BIBLIOTECA ON-LINE da Torre de Vigia
BIBLIOTECA ON-LINE
da Torre de Vigia
Português (Brasil)
  • BÍBLIA
  • PUBLICAÇÕES
  • REUNIÕES
  • A música governava a minha vida
    Despertai! — 1978 | 22 de janeiro
    • por homens detestáveis, metidos em sua vida particular, mas por maus empresários. Quando ela gravou a música “Travellin’ Light”, de minha autoria, e que vendeu milhões de cópias, tudo o que cada um de nós recebeu foram US$ 75. Não compreendíamos a lei sobre direitos autorais, e, assim, fomos explorados.

      Atuar em filmes também começou a colher seu tributo sobre mim. Começávamos tão cedo quanto possível para captar o máximo de luz solar que o dia pudesse suprir. Daí, entrávamos noite adentro, filmando as cenas noturnas. Para parecer alerta diante das câmaras, eu tomava benzedrina. Então veio a televisão, e os filmes dos espetáculos para TV. Os ensaios eram longos e extenuantes. Não é de admirar que acabei sofrendo de pressão alta.

      Uma Família, e Louis Armstrong

      Por fim, decidi ir para o Havaí, onde, em 1947, conheci Sally. Casamo-nos em fins daquele ano, e tivemos uma filha em 1948. Minha esposa estudava a Bíblia e, embora meu horário de trabalho não me permitisse ser tão diligente quanto ela era em aprender, comparecia às reuniões no Salão do Reino das Testemunhas de Jeová junto com ela. Daí, em 1952, deixei o Havaí a fim de aceitar uma oferta de Louis Armstrong, e passei os seguintes doze anos junto com ele.

      Minha família tentou viajar comigo, mas aquele não era o tipo de vida para ela — fumar maconha, a linguagem suja e as noitadas. Eu alugava um apartamento conjugado, mandava minha esposa e filha fazer compras, e então me trancava e me exercitava com o trombone por cinco ou seis horas. Eu punha toda a minha vida nesse instrumento; ele, e o dinheiro que me trazia, tornaram-se meu deus.

      Com o tempo, fixei-me com minha esposa e filha em Los Angeles, onde compramos uma casa. Na realidade, porém, eu estava ausente a maior parte do tempo, às vezes passando seis ou sete meses numa excursão pela África e outros lugares. Fizemos muitos filmes na Europa. Eu imaginava que, visto que mandava muito dinheiro para casa, tudo estava bem. Todavia, minha família não estava de jeito nenhum interessada em todas essas coisas materiais, queriam-me em casa. Mas eu não conseguia ver isso. Minha filhinha crescia sem quase conhecer seu pai.

      Visto que tal profissão é altamente competitiva, praticava meu trombone constantemente, para manter-me no topo, não raro o dia todo. Eu me tornava cada vez mais infeliz, porque jamais parecia ter tempo para fazer nada mais do que exercitar-me, viajar, tocar e mandar dinheiro para casa. Armstrong era uma boa pessoa com quem trabalhar, e talvez fosse por isso que era mais difícil ver as coisas que mais tarde tive de encarar obrigatoriamente.

      A Sra. Fitzpatrick estudava com Louis sempre que podia entrar em contato com ele. Era difícil fazer isso, mas, ocasionalmente, tocávamos num teatro de Nova Iorque, e ela estudava com Louis, e também comigo, entre os espetáculos. Quando estava tocando em Las Vegas, em fins de 1950, minha esposa me visitou, e imagine só minha surpresa quando soube que ela e a Sra. Fitzpatrick tinham saído juntas na atividade de testemunho! Mais tarde, Ida me perguntou: “Sr. Young, o que está esperando? Com o conhecimento que o Sr. tem das verdades bíblicas, é perigoso não agir de acordo com o que sabe.”

      Toda vez que retornava a Los Angeles, reiniciava meus estudos bíblicos e ia às reuniões junto com minha família. Minha esposa já então se tornara uma Testemunha batizada, e minha filha também estudava. Fiquei impressionado com a bondade que as Testemunhas demonstravam para com Sally e nossa filha, Andrea, sempre passando em nossa casa para ver se tudo estava bem, sabendo que eu estava viajando.

      A Libertação

      Daí, no início de 1964, aconteceu algo que me abalou. Minha esposa fez uma chamada interurbana e disse que estava muito doente. Antes, quando eu queria parar, sempre me ofereciam mais dinheiro. Esta vez não foi exceção. Mas nada então me impediria de ficar perto de meus entes queridos.

      Orei a Jeová Deus, e sei que foi Ele quem me deu a força para libertar-me. Isto não caiu bem perante os financiadores da orquestra. Com efeito, ficaram muito irados. O dinheiro sempre “falou mais alto” comigo antes. Mas, isso não aconteceria mais! A Sra. Fitzpatrick estava tão certa. O que é que eu estava esperando? Tinha deixado de avaliar o provérbio bíblico: “Quanto melhor é obter sabedoria do que ouro! E obter compreensão deve ser preferido à prata.” — Pro. 16:16.

      Voltei rapidamente para Los Angeles, onde comecei a estudar de novo a Bíblia com ardor. Por fim meus olhos realmente se abriram e vi as coisas tolas que fazia, tornando meu trombone e o dinheiro o meu deus! Foi devastador ver como eu tinha quase abandonado minha família. Depois de muita introspeção fui batizado como uma das Testemunhas de Jeová alguns meses depois.

      Sally continuou a piorar e, depois de muitos exames, descobriu-se que estava com câncer. Foi um golpe terrível! Planejávamos voltar para o Havaí, mas o médico insistiu que ela fosse hospitalizada e iniciasse os tratamentos com cobalto. Em agosto de 1964, ela completou a série de aplicações. Quando teve alta hospitalar, eu ainda a levava para exames periódicos.

      Posso honestamente afirmar que essa foi a época mais provadora de toda a minha vida. Fez-me ver quão fútil é a busca de fama e riqueza em comparação com as coisas verdadeiramente importantes na vida. Quando Sally ficou doente, a quem recorri? A Jeová Deus, em oração. Quão contente estou de ter chegado a avaliar que uma relação íntima com ele é mais valiosa do que todas as coisas materiais!

      Mais tarde, levei minha família de volta para o Havaí. Minha esposa se recuperou, e ela ainda passa bem atualmente.

      Mais Feliz do que Nunca

      Já por muitos anos, desde então, tenho minha própria orquestra pequena, e tocamos em um dos maiores hotéis de Honolulu. A música, porém, é agora secundária aos interesses espirituais. Vários membros de minha orquestra aceitaram minha oferta de um estudo bíblico, e um deles é agora Testemunha. Minha filha também está casada com uma Testemunha e é feliz. Eu e minha esposa assistimos regularmente às reuniões congregacionais junto com concristãos, e participamos na obra de testemunho público, falando a outros sobre as grandiosas bênçãos que o reino de Deus em breve trará para a humanidade.

      Raramente deixo Honolulu em relação à minha música, embora tenha tido numerosas ofertas. Aceitei realmente uma solicitação da Divisão de Artes Vivas do Instituto Smithsonian e, em setembro de 1976, fizeram comigo uma entrevista gravada de seis horas sobre a minha vida e carreira.

      Quando rememoro minhas excursões com Louis Armstrong, uma experiência então se sobressai. Foi quando estávamos no Japão, em 1961. Embora não fosse ainda Testemunha, falei perante um grupo de jovens músicos a respeito da atividade cristã das Testemunhas. O que lhes disse caiu em corações apreciativos e, segundo soube mais tarde, vários desses jovens se tornaram Testemunhas.

      Amiúde converso com músicos promissores e insto com eles: “Avaliem os custos.” Se uma pessoa deixa que a música governe sua vida, como certa vez eu deixara, isso poderá arruiná-la. É somente por fixar uma escala correta de valores que podemos alcançar verdadeira felicidade. Quão grato sou de que finalmente consegui fazer isto! — Contribuído.

  • Novos frutos procedentes dos antigos
    Despertai! — 1978 | 22 de janeiro
    • Novos frutos procedentes dos antigos

      Do correspondente de “Despertai!” nas Ilhas Britânicas

      ACHAM-SE disponíveis, hoje, frutas em surpreendente variedade. E que diferença de sabor! Há maçãs ácidas que podem ser descritas como ‘tão ácidas a ponto de acabar com o fio duma faca’, palavras usadas há cerca de dois mil anos atrás pelo naturalista Plínio. Muitas outras variedades de maçãs, porém, são verdadeiro deleite para o paladar, e a escolha da pessoa não se restringe a apenas um punhado. Ora, há mais de cem anos, um livro sobre frutas, publicado nos Estados Unidos, alistava 1.823 variedades diferentes! Todavia, todas elas, com suas caraterísticas distintivas, descendiam de ancestrais comuns. Novos tipos de frutos deveras procedem de variedades antigas. Como se conseguiu isto?

      À medida que os homens ganharam experiência na agricultura, sem dúvida foram mais seletivos nas sementes guardadas para plantio futuro, selecionando as dos maiores cachos de uvas, das maçãs mais doces, das maiores azeitonas e coisas semelhantes. Gradualmente, isto produziu tipos que eram cada vez mais distintos das variedades silvestres.

      O cruzamento deliberado para combinar as caraterísticas desejáveis de diferentes frutas-mães é um passo mais recente. Nem sempre é fácil produzir novos frutos dos antigos, desse modo, conforme descobriu o Professor L. H. Bailey, em fins do século dezenove.

      Bailey cruzou uma abóbora outonal de

Publicações em Português (1950-2026)
Sair
Login
  • Português (Brasil)
  • Compartilhar
  • Preferências
  • Copyright © 2025 Watch Tower Bible and Tract Society of Pennsylvania
  • Termos de Uso
  • Política de Privacidade
  • Configurações de Privacidade
  • JW.ORG
  • Login
Compartilhar