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  • Homens e mulheres — as diferenças
    Despertai! — 1982 | 8 de novembro
    • Homens e mulheres — as diferenças

      POR uns seis mil anos homens e mulheres vêm compartilhando o planeta Terra. Juntos criaram famílias, trabalharam, passaram momentos alegres e enfrentaram dificuldades. Contudo, na maior parte dos lugares e das épocas na história, as mulheres têm sido tratadas de modo diferente dos homens. Às vezes, elas têm sido cuidadas e protegidas. Mais freqüentemente, têm sido consideradas meras possessões ou desprezadas como sendo inferiores. Por que é assim?

      Charles Darwin teorizou que as mulheres eram intelectualmente inferiores aos homens. Um contemporâneo seu, Gustavo Le Bon, considerou-as como sendo “as formas mais inferiores da evolução humana”. Poucos hoje aceitariam tais opiniões. Entretanto, as mulheres e os homens são diferentes. Em quê? E significa isso que um é inferior ao outro?

      Diferenças Físicas

      Algumas das diferenças físicas entre homens e mulheres são evidentes. As mulheres foram projetadas para se tornarem mães, os homens para serem pais, e a constituição física de seus corpos demonstra esse fato. Mas há outras diferenças.

      ● Em quase todo país, as mulheres vivem mais do que os homens. Já no próprio início da vida, 130 meninos são concebidos para cada 100 meninas. Nove meses mais tarde, mais embriões masculinos do que femininos não sobrevivem, de modo que nascem 106 meninos para cada 100 meninas. Quando chegam a atingir a adolescência, há mais moças do que rapazes

      ● Os atletas masculinos têm ombros mais largos e braços mais musculosos. Possuem também pernas maiores e mais fortes, bem como coração e pulmões maiores. Assim, na maioria das competições os homens se sobressaem às mulheres. Contudo, as atletas femininas possuem músculos abdominais que podem ser tão fortes quanto os dos homens. Embora as mulheres não suem tão profusamente, suas glândulas sudoríparas estão mais bem distribuídas e sua transpiração é mais eficaz — uma ajuda para a resistência. A reserva de gordura de seu corpo lhes dá melhor flutuabilidade na água e maior resistência, de modo que as mulheres dominam o esporte de natação a longa distância.

      Por conseguinte, parece que fisicamente os homens superam na força, ao passo que as mulheres superam na resistência. Que dizer de outras diferenças?

      Outras Diferenças

      Será que os homens e as mulheres pensam de modo diferente? Este é um assunto bastante delicado, visto que muitos acham que idéias erradas neste respeito têm causado a opressão das mulheres. Apesar disso, muitos pesquisadores acham que existem diferenças.

      ● As meninas geralmente chegam a ter mais habilidade no uso das mãos do que os meninos. Elas começam a falar mais cedo e com mais fluência, e mais tarde superam em línguas. São amiúde melhores em memorizar e no pensamento intuitivo. As mulheres amiúde fazem trabalhos minuciosos e rotineiros com mais eficiência do que os homens.

      ● Os meninos, ao crescerem, chegam a ser melhores na matemática, na mecânica e o raciocínio analítico. São também melhores na percepção do espaço e em organizar.

      ● Muitas mulheres sentem que não conseguem controlar suas emoções tão bem quanto os homens — embora algumas pessoas discordem disso.

      Naturalmente, essas diferenças não são rígidas. Há homens que são bons em línguas, e há mulheres que se destacam na matemática. Qualquer pessoa que já observou uma enfermeira durante uma emergência médica sabe que as mulheres não são dominadas inteiramente pelas suas emoções. Muitas trabalham com a cabeça fria e eficiência sob pressão. E quantos homens mantêm sempre a cabeça fria, são sempre lógicos e têm sempre autodomínio?

      Qual é a causa dessas diferenças? Muitos acham que fomos feitos de modo diferente tanto por dentro como por fora. Dizem que os hormônios masculinos ou os femininos fazem com que o cérebro da pessoa — não só seu corpo — funcione de modo masculino ou feminino. Outros insistem que as diferenças entre os homens e as mulheres são causadas pelo modo como são educados os meninos e as meninas. Ainda outros vêem uma influência reciproca entre as duas coisas: o modo diferente em que os meninos e as meninas são tratados reforça o efeito que os hormônios têm sobre o cérebro. Seja qual for a razão, as diferenças existem. Por conseguinte, as mulheres nem sempre foram tratadas bem. Amiúde foram exploradas, e sua liberdade tem sido muitíssimo limitada. Consideremos alguns exemplos.

  • Mulheres — uma classe inferior de pessoas?
    Despertai! — 1982 | 8 de novembro
    • Mulheres — uma classe inferior de pessoas?

      NÃO muito tempo atrás, um homem compareceu no tribunal num país asiático onde há, por lei, igualdade entre homens e mulheres. Foi acusado de ter matado sua esposa adúltera, e foi declarado culpado. Qual foi a punição? Uma sentença suspensa. Quase imediatamente depois disso, uma dona-de-casa compareceu no mesmo tribunal perante o mesmo juiz. Ela foi acusada de ter matado o marido porque ele ia atrás de mulheres. Ela foi declarada culpada e sentenciada — a 15 anos de prisão!

      Muitas mulheres se queixam de que amiúde são consideradas uma classe inferior de pessoas, sem os mesmos direitos, sem as mesmas proteções ou considerações que os homens recebem. A verdade triste é que em muitos países as mulheres não são valorizadas nem apreciadas tanto quanto os homens. O caso acima é apenas um exemplo disso. Há muitos outros.

      Entre alguns beduínos, quando nasce um novo bebê, alguém tem a incumbência de ir anunciar isso ao pai. Quando se trata de um menino, o pai é saudado com uma palavra que significa “boas notícias”. Ele geralmente dá um pequeno presente ao portador das novas e sacrifica uma ovelha ou dá uma festa, se tiver condições para isso. Mas, se se tratar de uma menina, não é cumprimentado com “boas notícias”, não dá recompensa nem festa. Na hora das refeições, na tribo, os homens mais velhos comem primeiro; depois, os homens mais novos e os meninos e, por fim, as mulheres e as meninas.

      Há países onde não se permite às mulheres dirigir automóvel. Não se lhes permite viajar sem o consentimento do marido ou do tutor e, quando se consente, ainda assim é só em companhia de parentes. Tampouco podem comparecer numa reunião mista em ocasiões sociais, ou trabalhar em empregos que as põem em contato com os homens E, apesar de terem a tarefa de cuidar das crianças, não têm oportunidades de receber educação escolar.

      Considere também a seguinte triste reportagem. Na Índia, o segundo país mais populoso do mundo, “não é incomum atualmente ouvir falar de bebês abandonados em bueiros da cidade, no mato ou do lado de fora de um templo ou de uma casa de crianças abandonadas. Para cada bebê do sexo masculino abandonado, há cinco bebês do sexo feminino. Enfermeiras experientes nos hospitais municipais relatam que o desejo de se ver livre de bebês do sexo feminino é tão forte que algumas mães precisam ser forçadas a amamentá-los. Às vezes, isto até leva os pais a cometer infanticídio de bebês do sexo feminino”. — India Today, 1-15 de agosto de 1980.

      Informa-se que nesse país as meninas são consideradas uma carga financeira, daí o desalento quando nascem. Casá-las custa muito dinheiro, e, uma vez casadas, ficam à mercê dos familiares do marido. Que isso pode conduzir a muita infelicidade foi demonstrado por uma recente manchete de jornal: “O suicídio de mulheres atinge um índice alarmante na Índia.”

      Naturalmente, as mulheres não são oprimidas em toda a parte. Há países onde elas têm muita influência e parece que têm quase igualdade com os homens. E, mesmo quando não têm igualdade, seus direitos amiúde são protegidos. Entretanto, milhões de mulheres levam grandes desvantagens. Às vezes, estão sobrecarregadas com trabalho duro.

      Quem Trabalha mais?

      Por exemplo, em muitos dos países mais pobres do mundo, a maior parte do serviço relacionado com a produção de alimento é feita pelas mulheres. Um estudo das Nações Unidas de uma região africana revelou que os homens ali trabalhavam, em média, 1.800 horas por ano na agricultura, e com isso seu trabalho estava mais ou menos terminado. As mulheres, por outro lado, trabalhavam, em média, 2.600 horas por ano nos campos, e então seu serviço tinha apenas começado, pois, além disso, tinham de fazer suas tarefas regulares no lar.

      De modo que as mulheres ali trabalham, em média, oito horas por dia, quase todos os dias, 52 semanas por ano, antes de poderem começar seu trabalho de cozinhar, lavar, limpar e de fazer outras tarefas domésticas — sem terem, naturalmente, de modo geral as conveniências modernas. Na África, as mulheres fazem de 60 a 80 por cento de todo o trabalho agrícola, mais 50 por cento do trabalho pecuário e 100 por cento do necessário processamento de alimentos.

      Um estudo de um povoado asiático revelou que as mulheres trabalham, em média, 16 horas por dia. No caso de mulheres mais jovens, essa carga de serviço era acompanhada de freqüente gravidez, parto e amamentar — trabalhos que já em si são bastante cansativos.

      Pelo que parece, muita da ajuda externa enviada a países pobres só aumenta esse problema, visto que tal ajuda é para trabalhos tradicionalmente feitos por homens. Por exemplo, certo país africano importou 100 tratores, mas apenas uma capinadeira mecânica. O resultado? O tempo que leva para arar a terra — o serviço de homem — ficou grandemente reduzido, ao passo que o tempo que leva para a sementeira e para carpir — o serviço de mulher — aumentou concordemente. Parece que muitas mulheres precisam toda essa resistência natural que possuem para conseguirem sobreviver!

      Naturalmente, nos países mais pobres a vida de todos é difícil. Há muita pobreza abjeta, subnutrição, doenças horríveis e extrema ignorância. Amiúde, tanto os homens como as mulheres estão enlaçados pelas tradições opressivas que os impedem de agir de modo mais humano e mais razoável uns para com os outros. Mas, é preciso reconhecer que em muitos casos as mulheres têm as cargas maiores para suportar. Continuar a levar a vida com tais dificuldades já em si é uma consecução.

      Que dizer, porém, de países onde a situação das mulheres é mais fácil?

      [Quadro na página 6]

      Será que a Bíblia ensina que as mulheres são de natureza inferior, em comparação com os homens?

      Não. Adão chamou Eva de “osso dos meus ossos e carne da minha carne”. (Gênesis 2:23) Eva era “complemento” de Adão. — Gênesis 2:18.

      As mulheres mencionadas na Bíblia fizeram muitas coisas que exigiam capacidade intelectual. Hulda serviu na qualidade de profetisa para o Rei Josias. (2 Crônicas 34:22) Débora exerceu as funções tanto de profeta como de juiz para os israelitas. (Juízes 4:4, 5) Abigail aconselhou Davi, quando este era designado para ser rei, e o salvou de culpa de sangue. (1 Samuel 25:23-35) Uma “esposa capaz” é descrita como tendo muita habilidade para fazer compras. Ela organiza e administra uma casa grande, faz orçamentos e planeja para o futuro, faz transações comerciais, compra propriedade e organiza com bom êxito trabalhos agrícolas. Ela possui a qualidade da sabedoria. — Provérbios 31:10-31.

      Também, as mulheres haviam de receber espírito santo e profetizar nos últimos dias. (Joel 2:28) Estavam entre os primeiros membros da congregação cristã, e desempenhariam um papel destacado na divulgação das “boas novas”. — Atos 1:14; 2:4; Salmo 68:11.

  • As mulheres nos países mais abastados
    Despertai! — 1982 | 8 de novembro
    • As mulheres nos países mais abastados

      NA EUROPA e na América, durante o século passado, a maioria dos homens parecia concordar com Charles Darwin de que as mulheres eram inferiores, e suas liberdades foram assim limitadas. As mulheres só recebiam educação escolar limitada e não se lhes permitia votar. Uma vez casadas, o marido controlava qualquer riqueza que possuíssem, e a maioria dos ofícios e das profissões lhes eram impedidos (embora as mulheres pobres trabalhassem longas horas nas fábricas, recebendo salário menor do que os homens). Moralmente, esperava-se delas que fossem inculpes e puras — embora nem sempre se esperasse isso dos homens.

      Daí, as mulheres se rebelaram. Após anos de luta, finalmente se permitiu que votassem. Depois disso, foram transpostas outras barreiras. Foram-lhes concedidas mais oportunidades de educação escolar e foram aceitas nas profissões e nos ofícios que antes só eram para homens. Hoje, as mulheres são políticas, juízes, médicas, advogadas, mecânicas, atletas, cientistas, presidentes de companhias, soldadas e polícia feminina. A sociedade permissiva lhes permite também ser tão “impuras” quanto os homens, se assim o desejarem.

      Entretanto, há certas profissões nas quais ainda é difícil as mulheres entrarem, ao passo que os salários das mulheres continuam, em média, a ser apenas dois terços dos pagos aos homens. Certas mulheres também ainda sofrem da crueldade dos homens. São abandonadas pelo marido para criar os filhos sozinhas. Ou precisam trabalhar arduamente para conservar unida a família, enquanto o marido passa o tempo bebendo, jogando ou em outros vícios. Incontáveis mulheres também são estupradas, e incontáveis esposas são severamente espancadas. Por conseguinte, os proponentes da libertação feminina e outros continuam a lutar por mudanças adicionais.

      Não obstante a atual luta, é inegável que as mulheres têm agora muitas oportunidades no que antes era o “mundo do homem”. Isso se dá em parte porque, pela primeira vez na história, as mulheres casadas podem controlar até certo ponto o tamanho de sua família. Por conseguinte, podem até mesmo decidir não ter filhos, e devotar a vida a uma carreira.

      Muitas gostam dessas liberdades maiores. Mas essas liberdades acarretaram também novos problemas para a mulher do século 20.

      Como se Pode Saber . . .?

      Certa moça que é caloura na Universidade Princeton, E.U.A., disse: “Para mim a maternidade é importante. Uma carreira também é importante. Não é uma escolha agradável.” Outra moça disse: “É quase mais difícil agora porque existe a possibilidade de fazer uma escolha. A gente quer fazer a coisa certa. Deseja-se ser feliz. Mas como se pode saber o que torna a pessoa feliz?” — Times de Nova Iorque.

      Como solucionam as mulheres esse problema? Muitas sacrificam sua carreira, ficam em casa e criam filhos. Uma delas disse: “Meus filhos ainda têm para mim precedência a tudo. Abandonei minha carreira porque eles são, segundo meu ponto de vista, a mais importante contribuição que posso fazer à sociedade.” Entretanto, algumas que fizeram essa escolha dizem que se sentem infelizes por serem consideradas “apenas uma dona-de-casa”.

      Outras partem para outro lado. Acham que a carreira que têm em mente vale a pena, e sacrificam o terem filhos. Ainda outras tentam fazer as duas coisas — ter filhos e seguir carreira. Como é isso possível? Certa mulher, presidente de uma firma de relações públicas, responde: “Pode-se ter tudo isso, mas é preciso estar preparada para estar sempre cansada.”

      A escolha não é fácil. Mas, mesmo que uma mulher opte por uma carreira interessante, seus problemas não acabam ali.

      Elas Pagam um Bom Preço

      A dra. Ruth Moulton, uma psicanalista, disse: “Diversas de minhas pacientes têm úlceras no estômago, coisa que antes só os homens tinham. Mais dentre elas se queixam de enxaquecas. E tenho visto até mesmo um grande aumento de alergias, especialmente da espécie asmática e brônquica, em que a tosse e o chiar do peito se agravam com a ansiedade.”

      O dr. Hans Selye, um endocrinologista, disse que quanto mais as mulheres assumem os trabalhos que antes eram feitos por homens, “tanto mais ficam sujeitas aos chamados males dos homens, tais como enfartes cardíacos, úlceras gástricas e hipertensão. Elas obtêm as mesmas satisfações, mas a um preço.” — Sunday News Magazine (Nova Iorque).

      Assim, quando as mulheres compartilham as perspectivas dos homens, elas compartilham também as suas doenças.

      É Isso Realmente Liberdade?

      As mulheres se tornam também vítimas das novas liberdades de modo sutil. A sociedade permissiva incentiva-as a abandonar a moralidade “antiquada” e a se tornar mais complacentes. Os métodos modernos anticoncepcionais eliminaram (até certo ponto) o perigo da gravidez indesejada, ao passo que a medicina moderna pode cuidar das doenças venéreas (até certo ponto). Entretanto, as mulheres jovens encontraram outros problemas decorrentes da imoralidade. Há também o tributo emocional.

      Certa colunista comentou perceptivamente: “Não acho apropriado as mulheres se entregarem ao sexo cá e acolá enquanto jovens, porque acho que as mulheres jovens são criaturas ótimas, idealistas e calorosas que devem ser desenvolvidas como pessoas e não ser exploradas.” Ela passa a dizer: “As mulheres precisam sentir-se valorizadas pelo que são e não apenas pela sua sexualidade . . . A promiscuidade, no fim, faz com que as mulheres sintam que não são nada.” — Sunday Telegraph (Londres).

      O molestamento sexual é outro risco que as mulheres correm ao passarem para a força do trabalho. Nos Estados Unidos, “50 por cento, ou ligeiramente mais, das mulheres [numa repartição do governo] . . . relataram incidentes de molestamento sexual”, que variavam entre olhares maldosos e estupro. — Times de Nova Iorque.

      E há mais dois problemas. O primeiro: quando uma mulher bem-sucedida chega a ganhar mais do que seu marido, este pode sentir-se desafiado e inseguro — o que pode causar forte tensão no casamento. Certa mulher concordou em renunciar a uma brilhante carreira no ramo imobiliário por causa disso.

      O segundo? “As mulheres continuam a sofrer o embate das responsabilidades domésticas e de cuidar dos filhos, mesmo quando estão num emprego por período integral e, não obstante a ênfase ao contrário, há pouca diferença entre as classes sociais. Pode-se, com efeito, dizer que as mulheres têm menos liberdade agora do que há 40 anos.” — The Guardian (Londres).

      Muitas mulheres prefeririam, provavelmente, ficar em casa. Mas, se têm de ajudar a pagar as despesas da casa e ainda fazer todo o trabalho doméstico também, elas têm uma carga pesada.

      A Quem Cabe a Culpa?

      Por conseguinte, ao passo que em alguns campos a situação das mulheres é melhor do que antes, ainda existem problemas. Por que se dá isso?

      Os homens, naturalmente, têm grande parte da culpa. São os homens que manifestam as “obras da carne” e molestam as moças no trabalho ou as estupram violentamente. (Gálatas 5:19) São os maridos que são “amantes de si mesmos . . . sem afeição natural”, que egoistamente tiram vantagem da esposa ou a espancam. (2 Timóteo 3:2, 3) Outros homens são desatenciosos, talvez não percebendo que o trabalho doméstico é um serviço duro, trabalhoso e que a esposa apreciaria muitas vezes alguma ajuda.

      Entretanto, a tradição e a cultura têm muitas vezes culpa também. Há a idéia tradicional de que alguns serviços são “trabalho para homens” e outros são “trabalho para mulheres”. Por conseguinte, muitos homens ficam embaraçados demais para ajudar no serviço doméstico ou em tomar parte no “trabalho para mulheres” feito nos campos, temendo que se ria deles.

      Além disso, o mundo moderno tem de assumir a sua parte da culpa. É o mundo moderno que produz as pressões que fazem com que as mulheres de negócios (e os homens) venham a ter úlceras. O mundo moderno produziu a “liberdade sexual” que faz vítimas das mocinhas que não têm coragem de dizer Não e fecha os olhos ao molestamento exercido no trabalho. E o mundo moderno produz a situação em que a mulher precisa escolher entre dois desejos muito fortes.

      Existe alguma ajuda para a solução desses problemas? Sim, existe. Permita-nos apresentar-lhe algumas mulheres que os enfrentam com bom êxito.

  • Os problemas e as perspectivas das mulheres do século 20
    Despertai! — 1982 | 8 de novembro
    • Os problemas e as perspectivas das mulheres do século 20

      CONSUELO é de Porto Rico e casada há nove anos. Com respeito aos problemas que a mulher moderna enfrenta, ela acha que o mundo está longe de oferecer conselhos melhores do que os que se encontram na Bíblia.

      Por exemplo, sobre a questão de igualdade de salários, ela diz: “Os salários deviam provavelmente ser iguais quando um homem e uma mulher têm qualificações similares e ambos trabalham arduamente nos seus empregos. Entendo por que algumas mulheres se revoltam. Mas encaro as coisas de modo diferente.

      “Para mim, o salário que eu ganho não é a coisa mais importante na vida. Admito o trabalho para uma de duas coisas: ou porque preciso de dinheiro ou porque estou fazendo algo que acho que vale a pena. No primeiro caso, ganhando o suficiente para minhas necessidades, ficaria satisfeita. A Bíblia adverte: ‘Os que estão resolvidos a ficar ricos caem em tentação e em laço.’ — 1 Timóteo 6:9.

      “Se a pessoa se comparar com os outros, sempre achará alguém que está em melhor situação. Em muitos casos, os homens ganham realmente mais do que as mulheres. Mas também, as mulheres norte-americanas ganham mais do que os homens e as mulheres na maioria dos outros países. A pessoa fica com paz mental se se comparar com os que estão em situação pior, ao invés de se comparar com os que estão em situação melhor.

      “Por outro lado, se eu fosse fazer um trabalho que em si acho que vale a pena, então o dinheiro não seria a coisa mais importante.”

      Não Seja Vítima

      No que diz respeito à chamada revolução sexual, as mulheres cristãs reconhecem que isso, na verdade, torna as mulheres vítimas. O entretenimento popular e outras propagandas levam os homens a pensar que as mulheres desejam ser imorais, e fazem com que as mulheres sintam que têm de ser imorais para parecerem normais.

      Mas uma pessoa cristã conhece os limites. A Bíblia nos diz: “Isto é o que Deus quer . . . que vos abstenhais de fornicação.” (1 Tessalonicenses 4:3) Uma mulher que segue esse conselho talvez precise aprender a dizer Não. Assim, ela evitará os problemas amarguradores causados pela promiscuidade. E estará agradando a Deus.

      Que dizer do problema do molestamento sexual no serviço? Amiúde, a conduta cristã faz diferença nisso, conforme Connie notou.

      Connie é uma mulher jovem, casada há cinco anos, que trabalhava num grande escritório. Mas evitava o problema do molestamento sexual, e explica como conseguia isso: “Muito tem a ver com a própria conduta da pessoa. Se limitar sua relação com os homens num plano de negócios — com certo senso de humor, talvez, mas não participando de piadas pesadas — a maioria deles a respeitará.

      “Notei que algumas moças do escritório falavam com muita intimidade com os homens, participavam de piadas impróprias e olhavam revistas de mau gosto. Ao passo que os homens pareciam gostar de tal desenvoltura, eles perdiam o respeito por essas moças. Quando ouvia piadas ou linguagem sujas, retirava-me. Depois de algum tempo pareciam respeitar-me pelo meu modo de agir, e não me perturbavam.”

      O que Connie fazia era, com efeito, aplicar o conselho bíblico: “A fornicação e a impureza . . . não sejam nem mesmo mencionadas entre vós, assim como é próprio dum povo santo.” (Efésios 5:3) E era uma proteção para ela. Naturalmente, isso não impedirá os molestadores mais decididos. Consuelo conhecia uma moça que teve de sair da firma por causa do modo como um dos homens agia para com ela. Foi uma decisão sábia, seguindo o conselho bíblico: “Fugi da fornicação.” — 1 Coríntios 6:18.

      Maridos e Serviço Doméstico

      Quanto à questão sobre o marido ajudar nas tarefas domésticas, Gladys, que criou uma família, acha que muitas vezes é uma questão de treinamento. Antes da guerra, quando muitas mulheres não trabalhavam fora, em muitas famílias parecia só natural as mulheres fazerem todo o trabalho doméstico. Seus. filhos cresceram esperando isso, e esse é provavelmente o motivo por que muitos homens hoje acham estranho fazer serviço doméstico. Mas a situação mudou. “Certamente seria ótimo”, diz Gladys, “quando marido e mulher trabalham fora, os homens fazerem a sua parte de serviço na casa. Acho que cabe agora às mães treinar seus filhos a fazer serviço doméstico assim como treinam suas filhas.

      “Acho que um casal jovem deveria poder conversar sobre esse problema e organizar as coisas apropriadamente. Não resta dúvida de que um homem maduro, que ‘ama a sua esposa como a si próprio’, não poderia de sã consciência sentar-se numa poltrona enquanto sua esposa, já cansada, fizesse o serviço doméstico — a menos que ela preferisse assim.” — Efésios 5:33.

      O Problema da Felicidade

      Quanto à questão de decidir entre uma carreira e a família, Gladys acha que os princípios cristãos podem ajudar nisso também. Ela seguiu uma carreira e criou uma filha, e disse: “É uma questão de equilíbrio. Cuidei para que minha filha não sofresse por causa de minha carreira, mas, igualmente, sentia que o que eu estava fazendo era importante. De modo que tinha a motivação para continuar com minha carreira.”

      “Uma coisa sempre direi”, prosseguiu ela, “cada pessoa tem de fazer a sua própria decisão sobre isso. Tem de responder à pergunta: ‘Que quero realmente fazer com minha vida?’ O desejo da maternidade é forte na maioria das mulheres, e é uma parte bela e essencial de nossa humanidade. Se uma moça sacrifica essa oportunidade, deve ser por bons motivos.

      A Bíblia mostra que uma mulher, ou um homem, precisa realizar algo construtivo para se sentir realmente feliz. (Atos 20:35; Eclesiastes 2:8, 10, 11) Ser mãe pode satisfazer tal necessidade. E também o podem algumas carreiras. Consuelo diz: “Minha carreira é o ministério cristão, e acho que estou realmente realizando alguma coisa. As moças que escolhem tal carreira de ‘dar de si’, em vez da maternidade, podem encontrar recompensas que são mais do que compensadoras. Mas cada qual deve escolher por si. E se escolheu isso com motivos corretos, não ficará perturbada com o que outros digam.”

      Para Melhorar a Situação

      Por conseguinte, aplicando-se os princípios bíblicos, pode-se tratar de muitos dos problemas que as mulheres têm de enfrentar hoje. Mas basta apenas “tratar” dos problemas? Não há alguma coisa mais que as mulheres devem fazer a respeito?

      Connie comentou: “Não acredito que o que está acontecendo hoje na terra seja a vontade de Deus para com a humanidade Acho que é a vontade de Deus que as mulheres sejam tratadas melhor do que o são muitas vezes. Mas Deus demonstrou que seu modo de solucionar o problema é por intermédio de seu reino. É por isso que oramos: ‘Venha o teu reino. Realize-se a tua vontade, como no céu, assim também na terra.’ (Mateus 6:9) Acho que o melhor modo de uma mulher cristã poder ajudar é usar sua energia em trabalhar em prol do cumprimento dessa oração.

      “Uma maneira de se fazer isso é instruir as pessoas sobre a vontade de Deus. Sei que as Testemunhas de Jeová estão pregando a respeito do reino de Deus em todo o mundo, e ensinam aos homens que suas esposas não são pessoas inferiores. Em razão disso, as idéias tradicionais que conduzem à opressão das mulheres estão sendo corrigidas em muitas famílias.”

      Gladys concorda com isso: “Sim, os homens estão sendo instruídos a tratar suas esposas dum modo cristão. Homens verdadeiramente cristãos não abandonam a família. Tampouco jogam nem bebem, esbanjando seu dinheiro, e não se recusam a ajudar a fazer ‘trabalho para mulher’ quando necessário. Os homens aprendem isso quando reagem favoravelmente à obra de ensino efetuada pelas Testemunhas de Jeová.”

      Embora indivíduos possam mudar, não podemos, porém, forçar uma mudança radical no mundo — mesmo que quiséssemos talvez fazer isso. Os problemas estão profundamente arraigados, por demais. Não obstante, a Bíblia diz: “O mundo está passando, e assim também o seu desejo.” (1 João 2:17) E com ele passarão todos os preconceitos e todas as injustiças.

      Também, a Bíblia oferece uma solução mais duradoura: “Há novos céus e uma nova terra que aguardamos segundo a sua promessa, e nestes há de morar a justiça.” (2 Pedro 3:13) Esse novo sistema está muito próximo. E centenas de milhares de mulheres compreendem que esta é a verdadeira solução para os problemas das mulheres neste século 20.

      No artigo seguinte gostaríamos de lhe contar a história de apenas uma dessas centenas de milhares de mulheres.

      [Quadro na página 12]

      Será que a Bíblia é contra os melhores interesses das mulheres?

      Algumas pessoas pensam que é assim, porque a Bíblia ensina a chefia do homem sobre a mulher, especialmente na família e na congregação. Entretanto, considere o que mais ela diz:

      ● “Maridos, continuai a amar as vossas esposas, assim como também o Cristo amou a congregação.” (Efésios 5:25)

      ● “Os maridos devem estar amando as suas esposas como aos seus próprios corpos.” (Efésios 5:28)

      ● “Vós, maridos, continuai a morar com elas da mesma maneira, segundo o conhecimento, atribuindo-lhes honra.” (1 Pedro 3:7)

      ● “A forma de adoração que é pura e imaculada do ponto de vista de nosso Deus e Pai é esta: cuidar dos órfãos e das viúvas na sua tribulação.” (Tiago 1:27)

  • Será que Deus ‘se importa com as mulheres’?
    Despertai! — 1982 | 8 de novembro
    • Será que Deus ‘se importa com as mulheres’?

      ‘Sim!’ responde a autora desta história da vida real.

      “ALGUNS anos atrás, eu havia chegado a um ponto em minha vida que senti que necessitava realmente da ajuda de Deus. Mas podia eu recorrer a ele confiante em que ele se importaria comigo o suficiente para me ajudar? Confesso que tinha minhas dúvidas. Por quê? Porque sou mulher, e havia chegado à amarga conclusão de que Deus realmente não se importava muito com as mulheres. Que fez eu ter esse conceito tão negativo a respeito de Deus? O que passei nos meus anos de formação me levou a pensar assim.

      “Talvez saiba que houve época em que o mormonismo, a religião proeminente em Utah, E.U.A., incentivava a prática da poligamia. Daí, em 1890, mudou o conceito, e a poligamia não era mais permitida entre os principais grupos de mórmons. Entretanto, nem todos aceitaram a mudança de norma. Alguns fundamentalistas começaram a organizar suas próprias seitas, continuando secretamente o hábito de tomar muitas esposas.

      “Assim, quando eu era bem jovem, meu pai resolveu investigar algumas dessas seitas fundamentalistas para ver se possuíam a verdade. Após a investigação que fez, decidiu que a poligamia era deveras a vontade de Deus para a humanidade.

      “Que decisão! Mamãe já havia dado à luz quatro filhos dele, e estava esperando um quinto. Ela estava confusa e revoltada. Discutiu e chorou, e, quando foi ao hospital para ter seu quinto filho, ela queria morrer. De fato, ela quase morreu, mas, por fim, restabeleceu-se. Eventualmente, ela chegou a crer que a poligamia era talvez a vontade de Deus, mas nunca achou que meu pai fosse a pessoa certa para viver à altura dessa ‘elevada lei de Deus’.

      “Ao se envolver cada vez mais na poligamia, meu pai nos lembrava constantemente que estava fazendo ‘a vontade de Deus’. Essas palavras ‘a vontade de Deus’ vinham à minha mente toda vez que o via preparar-se para um encontro amoroso, cumprindo de modo ‘justo’ seu dever por sair com outras mulheres e não com minha mãe. Toda vez que me acordava de noite e via minha mãe sozinha na cama, porque meu pai estava com outra mulher, não conseguia esquecer as palavras ‘a vontade de Deus’. Comecei a sentir que Deus era muito injusto para com as mulheres.

      “Sim, eu culpava a Deus pela nossa situação familiar infeliz. Naturalmente, sei hoje que não é a vontade de Deus que um homem tome diversas esposas. A vontade de Deus é que os homens sejam ‘maridos de uma só esposa’, e que “os maridos devem estar amando as suas esposas como aos seus próprios corpos”, não lhes causando pesar ou insegurança. (1 Timóteo 3:12; Efésios 5:28) Entretanto, naquele tempo eu não conhecia essas verdades. A falsa representação que meu pai fez de Deus semeou no meu coração sementes de amargura.

      “Minha mãe sabia que tudo isso me perturbava, de modo que procurava consolar-me. Ela raciocinava: ‘No fim das contas, a poligamia é muito melhor do que o adultério, e os homens são polígamos por natureza, e não podem ficar só com uma mulher. Parece que foi assim que Deus os fez.’ Contudo, essas palavras simplesmente me deram um sentimento de desespero. ‘Por que fez Deus os homens assim?’ perguntava-me. ‘Por que deve uma mulher partilhar seu marido com outras mulheres? São as mulheres meramente propriedades dos homens, para que elas lhes dêem à luz filhos?’ Eu acreditava em Deus. Mas aceitei os ensinamentos de meu pai e comecei a sentir que estava numa condição desfavorável, pois eu era menina.

      Empenho Para Livrar-me

      “Na seita de meu pai, era costume casar as filhas com pouca idade. Entretanto, quando me tornei adolescente, não conseguia aceitar a idéia de ser apenas uma das várias esposas de um homem. Achei que seria melhor casar-me com alguém que não professasse nenhuma crença. Meu pai estava ocupado com suas outras esposas, ou em tentar conseguir outras esposas, portanto eu tinha liberdade de seguir meu caminho. Mantive distância, o mais que pude, dos membros da religião de meu pai, e minha vida se tornou cada vez mais sem religião. Fiquei envolvida no sistema de vida dos hippies, e por fim casei-me com um rapaz envolvido no mesmo tipo de vida. Mas meus problemas não foram solucionados.

      “Descobri que os homens podem maltratar as mulheres mesmo sem fazer ‘a vontade de Deus’. Parecia-me que as mulheres estavam numa condição desfavorável com ou sem religião. Meu marido, com quem eu estava recém-casada, não deixou sua vida de libertinagem depois do nosso casamento. Concluí que os homens não só eram polígamos por natureza, mas também adúlteros por natureza. Quase todo homem que eu conhecia traía a esposa, de modo que achava que isso era uma coisa que toda mulher tinha de agüentar, mais cedo ou mais tarde. Além disso, descobri mais coisas sobre os problemas físicos de ser mulher. Um doloroso aborto, entre outras coisas, fez-me sentir que os homens derivavam todo o prazer da vida de casado, ao passo que as mulheres tinham todos os problemas.

      “Por algum tempo freqüentei reuniões de um grupo interessado no movimento de Libertação Feminina. Aprendi desse grupo mais razões ainda para ressentir a situação difícil das mulheres, mas logo deixei de ir quando vi que o grupo não parecia realizar nada de real valor para mim. Continuei a culpar Deus por ser injusto para com as mulheres. Mas, logo descobri que eu é que estava sendo injusta. Estava julgando sem evidência suficiente. Não demorou muito para eu conhecer o outro lado da questão.

      Novo Ponto de Vista Sobre as Coisas

      “Necessitava desesperadamente de ajuda. Mas aonde poderia eu recorrer? Comecei a ler a Bíblia sozinha e a orar a Deus. Será que Deus responderia à minha oração, sendo eu ‘apenas uma mulher’?

      “Logo duas jovens mulheres cristãs me visitaram. Ofereceram-me os últimos números das revistas A Sentinela e Despertai!, duas publicações que consideram o significado da Bíblia e as razões dos problemas que enfrentamos neste mundo. Eu não tinha dinheiro, mas elas me deram as revistas assim mesmo. Não as li, tampouco li os números seguintes que elas me trouxeram. Mas, por fim, concordei em estudar a Bíblia com uma delas.

      “No início, eu não estava muito interessada. Logo, porém, meu interesse aumentou. Comecei a ver sob outro prisma as histórias da Bíblia que meu pai me havia contado para justificar suas ações. Entendi a razão por que as pessoas — tanto homens como mulheres — sofrem. Aprendi o ponto de vista de Deus, de que ele não consente que os homens oprimam as mulheres. Não é ‘a vontade de Deus’ que homens tenham diversas esposas, ou que façam outras coisas que lhes causem dor e sofrimento. Descobri que, na verdade, ‘Deus é amor’, e comecei a corresponder ao seu amor. — 1 João 4:8.

      “Contudo, permaneciam pequenas dúvidas sobre como realmente Deus considerava as mulheres. Orei pedindo mais ajuda.

      Um Entendimento mais Profundo

      “Certo dia, li a história de Jacó no livro de Gênesis. Antes, eu sempre evitava esse relato, porque estava relacionado com a poligamia. Entretanto, passei então a lê-lo.

      “Jacó amava Raquel, e ele havia trabalhado sete anos para poder casar-se com ela. Contudo, ele foi logrado a casar-se com a irmã mais velha dela, Léia. O pai das duas moças, Labão, disse que havia enganado Jacó porque era costume que a moça mais velha da família se casasse primeiro. Sete dias mais tarde, Jacó casou-se com a moça que realmente amava, Raquel — embora tivesse de trabalhar mais sete anos para pagar o preço de noiva por ela. Léia começou então a sentir a dor de ser esposa não amada. — Gênesis 29:16-30.

      “Ao ler por mim mesma essa história, ela começou a ter novo significado. Não fora Deus que causara que Jacó tomasse duas esposas. Um homem, Labão, o engodara a fazer isso. E certamente não fora Deus que fez com que Léia se tornasse uma esposa não-desejada. Com efeito, Jeová foi o único que a consolou na sua angústia. Vez após vez, Léia reconheceu a ajuda de Jeová. Não só isso, mas quando Raquel se tornou infeliz, Jeová a ajudou também. — Gênesis 29:31-35; 30:22-24.

      “Meu coração se comoveu ao ler sobre a bondade de Jeová para com ambas essas mulheres. Ele não considerou os problemas delas como sendo insignificantes, ou ‘pura emoção feminina’, e, por conseguinte, como não sendo realmente importantes. Ele realmente se importou.

      “Depois disso, encontrei muitos relatos na Bíblia que mostravam, além de qualquer dúvida, que Jeová Deus se importa com as mulheres. Cheguei a ter confiança de que, assim como Deus ouviu as orações de Léia e de Raquel, quando enfrentaram uma situação que estava longe de ser ideal, Deus ouviria também minhas orações fervorosas.

      “Além disso, o relato sobre a criação de Eva me mostrou o valor e a necessidade de mulheres no cenário terrestre. (Gênesis 2:18) A mulher era complemento do homem. Por conseguinte, suas qualidades diferentes enriqueciam a raça humana. Li com avidez os conselhos e o encorajamento contidos na Bíblia especialmente para as mulheres. — Provérbios 31:10-31; 1 Pedro 3:1-6; Mateus 26:6-13.

      “Observei que, embora a Bíblia indique que ‘a cabeça da mulher é o homem’, ela aconselha os homens a tratar as mulheres com respeito e consideração. (1 Coríntios 11:3; 1 Pedro 3:7; Provérbios 5:18-21; Efésios 5:2-33) E fiquei especialmente comovida com o modo de Jeová lembrar-se das viúvas, que nos tempos antigos — e amiúde hoje também — eram pobres e indefesas. — Tiago 1:27.

      “Outrora, eu achava que os homens tinham todo o prazer e as mulheres todo o sofrimento em questões de sexo. Mas, tornando-me mãe de três filhos, cheguei a ver que ter filhos é uma grande bênção que Deus deu às mulheres. Apesar das dores, muitas mulheres concordarão que é uma das coisas mais emocionantes que pode acontecer, uma alegria que os homens só podem admirar, mas jamais conhecer realmente.

      “Não é que um sexo seja melhor ou mais importante do que o outro. O apóstolo Paulo resume a questão de modo excelente: ‘Além disso, em conexão com o Senhor, nem é a mulher sem o homem, nem o homem sem a mulher. Pois, assim como a mulher procede do homem, assim também o homem é por intermédio da mulher; mas todas as coisas procedem de Deus.’ — 1 Coríntios 11:11, 12.

      “Assim, cheguei a compreender que Deus realmente se importa com as mulheres. E é nele que as mulheres que se sentem oprimidas neste sistema de coisas podem encontrar o melhor refúgio. Gostaria de convidar todas as pessoas a investigar a Bíblia e conhecer o Deus da Bíblia, Jeová, que não tem preconceitos. Quanto à salvação, ele é um Deus que dá ‘oportunidades iguais’. Podemos todos nós amar — e ser amados por — Jeová.” — Contribuído.

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