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  • Primeiro a destruição mundial — depois a paz mundial
    Verdadeira Paz e Segurança — Como Poderá Encontrá-la?
    • Capítulo 4

      Primeiro a destruição mundial — depois a paz mundial

      1-3. (a) Sobre que destruição mundial advertem os líderes humanos? (b) Por que não é a esta que a Bíblia se refere como sendo a destruição mundial que pavimentará o caminho para a duradoura paz e segurança?

      SEGUNDO a profecia bíblica, antes de a humanidade poder usufruir paz duradoura, precisa haver uma destruição mundial. (2 Pedro 3:5-7) Por que é isso necessário? De que fonte virá a predita destruição? E o que isto significará para os homens deste planeta?

      2 Primeiro, precisamos entender que a destruição mundial predita pela Bíblia não é a mesma que a catástrofe global sobre a qual advertem muitos líderes do mundo, cientistas e outros. A calamidade sobre a qual eles falam viria em forma de algum desastre causado pelo homem, provocado por coisas tais como a poluição ou a corrida de armas nucleares, ou por ambas. Mas, naturalmente, tal catástrofe não deixaria esperança de paz e segurança duradouras neste planeta.

      3 A terra ficaria arruinada para criaturas viventes. Por exemplo, a radiação nuclear, ou o especulativo “inverno nuclear”, não deixaria os sobreviventes em situação melhor — se não pior — do que os que morressem. A sobrevivência seria grandemente uma questão de acaso, embora os pobres provavelmente estariam entre os primeiros a sofrer. Qual seria a sua esperança de estar entre os sobreviventes de tal catástrofe? Mesmo que realmente sobrevivesse, que esperança haveria de que a vida não recairia na mesma incerteza cheia de conflitos que hoje prevalece?

      O Que a Bíblia Prediz Dá Esperança

      4. Quem será destruído na destruição mundial de que a Bíblia fala?

      4 O que torna diferente a destruição mundial que a Bíblia prediz é que ela será seletiva e terá objetivo. Não será alguma calamidade resultante apenas da culminação de erros humanos. Em vez de provocar a morte indiscriminadamente, ela eliminará da terra apenas os que realmente merecem ser destruídos. Este tipo de destruição mundial harmoniza-se com o princípio divino em Provérbios 2:21, 22: “Pois os retos são os que residirão na terra e os inculpes são os que remanescerão nela. Quanto aos iníquos, serão decepados da própria terra; e quanto aos traiçoeiros, serão arrancados dela.”

      5, 6. (a) O que acontecerá à própria terra durante esta destruição mundial? (b) Neste respeito, de que modo será “assim como eram os dias de Noé”?

      5 O que, então, será destruído? Muitos acham que a Bíblia prediz a queima total do planeta Terra e de tudo nele. Mas isto não se dará. O próprio Jesus Cristo disse: “Felizes os de temperamento brando, porque herdarão a terra.” (Mateus 5:5) Tal ‘herança’, por certo, não deverá ser apenas um monte de cinzas sem vida! A Bíblia apresenta também a garantia definitiva de Deus de que a terra permanecerá para sempre como lugar de moradia de pessoas. — Salmo 104:5; Isaías 45:18; Mateus 6:9, 10.

      6 Em harmonia com isso, a Bíblia fala a respeito dos sobreviventes que permanecerão na terra depois de passar essa “grande tribulação”. Jesus Cristo disse que “assim como eram os dias de Noé, assim será a presença do Filho do homem”. Quando ocorreu a destruição global no tempo de Noé, também houve sobreviventes. — Mateus 24:21, 37; 2 Pedro 2:5, 9; Revelação (Apocalipse) 7:9, 10, 13, 14.

      7. O que é que acabará nesse tempo?

      7 O que será destruído? É o sistema mundial de coisas criado pelos homens na terra — junto com todos os que o apóiam, em vez de olharem para Deus e sua regência prometida para a terra. (Salmo 73:27, 28) Esta é a razão por que a frase “fim do mundo”, encontrada em algumas traduções da Bíblia, é mais acertadamente traduzida em outras Bíblias por “fim da era” (A Nova Bíblia Inglesa), “consumação do século” (ALA) e “terminação do sistema de coisas” (NM). — Mateus 24:3.

      8. (a) De que fonte virá a destruição? (b) Isto terá de acontecer antes de o atual sistema mundial atingir que estágio?

      8 A fonte da vindoura destruição mundial não serão os homens, mas sim Jeová Deus. As modernas desgraças da poluição, fome, terror nuclear, e coisas similares que resultaram da ignorância, do erro e da corrupção dos homens, não serão a causa da destruição. Antes, são prova do egoísmo e do completo fracasso do atual sistema mundial. Fornecem uma causa justa para Jeová Deus eliminar completamente este sistema. Ele promete tomar tal ação antes de o atual sistema mundial atingir o estágio do colapso ou efetuar a sua própria destruição. (Revelação 11:17, 18) Mas, é tal ação drástica realmente a única saída?

      Por Que Este Sistema Terá de Findar Para Haver Verdadeira Paz

      9, 10. De que maneira a história humana mostra que se precisa de algo mais drástico do que apenas uma reforma do mundo atual?

      9 Alguns talvez achem que Deus deveria simplesmente fazer algumas mudanças no atual sistema, em vez de destruí-lo. Mas a Bíblia mostra que Deus reconhece realisticamente que este está além de reforma.

      10 Considere as muitas mudanças feitas por humanos, no decurso dos séculos. Pense em todos os diversos tipos de governo que os homens desenvolveram. Tem havido cidades-estados, monarquias, democracias, governos comunistas e socialistas, e ditaduras. Lembre-se de quantas vezes o existente governante ou governo tem sido substituído por um novo — por eleição, golpe de estado, ou revolução. Mas não tem havido solução duradoura para os problemas da humanidade. Até mesmo homens bem intencionados, que procuram melhorar a sorte do homem, vêem seus esforços frustrados pelo sistema de coisas em que eles mesmos se acham bloqueados. Como descobriu um governante sábio dos tempos antigos, por meros esforços humanos, “aquilo que foi feito torto não pode ser endireitado”. — Eclesiastes 1:14, 15.

      11-13. (a) O que impede os homens de fazerem mudanças para o bem de toda a humanidade no atual sistema? (b) Portanto, como se pode ilustrar o alcance da mudança necessária?

      11 As cidades do mundo, por exemplo, são afligidas por problemas. Mas os homens não podem desfazê-las e começar tudo de novo. O mesmo se dá com o inteiro sistema econômico e industrial do mundo. Os interesses próprios e o nacionalismo minam e bloqueiam qualquer mudança real para o bem da humanidade como um todo.

      12 O inteiro sistema de coisas é, por conseguinte, como uma casa construída sobre um mau alicerce, com planta deficiente e materiais defeituosos. Que vantagem seria rearranjar a mobília, ou remodelar a casa? Enquanto existir, os problemas continuarão, e a casa continuará a deteriorar. A única coisa sensata a fazer é demolir a casa e construir outra, sobre um bom alicerce.

      13 Jesus Cristo usou uma ilustração um tanto similar, ao dizer que não “se põe vinho novo em odres velhos”. Os odres velhos rebentariam com o vinho novo. (Mateus 9:17) Por isso, ele não tentou reformar o sistema judaico de coisas sob o qual viveu. Em vez disso, pregou o reino de Deus como a única esperança de paz e segurança. (Lucas 8:1; 11:2; 12:31) Assim também hoje, Jeová Deus não meramente reajustará o atual sistema de coisas, porque isto não traria benefício duradouro.

      14. Faria a adoção de novas leis que as pessoas amassem a justiça?

      14 A Palavra de Deus salienta a verdade de que é impossível legislar a justiça para vigorar no coração das pessoas. Se não tiverem amor pelo que é direito, quantidade alguma de legislação poderá colocá-lo ali. Em Isaías 26:10 lemos: “Ainda que se mostre favor ao iníquo, ele simplesmente não aprenderá a justiça. Na terra da direiteza ele agirá injustamente e não verá a alteza de Jeová.” — Veja Provérbios 29:1.

      15, 16. Como mostram muitos falta de verdadeiro amor à justiça na sua reação à vontade de Deus?

      15 O fato indisputável é que muitos preferem continuar com este atual sistema, apesar de seus fracassos e de seus males. Não querem se voltar para a justiça e se sujeitar à regência da parte de Deus. Talvez vejam a corrupção dos sistemas políticos deste mundo, a futilidade de suas guerras, a hipocrisia de suas religiões, e a evidência clara de que a sua tecnologia criou problemas ainda maiores do que solucionou. Mas, apesar de tudo isso, muitos preferem ser acalentados por um falso senso de segurança apregoado por líderes religiosos e políticos, cujos interesses são manter o status quo. São como os israelitas sobre os quais Deus disse: “Os próprios profetas realmente profetizam em falsidade; e quanto aos sacerdotes, estão subjugando segundo os seus poderes. E meu próprio povo amou-o assim; e que fareis vós ao final disso?” — Jeremias 5:31; Isaías 30:12, 13.

      16 Provavelmente sabe de pessoas que têm hábitos que põem em perigo a sua própria saúde e segurança, bem como as de sua família. Todavia, resistem a todos os esforços para ajudá-las a mudar. Mas, quando a pessoa resiste ao conselho e à orientação de Deus, isso é muito mais sério. Os que assim agem mostram que realmente não amam a verdade e a justiça. Sobre estes, Jesus disse: “Pois o coração deste povo tem ficado embotado e seus ouvidos têm ouvido sem reação, e eles têm fechado os olhos; para que nunca vissem com os olhos, nem ouvissem com os ouvidos, nem entendessem com os corações e se voltassem, e [Deus] os sarasse.” — Mateus 13:15.

      17. Se é verdade que Deus não tem prazer em provocar a destruição da humanidade, por que o faz?

      17 A paciência e a misericórdia de Deus têm corretamente os seus limites. Do contrário, onde estaria seu amor para com os justos? Ele não pode fazer ouvidos surdos às suas súplicas de alívio do sofrimento causado pela iniqüidade na terra. (Lucas 18:7, 8; Provérbios 29:2, 16) Portanto, as circunstâncias exigem uma destruição mundial. Obrigam Deus a fazer algo, se ele há de permanecer fiel ao que é reto e justo e se há de mostrar compaixão para com os que também amam o que é reto. Não é o caso de Deus ter prazer em provocar a destruição da humanidade. “‘Acaso me agrado de algum modo na morte do iníquo’, é a pronunciação do Soberano Senhor Jeová, ‘e não em que ele recue dos seus caminhos e realmente continue a viver? . . . Portanto, fazei um recuo e continuai a viver.’” — Ezequiel 18:23, 32.

      18. Qual é o preço que se terá de pagar para remir da insegurança os que amam o que é reto?

      18 A destruição dos que preferem este atual sistema de coisas, portanto, é o preço que se terá de pagar para remir da insegurança e do sofrimento aqueles que amam o que é reto. Isto se harmoniza com o princípio bíblico: “O iníquo é resgate para o justo.” — Provérbios 21:18; veja Isaías 43:1, 3, 4.

      Resultados Benéficos

      19. Que barreiras à paz mundial serão removidas pela destruição deste sistema de coisas?

      19 A destruição do atual sistema e de seus apoiadores viabilizará um novo sistema justo em toda a terra, em que os sobreviventes poderão trabalhar juntos unidamente, não em competição egoísta. Acabar-se-á com as fronteiras nacionais divisórias e as barreiras políticas. Desaparecerá o peso esmagador dos gastos militares. E desaparecerão também as barreiras sociais, que impedem que a humanidade seja uma família unida. Um fator vital em tudo isso será que todos os que então viverem falarão a “língua pura” da verdade uns com os outros, adorando seu Criador “com espírito e verdade”. Isso os manterá livres de divisivas superstições religiosas, tradições e crenças inventadas pelo homem. — Sofonias 3:8, 9; João 4:23, 24.

      20. Conforme indicado pelo Salmo 72, que condição virá a existir em toda a terra?

      20 Quando o governo de Deus por seu Filho Cristo Jesus exercer o domínio exclusivo sobre toda a terra, o antigo salmo da Bíblia verá seu cumprimento: “Nos seus dias florescerá o justo e a abundância de paz até que não haja mais lua. E terá súditos de mar a mar e desde o Rio até os confins da terra.” — Salmo 72:7, 8.

      21. Como se beneficiará a própria terra com a vindoura destruição mundial?

      21 A terra será beneficiada com a vindoura destruição mundial. Não mais ficará desfigurada por poluidores gananciosos e destruidores impiedosos. Os lagos, os rios e os oceanos, bem como a atmosfera, serão aliviados de todos os despejos lançados neles, e logo se purificarão. Deus demonstrará assim que não abandonou seu propósito de ter um planeta limpo e ajardinado, repleto de pessoas que refletem as qualidades esplêndidas de Seu Criador. — Gênesis 1:26-28; Isaías 45:18; 55:10, 11.

      22. De que modo é causar Deus tal destruição coerente com ele ser ‘Deus de paz’?

      22 Portanto, causar Deus uma destruição mundial não é contrário a ele ser o ‘Deus de paz’. Tampouco é contrário a Jesus ser o “Príncipe da Paz”. É por causa de seu amor à paz e à justiça que eles tomam esta ação de restabelecer a terra a um estado puro e justo. — 1 Coríntios 14:33; Isaías 9:6, 7.

      23, 24. O que é vital que façamos agora individualmente, se havemos de usufruir um futuro de paz e segurança?

      23 Então, o que poderemos fazer nós, individualmente? Jesus Cristo mostrou que os que desconsideram as instruções de Deus constroem suas esperanças quanto ao futuro em “areia”, e que tal construção jamais suportará as vindouras tempestades destrutivas. Ele mostrou a necessidade vital de construir nossa esperança na obediência à Palavra de Deus, se quisermos ter um futuro pacífico e seguro. — Mateus 7:24-27.

      24 Mas, por que esperou Deus tanto tempo para acabar com a iniqüidade e o sofrimento? A Bíblia responde também a esta pergunta e mostra o que Deus tem feito durante todos os séculos passados para cumprir o seu propósito.

  • Uma questão que envolve você
    Verdadeira Paz e Segurança — Como Poderá Encontrá-la?
    • Capítulo 5

      Uma questão que envolve você

      1. Por que têm as pessoas achado difícil entender a razão pela qual Deus tem permitido a maldade entre a humanidade?

      APESAR do desejo comum de paz e segurança, a história do homem tem sido manchada pelo derramamento de sangue e por perniciosidades. Visto que a Bíblia mostra que Deus detesta tais coisas, por que não impediu ele já antes estas condições? Certamente, não pode ser por falta de interesse. A Bíblia, bem como a beleza da obra terrestre de Deus, fornecem evidência abundante de seu amor e de seu interesse na humanidade. (1 João 4:8) O que é mais importante, está envolvida a honra do próprio nome de Deus, visto que estas condições fizeram com que as pessoas o vituperassem. Então, que motivo pode haver para ele suportar milhares de anos de intranqüilidade e violência?

      2. (a) Onde, na Bíblia, descobrimos por que Deus tem permitido as condições más por tanto tempo? (b) O que torna evidente que a narrativa bíblica sobre Adão e Eva é um fato histórico?

      2 A resposta acha-se na narrativa de abertura, da Bíblia, sobre Adão e Eva. Não se trata de mera alegoria. É um fato histórico. A Bíblia fornece um registro genealógico completo e documentado, que remonta desde o primeiro século da Era Comum aos primeiros humanos. (Lucas 3:23-38; Gênesis 5:1-32; 11:10-32) Como nossos primeiros ancestrais, Adão e Eva tiveram definida influência sobre nós. E o que a Bíblia nos diz sobre eles ajuda-nos a compreender as circunstâncias que afetam hoje a nossa vida.

      3. Que tipo de provisões fez Deus para a humanidade logo no começo?

      3 A Bíblia revela que todas as provisões de Deus para o primeiro casal humano foram muito boas. Tinham tudo para ter uma vida feliz — um lar semelhante a um parque no Éden, variedade abundante de alimento, trabalho satisfatório, a perspectiva de ver sua família crescer e encher a terra, e a bênção de seu Criador. (Gênesis 1:28, 29; 2:8, 9, 15) Quem poderia razoavelmente pedir mais?

      4. (a) Quando os humanos foram criados, em que diferiam das outras criaturas terrestres? (b) De que maneira proveu-se a orientação necessária para eles?

      4 O registro inspirado de Gênesis revela que os humanos ocupavam uma posição ímpar na terra. Dessemelhantes dos animais, eles tinham senso de moral e eram dotados de livre-arbítrio. É por isso que receberam a faculdade do raciocínio e do critério. Para orientá-los, Deus implantou no homem e na mulher a faculdade de consciência, para que, quais humanos perfeitos, suas inclinações normais fossem para o bem. (Romanos 2:15) Além de tudo isso, Deus disse a eles por que estavam vivos, o que deviam fazer, e quem provera todas as coisas esplêndidas em volta deles. (Gênesis 1:28-30) Então, como explicamos as más condições agora existentes?

      5. (a) Que requisito simples impôs Deus ao primeiro casal humano, e por que motivo? (b) Por que estava corretamente envolvida a perspectiva futura de vida deles?

      5 O registro bíblico mostra que surgiu uma questão — que envolve a cada um de nós hoje. Surgiu devido às circunstâncias que se desenvolveram pouco depois da criação do primeiro casal humano. Deus deu ao homem e à mulher a oportunidade de demonstrar apreço amoroso por seu Criador pela obediência a um requisito. O requisito não envolvia nada que insinuasse que eles tivessem tendências depravadas que precisavam ser coibidas. Em vez disso, envolvia algo que em si mesmo era normal e correto — comer alimento. Conforme Deus disse ao homem: “De toda árvore do jardim podes comer à vontade. Mas, quanto à árvore do conhecimento do que é bom e do que é mau, não deves comer dela, porque no dia em que dela comeres, positivamente morrerás.” (Gênesis 2:16, 17) Este requisito não privava o primeiro casal de algo necessário à vida. Podiam comer de todas as outras árvores no jardim. Entretanto, sua perspectiva de vida futura estava decididamente envolvida, e isso de direito. Por quê? Porque Aquele que requeria obediência era a própria Fonte e o próprio Sustentador da vida humana.

      6. (a) Nossos primeiros pais teriam vivido para sempre se tivessem agido em harmonia com que verdade básica a respeito de regência? (b) Por que deviam eles ter-se sentido induzidos a obedecer a Deus?

      6 Não era do propósito de Deus que os humanos morressem. Não se fez nenhuma menção de morte a Adão e Eva exceto como punição pela desobediência. Nossos primeiros pais tinham diante de si a perspectiva de viver para sempre no seu lar pacífico, semelhante a um parque. O que se exigia deles, para concretizá-la? Tinham de reconhecer que a terra em que viviam pertence Àquele que a fez, e que, como Criador, Deus corretamente tem autoridade sobre sua criação. (Salmo 24:1, 10) Certamente, Aquele que havia dado aos humanos tudo o que estes necessitavam, incluindo a própria vida, merecia obediência em tudo o que requeresse deles. Contudo, ele não queria que essa obediência fosse imposta. Em vez disso, devia vir de corações espontâneos, motivados pelo amor. (1 João 5:3) Mas os nossos primeiros pais deixaram de mostrar tal amor. Como aconteceu isso?

      A Origem da Oposição à Regência Divina

      7. (a) Segundo a Bíblia, onde começou a oposição à regência de Deus? (b) Por que é razoável crer-se na existência do domínio espiritual?

      7 A Bíblia mostra que a oposição à regência de Deus começou primeiro, não na terra, mas num domínio invisível a olhos humanos. Devíamos nós, como muitos, duvidar de que tal domínio existe, só porque não o podemos ver? Ora, não se pode ver a gravidade, tampouco o vento. Contudo, seus efeitos são bem reais. Assim, também, os efeitos do domínio invisível podem ser observados. “Deus é Espírito”, mas mesmo assim suas obras de criação podem ser vistas em todo o nosso redor. Se cremos nele, somos obrigados a crer na existência dum domínio espiritual. (João 4:24; Romanos 1:20) Mas, será que alguém mais habita nesse domínio?

      8. Que espécie de pessoas são os anjos?

      8 Segundo a Bíblia, milhões de pessoas espirituais, anjos, foram trazidas à existência antes do homem. (Jó 38:4, 7; Salmo 103:20; Daniel 7:10) Todas estas foram criadas perfeitas, sem tendências más. Contudo, assim como a criação posterior de Deus, o homem, elas tinham livre-arbítrio. Portanto, podiam escolher o proceder de fidelidade ou o de infidelidade para com Deus.

      9, 10. (a) Como é possível que uma criatura espiritual perfeita se sinta inclinada a fazer o errado? (b) Assim, como veio um dos anjos a tornar-se Satanás?

      9 Mas muitos perguntam: Como podia qualquer destas, quais criaturas perfeitas, sequer sentir inclinações para fazer o errado? Ora, quantas vezes na nossa própria vida surgem circunstâncias que nos põem diante de várias possibilidades — algumas boas, outras más? Termos a inteligência de discernir as más possibilidades não nos torna automaticamente maus, não é? A questão real é: Em que proceder fixaremos a mente e o coração? Se nos concentrarmos em pensamentos maus, poderemos ser induzidos a cultivar desejos errados no coração. Tais desejos por fim poderão nos levar a cometer atos errados. Este ciclo ruinoso foi descrito pelo escritor bíblico Tiago: “Cada um é provado por ser provocado e engodado pelo seu próprio desejo. Então o desejo, tendo-se tornado fértil, dá à luz o pecado; o pecado, por sua vez, tendo sido consumado, produz a morte.” — Tiago 1:14, 15.

      10 As Escrituras revelam que isto aconteceu com um dos filhos espirituais de Deus. Ele foi engodado pelos seus próprios desejos. Viu possibilidades na criação humana de Deus. Poderiam eles vir a estar em sujeição a ele em vez de a Deus? Evidentemente, ele passou a almejar pelo menos parte da adoração devida a Deus. (Lucas 4:5-8) Agindo em harmonia com o seu desejo, tornou-se opositor de Deus. Por isso, na Bíblia ele é chamado de Satanás, que significa Opositor. — Jó 1:6.

      11. Que base sólida há para se crer que Satanás realmente existe?

      11 Neste materialista século 20, crer numa pessoa espiritual tal como Satanás, não é popular. Mas, será que alguma vez o pensamento popular já foi um guia seguro para se chegar à verdade? Entre os que estudam as doenças, costumava ser impopular crer que germes invisíveis fossem um fator a considerar. Mas hoje a sua influência é bem conhecida. Certamente, pois, a impopularidade de algo não significa que possa ser desconsiderado. O próprio Jesus Cristo viera do domínio espiritual e, assim, podia falar com autoridade sobre a vida ali. Ele positivamente identificou Satanás qual pessoa espiritual má. (João 8:23; Lucas 13:16; 22:31) Apenas por tomarmos em consideração a existência deste adversário espiritual é possível entender como tais más condições começaram na terra.

      12. Como se comunicou Satanás com a mulher Eva, e por que desta maneira?

      12 O registro inspirado, em Gênesis, capítulo 3, descreve como Satanás pôs em execução a satisfação de seu desejo errado. No jardim do Éden, ele se dirigiu à mulher Eva, dum modo que ocultava a sua real identidade. Empregou um animal que o casal humano costumava ver — uma serpente. Evidentemente, usando o que chamaríamos de ventriloquismo, ele fez parecer como se suas palavras procedessem desta criatura. Os naturais modos cautelosos da serpente ajustavam-se bem à impressão que Satanás queria dar. — Gênesis 3:1; Revelação (Apocalipse) 12:9.

      13. O que disse Satanás a Eva, e com que intenção evidente?

      13 Em vez de fazer um convite direto para que a mulher o considerasse seu governante, Satanás procurou primeiro semear dúvidas na mente dela, perguntando: “É realmente assim que Deus disse, que não deveis comer de toda árvore do jardim?” Dizia realmente: ‘É uma pena que Deus te disse que não podes comer de todas as árvores do jardim.’ Por meio disso ele insinuava que Deus talvez estivesse negando algo de bom. Eva respondeu por citar a proibição de Deus, que envolvia apenas uma única árvore, bem como mencionando que a penalidade pela desobediência era a morte. Daí, Satanás tentou minar o respeito dela pela lei de Deus, dizendo: “Positivamente não morrereis. Porque Deus sabe que, no mesmo dia em que comerdes dele, forçosamente se abrirão os vossos olhos e forçosamente sereis como Deus, sabendo o que é bom e o que é mau.” (Gênesis 3:1-5) Confrontado com tal situação, o que faria você?

      14. (a) Por que caiu Eva vítima de Satanás? (b) O que fez Adão?

      14 Eva deixou-se engodar pelo desejo egoísta. Ela comeu o que Deus havia proibido. Depois, às instâncias dela, seu marido Adão também comeu. Ele preferiu tomar o lado dela, em vez de o do seu Criador. (Gênesis 3:6; 1 Timóteo 2:14) Qual foi o resultado?

      15. Portanto, o que explica o motivo dos crimes e da violência, bem como da doença e da morte, que têm marcado a existência humana?

      15 A inteira família humana foi arrastada ao pecado e à imperfeição. Agora Adão e Eva não mais podiam transmitir à sua prole a perfeição que antes tinham. Assim como as reproduções dum molde defeituoso têm todas o mesmo defeito, todos os descendentes deles nasceram em pecado, com tendência herdada para o egoísmo. (Gênesis 8:21) Esta inclinação, deixada sem controle, tem levado aos males que tiraram da humanidade a paz e a segurança. É também esta herança do pecado que tem resultado em doenças e na morte. — Romanos 5:12.

      As Questões Suscitadas

      16, 17. (a) Para entendermos por que Deus tolerou esta situação por tanto tempo, o que precisamos reconhecer? (b) Qual realmente é a questão suscitada?

      16 À luz destes fatos, a nossa mente volta à pergunta: Por que Deus tolerou esta situação, permitindo que ela se desenvolvesse até o ponto em que chegou? Foi por causa duma grave questão suscitada, e do efeito dela sobre todo o universo. Como assim?

      17 Por meio de seu argumento de que a lei de Deus a Adão e Eva não era boa para eles, e por desafiar o que Deus dissera sobre o resultado da desobediência, Satanás questionava a regência de Deus. Não, ele não questionou que Deus fosse regente. Em vez disso, a questão suscitada por Satanás focava a legitimidade da regência de Jeová, Sua soberania, e a justeza de Seu proceder. Satanás argumentou enganosamente que os humanos se sairiam melhor se agissem de modo independente, fazendo as suas próprias decisões, em vez de se sujeitarem à direção de Deus. (Gênesis 3:4, 5) Na realidade, porém, por assim fazerem, seguiriam a liderança do adversário de Deus.

      18. (a) Que outra questão estava envolvida, e onde se mostra isso na Bíblia? (b) Como envolve a nós essa questão?

      18 Estava envolvida também outra questão. Visto que essas criaturas de Deus se haviam voltado contra ele lá no Éden, o que fariam as outras? Mais tarde, nos dias do homem Jó, Satanás abertamente alegou que os que servem a Jeová fazem isso, não por amor a Deus e à sua regência, mas por egoísmo, porque Deus lhes provê tudo. Satanás insinuou que ninguém, sob pressão, se mostraria apoiador leal da soberania de Jeová. Assim, a lealdade e a integridade de toda criatura inteligente no céu e na terra estavam sendo questionadas. Por conseguinte, você está envolvido nessa questão. — Jó 1:8-12; 2:4, 5.

      19, 20. Por não destruir os rebeldes imediatamente, que oportunidade deu Jeová a suas criaturas, tanto anjos como humanos?

      19 O que faria Jeová ao ser confrontado com tal desafio? Ele poderia facilmente ter destruído Satanás e Adão e Eva. Isto teria demonstrado o poder soberano de Jeová. Mas, teria respondido às perguntas suscitadas então na mente de todas as criaturas de Deus que observaram estes acontecimentos? A paz e a segurança eternas do universo exigiam que estas questões fossem resolvidas completamente, de uma vez para sempre. Além disso, questionara-se também a integridade e a lealdade de todas as criaturas inteligentes de Deus. Se o amassem, desejariam elas mesmas responder a esta acusação falsa. Jeová deu-lhes a oportunidade de fazerem exatamente isso. Também, por permitir que Adão e Eva tivessem descendência (embora imperfeita), Deus impediria a extinção da família humana — família que veio a incluir todos nós hoje vivos. Isto daria a esses descendentes a oportunidade de escolher por si mesmos se queriam ou não obedecer à regência divina. Esta é a escolha com que você agora se confronta!

      20 Portanto, em vez de executar logo a pena de morte, Jeová permitiu que os rebeldes permanecessem por um tempo. Adão e Eva foram expulsos do Éden, para morrer antes de se passarem mil anos. (Gênesis 5:5; compare Gênesis 2:17 com 2 Pedro 3:8.) Satanás também havia de ser destruído no devido tempo, como se fosse uma serpente cuja cabeça se esmagasse. — Gênesis 3:15; Romanos 16:20.

      O Que Revelou o Passar do Tempo

      21, 22. (a) Quanto à regência, o que têm feito Satanás e a humanidade durante o tempo concedido por Deus? (b) O que mostra a história humana quanto a governo que se empenha em desconsiderar a Deus?

      21 O que resultou do desafio quanto à legitimidade da soberania de Deus? Beneficiou-se o homem por empenhar-se em cuidar ele mesmo de seus próprios assuntos? Concedeu-se à humanidade a oportunidade de tentar todo tipo concebível de governo. Jeová não impediu cedo demais os esforços do homem, antes de se ver o pleno resultado deles. Mesmo um século atrás já teria sido cedo demais. O homem acabara então de entrar na “era da tecnologia” e apenas começava a fazer grandes afirmações quanto ao que podia realizar.

      22 Mas, precisar-se-á agora de outro século para ver qual será o resultado do proceder de independência do homem para com Deus? Até mesmo homens proeminentes ligados a governo e à ciência reconhecem que a terra enfrenta grave perigo de ruína. Deus certamente não precisa permitir a completa ruína para provar o fracasso total do governo independente do homem. Com o testemunho de seis mil anos para atestar o que acontece quando o governo desconsidera a Deus, nunca se poderá alegar que não se concedeu tempo suficiente para o aperfeiçoamento de governo humano. Os fatos mostram que nenhum governo que age independente de Deus pode trazer verdadeira paz e segurança a toda a humanidade.

      23. O que ocorrerá em breve, para preparar o caminho para a regência justa da terra pelo Filho de Deus?

      23 Como veremos mais adiante, Jeová Deus marcou com muita antecedência e com perfeita cronometragem uma geração específica que o veria livrar o universo de toda a rebelião contra a sua regência divina. Não só serão os homens iníquos destruídos, mas também Satanás e seus demônios ficarão restritos como que num abismo, sem poderem influenciar os assuntos dos homens ou dos anjos. Isto abrirá o caminho para a regência justa da terra pelo governo do Filho de Deus. Num período de mil anos, esse governo desfará todo o dano causado pelos milhares de anos de governo egoísta do homem. Restituirá à terra a sua beleza paradísica e fará a humanidade obediente voltar à perfeição que gozava no Éden. — Revelação 20:1, 2; 21:1-5; 1 Coríntios 15:25, 26.

      24. (a) Por que serão Satanás e seus demônios soltos no fim de mil anos? (b) Qual será o resultado?

      24 A Bíblia diz que no fim dessa regência de mil anos Satanás e seus demônios serão soltos de sua restrição, por um breve período. Por quê? Para que todos os que então viverem tenham a oportunidade de se mostrarem leais à regência soberana de Jeová. Incontável número de pessoas terá voltado, através da ressurreição. Para muitas delas, esta será a primeira oportunidade de demonstrarem sob prova seu amor a Deus. A questão será igual a uma das suscitadas lá no Éden — se eles apoiarão ou não a soberania de Jeová pela obediência fiel. Jeová deseja como seus súditos apenas aqueles cujo amor os motiva a tal lealdade. Os que quiserem tomar o lado do adversário de Deus e dos seus demônios, em qualquer tentativa que estes fizerem para perturbar novamente a paz do universo de Deus, terão a liberdade de fazer esta escolha. Mas, ao assim desprezarem o governo de Deus, merecerão a destruição. E esta vez ela virá prontamente, como que por fogo do céu. Todos os rebeldes, espirituais e humanos, perecerão então para todo o sempre. — Revelação 20:7-10.

      25, 26. Como resultou em benefício para cada um de nós a maneira em que Jeová tratou do assunto?

      25 É verdade que a humanidade tem sofrido muito por milhares de anos. Mas isto se deve à escolha de nossos primeiros pais, não à de Deus. Deus suportou vitupério e agüentou coisas que lhe são detestáveis durante todo este tempo. Mas Deus, para quem ‘mil anos são apenas como um dia’, encara as coisas dum ponto de vista de longo alcance, e isto resulta no bem para suas criaturas. Como escreveu o apóstolo inspirado: “Jeová não é vagaroso com respeito à sua promessa, conforme alguns consideram a vagarosidade, mas ele é paciente convosco, porque não deseja que alguém seja destruído, mas deseja que todos alcancem o arrependimento.” (2 Pedro 3:8, 9) Se não fosse pela paciência e pela longanimidade de Deus, nenhum de nós teria oportunidade de salvação.

      26 Entretanto, não devemos concluir que o papel de Deus, nos últimos seis mil anos, foi apenas passivo. Não, ele não simplesmente ficou tolerando a iniqüidade e aguardando o momento oportuno, sem tomar nenhuma medida. Como veremos, os fatos mostram exatamente o contrário.

      [Foto na página 51]

      Satanás argumentou que, sob prova, todos os humanos violariam a integridade e agiriam de modo independente de Deus.

  • O que tem feito Deus?
    Verdadeira Paz e Segurança — Como Poderá Encontrá-la?
    • Capítulo 6

      O que tem feito Deus?

      1. O que crêem muitos hoje a respeito de Deus, mas é correto isto?

      MUITOS hoje crêem que Deus não está ativamente interessado na terra ou que não está fazendo nada quanto aos problemas que atribulam a humanidade. Mas a verdade é que Deus se importa, e muito. É verdade que talvez não tenha feito o que os homens esperavam dele. Mas isto não significa que não fez nada. Na realidade, tem estado ativo a favor da humanidade desde o começo da história humana até a atualidade.

      2. Que influência talvez tenha a brevidade da própria vida das pessoas sobre o seu modo de pensar neste respeito?

      2 Um motivo de alguns acharem que Deus não está fazendo nada é a própria curta duração de sua vida. Isto os deixa impacientes quanto a realizar coisas no curto período que a vida deles permite. Assim, o desejo de ver mudanças durante a sua própria vida domina o seu modo de pensar. A sua tendência, então, é julgar Deus à base de tal experiência humana, com todas as suas limitações.

      3. Como influi a duração da vida de Jeová na sua capacidade de lidar com situações no melhor momento possível?

      3 Por outro lado, Jeová vive para sempre. (Salmo 90:2, 4; Isaías 44:6) De seu ponto de vista ele pode ver exatamente onde na corrente do tempo as suas ações produzirão o maior bem para todos os envolvidos, bem como para a realização eficiente de seu propósito. (Isaías 40:22; 2 Pedro 3:8, 9) Isto é exatamente o que Deus tem feito.

      Como Deus Se Revelou

      4. Qual é o propósito de Jeová, segundo declarou ele, e, portanto, que conhecimento forneceu à humanidade?

      4 O propósito de Jeová é prover a toda a criação uma administração justa, que unirá a humanidade em paz e união, para que usufrua plena segurança. (Efésios 1:9, 10; Provérbios 1:33) No entanto, Deus não obriga a ninguém a se sujeitar à sua administração. São bem-vindos apenas os que o servem e que amam a sua maneira de governar. Visando fundar um inteiro mundo que vivesse segundo as justas normas de Sua administração, Deus tem colocado à disposição da humanidade o conhecimento dessas normas e de como Sua administração opera. Ao mesmo tempo, Deus tornou possível que a humanidade obtivesse conhecimento vital a respeito dele e de suas qualidades pessoais. — João 17:3.

      5. O que podemos aprender sobre Deus à base das obras de criação?

      5 Visto que Jeová é espírito, ele é, naturalmente, invisível ao homem. Portanto, que faria para que homens de carne e sangue entendessem estas coisas? Por um lado, muito pode ser aprendido sobre as qualidades do Criador pela observação de suas obras. (Romanos 1:20) A maravilhosa inter-relação entre as coisas vivas e as leis físicas que governam toda a matéria atestam a Sua sabedoria. O tremendo poder manifesto nos oceanos, nas condições meteorológicas, e na energia das estrelas evidencia a sua onipotência. (Jó 38:8-11, 22-33; 40:2) E a variedade de alimentos para o deleite do paladar, a beleza das flores, dos pássaros, do nascer e do pôr do sol, os trejeitos dos animais — tudo revela o amor do Criador à humanidade e seu desejo de que tenhamos prazer na vida. Todavia, a revelação que Deus faz de si mesmo não se resume nisso.

      6. (a) Por que meios proveu Deus revelações específicas de sua vontade? (b) Por que outros meios revelou Deus seus princípios e suas qualidades ao homem?

      6 Em várias ocasiões ele falou também desde os céus. Em alguns casos fez isso pessoalmente. Em outros, falou por meio de anjos, como no Monte Sinai, na Península Arábica, onde ele deu sua lei a milhões de israelitas. (Êxodo 20:22; Hebreus 2:2) E também, por meio de seus profetas, comunicou-se com os homens durante um período de muitos séculos, e fez com que escrevessem as revelações de Sua vontade. (2 Pedro 1:21) Assim, Jeová paulatinamente familiarizou o homem com as Suas normas justas e com a Sua vontade. Um aspecto importante disso é a maneira em que ele revelou seus princípios e suas qualidades por meio de seus tratos com os humanos. Isto acrescentou à sua Palavra escrita o atrativo caloroso da experiência humana. Quão mais instrutivo e convincente é não só ouvir e ler as declarações do propósito de Deus, mas também ter no registro bíblico exemplos vivos que nos ajudam a entender melhor a Sua vontade! (1 Coríntios 10:11) E o que revela esse registro?

      7. (a) Como demonstrou Deus que não tolera para sempre a injustiça? (b) Ao sabermos como Deus encara tal conduta, o que devemos fazer?

      7 Fornece evidência de que Deus não tolera para sempre a injustiça. É verdade que ele deixou os descendentes de Adão e Eva seguirem o seu próprio caminho, produzindo o registro inevitável da incapacidade do homem de governar a si mesmo com êxito. Mas Deus não deixou a humanidade sem evidência de Seu julgamento contra o proceder injusto dela. Por isso trouxe um Dilúvio nos dias de Noé, porque ‘a terra havia ficado cheia de violência’. (Gênesis 6:11-13) Destruiu as moralmente depravadas cidades de Sodoma e Gomorra. (Gênesis 19:24, 25; Judas 7) Permitiu que a nação de Israel, que professava servi-lo, fosse ao exílio por ter praticado a religião falsa. (Jeremias 13:19, 25) Sabendo como Deus encara tal conduta, temos a oportunidade de fazer mudanças na nossa vida, para mostrar nosso amor ao que é correto. Faremos isso?

      8. Quando Deus traz destruição, costuma haver sobreviventes? Ilustre.

      8 O registro bíblico também revela que Deus diferencia entre os justos e os iníquos. No Dilúvio global, Deus não destruiu a Noé, que era “pregador da justiça”, mas poupou-o junto com mais sete. (2 Pedro 2:5) E, antes de chover fogo e enxofre sobre Sodoma, fez-se possível que o justo Ló e sua família escapassem. — Gênesis 19:15-17; 2 Pedro 2:7.

      9. O que aprendemos da maneira como Jeová lidou com o antigo Israel?

      9 Quando o povo de Israel, que havia jurado servir a Deus, mostrou-se infiel, ele não os rejeitou imediatamente. Conforme lhes disse: “Eu continuei a enviar-vos todos os meus servos, os profetas, diariamente levantando-me cedo e enviando-os.” Mas eles não escutaram. (Jeremias 7:25, 26) Mesmo ao se aproximar o tempo da destruição de Jerusalém, Jeová disse: “Acaso me agrado de algum modo na morte do iníquo, . . . e não em que ele recue dos seus caminhos e realmente continue a viver? . . . Portanto, fazei um recuo e continuai a viver.” — Ezequiel 18:23, 32.

      10. Além de que ele é paciente, o que mais nos ensinam sobre Deus essas narrativas bíblicas?

      10 O que vemos, então? Que Jeová, dum modo que toca profundamente o coração dos inclinados à justiça, tornou evidente a grande paciência que tem com a humanidade. Ao mesmo tempo, os seus tratos também infundem vigorosamente em nós o seu amor à justiça e a importância de vivermos em harmonia com os Seus requisitos.

      11. (a) Que declaração quanto a seu propósito fez Jeová no Éden? (b) O que tem feito Deus desde então?

      11 Destaca-se algo mais, muito básico. Torna-se claro, desde o início, que Deus teve um propósito definido em tudo o que fez. E ele nunca deixou de agir quando a realização de seu propósito exigia ação. Este propósito fundamental foi declarado lá mesmo no Éden. Ao sentenciar Satanás, Jeová predisse que este teria oportunidade de criar um “descendente”, aqueles que manifestariam as tendências de Satanás e o apoiariam. Predisse também a produção de outro “descendente”, um libertador justo. Este feriria fatalmente a “serpente original, o chamado Diabo e Satanás”, livrando assim a humanidade de sua ruinosa dominação. (Gênesis 3:15; Revelação [Apocalipse] 12:9) Após fazer esta declaração quanto a seu propósito, Jeová passou a fazer preparativos definidos para a ulterior administração dos assuntos da terra sob o “descendente” prometido. Este trabalho preparatório levaria tempo, como veremos.

      Por Que Ele Tratou Especificamente com o Antigo Israel

      12, 13. (a) Por que escolheu Deus a Israel e deu suas leis apenas àquela única nação? (b) Portanto, o que podemos aprender da história de Israel e da de outras nações?

      12 Muito antes de as nações atuais virem à existência, Deus escolheu uma nação que usou por centenas de anos como povo seu. Por quê? Para prover uma demonstração viva do funcionamento de seus princípios justos. Essa nação, o antigo Israel, compunha-se de descendentes de Abraão, homem que havia demonstrado grande fé no Criador. Jeová disse-lhes: “Não foi por serdes o mais populoso de todos os povos, que Jeová vos teve afeição a ponto de vos escolher, pois éreis o mínimo de todos os povos. Mas foi por Jeová vos amar e por ele cumprir a declaração juramentada que fizera aos vossos antepassados.” — Deuteronômio 7:7, 8; 2 Reis 13:23.

      13 Após libertá-los da escravidão no Egito, Jeová ofereceu-lhes entrar numa relação especial com ele, e eles responderam: “Tudo o que Jeová falou estamos dispostos a fazer.” (Êxodo 19:8) Jeová deu-lhes então seus regulamentos, colocando assim esse povo à parte de todas as outras nações e forneceu informações detalhadas concernente a suas normas justas. (Deuteronômio 4:5-8) Portanto, a história do antigo Israel fornece um registro do que acontece quando se obedece ou desobedece às leis justas de Deus. No ínterim, a história das outras nações revela os resultados para os que vivem sem a lei de Deus.

      14. (a) Prejudicou Deus as nações não-israelitas por não interferir nos seus assuntos? (b) Contudo, como se beneficiaram da benignidade imerecida de Deus?

      14 Que dizer dessas outras nações? Seguiram seu próprio caminho, escolhendo suas próprias formas de governo. Seus povos não eram totalmente carentes de qualquer virtude em suas vidas. Ainda tinham a faculdade da consciência, e esta às vezes os induzia a agir com preocupação humanitária para com seu próximo. (Romanos 2:14; Atos 28:1, 2) Mas, a sua herança do pecado e sua rejeição da orientação divina fizeram com que seguissem um proceder egoísta que levou a guerras cruéis e práticas depravadas. (Efésios 4:17-19) Certamente não se poderia responsabilizar a Deus pelas aflições provocadas por um proceder de vida que eles mesmos escolheram. As únicas vezes em que Deus intervinha foi quando as atividades humanas colidiam com a realização de Seus propósitos. No ínterim, Deus bondosamente concedeu-lhes usufruir a alegria de viver, as belezas da criação e os frutos da terra. — Atos 14:16, 17.

      15. Que arranjos para a ulterior bênção das pessoas das nações preparava Deus?

      15 Jeová tampouco excluiu os povos dessas nações de, por fim, receberem os benefícios prometidos através do “descendente” de Abraão. Jeová disse a respeito desse “descendente” que viria através da linhagem da família de Abraão: “Todas as nações da terra hão de abençoar a si mesmas por meio de teu descendente, pelo fato de que escutaste a minha voz.” (Gênesis 22:18) Assim, embora Jeová tratasse exclusivamente com Israel, ele também desenrolava imparcialmente seu propósito de abençoar as outras nações mais tarde, embora estas não se apercebessem disso. — Atos 10:34, 35.

      16. (a) Durante todo este tempo, o que fazia Deus com relação à promessa sobre o Descendente? (b) Quem veio a ser este Descendente da promessa?

      16 Durante o tempo em que Jeová tratava com o antigo Israel, ele forneceu numerosas profecias que preenchiam uma necessidade vital para homens de fé — como identificar o prometido Descendente de Abraão quando finalmente aparecesse. Até mesmo a linhagem de sua família, através da tribo de Judá e da casa de Davi, foi especificada. (Gênesis 49:10; Salmo 89:35, 36) Deu-se o nome do lugar de seu nascimento, Belém. (Miquéias 5:2) Indicou-se, com séculos de antecedência, o próprio ano em que ele seria ungido qual Messias. (Daniel 9:24-27) Prefiguraram-se seus serviços sacerdotais a favor da humanidade. E também o sacrifício de si mesmo, que abriu a oportunidade de vida eterna para pessoas de todas as nações. (Hebreus 9:23-28) Assim, quando veio o tempo designado, tudo identificava inequivocamente a Jesus Cristo como o Descendente da promessa por meio de quem finalmente viriam bênçãos à humanidade. — Gálatas 3:16, 24; 2 Coríntios 1:19, 20.

      A Preparação dos Regentes da Humanidade

      17. O que iria produzir Deus por meio de Jesus, e como foi isto salientado por ocasião do nascimento deste?

      17 Antes do nascimento de Jesus, um anjo informou sua mãe, Maria, de que o filho dela receberia um reino eterno. Pastores perto de Belém foram avisados de seu nascimento, e depois ouviram uma multidão dos exércitos do céu louvar a Deus e dizer: “Glória a Deus nas maiores alturas, e na terra paz entre homens de boa vontade.” — Lucas 1:31-33; 2:10-14.

      18. (a) De que modo a experiência de Jesus na terra preparou-o para os cargos de rei e sacerdote? (b) Que efeito teve a sua morte sobre a conquista da paz?

      18 Considere as vantagens de este futuro rei celestial ter vivido na terra. Como homem, veio a conhecer e a compreender os problemas das pessoas. Viveu e trabalhou com elas, compartilhando seu pesar e sofrendo pessoalmente dificuldades. Confirmou sua lealdade a Jeová e seu amor à justiça sob as provas mais severas. Deste modo Deus preparava Jesus para ser um Rei compreensivo, bem como um Sumo Sacerdote para administrar benefícios vitalizadores à humanidade. (Hebreus 1:9; 4:15; 5:8-10) Ademais, por sacrificar a sua própria vida, Jesus Cristo abriu o caminho para a humanidade recuperar relações pacíficas com Deus. — 1 Pedro 3:18.

      19. (a) Como sabemos que Jesus foi ressuscitado e subiu ao céu? (b) Quanto ao seu reinado, o que fez ele depois de retornar ao céu?

      19 Após a morte de Jesus, Deus o ressuscitou, e ele foi visto por mais de 500 testemunhas humanas que podiam atestar que a ressurreição realmente ocorrera. (1 Coríntios 15:3-8) Quarenta dias após Jesus ter sido ressuscitado, ele subiu ao céu e desapareceu da vista de seus discípulos que olhavam. (Atos 1:9) Do céu passou a exercer seu reinado com relação a seus próprios seguidores fiéis, e os benefícios de sua regência fizeram com que se destacassem em contraste com os demais da humanidade. Mas, era então o tempo para ele começar a governar as nações? Não, pois outros assuntos no grande programa de Deus exigiam atenção. — Hebreus 10:12, 13.

      20. Que obra nova iniciou Jesus para seus discípulos na terra?

      20 Uma grande tarefa restava para ser feita na terra. Antes da morte e da ressurreição de Jesus, nenhum israelita havia saído como pregador para converter pessoas de outras nações. Não obstante, qualquer pessoa que desejasse adotar a adoração de Jeová sempre podia partilhar os benefícios dela junto com Israel. (1 Reis 8:41-43) Mas, o advento do cristianismo deu início a um grande novo empreendimento. O próprio Jesus Cristo deu o exemplo e deixou-o como legado a seus discípulos, dizendo-lhes antes de sua ascensão ao céu: “Sereis testemunhas de mim tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até a parte mais distante da terra.” — Atos 1:8.

      21. Em vez de a conversão do mundo, o que realizava Deus por meio deste testemunho?

      21 Tinha-se por objetivo a conversão do mundo? Não. Em vez disso, Jesus mostrou que no período até a “terminação do sistema de coisas” haveria um ajuntamento primariamente dos “filhos do reino”. Sim, era preciso escolher os outros membros do vindouro governo do Reino. (Mateus 13:24-30, 36-43) Qualquer pessoa que leia as Escrituras Gregas Cristãs pode ver que, a partir de Pentecostes de 33 EC, outros foram convidados a participar com Jesus Cristo no governo de seu Reino celestial. — 2 Timóteo 2:12; Hebreus 3:1; 1 Pedro 1:3, 4.

      22. (a) Que qualidades exigiu Deus destes prospectivos herdeiros do reino celestial? (b) Portanto, foi a escolha feita às pressas?

      22 A escolha destes futuros co-governantes da humanidade levaria tempo. Por quê? Por um lado, essa oportunidade tinha de ser oferecida a pessoas de todas as nações. E, embora muitos professassem aceitá-la, poucos provaram realmente que eram seguidores fiéis do Filho de Deus. (Mateus 22:14) Era necessário satisfazer normas elevadas. Embora os cristãos não tenham vivido como grupo nacional separado, como o antigo Israel, eles têm sido encarados como estrangeiros, que advogam outro modo de vida. (1 Pedro 2:11, 12) Precisam manter-se livres das práticas imorais e corruptas do mundo em volta deles. (1 Coríntios 6:9, 10) Para serem verdadeiros “filhos de Deus”, precisam mostrar-se “pacíficos”, não se empenhando nas guerras das nações e não retaliando quando forem perseguidos por causa de sua fé. (Mateus 5:9; 26:52; Romanos 12:18, 19) Precisam mostrar lealdade à regência de Deus por se recusarem advogar governos políticos, retratados na Bíblia como ‘feras’. (Revelação 20:4, 6) Por causa de tudo isso, e por terem mantido enaltecido o nome de Jesus Cristo em seu papel de Rei ungido de Deus, eles têm sido “pessoas odiadas por todas as nações”. (Mateus 24:9) Portanto, os que hão de ser regentes celestiais da humanidade, junto com Cristo, não foram escolhidos às pressas.

      23. (a) Quantos hão de estar com Cristo neste grupo administrativo celestial? (b) Dentre quem foram escolhidos, e por quê?

      23 Não foi porque o número escolhido havia de ser grande que a escolha levou tanto tempo. Segundo as Escrituras, Deus limitou o número deste grupo administrativo seleto, sob Jesus Cristo, a apenas 144.000 pessoas. (Revelação 14:1-3) Mas Deus as escolheu cuidadosamente. Foram tiradas “dentre toda tribo, e língua, e povo, e nação”. (Revelação 5:9, 10) Entre elas há pessoas de todas as rodas da vida, homens e mulheres, pessoas que compartilharam todos os diversos problemas da humanidade. Enquanto se revestem da nova personalidade cristã, simplesmente não há problema que alguns deles não tenham de enfrentar e vencer. (Efésios 4:22-24; 1 Coríntios 10:13) Quão gratos podemos ser por isso! Por quê? Porque isto nos assegura de que serão reis e sacerdotes compadecidos e misericordiosos, capazes de ajudar homens e mulheres de toda espécie a se beneficiarem das provisões de Deus para a vida eterna.

      24. Que dizer dos milhões de outras pessoas que viveram e morreram durante este período, muitas delas nada sabendo sobre a Bíblia?

      24 Que dizer da humanidade fora desse arranjo? Durante todo este período, Deus não interveio nos vários governos. Deixou os homens seguir o caminho que quisessem. Naturalmente, milhões de pessoas viveram e morreram, muitas delas sem nunca terem ouvido sobre a Bíblia ou o Reino de Deus. Todavia, Deus não as esqueceu. Ele preparava a ocasião sobre a qual o apóstolo Paulo falou: “Eu tenho esperança para com Deus . . . de que há de haver uma ressurreição tanto de justos como de injustos.” (Atos 24:15) Daí, sob as condições favoráveis na Nova Ordem de Deus, estes hão de receber a plena oportunidade de aprender os modos de Jeová. À base disso, poderão tomar uma posição pessoal na questão da soberania universal. Os que amam a justiça terão a oportunidade de viver para sempre.

      Ao Se Aproximar “o Fim”

      25, 26. (a) No tempo devido, que autoridade adicional se daria a Cristo, e contra quem agiria ele? (b) Como afetaria isso as condições na terra?

      25 Antes da vinda desta Nova Ordem, devem ocorrer acontecimentos emocionantes. A Bíblia predisse uma momentosa mudança nos assuntos mundiais. Jesus Cristo seria então entronizado como Rei, não apenas para reger sobre seus próprios discípulos, mas com autoridade para agir em relação ao mundo todo. Seria feita esta proclamação no céu: “O reino do mundo tornou-se o reino de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará para todo o sempre.” (Revelação 11:15) A primeira ação do Rei seria contra o próprio “governante do mundo”, Satanás, o Diabo, e seus demônios. (João 14:30) Estas forças iníquas seriam lançadas para baixo, dos céus, e restritas à vizinhança da terra. Com que resultado?

      26 A descrição profética registra uma voz que vem do céu, dizendo: “Por esta razão, regozijai-vos, ó céus, e vós os que neles residis! Ai da terra e do mar, porque desceu a vós o Diabo, tendo grande ira, sabendo que ele tem um curto período de tempo.” (Revelação 12:12) Haveria entre as nações transtornos sem precedentes, mas o fim não viria logo.

      27. (a) Ao se aproximar “o fim”, que grande obra de separação se faria, e como? (b) Quão grande será a predita destruição mundial?

      27 Este seria o tempo para uma grande obra de separação. Sob a direção do entronizado Jesus Cristo, seus seguidores fiéis levariam a pregação destas “boas novas do reino” a toda a terra habitada, em testemunho a todas as nações. As pessoas em toda a parte receberiam a oportunidade de mostrar sua atitude para com a regência divina. (Mateus 24:14; 25:31-33) Realizado isso, então, como Jesus explicou, “virá o fim”. Isto será uma “grande tribulação, tal como nunca ocorreu desde o princípio do mundo até agora, não, nem tampouco ocorrerá de novo”. (Mateus 24:21) Nunca mais perguntarão os homens: O que tem feito Deus? Os únicos sobreviventes serão aqueles que se importaram o bastante para descobrir o que ele fizera e para harmonizar a sua vida com os requisitos dele antes que viesse a destruição mundial.

      28. (a) Quando acontecem a entronização de Cristo e a separação das pessoas de todas as nações? (b) Assim, o que é importante que pessoalmente faça?

      28 Mas, quando devem acontecer todas estas coisas? Quando recebe Cristo o poder para reinar e para passar a separar as pessoas de todas as nações? Os fatos mostram que Deus tem feito estas coisas neste século 20. Cristo já está no seu trono celestial, e a obra de separação aproxima-se de seu término. O tempo que resta para você se identificar como estando do lado de Jeová na questão da soberania universal é bem curto. A “grande tribulação” se aproxima! Um exame da profecia bíblica, à luz da história recente, prova que isto é verdade. Exortamo-lo a considerá-la cuidadosamente.

      [Foto na página 62]

      Por viver entre humanos, o novo governante da terra veio a entender melhor a humanidade.

  • Quando virá a predita destruição mundial?
    Verdadeira Paz e Segurança — Como Poderá Encontrá-la?
    • Capítulo 7

      Quando virá a predita destruição mundial?

      1. Que grandioso propósito tem Deus para com a humanidade?

      QUE alívio seria ver acabar a guerra, o crime e a poluição da terra! Quão agradável seria viver sob uma administração realmente justa, em que se pudesse usufruir plena segurança, junto com a família! A Bíblia mostra que Deus tornará estas coisas uma realidade. Mas, quando?

      2. (a) Ao chegar o “dia de Jeová”, quem será apanhado de surpresa? (b) Como podemos evitar que isto nos aconteça?

      2 Sobre a destruição mundial que abre o caminho para a Nova Ordem de Deus, o apóstolo Paulo disse: “O dia de Jeová vem exatamente como ladrão, de noite.” E acrescentou: “Mas vós, irmãos, não estais em escuridão, de modo que aquele dia vos sobrevenha assim como a ladrões.” (1 Tessalonicenses 5:2, 4) Assim, quando chegar o “dia de Jeová”, os que deixarem de acatar as advertências serão como animais apanhados de repente num laço. Mas, não precisa ser assim no seu caso. Como diz o texto, há pessoas que ‘não estão na escuridão’. Isto se dá porque elas investigam e levam a sério o que a Palavra de Deus diz sobre os nossos dias. — Lucas 21:34-36.

      3, 4. (a) Onde se explica o pleno significado dos acontecimentos do século 20? (b) Que cinco pontos principais, definidos na profecia bíblica, examinaremos agora?

      3 A Bíblia claramente descreve acontecimentos deste século 20. Mas fez isto com uns dois mil anos de antecedência! Embora muitos dos acontecimentos sejam do conhecimento público, apenas a Bíblia salienta o seu pleno significado.

      4 As informações proféticas sobre os nossos dias, na Bíblia, detalham o seguinte: (1) O ano específico em que Deus daria o “reino da humanidade” ‘a quem quisesse’. (2) Acontecimentos significativos que ocorreriam durante o período conhecido como a “terminação do sistema de coisas”. (3) Notáveis acontecimentos religiosos nesse período. (4) A sobrevivência de pelo menos alguns da geração que viu o começo da “terminação do sistema de coisas”. (5) Um acontecimento notável nos assuntos mundiais como último sinal de que a destruição mundial é iminente. Examinemos estes pontos.

      (1) O Ano Marcado — 1914 EC

      5. Já desde quando as Testemunhas de Jeová se aperceberam de que a Bíblia apontava para 1914 EC como ano significativo?

      5 Já em 1876 as Testemunhas de Jeová aperceberam-se de que a profecia bíblica marcava o ano de 1914 EC como um tempo em que ocorreriam grandes acontecimentos que teriam efeitos de longo alcance sobre os assuntos humanos. Elas deram ao motivo deste fato uma ampla publicidade.

      6. (a) O que se considera em Daniel 4:2, 3, 17? (b) Quem é “aquele” a quem Jeová dá “o reino”?

      6 Se abrir a sua Bíblia em Daniel, capítulo 4, encontrará uma profecia que revela o propósito de Deus com respeito à soberania sobre a terra. O objetivo por trás do cumprimento dessa profecia é declarado como sendo “para que os viventes saibam que o Altíssimo é Governante no reino da humanidade e que ele o dá a quem quiser”. (Daniel 4 Versículos 2, 3, 17) Este a “quem” o Altíssimo dá “o reino” é Cristo Jesus. E o último livro da Bíblia fala do tempo em que “o reino do mundo” é dado a ele qual Rei celestial. (Revelação [Apocalipse] 11:15; 12:10) Isto significa, então, que a profecia de Daniel trata do tempo em que Deus interviria nos assuntos humanos por dar “o reino do mundo” a Jesus Cristo. Quando se daria isto, segundo a profecia?

      7. (a) Que sonho profético é descrito em Daniel 4:10-16? (b) Como se aplicou ao Rei Nabucodonosor?

      7 O sonho profético em Daniel descreve uma enorme árvore que foi cortada e cintada com ferro e cobre até que se passassem sobre ela “sete tempos”. Durante esse tempo, dar-se-lhe-ia “um coração de animal”. (Daniel 4:10-16) O que significava isto? Deus fez com que Daniel explicasse: Nabucodonosor, rei de Babilônia, perderia a sanidade mental, seria destronado e afastado de entre os homens para viver como animal. Depois de sete anos a sanidade mental do rei voltaria. Isto realmente aconteceu ao rei, e ele foi restabelecido no seu trono como alguém que reconheceu a superioridade da regência de Deus. (Daniel 4:20-37) Tudo aquilo, porém, teve um significado maior, e por isso está registrado na Bíblia.

      8. (a) A que reino se refere o significado maior da profecia? (b) Neste cumprimento maior, o que é representado pelo corte da árvore, e como ‘se lhe deu um coração de animal’?

      8 O significado maior relaciona-se com uma regência mais poderosa que beneficiaria todas as coisas viventes na terra. Dela, diz a profecia, procederia “alimento para todos” e proteção até mesmo para animais e aves. (Daniel 4:12) A única regência que realmente pode prover esses benefícios é o Reino de Deus. Os princípios justos deste reino foram demonstrados pela história de Judá, com seus reis em Jerusalém. Mas, devido à infidelidade, Jeová permitiu que Judá fosse conquistado por Babilônia em 607 AEC. Foi como se a árvore do sonho tivesse sido cortada e o toco encintado com bandas (cintas) de restrição. Sem interferência divina, os governos nacionais têm exercido a dominação mundial desde então. Visto que esses reinos nacionais são representados na Bíblia quais “feras”, foi como se um anjo do céu tivesse anunciado: “Dê-se-lhe um coração de animal, e passem sobre ele sete tempos.” (Daniel 4:16; 8:1-8, 20-22) Mas, esses “sete tempos” de regência de governos semelhantes a animais finalmente expirariam. Daí as ‘bandas’ seriam removidas, e a “árvore” cresceria de novo ao passo que o domínio do mundo começasse a ser exercido por aquele a quem Jeová daria o “reino do mundo”.

      9, 10. (a) No cálculo da duração dos “sete tempos”, quanto dura cada “tempo”, e como é isto indicado na Bíblia? (b) Quando começaram os “sete tempos”, quantos anos abrangem, e quando terminam?

      9 Qual foi a duração destes “sete tempos”? Muito mais do que sete anos, porque séculos mais tarde Jesus Cristo indicou que esses “tempos designados das nações” ainda continuavam. Elas haviam exercido o domínio do mundo desde a conquista de Jerusalém por Babilônia, em 607 AEC, e continuariam a exercê-lo ainda por algum tempo. — Lucas 21:24.

      10 Observe por si mesmo como a Bíblia refere-se a “tempos” proféticos. Revelação 11:2, 3 mostra que 1.260 dias constituem 42 meses, ou, três anos e meio. Revelação 12:6, 14 menciona o mesmo número de dias (1.260), mas refere-se a eles como sendo “um tempo [1], e tempos [2], e metade de um tempo”, ou, três “tempos” e meio. Cada um desses “tempos” equivale a 360 dias (3 1/2 × 360 = 1.260). Cada dia desses “tempos” proféticos representa um ano inteiro, segundo o princípio “um dia por um ano”. (Números 14:34; Ezequiel 4:6) Assim, os “sete tempos” são 2.520 anos (7 × 360). Contados desde o outono (hemisfério norte) de 607 AEC, quando o reino típico de Deus em Judá foi derrubado por Babilônia, 2.520 anos nos levam ao outono (setentrional) de 1914 EC (606 1/4 + 1913 3/4 = 2.520) Este é o ano em que “o reino do mundo” seria entregue a Jesus Cristo.

      11. O que dizem historiadores sobre a importância do ano de 1914?

      11 Após divulgar que a Bíblia apontava para 1914, as Testemunhas de Jeová tiveram de esperar várias décadas para ver o resultado. No início de 1914, a pacificidade que reinava no mundo fazia muitos pensar que nada iria acontecer. Mas, antes de acabar o verão [hemisfério norte], a confiança das Testemunhas de Jeová mostrou-se justificada quando o mundo mergulhou numa guerra sem precedentes. Numa crítica sobre o livro 1914, o historiador A. L. Rowse escreveu: “Se já houve ano que assinalasse o fim duma era e o começo de outra, foi 1914. Tal ano levou ao fim do velho mundo com seu senso de segurança, e começou a era moderna, cuja característica é a insegurança, que é o nosso quinhão diário.”44 Um relatório sobre o estadista britânico Winston Churchill disse: “O tiro que foi dado em 28 de junho de 1914, em Sarajevo, despedaçou o mundo de segurança e senso criativo . . . O mundo nunca mais foi o mesmo desde então. . . . Marcou o momento decisivo, e o mundo maravilhoso, calmo e atraente de ontem se desvaneceu para nunca mais reaparecer.”45 Aquele ano, indicado pela profecia bíblica séculos antes, mostrou realmente ser o momento decisivo na história.

      12. Qual foi o motivo da grande sublevação nos assuntos humanos em 1914 e depois?

      12 De início talvez pareça estranho que a entronização de Cristo seria assinalada por guerra sem precedentes na terra. Mas, não se esqueça de que o “governante do mundo” é Satanás, o Diabo. (João 14:30) Ele não quis que o Reino de Deus assumisse o controle dos assuntos da terra. Para desviar a atenção que se devia ao Reino, ele manobrou os homens à uma guerra para defender a própria reivindicação deles quanto à soberania. Ademais, a Bíblia mostra que Satanás e seus demônios tentaram devorar o governo do Reino recém-nascido. Com que resultado? “Irrompeu uma guerra no céu . . . Foi lançado para baixo o grande dragão, a serpente original, o chamado Diabo e Satanás, que está desencaminhando toda a terra habitada; ele foi lançado para baixo, à terra, e os seus anjos foram lançados para baixo junto com ele.” Visto que restava para Satanás apenas “um curto período de tempo”, sua ira era grande. (Revelação 12:3-12) Com dezenove séculos de antecedência a Bíblia proveu uma descrição exata do resultado.

      (2) Acontecimentos de Significado Especial

      13. O que levou Jesus a indicar o ‘sinal da sua presença e da terminação do sistema de coisas’?

      13 No ano 33 EC, Jesus descreveu em detalhes ‘o sinal de sua presença e da terminação do sistema de coisas’. Isto está registrado em Mateus, capítulos 24 e 25, Marcos 13 e Lucas 21. Quando estava em Jerusalém em companhia de um grupo de seus discípulos, Jesus predisse a destruição do templo que havia ali. Daí, seus discípulos perguntaram: “Dize-nos: Quando sucederão estas coisas e qual será o sinal da tua presença e da terminação do sistema de coisas?” — Mateus 24:1-3.

      14. Mencione alguns acontecimentos significativos que Jesus incluiu no “sinal”.

      14 Em resposta, Jesus disse: “Ouvireis falar de guerras e relatos de guerras; vede que não fiqueis apavorados. Pois estas coisas têm de acontecer, mas ainda não é o fim. Porque nação se levantará contra nação e reino contra reino, e haverá escassez de víveres e terremotos num lugar após outro. Todas essas coisas são um princípio das dores de aflição.” Conforme mostra Lucas 21:11, ele mencionou também ‘pestilências num lugar após outro’. Advertiu contra o “aumento do que é contra a lei”. E, por causa disso, ele disse que “o amor da maioria se esfriará”. Também, é significativo que ele predisse: “Estas boas novas do reino serão pregadas em toda a terra habitada, em testemunho a todas as nações; e então virá o fim.” — Mateus 24:4-14.

      15, 16. (a) Cumpriram-se algumas das profecias de Jesus antes de Jerusalém ser destruída em 70 EC? (b) Como sabemos que deve haver também outro cumprimento, ainda mais importante?

      15 Mas, pode-se perguntar: ‘Não se cumpriram algumas dessas profecias antes da destruição de Jerusalém pelos romanos no ano 70 EC? Sim, algumas se cumpriram. Mas, havia de vir mais, conforme mostram as próprias profecias. É verdade que Jesus respondia a uma pergunta de interesse imediato para seus discípulos. Mas, ele serviu-se da oportunidade para prover informações de longo alcance sobre o tempo em que “o Filho do homem” viria “com poder e grande glória” e quando “o reino de Deus” estaria próximo. — Lucas 21:27, 31.

      16 Naturalmente, tais coisas não ocorreram quando da destruição de Jerusalém em 70 EC. O último livro da Bíblia, escrito por volta de 96 EC, mostra que esses acontecimentos com relação ao Reino eram então futuros. (Revelação 1:1; 11:15-18; 12:3-12) Em linguagem simbólica, a Revelação [ou o Apocalipse] mostra que as guerras, a escassez de alimentos e as pestilências que Jesus predisse seriam acontecimentos ainda futuros, e em escala incomum. Estes assinalariam o tempo em que Cristo começaria e levaria a cabo a sua vitória sobre todos os oponentes do Reino de Deus. (Revelação 6:1-8) O fato de que partes da profecia de Jesus realmente se cumpriram no primeiro século assinalou-a qual verdadeira, provendo sólida razão para se confiar em tudo o mais que Jesus disse que ocorreria.

      17. São as condições no mundo atual muito diferentes das de antes de 1914?

      17 Tiveram estas profecias o cumprimento maior e completo neste século 20? Pessoas não informadas de menos de 70 anos talvez achem que os nossos tempos são normais porque não se lembram de um tempo em que as coisas eram diferentes. Mas, os mais idosos, e também os informados sobre os assuntos da história, sabem que não é assim. Conforme disse sobre os acontecimentos de 1914 certo livro de história: “Apenas quinze países não ficaram envolvidos na guerra . . . Mas entre eles não havia nenhum país grande que tivesse tido o poder de agir como mediador de paz. Isto nunca aconteceu antes na história do mundo; nenhuma guerra jamais teve tais dimensões. A profecia da Bíblia Sagrada: ‘Nação se levantará contra nação e reino contra reino’ cumpriu-se literalmente.”46

      18. Por que estaríamos equivocados se concluíssemos que guerra generalizada era tudo o que havia no “sinal”?

      18 Mas, estas coisas não constituíam a única parte do que Jesus disse seria “o sinal”. Usando uma ilustração, ele disse: “Reparai na figueira e em todas as outras árvores: Quando já estão em flor, sabeis por vós mesmos, observando isso, que já está próximo o verão. Deste modo também vós, quando virdes estas coisas ocorrer, sabei que está próximo o reino de Deus. Deveras, eu vos digo: Esta geração de modo algum passará até que todas estas coisas ocorram.” (Lucas 21:29-32) Se você visse apenas uma árvore brotar fora da estação, não concluiria que o verão estava próximo. Mas, quando vê todas as árvores brotar na época certa, você sabe o que isto significa. Do mesmo modo, Jesus predisse que a sua “presença” e a “terminação do sistema de coisas” não seriam assinaladas apenas por guerra, mas por uma série de coisas que ocorreriam todas no período de vida duma só geração.

      19. (a) Conforme mostra a tabela acompanhante, como se cumpriram desde 1914 as diversas particularidades do “sinal”? (b) Por que não constituem as anteriores guerras, escassez de alimentos, terremotos, e assim por diante, o “sinal” de que Jesus falou?

      19 Ocorreram estas coisas? Ao examinar a tabela acompanhante, intitulada “Qual Será o Sinal?”, talvez se lembre de ler a respeito de guerras em séculos anteriores. Mas, a Primeira Guerra Mundial se destaca de todas as outras como diferente, um momento decisivo na história. Talvez também se lembre de que houve escassez de alimentos, pestilências, terremotos, períodos de anarquia e empenhos incomuns para promover a paz e a segurança, antes de 1914. Todavia, em nenhuma outra época da história ocorreram todas estas coisas numa única geração em tal medida extraordinária. Com toda a honestidade, se os acontecimentos desde 1914 não cumprem o sinal, então o que mais se requer? Sem dúvida, vivemos na época da “presença” de Jesus empossado no Reino.

      20, 21. Como se mostrou que os acontecimentos ligados à Primeira Guerra Mundial foram apenas “um princípio das dores de aflição”, conforme Jesus predisse?

      20 O aparecimento das particularidades do “sinal” não significava que o Reino de Deus eliminaria imediatamente a iniqüidade da terra. Como Jesus predisse, “todas essas coisas são um princípio das dores de aflição”. (Mateus 24:8) Outras haviam de se seguir. A World Book Encyclopedia diz: “A Primeira Guerra Mundial e suas conseqüências levaram à maior depressão econômica da história, durante a primeira parte da década de 30. As conseqüências da guerra e os problemas do ajuste à paz levaram ao desassossego em quase toda nação.”47 Alguns anos depois, irrompeu a Segunda Guerra Mundial. Foi muitas vezes mais horrível do que a primeira. Desde então, aumentou o desrespeito à vida e à propriedade, e o medo do crime tornou-se parte da vida cotidiana. A boa moral foi posta de lado. A explosão demográfica lança problemas que não estão sendo resolvidos. A poluição estraga a qualidade da vida e até ameaça exterminá-la. E há também a ameaça de um holocausto nuclear.

      21 Quando começaram estas “dores de aflição”? O jornal Star de Londres observou: “Algum historiador no século que vem poderá concluir que o dia em que o mundo enlouqueceu foi . . . [em] 1914.”48 Aquele ano, 1914, fora marcado com muita antecedência pela profecia bíblica.

      (3) Notáveis Desenvolvimentos Religiosos

      22. (a) Com o que associou Jesus sua previsão do aumento do que é contra a lei e o esfriamento do amor? (b) Como contribuíram para esta situação os ensinos dos clérigos?

      22 Também entre os acontecimentos significativos que Jesus disse assinalariam a “terminação do sistema de coisas” acham-se os seguintes: “Surgirão muitos falsos profetas, e desencaminharão a muitos; e, por causa do aumento do que é contra a lei, o amor da maioria se esfriará.” (Mateus 24:11, 12) Jesus associou o aumento do que é contra a lei e o esfriamento do amor com a influência de falsos profetas — instrutores religiosos que falsamente afirmam falar em nome de Deus. Já se apresentou evidência neste livro de que o clero tem apoiado as guerras das nações, rebaixado as normas morais da Bíblia, taxando-as de antiquadas, e classificado de inverídicas certas partes da Bíblia. Com que resultado? Um ‘esfriamento’ do amor a Deus e a suas leis. Este tem sido um dos grandes fatores no colapso da boa moral, bem como no desrespeito à autoridade e na falta de interesse no próximo. — 2 Timóteo 3:1-5.

      23, 24. O que tem acontecido às religiões em anos recentes?

      23 Por causa destas condições, milhões têm abandonado as organizações religiosas. Alguns se voltam para a Bíblia e conformam-se a ela. Outros se retiram desapontados e descontentes. Muitos estão se tornando inimigos da religião. Certo colunista disse: “Não se pode deixar de ficar surpreso de ver quantos dos problemas do mundo estão arraigados na religião. E poucas rivalidades políticas seculares chegam a gerar o fervor sangüinário da guerra religiosa.” Por isso, perguntou: “Por que não acabar com a religião?”49

      24 O declínio das grandes religiões é bem documentado. Por exemplo, um relatório sobre a Itália mostra que, ao passo que 95 por cento das pessoas se identificam como católicas, “o comparecimento à igreja aos domingos é calculado em menos de 20 por cento”.50 Outro relatório revela que o número de sacerdotes no mundo diminuiu 25.000 em dez anos.51 Nos Estados Unidos, um estudo da igreja predisse uma adicional “redução de 50 por cento no sacerdócio católico norte-americano por volta do ano 2000”.52 A revista U.S.News & World Report mencionou “uma enorme queda no número de homens que entram nos seminários católicos” nos Estados Unidos, de um auge de 48.992 para 11.262, em menos de 20 anos.53 O Times de Nova Iorque publicou que no mundo “o número de freiras caiu de 181.421 para 121.370” em 15 anos.54 A situação é similar na maioria das religiões.

      25. (a) Em contraste, o que indica a Bíblia que aconteceria com respeito à verdadeira adoração neste tempo? (b) Sob a direção de quem se faz este ajuntamento de adoradores do verdadeiro Deus, e em que base? (c) Que questão confronta as pessoas de todas as nações?

      25 Em contraste, a Bíblia indica que uma “grande multidão” de pessoas de todas as nações seria atraída à adoração de Jeová neste tempo do fim. Jesus predisse este ajuntamento, dizendo que ele separaria as pessoas umas das outras, quer para a preservação através da “grande tribulação”, quer para o “decepamento eterno”. (Revelação 7:9, 10, 14; Isaías 2:2-4; Mateus 25:31-33, 46) Em que se baseia a separação das pessoas para a sobrevivência? A Bíblia responde: “O mundo está passando, e assim também o seu desejo, mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre.” (1 João 2:17) E como saberiam as pessoas qual é a vontade de Deus? Por reagirem favoravelmente à obra educacional mundial predita por Jesus quando disse: “Estas boas novas do reino serão pregadas em toda a terra habitada, em testemunho a todas as nações; e então virá o fim.” (Mateus 24:14) Esta pregação põe as pessoas de todas as nações diante da questão: Estão a favor da regência por Deus? Ou, em harmonia com as instâncias de Satanás no Éden, querem a regência independente exercida por homens? Jeová dá às pessoas a oportunidade de escolherem.

      26, 27. (a) Até que ponto já se fez esta obra de testemunho? (b) Por que é a maneira de se reagir à mensagem do Reino um assunto sério?

      26 Um testemunho mundial em favor do Reino está sendo dado com crescente intensidade. Em mais de 200 terras, milhões de Testemunhas de Jeová visitam as pessoas em seus lares e se oferecem a estudar a Bíblia com elas, gratuitamente. As publicações que usam são em muito as publicações bíblicas de maior circulação na terra. Na verdade, estão entre as publicações de maior circulação, de qualquer gênero. E estão disponíveis em cerca de 190 idiomas.

      27 Esta obra de separação já está em andamento por muitos anos. Está agora perto de acabar. Segundo a Palavra de Deus, os que têm rejeitado a Sua regência do Reino, bem como os que indiferentemente desperdiçam a oportunidade de aprender sobre ele, serão eliminados. (Mateus 25:34, 41, 46; 2 Tessalonicenses 1:6-9) Para os outros que se identificam como apoiadores do Reino de Deus, isto assinalará um tempo de grande alívio. Mas, quando virá este julgamento?

      (4) ‘Esta Geração Não Passará’

      28. Dentro de que limite de tempo viria a predita destruição mundial, segundo disse Jesus?

      28 “Acerca daquele dia e daquela hora”, disse Jesus, “ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, mas unicamente o Pai”. Mas Jesus deu um indício útil do tempo ao dizer: “Esta geração de modo algum passará até que todas estas coisas ocorram.” (Mateus 24:34, 36) Assim, todas as várias particularidades do “sinal”, bem como a “grande tribulação”, precisam ocorrer dentro do período de vida de uma geração — a geração de 1914. Isto significa que algumas pessoas que observaram os acontecimentos de 1914, quando começou a “terminação do sistema de coisas”, ainda alcançarão com vida o fim deste, quando a “grande tribulação” irromper. Os que se lembram dos acontecimentos de 1914 estão agora com idade avançada. A maioria deles já faleceu. Mas, Jesus nos assegurou de que “esta geração de modo algum passará” antes de vir a destruição deste iníquo sistema de coisas. — Mateus 24:21.

      29. Por permitir que os acontecimentos desde 1914 se desenvolvessem ao ponto em que estão, como tornou Deus mais fácil que os homens façam a decisão certa?

      29 Quão paciente tem sido Deus em conceder esta prolongada oportunidade para arrependimento! (2 Pedro 3:9) Pela primeira vez na história, um problema após outro atingiu proporções gigantescas — guerra, poluição, superpopulação, e outros. Qualquer destes poderia causar a ruína completa. Por deixar que tal evidência se acumulasse, Deus tornou mais fácil para as pessoas verem que o homem não tem as soluções. Ao mesmo tempo, a pregação das “boas novas do reino” tem ajudado os sinceros a reconhecer que o Reino de Deus é a única esperança de verdadeira paz e segurança. Assim, Deus lhes dá tempo para se identificarem como estando do seu lado na grande questão.

      (5) Um Último Sinal

      30. Que último sinal da proximidade da destruição mundial indica a Bíblia?

      30 Contudo, ainda virá mais um acontecimento que servirá como sinal inconfundível de que a destruição do mundo é iminente. Sobre isto escreveu o apóstolo Paulo: “O dia de Jeová vem exatamente como ladrão, de noite. Quando estiverem dizendo: ‘Paz e Segurança!’ então lhes há de sobrevir instantaneamente a repentina destruição . . . e de modo algum escaparão.” — 1 Tessalonicenses 5:2, 3; Lucas 21:34, 35.

      31, 32. (a) Serão genuínas a “paz e segurança” proclamadas pelos governantes políticos? (b) Por que seria perigoso deixar-se enganar por isso?

      31 Os líderes do mundo sabem que uma guerra nuclear significa virtual extinção. Também, problemas críticos como a poluição, a explosão demográfica e problemas internos exigem atenção e dinheiro. Assim, eles querem afrouxar as tensas relações internacionais. Uma evidência disto é a proclamação, pelas Nações Unidas, de 1986 qual ‘ano internacional da paz e segurança’. Isto, sem dúvida, é um passo em direção ao cumprimento das palavras de Paulo supracitadas. Naturalmente, as negociações e os tratados políticos não fazem mudanças reais nas pessoas, levando-as a se amarem mutuamente. Não acabam com o crime, tampouco eliminam a doença e a morte. No entanto, a profecia mostra que virá o tempo em que as nações declararão que conseguiram certa medida de “paz e segurança”. Quando isto acontecer, então virá “instantaneamente a repentina destruição” sobre estes desencaminhadores da humanidade, junto com todos os que têm confiança neles.

      32 Mas haverá sobreviventes. Será um deles?

      [Quadro nas páginas 78, 79]

      “Qual Será o Sinal?”

      “Nação Se Levantará Contra Nação” —

      “A Primeira Guerra Mundial introduziu o século da Guerra Total — pela primeira vez no pleno sentido da expressão — de guerra global. . . . Antes de 1914-1918, nunca uma guerra . . . abrangeu tão grande parte da terra. . . . Nunca fora a matança tão compreensiva e tão indiscriminada.” — “World War I”, de H. Baldwin.

      A Primeira Guerra Mundial matou 14 milhões de combatentes e civis; a Segunda Guerra Mundial matou 55 milhões. Desde a Segunda Guerra Mundial centenas de golpes de estado, rebeliões e guerras tiraram a vida de cerca de 35 milhões de pessoas.

      Assim, desde 1914 mais de 100 milhões de vidas foram perdidas na guerra!

      “Haverá Escassez de Víveres” —

      A escassez de víveres afligiu muitas terras após a Primeira Guerra Mundial e a Segunda Guerra Mundial.

      Agora, apesar de anos de progresso científico, quase um quarto do mundo está faminto. Calculadamente 12 milhões de crianças morrem cada ano antes de seu primeiro ano de vida, devido à desnutrição. Anualmente milhões de outros também morrem pelo mesmo motivo.

      “Pestilências” —

      Nenhuma pestilência registrada jamais igualou à da gripe espanhola de 1918-1919. Ela atacou pelo menos 500 milhões de pessoas; mais de 20 milhões morreram.

      A pesquisa médica não tem conseguido impedir que doenças, tais como as cardíacas, atingissem proporções epidêmicas. O câncer é um crescente flagelo. Os casos de doenças sexualmente transmissíveis aumentaram vertiginosamente.

      “Terremotos” em Muitos Lugares —

      Dependendo da fonte, as estimativas de mortos variam. Mas, para dar alguns exemplos: 30.000 a 32.000 pessoas morreram num terremoto na Itália em 1915; 100.000 a 200.000 na China em 1920; 95.000 a 150.000 no Japão em 1923; 25.000 a 60.000 na Índia em 1935; 12.000 a 20.000 no Irã em 1968; 54.000 a 70.000 no Peru em 1970; 20.000 a 23.000 na Guatemala em 1976; 100.000 a 800.000 na China em 1976. Desde 1914 muitos milhares mais morreram em centenas de grandes terremotos em toda a terra.

      Dados recolhidos de várias fontes mostram que o número médio de terremotos graves cada ano desde 1914 tem sido muitas vezes superior ao número médio para os 2.000 anos precedentes.

      “Aumento do Que É Contra a Lei” —

      Você conhece os fatos. A crescente criminalidade afeta todo país na terra. Sua própria vida foi afetada. Na sua comunidade, o que tem acontecido nas escolas? Existe uso ilegal de drogas em sua região? Que dizer da desonestidade nas transações comerciais? Quão seguro se sente nas ruas, à noite?

      As violações da lei não só abrangem a lei humana, mas desconsidera-se ainda mais a lei de Deus. (Veja 2 Timóteo 3:1-5, 13.)

      Pregação Mundial do Reino de Deus —

      Esta obra é feita regularmente por milhões de Testemunhas de Jeová em mais de 200 terras.

      Só nos últimos dez anos, cerca de quatro bilhões de horas foram empregadas pelas Testemunhas de Jeová na pregação pública desta mensagem. No mesmo período publicaram, em cerca de 190 idiomas, mais de 5 bilhões de exemplares de publicações que salientam o Reino de Deus como a única esperança do homem.

      A Proclamação de “Paz e Segurança” —

      Os líderes reconhecem a necessidade de paz para evitar a catástrofe nuclear e para dar atenção a outros problemas crescentes. Um passo nessa direção é a proclamação, pelas Nações Unidas, de 1986 como o ano da “paz, segurança e cooperação internacionais”. — Assembléia Geral, item de Agenda 32, 39.ª sessão.

      De que são estas coisas todas um “sinal”? De que vivemos agora na “terminação do sistema de coisas”. De que Cristo já ocupa seu trono celestial e está separando dentre as pessoas de todas as nações aqueles que realmente querem fazer a vontade de Deus. De que está muito próxima a “grande tribulação”. Para detalhes adicionais, leia Mateus, capítulos 24 e 25, Marcos 13, e Lucas 21.

  • Quem sobreviverá?
    Verdadeira Paz e Segurança — Como Poderá Encontrá-la?
    • Capítulo 8

      Quem sobreviverá?

      1. (a) De que dependerá a sobrevivência para a nova ordem pacífica de Deus? (b) Como descreve Revelação, capítulo 7, os que sobreviverão para viver no Paraíso terrestre?

      A SOBREVIVÊNCIA à vindoura destruição mundial não será por acaso, como amiúde se dá nas guerras humanas. Não dependerá de onde a pessoa vive, ou de correr para algum abrigo contra bombas ou outro refúgio, ao toque de uma sirene de alarme. A sobrevivência dependerá da misericórdia de Deus, junto com a opção que cada um faz antes de começar a “grande tribulação”. Como poderá fazer a escolha que o porá entre os que sobreviverão para viver na terra, na pacífica e paradísica Nova Ordem de Deus? — Revelação (Apocalipse) 7:9, 10, 14, 15.

      2. Quem estabelece os termos para a sobrevivência, e onde são encontrados?

      2 A Bíblia não só prediz que haverá sobreviventes na vindoura destruição mundial. Ela também provê um padrão para nos ajudar a saber que tipo de pessoas serão estes. Visto que Deus possibilita a sobrevivência, é ele quem de direito estabelece os termos.

      3. Para haver paz e segurança, por que é necessário eliminar os malfeitores?

      3 Deus cuidará, com sabedoria e justiça, que os sobreviventes sejam pessoas que signifiquem uma contribuição valiosa na sua Nova Ordem, não as que contribuiriam para o prejuízo desta. Se deixasse sobreviver pessoas injustas, não haveria paz e segurança para os justos. O lar e a segurança pessoal destes ainda correriam risco. Mas a Bíblia promete: “Os próprios malfeitores serão decepados, mas os que esperam em Jeová são os que possuirão a terra.” Apenas por Deus aplicar essa norma, estabelecida no Salmo 37:9-11, poderão os sobreviventes ‘deleitar-se na abundância de paz’. Como Deus fará isto pode-se ver de ocasiões passadas em que a iniqüidade dos homens obrigou-o a provocar a destruição.

      Exemplos de Sobrevivência no Passado

      4-6. (a) O que atesta que a destruição de Jerusalém em 70 EC é um fato histórico? (b) Por que houve aquela destruição? (c) O que tornou possível que os discípulos de Jesus escapassem?

      4 Na cidade de Roma existe ainda hoje um arco comemorativo que data do primeiro século da Era Comum, o Arco de Tito. Nele representam-se itens sendo tirados do templo em Jerusalém após a destruição em 70 EC. Assim, esta destruição é um fato histórico. Também é um fato histórico que, décadas antes dessa destruição, Jesus predisse tanto a sua ocorrência como a maneira em que as pessoas poderiam sobreviver a ela.

      5 O povo judaico se havia desviado de Deus para seguir a homens e a tradições religiosas de criação humana. (Mateus 15:3-9) Confiavam em governantes políticos humanos em vez de no Reino prometido de Deus. (João 19:15) Chegaram ao ponto de rejeitar e combater a verdade proclamada pelo Filho de Deus e seus apóstolos. Jesus os advertiu das conseqüências que tal proceder acarretaria. — Mateus 23:37, 38; 24:1, 2.

      6 Os resultados foram exatamente como preditos. No ano 66 EC, os judeus revoltaram-se contra Roma. A um ataque inicial dos romanos contra Jerusalém seguiu-se a retirada inesperada deles. Este foi o sinal e a oportunidade para que os que criam em Jesus fizessem o que ele dissera: Fugir — sair da cidade condenada e de toda a província da Judéia, não importa o que se tivesse de abandonar. Os discípulos genuínos de Jesus fizeram exatamente isso. Daí, no ano 70 EC, os romanos voltaram e, após sitiá-la, destruíram Jerusalém e os que não acataram o aviso. Uma testemunha ocular, o historiador judaico Josefo, diz que 1.100.000 pessoas em Jerusalém morreram de fome, doença, luta civil, ou pela espada romana. Contudo, os cristãos que agiram resolutamente escaparam. — Lucas 19:28, 41-44; 21:20-24; Mateus 24:15-18.

      7. O que tinham de fazer as pessoas, para sobreviverem, quando Babilônia destruiu a nação israelita?

      7 Houve uma situação similar uns sete séculos antes, quando Jeová permitiu que as forças babilônicas sob o Rei Nabucodonosor (II) destruíssem a nação israelita. Esta destruição é, também, história documentada. Por anos antes, através de seus profetas Deus advertira o povo apóstata de que o proceder deles levava ao desastre. “Recuai, recuai dos vossos maus caminhos, pois, por que devíeis morrer?”, exortava-os Deus. (Ezequiel 33:11) A maioria não acreditou no aviso, e mesmo quando as forças babilônicas sitiaram Jerusalém, aqueles israelitas continuavam a esperar que não viesse destruição alguma. Mas veio, exatamente como predito. Não obstante, Deus cuidou de que os que mostraram fé pela obediência fossem preservados. — Jeremias 39:15-18; Sofonias 2:2, 3.

      8-10. (a) Por que causou Jeová uma destruição mundial nos dias de Noé? (b) Por que foram poupados Noé e sua família?

      8 Mais para trás na história humana encontramos a mais antiga manifestação do padrão divino para a sobrevivência. Envolvia não só destruição nacional, mas mundial. E esta é, também, um fato histórico, envolvendo o Dilúvio global nos anos 2370/2369 AEC, nos dias de Noé. Sobre as condições reinantes antes dessa destruição mundial, a Bíblia diz: “Por conseguinte, Jeová viu que a maldade do homem era abundante na terra e que toda inclinação dos pensamentos do seu coração era só má, todo o tempo. E a terra veio a estar arruinada à vista do verdadeiro Deus, e a terra ficou cheia de violência.” — Gênesis 6:5, 11.

      9 A iniqüidade e a violência obrigaram Deus a agir. Apenas Noé e sua família mostraram fé e obediência. Em misericórdia para com eles, e para preservar a justiça e a retidão na terra, Jeová Deus “não se refreou de punir um mundo antigo . . . de pessoas ímpias”. O resultado foi que “o mundo daquele tempo sofreu destruição, ao ser inundado pela água”. — 2 Pedro 2:5; 3:5-7.

      10 Mas, Noé e sua família sobreviveram. Por quê? Primeiro, eles não acompanharam aquele “mundo de pessoas ímpias” na sua injustiça. Não se deixaram absorver tanto pelas coisas comuns da vida, comer, beber e se casar, a ponto de ficarem insensíveis à vontade de Deus ou surdos ao seu aviso. Noé ‘andava com Deus’ em justiça. Isto não significa que ele e sua família meramente se refreavam de fazer o mal. Ao contrário, eles agiram positivamente para fazer o que é certo. Realmente creram no que Deus dissera, e mostraram isso por construírem uma enorme arca de três andares e mais de 130 metros de comprimento. Noé agiu positivamente também por ser um “pregador da justiça”, falando a outros sobre os propósitos de Deus e defendendo o caminho da justiça. — Gênesis 6:9, 13-16; Mateus 24:37-39; Hebreus 11:7.

      11. Conforme indicado por estes exemplos de aviso, o que temos de fazer se havemos de sobreviver à vindoura destruição mundial?

      11 Estas oito pessoas sobreviveram devido à sua fé e suas obras derivadas da fé. Jesus e seus apóstolos se referiram àquela destruição como sendo profética do que confronta as pessoas neste “tempo do fim”. Portanto, é claro que nós também temos de nos dissociar de um mundo que ruma à destruição, como fizeram Noé e sua família. Nós também precisamos viver em harmonia com a vontade de Deus. Não podemos simplesmente ser guiados por nossas próprias normas e esperar sobreviver. A Palavra de Deus diz: “Há um caminho que é reto diante do homem, mas o fim posterior dele são os caminhos da morte.” (Provérbios 16:25) Qualquer aparência superficial de justiça tampouco resultará em sobrevivência. Porque Jeová Deus vê o que há no coração. — Provérbios 24:12; Lucas 16:15.

      O Que Jeová Procura no Coração Humano

      12, 13. (a) Que condições fazem com que muitos queiram uma mudança? (b) Por que isso só não basta para assegurar a sobrevivência deles para a Nova Ordem de Deus? (c) Para estarmos entre os sobreviventes, o que deve motivar a nossa aflição devido às atuais más condições?

      12 Muitos se sentem infelizes por causa das condições atuais e demonstram isso por meio de queixas, manifestações e, em alguns países, por revolta violenta. Muitos se ressentem dos impostos elevados e do vertiginoso aumento do custo de vida. Lamentam o perigo do crime. O medo os faz querer uma mudança. Mas, basta isso para assegurar a sobrevivência deles para a Nova Ordem de Deus? Não, não basta. Por quê?

      13 Porque a pessoa pode sentir-se infeliz com essas condições, mas, mesmo assim, ser egoísta. Talvez até mesmo aprove certas formas de desonestidade e imoralidade — desde que ela mesma não sofra com isso. Contudo, as pessoas retas e justas encaram as coisas dum modo diferente. Ao estudarem a Bíblia elas vêem que as condições más são apenas evidências externas da verdadeira doença do mundo. Discernem que por trás destes sintomas há uma falta de interesse em saber e fazer a vontade de Jeová e em observar as suas normas justas. Assim, elas não se afligem primariamente por causa de injustiças sociais, crime, poluição, ou ameaça de guerra. Em vez disso, tais pessoas de retidão sentem-se especialmente aflitas ao verem o nome de Deus ser difamado pelo proceder corrupto da humanidade. E lastimam que outros, não só elas mesmas, em resultado disso sofram tanto.

      14. Quem eram os ‘marcados’ para a sobrevivência por ocasião da destruição de Jerusalém por Babilônia?

      14 Para sobrevivermos à vindoura destruição mundial, precisamos ser iguais aos que foram poupados quando Babilônia destruiu Jerusalém em 607 AEC, pessoas descritas como as ‘que suspiravam e gemiam por causa de todas as coisas detestáveis’ que se praticavam naquela cidade. (Ezequiel 9:4) As condições eram “detestáveis” em vários sentidos. Por exemplo, os pobres eram oprimidos, alguns até mesmo mantidos ilegalmente como escravos por seus patrícios. (Jeremias 34:13-16) A condição moral do reino de Judá tornara-se ainda pior do que a do reino setentrional de Israel, que foi descrita anteriormente pelo profeta Oséias: “Irrompeu o proferimento de maldições, e a prática do engano, e assassinato, e furto . . . e atos de derramamento de sangue têm tocado em outros atos de derramamento de sangue.” (Oséias 4:2; Ezequiel 16:2, 51) Apenas os que sentiam o coração aflito por causa de tal injustiça e do desrespeito que isto mostrava a Deus foram ‘marcados’ para a sobrevivência. — Ezequiel 9:3-6.

      15. O que faz com que alguns se refreiem de fazer as mudanças necessárias para sobreviver à vindoura destruição mundial?

      15 Embora muitos hoje gostariam de viver para sempre na terra em paz, prosperidade e conforto, eles não desejam fazer as mudanças na vida que o aprender e o seguir o padrão da Bíblia para a vida correta acarretariam. Bem no fundo, eles realmente não têm amor à justiça ou uma preocupação sincera para com o próximo. Visto que a Nova Ordem de Deus produzirá uma nova sociedade em que “há de morar a justiça”, as boas novas a seu respeito são agradáveis apenas aos que amam a justiça. Outros se sentem condenados por elas. — 2 Pedro 3:13; 2 Coríntios 2:14-17.

      O Que Você Poderá Fazer Agora

      16-18. (a) Como a pessoa fica ‘marcada’ para a sobrevivência? (b) Que ação deve ela tomar, primeiro para com a adoração falsa, e depois para com a adoração verdadeira? (c) Como deve ela encarar as instituições políticas tais como a ONU?

      16 Jeová preservará apenas os que sinceramente desejam viver sob sua regência justa. Ele não forçará ninguém a viver então sob circunstâncias que eles mesmos não querem. Portanto, os que serão preservados terão de provar agora que aceitam genuinamente a Sua regência divina. Ficam ‘marcados’ para a sobrevivência por se revestirem da “nova personalidade”, harmonizando sua vida com os modos de Deus e evidenciando que são discípulos do Filho de Deus. Assim ‘escolhem a vida’ e as bênçãos, não a morte. (Colossenses 3:5-10; Deuteronômio 30:15, 16, 19) Qual será a sua escolha?

      17 A sua escolha envolve submissão à adoração de Deus. Jesus disse: “Vem a hora, e agora é, quando os verdadeiros adoradores adorarão o Pai com espírito e verdade, pois, deveras, o Pai está procurando a tais para o adorarem.” (João 4:23) Sobreviver à vindoura destruição mundial, portanto, exige que abandonemos toda a adoração falsa e participemos na adoração verdadeira. Também, não haverá sobreviventes entre os que depositam a sua confiança nas Nações Unidas ou em outras instituições políticas, visto que estas são parte do mundo que será destruído. — Revelação 17:11; 18:17-21.

      18 Bênçãos infindáveis aguardam os que adotam o proceder que leva à sobrevivência. Veja a seguir algumas das coisas grandiosas que Deus promete aos que têm fé na sua Palavra e que mostram esta fé por ação positiva.

      [Foto na página 87]

      “Uma grande multidão” sobreviverá à destruição mundial para viver na terra na Nova Ordem de Deus.

  • Paz e segurança em toda a terra — uma esperança segura
    Verdadeira Paz e Segurança — Como Poderá Encontrá-la?
    • Capítulo 9

      Paz e segurança em toda a terra — uma esperança segura

      1, 2. Que condições preditas na Bíblia fariam desta terra um lugar muito agradável para viver?

      ESTA terra poderia ser um lugar muito agradável e interessante em que viver, se existissem em todo lugar condições realmente pacíficas e seguras. Embora a terra agora esteja longe disso, a Bíblia prediz que ela ainda virá a ser um lar esplêndido em que a família humana usufruirá a vida plenamente.

      2 Exatamente o que promete a Bíblia? Como podemos estar certos de que se cumprirá?

      Base Sólida Para Confiança

      3, 4. (a) O que aprendemos da fidedignidade das leis básicas que controlam o universo? (b) Quem é o Criador destas leis, e, portanto, em que mais temos bons motivos para confiar?

      3 O universo é controlado por certas leis básicas. Muitas delas consideramos automáticas. O nascer e o pôr do sol, as fases da lua e as estações vêm e vão dum modo que contribui para a estabilidade da vida humana. Os homens elaboram calendários e planejam atividades com anos de antecedência. Eles sabem que os movimentos do sol, da lua e dos planetas são confiáveis. O que podemos aprender disso?

      4 Que o Criador destas leis é absolutamente fidedigno. Podemos confiar no que ele diz e faz. É em seu nome, como Criador do céu e da terra, que a Bíblia promete uma nova ordem justa. (Isaías 45:18, 19) No nosso cotidiano, normalmente confiamos em outros em certa medida — nos que abastecem de alimentos o mercado, nos que entregam a correspondência, e em amigos íntimos. Não é razoável, pois, termos muitíssimo mais confiança em Deus e na certeza do cumprimento de suas promessas? — Isaías 55:10, 11.

      5. Como é que a falta de qualquer motivação egoísta no que Deus prometeu nos dá fé?

      5 Embora as promessas de homens amiúde não mereçam confiança, as promessas de Deus são absolutamente seguras e visam a nossa vantagem, não a dele próprio. Embora Deus nada necessite de nós, ele deveras se agrada dos que têm fé nele motivados por seu amor a ele e a seus modos justos. — Salmo 50:10-12, 14.

      6. Que espécie de fé nos ajuda a Bíblia a adquirir?

      6 Por outro lado, a Bíblia apela também para a nossa faculdade de raciocínio. Ela não exige fé cega ou credulidade. De fato, ela define a fé verdadeira como “a expectativa certa de coisas esperadas, a demonstração evidente de realidades, embora não observadas”. (Hebreus 11:1) Deus fornece-nos na Bíblia uma base sólida para termos fé. A solidez desta base torna-se cada vez mais evidente ao aumentarmos em conhecimento da Palavra de Deus e vermos quão veraz ela mostra ser na nossa vida e no cumprimento de suas profecias. — Salmo 34:8-10.

      7. Ao examinarmos as promessas bíblicas de bênçãos futuras, o que não devemos esperar que a crença nelas requeira de nós?

      7 As promessas bíblicas de bênçãos futuras vão muito além do que os homens ousam oferecer. No entanto, estas promessas não requerem que creiamos em coisas contrárias a toda a experiência humana. Tampouco são contrárias aos desejos humanos normais. Considere algumas destas grandiosas bênçãos e constate isto.

      A Terra Tornar-se um Lar Ajardinado

      8, 9. (a) Que idéia deve vir à nossa mente pelo termo “paraíso”? (b) Já existiu algo assim na terra? (c) O que mostra que o propósito de Deus é que venha a haver um Paraíso em toda a terra?

      8 A palavra “paraíso” vem de palavras similares usadas nos tempos antigos (em hebraico: pardés; em persa: pairidáeza; em grego: parádeisos), palavras usadas para descrever coisas então realmente existentes na terra. Todas estas palavras contêm a idéia básica de um belo parque ou jardim semelhante a um parque. Como na antiguidade, também hoje há muitos lugares assim, alguns deles sendo grandes parques. E o homem tem um anseio natural por sua beleza. A Bíblia promete que virá o dia em que todo este planeta será tal jardim semelhante a um parque, ou um paraíso!

      9 Quando Deus criou o primeiro casal humano, deu-lhes como lar o jardim do Éden, nome que significa “Paraíso de Delícias”. O paraíso não se devia limitar, porém, àquele único lugar. Deus lhes disse: “Sede fecundos e tornai-vos muitos, e enchei a terra, e sujeitai-a.” (Gênesis 1:28; 2:8, 9) Isto envolveria a ampliação dos limites do Paraíso até os confins da terra, um propósito declarado de Deus que não foi anulado por causa do proceder de desobediência de Adão e Eva. O próprio Jesus Cristo mostrou confiança neste propósito ao prometer a um homem, que morria ao seu lado, que este teria a oportunidade de viver em tal Paraíso terrestre. (Lucas 23:39-43) Como se dará isso?

      10. Segundo Revelação 11:18, que obstáculos ao Paraíso promete Deus remover?

      10 Na vindoura “grande tribulação” Deus eliminará todos os obstáculos à sua vindoura terra paradísica por “arruinar os que arruínam a terra”. (Revelação [Apocalipse] 11:18) Deus fará assim o que os governos humanos nunca poderiam fazer. Eliminará todos os que egoistamente poluem a terra para satisfazer sua ganância comercial, todos os que travam guerras devastadoras, e todos os que usam mal a terra por desrespeito às dádivas abundantes que Deus proveu.

      11. (a) Que acontecimento histórico mostra que restabelecer o Paraíso na terra não é contrário à experiência humana? (b) Isto fortalece a nossa fé em que bênção prometida?

      11 A beleza desabrochará na terra inteira. O seu ar, a sua água e o seu solo terão então frescor e pureza. Este restabelecimento do Paraíso não é algo além de se poder crer ou contrário à experiência humana. Muitos séculos atrás, quando os da nação de Israel saíram do cativeiro em Babilônia, Jeová Deus os restabeleceu na sua pátria, que era então um baldio desolado. No entanto, visto que Deus abençoou a eles e a seu trabalho, a terra logo ficou tão bonita que os povos vizinhos podiam exclamar: ‘Ela se tornou igual ao jardim do Éden!’ Tornou-se também muito produtiva, afastando qualquer ameaça de fome. (Ezequiel 36:29, 30, 35; Isaías 35:1, 2; 55:13) O que Deus fez lá naquele tempo ilustra em pequena escala o que ele fará, agora em escala global, para cumprir suas promessas. Todas as pessoas tidas como merecedoras de viver naquele tempo usufruirão os prazeres divinamente providos da vida no Paraíso. — Salmo 67:6, 7; Isaías 25:6.

      Fim da Pobreza e da Escravização Econômica

      12. Que condições econômicas e de trabalho precisam ser corrigidas se há de haver usufruto real da vida?

      12 A pobreza e a escravização a sistemas econômicos nacionais são comuns em toda a terra. Não poderia haver usufruto real do Paraíso se milhões continuassem a trabalhar em troca do mínimo de subsistência ou se executassem trabalho monótono que transforma a pessoa num dente de engrenagem impessoal numa enorme máquina.

      13-15. (a) Onde encontramos um exemplo histórico que nos mostra qual é a vontade de Deus para o homem neste respeito? (b) Como contribuiu tal arranjo para a segurança e o usufruto da vida de cada pessoa e família?

      13 A vontade de Deus para o homem, neste respeito, vê-se em como orientou tais assuntos no antigo Israel. Ali, cada família recebeu uma propriedade hereditária de terra. (Juízes 2:6) Embora esta pudesse ser vendida, e os indivíduos pudessem até mesmo vender-se como servos, caso se endividassem, Jeová, ainda assim, fez provisões para impedir a formação de grandes latifúndios ou a servidão das pessoas por um período longo. Como?

      14 Por meio de provisões econômicas na Lei que deu ao seu povo. O sétimo ano de servidão havia de ser um ‘ano de remissão’, em que qualquer israelita que estivesse em servidão tinha de ser libertado. Também, cada qüinquagésimo ano era um ano de “Jubileu” para a nação inteira, ano para “proclamar a liberdade” a todos os seus habitantes. (Deuteronômio 15:12; Levítico 25:10) Qualquer propriedade hereditária que havia sido vendida era então restituída ao seu dono original. Todos os em servidão eram libertados, mesmo que ainda não tivessem acabado sete anos. Era uma ocasião alegre de feliz reencontro familiar e um novo começo econômico na vida. Assim, nenhuma terra podia ser vendida para sempre. Na realidade, a sua venda era apenas um arrendamento que terminaria, no máximo, no ano do Jubileu. — Levítico 25:8-24.

      15 Tudo isso contribuía para a estabilidade econômica da nação e à segurança e à paz de cada família. Quando essas leis eram observadas, a nação evitava cair na triste situação existente hoje em tantos países, onde extremos de riqueza e de pobreza convivem lado a lado. Os benefícios à pessoa individual fortaleciam a nação, pois ninguém se via obrigado a ser desprivilegiado e esmagado sob más condições econômicas. Como se disse durante o reinado do Rei Salomão, “Judá e Israel continuaram a morar em segurança, cada um debaixo da sua própria videira e debaixo da sua própria figueira”. (1 Reis 4:25) Muitos hoje não podem usar todos os seus talentos e sua iniciativa porque estão amarrados a sistemas econômicos que os obrigam a servir aos desejos de uns poucos, ou até mesmo de um só indivíduo. Sob as leis de Deus, a pessoa diligente era ajudada a contribuir com as suas habilidades para o bem-estar e o usufruto de todos. Isto nos dá um indício quanto ao senso de valor pessoal e dignidade que os que ganharem a vida na Nova Ordem de Deus terão.

      16. Quanto às condições de vida e à situação econômica da pessoa, o que proverá o Reino de Deus para todos os seus súditos?

      16 A profecia de Miquéias 4:3, 4 terá um maravilhoso cumprimento, em toda a terra. Pessoas pacíficas que viverão sob a regência justa de Deus ‘sentar-se-ão, cada um debaixo da sua videira e debaixo da sua figueira, e não haverá quem as faça tremer; porque a própria boca de Jeová dos exércitos falou isso’. Nenhum dos súditos do Reino de Deus viverá em sórdidas favelas ou em prédios superlotados. Terão terra e casa próprias. (Isaías 65:21, 22) O Rei, Cristo Jesus, há muito prometeu que os ‘de temperamento brando herdarão a terra’, e ele tem ‘toda a autoridade no céu e na terra’ para cuidar de que isto aconteça. — Mateus 5:5; 28:18.

      Saúde e Vida Permanentes

      17-19. (a) O que mostra que a boa saúde e vida longa são desejos naturais da humanidade? (b) Que fatos sobre a vida humana e sobre a vegetação fazem parecer estranha a vida curta do homem? (c) O que, a respeito do cérebro humano, mostra que é razoável crer que o homem foi projetado para viver para sempre?

      17 Nenhuma dessas mui excelentes condições, contudo, poderiam tornar a vida genuinamente pacífica e segura enquanto a doença, a velhice e a morte obscurecessem o futuro. É desarrazoado ou contrário à experiência humana esperar alívio destas coisas aflitivas? Certamente não é contrário à natureza humana querer isso, porque homens têm gasto a vida e indizíveis somas de dinheiro tentando conseguir isso.

      18 Portanto, a esperança de ter saúde e vida permanentes de modo algum é desarrazoada. Na verdade, o que realmente é desarrazoado é o seguinte: Justamente quando os humanos atingem a idade em que começam a ter conhecimento, experiência e capacidade para fazer coisas meritórias, eles começam a envelhecer e por fim morrem. Por outro lado, há árvores que vivem milhares de anos! Por que devia o homem, feito à semelhança de Deus, viver apenas uma fração do tempo que alguma vegetação ininteligente vive? Não seria razoável que ele vivesse muitíssimo mais tempo?

      19 Para os especialistas que estudam o envelhecimento, esse processo ainda é na maior parte um mistério. Também é mistificador o fato de que o cérebro humano foi projetado para assimilar virtualmente quantidades ilimitadas de informação. Como disse certo escritor sobre ciência, o cérebro é “perfeitamente capaz de absorver qualquer quantidade de saber e memória que o ser humano possa lançar sobre ele — e também um bilhão de vezes mais do que esta quantidade”.55 Isto significa que seu cérebro não só é capaz de manejar tudo o que possa pôr nele durante uma vida de 70 ou 80 anos, mas um bilhão de vezes mais! Não surpreende que o homem tenha tamanha sede de conhecimento e desejo de aprender a fazer e a realizar coisas. No entanto, ele é impedido pela brevidade de sua vida. Faz sentido que a prodigiosa capacidade do cérebro humano exista, mas que, no entanto, não mais de uma pequenina fração de seu potencial seja usada? Não é muito mais razoável concluir, em harmonia com a Bíblia, que Jeová projetou o homem para viver na terra para sempre e lhe deu um cérebro admiravelmente adequado para este fim?

      20. O que diz a Bíblia sobre o que Deus prometeu fazer pela humanidade quanto aos efeitos do pecado, inclusive da própria morte?

      20 A Bíblia mostra que o homem teve originalmente a oportunidade de viver para sempre, mas que a perdeu por causa da rebelião: “Por intermédio de um só homem [Adão] entrou o pecado no mundo, e a morte por intermédio do pecado, e assim a morte se espalhou a todos os homens, porque todos tinham pecado.” (Romanos 5:12) Mas a Bíblia contém também a promessa de Deus de que, no Paraíso restaurado, “não haverá mais morte, nem haverá mais pranto, nem clamor, nem dor”. (Revelação 21:3, 4; veja também 7:16, 17.) Declara que o propósito de Deus para a humanidade é a vida eterna, livre dos efeitos do pecado. (Romanos 5:21; 6:23) Mais ainda, ela promete que as bênçãos da Nova Ordem de Deus estarão disponíveis aos bilhões que morreram no passado. Como? Por uma ressurreição que esvazia a sepultura comum da humanidade. Jesus predisse confiantemente: “Vem a hora em que todos os que estão nos túmulos memoriais ouvirão a sua voz e sairão.” — João 5:28, 29.

      21, 22. Por que não é a perspectiva do restabelecimento à plena saúde algo bom demais para se esperar?

      21 A ciência médica hoje é capaz de produzir “drogas milagrosas” e realizar façanhas cirúrgicas que teriam parecido incríveis mesmo algumas décadas atrás. Devemos duvidar de que Aquele que criou os humanos possa realizar façanhas de cura muitíssimo mais espantosas? O Criador por certo tem a capacidade de dar saúde vibrante aos íntegros, até mesmo revertendo o processo de envelhecimento. E ele pode fazer isso sem recorrer a drogas, cirurgia, ou órgãos artificiais. Mostrando consideração, Deus proveu evidência de que não é demais esperar tais bênçãos.

      22 Deus deu poder a seu Filho, quando este esteve na terra, para realizar poderosas obras de cura. Estas obras asseguram-nos de que nenhuma fraqueza, defeito, ou doença está além do poder de curar de Deus. Quando certo homem coberto de lepra implorou a Jesus que o curasse, Jesus compassivamente tocou nele e disse: “Torna-te limpo.” E, como diz o registro histórico, “ele ficou imediatamente limpo da lepra”. (Mateus 8:2, 3) Jesus fez coisas assim à plena vista de muitas testemunhas, como relata o historiador Mateus: “Aproximaram-se-lhe então grandes multidões, trazendo coxos, aleijados, cegos, mudos e muitos outros, e quase que os lançavam aos seus pés, e ele os curava; de modo que a multidão ficou pasmada . . . e glorificavam o Deus de Israel.” (Mateus 15:30, 31) Leia por si mesmo o relato em João 9:1-21 e veja quão real e fiel à vida é tal registro histórico destas curas. A veracidade destes acontecimentos foi atestada por muitas testemunhas, incluindo um médico, o doutor Lucas. — Marcos 7:32-37; Lucas 5:12-14, 17-25; 6:6-11; Colossenses 4:14.

      23, 24. Por que não é desarrazoado crer-se que os mortos serão trazidos de volta à vida sob o Reino de Deus?

      23 Por motivos similares, não precisamos encarar a promessa bíblica de que “há de haver uma ressurreição” dos mortos como boa demais para ser verdade. (Atos 24:15) Mesmo anos após a morte, pode-se reproduzir a voz, a aparência e os movimentos duma pessoa num filme ou vídeo-tape. Não deveria Aquele que criou o homem, que conhece a sua exata estrutura atômica e molecular, poder fazer muito mais do que isso? Computadores de fabricação humana podem armazenar e coordenar literalmente bilhões de dados. Mas Deus criou o espantoso universo, com seus bilhões de galáxias, cada galáxia contendo bilhões de estrelas. Isto totaliza trilhões, quatrilhões, e até mais! Contudo, o Salmo 147:4 diz: “Ele está contando o número das estrelas; a todas elas chama pelos seus nomes”! Por certo seria simples para Deus, que tem tal enorme capacidade de memória, lembrar-se da personalidade de indivíduos a fim de trazê-los de volta à vida. — Jó 14:13.

      24 Também neste caso Jeová proveu exemplos históricos para fortalecer a nossa fé em tal maravilhosa esperança. Ele concedeu ao seu Filho o poder de demonstrar em pequena escala o que fará em grande escala durante sua regência justa sobre a terra. Jesus ressuscitou várias pessoas, amiúde à plena vista de espectadores. Lázaro, a quem ressuscitou perto de Jerusalém, já estava morto o tempo suficiente para que seu corpo começasse a se decompor. A esperança da ressurreição tem, certamente, uma base sólida. — Lucas 7:11-17; 8:40-42, 49-56; João 11:38-44.

      A Capacidade da Terra de Conter Tal População

      25, 26. Quando os mortos forem ressuscitados, qual a possibilidade de haver lugar para todos morarem?

      25 Pode este planeta prover espaço confortável para abrigar tal população, que resultaria da ressurreição dos mortos? Foram precisos mais de 5.000 anos para que a população da terra atingisse um bilhão de pessoas, no início dos anos 1800. Hoje, é de cerca de cinco bilhões.

      26 Portanto, os hoje vivos representam uma boa parte do total de pessoas que já viveu. Alguns estimam a população total em toda a história humana em 15.000.000.000 de pessoas. A área terrestre da terra é de uns 15.000.000.000 de hectares. Isto concederia um hectare por pessoa. Isto não só proveria espaço para a produção de alimentos, mas também para florestas, montanhas e outras áreas pitorescas — sem superpovoação no Paraíso. Ainda mais, a Bíblia mostra que nem todos os que agora vivem sobreviverão para estar naquela Nova Ordem. Realmente, Jesus disse: “Larga e espaçosa é a estrada que conduz à destruição, e muitos são os que entram por ela.” Ele disse também que, quando chegar a destruição mundial, os que não estiverem fazendo a vontade de Jeová “partirão para o decepamento eterno”. — Mateus 7:13; 25:46.

      27. Poderá a terra produzir alimento suficiente para toda essa gente?

      27 Mas, poderia a terra produzir alimento suficiente para tanta gente? Os cientistas afirmam que sim, mesmo sob as condições atuais. Uma reportagem no Toronto Star observou: “De acordo com a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), já existe suficiente cereal cultivado em todo o globo para alimentar a todos na terra com 3.000 calorias diárias, que é . . . cerca de 50 por cento acima do nível mínimo aceitável.”56 Quanto ao futuro, explica que mesmo sob as atuais condições, poderia haver alimento suficiente para suprir as necessidades do dobro da atual população mundial. Também, devemos lembrar-nos de que Jeová orientará seu povo para que utilize corretamente o potencial agrícola da terra, pois o Salmo 72:16 nos assegura: “Virá a haver bastante cereal na terra; no cume dos montes haverá superabundância.”

      28. Por que não há perigo de que, com as pessoas vivendo para sempre, a terra fique com o tempo superpovoada?

      28 Devemos atentar a qual é o propósito de Deus, conforme declarado originalmente ao primeiro casal humano. Foi-lhes dito que ‘enchessem a terra e a sujeitassem’, estendendo os limites do Éden até os mais remotos cantos da terra. (Gênesis 1:28) Isto significa, obviamente, encher a terra até certo ponto que seja confortável, não superlotá-la de pessoas. Isto ainda permitiria que a terra ‘sujeita’ fosse um parque global, similar ao lar original do homem, que tinha o aspecto de um parque. Assim, esta ordem divina indica que, nos devidos tempo e maneira de Deus, o crescimento demográfico será controlado.

      Base Segura Para a Felicidade Permanente

      29. Que efeito têm as relações com os outros sobre a felicidade da própria pessoa?

      29 Contudo, mesmo a beleza das cercanias, a prosperidade material, o trabalho interessante e a boa saúde não garantiriam a felicidade duradoura da pessoa. Muitos hoje gozam destas coisas, mas, mesmo assim, são infelizes. Por quê? Por causa de pessoas que os cercam que talvez sejam egoístas, briguentas, hipócritas ou odiosas. A felicidade permanente na Nova Ordem de Deus resultará em grande medida da atitude mudada das pessoas, em toda a terra. Seu amor e respeito a Deus, e seu desejo de cumprir Seus propósitos, trarão prosperidade espiritual. Sem esta, a prosperidade material torna-se insatisfatória e vazia.

      30. Como sabemos que os que viverão na Nova Ordem de Deus serão apenas pessoas que contribuem para a paz e a segurança de outros?

      30 Sim, é um verdadeiro prazer viver cercado de pessoas bondosas, humildes e amistosas — pessoas que você realmente pode amar e em quem pode confiar, e que sentem o mesmo a seu respeito. (Salmo 133:1; Provérbios 15:17) O amor a Deus é o que garante o verdadeiro amor ao próximo, o que fará com que a vida na Sua Nova Ordem seja tão agradável. Os que Deus favorecerá com a vida eterna serão todos pessoas que provaram seu amor a ele e ao seu próximo. Com tais vizinhos, amigos e colegas de trabalho, poderá usufruir verdadeira paz e segurança, bem como felicidade permanente. — 1 João 4:7, 8, 20, 21.

      31. Se realmente quisermos viver na Nova Ordem de Deus, o que devemos fazer agora?

      31 Tal grandiosa perspectiva está, realmente, aberta a você! Portanto, o proceder de sabedoria prática é descobrir o que se exige para que se possa alcançá-la. Agora é o tempo de harmonizar a sua vida com os requisitos de Deus para os que serão poupados na vindoura “grande tribulação”. — 2 Pedro 3:11-13.

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