inimizade entre a Serpente e a “mulher”, dizendo que a semente da mulher esmagaria a cabeça da Serpente, a mulher ou espôsa de Jeová estava com êle no céu. Ela era a “mulher” que proveria a Semente para tal ato. O que foi provido diretamente para êste ato vitorioso foi o unigênito Filho de Deus, que se tornou Jesus Cristo na terra e disse: “Eu sou o pão que desceu do céu.”
17. (a) Quando e como se tornou Jesus o primogênito espiritual da Jerusalém celestial? (b) Quando se tornou plena a sua filiação?
17 O primeiro passo neste sentido foi o nascimento de Jesus no ano 2 A. C. Mas a Jerusalém celestial realmente o gerou como seu Filho primogênito espiritual trinta anos mais tarde, em 29 E. C. Naquele ano Jesus foi batizado em água e o seu Pai celestial derramou o espírito santo sôbre êle, anunciando tê-lo gerado como Filho espiritual, dizendo: “Este é o meu Filho, o amado, a quem tenho aprovado.” Três anos e meio mais tarde a Jerusalém celestial realmente o deu à luz como seu Filho espiritual completamente desenvolvido, quando Deus curou o calcanhar ferido pela Grande Serpente e ressuscitou a Jesus Cristo dos mortos para a vida espiritual no céu. Então a Jerusalém celestial o recebeu entre a sua organização de filhos angélicos no céu, mas como Principal entre êles, na posição de Arcanjo. — Mat. 3:13-17; 27:27 a 28:10; 1 Ped. 3:18, 19.
18. Como podia regozijar-se então a Jerusalém celestial como se regozijou Sara?
18 Com êste maravilhoso acontecimento a Jerusalém celestial tinha grande motivo para ficar alegre e bradar em alta voz. A sua esterilidade, a contar da ocasião da promessa de um Descendente dela no jardim do Éden, tinha terminado com o pleno nascimento do seu mais glorioso Filho. Ela se regozijou assim como a idosa Sara se regozijara pelo nascimento de Isaque, seu filho único.
19. Que filhos adicionais teria a Jerusalém celestial?
19 Todavia, o apóstolo Paulo disse aos seus irmãos cristãos: “Ora, nós, irmãos, somos filhos pertencentes à promessa, assim como Isaque foi. Por conseguinte, irmãos, somos filhos . . . da livre.” (Gál. 4:27, 28, 31) Isto traz à luz o fato de que a Jerusalém celestial devia ter filhos adicionais em cumprimento da promessa de Jeová em Gênesis 3:15 concernente ao Descendente da mulher.
20. Quando começaram a ser gerados êstes outros filhos espirituais, dando ainda mais motivo para a mulher de Jeová bradar alegremente?
20 Entretanto, segundo predisse Isaías 54:1, ela teria filhos espirituais em maior quantidade do que os filhos da escrava simbólica que, na forma da nação do Israel natural, estivera por algum tempo unida a Jeová Deus. Êstes outros filhos espirituais, segundo a profecia de Gênesis 3:15, começaram a ser gerados no dia de Pentecostes, cinqüenta dias depois da ressurreição de Jesus Cristo, quando o espírito santo foi derramado sôbre cento e vinte discípulos fiéis de Jesus, que estavam esperando em Jerusalém. (Atos 2:1-39) Ali Jeová os gerou pelo seu espírito. Quanto a isto, a mulher de Jeová, a há muito estéril Jerusalém celestial, tinha razão ainda mais forte para se alegrar e bradar jubilosamente. Hoje, neste ano de 1964, ela ainda tem na terra um restante dêstes descendentes espirituais, que esperam o pleno nascimento dêles no céu.
A MULHER INIMIGA
21. (a) Desde quando tinha sido simbolizada a mulher de Deus pela Jerusalém terrestre? (b) Quando apareceu a mulher inimiga?
21 Entretanto, quem é a outra mulher, a inimiga da Jerusalém celestial? E quando foi que a mulher de Deus se confrontou com esta mulher inimiga pela primeira vez? Desde que o Rei Davi capturou a fortaleza de Jerusalém e fez dela a sua cidade capital no décimo primeiro século antes de Cristo, a mulher de Deus tinha sido simbolizada pela Jerusalém terrestre. De fato, ela veio a ser chamada pelo nome desta cidade terrestre. (2 Sam. 5:1-9) A Jerusalém terrestre tinha as suas bases na cidade de Salém, onde o Rei Melquisedeque foi “sacerdote do Deus Altíssimo” nos dias do patriarca Abraão, no século vinte antes de Cristo. (Gên. 14:17-20) Mas, naturalmente, a mulher de Deus, a Jerusalém celestial, existia antes disto. Nos dias da antiga Salém já existia a mulher inimiga, e o patriarca Abraão peregrinava em parte do território que ela dominava. A mulher inimiga apareceu cêrca de dois séculos antes do nascimento de Abraão.
22. (a) Como foi que a mulher inimiga veio a ser chamada pelo nome da antiga cidade de Babilônia? (b) O que indica que a mulher inimiga é algo mais do que a cidade literal?
22 Segundo o último livro da Bíblia a mulher inimiga veio a ser chamada pelo nome de uma cidade terrestre. O nome misterioso dela, Babilônia, a Grande, remonta à cidade de Babilônia edificada sôbre a margem do rio Eufrates, na terra de Sinear, no século vinte e três antes de Cristo. Esta cidade tornou-se um símbolo de Babilônia, a Grande. Todavia, sendo ela chamada a Grande, indica que a mulher inimiga é um tanto maior do que a cidade literal de Babilônia sôbre o Eufrates. A mulher inimiga ainda existe atualmente, mesmo depois de a antiga Babilônia jazer esfarelada em ruínas por mais de mil anos. (Apo. 14:8; 17:5) É veraz que Babilônia, a Grande, tem as suas raízes na antiga Babilônia, mas ela é maior e de mais duração, tendo mais poder mundial do que jamais teve a antiga Cidade Milagrosa.
23. Quem edificou Babilônia e qual era o propósito dos edificadores dela?
23 No século que seguiu ao dilúvio global dos dias de Noé foi edificada a cidade justafluvial, não por aquêle homem temente a Deus, mas por um bisneto seu, um descendente rebelde e ambicioso chamado Ninrode. A sua cidade é a primeira referida na Bíblia depois do Dilúvio, e ela se tornou o princípio do reinado de Ninrode. (Gên. 10:8-12) Foi edificada para obstruir o cumprimento da vontade de Deus concernente à terra como lar do homem. Foi constituída a sede da falsa religião, o que foi indicado pelo fato de os edificadores começarem uma ‘tôrre cujo tôpo chegasse aos céus’. Todo aquêle projeto foi traçado e executado para fazer um nome, não ,para o Deus de Noé, mas para os edificadores da cidade, especialmente para Ninrode, o rei, que chegou a ser chamado de “Ninrode, poderoso caçador em oposição a Jeová”.
24. Como foi demonstrado o desprazer de Jeová sôbre o projeto e que confusão resultou?
24 Jeová Deus e a sua mulher no céu não estavam contentes com o projeto. Ele não podia abençoar a cidade. Assim, para demonstrar o seu desprazer e obstruir o projeto, êle confundiu a língua dos edificadores. Não podendo então entender um ao outro e trabalhar juntos, os edificadores se espalharam segundo os seus grupos lingüísticos, ficando apenas uma minoria na cidade de Ninrode. Deu-se-lhe o nome de Confusão porque a língua dêles foi confundida neste centro religioso e porque houve confusão na cidade por algum tempo. Eis o que significa o nome Babel em hebraico, a língua que falavam Noé e Sem, o seu filho fiel. Na primeira tradução grega das Escrituras Hebraicas o nome é Babilônia. — Gên. 11:1-10.
25. (a) O que levaram junto os espalhados edificadores da cidade? (b) Em resultado, quando e como apareceu Babilônia, a Grande, como mulher inimiga?
25 O Rei Ninrode estabeleceu um pequeno império de oito cidades, sendo Babel ou Babilônia a capital. Naturalmente, a sua falsa religião que estava em oposição a Jeová prevaleceu em seu império. Mas a falsa religião de Babilônia tornou-se mais difundida do que isto. Os edificadores que tinham sido confundidos na língua e que portanto se tinham espalhado a territórios distantes, levaram junto a religião de Babilônia, nas suas novas línguas, naturalmente. As idéias religiosas dêles permaneceram as mesmas, mas eram expressas em línguas diferentes. O resultado? Estabeleceu-se um império de religião falsa com a religião de Babilônia por base comum, com uma organização variada e complicada, mas bàsicamente com todas as doutrinas e práticas religiosas da Babilônia original. Então Babilônia, a Grande, apareceu na arena do conflito. Então a mulher de Deus, a Jerusalém ou Sião celestial, deu-se face a face com a mulher inimiga, o império mundial de religião falsa baseada na religião da antiga Babilônia.
26. Quem domina o império mundial de religião babilônica?
26 A Grande Serpente, o mentiroso Satanás, o Diabo, estava por trás da edificação de Babilônia, de sua tôrre religiosa e de sua religião falsa. Na realidade êle era o deus invisível de Babilônia e de sua religião falsa. Tornou-se o que as Escrituras Sagradas o chamam: “O deus dêste sistema de coisas.” (2 Cor. 4:4) Êle domina o império mundial de religião babilônica.
27. (a) Qual é a religião da mulher de Deus? (b) Quem praticava a sua religião na terra e por que sofreram oposição religiosa?
27 Contrário a isto, a religião da mulher de Deus, a Jerusalém celestial, é a adoração do único Deus verdadeiro e vivo, Jeová, o marido dela. A sua religião defrontou-se com obstinada oposição na terra. O conflito de religiões começou então depois do Dilúvio. A Jerusalém celestial, a mulher de Deus, não foi diretamente atingida pela oposição religiosa na terra. Mas ela tinha na terra praticantes de sua religião, tais como Noé, Sem e o patriarca Abraão, um descendente de Sem. Estes homens piedosos e suas famílias foram atingidos diretamente pela oposição religiosa de Babilônia, a Grande. O que esta mulher inimiga fêz contra Noé, Sem, Abraão e seus descendentes que temiam a Deus era como se fizesse contra a mulher de Deus. Isto se dava especialmente porque o Descendente da mulher de Deus viria por esta linhagem de homens fiéis.
28. Por intermédio de que linhagem de descendentes nasceu Abraão e o que lhe prometeu Jeová?
28 A bênção de Noé sobre seu filho Sem tornou claro que o Descendente da mulher, em sua relação terrestre e humana, viria por intermédio de Sem e não por intermédio de Jafete ou Cão. (Gên. 9:24-27) Durante a própria vida de Sem, o descendente dêle, Abraão, foi chamado por Jeová Deus da vizinhança de Babilônia para a terra de Sinear. Quando chamou a Abraão, Jeová lhe disse: “Eu farei de ti uma grande nação, e te abençoarei, e farei grande o teu nome; e prova-te uma bênção. E . . . tôdas as famílias da terra se abençoarão certamente por meio de ti.” E depois que Abraão chegou à Terra Prometida a centenas de quilômetros ao ocidente de Babilônia, Jeová disse: “À tua descendência darei esta terra.”
29. (a) De que modo Jeová tornou claro que o Descendente prometido viria por intermédio de Abraão e Isaque? (b) Então, por que Babilônia, a Grande, estava contra os descendentes de Abraão?
29 Mais de trinta anos mais tarde, quando, em obediência a Jeová, Abraão ia oferecendo seu amado filho Isaque qual sacrifício humano, o anjo de Jeová parou Abraão e disse: “Certamente te abençoarei e certamente multiplicarei a tua semente como as estrêlas dos céus e como os grãos de areia que há na praia do mar, e tua semente tomará posse do portão dos seus inimigos. E, por meio de tua semente, tôdas as nações da terra se abençoarão certamente, devido ao fato de teres escutado a minha voz.” (Gên. 12:1-3, 7; 22:1-18) Isto tornou claro que o Descendente da mulher de Deus viria por intermédio de Abraão e seu filho Isaque como instrumento terrestre. Quando êste Descendente tomasse o poder, significaria ferir a Grande Serpente, Satanás, o Diabo, o deus de Babilônia, a Grande. Por isso ela, como mulher inimiga da mulher de Deus, era contra o Descendente e contra a linhagem de descendentes mediante a qual êle viria.
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Segunda parteA Sentinela — 1964 | 1.° de junho
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Segunda parte
1. (a) Por quanto tempo Babilônia, a Grande, teve sua sede na antiga cidade de Babilônia? (b) Como foi que Babilônia, a Grande, manteve domínio sôbre outras potências mundiais? (c) Para que finalidade aproveitava-se ela de seu contrôle religioso?
A SEDE principal de Babilônia, a Grande, como império mundial de falsa religião foi a antiga cidade de Babilônia sôbre o rio Eufrates. Êste continuou sendo o caso até que Babilônia caiu de sua posição como terceira potência mundial da história bíblica, em 539 A. C., cedendo o lugar à Potência Mundial Medo-Persa. Duas outras potências mundiais tinham precedido a Potência Mundial Babilônica, sendo estas: (1) a egípcia e (2) a assíria. Entretanto, Babilônia, a Grande, o império mundial de religião babilônica, também tinha predominado sôbre as duas potências mundiais precedentes. Ela tirou proveito de seu contrôle religioso sôbre elas contra o Descendente da mulher de Deus, tentando destruir a linhagem de descendência mediante a qual êle veio. Babilônia, a Grande, é uma meretriz internacional e se entrega aos dominadores políticos da terra, a fim de conseguir os seus intentos religiosos. Assim ela une religião e política.
2. No Egito, o que Babilônia, a Grande, tentou fazer? Com que medida de êxito?
2 Depois da morte de José, o neto do patriarca Isaque e primeiro ministro do Egito, Babilônia, a Grande, sendo uma fôrça religiosa, agiu com os faraós do Egito numa tentativa de destruir o povo de José, os hebreus. Eram êstes então hóspedes, residentes estrangeiros na terra do Egito. Faraó fêz dêles escravos em trabalhos pesados para os matar. Falhando isto, Faraó decretou a morte de todos os meninos hebreus, ao nascerem. Babilônia, a Grande, deve ter-se sentido triunfante sôbre a mulher de Deus, que era representada no Egito pelos hebreus, os filhos de Israel. Apesar da medida demoníaca empregada por Faraó, que cometia fornicação religiosa com Babilônia, a Grande, continuaram a nascer e a ser preservados os filhos homens dos hebreus, inclusive Moisés.
3. Como foi que se amontoou vexame sôbre Babilônia, a Grande, no Egito?
3 Quando tinha quarenta anos de idade, Moisés tentou liderar um movimento para libertar os filhos de Israel, mas foi obrigado a fugir para a distante terra de Midiã. Quarenta anos mais tarde Jeová mandou a Moisés de volta como seu profeta para liderar os israelitas para fora da terra da escravidão. Jeová, ferindo o Egito com dez devastadoras pragas em sucessão, agiu a favor do Descendente de sua mulher, pois “sôbre seus deuses Jeová tinha executado os seus juízos”, que deixaram mortos a todos os primogênitos do Egito. Que vexame isto deve ter sido para a religiosa Babilônia, a Grande! Pouco depois Jeová expôs a inutilidade da religião dela, destruindo tôdas as perseguidoras fôrças militares de Faraó nas profundezas do Mar Vermelho, passando os israelitas a salvo para o caminho da terra que tinha prometido dar a Abraão, seu amigo. — Núm. 33:4; Sal. 78:43-53; Êxo. 15:1-21.
4. (a) A linhagem familiar de que rei de Israel veio a ser alvo da mulher inimiga? (b) Como é que Salomão foi vencido?
4 Quatrocentos e quarenta e três anos mais tarde viu-se o Rei Davi reinando em Sião, a fortaleza de Jerusalém, como soberano sôbre tôdas as doze tribos de Israel. Provando-se Davi um homem segundo seu próprio coração, Jeová fêz um pacto com êle para um reino eterno em sua linhagem real. (2 Sam. 7:1-18; 1 Sam. 13:14) Mediante êste pacto real com Davi, a mulher de Deus sabia que o seu Descendente prometido devia vir por intermédio da linhagem da família do Rei Davi. Logo a mulher inimiga ficou sabendo disto e se pôs contra a linhagem real de Davi. Salomão, filho de Davi, o sucedeu no “trono de Jeová” em Sião (Jerusalém) e edificou um magnífico templo para a adoração de Jeová. Êle também embelezou adicionalmente a Jerusalém qual cidade santa do Deus de Israel. Mas Salomão não se provou o prometido Descendente da mulher de Deus. A religiosa Babilônia, a Grande, venceu o Rei Salomão em sua velhice, fazendo isto por meio de suas representantes, as muitas mulheres pagãs de Salomão, para quem êle edificou altos lugares religiosos para a adoração dos deuses delas. — 1 Reis 11:1-10.
5. O que se desenvolveu depois da morte de Salomão para pôr em perigo a representante terrestre da mulher de Deus?
5 Depois da morte do infiel Salomão uma rebelião dividiu em dois o reino da casa de Davi. O reino setentrional rebelde de Israel estabeleceu a sua própria capital nacional, juntamente com a adoração de bezerros de ouro, e, finalmente, em Sanaria, a terceira capital deu-se início à adoração de Baal. Mas Jerusalém (Sião), continuou sendo a capital do reino das duas tribos de Judá, servindo no templo de Jeová a tribo de Levi. (1 Reis 11:41 a 16:33) Passaram-se assim dois séculos e então os israelitas começaram a sentir o domínio de uma nova potência mundial no oitavo século antes de Cristo. No ano 740 A. C., Samaria, a capital do reino setentrional de Israel, foi saqueada pelo Rei Sargão II da Assíria, sendo vencido o reino e deportados para territórios assírios os israelitas sobreviventes. Alguns anos mais tarde veio a invasão da terra de Judá pelos assírios sob o Rei Senaqueribe, filho de Sargão II. Jerusalém, a representante terrestre da mulher de Deus, ficou em perigo. Naquele tempo Babilônia era submissa à Assíria; todavia, a Assíria praticava a religião babilônica.
6. Da parte do rei e do deus da Assíria que insulto arrogante foi feito à cidade de Jerusalém?
6 De sua posição de sítio impôsto à cidade judaica de Laquis, o assírio Senaqueribe enviou mensageiros a Jerusalém e arrogantemente exigiu que o Rei Ezequias entregasse a cidade santa. O porta-voz assírio, Rabsaqué, parou defronte das muralhas da cidade e passou a agir como testemunha de Nisroque, o deus do Rei Senaqueribe. Bradou em alta voz aos judeus sôbre as muralhas da cidade: “Não deis ouvidos a Ezequias, porque vos engana, dizendo: O SENHOR [Jeová] nos livrará. Acaso os deuses das nações puderam livrar, cada um a sua terra, das mãos do rei da Assíria? Onde estão os deuses de Hamate e de Arpade? Onde estão os deuses de Sefarvaim, Hena e Iva? Acaso livraram êles a Samaria da minha mão? Quais são, dentre todos os deuses dêstes países, os que livraram a sua terra das minhas mãos, para que O SENHOR [Jeová] possa livrar a Jerusalém das minhas mãos?” — 2 Reis 18:19-37, ALA.
7. (a) Entregou-se Jerusalém? (b) Que resposta deu Jeová mediante seu profeta Isaías?
7 Jerusalém enviou a Senaqueribe uma recusa de rendição. Então êle achou necessário enviar outra mensagem que diminuía a Jeová, o Deus de Jerusalém. Aí, de dentro da cidade santa, Jeová, mediante o seu profeta Isaías respondeu nas seguintes palavras desafiadoras: “A virgem, filha de Sião, te despreza, e zomba de ti; a filha de Jerusalém meneia a cabeça por detrás de ti. A quem afrontaste e de quem blasfemaste? e contra quem alçaste a voz e arrogantemente ergueste os olhos? Contra o Santo de Israel. Por meio dos teus mensageiros afrontaste o SENHOR [Jeová], . . . eis que porei o meu anzol no teu nariz e o meu freio na tua bôca, e te farei voltar pelo caminho por onde vieste.” — 2 Reis 19:1-28, ALA.
8. Em cumprimento, o que aconteceu a Senaqueribe e às suas tropas?
8 Naquela noite o anjo de Jeová feriu de morte a cento e oitenta e cinco mil tropas de Senaqueribe, e pela manhã, como que por anzol no nariz dêle, Jeová o puxou de volta a Nínive, a capital da Assíria. Depois daquela derrota, porém, Senaqueribe pôs por terra a rebelde Babilônia; mas nunca pôde êle jactar-se de destruir ou mesmo de capturar Jerusalém. Foi quando Senaqueribe se empenhava em reconstruir Babilônia que êle foi morto por dois dos seus filhos, quando adorava no templo de Nisroque, seu deus. (2 Reis 19:35-37) Que triunfo para a mulher de Deus!
CATIVEIRO E LIBERTAÇÃO
9. Que acontecimentos levaram à destruição da cidade por cujo nome a mulher de Deus era chamada?
9 Entretanto, o conflito entre a mulher de Deus e sua inimiga Babilônia, a Grande, de modo algum tinha findado. No século seguinte a reconstruída Babilônia subiu à posição de potência mundial dominante sob o maior dos seus reis, Nabucodonosor II. Por essa ocasião, Jerusalém e seu templo de adoração de Jeová tinham sido profanados completamente. O que aconteceu então foi uma derrota aparentemente permanente da mulher de Deus e um real triunfo de sua inimiga, pois em 607 A. C. foi destruída Jerusalém, por cujo nome se chamava a mulher de Deus.
10. Por que é que a mulher de Deus podia dizer a Babilônia, a Grande: “Não se alegre de mim”?
10 Entretanto, a mulher de Deus, a Jerusalém celestial, permaneceu e ela sabia que a destruição da cidade terrestre foi em juízo executado por Jeová, o marido dela. Pelas declarações em profecias de Isaías, Jeremias e de outros profetas judeus ela sabia que a destruição de Jerusalém era temporária, por apenas setenta anos. Então seus filhos exilados seriam libertos de Babilônia que os tinha capturado e voltariam, reconstruindo Jerusalém e seu templo. Assim, durante aquêles anos de desolação, a mulher de Deus, segundo representada pela Jerusalém terrestre, podia dizer o seguinte a Babilônia e à sua correspondente, a Babilônia, a Grande: “Não te alegres de mim, ó mulher, inimiga minha. Embora eu tenha caído, certamente me levantarei; embora eu habite em trevas, Jeová me será luz.” — Miq. 7:8.
11, 12. Que profecias estavam então em vias de cumprimento sôbre Babilônia e que dito proverbial podia ser suscitado contra a sua dinastia real?
11 Babilônia tinha pecado terri̇̀velmente contra Jeová. A vingança inescapável dêle merecia vir sôbre ela. A taça da humilhação, do despôjo e da destruição que ela tinha feito a Jerusalém terrestre beber, devia então, por sua vez, ser-lhe oferecida. Profecias que Jeová tinha falado com muita antecedência por intermédio dos seus santos profetas, apressavam-se então ao cumprimento. Os exércitos que êle tinha predito reuniram-se de muitas nações contra ela. O homem, cujo nome êle havia anunciado de antemão, foi convocado chefe dêstes exércitos: Ciro! Colocou no coração dêle roubar da grande cidade o rio que a defendia. Fêz com que as portas da cidade fôssem deixadas abertas para a invasão das tropas de Ciro. Enviou a mão que escreveu na parede do salão do banquete do Rei Belsazar que o número dos dias do reinado dêle tinha chegado ao fim, a balança o tinha achado em falta no pêso, sendo que o reino dêle seria dividido e distribuído entre os medos e os persas. Logo depois, na mesma noite, em 539 A. C., Belsazar foi morto, terminando a dinastia que tinha começado com Nabucodonosor oitenta e seis anos antes, podendo os exilados de Jerusalém suscitarem o dito proverbial de Isaías contra aquela dinastia:
12 “Como caíste do céu, ó estrêla da manhã, filho da alva! Como fôste lançado por terra, tu que debilitavas as nações! Tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu; acima das estrêlas de Deus exaltarei o meu trono, . . . e serei semelhante ao Altíssimo. Contudo serás precipitado para o reino dos mortos, no mais profundo do abismo.” — Isa. 14:3-15; Dan. 5:1-31, ALA.
13. Que palavras os exilados judeus estavam então em condição de dizer à cidade de Babilônia?
13 Para a cidade de Babilônia os exilados judeus podiam então dizer as palavras proféticas de Isaías: “Desce, e assenta-te no pó, ó virgem filha de Babilônia; assenta-te no chão, pois já não há trono, ó filha dos caldeus, . . . Assenta-te calada, e entra nas trevas, ó filha dos caldeus, porque nunca mais serás chamada senhora de reinos.” Os exilados judeus também podiam dizer a ela, que os havia capturado: “Quanto ao nosso Redentor, O SENHOR [Jeová] dos Exércitos é seu nome, o Santo de Israel.” — Isa. 47:1-5, ALA.
14. Como foram libertos os exilados, reconstruído o templo e as muralhas de Jerusalém postas em condição respeitável?
14 Então, como Redentor de Israel, Jeová despertou o espírito de Ciro, o persa, o conquistador de Babilônia, para publicar o decreto que autorizava os judeus exilados a voltarem ao Monte Sião e reconstruírem Jerusalém e o templo de Jeová. Por volta do fim dos setenta anos de desolação de Jerusalém, um restante fiel de israelitas e milhares de seus servos não-judeus estavam de volta à terra natal dêles e instalados no lugar da antiga cidade. Terminou a desolação de Jerusalém e ela acordou do seu sono de aflição, sacudiu a poeira, levantou-se e assentou-se numa cadeira respeitável como uma cidade santa. No primeiro dia do seu sétimo mês lunar, em 537 A. C., um altar foi edificado na área do templo e a adoração de Jeová foi recomeçada. Depois de muitos anos de oposição inimiga, completou-se a reconstrução do templo, em 516 A. C. Sessenta e um anos depois, as muralhas de Jerusalém foram colocadas numa posição respeitável para frustração adicional dos inimigos que eram contra a adoração de Jeová e contra o Descendente de sua mulher.
15. (a) Embora a cidade de Babilônia continuasse a declinar-se, como foi que Babilônia, a Grande, continuou a florescer? (b) Contraste a reação dos representantes da mulher de Deus e a de Babilônia, a Grande, referente ao nascimento humano do Descendente.
15 Assim, Jerusalém (Sião) exercia novamente influência sôbre os adoradores de Jeová. Quanto à Babilônia, esta cidade pagã deixou de ser uma potência mundial e continuou a declinar-se política e comercialmente. Todavia, a sua correspondente maior, Babilônia, a Grande, continuou a florescer e a reter o seu reinado religioso sôbre os reis gentios e sôbre as potências mundiais da terra, inclusive sôbre os impérios medo-persa, grego e romano. Ela continuou na espera do aparecimento do prometido Descendente da mulher de Jeová. Estava ansiosa para servir os interêsses da Grande Serpente, Satanás, o Diabo, no sentido de ferir o calcanhar do Descendente da mulher. Ela não se regozijou naquela noite de outono de 2 A. C., quando o Descendente teve um nascimento humano de uma virgem judia, em Belém, e foi chamado de Jesus. Representantes da mulher de Deus, uma multidão de anjos celestes, se regozijaram e se uniram em louvar a Deus, “dizendo:‘Glória a Deus nas maiores alturas, e na terra paz entre homens de boa vontade.’ Babilônia, a Grande, porém, não se reuniu. Em vez disso, ela planejou a morte do menino Jesus às mãos do dominador não-judeu de Jerusalém, o Rei Herodes que era nomeado por Roma.
16. Como foi que por algum tempo Jeová impediu o ferimento do Descendente?
16 Enquanto Jesus era criado em Belém, ela enviou alguns dos seus magos religiosos, uns astrólogos do oriente, para notificarem o Rei Herodes de que o futuro rei dos judeus tinha nascido. Herodes, obtendo informação dos insuspeitosos sacerdotes e escribas, enviou os astrólogos a Belém, onde encontraram a criança, não mais no estábulo onde nascera, mas em uma casa. (Luc. 2:7, 12; Mat. 2:11) O Deus Todo-poderoso interveio no tocante a êles se comunicarem com Herodes e revelarem onde estava o Descendente de sua mulher. Êle fêz com que o menino Jesus fosse levado ao Egito por uns tempos e, depois da morte de Herodes, fôsse levado para Nazaré, na província romana da Galiléia. Assim, Babilônia, a Grande, teve que esperar por uma oportunidade posterior para ferir o Descendente.
17. Como se deu uma aparente vitória sôbre o Descendente, para o regozijo de quem e o luto de quem?
17 No ano 33, os sacerdotes poli̇̀ticamente ambiciosos e líderes religiosos dos judeus infiéis anuíram ao plano de Babilônia, a Grande. Prenderam secretamente a Jesus Cristo, condenaram-no à morte por blasfêmia e entregaram-no ao governador romano de Jerusalém, com o insistente pedido de que êste o matasse numa estaca de tortura. Por fim o governador cedeu e Jesus morreu no Calvário, na tarde do dia da páscoa judaica. Quando êle morreu e foi sepultado, Babilônia, a Grande, regozijou-se, e a Jerusalém terrestre continuou a celebrar a sua páscoa e a subseqüente festa dos pães ázimos. Mas a mulher de Deus, segundo representada por um restante de judeus que tinham seguido fielmente o seu Descendente quando êste estêve vivo em carne na terra, estava enlutada.
18. Que mudança se deu no terceiro dia?
18 Mas, ó que reviravolta no terceiro dia de sua morte! O ferimento no seu calcanhar foi completamente curado, quando o seu Pai celestial, Jeová Deus, o ressuscitou para a vida em espírito e a mulher de Deus recebeu nas regiões celestiais o seu Descendente. Mediante anjos e mediante o seu próprio Descendente que se apresentou revivificado dos mortos, ela comunicou a sua alegria ao restante dos seus seguidores. O luto dêles se tornou em incontido regozijo. Nos quarenta dias seguintes êle apareceu repetidas vêzes aos seus apóstolos fiéis e a outros discípulos. Então ascendeu ao céu e apresentou-se perante Jeová Deus, que pôs seu Filho amado assentado à sua destra. Deus o revestiu de imortalidade além de qualquer ferimento pessoal adicional da parte da Grande Serpente, o Diabo.
PERSEGUIDO O RESTANTE DE SUA DESCENDÊNCIA
19. O que aconteceu em Pentecostes, dando à Jerusalém celestial o ensejo de ‘cantar alegremente’?
19 Dez dias depois chegou o Pentecostes judaico. Então Jeová Deus tornou mais frutífera a sua mulher, pois, pelo derramamento do seu espírito santo sôbre os fiéis na terra, êle fêz a sua mulher começar a produzir os membros restantes de sua descendência, os co-herdeiros de Jesus Cristo, o seu Principal Descendente. Os discípulos cheios do espírito começaram a pregar a maravilhosa mensagem de libertação, demonstrando não estarem presos à religiosa Babilônia, a Grande, mas agindo segundo a liberdade para a qual Cristo os tinha libertado. O apóstolo Pedro, como o principal porta-voz, disse aos judeus inquiridores: “Que tôda a casa de Israel saiba com certeza que Deus o fêz tanto Senhor como Cristo, a êste Jesus, a quem pendurastes numa estaca.” (Atos 2:36) Três mil dêles creram, arrependeram-se, foram batizados e receberam a “dádiva gratuita do espírito santo”, sendo unidos à descendência espiritual da mulher de Deus. Como podia então ‘cantar alegremente’ a Jerusalém celestial, sendo mãe de tantos filhos espirituais, em cumprimento da profecia de Isaías (54:1-13)!
20, 21. (a) A seguir, como foi que Babilônia, a Grande, tentou impedir o desenvolvimento do restante da descendência da mulher de Deus? (b) Com a destruição de Jerusalém, teve Babilônia, a Grande, motivo para regozijar-se?
20 A religiosa Babilônia, a Grande, não mais podia usar seu domínio sobre os regentes políticos da terra para ferir o calcanhar do Principal Descendente da mulher de Jeová, pois era imortal no céu, à destra poderosa de Deus. Mas ela podia tentar impedir o desenvolvimento do restante da descendência da mulher de Deus, perseguindo-os até à morte. Até o ano de 64 (E. C.), ela usou principalmente os judeus infiéis em Jerusalém e nas sinagogas localizadas dentro e fora do Império Romano. Então ocorreu o incêndio acidental de Roma. O restante da descendência da mulher de Deus foi acusado disto e foi perseguido pelas autoridades romanas. Seis anos mais tarde ocorreu a terrível destruição da Jerusalém terrestre, não pelos filhos espirituais da mulher de Deus, mas pelos romanos contra cujo domínio os judeus infiéis tinham-se revoltado.
21 Babilônia, a Grande, não tinha motivos para se regozijar triunfantemente por esta destruição da Jerusalém terrestre, pois os discípulos de Jesus tinham obedecido ao aviso dêle e fugiram da cidade condenada, continuando a adorar fora da província romana de Judá.
22. Com referência à mulher de Deus, teve ela motivos para luto?
22 Quanto à mulher de Deus, a Jerusalém celestial, ela não tinha motivos para luto como tivera em 607 A. C., quando os babilônios destruíram a Jerusalém terrestre e seu templo. A Jerusalém terrestre não mais a representava, mas ela ainda tinha livre um restante dos seus filhos, e êstes, juntamente com o glorificado Jesus Cristo, constituíam um templo espiritual que Babilônia, a Grande, não podia destruir pela destruição de edifícios religiosos terrestres e materiais, inclusive os edifícios nos quais a congregação dos fiéis seguidores de Cristo realizavam as suas reuniões religiosas.
23. Quem compõe a Noiva de Cristo e qual é a sua relação com a mulher de Deus?
23 A inteira congregação dos 144.000 fiéis seguidores espirituais de Cristo seria uma Noiva figurativa do Senhor Jesus Cristo e a mulher de Deus estava designada a produzir todos estes 144.000 com êxito, sendo êstes um restante de sua descendência, para que ela fornecesse assim uma Noiva para o seu Principal Descendente, Jesus Cristo. Dêste modo a mulher de Deus seria como mãe para a Noiva de Cristo, e a congregação inteira, como Noiva, lhe seria filha espiritual.
A REVELAÇÃO DA BABILÔNIA, A GRANDE, A INIMIGA
24. Que revelação de Deus divulgou João referente à Babilônia Maior com a qual se contenderia?
24 Quer os da congregação cristã, a classe da Noiva, mediante um entendimento das antigas profecias hebraicas concernentes à Babilônia sôbre o rio Eufrates, já o tivessem discernido quer não, êles foram definitivamente informados, antes da morte do último dos apóstolos de Cristo, que tinham que contender contra uma Babilônia maior. O último sobrevivente dos apóstolos, João, recebeu uma revelação de Deus que a apontava e lhe dava o nome misterioso de “Babilônia, a Grande, a mãe das meretrizes e das coisas repugnantes da terra”. Mediante tal descrição simbólica, êles sabiam que esta meretriz religiosa internacional ficaria “embriagada com o sangue dos santos e com o sangue das testemunhas de Jesus”. Querendo dizer isto que era com o sangue dos membros da congregação cristã composta de 144.000 discípulos, a Noiva de Cristo. Sabiam que ela cavalgaria um feroz sistema político prefigurado pela fera escarlate de sete cabeças e dez chifres, e que a fera mesma, como um todo, seria uma oitava potência mundial, um oitavo “rei”. Nos dias do apóstolo João, o Império Romano perseguia a classe da Noiva de Cristo.
25. Como surgiu a cristandade e como se tornou serva de Babilônia, a Grande, contra o restante da descendência?
25 No primevo quarto século o Imperador Constantino se tornou o Pontifex Maximus da Roma pagã e pretendeu ter-se tornado cristão. Êle convocou o primeiro concílio ecumênico de bispos religiosos, não na velha Roma, mas na Ásia Menor, em Nicéia, em 325 (E. C.). Com os bispos religiosos que transigiram com êle, formou o que tem sido chamado de “primeiro estado cristão”. Assim surgiu a cristandade. Como serva da Babilônia, a Grande, a cristandade se tornou e ainda é a pior perseguidora do restante da descendência da mulher de Deus, para impedir que se complete a Noiva de Cristo.
26. (a) Desde a queda do Império Romano, tem Babilônia, a Grande, continuado a dominar a potência mundial? (b) O que é a fera escarlate e quem a cavalga?
26 Depois da queda do Império Romano, inclusive o chamado Santo Império Romano, Babilônia, a Grande, exerceu o seu domínio religioso sobre a potência mundial seguinte, a sétima, a Potência Mundial Anglo-Americana. Depois da Primeira Guerra Mundial e sob a instigação da vitoriosa Potência Mundial Anglo-Americana, foi formada a oitava Potência Mundial simbolizada pela fera escarlate de dez chifres e sete cabeças, a saber a Liga das Nações. A história do século vinte prova que a Liga era cavalgada pela meretriz internacional, Babilônia, a Grande, a representação bíblica, não da Roma papal nem da cidade do Vaticano, mas do império mundial de religião babilônica, incluindo tôdas as religiões falsas.
27. Quando foi que a fera escarlate desceu ao abismo, quando e em que forma saiu ela de lá, sendo cavalgada por quem?
27 Fiel à profecia de Apocalipse 17:7, 8, segundo registra a história moderna, a fera escarlate desceu ao abismo de inatividade na Segunda Guerra Mundial. Quando, em 1945, com a ajuda da vitoriosa Potência Mundial Anglo—Americana, ela saiu do abismo, o fêz na forma de Nações Unidas. Imediatamente Babilônia, a Grande, lhe subiu às costas. A última encíclica do papa anterior, chamada “Paz na Terra”, é uma das muitas provas disponíveis de que o império mundial de religião babilônica cavalga a fera escarlate.
28. (a) Como é que a cavaleira cai das costas da fera? (b) Que julgamento de Jeová desce sôbre ela, com que resultado? (c) Antes disto, o que devem fazer todos os que amam a religião pura?
28 Mas não por muito tempo! Quando o apóstolo João viu o anjo de Deus lançar no mar uma pedra do tamanho de uma grande pedra de moinho, êle ouviu o anjo dizer: “Assim, com um lance rápido, Babilônia, a grande cidade, será lançada para baixo, e ela nunca mais será achada. Sim, nela se achou o sangue dos profetas, e dos santos, e de todos os que foram mortos na terra.” Isto inclui, além de matar milhares de testemunhas cristãs de Jeová, o sangue derramado em duas guerras mundiais em nosso século. (Apo. 18:21-24) Com um lance rápido ela sairá das costas da Oitava Potência Mundial. Ràpidamente, como se fôsse “num dia”, a há muito merecida execução do julgamento de Jeová descerá sôbre ela e seu inteiro sistema religioso será queimado até ao chão, semelhante a uma grande cidade. Será reduzida a ruínas tão certo como a antiga Babilônia o foi. (Apo. 17:12 a 18:20) A todo o custo e antes disto, que todos os que amam a religião pura e verdadeira separem-se da antiga inimiga da mulher de Deus. Salvem-se de ser apanhados na repentina destruição dela!
29. (a) Além da mulher inimiga, quem mais se depara com condenação? (b) Em que lugar as reúnem as influências demoníacas? (c) Quem recebe por fim a atenção do Descendente?
29 Que vitória será tal destruição para a mulher de Deus sôbre a sua antiga inimiga! Mas as coisas não pararão aí. Logo depois, as potências políticas sôbre as quais Babilônia, a Grande, exercia domínio religioso ou com as quais ela cometia fornicação religiosa depararão com a condenação delas. Mesmo agora influências demoníacas estão reunindo-as no campo de batalha do Har-Magedon em desafio ao domínio universal do reino de Deus por seu Messias, o Principal Descendente da mulher de Deus. Ali, o seu Descendente, com todos os seus exércitos celestiais, atacará as fôrças inimigas e as destruirá, provando-se Rei de reis e Senhor de senhores. Então o feridor demoníaco do calcanhar do Descendente da mulher de Deus receberá atenção, sendo amarrado, lançado com seus demônios no abismo e prêso. Assim, por fim, o Descendente da mulher de Deus esmagará a Serpente na cabeça.
30. Por que a mulher de Deus terá motivo adicional para se alegrar?
30 Depois desta hora de triunfo a mulher de Deus terá ainda mais alegria. Será completamente consumado o casamento de seu Descendente Principal com a classe da Noiva, a sua filha simbólica. Jeová Deus, o Pai celestial, se regozijará com sua mulher, sua organização celestial universal. Na terra, uma “grande multidão”, cujo número final ainda não sabemos, será os sobreviventes da guerra universal do Har-Magedon e se regozijará com a união do Noivo com sua fiel Noiva virgem. Assim como a mulher de Deus foi simbolizada por uma cidade, assim também a organização-Noiva, de 144.000 membros, será como uma cidade celestial, a Nova Jerusalém. Figurativamente falando, os gloriosos novos céus reinarão sôbre uma nova terra justa. — Apo. 21:1-21.
31. Que benefícios fluirão do trono de Deus aos homens e mulheres de apreciação na terra?
31 Através da Nova Jerusalém celestial, um rio de águas da vida fluirá do trono de Deus e do Cordeiro, seu Filho Jesus Cristo, tendo também de cada lado as árvores da vida, sendo que todos os homens e mulheres apreciativos podem partilhar destas provisões para a vida eterna. Até os mortos de quem Deus se lembra serão ressuscitados e terão oportunidades abençoadas de partilharem destas provisões vitalizadoras. O paraíso se estenderá por tôda a terra. A morte herdada de Adão e Eva deixará de existir. A nova terra justa tinirá eternamente pelos louvores a Jeová Deus por êle, mediante Cristo, ter dado à Sua mulher a vitória sôbre todos os seus antigos inimigos.
[Foto na página 339]
Morre o Rei Belsazar às mãos dos medos e dos persas em 539 A. C.
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Pregando em todas as oportunidades — SudãoA Sentinela — 1964 | 1.° de junho
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Pregando em Tôdas as Oportunidades — Sudão
Um irmão que servia onde a necessidade é grande foi reparar a instalação elétrica em certa casa e viu uma Bíblia na cabeceira de uma cama. Descobrindo quem era o dono dela, tiveram uma boa palestra sôbre a identidade do Verdadeiro Deus. Depois de várias revisitas, o interêsse da pessoa aumentou, ela assinou para as revistas e ficou com diversas publicações. Quando o irmão teve de sair do país; a pessoa de boa vontade, de sua própria iniciativa, indagou pelo superintendente para continuar seus estudos. — Anuário das Testemunhas de Jeová para 1964, em inglês, pág. 81.
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