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O longo desfile de governos humanosA Sentinela — 1982 | 15 de novembro
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humana, “o mundo inteiro jaz no poder do iníquo”. “O deus deste sistema de coisas tem cegado as mentes” de milhões. As influências satânicas estão manobrando os “reis de toda a terra habitada”. — 2 Coríntios 4:4; 1 João 5:19; Revelação 16:14.
Quando contemplamos o desfile de governos humanos, sua ascensão ao poder e mais tarde seu declínio e queda, todos parecem seguir um padrão similar. Isso induziu peritos a falarem de a história se repetir. Potências mundiais ascendem ao seu apogeu por meio de dedicação objetiva e sacrifícios. Mas, uma vez estabelecidas, esmorecem aos poucos no espírito, e, por fim, dissipam-se em excessos materialistas e imoralidades carnais. Uma vez isso ocorrido, o colapso não demora muito.
O historiador Will Durant reconheceu esse padrão de decadência interna, dizendo: “Tentamos mostrar que a causa essencial da conquista romana da Grécia foi a desintegração da civilização grega de dentro para fora. Nenhuma grande nação jamais foi conquistada até que ela própria se tivesse destruído.” (Parte II de The Story of Civilization, p. 659) A Enciclopédia Mundial do Livro (edição 1978, em inglês) aponta para um fator precursor do colapso, que deveria dar à nossa geração motivo especial de preocupação: “A família é a mais antiga instituição humana. De muitas maneiras, ela é a mais importante. É a unidade básica da sociedade. Civilizações inteiras sobreviveram ou desapareceram, dependendo de se a vida familiar era forte ou fraca.” — Vol. 7, p. 24.
SERÁ QUE A HISTÓRIA SE REPETIRÁ?
O historiador Arnold J. Toynbee disse o seguinte sobre a história se repetir: “Um exame do cenário histórico à luz do conhecimento histórico atual mostra que, até hoje, a história se repetiu cerca de vinte vezes ao produzir sociedades humanas da espécie à qual pertence nossa sociedade ocidental, e mostra também que, com a possível exceção de nossa própria, todos esses representantes das espécies de sociedade chamadas civilizações já estão mortas ou moribundas. Além disso, quando estudamos pormenorizadamente a história dessas civilizações mortas e moribundas e as comparamos umas com as outras, descobrimos indícios do que parece ser um padrão recorrente no desenrolar de seus colapsos, declínios e quedas. Perguntamo-nos hoje, naturalmente, se este capítulo específico da história está destinado a repetir-se em nosso caso. Está esse padrão de declínio e queda por sua vez em reserva para nós também, como um fim do qual nenhuma civilização pode esperar escapar?”
Ele responde então à sua própria pergunta: “Na opinião do autor, a resposta a essa pergunta é enfaticamente na negativa. . . . Não há nada que impeça nossa civilização ocidental de seguir o precedente histórico, se preferir, por cometer suicídio social. Mas, não estamos condenados a fazer com que a história se repita; temos a oportunidade de, por meio de nossos próprios esforços, dar à história, no nosso caso, alguma virada nova e sem precedentes. . . . Que devemos fazer para ser salvos? Na política, estabelecer um sistema cooperativo constitucional de governo mundial. Na economia, buscar acordos praticáveis (variando segundo os requisitos práticos de diferentes lugares e ocasiões) entre a livre-empresa e o socialismo. Na vida do espírito, colocar a superestrutura secular de novo nos fundamentos religiosos. . . . Das três tarefas, a religiosa é, naturalmente, a longo prazo, em muito a mais importante.” — Civilization on Trial (1948), pp. 38-40.
Tipicamente, ele é enfático em pensar que a nossa civilização pode ser diferente e escapar da repetição da história dos governos humanos. Ele escreveu o acima há cerca de 34 anos, baseando sua esperança, quanto à política, nas Nações Unidas, quanto à economia, no acordo entre o capitalismo e o comunismo, e, o mais importante de tudo, numa volta à religião como o fundamento da nossa civilização. Hoje vemos o fracasso em todas as três frentes. As Nações Unidas mostraram-se ineficazes, o acordo entre o capitalismo e o comunismo está mais difícil do que nunca, e a religião encontra-se mais fraca do que nunca.
A história parece estar prestes a repetir-se. Mas, repetir-se-á?
Há outro historiador que se expressou a respeito do governo humano. De fato, escreveu de antemão uma história sobre isso. Escreveu também de antemão sobre um governo justo que sobrevirá à terra. O artigo que se segue considera suas expressões sobre governo.
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A única esperança dum governo justoA Sentinela — 1982 | 15 de novembro
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A única esperança dum governo justo
“E nos dias daqueles reis o Deus do céu estabelecerá um reino que jamais será arruinado.” — Daniel 2:44
A HISTÓRIA revela que muitos governantes das eras passadas eram considerados deuses. Mesmo em nosso século, Stalin e Hiroíto foram assim aclamados. Nenhum de tais chamados deuses esteve à altura da prova bíblica de divindade, a saber, a capacidade de predizer o futuro. Jeová desafia a todos os deuses falsos: “Fazei-nos ouvir até mesmo as coisas vindouras. Contai as coisas que hão de vir posteriormente, para que saibamos que sois deuses.” (Isaías 41:22, 23) Nenhum governante humano jamais foi capaz de predizer o futuro, nem mesmo o futuro do seu próprio governo. Sempre fizeram brilhantes predições quanto a que fariam no poder, mas mostraram-se falsos profetas tantas vezes que as pessoas depositam agora pouca confiança em suas predições.
A Primeira Guerra Mundial foi travada ‘para tornar o mundo seguro para a democracia’. Isso não aconteceu. A Liga das Nações deveria ser ‘a expressão política do reino de Deus na terra’. Não o foi. A Segunda Guerra Mundial visava eliminar do mundo os ditadores. Estes ainda são abundantes. As Nações Unidas deveriam unir nações em cooperação pacífica. Estão divididas em bloco oriental e bloco ocidental, e as nações do Terceiro Mundo são fantoches ao passo que a guerra fria e os conflitos armados assolam. Os governantes do mundo proclamam esperança, mas, na maior parte, produzem desesperança. Suas predições de tempos melhores não se cumprem. Como na antiguidade, assim se dá hoje: “Tratam com negligência as feridas do meu povo, e exclamam: ‘Tudo vai bem! Tudo vai bem!’ quando tudo, vai mal.” (Jeremias 6:14, Centro Bíblico Católico) Não
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