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  • Que diz a libertação feminina?
    Despertai! — 1972 | 22 de novembro
    • Que diz a libertação feminina?

      “A DISPOSIÇÃO encoberta das mulheres nos Estados Unidos hodiernos é de conflito, frustração, de profunda divisão e mudança.”

      Essa conclusão provém de uma enquête feita tanto a homens como a mulheres. Reflete a disposição difundida entre as mulheres em várias partes do mundo, em especial nos EUA.

      Dizemos com isso que, antes de nossos tempos, todas as mulheres viviam contentes com seu quinhão na vida? Não, porque, durante séculos, muitas delas tinham suas queixas. Então, o que há de diferente na situação hoje?

      O que é relativamente novo é quão ampla é a área da vida que as queixas abrangem e quão persistente é o clamor. Também, a partir da segunda metade dos anos 60, muitas mulheres começaram a se organizar e tomar medidas definidas, como nunca antes. Exigem agora mudanças para corrigir o que afirmam ser injustiças amplas contra seu sexo. Afirmam que já se foram os dias em que se submeterão passivamente a elas.

      Este movimento recebeu em geral o nome de “Libertação Feminina”. Um dicionário define a palavra libertação como ficar livre da escravidão, a qualidade ou estado de ser livre, ter os direitos legais e políticos de um cidadão. As que advogam a libertação feminina são às vezes chamadas de “feministas”.

      Que espécies de liberdades almejam as mulheres deste movimento, Ao passo que as liberdades que desejam variam em pormenor de um grupo de mulheres para outro, há diversas tendências principais entre as que apóiam o movimento. Uma é seu ressentimento contra serem tratadas apenas como objetos da satisfação sexual dos homens, ao invés de serem tratadas como pessoas. Os homens que consideram as mulheres desta forma são chamados “sexistas”. Também, tais senhoras objetam à crença excessiva ou cega na superioridade masculina, chamando a isto de “chauvinismo masculino”.

      Outra objeção forte é que, quando as mulheres trabalham em troca dum salário, usualmente não recebem o mesmo pagamento que os homens que efetuam o mesmo trabalho. Também, consideram injusto que as mulheres sejam excluídas de muitas ocupações e posições dominadas pelos homens.

      Algumas senhoras exigem direitos iguais no lar. Desejam que os maridos partilhem igualmente as tarefas domésticas, de modo que a esposa possa trabalhar fora. Consideram as tarefas domésticas como algo ‘inferior’ e preferem trabalhar fora em empregos que consideram mais interessantes, desafiadores ou até mesmo mais ‘encantadores’.

      Muitas senhoras exigem o direito de obter um aborto legal, se quiserem por fim a uma gravidez. Acham que isto as livraria da escravidão a outra pessoa, o filho indesejável.

      Outra exigência é que as agências governamentais estabeleçam centros para cuidar das crianças. As mães que trabalham fora como arrimo de família desejam que outrem cuide de seus filhos. Preferem trabalhar fora em troca dum salário decente do que aceitar o seguro social e viver à mingua. Desejam, porém, algum arranjo para cuidar de seus filhos.

      Dezenas de milhares de senhoras já marcharam pelas mas das cidades a fim de tornar conhecidas suas demandas. Em Nova Iorque, umas sessenta mulheres ‘apoderaram-se’ da Estátua da Liberdade e a revestiram de uma faixa que dizia: “Mulheres do Mundo, Unidos!” Segundo uma dessas senhoras, foi escolhida a Mis Liberdade por “ser irônico que uma mulher represente a idéia abstrata de liberdade, mas, em realidade, não somos livres”.

      Na Holanda, um grupo de mulheres pôs fogo num espartilho diante da estátua duma famosa sufragaste holandesa. Daí, atacaram os lavatórios públicos de homens para dramatizar sua queixa de que não havia tais lavatórios para mulheres. Assobiaram para os homens que passavam nas esquinas e discutiram em altas vozes seus pontos bons e ruins. As mulheres holandesas exigiram igual paga para as mulheres, igual divisão dos deveres domésticos entre o marido e a esposa, abortos legalizados, educação sexual nas escolas e pílulas anticoncepcionais para as adolescentes.

      As norueguesas deixaram abalados os homens de seu país por se apresentarem em grandes números para votar em prol de suas próprias candidatas femininas nas eleições locais. Numerosas câmaras municipais vieram a ficar sob seu controle, nos lugares em que suas candidatas obtiveram a maioria. Isto incluiu as câmaras em duas das maiores cidades da Noruega.

      Diferenças de Opiniões

      No entanto, não devemos pensar que a libertação feminina seja um movimento unificado, internacional, sob um controle central. Há muitos grupos e pessoas envolvidas, e amplas diferenças de opinião entre eles. Há desacordos entre as mulheres de diferentes países e formações raciais. Até mesmo numa nação ou grupo racial, há amplas áreas de desacordo.

      Exemplificando, algumas desejam elevar as mulheres a posições de poder na sociedade hodierna por cooperarem com as “Instituições”. Mas, outras desejam derrubar por completo a sociedade estabelecida e substituí-la por uma ordem diferente. Ao passo que algumas desejam mais equalidade no casamento, outras desejam abandonar por completo o casamento. Há aquelas que desejam total liberdade sexual, inclusive a aceitação do lesbianismo para as mulheres e o homossexualismo para os homens. Mas, outras objetam a esse tipo de liberdade sexual.

      As mulheres do movimento não estão seguras de qual a direção em que devem ir. The National Observer comentou as reuniões das mulheres na libertação feminina: “Os diretórios estavam repletos de discussão. Em um deles, um grupo de jovens . . . começaram a gritar com outras delegadas sobre normas políticas e estratégia.” Uma senhora protestou: ‘Olhem, eu não guiei 800 quilômetros até aqui para discutir.’

      Ao passo que os desacordos são comuns, ao mesmo tempo as senhoras avisam que a profundeza e a amplitude de seus sentimentos não devem ser subestimadas. Outros concordam. Comentou The National Observer: “Para aqueles que ainda não o fazem, já é tempo de levar a sério a libertação feminina.”

      Isto se dá porque, ao passo que há desacordo entre as pessoas que favorecem a libertação feminina, as áreas de acordo são ainda mais fortes. Por exemplo, na Europa, o clamor tem o mesmo tom que nos EUA: que as mulheres são cidadãos de segunda classe e sofrem discriminação no casamento, na educação, no treinamento vocacional e nos empregos. Elas, também, exigem igual pagamento por igual trabalho, reforma em prol do aborto, jardins de infância e centros para o cuidado diurno.

      O que dizer, então, das afirmações dos que apóiam o movimento de libertação feminina? É válido seu argumento? Há alguma verdade naquilo que dizem?

  • Há alguma verdade naquilo que dizem?
    Despertai! — 1972 | 22 de novembro
    • Há alguma verdade naquilo que dizem?

      SERIA fácil rejeitar a libertação feminina como sendo inteiramente um produto de senhoras que simplesmente gostam de se queixar. Muitos homens pensam assim a respeito disso.

      Todavia, escreveu um sábio: “Quando alguém replica a um assunto antes de ouvi-lo, é tolice da sua parte e uma humilhação.” — Pro. 18:13.

      Se sentisse dor no corpo, apreciaria o médico que lhe mandasse embora dizendo que era apenas um queixoso? Ou gostaria que ele analisasse o problema e lhe dissesse qual é a causa e se há um remédio?

      Outro princípio bíblico afirma: “Quanto àquele que tapa seu ouvido contra o clamor queixoso do de condição humilde, ele mesmo também clamará e não se lhe responderá.” — Pro. 21:13.

      Assim, o sábio ouve. Pesa os fatos para discernir se a queixa é válida ou não. Daí, age de acordo.

      Que Motivo Há de Queixa?

      Se passar os olhos sem preconceitos pela História, será obrigado a concordar que as mulheres têm muitos motivos de queixas.

      Através da História, o poder político, econômico e religioso tem estado mormente nas mãos dos homens. Mas, o resultado tem sido uma triste repetição de brutalidade. A respeito apenas da Segunda Guerra Mundial, declara a World Book Encyclopedia: “Calculou-se que os mortos civis e militares totalizaram 55 milhões. . . . Os civis sofreram as maiores perdas. . . . por bombardeios, massacres, emigrações forçadas, epidemias, e subnutrição.

      Naturalmente, não se pode dizer que as coisas teriam sido melhores se as mulheres fizessem todas as decisões. Quando as mulheres governaram algumas nações, as coisas realmente não eram diferentes. Leia a história sobre Cleópatra do Egito, Zenóbia de Palmira, Maria I (“Maria Sanguinária”) da Inglaterra, ou Maria Stuart, a Rainha da Escócia. Verificará que sua regência não representou melhora.

      Todavia, permanece o fato de que os homens têm sido os responsáveis primários pelas guerras. Também, as armas de guerra foram quase que todas inventadas pelos homens. As mulheres presenciaram a destruição de seus lares, a morte ou aleijamento de seus entes queridos. A medida que os exércitos varriam grandes áreas, as mulheres aos milhões eram brutalizadas. Incontáveis números foram violadas.

      Por outro lado, quanto protestam as mulheres em qualquer dos lados da guerra? Em ambas as guerras mundiais, por exemplo, não eram as alemãs tão laboriosas em ajudar seu esforço de guerra como as inglesas ou as estadunidenses? Quando foi a última vez que ouviu dizer que a maioria das mulheres se recusaram a apoiar as guerras de uma nação? Algumas das maiores promotoras de certos esforços de guerra têm sido as mulheres.

      É verdade, contudo, que nos vários países muitas senhoras têm sido tratadas pouco melhor do que os animais ou os escravos através da História. Entre outras coisas, ensinaram-lhes a cometer suicídio quando seus maridos morriam, a prender e deformar seus pés, não lhes permitiam comer à mesma mesa que os homens, ou foram vendidas pela melhor oferta, sem se considerar seus sentimentos. E até em tempo de paz, milhares de mulheres são violadas a cada ano. A lista dos atos opressivos contra as mulheres é longa, não se pode negar isto.

      Até mesmo em muitas sociedades ‘avançadas’, atualmente, as mulheres deveras sofrem formas de discriminação. O Times de Nova Iorque declarou: “A lei estadunidense, com suas raízes na sociedade medieval, que considerava as mulheres como bens móveis, e com aprimoramentos adicionados por gerações de legisladores e juízes masculinos, apresenta muitas modalidades que se poderia dizer que negam às mulheres a igual proteção perante as leis.”

      No estado de Nova Iorque, as jovens consideradas “como precisando de supervisão”, podem ser presas até que tenham dezoito anos. Mas, a idade de livramento para os rapazes é de dezesseis anos. Sally Gold, advogada do Departamento dos Assuntos dos Consumidores, diz que “uma jovem de 16 anos poderia . . . ser colocada num reformatório até por quatro anos, por comportamento promíscuo”. “Não existe tal noção para os rapazes”, afirma. Um rapaz de dezesseis anos que fosse igualmente promíscuo não poderia ser punido.

      O Que Dizer da Vida Familiar?

      Mais mulheres se queixam de seu papel na vida familiar. Há alguma verdade em suas afirmações? O psicólogo de Cornell, Urie Bronfenbrenner afirma:

      “Tenho muita simpatia pela ira e frustração refletidas no movimento de Libertação Feminina. Não só as mulheres sofrem discriminações no chamado mundo masculino, mas também têm sido privadas do prestígio em seu papel como mulheres.

      “Costumava acontecer que a mãe era apreciada em sua vizinhança por ter criado bem os seus filhos. Agora, a mãe ainda é responsável por seus filhos, mas não obtém suficiente apoio nem reconhecimento. Seu marido está ausente a maior parte do tempo, e suas vizinhas amiúde não são realmente suas amigas.

      “Estamos criando uma situação em que as mulheres se sentem frustradas em ambos os mundos.”

      Muitos pais transferem a responsabilidade de treinar seus filhos para a mãe. Em resultado, a mãe tem de fazer decisões e cuidar de assuntos que o marido deveria cuidar. Sobre isto, disse a revista Look:

      “A mulher estadunidense é acusada de substituir o marido qual cabeça da família. Na mente dela, ela enfrenta esta acusação contra-atacando que ela dificilmente conhece uma família em que a mãe não lute — em vão — para que o pai faça as decisões importantes nas vidas dos seus filhos, exerça a disciplina, seja um modelo de masculinidade para seus filhos. . . .

      “Por livre escolha, e debaixo dos protestos da esposa, ele deixa as decisões vitais sobre as vidas de seus filhos — sua instrução escolar, suas instruções sexuais, sua educação moral e religiosa — para a mãe deles. Ele diz que ela ‘sabe mais sobre estas coisas’ do que ele, mas, mesmo ao dizer isto, está inteiramente convencido de que sua esposa lhe priva da autoridade no lar.”

      Visto que muitos homens abdicam de suas responsabilidades familiares, há pessoas na libertação feminina que afirmam que a família está ultrapassada e deve ser abandonada. Mas, melhorariam as coisas? O Dr. Paul Popenoe, do Instituto Estadunidense de Relações Familiares, declara: “Nenhuma sociedade conseguiu sobreviver depois de deteriorar sua vida familiar.” O Professor Emérito de Harvard, Carie Zimmerman disse a respeito da decadência da vida familiar na antiga Grécia e Roma: “Em cada caso, a mudança da fé e da crença nos sistemas familiares associava-se . . . a enormes crises nas próprias civilizações.

      Abandonar o arranjo familiar seria o mesmo que ‘jogar fora o bebê junto com a água suja do seu banho’. O fato de que muitas famílias são felizes e deveras enfrentam seus problemas demonstra que a culpa não cabe ao arranjo familiar. Cabe às pessoas que são egoístas demais ou não se dispõem a fazer sua parte.

      O Que Dizer da “Igualdade”?

      Em quase todo campo, a mulher que tem um emprego não recebe o mesmo pagamento que o homem que faz o mesmo trabalho. Esta é uma dureza especial para as mães que têm de trabalhar fora como arrimo de suas famílias.

      Devido a tais desigualdades, algumas senhoras exigem agora que haja completa igualdade com os homens em todas as esferas da atividade humana. Todavia, quais seriam as conseqüências, se a igualdade total vigorasse?

      Se as mulheres gozassem de completa igualdade com os homens, os governos convocariam as mulheres para lutar nos campos, nas selvas e nas trincheiras em tempo de guerra. Certa vez, quando a correspondente do Times de Nova Iorque, Gloria Emerson, estava em Khesanh, Vietnam do Sul, o local foi bombardeado pelas tropas norte-vietnamitas. Ela fugiu para um abrigo ocupado por soldados estadunidenses. Depois disso, ela declarou: “Naquele momento solitário, tornei-me tão igual aos homens como jamais pensei em ser. Teria prazerosamente compartilhado o horror disso com as advogadas tremendamente elegantes da libertação feminina.”

      A igualdade em todo sentido acabaria com as leis saudáveis que governam o tipo de trabalho que se pede que as mulheres façam. Se for mulher, realmente apreciaria a igualdade com os homens em tirar carvão duma mina a centenas de metros no subsolo se os homens fizessem sua parte das tarefas domésticas? Desejaria realmente passar um tempo igual arando os campos e ajuntando estrume junto com seu marido lavrador, se concordasse em lhe ajudar a cozinhar e manter a casa limpa? Será isso que prefere?

      Ainda assim, certas senhoras afirmam que é injusto que lhes seja atribuído o ‘monótono’ serviço doméstico. Mas, outras mulheres acham que é um desafio para elas cuidar duma casa, preparar menus, arranjar os móveis e decorações, e ajudar a moldar as mentes dos filhos. Para aquelas que acham isto monótono, muitos homens perguntam: Quantos serviços de escritório ou de fábrica para os homens são ‘encantadores’ ou ‘excitantes’? A maioria deles são monótonos, frustradores e insatisfatórios. Os homens usualmente acham-se presos a um horário rígido, e, se se desviarem disso, põem em perigo seus empregos. Muitos deles invejam a tabela mais flexível de suas esposas no lar.

      Dentre todas as esposas ou mães que trabalham fora que conhece pessoalmente, quantas prefeririam continuar trabalhando se não precisassem do dinheiro? Muito poucas mulheres preferem a monotonia duma rígida escala de trabalho a cuidar de um lar. Pergunte às mulheres, às esposas e às mães que têm de trabalhar fora e verifique se isto não é assim.

      Recentemente, perguntou-se isso a mulheres numa enquête. Esta mostrou que, por uma votação de 71 contra 16 por cento, as mulheres concordavam que “cuidar de um lar e dos filhos é muito mais recompensador do que ter um emprego fora”.

      Símbolos Sexuais

      Tratam os homens às mulheres como simples símbolos sexuais? Infelizmente, muitos, muitos homens mesmo fazem exatamente isso. O único interesse que tais homens têm nas mulheres é a satisfação sexual que possam obter delas.

      Para promover isto, os filmes, as revistas e a publicidade acham-se cheios de mulheres em situações ou poses sexualmente sugestivas. Quem é culpado? Na maioria dos casos, são os homens que controlam a produção destas coisas.

      Todavia, quem obriga as mulheres a agir assim ou a posar? Verificará que quase todas as mulheres fazem isso por vontade própria.

      Nos EUA, recentemente revelou-se que as universitárias da Universidade Estadual de Wayne posavam nuas para que fregueses masculinos as fotografassem. Sua taxa era Cr$ 90,00 por trinta minutos, as moças classificando isso como ‘trabalhando para se manterem na faculdade’. Mas, muitas outras jovens trabalharam para se manterem na faculdade sem terem de vender seus corpos.

      Assim, há mulheres que realmente se permitem ser usadas em certos modos sexistas’. Realmente se tornam prostitutas por vontade própria. Realmente posam de forma voluntária para fins imorais. E, muitas mulheres deveras usam roupas sexualmente sugestivas, inclusive vestidos curtos demais. Assim, grande parte da espécie feminina tem de compartilhar a culpa de encorajar os homens a serem ‘sexistas’.

      Relacionado a isto há o fato de que, devido ao aborto ainda ser ilegal em muitos lugares, as mulheres têm sido prejudicadas e mortas por abortos mal feitos. Este é um motivo por que muitas mulheres agora exigem abortos legais quando solicitados. Mas, onde está a culpa? Será realmente errado que a lei deseje dar à criança por nascer uma oportunidade de viver? Lembre-se: uma vez já esteve no ventre de sua mãe. Deveria sua mãe ter tido o direito legal de abortá-la?

      Declara Science New, de 18 de dezembro de 1971: “É agora possível determinar com exatidão quem obtém abortos. . . . a paciente mais comum é a mulher jovem, solteira, branca, grávida pela primeira vez.” Tais mulheres ignoram as leis de Deus contra a fornicação e ficam grávidas. Quem tem a culpa — a criança por nascer? Por que punir os inocentes, cometendo assassinato ao fazê-lo, e então exigir que o assassinato seja legalizado?

      Objeção a Mencionar Deus Como “Ele”

      Suscita-se também a objeção de que a igualdade deveria até abranger as referências a Deus. Mary Daly, professora de teologia na Faculdade de Boston, disse: “Deus está morto para nós, mulheres, enquanto Deus for representado como sendo exclusivamente masculino.”

      Não obstante, a Dra. Margaret Mead, famosa antropóloga estadunidense, discorda. O Times de Nova Iorque relata o seguinte:

      “A Dra. Margaret Mead declarou ontem que ela tem trabalhado em prol da igualdade das mulheres em toda a sua vida, mas que não podia nutrir ‘nenhuma simpatia, como estudiosa que é, pela tremenda bobageira’ que ela disse que tem sido dita por certos membros do movimento de libertação feminina.

      “‘Que é que se ganha por inverter “Deus é Ele” para “Deus é Ela”, exceto irritar as pessoas?’ — perguntou ela. ‘Não nos leva a parte alguma. Tudo que se consegue com uma inversão é de novo o contrário.’”

      Exigir algo absurdo somente provoca o escárnio e tira a atenção das injustiças reais. Também, quando se exige um absurdo, a tendência dos observadores é considerar outras afirmações como também sendo possíveis absurdos. Note o seguinte, escrito por uma senhora ao editor do Herald de Miami:

      “Até recentemente, orgulhava-me de ser mulher, orgulhava-me do que ela representava, orgulhava-me de seu papel na sociedade. Agora, sinto-me perturbada e envergonhada, ao ver muitas de minhas colegas adultas pularem para cima e para baixo, como uma criança que deseja um bambolê de dois centavos, gritando e exigindo certos direitos — muitos dos quais elas não procuraram merecer e vários dos quais não usarão de modo eficaz.

      “Parece-me que as ‘damas’ por trás do movimento de libertação feminina tentam, com o dramatismo circense, falar em nome das mulheres, como uma unidade, sem qualquer consideração por aquelas dentre nós que estão contentes. . . .

      “Eu, bem como muitas outras mulheres, protestamos contra ser degradadas por senhoras muito emotivas e dessatisfeitas que desejam uma identidade masculina, porque, pessoalmente, não se sentem realizadas como mulheres. Trocar um porta-seios por um revólver, exigir direitos e obrigações além do que a mulher possa suportar física e emocionalmente, não vai ser o quadro muito belo que muitas prevêem.”

      Contudo, isto não altera o fato de que as mulheres têm sido, e ainda são, vítimas de injustiças. Assim, o que precisamos realmente saber é: Como devem os homens tratar as mulheres? Quais podem ser os resultados quando os homens tratam apropriadamente as mulheres?

      Para obter as respostas a tais perguntas, seria bom analisar primeiro exatamente como são feitos os homens e as mulheres. Qual é o papel mais natural para eles?

  • Cada um foi feito para determinado papel
    Despertai! — 1972 | 22 de novembro
    • Cada um foi feito para determinado papel

      NADA pode alterar o fato básico de que há dois sexos na família humana. As crianças nascerão ou homem ou mulher.

      Mas, quão básicas são as diferenças nos sexos? O que significam tais diferenças? Há um modo de vida que se adapte melhor a cada um?

      Se examinar a criação viva, notará que há usualmente um modo de vida que se adapta melhor a cada coisa viva. Exemplificando, será que as palmeiras e os cactos florescem nas áreas setentrionais frias? Não, fazem-no melhor nos climas quentes. Mas, a árvore conífera norte americana prospera mais nos climas setentrionais mais frios. Os ursos polares vivem melhor onde é frio, mas as girafas vivem melhor onde é quente.

      Na verdade, até certo ponto, as coisas vivas podem adaptar-se às condições que mudam. Mas, quanto mais se afastarem da situação a que se adaptam melhor, tanto mais problemas terão.

      Há também as ‘melhores’ condições no relacionamento entre o homem e a mulher. Quanto mais, se desviarem delas, tanto mais problemas terão.

      Diferenças Fundamentais

      O que se deve reconhecer é que há diferenças fundamentais entre o homem e a mulher que não há palavras que mudem. A diferença óbvia se acha na aparência física e nos diferentes órgãos sexuais. Também, o código genético da família humana tenta firmemente estabelecido dentro de si o fato de que o varão tem a constituição mais dura e é mais forte.

      Compare-se, exemplificando, os recordes alcançados nos Jogos Olímpicos. O recorde olímpico dos 100 metros rasos para homem é de 9,9 segundos, mas para as mulheres é de 11 segundos. Nesta curta distância, os homens cruzam a linha de chegada uns 9 ou 10 metros na frente das mulheres. O recorde olímpico de salto em altura é superior a 2,20 metros para os homens, mas é de uns 1,90 para as mulheres. Em todo evento comparável, os homens correm e nadam mais rápido, pulam mais alto, e lançam pesos mais longe que as mulheres.

      Por que os homens têm maior força física? Porque foram criados para desempenhar diferente papel na vida do que as mulheres. Teriam de efetuar o trabalho mais pesado e liderar em sustentar a família e lhe dar proteção.

      Será que isto torna as mulheres “inferiores”? Será que um corpo bem-proporcionado duma mulher é “inferior” ao corpo bem-proporcionado dum varão? Será de menos valor, ou será menos útil? Qual é “superior”, o carvalho ou a rosa? A seu próprio modo, cada um é valioso e desejável.

      Em adição à diferença na estrutura e na força físicas, as mulheres passam por diferentes ciclos físicos, tais como a menstruação e a menopausa. Por isso, não podemos fugir da verdade sobre o assunto, de que há diferenças muito básicas em sentido físico entre os homens e as mulheres. Com efeito, os cientistas podem dizer, sem conhecer de antemão o sexo duma pessoa, se uma célula do corpo pertence a um homem ou a uma mulher. Conforme indica certa fonte: “Todas as células do corpo do homem diferem das do corpo da mulher.”

      Outras Diferenças

      Visto que há tais diferenças físicas inalteráveis entre os homens e as mulheres nos seus códigos genéticos, não deveria parecer estranha que também houvesse diferenças emocionais ou psicológicas. O antropólogo Lionel Tiger, da Universidade Rutgers, declara:

      “Em suma, há considerável evidência de que as diferenças entre os varões e as varoas não resultem de simples conspiração masculina, . . . ocorrem em tão ampla variedade de situações e culturas que a explicação feminista é inadequada em si mesma para nos ajudar a entender as mesmas, e que há bases biológicas para as diferenças sexuais que nada têm que ver com a opressão das varoas, mas, antes, com, o assegurar a segurança das comunidades e o crescimento saudável das crianças. . . .

      “Agora sabemos que o intricado código genético DNA torna possível que o indivíduo herde não só simples características físicas, tais como o tamanho, a forma e a constituição química, mas também um inteiro grupo de propensões para determinado comportamento social que acompanha determinada fisiologia.

      Assim, o código genético determina mais do que as características físicas que tornam diferentes os dois sexos. Também fornece a cada sexo diferentes fatores emocionais que fazem-nos reagir de modo diferente. Via de regra, as mulheres têm qualidades mais ternas do que os homens. Inclinam-se mais a ser sociáveis, sensíveis e consideradas. Amiúde, têm mais paciência.

      Por que foram criadas com diferentes características físicas e emocionais? Porque têm diferentes papéis a desempenhar.

      Em Que as Mulheres Excedem

      Em coisa alguma isto é mais evidente do que no papel da mulher como mãe. Não só tem ela o equipamento físico para dar à luz e para alimentar o bebê, mas ela tem as características emocionais para cuidar dele.

      O fato que, através da história, os povos em toda a terra viram a necessidade e a sabedoria de as mães cuidarem dos bebês sugere certamente muito mais do que uma conspiração masculina. O que aponta meridionalmente é que ela foi criada para um papel diferente, mas um papel que torna a mulher vital à sociedade humana. Quão vital? Pergunte a si mesmo: Onde é que estaria a família humana, inclusive o leitor ou a leitora, sem mães? Não existiria de forma alguma! A Bíblia pontifica: “Como a mulher procede do homem, assim também o homem é por intermédio da mulher.” — 1 Cor. 11:12.

      Também, o amor de mãe, muito mais do que o amor do pai, é uma necessidade absoluta para o desenvolvimento normal dos bebês. Estudos intensivos de bebês criados em orfanatos revelam que aqueles bebês desprovidos de cuidado amoroso das mães sofriam danos dos quais a maioria deles jamais se recuperava completamente. A probabilidade era muito maior de crescerem com sérios problemas emocionais, mentais e até mesmo físicos.

      O Dr. Peter Neubauer, diretor do Centro de Desenvolvimento Infantil em Nova Iorque, afirma:

      “O amor e a afeição que [a criança] recebe de sua mãe ou da mãe-símbolo, mui criticamente desde seu nascimento até idade de 3 anos, determinará o curso do desenvolvimento emocional que o levará por toda a vida. . . .

      “Quase tudo que costumávamos dizer era que a mãe deveria segurar seu bebê enquanto o alimentava. Agora sabemos que é deveras a ‘carícia’ (o toque), os ‘rostos alegres’ (as vistas), e as ‘palavras amorosas’ (os sons), junto com os cheiros e os gostos, que são os requisitos prementes da infância.

      “É a conversa sem sentido, o cantar, o sorrir de um para o outro, o acariciar, balançar, o erguer e o rir que constituem ‘o amor e a afeição’. . . .

      “Se acontecer algo de errado, torna-se cada vez mais difícil consertá-lo depois da idade de 3 anos.”

      Já observou a mãe amorosa com seu bebê? Quão óbvio é que ela é superior em fornecer ao bebê as suas necessidades no começo da vida! Não é que o papel do pai não seja importante, mas, no estágio inicial da vida do bebê, o papel da mãe é o mais vital.

      Satisfação em Cumprir Seu Papel

      Quando as mulheres entendem e cumprem seu papel na família, ao invés de lutar contra o mesmo, podem obter enorme satisfação. Certa mulher escreveu para o Ladies’ Home Journal: “Fomos criadas para ser diferentes do homem em natureza, mas não para ter menos valor. É o meu desejo mais acalentado ser feminina, que é meu papel natural na vida, meu marido a ser mais masculino, segundo sua natureza.”

      Certa mãe escreveu: “Falando pessoalmente, minha satisfação na vida é o tempo gasto junto com meu marido e as coisas que fazemos juntos. Mas, isso inclui ter os filhos em volta de nós, observando-os crescer e orgulhando-nos deles.”

      Outra mãe comentou a acusação de que as mulheres têm “problema de identificação”. Ela disse que não tinha nenhum, mas, antes, era considerada com grande amor, afeição e admiração pelo marido e dois filhos. Fez o apelo: “Mulheres, não me libertem disso tudo!”

      Um artigo na revista McCall’s observou: “Não importa o que qualquer homem [ou mulher] diga, a mulher mediana que torna o seu mundo um lugar melhor para sua família viver, realiza mais do que uma dúzia de capitães da indústria que devotam suas vidas à fabricação de aquecedores a vapor ou à fabricação de cortadores automáticos de bacon em fatias.”

      No entanto, quando a mulher tem um marido, um pai ou um irmão que não compreende seu papel e suas necessidades, e que não a trata de modo correto, então ela pode tornar-se deveras infeliz. Bem amiúde, estas são as mulheres que procuram libertar-se.

      Mas, exatamente como é que o homem deveria tratar uma mulher? Como, em especial, deve o marido tratar sua esposa? E será que ter filhos é o principal papel dela na vida?

      [Foto na página 11]

      Torna-se óbvio que a mulher é superior em fornecer ao bebê recém-nascido as suas necessidades; todavia, será esse o principal papel da mulher na vida?

  • Como devem os homens tratar as mulheres?
    Despertai! — 1972 | 22 de novembro
    • Como devem os homens tratar as mulheres?

      QUAL é o melhor modo de os homens lidarem com as mulheres? Como, em especial, deve o marido tratar sua esposa para que haja o maior benefício para ambos?

      A resposta a tais perguntas só pode vir daquele que está mais habilitado a dá-las. Quem é? Tem de ser Aquele que esquematizou e fez as mentes e os corpos dos homens e das mulheres. Por certo o Criador, Jeová Deus, conhece melhor como sua criação deve funcionar para ter os melhores resultados.

      Tenha presente que o casamento não é um acidente, algo que simplesmente aconteceu desenvolver-se através das eras. O primeiro casamento foi ordenado por Deus. Primeiro, Deus criou o homem, daí, a mulher, juntando-os como marido e esposa. Cada um recebeu qualidades e responsabilidades um tanto diferentes. A respeito disso, Gênesis 2:18 afirma: “Não é bom que o homem continue só. Vou fazer-lhe uma ajudadora como complemento dele.”

      Um complemento é algo correspondente, algo que torna completo. Fornece o que falta ou é necessário. No caso do homem e da mulher, cada um foi criado com uma necessidade que o outro preenchia. Suas qualidades se equilibravam, ou se complementavam, um ao outro tão bem que o homem e a mulher, como casal, eram considerados “uma só carne”. (Gên. 2:24) Que isso obrava nos melhores interesses de ambos pode ser depreendido do que também diz o relato da Bíblia: “Depois, Deus viu tudo o que tinha feito, e eis que era muito bom.” — Gên. 1:31.

      Note, também, que, quando foi criada a mulher, não se disse que sua função era apenas ter filhos. A relação da mulher com seu marido como de um complemento, ou cônjuge, é o que se destaca por menção específica. Obviamente ela o complementa em ter filhos, porque nenhum dos dois pode fazer isto sozinho. Mas, ela o complementa em muitos outros modos também.

      Conceito de Deus Sobre as Mulheres

      Também, a relação da mulher com seu Criador, Jeová Deus, era mais importante do que sua relação quer com seu marido quer com os filhos que ela tivesse. Isto pode ser depreendido de várias formas. Uma era o fato de que, ao passo que foram dadas responsabilidades mais pesadas ao homem, a varoa também recebeu qualidades que refletiam a personalidade de Deus, tendo estas em comum com o homem.

      A mulher, por exemplo, certamente não é inferior de forma alguma ao homem na qualidade de amor, e esta é a qualidade dominante na personalidade de Deus. Afirma a Palavra de Deus: “Quem não amar, não chegou a conhecer a Deus, porque Deus é amor. . . . Deus é amor, e quem permanece no amor permanece em união com Deus, e Deus permanece em união com ele.” (1 João 4:8, 16) Isso é tão verdadeiro para as mulheres como é para os homens.

      Daí, também, o apóstolo Paulo incluiu, não apenas os homens crentes, mas também as discípulas, ao dizer: “Todos nós, ao passo que com rostos desvelados refletimos como espelhos a glória de Jeová, somos transformados na mesma imagem de glória em glória, exatamente como feito por Jeová, o Espírito.” (2 Cor. 3:18) Com efeito, a evidência mais conclusiva da alta consideração de Deus pelas mulheres é que concede às mulheres o privilégio de estar entre os que formam o governo celeste de seu Filho. É por isso que a Bíblia diz neste respeito: “Não há nem macho nem fêmea; pois todos vós sois um só em união com Cristo Jesus.” (Gál. 3:28) Assim, Deus tem alta e amorosa consideração pelas mulheres, lidando com elas como pessoas, a sua relação com Ele sendo tão importante quanto a relação do homem para com Deus.

      Quem Teve Maior Culpa?

      No entanto, com o tempo, tanto o primeiro homem como a primeira mulher começaram a desejar algo que jamais poderia ser deles. Desejavam ser iguais a Deus, tendo o direito e a habilidade de determinar por si mesmo o que era certo e o que era errado, ao invés de se guiarem pelas leis de Deus. A mulher se rebelou primeiro, daí, o homem. — Gên. 3:1-6.

      Disto, concluíram alguns que ‘não fora pelas mulheres, estaríamos no jardim no Éden’. Mas, isto não é exato. O homem foi criado primeiro e foi posto como chefe da família, com maior responsabilidade. Como ‘capitão’ de seu navio, poderia tê-lo guiado num caminho correto, mesmo em mares atribulados. Mas, aquele primeiro homem, Adão, fracassou como chefe de família. Visto que possuía maior responsabilidade, teve maior culpa. Por isso, Romanos 5:12 diz: “Por intermédio de um só homem entrou o pecado no mundo, e a morte por intermédio do pecado.”

      Em resultado de afastar-se da orientação de Deus, a família humana começou a formular suas próprias regras de conduta. Nisto, a mulher, em muitos casos, tornou-se quem levou a pior, pois a maior força física e agressividade do homem o habilitaram a dominar a varoa e, amiúde, abusar dela, o que era contrário ao propósito de Deus.

      Desvendados os Modos Superiores de Agir de Deus

      Todavia, Deus fixou um tempo para permitir a tolice humana. Ao se passarem as centúrias, Deus revelou gradualmente o que faria para remediar a situação ruim em que chegara a família humana.

      Cerca de quinze séculos antes do nascimento de Jesus Cristo, Deus revelou mais de seus propósitos por meio de seus tratos com a nação do antigo Israel. Por meio de Moisés, forneceu um código de leis a Israel. Achavam-se incorporadas nele certas provisões para o benefício das mulheres. Estas colocavam as mulheres israelitas numa situação muito superior à das mulheres que viviam nas nações pagãs circunvizinhas.

      Séculos mais tarde, Jesus Cristo introduziu o Cristianismo, desvendando mais cabalmente os propósitos de Deus. Sob o arranjo cristão, as mulheres vieram a ficar numa posição até mesmo superior à do antigo Israel. O verdadeiro Cristianismo era uma forma de vida muito, muitíssimo superior a qualquer outra jamais imaginada pelo homem, e a mulher colheria os benefícios quando ele fosse praticado na forma em que Deus propôs.

      Sob o Cristianismo, o papel do homem como ‘capitão’ da família foi mantido. Era o melhor arranjo, considerando-se como Deus fizera o homem e a mulher. Assim, como diz Efésios 5:23: “O marido é cabeça de sua esposa, assim como também o Cristo é cabeça da congregação.” E, se não houvesse cabeça na família, o que aconteceria? Haveria constantes altercações e desacordos quanto a decisões, sem ninguém que fizesse a decisão final. Mas, é mister, para o bem-estar da família, que alguém autorizado faça as decisões finais, e Deus designou esse papel ao marido.

      Por exemplo, se o homem guia um carro, e vê uma difícil situação no trânsito surgindo que exija medida imediata na direção ou na velocidade, apenas tornaria pior a situação se a esposa insistisse que ela tinha seu conceito sobre o assunto e que ele deveria fazer o que ela queria. Alguém tem de fazer as decisões finais, e, quando o marido as faz de modo amoroso e considerado, isso realmente opera para o bem da família.

      Que Espécie de Chefia

      Mas, o que significa exatamente a chefia do marido? Conforme observado, significa que, na família, ele tem o direito de fazer as decisões finais, em especial em questões sérias. Mas, como deve exercer tal chefia? Dá-lhe isso o direito de ser chefão, um ditador?

      Não era nada disso que Deus tinha presente, pois Efésios 5:28, 29 declara: “Os maridos devem estar amando as suas esposas como aos seus próprios corpos. Quem ama a sua esposa, ama a si próprio, pois nenhum homem jamais odiou a sua própria carne.” O marido tem obrigação ser considerado com sua esposa, como é com ele próprio, visto que são “uma só carne”.

      Muito mais, porém, está envolvido. Deus também ordena que os maridos façam o seguinte: “Vós, maridos, continuai a morar com [as esposas] da mesma maneira, segundo o conhecimento, atribuindo-lhes honra como a um vaso mais fraco, o feminino.” — 1 Ped. 3:7.

      Como se honra uma outra pessoa? Ora, trata-se a mesma com respeito. Mostra-se consideração pelas opiniões, gostos e ojerizas daquela pessoa. Dá-se a preferência àquela pessoa quando não há uma questão em jogo. Faz-se o que Colossenses 3:12, 13 diz: “Revesti-vos das ternas afeições de compaixão, benignidade, humildade mental, brandura e longanimidade. Continuai a suportarmos uns aos outros e a perdoar-vos uns aos outros liberalmente.”

      Estas são as qualidades que tornam fácil para as mulheres amar e respeitar seus maridos. Com efeito, uma senhora feliz no casamento, quando inquirida sobre o que ela mais apreciava em seu marido, respondeu: ‘A ternura e a consideração que ele tem por mim.’ E é justamente isso que Deus diz que os maridos devem mostrar a suas esposas.

      Também, ao passo que, de início, é crítico na vida da criança o papel da mãe, com o tempo o pai se torna mais importante. É por isso que a lei de Deus ordena aos pais que liderem em treinar os filhos que crescem nas coisas vitais da vida, como a moral, a religião e a disciplina. Ao passo que a mãe também desempenha parte importante em tudo isto é o pai que deve assumir a liderança. — Efé. 6:4.

      Parte de assumir a liderança é dar bom exemplo, ‘praticar o que se prega’. E, neste sentido, uma coisa das mais excelentes que o pai pode fazer é amar a mãe deles. Que excelente exemplo isso estabelece para as futuras mães e os futuros pais!

      Ainda há mais. Efésios 5:25 diz: “Maridos, continuai a amar as vossas esposas, assim como também o Cristo amou a congregação e se entregou por ela.” Sim, o marido deve ter tal consideração pela esposa, de modo que disponha-se a dar a vida por ela! Foi isso que Jesus fez por aqueles a quem amava.

      Agora, então, que mulher sensata desejaria libertar-se de um homem que mostrasse a ela tal espécie de honra, respeito, consideração, ternura e lealdade? Naturalmente, ela tem seu papel a desempenhar, também, e a Bíblia oferece conselhos muito bons sobre isso. Aqui, porém, estamos considerando primariamente as responsabilidades do homem.

      Tratar Outras Mulheres

      Como deveriam os homens tratar outras mulheres que não são as esposas deles? O jovem Timóteo recebeu o seguinte conselho inspirado por Deus: “Não critiques severamente um homem mais maduro. Ao contrário, suplica-lhe como a um pai, os homens mais jovens, como a irmãos, as mulheres mais maduras, como a mães, as mulheres mais jovens, como a irmãs, com toda a castidade.” — 1 Tim. 5:1, 2.

      Um homem deve ter respeito por uma senhora mais idosa, como se fosse a mãe dele. E precisa ser moralmente correto para com a mulher mais jovem, como se fosse irmã dele, não considerando-a como ‘objeto sexual’, mas tratando-a como pessoa.

      Conceito Correto do Papel da Mulher

      Jesus tinha alta consideração pelas mulheres. Não as considerava ‘inferiores’, como ‘objetos sexuais’, ou simplesmente como fábricas de bebês. Em certa ocasião, visitou duas irmãs, Maria e Marta. Marta ocupou-se em preparar as coisas, porém Maria “se assentara aos pés do Senhor e escutava a palavra dele”. Quando Marta se queixou de que Maria não a ajudava, Jesus, pelo contrário, elogiou-a, afirmando que ela “escolheu a boa porção, e esta não lhe será tirada”. (Luc. 10:38-42) Jesus não estava menosprezando os deveres domésticos, mas mostrava que há coisas mais importantes do que isso para as mulheres.

      Em outra ocasião, certa mulher disse a Jesus: “Feliz é a madre que te carregou e os peitos em que mamaste!” Mas, Jesus lhe disse: “Não, antes: Felizes são os que ouvem a palavra de Deus e a guardam”. (Luc. 11:27, 28) Ele mostrou que a relação duma mulher com Deus é mais importante do que seu papel de mãe. Afinal de contas, apenas uma parte ínfima da vida da mulher acha-se envolvida em dar à luz e em criar filhos. E, se o homem, até mesmo o marido, pedir à mulher que viole as leis de Deus, o que fazer, então? O princípio bíblico é: “Temos de obedecer a Deus como governante antes que aos homens.” — Atos 5:29.

      Assim, quando realmente estuda o que a Bíblia tem a dizer sobre como os homens devem tratar as mulheres, pode ver que Deus certamente colocou as mulheres numa posição de dignidade e de favor. Na verdade, a maioria dos homens deste mundo não se apegam às altas normas de Deus. Mas, isso não torna erradas tais normas. Antes, expõe a atitude errada de tais homens. E, algum dia, terão que prestar contas a Deus por isso.

      Os homens que são verdadeiros cristãos aceitam as normas de Deus. Se investigar as testemunhas de Jeová, verificará que fazem isso. Constantemente aprendem como aplicar estas normas em sua vida, com benefícios crescentes para eles mesmos e as mulheres com as quais lidam. E, quando suas esposas, mães e irmãs também têm a mesma alta estima pelas normas superiores de Deus, e desempenham corretamente seu papel, acham grande harmonia e felicidade. Nenhuma delas procura libertar-se disso, e não é por serem obrigadas a ficar sob tal arranjo, mas porque desejam ficar, verificando que é um modo muito superior de lhes trazer felicidade do que qualquer outro.

      Ainda assim, até mesmo homens é mulheres com compatibilidade precisam de libertação. Do quê? De um mundo cheio de ódio, crime, guerra, pobreza, doença e morte; de um mundo que tem causado tais injustiças, não só às mulheres, mas também aos homens e às crianças. Tornar-se-á uma realidade tal libertação?

      [Foto na página 15]

      Quando certa mulher disse a Jesus: “Feliz é a madre que te carregou”, ele respondeu: “Não, antes: Felizes são os que ouvem a palavra de Deus e a guardam!”

  • A verdadeira libertação está próxima
    Despertai! — 1972 | 22 de novembro
    • A verdadeira libertação está próxima

      AS MULHERES realmente precisam de libertação, em muitos sentidos. Mas, os homens também precisam. O primeiro-ministro da Índia, Sra. Indira Gandhi, disse: “Os homens não estão mais libertos do que as mulheres.”

      A realidade é que a inteira família humana precisa de libertação. O Daily Star de Toronto, comentava:

      “A sensação de ser enlaçada e irrealizada não se limita à varoa. Vivemos numa sociedade massificada, industrializada em que muitas pessoas se sentem solitárias, sem raízes, irrealizadas e não tendo uma identidade satisfatória, e a oportunidade de usar plenamente suas capacidades.

      “As pessoas são tanto homens como mulheres. Apontar o casamento e o domínio masculino como as causas da infelicidade feminina é torcer cegamente e ignorar as realidades da vida no século 20.”

      A civilização industrial não se provou a bênção que muitos pensavam que seria. A maior parte dela resulta ser maldição. Produz grandes cidades com apinhados milhões de pessoas pululantes. Melhorou a qualidade da vida por meio de tais ‘selvas de concreto’ que impedem a visão do céu e a entrada do sol, e impedem que se vejam as árvores, e a grama e as colinas? Será melhora, quando as pessoas receiam andar à noite pelas ruas da cidade, e até mesmo à luz do dia, em certos lugares? O que dizer da poluição, e as condições agravantes do trânsito?

      Quão bom é o chamado ‘alto padrão de vida’ quando não pode realmente ser usufruído? Que prazer há em trabalhar, quando os empregos se tornam algo enfadonho e a pessoa se torna insignificante peça num gigantesco plano de produção em massa?

      Para onde quer que olhe, os homens e as mulheres, e as crianças, têm problemas graves dos quais precisam de libertação. Exemplificando, no país mais rico da terra, os Estados Unidos, cerca de um quarto de todas as pessoas com mais de sessenta e cinco anos são obrigadas a viver de renda que o Ministério do Trabalho considera em nível de pobreza. Muitas mais vêem-se obrigadas a subsistir de rendas não muito maiores. A todo o tempo, os preços sobem, e muitas senhoras casadas são obrigadas a trabalhar fora porque a renda de seus maridos não basta.

      Também, considere o seguinte relatório da revista Time: “Cerca de 300 milhões de pessoas no mundo têm deformações altamente visíveis, que provocam problemas emocionais não apenas nas vítimas, mas para a sociedade em torno delas.” E o que dizer dos mentalmente enfermos? O que dizer, também dos pobres e famintos do mundo, que constituem a maioria da família humana? Não precisam todos estes de libertação?

      Não há mais dúvida de que os homens, bem como as mulheres, tornaram-se vítimas do opressivo sistema de regência política, econômica e religiosa que tem dominado a terra. Tal sistema é o produto final do desejo do homem e da mulher de independência de Deus. Que tremendo fracasso resultou ser a regência humana que ignora a Deus! — Jer. 10:23.

      O que a terra precisa agora é que Deus remova o atual sistema e o substitua por seu próprio arranjo justo. Precisamos de sua perfeita sabedoria, justiça, amor e orientação para dirigir os assuntos humanos. Mas, será tal esperança apenas um sonho?

      Não, não é apenas um sonho! Por que não? Porque o limite de tempo de Deus para permitir a perversidade humana está chegando rápido a seu fim. Toda evidência, em cumprimento das próprias profecias registradas de Deus mostra que nos aproximamos do fim deste opressivo sistema de coisas.

      Em breve, quando o limite de tempo se esgotar, Deus asseverará seu poder onipotente e limpará a terra dos maus efeitos da regência humana. Daniel 2:44 prediz: “E nos dias daqueles reis o Deus do céu estabelecerá um reino que jamais será arruinado. E o próprio reino não passará a qualquer outro povo. Esmiuçará e porá termo a todos estes reinos, e ele mesmo ficará estabelecido por tempo indefinido.”

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