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  • Como poderá proteger-se
  • Despertai! — 1981
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Despertai! — 1981
g81 8/1 pp. 9-13

Como poderá proteger-se

TÃO desagradável quanto possa ser pensar no estupro, a própria experiência pode ser absolutamente aterrorizante. E, visto que, conforme indicado no artigo anterior, vivemos nos “últimos dias” deste sistema de coisas, podemos bem esperar que o número de tais experiências continue a aumentar.

Isto significa que, como mulher, precisa saber como proteger-se. Por um lado, é importante saber que circunstâncias amiúde levam ao estupro.

Resistir em “Encontros”

Muitas jovens são violadas sexualmente quando estão num “encontro”. Tipicamente, o casal se beija, até mesmo se abraça e acaricia. Daí o homem, excitado sexualmente, quer mais. A moça, porém, não deseja ir avante. O homem faz pressão, e a moça, intimidada e confusa, submete-se. Como explicou uma jovem de 17 anos:

“Eu era tranqüila, reservada, humilde, submissa — e virgem. . . . No nosso último encontro, ele me empurrou para o banco de trás de seu carro e me agarrou. Eu simplesmente me entreguei.”

Por que as jovens são tão facilmente violadas? Seu primeiro erro é ter “encontros” com homens que deixam de apegar-se aos padrões morais da Bíblia. E seu segundo erro é deixar-se manobrar para uma situação comprometedora. Talvez não desejem parecer preocupadas ou tolas por tomar uma posição firme contra as investidas iniciais do homem. Mas, num manual sobre prevenção de estupro para mulheres, os autores instam com elas: “Precisa ser rude, tomar uma posição firme, talvez até mesmo parecer boba. Sem dúvida perderá um pretendente, o que, nesse caso, não seria perda alguma.”

Prosseguindo, tais autores dizem: “Uma vez se comece a brincar conforme a situação, está enredada. O ponto é não começar, manter-se longe de tudo isso.” Sim, as jovens precisam entender plenamente o efeito de se iniciar o jogo sexual preliminar, tal como beijar. Frederic Straska; que passou anos investigando o estupro, disse sobre uma vítima que fora beijada seguidamente:

“O erro seguinte que [Gayle] fez foi presumir que ‘beijar não é assim tão importante, será que é’? Beijar é potentíssima atividade sexual em si mesma. O lábio superior é uma das áreas mais sensuais do corpo. Um homem ou uma mulher poderia ser tão excitado sexualmente por meio de beijos apaixonados como por carícias em áreas sexuais diretas do corpo. . . .

“Do ponto de vista de Mike, Gayle o estava incitando, provocando. Ela talvez não tivesse tal intenção. Provavelmente não tinha. Mas, foi isso que ele percebeu. É isso o que a maioria dos homens teria percebido numa situação similar. Por permitir tanto quanto ela permitiu, por não mostrar quaisquer sinais convincentes de proibição, Gayle levou Mike ao que, para ele, era um beco sem saída.”

Os pais podem fazer muito para proteger suas filhas. Devem esforçar-se de conhecer bem os rapazes com quem andam as suas filhas. Será que tais jovens respeitam os requisitos morais de Deus? Aplicam-nos em sua vida? Se assim for, não devia haver problemas. Mas, se um rapaz conseguir ocultar suas verdadeiras intenções, a moça deve tomar uma posição corajosa, esclarecendo que de forma alguma se submeterá a ele.

Há muitas coisas que uma jovem pode fazer para resistir. Quando as intenções incorretas dum namorado se tornaram evidentes, uma jovem fez o que outras também verificaram ser eficaz. Ela desviou dele a sua cabeça, enfiou o dedo na sua própria garganta, virou de novo a cabeça e vomitou em cima dele. Imediatamente, a paixão dele se amainou; ele se mostrou compreensivo, preocupado com a saúde dela, e a levou para casa.

Resistir a Outros Que Conhece

Outras pessoas que conhece talvez sejam também violadores em potencial, inclusive seus próprios parentes, vizinhos, os parentes de suas amigas, etc. A fim de proteger-se, é vital estar alerta. Não é o caso de suspeitarmos de cada parente e amigo que nos abrace ou que, de outra forma, demonstre afeição ou atenção por nós. Mas, lembre-se, todo violador é parente ou amigo de alguém.

Quando visitava seus parentes, uma jovem de 15 anos foi violada por seu primo, quando não havia outros por perto. Uma moça de 17 anos foi violada quando aceitou o convite para ir ao apartamento do irmão de sua cunhada. Isso acontece a toda hora — da parte de pessoas que as moças conheciam e em quem amiúde confiavam. Surpreendidas, abaladas, confusas, muitas jovens, infelizmente, provam-se vítimas fáceis, suscitando com freqüência a indagação, até mesmo na mente de seus próprios pais, de se não foram cúmplices voluntárias.

Corretamente, uma jovem em tal situação deve resistir destemidamente. Algumas evitaram com êxito o estupro por fazerem toda sorte de coisas vulgares e repulsivas, a fim de se tornarem desatraentes e nada femininas. Também, aquilo que alguém diz pode afastar um estuprador em potencial.

Uma babá de 14 anos estava sendo levada para casa pelo pai da criança. No caminho, ele desviou o carro da estrada para uma área escondida. Começou a tocar nela e a acariciá-la, daí, começou a tirar as roupas dela. Nisso, ela parou de lutar contra ele e disse: “Sabe, Sr. Silva, dentro de nove ou dez anos isto poderia acontecer com sua filhinha.” Isso o esfriou por completo. Ele pediu desculpas e até mesmo chorou.

Tome Precauções

“A chave é a prevenção”, diz um oficial de polícia. “Sustento que 95 por cento de todos os estupros poderiam ter sido evitados.” Precisa pensar nas possíveis conseqüências de suas ações.

Por exemplo, o costume de pedir carona de carro coloca as mulheres numa situação vulnerável. Pelos resultados dos questionários fornecidos por dois pesquisadores do estupro, a maioria das mulheres violadas por homens a quem não conheciam estavam de “carona” em carros, na ocasião do estupro. Nem é sábio dar carona a alguém.

Similarmente, convidar um homem a quem não conhece bem a entrar em sua casa pode resultar em ser violada. Talvez seja um rapaz que contratou para cuidar do quintal, e deseja oferecer-lhe algo para beber. Ou poderá ser o rapaz que bate à sua porta, desejando fazer um telefonema de “emergência”. De modo sábio, leve a bebida até o rapaz no ar livre, ou dê o telefonema para o rapaz que precisa de ajuda. Especialmente se mora numa localidade em que há muitos crimes, não permita que estranhos entrem em sua casa quando estiver sozinha!

Também, mantenha a segurança de sua casa por meio de trancas adequadas nas portas e janelas. Visto que morar sozinha expõe a mulher a maiores perigos, caso more sozinha, talvez considere a possibilidade de arranjar uma colega de quarto.

Caso seja um genitor, precisará levar em conta suas filhas que talvez fiquem em casa, depois das aulas, antes que chegue em casa. Tenha cuidado para que sua filha não fique ali sozinha com um rapaz que não seja seu irmão, ou numa situação em que ela talvez seja a única mulher do grupo. Converse sobre a prevenção do estupro com suas filhas, e sobre como resistir a um ataque.

Sabiamente, abaixe suas persianas quando se veste ou se despe. Não ande em casa sumariamente vestida, de modo que pessoas do lado de fora possam vê-la. Certa mulher fez isso. Um vizinho achou que isto era um convite. Certa noite, ele veio ao apartamento dela. Ela o deixou entrar, e ele a violou.

Se puder de todo jeito evitá-lo, não ande sozinha à noite pelas ruas. Muito embora os violadores em geral escolham mulheres de 16 a 24 anos, não presuma que não será um alvo por ser muito mais velha, ou muito mais jovem. Lembre-se, até mesmo crianças e mulheres com seus 80 e poucos anos são atacadas às vezes. E visto que roupas sugestivas são um fator em muitos estupros, é sábio vestir-se com modéstia.

A policial da cidade de Nova Iorque, Mary Keefe, nos deu idéia das precauções a tomar, quando ela descreveu o modo como os violadores amiúde trabalham, dizendo: “Ele usualmente escolhe uma hora tardia (das 20 horas às 4 da manhã são as horas de maior incidência), ou um lugar solitário e deserto — um atalho, um terreno baldio, uma lavanderia.”

Todavia, apesar das precauções que tome, suponhamos que, certo dia, veja-se confrontada com um violador sexual. O que deve fazer?

Resistir aos Estranhos

Em uma só palavra, resista!, Não se deixe intimidar. Como disse a policial Mary Keefe: “Uma vez a mulher insuspeitosa seja assediada, o violador em potencial a testa para certificar-se de que ela possa ser intimidada, de modo que ele tenha pouca dificuldade em fazê-la ceder às suas exigências.”

Assim, deixe bem claro que positivamente não se entregará a ele. Desde o início, deixe que saiba que não será fácil se ele tentar fazer algo contra você. É isto o que os peritos afirmam. O psicólogo James Selkin insta com as mulheres:

“É importante que a mulher resista desde o próprio início do ataque, quando o atacante manifesta pela primeira vez suas intenções. Neste ponto, ele ainda não cometeu nenhum crime grave, e é mais fácil que ele procure uma vítima mais cooperadora do que lutar para sobrepujar uma que já abalou as esperanças dele de uma suave viagem de fantasia sexual.”

Afirma o Professor Gene G. Abel:

“Para impedir o estupro, a mulher deve esclarecer, dum modo firme, inequívoco e usando linguagem direta e confiante, de que sob nenhuma circunstância ela permitirá relações sexuais e que, a menos que o violador fuja imediatamente, ele se meterá em dificuldades. O violador precisa vê-la como uma oponente difícil, agressiva, e não como uma pessoa encolhida de medo, passiva, que tateia em busca duma resposta à sua ameaça de estupro.”

A firme resistência, desde o início, realmente funciona. Uma senhora teve a seguinte experiência na cidade de Nova Iorque:

“Eu estava fazendo compras e voltava para casa, por volta das 21 horas, e entrei no prédio onde morava. Como de costume examinei o elevador, antes de entrar nele. Tudo estava bem. Mas, quando cheguei ao 4.º andar, a porta do elevador se abriu. Um homem tinha subido correndo pelas escadas, para me pegar no 4.º andar, e eu não o tinha visto. Ele entrou e começou a avançar para mim, dizendo que não me machucaria se eu tivesse relações sexuais com ele.

“Antes de ele poder ir mais além, eu lhe disse, calmamente: ‘O Sr. deve ser doido para me dizer tal coisa. Não sabe que eu sou cristã e que seria errado eu fazer isso? Não faço essas coisas. Além disso, estou indo para casa, e minha família está esperando por mim.’

“Ele então respondeu: ‘OK, OK, OK, não fique nervosa, e por favor, não grite. Eu vou embora.’ De modo que saltou no 5.º andar e desceu correndo as escadas para fugir de mim.”

Alguém, porém, talvez pergunte: ‘E se tal homem tiver uma faca ou um revólver? Não é perigoso resistir?’ É a própria pessoa quem deve decidir o que fará. Mas Susan Brownmiller, destacada porta-voz do assunto de estupro, comenta em seu livro Against Our Will (Contra Nossa Vontade):

“Apesar dos mitos populares da violência masculina e da suposta segurança da submissão, nunca foi demonstrado que a resistência, por parte da vítima de estupro numa tentativa de escapar, ‘provoque’ um atacante a cometer um ato de homicídio.”

Por outro lado, a resistência, vez após vez, salvou as mulheres do estupro e até da morte. O violador-assassino Albert DeSalvo, conhecido como o “Estrangulador de Boston”, escolhia mulheres que ele conseguia intimidar. Uma garçonete que resistiu a ele, mordendo o dedo dele até o osso, e continuando a gritar alto, não foi nem violada nem morta. Ele fugiu dela, irado e confuso.

Armas a Usar

Até que ponto deve a mulher resistir? Poderá ela machucar devidamente seu atacante? Poderá, deveras, como fez a garçonete supracitada. E, caso o ataque continue, ela poderá usar quaisquer meios à sua disposição para resistir às relações sexuais. A mulher pode conversar com seu marido ou seu pai, ou um amigo de confiança, a fim de obter conselhos sobre medidas defensivas. Algumas mulheres conseguiram deixar seu atacante momentaneamente debilitados por meio dum golpe bem dado. Mesmo que a mulher não seja forte lutadora, ela dispõe de poderosa arma que pode usar.

Esta arma é sua voz. Gritar provou-se um método eficaz de impedir um violador. Curiosamente, a jovem israelita, nos tempos antigos, era obrigada a gritar, se fosse atacada. — Deu. 22:23-27.

O poder dum grito foi ilustrado quando uma mulher teve de gritar, segundo um texto de rádio. Ela jamais fizera isso antes. Quando finalmente soltou a voz com toda sua força, o grupo atônito reagiu: “Por favor, não faça isso de novo!” O grito os havia realmente assustado. Só para praticar, tente gritar uma vez com toda a energia que puder. Tenha presente que dispõe desta poderosa arma, e use-a, se necessário.

Alívio à Frente

É deveras triste que a maioria das mulheres, hoje, e mesmo alguns homens, confrontem a ameaça dum ataque sexual. A violência no mundo é como uma praga contagiosa. Fingir que não existe só aumenta a possibilidade de a leitora ser uma vítima. Assim, sabiamente, encare esse problema. Tome precauções. E, se atacada, faça tudo a seu alcance para resistir.

Felizmente, aproxima-se o tempo em que tais problemas não mais existirão na terra. Pois esta promessa de Deus logo será cumprida: “Apenas mais um pouco, e o iníquo não mais existirá; e estarás certamente atento ao seu lugar, e ele não existirá. Mas os próprios mansos possuirão a terra e deveras se deleitarão na abundância de paz.” — Sal. 37:10, 11.

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