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Efeitos da dependência do álcoolDespertai! — 1978 | 22 de junho
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Danos Cerebrais
Beber demais por tempo prolongado destrói as células cerebrais. E o corpo não consegue substituí-las, como o faz com outras células do corpo.
Autópsias de alcoólicos crônicos revelam maciça destruição das células cerebrais. Tais danos cerebrais podem provocar ou agravar vários distúrbios mentais, inclusive a paranóia, uma forma de insanidade caraterizada pela mania de perseguição; e a esquizofrenia, uma “divisão” da personalidade. Por exemplo, relata-se que cada terceiro leito dos hospitais psiquiátricos da França é ocupado por uma vítima do álcool.
Nos últimos estágios do alcoolismo, pode ocorrer o delirium-tremens. Isto ocorre quando o álcool subitamente deixa de estar disponível, ou só é disponível em quantidades muito pequenas. Também pode ocorrer depois de longa “bebedeira”. Primeiro, há tremores, ou abalos, sentidos em todo o corpo. Perde-se o apetite, e surge náusea. A vítima se torna febril e se move a esmo. Seguem-se alucinações.
Vêem-se coisas que não estão lá, tais como aranhas, ratos e moscas que saem das paredes ou do chão.
O terror de tal delírio, ou “loucura”, pode levar ao suicídio. Pode também provocar fraqueza mental permanente — ou a morte, visto que tal quadro clínico, segundo se diz, apresenta uma taxa de mortalidade de 20 por cento.
Para que alguém no estádio avançado do alcoolismo não morra, precisa ser “desintoxicado”. Precisa deixar de beber por tempo suficiente para que seu corpo elimine todos os vestígios do álcool e se restaure a um nível mais normal. Mas, isso talvez leve semanas ou meses. E alguns danos, tais como os hepáticos ou cerebrais, talvez selam irreversíveis.
Nos jovens, podem ocorrer mais rapidamente danos à saúde. Seus corpos não são maduros, são menores, e, assim, não conseguem cuidar do álcool tão bem quanto o corpo dum adulto.
Vítimas Inocentes
Entre as vítimas mais inocentes do alcoolismo acham-se os bebês Se a gestante beber demais, isso pode resultar em o bebê nascer mentalmente retardado ou fisicamente defeituoso — ou ambas as coisas.
O Dr. Jaime Frias, diretor dum centro de nascituros defeituosos da Universidade da Flórida, EUA, declara: “Mediante dados clínicos agora computados, pode-se declarar com exatidão que a mulher que bebe álcool de forma crônica, durante a gravidez, tem 50 por cento de probabilidade de ter um filho com certo grau de retardo mental, e 30 por cento de probabilidade de ter um filho com adicionais malformações físicas múltiplas.”
O Dr. David W. Smith, professor de pediatria da Faculdade de Medicina da Universidade de Washington, EUA, afirma: “O álcool é, atualmente, a principal causa dos defeitos físicos nos embriões humanos em desenvolvimento.”
Os pesquisadores relatam que já houve nenês que nasceram “bêbedos”. Seu sangue continha um teor alcoólico mais alto do que é considerado evidência legal de bebedice em muitas localidades. Até mesmo sintomas de privação têm sido observados em alguns recém-nascidos.
A respeito dos danos causados aos bebês, relata o News de Detroit: “Os médicos concordam que os efeitos da síndrome são irreversíveis e que muitas vítimas exigem cuidados especiais por toda a vida, quer no lar quer em instituições.”
O que é considerado “beber demais” por parte duma gestante? As opiniões variam. Afirma o Dr. Smith que cinco drinques por dia constituem beber demais. E uma definição dum drinque é “um coquetel que contenha cerca de 30 mililitros de uísque de gradação alcoólica de 100° (50 por cento álcool)”. O Dr. Smith avisa que o grande consumo de cerveja e vinho durante a gravidez pode produzir os mesmos resultados.
No entanto, Medical World News (Notícias Médicas Mundiais) declarou recentemente: “Alarmado com a evidência rapidamente acumulada de que o consumo até mesmo moderado de álcool pode prejudicar um feto em desenvolvimento, o Instituto Nacional Contra o Abuso do Álcool e Alcoolismo insta fortemente que o governo acautele formalmente todas as mulheres grávidas para não tomarem mais de dois drinques por dia.” Adicionou que a evidência é “muito convincente, e é muitíssimo preocupante”.
Assim, em todo sentido, o custo do abuso do álcool é enorme. E o problema se agrava, à medida que cada vez mais pessoas bebem excessivamente.
Mas, o que se pode fazer para evitar tornar-se dependente do álcool? Como se pode ajudar alguém que já é dependente do álcool?
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Enfrente a ameaça do abuso do álcoolDespertai! — 1978 | 22 de junho
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Enfrente a ameaça do abuso do álcool
NO QUE tange ao abuso do álcool, “é melhor prevenir do que remediar”. É muito, muito melhor mesmo, não se tornar dependente do álcool do que se tornar e então ter de enfrentar as conseqüências.
Esse “prevenir” deve começar na infância. Os jovens precisam aprender de seus pais o conceito correto sobre o álcool. Os pais exercem enorme
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