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“Recomendando-nos a toda consciência humana à vista de Deus”A Sentinela — 1973 | 15 de março
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sua conduta e conversa diárias, nas suas atitudes e tratamento para com outros, e no seu emprego e nas suas práticas comerciais. Neste respeito, ‘exercitam-se continuamente para ter a consciência de não ter cometido ofensa contra Deus e homens’. (Atos 24:16) Faz isso? Quais são algumas das coisas que hoje suscitam questões de consciência para os servos de Deus? Quando a apelação para a consciência dos outros exige certas mudanças, precisam eles ter leis, ordens ou regulamentos específicos para induzi-los a fazer tal mudança? Deixamos as respostas a estas perguntas para o próximo número da Sentinela.
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Qual é o conceito cristão sobre o dançar?A Sentinela — 1973 | 15 de março
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Qual é o conceito cristão sobre o dançar?
MUITAS são as novas danças desenvolvidas em anos recentes pela era da música de “rockn’ roll”. Elas tendem a durar pouco tempo e são logo substituídas por outras. Embora alguns prefiram as danças rápidas, outros gostam das mais vagarosas, em que o homem e a mulher dançam juntos, segurando-se um ao outro. Entre os jovens de alguns países ficaram populares as danças sincopadas chamadas “sem tocar”, em que os parceiros não se tocam, mas fazem uma variedade de movimentos. Em vista desta quantidade desconcertante de danças hoje em dia, o cristão talvez se pergunte: Qual é o conceito correto sobre o dançar à luz da Bíblia?
No antigo Israel dançava-se na maior parte em grupos, especialmente as mulheres. Quando os homens participavam na dança, evidentemente formavam grupos separados. Não há menção direta de se misturarem os sexos nas suas danças.
A Palavra de Deus não contém nenhuma condenação direta do dançar. Quando havia desaprovação divina para os que dançavam, como no caso dos israelitas que dançavam diante dum bezerro de ouro, o errado era a idolatria associada com a dança, embora possa ter havido também o fator do descontrole nesta dança. Tal idolatria e dança causavam desonra a Jeová. — Êxo. 32:1-35.
Entre as antigas nações pagãs eram comuns as danças de fertilidade. Eram danças que se destinavam a estimular as paixões sexuais tanto dos participantes como dos espectadores. Os cananeus faziam danças de roda em torno dos seus ídolos e postes sagrados, em homenagem às forças da fertilidade. A adoração de Baal era acompanhada por danças selvagens, desenfreadas.
Avançando no tempo, encontramos nas Escrituras Gregas Cristãs a menção da dança sem indício de desfavor. De fato, Jesus Cristo contou uma parábola em que se menciona a dança como parte duma ocasião alegre. Quando o filho pródigo voltou para casa, seu pai alegrou-se e preparou uma celebração. Nesta festa houve danças. (Luc. 15:25) É evidente que o Filho de Deus não desaprovou o dançar em si mesmo; senão ele não o teria mencionado como parte duma celebração meritória.
Mas, como deve o cristão encarar as danças modernas em todas as suas variedades? Deus, na sua Palavra escrita, estabeleceu princípios que devem guiar o cristão em todos os seus caminhos. A luz destes princípios, as coisas importantes a considerar são os motivos e os objetivos das próprias danças, os movimentos dos corpos dançantes e as idéias que tais movimentos dão aos participantes e observadores.
DANÇAR “SEM TOCAR”
Em quase todas as danças do tipo “rockn’ roll”, por parte dos jovens, os parceiros não se tocam. Muitos acham que o twist deu início a este tipo de dança. Um entrevistador da revista Look relatou há algum tempo atrás:
“As danças características de nossa nova era de folia são todas variações do twist. . . . Os dançantes não se tocam, nem se falam. . . . Cada um faz a charada em ação exigida pelo nome da dança. . . . Parecem-se como se os seus corpos estivessem gritando.
“‘É uma espécie de rito de fertilidade, destinado a combater a esterilidade da vida moderna’ disse um jovem estudante de medicina quando pedido para explicar o estilo de dançar de sua geração. Mas, trata-se da magia da fertilidade sem contato corporal. . . . Uma estudante de enfermagem . . . disse: ‘É como que sexual . . . todos estes corpos sacolejando, mas sem se tocar.’”
Embora as danças de rock variem consideravelmente, os movimentos de algumas delas são similares aos das danças de fertilidade, e o efeito pode ser o mesmo. Ao ponto em que alguma dança moderna imite os gestos eróticos de alguma dança pagã, ela é vedada para os cristãos pelos princípios bíblicos, visto que a Palavra de Deus adverte contra a “conduta vergonhosa” e as “coisas que não são decentes”. (Efé. 5:4) A Palavra de Deus aconselha às mulheres vestir-se de maneira modesta e ter “conduta casta”, princípios que também se aplicam à conduta dos homens. (1 Ped. 3:1, 2; Tito 2:4, 5; 1 Tim. 2:9) Muitas das danças de rock “sem tocar”, porém, dificilmente são modestas ou castas.
É importante lembrar-se de que não é necessário haver contato físico para que se suscite a paixão das pessoas. Meramente observar os movimentos dos dançantes já pode incitar as paixões. Especialmente os homens ficam muito afetados de modo erótico pelo que observam. Este é o motivo pelo qual quase toda a pornografia é vendida a homens. Portanto, uma mocinha talvez nem se dê conta de que dançar mesmo sem tocar pode estimular enormemente o rapaz, mas pode fazê-lo.
Quando se trata duma dança rápida de rock, na qual a atenção se fixa na parte do corpo em que se localizam os órgãos sexuais, a moça talvez pense que isto é inofensivo. Mas ela pode realmente expor-se a dificuldades. Talvez pense que não está acontecendo nada, mas as paixões do rapaz talvez sejam incitadas e ele talvez queira a moça de maneira sexual.
Portanto, a moça deve pensar na espécie de atração que o rapaz talvez sinta por ela. Sente-se atraído a ela só por causa do estímulo sexual que recebeu dela? Mas ele poderá obter este prazer de muitas outras moças ou mulheres que se vestem com roupa apertada, sacolejam os quadris e fazem diversos gestos eróticos. Portanto, a moça terá de perguntar-se: Quero atrair o homem só nesta base? Ou quero a espécie de homem que gosta de mim pelo que sou, pelo meu modo de falar e pelas coisas que acho importantes na vida? Estou interessada na espécie de homem que se agrada em fazer algo para mim, ou apenas naquele que gosta de mim pelo que pode obter de mim?
Alguns cristãos talvez se agradem de dançar; mas, quando alguma dança envolve comportamento imodesto ou e sexualmente sugestiva (salientando movimentos eróticos dos seios ou dos quadris), então é sábio evitá-la, em vez de se pensar que se deve acompanhar os outros. (Rom. 12:2) Alguns talvez se riam de sua pessoa se não acompanhar os outros, mas o importante é que tenha uma boa consciência para com Deus. — 1 Ped. 4:3, 4.
EFEITO DA MÚSICA
Outra coisa a considerar é o efeito de algumas das músicas sincopadas. A respeito da música sincopada, a revista High Fidelity disse:
“Não é de se admirar que os pais fiquem contrariados com o rock — o sexo é a pedra angular da mística de rock, . . . ‘Vamos passar a noite juntos’ exortam os Stones, e seu agente diz cinicamente: ‘A música pop é a respeito do sexo e é preciso afrontá-los com ela.’ Isto suscita a pergunta perturbadora de quanto de tudo isso é para alcovitar os desejos físicos acordantes dos adolescentes?”
Os que dançam ao som de tal música talvez digam que não prestam atenção às palavras duma canção; ‘só dançam’. Mas, se as palavras forem imodestas ou imorais, ou à beira disso, tais pensamentos ainda se fixam nas mentes juvenis. De fato, os dançantes amiúde sabem repetir as palavras que professam não escutar. Mas não são apenas as palavras de tal música sincopada que às vezes ultrapassa dos limites da modéstia; é o efeito da música.
Recentemente, uma pesquisadora da Comissão Sobre Pornografia, do Presidente dos Estados Unidos, fez um estudo sobre o que incita os sentimentos sexuais das moças. Esta autoridade, a Sra. Patrícia Schiller, encontrou no seu estudo que as moças ficam amiúde estimuladas sexualmente pela música de “rockn’ roll”, especialmente quando estão com rapazes. Ela disse: “A música, por influenciar as emoções das moças para suscitar amor e afeição, serve freqüentemente de catalizador para o amor e assim de estímulo para a provocação sexual na fêmea adolescente. . . . A música traz estes sentimentos à tona.” — Post de Denver, 23 de julho de 1971.
De modo que os cristãos jovens precisam ter cuidado quanto à música de dança. Visto que as moças e mulheres, mais do que os homens, são influenciadas pelo que ouvem, este conselho é especialmente importante para elas. A música sincopada que estimula sentimentos apaixonados ou incita ao descontrole desenfreado é algo que se deve evitar sabiamente se se quer ter a aprovação de Deus.
OUTRAS DANÇAS
Que dizer, então, das danças convencionais, mais vagarosas, em que os parceiros seguram um ao outro? Neste caso se salienta amiúde mais a graça do movimento. Os casados muitas vezes gostam de tal espécie de dança. O marido e a mulher que “bailam” juntos por muitos anos talvez tirem muita satisfação e prazer da aplicação de sua perícia nestas danças, ao passo que usufruem a companhia um do outro.
Mas, visto que os não casados também podem estar envolvidos neste tipo de dança “achegada”, surge a pergunta quanto até que ponto precisam ter cautela. O Dr. Fritz Wittels, médico, ilustrando por que este é um forte potencial de perigo moral, comenta no seu livro Os Hábitos Sexuais das Mulheres Americanas (Sex Habits of American Women):
“A idéia da dança do salão de baile . . . é dar a duas pessoas de sexo oposto a oportunidade de estar e ficar por um tempo mais perto um do outro do que nossos hábitos sociais permitiriam de outro modo. . . . A música sincopada de dança não tem sido favorável para com a prolongação da virgindade.”
‘Mas não é isto ir a extremos?’ perguntarão alguns. É interessante notar que a revista Times Magazine, de 18 de junho de 1972, mencionou a respeito da vagarosa
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