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  • Onde vai parar este mundo?
    Despertai! — 1981 | 8 de novembro
    • Onde vai parar este mundo?

      O ORADOR era um oficial altamente graduado da Polícia de Los Angeles. “Antigamente, quando alguém matava uma pessoa era por algum motivo”, disse ele, acrescentando: “Hoje há uma porcentagem maior de assassinatos sem motivo, assassinatos só para emoção.”

      O comissário de polícia da cidade de Nova Iorque salientou o mesmo ponto através do país. “O garoto que atualmente possui um magnum 0,357 [revólver] e tirar 42 centavos [uns Cr$ 40,00] de outro garoto ou de uma senhora idosa e que, por não gostar da expressão do rosto do garoto ou das lágrimas da senhora idosa, mata essa pessoa e daí sorri quando é preso . . . Ninguém consegue entender isso. É de assustar.”

      Assassinatos, guerras, seqüestros, violência sem sentido, todas estas coisas se tornam hoje corriqueiras no mundo, levando cidadãos e vítimas aterrorizadas a perguntar ‘Onde vai parar este mundos?’

      O oficial da Polícia de Los Angeles tinha uma teoria “A história mostra que uma sociedade precisa manter certo nível de moralidade para existir”, indicou ele a seus ouvintes, “e acho que estamos indo abaixo desse nível”.

      Tornando-se dessensibilizados

      Há pessoas que sustentam que o oficial da Polícia exagerou o caso. Na realidade, dizem que as coisas não estão muito piores do que sempre estiveram. Estão com a razão? Ou simplesmente se tornaram insensíveis pela continua barragem das manchetes chocantes?

      Considere o que está acontecendo com os professores na cidade de Nova Iorque. “O crime contra os professores de escolas públicas na Cidade de Nova Iorque se tornou tão comum que, para muitos deles, não surpreende mais a sua existência”, declarou recentemente o Times de Nova Iorque. Um professor que recebera empurrões, ameaças, imprecações e que fora assaltado diversas vezes foi citado como tendo dito: “A pessoa precisa dessensibilizar-se, desenvolver um ponto de vista extremamente estreito.”

      Com a piora das condições mundiais, estão as pessoas ‘dessensibilizando-se’, perdendo a sua perspectiva?

      Afinal, a maioria de nós crescemos lendo nos jornais diários sobre guerras, atrocidades e condições sociais que deterioram. Realmente, nunca conhecemos coisa diferente. Mas, alguns dos mais idosos se lembram de uma época diferente.

      “Tudo foi por água abaixo”

      Num discurso recente, Harold Macmillan, ex-primeiro-ministro britânico, recordou o mundo de quando ele era jovem. Na época da Rainha Vitória, as pessoas olhavam para frente, para o “progresso automático”, disse ele. “Tudo se tornaria cada vez melhor.” Ao invés, “súbita e inesperadamente, numa manhã de 1914, tudo foi por água abaixo”.

      Cidadãos comuns têm feito observações similares. “Ninguém esperava a Primeira Guerra Mundial”, salienta George Hannan, um norte-americano que nasceu em 1899. “Foi um choque tremendo. As pessoas diziam que o mundo se tornara civilizado demais para haver guerra. Mas a guerra mundial veio inesperadamente como um raio.”

      É interessante notar que um livro popular de 1914 era A Grande Ilusão (em inglês), de Norman Angell, que tentava provar que a guerra era inconcebível por causa do dano que causaria às finanças internacionais.

      Ewart Chitty tinha 16 anos de idade e estava na Inglaterra, sua terra natal, quando estourou a guerra. “Era um mundo diferente antes de 1914”, relembra ele. “Havia uma sensação geral de segurança que não existe hoje. A pessoa considerava a segurança uma coisa corriqueira.” Quantos hoje consideram a segurança uma coisa corriqueira?

      “Eu estava em Viena, Áustria, quando começou a guerra”, diz Maxwell Friend, hoje com 90 anos. “Ela transformou as pessoas. Tornaram-se muito patriotas e nacionalistas. Muitos ficaram calejados. Lembro-me dos refugiados que afluíram para Viena, procedentes do leste, fugindo de diante do exército russo. Haviam perdido tudo, até mesmo suas lágrimas. Haviam chorado até lhes secar as lágrimas.”

      A guerra e a religião

      Imagine as cicatrizes que ficaram nos que sobreviveram à Primeira Guerra Mundial, uma guerra sem paralelo na história humana. Segundo disse The World Book Encyclopedia: “Na Primeira Guerra Mundial, pela primeira vez na história, a humanidade chegou a conhecer uma guerra total. Populações inteiras das nações em conflito trabalharam para a guerra. Milhões de homens, mulheres e crianças foram mortos.”

      “A Inglaterra foi sangrada até a sua última gota”, diz Ewart Chitty, que se achava em Londres naquele tempo. Na Áustria, “o país inteiro estava coberto de sangue e lágrimas”, segundo descreve Maxwell Friend. Como foram afetados os sobreviventes?

      “Eu acho que durante a Primeira Guerra Mundial muitos dos soldados viram a hipocrisia do clero. Isto os transformou. Muitos perderam o respeito pela religião. Alguns viraram totalmente contra Deus”, recorda Ewart Chitty, que acrescenta: “Quando eu era rapaz, as pessoas em geral se interessavam pela Palavra de Deus, a Bíblia. As pessoas respeitavam a Bíblia. Podia-se falar a respeito dela com qualquer pessoa. Isso começou a mudar após a guerra. Hoje parece que as pessoas se esqueceram totalmente da Bíblia.”

      John Booth, de 78 anos, recorda ter acontecido coisa similar nos Estados Unidos. “As igrejas ficaram muito envolvidas no empenho da guerra”, diz ele. “Todos os pregadores falavam das atrocidades dos alemães e pregavam que a guerra era necessária ‘para tornar o mundo seguro para a democracia’.

      “Todo esse fervor patriótico aborrecia a meu pai, que era sacristão da nossa pequena igreja do interior. Recordo que meu pai ficou triste quando um pregador de uma igreja vizinha foi tirado do púlpito porque se recusou a pregar a favor da guerra.”

      Pessoas de coração honesto em todo o mundo fizeram observações similares. Qual foi o resultado de tal conflagração global? “A guerra de 1914-1918 destruiu a desvanecente autoconfiança da Europa nos méritos de sua própria civilização. Visto que foi travada entre nações cristãs, enfraqueceu o cristianismo mundial.” — Encyclopœdia Britannica.

      Cristianismo ou cristandade?

      Na realidade, o irrompimento da Primeira Guerra Mundial não surpreendeu a todos. Por anos, um pequeno grupo de cristãos zelosos vinha predizendo que eventos dramáticos ocorreriam mundialmente em 1914. Esse grupo era chamado de Estudantes Internacionais da Bíblia, conhecidos hoje como Testemunhas de Jeová.

      “Os Estudantes da Bíblia eram muito bem conhecidos por causa de seus conceitos sobre 1914”, relembra George Hannan, “e foram bastante ridicularizados na primeira metade daquele ano, quando tudo parecia tão pacífico. As pessoas diziam que os Estudantes da Bíblia teriam de ‘levantar seu acampamento de data’ e fixá-lo em outra parte”.

      O repentino início da guerra fez com que muitos se lembrassem das previsões dos Estudantes Internacionais da Bíblia. Na sua revista de domingo, o World de Nova Iorque, de 30 de agosto de 1914, devotou um artigo para os Estudantes da Bíblia. O artigo declarava que “o horrível irrompimento da guerra na Europa tem cumprido uma profecia extraordinária”.

      Por que esperava este pequeno grupo de cristãos agitação, quando as grandes denominações da cristandade foram apanhadas de surpresa? Porque estas testemunhas de Jeová eram fervorosos estudantes da profecia bíblica. A profecia da Bíblia tem muito a dizer sobre a situação neste século 20.

  • Entendendo os eventos desde 1914
    Despertai! — 1981 | 8 de novembro
    • Entendendo os eventos desde 1914

      “QUANDO começou a Primeira Guerra Mundial, foi uma completa surpresa para mim”, diz George Gangas, que tinha 18 anos e morava nessa época na Turquia. “Tinha medo. Não sabia o que aconteceria em seguida. Fui à Grécia, onde pensei que estaria seguro. Mas os Aliados bloquearam o país e causaram uma terrível escassez de alimentos. Não tínhamos quase nada para comer a não ser vagens de alfarroba, ou pão grosseiro feito destas. Ainda me lembro de ter visto um pedaço de pão na rua e corrido para apanhá-lo antes que outro o apanhasse.

      “Mais tarde, fui levado a Paris para construir defesas para os franceses. Eu estava em Paris quando a gripe espanhola assolou e as pessoas morriam como moscas. Ninguém sabia o que era. Não havia remédios. Todos estavam aterrorizados.

      “Naquela época, não entendia o significado da guerra, da fome e da pestilência que eu presenciava. Mais tarde, alguém me mostrou na Bíblia o que tudo isso significava.”

      Se quiser abrir a sua Bíblia, em Mateus, capítulo 24, poderá ver o que se mostrou a George Gangas e a muitos outros. Mateus, capítulo 24, contém uma profecia extensiva, proferida pelo próprio Jesus Cristo, uma profecia que nos habilita a pôr em foco os eventos mundiais desde 1914.

      Conforme o versículo três indica, Jesus fala de eventos que marcarão o tempo de sua presença (ou: “vinda”, Versão Almeida) e o fim deste sistema de coisas (“mundo”, IBB). Acha isso forçado? Por que o seria, se os jornais e as revistas escrevem constantemente sobre a humanidade destruir toda a vida na terra na Terceira Guerra Mundial?

      Observe o primeiro sinal claro de que este sistema de coisas se aproxima de seu fim. “Ouvireis falar de guerras e relatos de guerras; vede que não fiqueis apavorados. Pois estas coisas têm de acontecer, mas ainda não é o fim. Porque nação se levantará contra nação e reino contra reino, e haverá escassez de víveres e terremotos num lugar após outro. Todas essas coisas são um princípio das dores de aflição.” — Mat. 24:6-8.

      Guerra global

      ‘Mas houve muitas guerras desde os dias de Jesus’, talvez objete alguém. É verdade, e deve-se notar que as que ocorreram durante as décadas imediatamente após a profecia de Jesus não eram sem importância; conduziram à devastação de Jerusalém, em 70 E.C. Mas Jesus estava também indicando no futuro uma outra “tribulação”, que seria sem igual. (Mat. 24:22) Como parte das “dores de aflição” que conduziriam a esse evento, travaram-se guerras que influem em toda a terra. — Compare com Revelação 6:1-4.

      Os historiadores são amplamente da opinião de que a Primeira Guerra Mundial foi a primeira em escala global. Comparando a Primeira Guerra Mundial com as grandes guerras anteriores, o historiador cultural Jacques Barzun diz que, nas guerras anteriores, “a ausência das grandes indústrias impossibilitara o envolvimento físico e mental de cada cidadão adulto simultaneamente em toda a Europa”. Na Primeira Guerra Mundial, foi diferente. “Em 1914, Beethoven, Hegel e Goethe teriam estado nas trincheiras.”

      Sim, o mundo mudou realmente em 1914. O que começou então era de grande importância.

      Escassez de víveres, terremotos

      Quando terminou em 1918 a Primeira Guerra Mundial, grande parte da terra arável da Europa estava devastada, o que causou severa escassez de víveres. No ínterim, a China havia sofrido fome em 1916. Calcula-se que três milhões de pessoas morreram em resultado de uma fome que assolou a Rússia em 1921. A escassez de víveres continua a ser um fato trágico da vida no século 20, sendo que milhões morreram recentemente em lugares como a Biafra, o Camboja e Bangladesh. O Conselho Mundial de Alimentação calcula que 50 milhões de pessoas morreram de fome só em 1979.

      Desde 1914, a humanidade foi sacudida por pelo menos 46 terremotos grandes, a maioria dos quais matou milhares de pessoas. É interessante observar que 21 desses terremotos ocorreram desde 1970, sendo que no ano passado ocorreram terremotos terríveis na Argélia e na Itália.

      Será mera coincidência a predição de Jesus de que haveria escassez de víveres e terremotos após uma guerra mundial? Mesmo que Jesus adivinhasse que a guerra mundial seria seguida de fome, como poderia adivinhar que os terremotos aumentariam em freqüência? Como teria ele predito as guerras totais que a tecnologia só poderia tornar possíveis em nosso século?

      Aumento do que é contra a lei

      “Quando cheguei a Nova Iorque em 1928, a pessoa não tinha medo de entrar num elevador com um estranho”, diz George Gangas. “Hoje é diferente. As pessoas têm horrível medo do crime. Vejo avisos nas portas de apartamentos que rezam: ‘Não se dê ao trabalho de arrombar — já levaram tudo.’”

      O aumento do crime não é um problema apenas da cidade de Nova Iorque. A República Popular da China, que outrora afirmava ter eliminado em grande parte o crime, admitiu recentemente que o crime em todo o país atingiu sérias proporções. Um jornal de Londres informa que “os anos da década de 1970 foram marcados na Inglaterra e no País de Gales por um constante aumento de crimes e violência”.

      Isto também foi predito para o período após a Primeira Guerra Mundial. Jesus disse que, “por causa do aumento do que é contra a lei, o amor da maioria se esfriará”. — Mat. 24:12.

      “As pessoas perderam grande parte de seu amor ao próximo”, observa Ewart Chitty, “mas, pior ainda, parece que ultimamente perderam totalmente seu amor a Deus”. Tem o leitor observado a mesma coisa?

      Motivo para esperança

      Naturalmente, só o fato de sabermos que os males do nosso século 20 foram preditos não faz com que sejam mais fáceis de suportar. Mas Jesus não estava interessado em deprimir seus ouvintes com más notícias sobre o futuro. Não, ele tinha uma mensagem positiva. Qual era essa?

      “Quando virdes todas estas coisas”, disse Jesus, referindo-se a guerras mundiais, fomes, terremotos e anarquia, “sabei que ele está próximo às portas”. (Mat. 24:33) Quem está próximo? Jesus estava referindo-se a si mesmo, “o Filho do homem”. (Mateus 24 V. 30) Quão próximo? “Deveras, eu vos digo que esta geração de modo algum passará até que todas estas coisas ocorram.” — Mateus 24 Versículo 34.

      A geração que viu a deflagração da Primeira Guerra Mundial está ficando mais velha ao passo que as condições no mundo se tornam piores cada vez mais rápido. Mas, conforme Jesus predisse, essa geração ‘de modo algum passou’. Só nos Estados Unidos, há ainda mais de 10 milhões de pessoas que têm idade suficiente para terem estado na escola quando começou a Primeira Guerra Mundial. Alguns deles ainda estarão aqui quando chegar o fim deste sistema. — Mat. 24:3.

      Por que é motivo de esperança a iminente “terminação do sistema de coisas”? Porque nosso século 20, dilacerado pela guerra, assolado pela fome, oprimido pelo crime, mostrou de uma vez por todas que este sistema de coisas não funciona. Mesmo com a vantagem da tecnologia, sobre a qual não se sonhava em 1914, o homem revelou ser totalmente incompetente para governar a terra. Deveras, cada vez mais pessoas concordam que, se não se puser fim de alguma forma a este sistema nacionalista mundial, o homem incinerará a terra numa guerra nuclear.

      Com que será substituído este sistema de coisas? Observe o que Jesus prometeu que dirá a seus fiéis seguidores “quando o Filho do homem chegar na sua glória”. “Vinde”, dir-lhes-á, “vós os que tendes sido abençoados por meu Pai, herdai o reino preparado para vós desde a fundação do mundo”. — Mat. 25:31-34.

      Sim, Deus preparou um reino, nas mãos de seu Filho, para que governe esta terra devidamente pela primeira vez desde que Adão e Eva se viraram contra Deus no jardim do Éden. Apropriadamente, pois, esse reino fará a terra retornar ao estado paradísico que foi perdido naquela primeira rebelião. — Gên. 2:15-17; 3:1-24.

      O salmista nos diz profeticamente:

      “Nos seus dias florescerá o justo e a abundância de paz até que não haja mais lua. Pois livrará ao pobre que clama por ajuda, também ao atribulado e a todo aquele que não tiver ajudador. Virá a haver bastante cereal na terra; no cume dos montes haverá superabundância.” — Sal. 72:7, 12, 16.

      Portanto, a resposta à pergunta angustiada ‘Onde vai parar este mundo?’ é encorajadora. Este mundo vai parar à beira da nova ordem que será governada pelo reino de Deus! Aproxima-se rapidamente uma época em que as guerras, as fomes, os terremotos, o crime e a falta de amor, seja a Deus, seja ao próximo, serão uma memória que desvanece.

      Caso deseje saber mais a respeito das maravilhosas promessas de Deus para o futuro próximo, por que não pergunta a qualquer das Testemunhas de Jeová? Há muito mais boas novas que elas se sentirão felizes em lhe dar!

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