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  • Dez milhões de refugiados — quem os quer?
    Despertai! — 1984 | 22 de abril
    • Dez milhões de refugiados — quem os quer?

      TRAN costumava lecionar matemática. Atualmente, ele — e outros 1.900 — lutam para sobreviver num apinhado campo de refugiados na Tailândia. “Nossos maiores problemas são alimentação e condições sanitárias inadequadas”, afirma o ex-professor, de 27 anos.

      Já Alan era um refugiado de outra espécie. Uma economia em colapso e um governo duro o moveram a fugir da ilha do Caribe que era o seu lar. A viagem de mais de 1.100 quilômetros até os Estados Unidos lhe serviu de insidiosa provação, culminando num campo de detenção.

      Desde a Segunda Guerra Mundial, bem mais de 40 milhões de pessoas enfrentaram a sorte dos refugiados. Cruzaram penosamente desertos escaldantes, embrenharam-se pelas selvas e ficaram à deriva em mares agitados, em frágeis barquinhos. Milhares deles morreram sem alcançar seu destino. Outros milhares sofreram a indignidade de ser alojados em acampamentos que mais se parecem a campos de concentração da Segunda Guerra Mundial. As autoridades calculam que, em 1982, havia bem mais de dez milhões de refugiados em todo o mundo!

      As providências que o mundo toma, até hoje, diante desta triste realidade, são decepcionantes, para se dizer o mínimo. Os esforços de socorrê-los são seriamente prejudicados por fundos escassos e pelas realidades políticas. E, ao passo que a Declaração Universal dos Direitos Humanos provê ao indivíduo o direito de ‘buscar e obter asilo’, existe muito pouca garantia de que o pais para o qual fuja realmente o conceda.

      Ademais, nem todos são considerados refugiados legítimos. Em geral, limita-se este termo a pessoas que fugiram de sua terra natal por causa de perseguição política, racial ou religiosa. Segundo tal definição, contudo, os que fogem das privações econômicas ou de desastres naturais talvez obtenham, não a condição de refugiado, mas a desprezada classificação de “estrangeiro em condições ilegais”.

      Quem, então, quer os desalojados do mundo? Não muitos. A integração deles numa terra estrangeira, com língua e cultura diferentes, pode ser uma experiência traumática para todos os envolvidos. Amiúde, também, os refugiados não dispõem das aptidões necessárias para obter empregos. Mostra-se, em geral, ressentimento para com aqueles que dispõem, por tirarem empregos dos residentes da localidade. Assim sendo, muitos simplesmente preferem ignorar a luta do refugiado como sendo um problema para os burocratas do governo. Mas, como verá, não se trata dum problema a ser ignorado.

  • Um legado de nossos tempos atribulados
    Despertai! — 1984 | 22 de abril
    • Um legado de nossos tempos atribulados

      O PROBLEMA dos refugiados não é novo. Não raro, as ondas da História carrearam grandes massas para longe de seus lares. A configuração da Europa, para exemplificar, resultou mormente das migrações ocorridas após o colapso do Império Romano. Seria de imaginar, contudo, que tais movimentos trágicos das massas fossem coisa do passado. Todavia, um ex-alto-comissário de refugiados da ONU indicou, em data recente, que o “êxodo em massa torna-se uma característica tragicamente permanente de nossos tempos”. Por quê?

      A Era dos Refugiados

      Segundo predito na Bíblia, desde 1914 a paz foi tirada da terra. (Revelação 6:4) Os ribombos iniciais da Primeira Guerra Mundial assinalaram avassaladoras mudanças sociais, políticas e econômicas. O irrompimento duma segunda guerra mundial sublinhou esta realidade, deixando em seu rasto cerca de 11 milhões de refugiados europeus.

      Após a Segunda Guerra Mundial, as obras de socorro se focalizaram em fixar permanentemente tais pessoas desalojadas. Mas a guerra também fez dobrar lugubremente os sinos que assinalavam a morte do colonialismo. Por toda a Ásia e África, começaram a emergir novas nações, pagando com sangue e com o caos socioeconômico a sua “independência”. Milhares de europeus se viram, de uma hora para outra, expulsos de suas pátrias adotivas. Insurreições políticas internas também resultaram no êxodo de milhares de residentes locais. O mesmo se dá atualmente. Em face da guerra e da seca, um milhão de pessoas, nos últimos seis anos, fugiram da Etiópia. Bem mais de 250.000 fugiram de Zimbabwe no decorrer de seus conflitos internos de 1972-1979.

      A Ásia, e as Américas Central e do Sul sofreram similares emigrações em massa como resultado de mudanças políticas. O ano de 1947, por exemplo, testemunhou a obtenção de independência da Índia quanto à Grã-Bretanha. Contudo, a partilha subseqüente deste vasto subcontinente em Índia e Paquistão, religiosamente divididos, promoveu um banho de sangue nacional. Hindus e muçulmanos de ambos os países fugiram para seus respectivos territórios, em busca de refúgio. Esta foi uma das maiores “trocas” de população da História — 18.000.000 de pessoas. Tantos quantos 10 por cento destes refugiados foram mortos ou morreram de fome e exaustão antes de poderem alcançar seu novo lar. A divisão da Coréia em Norte e Sul gerou similarmente refugiados em penca — 1,8 milhão deles. E, hoje em dia, a Tailândia tem de abrigar quase 200.000 pessoas que fugiram da guerra no Camboja, no Vietnã e no Laos.

      Estas movimentações maciças de populações constituem apenas um indício de que os problemas que afligem o homem desde 1914 não podem ser controlados! Como evidência suplementar disto, considere o refugiado por razões econômicas da atualidade.

      Acolhida Desgastada?

      “FORA COM OS TURCOS”, bradava o letreiro pintado a mão. Refletia a crescente hostilidade, entre os alemães, aos mais de 1,4 milhão de pessoas que emigraram da Turquia. Isto apesar de terem sido convidadas a entrar na Alemanha! A luta delas é um tanto típica de ainda outro movimento de refugiados — o refugiado por motivos econômicos. Tais pessoas não fogem, necessariamente, de algum governo opressivo, ou da perseguição religiosa, e, assim, não são consideradas refugiados de boa fé. Todavia, fogem de economias falidas, do desemprego, da inflação insuportável — até mesmo da inanição. Como os refugiados que são assim reconhecidos, não raro são hostilizados pela nação que elegeram como refúgio.

      Isto nos faz lembrar uma situação ocorrida há muito, no Egito. Lembre-se de que a nação de Israel primeiramente foi para lá como ‘residentes forasteiros’, quando a fome os obrigou a dirigir-se ao Egito em busca de provisões. Faraó endividado com o israelita José por ter estes predito a fome, e ter feito planos para ela, convidou os israelitas a residir em Gósen. (Gênesis, capítulos 41, 42 e 47) Mas a acolhida não durou muito.

      “Crescente Sentimento Contra os Refugiados”

      Avolumaram-se as tensões entre os israelitas e os egípcios, à medida que colidiram suas língua, suas culturas e suas religiões. Os lavradores egípcios mostraram-se especialmente ressentidos devido aos rebanhos dos israelitas, que precisavam de muitas terras. Deu-se então uma mudança de governantes. Os israelitas subitamente verificaram que se tornaram escravos das próprias pessoas que antes as acolheram amigavelmente. — Êxodo 1:8-11.

      Igualmente hoje, durante períodos de prosperidade, os estrangeiros amiúde são bem acolhidos, uma vez que não raro estão dispostos a realizar trabalhos que os moradores locais desprezam. A Europa, à guisa de exemplo, possui cerca de 12,5 milhões de trabalhadores-migrantes. Afirmou a revista Business Week: “Dois anos e meio de lento crescimento econômico, o declínio nas principais indústrias pesadas, e, agora, a automação das fábricas, estão tornando escassos os empregos, e os estrangeiros que detêm tais empregos são crescente alvo de pressões raciais.”

      O que aumenta a tensão é que muitos refugiados por motivos econômicos penetraram ilegalmente nos Estados Unidos. Calcula-se que entre 40.000-50.()00 haitianos tenham imigrado ilegalmente desde 1972. E do México, que sofre agruras econômicas, também aflui um dilúvio diário de outros milhares, que buscam desesperadamente um emprego.

      Todavia, os influxos maciços de refugiados — tanto legítimos como por razões econômicas — sobrecarregam os recursos nacionais e a tolerância até o limite. A revista Time, por exemplo, noticiou que havia “crescente sentimento contra os refugiados, no Congresso . . . em face da declinante economia dos EUA e dos decrescentes programas sociais”. E muitas outras nações estão, similarmente, enrolando seus tapetes de boas-vindas.

      Recente incidente na Nigéria ilustra exatamente quão indesejáveis podem subitamente se tornar os refugiados por razões econômicas.

      [Foto na página 6]

      Muitos refugiados por razões econômicas penetram ilegalmente num país, em busca de emprego.

  • A Nigéria se livra de sua “carga”
    Despertai! — 1984 | 22 de abril
    • A Nigéria se livra de sua “carga”

      Dos correspondentes de “Despertai!” na Nigéria e em Gana

      “ÊXODO dos Indesejáveis.” “Os Párias da Nigéria: O Êxodo Cruel.” A imprensa internacional, em causticantes manchetes, divulgou um dos movimentos concentrados mais maciços de pessoas de que se tem notícia na história da África. Não se tratava do êxodo triunfal dum povo liberto, nem duma fuga assustada da opressão e da guerra. Era um êxodo de quase dois milhões de pessoas, obrigadas a partir por ordem do governo da Nigéria.

      O Petróleo e a Comunidade da África Ocidental

      Em 1975, a Nigéria já se havia praticamente recuperado das devastações da guerra civil, e se tornara um dos grandes produtores de petróleo. A nova riqueza advinda do petróleo lhe deu crescente prestígio financeiro e reconhecimento político internacionais. Assim sendo, a Nigéria tomou a iniciativa principal de estabelecer em maio de 1975 a ECOWAS (sigla em inglês da Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental). Com que finalidade? Para erguer o arcabouço da cooperação comercial e econômica. Em resultado, os cidadãos da ECOWAS podiam visitar as nações-membros por até três meses sem obterem um visto.

      Isto abriu as comportas da imigração “Todos os caminhos levavam à Nigéria”, a nação mais rica e mais populosa da comunidade. Pelos seus postos de controle da imigração passavam, às vezes, estrangeiros de países como o Chade e Gana num total de 3.000 pessoas por dia! O máximo influxo, contudo, se deu de forma imperceptível e contínua — bem como ilegalmente — através das fronteiras desguarnecidas e permeáveis do país. Sem embargo, os nigerianos, em sua maior parte, acolhiam bem tais imigrantes. Eles constituíam mão-de-obra barata, qualificada ou não, em tarefas que amiúde não atraíam os nigerianos. Mas, como se dá com qualquer imigração extensiva, havia amplo número de indesejáveis. Assim, não levou muito tempo para que surgissem problemas.

      Os Imigrantes se Tornam Uma “Carga”

      Por volta de 1978, o influxo de imigrantes já era motivo de preocupação. Muitos achavam que a mão-de-obra estrangeira barata contribuía para o crescente desemprego de nigerianos. Segundo a imprensa da Nigéria, em 1980, e, de novo, em 1982, motins religiosos, fomentados por imigrantes ilegais, resultaram na morte de milhares. Imigrantes desempregados formavam bandos armados, roubando, matando e estuprando cidadãos inocentes. Milhares de mulheres imigrantes agiam como prostitutas. Mendigos estrangeiros agressivos — homens, mulheres e criancinhas — tornaram-se incomodativos.

      Por conseguinte, alguns temiam quanto à segurança social e política do país. Em 1980, começaram a falar contra os “imigrantes ilegais” e os “estrangeiros indesejáveis”. Em resposta, o governo nigeriano, em 1981, ordenou que todos os africanos não-nigerianos que residiam no país se registrassem junto aos escritórios de imigração. No entanto, pouco se fez para fazer vigorar tal lei.

      Daí veio 1982. A Nigéria se tornou vítima da queda internacional de preços do petróleo que, conjugada com a inflação, desaguou na recessão econômica. Como o Daily Times, de Lagos, bem se expressou: “O sombrio quadro econômico foi um sinal bastante para o Governo Federal de que a Nigéria não pode mais desempenhar o papel de ‘Papai Noel’.” Assim, as pessoas que tinham afluído na onda do surto petrolífero e da abundância econômica, estavam prestes a ser expulsas, graças à vazante onda econômica.

      O Êxodo

      A ordem governamental de “partir”, de 17 de janeiro de 1983, dando a todos os imigrantes ilegais duas semanas para regularizar sua situação ou “partir”, por conseguinte, não constituía nenhuma surpresa. Os senhorios nigerianos expulsaram seus inquilinos imigrantes. Os patrões despediram os trabalhadores imigrantes. Em resultado disso, a maioria dos estrangeiros não-registrados arrumou prontamente seus pertences para partir. Certo ganense afirmara recentemente aos amigos que só partiria da Nigéria sob a mira dum fuzil. “Mesmo assim”, disse ele, “irei marchando devagarinho”. Mas, o ímpeto crescente do êxodo transformou sua predita ‘marcha lenta’ numa corrida.

      Assim, eles partiram — às centenas de milhares — apinhando lotações e caminhões repletos até o topo com seus variados pertences, engarrafando o trânsito nas estradas, superlotando o porto e o aeroporto internacionais em Lagos. Mas, para onde iriam? Gana fechou suas fronteiras. Tanto Benin como Togo igualmente fecharam suas fronteiras, com receio de que centenas de milhares de ganenses se enfiassem em tais países. Até este problema ser resolvido, as multidões que esperavam — incluindo crianças e senhoras grávidas — padeceram fome e condições insalubres. Naturalmente, as autoridades de Benin e do Togo fizeram o possível para colaborar. Em 29 de janeiro de 1983, contudo, Gana abriu suas fronteiras. O mundo então testemunhou uma cena extraordinária, à medida que levas de pessoas penetravam em Benin, através do Togo, entrando em Gana e indo mais além.

      Gana já havia estabelecido uma Força-Tarefa Especial de evacuação para cuidar deste influxo. O local espaçoso da Feira de Comércio em Labadi, Acra, foi designado como centro de recepção para os que chegavam pelas rodovias e de barco. Já no domingo de manhã, contudo, o local da Feira estava lotado, tornando necessária a abertura de diversos outros centros. Fez-se um apelo urgente aos proprietários de carros a fim de que cedessem seus veículos para a frota de evacuação governamental. Surpreendentemente, os retornados foram distribuídos de forma tão eficiente por toda a Gana que não se fez necessário estabelecer campos de refugiados.

      Cada retornado tinha uma história a contar. Um ganense conseguiu chegar ao povoado fronteiriço de Aflao e ficou imaginando como é que alcançaria Acra. Subitamente, ouviu uma algazarra, a medida que pãezinhos estavam sendo lançados de uma camioneta que se movia lentamente, e as pessoas se esforçavam de pegá-los em pleno ar. Partindo dali, começou a caminhar em direção a Acra, mas viu-se obrigado a retornar a Aflao, onde ocorria frenética luta para pegar algum ônibus. Logo divisou um caminhão abarrotado, retido no meio de tráfego. “Juntei as poucas forças que ainda tinha”, disse ele, “joguei minha sacola de viagem no caminhão e comecei a subir lentamente nele. Fiquei profundamente grato ao sentir um empurrão de alguém atrás de mim, o que me fez subir no caminhão. Ali, cerca de cem pessoas agüentamos uma viagem de três horas até Acra.”

      A adversidade, por vezes, promovia a camaradagem. Alguns retornados dividiam suas provisões com pessoas totalmente estranhas. Os fortes ajudavam os fracos a obter comida. Nos aeroportos, alguns até mesmo partilhavam seu dinheiro com companheiros de viagem. Mas a adversidade também produziu a selvageria. Um retornado faminto foi privado de sua comida a ponta de faca. Certa mulher que levava um cesto de alimentos para um centro de recepção jamais conseguiu servi-los — foi rapidamente tomado por famintos retornados.

      Nos aeroportos e cais de portos as pessoas similarmente tinham de suportar a pressão das massas até que barcos e aviões os evacuaram dali. Muitos caíram na água, e pelo menos uma pessoa se afogou, à medida que as multidões lutavam para subir nos barcos. Os retornados, contudo, rapidamente se organizaram numa equipe de resgate. E, após cada resgate bem sucedido, uma onda de estrondosos aplausos percorria a multidão — tanto de ganenses como de nigerianos. Por fim, partiram, tão apinhados quanto as cercas duma escova de roupa.

      O Período Posterior

      Chamou-se isto de êxodo cruel, e de fato o foi, em muitos sentidos. Muitos julgam que a ordem foi súbita demais, e que o período de duas semanas foi muito escasso. No entanto, os comentaristas nigerianos nos lembram que os estrangeiros em condição ilegal há muito tinham sido instruídos que deviam regularizar sua condição de imigrantes, e que apenas os que deixaram de fazê-lo é que foram atingidos. E as autoridades nigerianas deveras tentaram minimizar o sofrimento dos estrangeiros que partiam. Permitiu-se-lhes levar seus bens e vencimentos. Forneceu-se-lhes limitada assistência médica. A Associação dos Proprietários de Transportes Nigerianos ofereceu gratuitamente 200 carros-reboques para serem usados na evacuação de pessoas em todo o país. E muitos indivíduos deram ajuda financeira em nível pessoal. Os nigerianos afirmam, também, que já se sentem aliviados, uma vez que surgiram oportunidades de empregos e de moradias para eles.

      Todavia, as medidas nigerianas certamente agravaram as relações internacionais. E, ao livrar-se do peso, a Nigéria passou a pesada carga social e financeira para países muito mais pobres. Agora, somente Gana possui mais de um milhão de novas bocas a alimentar e lançou um apelo internacional de ajuda. Em resposta, ajuda financeira e material tem sido prestada a Gana, Togo e Benin por parte de diversos países e organizações estrangeiras. A Nigéria, também, votou alocar um milhão de dólares (US$) em ajuda.

      Assim, que futuro há para os refugiados? Quer os chame de refugiados, de deportados, quer de estrangeiros ilegais expulsos, a luta deles é algo que dramaticamente sublinha os problemas perplexos e insolúveis que os líderes mundiais precisam enfrentar — uma pungente acusação contra um mundo que não mais consegue cuidar de seus habitantes.

      [Foto na página 9]

      Que futuro há para pessoas assim?

  • Quem se importará com o refugiado?
    Despertai! — 1984 | 22 de abril
    • Quem se importará com o refugiado?

      “REPARTE o pão com o faminto, acolhe em casa os pobres sem teto!” Assim falou Deus, pela boca de seu profeta Isaías, aos que se mostravam aguçados quanto ao ritual religioso, mas insensíveis quanto ao seu próximo. (Isaías 58:7, Bíblia Vozes) Entretanto, são poucas as nações hoje que podem ou que se dispõem a fazê-lo. Sucumbindo diante do egoísmo ou de preconceitos culturais, raciais e religiosos, cerram não só a ‘porta de suas ternas compaixões’, mas também suas fronteiras nacionais, zelosamente guardadas. (1 João 3:17) Todavia, fechar empedernidamente os olhos à situação difícil de milhões não fará desaparecer o problema Enquanto houver contendas políticas, enquanto houver opressão, enquanto houver fome e pobreza, haverá refugiados. O que, então, pode ser feito?

      O Governo Mundial — A Verdadeira Solução

      A única verdadeira solução é uma alteração do governo da terra. E, com isto não nos referimos a alguma mudança política que, provavelmente, resultaria na fuga de outros milhões de pessoas. Antes, referimo-nos à promessa da Bíblia, de que Deus, mediante Cristo, assumirá a direção da terra. (Mateus 6:10) Parece incrível?

      Não, quando se considera que Deus tem interesse pessoal no futuro da terra. “Ele, o verdadeiro Deus, o Formador da terra e Aquele que a fez, Aquele que a estabeleceu firmemente, que não a criou simplesmente para nada, que a formou mesmo para ser habitada.” (Isaías 45:18) No devido tempo dele, intervirá e despojará os governos terrestres do seu poder de destruição — Daniel 2:44.

      Serão assombrosos os efeitos que este governo celeste terá sobre a terra. Terão fim a guerra e as armas bélicas. (Salmo 46:8-11) “Bastante cereal” será fornecido para alimentar toda a população terrestre (Salmo 72:16) E não haverá mais pessoas sem teto. Os habitantes da terra “hão de construir casas e as ocuparão”. (Isaías 65:21) Ninguém será em tempo algum obrigado a fugir do governo benévolo de Deus!

      As Testemunhas de Jeová já fornecem evidência de tal influência do Reino em sua vida. Por um lado, praticam o amor ao próximo como parte de sua adoração. (Mateus 19:19) Durante o recente êxodo da Nigéria, as Testemunhas de Jeová em Gana compartilharam em alimentar e em prover pousada para os retornados.

      Mas, ao passo que tais esforços humanitários produzem algum bem, as Testemunhas de Jeová sabem que um bem mais duradouro é conseguido por ajudarem outros a aprender sobre o Reino de Deus, e a criar fé nele. Deus “enxugará dos [nossos] olhos toda lágrima”. (Revelação 21:4) E nunca mais o homem sofrerá as agonias do refugiado.

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