-
Os privilégios da mulher cristãA Sentinela — 1964 | 15 de setembro
-
-
deveria ela exercer autoridade sôbre os irmãos como mestra ou instrutora. Se a mulher tivesse uma pergunta a fazer a respeito do que certo membro varão disse na congregação, então, ela deveria considerá-la com o marido, em casa. — 1 Cor. 14:35.
12. Como é que as mulheres podem, por exemplo, participar nas sessões de estudo e ainda assim manter-se em seu lugar teocrático?
12 Mas, isto não significa que ela tem de ficar completamente calada. Por exemplo, nas reuniões congregacionais, as mulheres dedicadas podem oferecer comentários sôbre as perguntas feitas durante as sessões de estudo e as recapitulações, e, ao assim fazerem, muito contribuirão para tornar vivas e edificantes as reuniões, para o benefício de todos os presentes. Quando certo membro varão na assistência oferecer um comentário incorreto, por exemplo, durante o estudo da Sentinela, se fôr pedido a certa irmã que comente, isto não exigiria dela que concordasse e desse um comentário de acôrdo com a idéia incorreta apresentada. Mas, nem em seu comentário, nem no tom de sua voz, deve ela criticar a resposta do irmão. Usando de tato, poderá citar o que a própria Sentinela diz sôbre o ponto, introduzindo talvez as suas observações por dizer algo assim: “É interessante notar como é que o parágrafo no nosso estudo comenta sôbre isso . . .” Por certo, se houver outros irmãos maduros presentes, seria melhor que o dirigente, ao notar que certo irmão comentou de modo incorreto, convidasse a êles para esclarecerem adicionalmente o ponto, em benefício de todos, e assim evitasse quaisquer possíveis embaraços.
13. Qual é o desejo de tôdas as fiéis mulheres que são ministros? Todavia, que perguntas surgem?
13 É o desejo de tôdas as mulheres fiéis, que são ministros da sociedade do Nôvo Mundo, se portarem em harmonia com o princípio de direção teocrática de Jeová. Deveras, seu leal apoio neste assunto, tão diferente do modo em que muitas mulheres no mundo se portam, é uma bênção para a sociedade do Nôvo Mundo e contribui grandemente para a maravilhosa unidade e harmonia nela existente. Mas, de vez em quando, surgem perguntas a respeito dêste assunto de direção, tais como: Quando é mesmo que uma irmã precisa cobrir a cabeça? Quando é que a mulher pode fazer a oração na presença de outras pessoas, e, se puder, precisará sempre cobrir a cabeça?
OS PRINCÍPIOS BÍBLICOS QUANTO A COBRIR A CABEÇA
14. Em relação a que princípio considerou Paulo a questão de a mulher cobrir a cabeça? E o que diz êle sôbre isto em 1 Coríntios 11:4-7?
14 Que se exige em certas ocasiões que a mulher cubra a cabeça, em sinal de sujeição, é indicado com clareza nas Escrituras. Depois de expor o princípio de direção em 1 Coríntios 11:3, o apóstolo prossegue, aplicando o princípio à direção dos assuntos na congregação. Tenha presente que, na ocasião de êste conselho ser dado, também estava sob consideração a regulamentação dos miraculosos dons do espírito. Entretanto, bàsicamente, o que é dito a respeito de se cobrir a cabeça continua a se aplicar à congregação hodierna. Notemos, então, o que se segue, em 1 Coríntios 11:4-7: “Todo homem que orar ou profetizar com algo sôbre a sua cabeça envergonha aquêle que é sua cabeça; mas tôda mulher que orar ou profetizar com a sua cabeça descoberta envergonha aquêle que é sua cabeça, pois é a mesma coisa como se fôsse [mulher] de cabeça rapada. Porque, se a mulher não se cobrir, seja também tosquiada; mas, se é ignominioso para a mulher ser tosquiada ou rapada, que se cubra. Pois o homem não deve ter a cabeça coberta, visto ser imagem e glória de Deus; mas a mulher é a glória do homem.”
15. (a) Por que não seria próprio o homem cobrir a cabeça ao orar ou ao presidir à congregação? (b) Por que, nas mesmas circunstâncias, deve a mulher cobrir a cabeça? (c) Por que foi que Paulo assemelhou a mulher que ora sem cobrir a cabeça na congregação à mulher que tem cabeça raspada?
15 Qual imagem e glória de Deus, o homem foi criado para atuar como representante de Deus perante a espôsa e família, e deveria aceitar a responsabilidade de direção que êste arranjo lhe trouxe. Ademais, na congregação, êle também atuava qual representante de Cristo, a cabeça da congregação. Assim, quando orava, ou presidia a uma reunião da congregação, não lhe seria próprio usar um sinal de sujeição sôbre a cabeça, como tendo respeito pelas outras pessoas visìvelmente presentes. Fazê-lo seria como que cobrir a sua direção, e agir como se esta não fôsse a sua designação normal. Nisto, deixaria de agir como devido representante de Cristo perante a congregação, e estaria assim desonrando sua cabeça, Cristo. Por outro lado, a mulher deveria cobrir a cabeça, quando orasse ou profetizasse na congregação, tendo respeito ao princípio teocrático de que esta função pertence normalmente ao homem, a fim de não parecer que ela tenta agir como homem, usurpando a posição do homem. Isto seria desonroso, não só para os membros varões da congregação, mas também para a sua cabeça, o marido, como se ela não sentisse a necessidade de tampouco sujeitar-se a êle. Portanto, argumenta Paulo, se a mulher quiser agir dessa forma, ela bem que pode ir até o fim e cortar o cabelo como o de homem ou como o de uma escrava. Mas, isto a tornaria desatrativa, não é mesmo? Certamente que o era nos dias de Paulo, pois a raspagem à navalha da cabeça da mulher, ou cortar bem curto o cabelo, era sinal costumeiro de que ela era escrava, ou, pior ainda, de ser mulher apanhada em imoralidade ou adultério e tosquiada como sinal de vitupério público.
16. Que principio está em questão no tocante a se cobrir a cabeça? Em relação a isso, que indicação nos dá a própria natureza?
16 Nos dias dos cristãos primitivos, era costumeiro as mulheres usarem um véu quando saíssem em público; pois a mulher vista em público sem cobrir a cabeça era considerada mulher de moral fácil e libertina, mulher que não reconhecia a direção nem do pai, nem do marido. No entanto, não foi êste o ponto básico em questão. Foi o assunto de ser reconhecido o princípio divino de direção, e Paulo argumenta, nos versículos 13 a 15, como é que a própria natureza o indica: “Julgai por vós mesmos: É próprio para uma mulher orar a Deus [de cabeça] descoberta? Não ensina a própria natureza que, se um homem tiver cabelo comprido, é uma desonra para êle; mas, se a mulher tiver cabelo comprido, é uma glória para ela? Porque o cabelo dela foi-lhe dado em lugar de mantilha.” Não se dá que o cabelo comprido dela fôsse cobertura suficiente para a cabeça, quando orasse ou profetizasse na congregação; de outra forma, o versículo seis não teria sentido. Ao invés disso, o cabelo comprido dela lhe serviria de lembrete, em tais ocasiões, de que ela precisava cobrir a cabeça em sinal de sujeição.
17. Que designação é que a mulher humilde reconhece ter?
17 Na certa, a mulher de cabeça raspada não seria nada atraente, não é mesmo? Da mesma forma, se a mulher não mostrar respeito pela ordem teocrática, como a de profetizar com a cabeça coberta na congregação primitiva, ela não seria nada atraente aos olhos de Jeová nem aos dos outros membros da congregação, por causa da falta de humildade de sua parte. A mulher fiel reconhece a sua designação no arranjo de Jeová. Conforme escreve Paulo, nos versículos 8 a 10: “Porque o homem não procede da mulher, mas a mulher do homem; e, ainda mais, o homem não foi criado por causa da mulher, mas a mulher por causa do homem. É por isso que a mulher deve ter um sinal de autoridade sôbre a sua cabeça, por causa dos anjos.”
18. Que tinha presente Paulo quando disse que a mulher “deve ter um sinal de autoridade sôbre a sua cabeça por causa dos anjos”?
18 “Por causa dos anjos”? Isto não poderia ser de modo a mostrar sujeição a êles. Em 1 Coríntios 11:3, Paulo não menciona os anjos como tendo direção sôbre as mulheres na terra. Os anjos não receberam a designação de assumirem a direção da congregação cristã, ou de pregar as boas novas do Reino. De modo que não há nenhuma questão quanto a ter a mulher de cobrir a cabeça por sentir respeito a algum anjo, ao qual esteja substituindo. Mas, tanto os homens como as mulheres dedicadas são “espetáculo teatral para o mundo, tanto para anjos como para homens”. (1 Cor. 4:9) Por exemplo, a mulher fiel pode dar excelente exemplo aos anjos. Ao se ajustar lealmente ao padrão teocrático de sujeição ao seu cabeça marital, feito por Jeová, e também ao mostrar respeito aos membros varões da congregação, ela dá o exemplo correto para os anjos nos céus, na sua contínua sujeição fiel a Jeová e seu Rei que já reina, Jesus Cristo.
19. Que apreciação Paulo ilustra em 1 Coríntios 11:11, 12 no tocante à relação do homem para a mulher? O que manterá humilde tanto o homem como a mulher, no arranjo de Jeová?
19 No entanto, a fim de que o homem não tivesse a impressão errada daquilo que êle escreveu, como se o homem fôsse a criatura tôda-importante e a mulher não tivesse nenhum valor Paulo prossegue, dizendo nos versículos 11 e 12 de 1 Coríntios, capítulo 11: “Além disso, em conexão com [o] Senhor, nem é a mulher sem o homem, nem o homem sem a mulher. Pois, assim como a mulher procede do homem, assim também o homem é por intermédio da mulher; mas tôdas as coisas procedem de Deus.” Sim, eis a coisa a ter presente — que o arranjo de coisas com respeito à direção, à relação do homem para com a mulher, à conduta e à ordem na congregação, provém de Deus e não do homem. Tendo êste ponto de vista, manter-nos-emos equilibrados, humildes e apreciativos das bênçãos de Jeová, quer sejamos homens quer mulheres.
20. Com que propósito se aborda, nesta ocasião, a questão de se cobrir a cabeça?
20 Houve, aparentemente, alguma disputa sôbre essa questão do lugar da mulher, na congregação de Corinto, e foi por isso que o apóstolo Paulo gastou tempo para delinear os princípios inteligíveis a todos, e então concluiu: “No entanto, se alguém parece estar disputando a favor de outro costume, não temos outro, nem o têm as congregações de Deus.” (1 Cor. 11:16) Ao passo que êste talvez não seja assunto de disputa entre as testemunhas de Jeová, nos dias atuais, todavia, parece que é bom, nesta ocasião, considerar o assunto em alguns de seus detalhes, para vermos a sua aplicação prática para a hodierna congregação cristã. Portanto, no próximo número de A Sentinela, consideraremos algumas das circunstâncias em que poderá surgir a questão de se cobrir a cabeça, a fim de que as fiéis mulheres que são ministros na sociedade do Nôvo Mundo saibam como agir corretamente, em harmonia com as Escrituras e com a boa consciência cristã.
-
-
Verdade vence oposiçãoA Sentinela — 1964 | 15 de setembro
-
-
Verdade Vence Oposição
Na cidade de São Paulo, certa senhora, visitada por uma testemunha de Jeová, mostrou interêsse na Bíblia e marcou uma revisita, mas advertiu: “Não venha quando meu marido estiver em casa. Êle não gosta que eu converse sôbre religião.”
No meio da revisita apareceu o marido. Assustada, mas com calma, a Testemunha continuou falando sôbre a Bíblia, incluindo o marido na palestra. A atitude dêle, no começo pouco amigável, abrandou-se. Despertando-se-lhe o interêsse, fêz muitas perguntas. Finalmente declarou que possuía um livro religioso que não entendia. Pediu-se-lhe que mostrasse o livro. Era “Seja Deus Verdadeiro”. A Testemunha mostrou o valor do livro e se ofereceu para o ajudar a entendê-lo. Êle consentiu, e se arranjou um estudo junto com a espôsa. Já mudou por completo seu modo de pensar sôbre a religião, tendo encontrado a verdadeira.
-