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  • A música — pode ser ameaça?
    A Sentinela — 1983 | 15 de julho
    • de o pai comemorar com “um concerto de música e dança”. — Lucas 15:25.

      PODE A MÚSICA TRANSMITIR UMA FILOSOFIA?

      Nos nossos dias, a música desempenha um papel muito mais insistente na vida diária. Nas últimas décadas, uma vasta indústria mundial se expandiu rapidamente, produzindo anualmente centenas de milhões de discos e fitas cassete. Ao passo que uns cem anos atrás ouvir execuções ao vivo ou tocar um instrumento era o único contato que se tinha com a música, e isso raramente, hoje em dia ouvir música faz parte da vida cotidiana. Portanto, é pertinente a pergunta: Pode a música transmitir uma filosofia? Pode a música influenciar o modo de pensar e de viver duma pessoa?

      Encontra-se uma resposta imediata na propaganda de rádio e de televisão. Muitos anúncios comerciais são acompanhados de música. Assim, com a ajuda da música, o nome do produto é gravado na mente — mesmo na mente das crianças, até as mais novas.

      No antigo Israel, a música era usada de modo similar, mas com um propósito muito mais nobre. Os salmos eram cantados, o que sem dúvida ajudava as pessoas a decorar o texto. Por exemplo, o registro bíblico nos diz que, na inauguração do templo de Salomão, os cantores levitas foram reunidos e também outros “com címbalos e com instrumentos de cordas e harpas . . . e junto com eles sacerdotes no número de cento e vinte tocando as trombetas; e . . . os que tocavam as trombetas e os cantores eram como que um, fazendo um só som ser ouvido em louvor e em agradecimento a Jeová”. Neste caso, a música foi inspiradora e edificante. Serviu para louvar a Jeová. — 2 Crônicas 5:12, 13.

      É provável que naquela ocasião eles estivessem cantando e executando o Salmo 136, e a música certamente os ajudaria a lembrar das palavras. Isso ilustra o ponto de que a música pode transmitir uma mensagem. Pode ser também um meio para a divulgação dum produto ou duma filosofia, ou para a recomendação dum estilo de vida, quer a música venha acompanhada de letra quer não. Isto se dá hoje, quer falemos do estilo da música clássica, quer do da música moderna.

      Por exemplo, a Encyclopaedia Britannica, em sua biografia de Ludwig van Beethoven, “amplamente considerado o maior compositor que já existiu”, declara: “Ele revelou mais vividamente do que qualquer outro de seus predecessores o poder que a música tem de transmitir uma filosofia de vida sem o auxílio dum texto falado.” Sua universalmente famosa Sinfonia Pastoral é um exemplo disso. Transmite claramente o amor de Beethoven pela natureza. Sim, a música pode comover-nos e influenciar nossas emoções.

      Veja outro exemplo nas obras do compositor austríaco Gustav Mahler, atualmente em voga entre os amantes da música clássica. Certo musicólogo falou da “obsessão pela morte” desse compositor e descreveu “a incessante busca para descobrir algum significado na vida que havia de permear a vida e a música de Mahler”. Falando de sua Sinfonia N.º 1, o escritor descreveu seu conteúdo, dizendo: “A alegria da vida é enuviada por uma obsessão pela morte.” Ele prossegue dizendo: “A Sinfonia N.º 2 começa com a obsessão pela morte . . . e culmina numa confissão da crença cristã na imortalidade. . . . O elemento religioso nestas obras é de grande significado.” Portanto, surge agora a questão: Poderiam a confusão religiosa, as obsessões e a neurose de Mahler influenciar o ouvinte?

      Outro caso é A Sagração da Primavera, de Stravinsky. Essa música de balé representa um rito pagão em que uma jovem virgem dança até morrer, para aplacar o deus da primavera. Esse rito, como escreveu certo comentarista, “é aqui expresso em música, cuja característica mais imediatamente impressionante é seu poder rítmico — a força hipnótica e compulsiva de padrões rítmicos”. O efeito é de surpreender e talvez de desinquietar. De fato, “foi projetado para derrubar as convicções européias quanto à tradição musical”.

      Portanto, mesmo a música clássica devia fazê-lo parar e perguntar-se: Será que o contato excessivo com certo tipo de música tende a deprimir-me ou a superexcitar-me? Será que a filosofia do compositor se infiltrará em mim, afetando talvez negativamente o meu modo de pensar? Naturalmente, se a música do compositor não minar a fé no Criador e em Suas grandiosas obras, a influência dele talvez acabe sendo neutra ou até mesmo bem positiva. Por outro lado, é possível ouvir uma música sem nunca saber em que pensava o compositor. Neste caso, o significado, se houver algum, dependerá inteiramente da imaginação do ouvinte.

      Assim, podem tais critérios aplicar-se à música moderna? É edificante ou degradante a música moderna? Poderia constituir uma ameaça à moralidade e à espiritualidade cristãs? Nosso próximo artigo analisará essas e outras questões.

  • Tendências modernas na música — podem elas influenciá-lo?
    A Sentinela — 1983 | 15 de julho
    • Tendências modernas na música — podem elas influenciá-lo?

      POIS bem, que dizer da música moderna — o rock, o punk, o funk, o blues sincopado, o estilo country e todas as diversas outras tendências que se proliferam hoje em dia? Podem elas, acompanhadas ou não de letra, influenciar seu modo de pensar ou minar sua espiritualidade?

      Bill Mullane, ex-músico de rock, de Nova Jersey, EUA, explicou a coisa do seguinte modo: “Quando eu era baixista num conjunto de rock, o efeito todo era físico. O insistente ritmo frenético e o estilo agressivo simplesmente contagiava a gente. Como músico, tornei-me parte disso. Daí, quando notava a platéia corresponder e deixar-se levar pelos mesmos impulsos primitivos, eu queria provocá-la mais. Esse é o tipo de som que é. Ele cativa você.

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