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  • A luz fantástica que tem futuro
    Despertai! — 1970 | 8 de abril
    • como enormes telas de TV do tamanho da parede. O Dr. Townes explicou isso numa entrevista:

      “Deveremos ter algum dia telas de TV do tamanho de telas de cinema. . . . Atualmente, se projetar uma imagem de um tubo de TV numa tela muito grande, ficaria escura demais. O raio laser, porém, pode ser passado pela tela inteira e poderá obter uma imagem muito boa com suficiente iluminação — e em cores, porque pode obter várias cores dos feixes de laser. . . . Penso que isto será bastante simples e prático. Assim, é bem provável que surja antes da TV tridimensional.”

      Em apenas dez curtos anos desde seu nascimento, este fantástico e novo tipo de luz vem obtendo surpreendente aplicações. Mas, evidentemente, este é apenas o começo. Deveras, é uma luz que tem futuro!

  • As mulheres do extremo oriente no século vinte
    Despertai! — 1970 | 8 de abril
    • As mulheres do extremo oriente no século vinte

      Do correspondente de “Despertai!” nas Filipinas

      AOS quinze anos, a Srta. Tranthi Ho Le alistou-se nas guerrilhas vietcongues, em parte pela sensação de aventura, e em parte porque lhe foi dito que poderia ajudar na emancipação das mulheres vietnamitas. Por três anos viveu nas selvas, tornando-se perita em guerrilhas. Por volta de 1969, tornara-se “experimentada veterana combatente” e tinha o comando de um esquadrão de doze moças que atiravam morteiros.

      Lá atrás, em 1913, uma rapariga como Tranthi estaria trocando as fraldas de seu irmãozinho, enquanto vigiava o fragrante arroz a cozinhar para o jantar da família, em alguma parte lá nos campos outrora pacíficos do Delta do Mecom.

      Edith A. Dizon, mãe de seis filhos, é exímia organista de concertos. Mas, viaja muito ao exterior como pilota, música, escritora, inspetora cultural e funcionária de relações públicas. É também tenente na força policial, e judoca nas Filipinas.

      Em 1913, estaria feliz no simples papel de esposa e mãe. Seus dotes musicais seriam usufruídos pela sua própria família e vizinhos achegados.

      No ano de 1969, a mais poderosa mulher em toda Ásia era sem dúvida Chiang Ching, consultora da comissão da revolução cultural do Partido de Libertação do Povo Chinês, senhora do Partido Comunista da China e esposa do líder da China, Mao Tsé-tung.

      Há trinta anos, era dona de casa dócil, ocupada em criar duas filhas e preparar as refeições do marido. Atualmente, tem voz ativa até mesmo nos assuntos militares de seu país.

      Sim, os acontecimentos mundiais da história produziram drásticas mudanças na vida das mulheres. Muitos consideram o ano de 1848 como o ponto de partida para estas mudanças — ano em que algumas mulheres descontentes na Nova Inglaterra, nos Estados Unidos da América, encetaram uma campanha em prol da igualdade com os homens. Mas, a verdade é que foi preciso as condições momentosas do ano de 1914 para fazer vigorar um conceito totalmente novo do papel da mulher entre as nações.

      A Mulher Filipina

      Desviando momentâneamente a atenção dos exemplos de mudança no papel das mulheres, consideremos a situação que confronta a mulher filipina mediana. Nós a chamaremos de Liwayway, que significa “aurora”. É uma criatura tímida, mas nada débil, pois apóia lealmente o marido e os filhos qualquer que seja a crise. Sua posição é aptamente ilustrada pela frágil orquídea das florestas filipinas, uma planta florida que adere tenazmente à altaneira molave, faça sol ou faça chuva.

      É excelente cozinheira, perita costureira e arguta provedora do sustento. Nunca se aventura no conselho dos homens; não é de sua alçada. A única ocasião em que levanta a voz é ao disciplinar os filhos, a quem educa com mão firme. Apesar de toda a sua timidez, é tida em alta estima pela família — recompensa deveras satisfatória.

      Embora haja ainda muitos milhares de Liwayways, multidões de mulheres filipinas saíram de debaixo da tradicional sombrinha para a brilhante luz do sol do mundo moderno. Estão irriquietas e ansiosas por mudanças. Acham que a Liwayway é antiquada por se apegar aos modos antigos.

      “A mulher de hoje”, continuam a instar com Liwayway, “deve aprimorar-se social, intelectual e culturalmente”. “Um diploma de faculdade seria um alvo desejável para ela”, dizem. Em tais instituições educacionais, participaria em debates estudantis, em movimentos e demonstrações pelos direitos dos estudantes.

      Isso, admite Liwayway, habilitaria a mulher a competir com os homens em vários campos. Mas, será que a tornaria uma esposa devotada e mãe amorosa? Poderia ser um sucesso no vasto mundo, mas seria um sucesso no lar?

      “Venha Conosco, Liwayway”

      Assim, Liwayway se vê fortemente arrastada nas correntes da sociedade que rapidamente se transforma. Quer apegar-se aos modos mais seguros do passado, mas o apelo à mudança torna-se mais insistente cada dia que passa. Não que seja contra o progresso, mas tem suas dúvidas se esta mudança no papel da mulher é realmente para melhor.

      Liwayway sabe que as mulheres que se tornam um “sucesso” no mundo via de regra sacrificam o marido e o lar em seus esforços. Liwayway relembra a declaração no Reader’s Digest de novembro de 1968 (edição asiática): “As mulheres proeminentes também alcançaram êxito por abandonar muitas das prerrogativas femininas. Como grupo, tendem a fazer que seu lar e sua família, quando os têm, acomodem-se à norma total. Quando chega o momento decisivo é amiúde o emprego que sai vencendo, elevada proporção de diretoras-executivas são solteiras ou divorciadas.”

      Mas, as Filipinas modernas, que gostariam que Liwayway as seguisse, apontam para o que certa juíza proeminente escreveu. Esta juíza deplora que as mulheres, especialmente em países em desenvolvimento, sejam relutantes a concorrer por posições públicas, estejam contentes de deixar a política para os homens, e, o que é pior, não façam uso do seu direito de votar”. — Woman and the Home, 15 de outubro de 1967.

      As que gostariam que Liwayway se desviasse das veredas antigas também apontam a Magna Carta of Women (Carta Magna das Mulheres), publicação das Nações Unidas, que diz em parte: “O bem-estar do mundo e a causa da paz requerem a participação máxima das mulheres, bem como dos homens, em todos os campos.”

      Assim, as filipinas modernas continuam a repetir: “Venha conosco; venha conosco.” Afirmam que as mulheres deste século vinte, especialmente as mulheres do Extremo Oriente, têm um novo e vital papel a desempenhar, papel que esperam que influencie o futuro para o bem.

      Uma Olhadela Mais Perscrutadora

      Devido à sua insistência, Liwayway dá uma olhada mais detida no mutante papel das mulheres neste século vinte. Alguns fatos alarmantes aparecem.

      Na Birmânia, por exemplo, as mulheres são legalmente iguais aos homens, são independentes e retêm seus nomes de solteira mesmo depois de casadas. O Ceilão teve uma mulher como seu primeiro-ministro. Uma dama da Índia já presidiu certa vez as Nações Unidas. Uma mulher vietnamita lidera a equipe da Frente de Libertação Nacional sul-vietnamita, nas conferências de paz em Paris.

      E veja a Índia! Naquele país há 73 membros femininos do parlamento, 206 membros femininos das legislaturas estaduais, 2 ministras de estado da união, 19 secretárias estaduais e vice-secretárias e um primeiro-ministro. Segundo se diz, isto representa 8 por cento do número total de cadeiras no parlamento e nas legislaturas estaduais. E, no presente, o primeiro-ministro da Índia é mulher!

      Durante as eleições de 1965 nas Filipinas, as mulheres forneceram 4.490.210 votos e elegeram mulheres que protegeriam os direitos das mulheres em geral. Há três governadoras e uma vice-governadora. Há mais mulheres no Congresso e no Senado do que nunca antes. Com a década de 1970, pode-se esperar que muitas mais mulheres sejam eleitas.

      Cada vez mais mulheres do Oriente competem com os homens, assumindo seus trabalhos. O impacto da guerra e da revolução apressa o processo. No Vietnam do Norte, por exemplo, as mulheres assumiram os “campos da produção agrícola e industrial, das comunicações, dos transportes, dos serviços de saúde, da educação, dos estudos culturais, da reconstrução, da engenharia e, até certo ponto, da política”. — Graphic, 17 de julho de 1968.

      No Vietnam do Sul, as mulheres não ficam muito atrás. “Em seus diáfanos ao dais de seda, podem parecer prontamente tão delicadas e triviais como tantos pássaros canoros. Com efeito, as mulheres vietnamitas são pássaros de características diferentes. . . . tornaram-se, sob as pressões de duas décadas de guerra, as mulheres mais emancipadas da Ásia.” — Time, edição asiática, 8 de novembro de 1968.

      E no caso de haver a tendência de desprezá-las como substitutos medíocres dos homens, lembre-se apenas de que os vietcongues empregam unidades de combate inteiramente femininas. “Nossas mulheres têm tamanha força!”, exclamou certo homem vietcongue, segundo se relata.

      Alguns Pensamentos Sóbrios

      Há outra faceta deste quadro das mulheres e de seu papel no Extremo Oriente. Considere Tranthi Ho Le. A imprensa noticia que não sentia contentamento como guerrilheira vietcongue. Desejava um modo de vida mais pacífico e mais feminino. Fugiu para Saigon. A tendência que arrasta as mulheres para a ativa busca de carreiras políticas, militares e comerciais também pode deixar os filhos sem o terno e necessário cuidado materno.

      Outrossim, a vereda da filipina moderna tem levado a frustrações, decepções e fracassos. Ela tentou reprimir as exigências de sua própria fisiologia, a necessidade de pertencer a alguém, a necessidade sobrepujante de despender amorosa compaixão materna para com os filhos.

      Muitas filipinas modernas talvez tentem justificar sua deserção do lugar da mulher na família e no lar à base da emergência, das condições atuais, e assim por diante. Mas, como Liwayway amiúde fica pensando, será que tais mulheres poderão algum dia voltar novamente à vida normal como esposa leal e mãe devota?

      Quase todos já ouviram falar da esposa de Abraão, Sara. Era uma mulher humilde, temente a Deus, do Oriente. Liwayway deriva consolo de que Sara foi altamente recomendada pelo mais elevado Personagem do universo porque ela sabia qual era sua posição como esposa e mãe e a mantinha, leal aos princípios de seu Criador. — 1 Ped. 3:1-6.

  • As bolinhas que movem as pessoas
    Despertai! — 1970 | 8 de abril
    • As bolinhas que movem as pessoas

      Do correspondente de “Despertai!” na Costa do Marfim

      LUZES coloridas, tochas ardentes dissipam as trevas da noite, à medida que o carro que traz de volta o vitorioso general egípcio entra velozmente no anfiteatro romano. Sua empolgante entrada foi o clímax duma longa parada de soldados trajados de belas vestes, resplandecendo de triunfo, e um magnífico bailado em que lépidos dançarinos entusiasticamente rodopiam para o deleite da assistência silenciosa e reverente. O ar noturno se encheu de grandiosas harmonias orquestrais, ricos cantos corais e o clangor de jubilantes trombetas. Que música triunfante! A assistência ficou empolgada ao ver tudo isso, e os sons estimulantes que lhe enchiam os ouvidos a deixavam emocionada.

      Subitamente, a cena muda para uma assistência de jovens, a maioria sendo garotas adolescentes, ajuntadas aos milhares, gritando incontrolavelmente. Algumas tremem violentamente, outras soluçam, várias desmaiam, e a maioria ficam histéricas. Quatro rapazes de cabelos compridos na tribuna captam a atenção de todos, e dominando a balbúrdia sonora se acha a batida rítmica das guitarras elétricas e dos tambores.

      Essa primeira ocasião descrita acima era um espetáculo majestoso ao ar livre da ópera Aida, de Giuseppe Verdi, em Verona, Itália. A segunda, um espetáculo dos Beatles no Estádio Shea, na cidade de Nova Iorque. Ambos demonstram, a seu próprio modo, a tremenda força emotiva da música. Não resta dúvida de que a música exerce poderosa influência sobre as pessoas, suscitando fortes emoções, quer abjetas quer nobres. Sim, tais milhares de bolinhas que surgem através das páginas musicais, quando traduzidas em sons, geram uma força que há muito tem sido reconhecida pelo o homem.

      Antigas Imagens Mentais

      Os escritores dos tempos antigos entretinham a idéia supersticiosa de que a música podia enfeitiçar uma pessoa. Muitas de suas lendas refletem esta

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