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  • A fascinante floresta
    Despertai! — 1973 | 8 de dezembro
    • declara a Bíblia: “Jeová Deus fez assim brotar do solo toda árvore de aspecto desejável e boa para alimento.” (Gên. 2:9) Depois de passar algum tempo na floresta, em companhia dos animais ou de um lenho que arde, depois de respirar o rico ar da floresta e experimentar sua paz, renova-se a nossa convicção de que apenas Deus pode criar uma árvore.

  • O espelho musical do Havaí
    Despertai! — 1973 | 8 de dezembro
    • O espelho musical do Havaí

      Do correspondente de “Despertai!” no Havaí, EUA

      FECHE simplesmente os olhos e escute os lindos acordes de uma música havaiana e sua mente visualizará as Ilhas dos Mares do Sul, situadas num mar azul-celeste, com palmeiras inclinadas, praias coralinas brancas, ondas gigantescas e o brando povo polinésio. Mas, para o havaiano nativo, a reflexão mental vai muito mais longe. Sua música é um espelho da história de suas ilhas.

      O antigo havaiano “cantava” quando tinha algo a dizer que achava não poder ser expresso de qualquer outra forma adequada. Decantava suas orações, bem como as serenatas à sua amada e as cantigas de ninar para seus filhos. Havia cânticos sobre os valentes, as tragédias da guerra e até mesmo profecias. Com efeito, para quase toda ocasião diária, havia um cântico. Por meio de tais declamações musicais, a história e outros assuntos importantes ficaram na memória e foram transmitidos de uma geração para outra. Os chefes havaianos mantinham cantores especiais para celebrar seus nomes em cânticos e proclamar sua linhagem.

      Que som tinha está música antiga? Não era de jeito nenhum como a música moderna do Havaí. Para o ouvido ocidental, era um tanto monótona, devido à sua limitada escala tonal — amiúde tinha só dois ou três tons.

      O havaiano usava a palavra mele, que literalmente significava “poesia”, quando falava dos cânticos. Mas, através da influência e associação estrangeiras, mele veio a se tornar sinônimo de “cântico”. Assim, as músicas havaianas, como era característico da poesia antiga, usam linguagem altamente figurada. Por exemplo, as músicas que parecem descrever coisas tais como flores ou lugares talvez sejam, em realidade, referências a pessoas e a emoções.

      Tipos de Cantigas

      Estas cantigas ou poemas foram divididas em duas classificações gerais: “mele oli” (cantigas sem acompanhamentos) e “mele hula” (as acompanhadas com ritmo).

      As cantigas desacompanhadas consistiam em baladas, orações, profecias, endechas e músicas seculares de menos importância. Este tipo de cantiga exigia muito bons pulmões, habilidade vocal natural, e excelente controle de fôlego para sustentar as frases incomumente longas. Mantinha-se o diapasão num nível geral, exceto nos lugares naturais de respirar, e no fim da frase usualmente havia ligeiro trinado. A “mele oli”, ou cantiga sem acompanhamento, dificilmente é ouvida hoje; é uma arte moribunda, que apenas poucos conhecem.

      A “mele hula”, por outro lado, se caracterizava por forte swing rítmico. Às vezes o executante usava apenas seu corpo e suas mãos ao apresentar um poema. Outras vezes, usava uma variedade de instrumentos rítmicos também. Esta cantiga acompanhada de ritmo era a precursora da moderna hula.

      A antiga hula era considerada arte tão refinada que havia muitos tabus relacionados a ela, para impedir sua dessacração. Os que esperavam tornar-se membro da liga da hula viviam numa escola de hula, sob regulamentos estritos, suportando rigoroso treino até se formarem da liga.

      Antigos Instrumentos Musicais

      Alguns dos instrumentos musicais do antigo Havaí ainda são usados hoje. Havia apenas um instrumento de cordas principal — o “ukeke” — mas tinha dois estilos.

      O ukeke comprido era uma faixa achatada de madeira flexível montada com duas cordas de fibra de coco, com cravelhas para afiná-las nos devidos tons, no intervalo de segunda ou de quarta. O outro estilo tinha uma terceira corda afinada em terceira. Ambos os tipos de instrumento eram usados por colocar as cordas superiores junto à boca e cantar ou sussurrar em contraste com os instrumentos, ao passo que, ao mesmo tempo, movia os dedos sobre as cordas.

      Um dos mais estranhos instrumentos da antiga orquestra era a flauta do nariz. Era feita de uma junta de bambu com um buraco para o nariz de um lado, e dois buracos para os dedos na ponta do outro lado. Outro estranho instrumento de sopro parecia com uma primitiva ocarina. Era feito de uma cabaça furada com três buracos; uma era colocado no nariz, para se soprar, e os outros eram obstruídos com os dedos.

      A seção de percussão brilhava de tanta variedade! Havia toda sorte de tambores feitos de cascos de coco, madeira e cabaças. Usualmente eram cobertos nas pontas com couro de tubarão bem esticadinho. Notável entre eles era um tambor ‘pahu’, introduzido do Taiti durante os séculos doze e treze. Era feito dum é coco oco ou dum tronco de fruta-pão. A parte inferior era lindamente esculpida, e a cavidade superior era recoberta com pele de tubarão. Este tambor ainda é usado hoje, junto com o pequeno tambor de coco.

      Mas, como foi que esta poesia entoada e a dança ímpares, com sua limitada variedade tonal, tornou-se a música melodiosa e saltitante do Havaí hodierno?

      Influência da Música Estrangeira

      A transição da antiga música para a nova seguiu de perto os passos da primeira visita que os europeus fizeram a estas ilhas, em 1778. Dentro de pouco tempo, os homens dos navios baleeiros e dos grupos missionários fizeram grandes incursões dentro da cultura havaiana. Os marinheiros visitantes tinham um repertório tão variado quanto suas nacionalidades, e os havaianos amantes da música rapidamente adotaram as músicas, tornando-as suas próprias. Muitos favoritos dos Mares do Sul da atualidade vieram de melodias básicas destes primitivos visitantes.

      Também, estes primitivos visitantes adaptaram muitas das antigas cantigas havaianas. Por exemplo, uma das favoritas havaianas de todos os tempos, Hole Waimea, é uma antiga mele transposta para a música moderna. Há também o assustadoramente belo refrão Waipio, assim chamado devido a um lindo vale, mas que era originalmente uma cantiga antiguíssima.

      Na década de 1820, os missionários começaram a formar um alfabeto para a língua havaiana oral. Logo introduziram a escala de oito tons e começaram a ensinar hinos e simples canções folclóricas a seus estudantes ansiosos. Muito embora no antigo Havaí se desconhecesse a harmonia, foi rapidamente aprendida, e muito bem. Os havaianos são extremamente peritos na parte do tenor, considerada por muitos compositores como a mais difícil de executar.

      No século dezenove, o jovem músico alemão, Henry Berger, veio ao Havaí, a convite de Kamehameha V, tornando-se o músico da corte e professor de música para os membros da família real. Organizou a agora famosa em todo o mundo Banda Real Havaiana, que, até os dias de hoje, recebe regularmente os transatlânticos com músicas e danças havaianas no cais. Também dá um “aloha” para os passageiros, que significa adeus, boas-vindas, ou amor, quando eles partem.

      Durante e após os dias da influência de Berger, aumentou um tremendo tesouro de publicações musicais que era verdadeiramente música havaiana, como é conhecida hoje. Vários dos monarcas dos dias de Berger mostraram grande talento musical, entre eles o último monarca reinante do Havaí, a Rainha Lilioukalani. A mais querida e a mais conhecida música havaiana, Aloha Oe, foi composta por ela.

      A música para essa canção foi inspirada numa velha balada. Mas, a letra nostálgica ocorreu a Lilioukalani, depois de testemunhar uma despedida entre um jovem oficial do exército do rei e uma jovem nativa no rancho Maunawili, em Waimanalo, Oahu, em 1878. Ela mesma transcreveu a inteira música para à partitura musical. Berger a arranjou e, sob sua batuta, a Banda Real Havaiana tocou-a em São Francisco, em 1883. Ganhou imediata popularidade.

      Instrumentos Modernos e Popularidade

      Na última metade do século dezenove, os havaianos já se haviam tornado especialmente amantes da guitarra. Em 1886, relatou-se: “Tocam-na como instrumento de solo, com tal ternura e suavidade que bem diz da delicadeza de seus sentimentos.” Também, a guitarra minúscula de quatro cordas, a ukulele, tocou no coração dos havaianos graças a um imigrante português que a trouxe a estas paragens em 1879.

      Os portugueses chamavam o ukulele de “cavaquinho”, que significava “pequena lasca de madeira”. Mas, por causa da forma saltitante em que era tocado, os imaginativos havaianos logo mudaram seu nome para “ukulele”, que significa “pulga saltitante”. Embora originalmente se pensasse ser apenas instrumento de acompanhamento, hoje em dia há vários virtuoses que tocam o ukulele como instrumento de solo, tocando tudo com ele, desde a hula até os clássicos. É tão querido no Havaí que é comum se ver escolares tocando um ukulele ao andarem pela rua.

      Mas, há um instrumento que foi puro produto do engenho havaiano — a guitarra de aço. Na década de 1890, um estudante da Escola de Kamehameha, Joseph Kekuku, enquanto tocava uma antiga guitarra, comprimiu as costas dum pente contra as cordas ao dedilhá-las e ouviu pela primeira vez o tom indescritivelmente belo da guitarra de aço que tem sido identificado como o próprio som do Havaí desde então.

      A popularidade da música havaiana começou a tomar conta do mundo durante a Primeira Guerra Mundial. Discos fonográficos são uma das melhores publicidades do Havaí. Pois quem ainda não ouviu discos dos apelantes clássicos havaianos, Na Lei O Hawaii, Blue Hawaii, Little Grass Shack, Sweet Leilani, ou o mui lindo Cântico Matrimonial havaiano?

      Através dos anos, a história dos havaianos — seus feitos, seu amor à criação, e suas emoções — sobreviveu para gozo de todo o mundo. A música que faz lembrar os dias idos continua a chegar até nós, deixando um reflexo que será constantemente renovado toda vez que se ouve a música do Havaí.

  • Transfusões de sangue ou água do mar
    Despertai! — 1973 | 8 de dezembro
    • Transfusões de sangue ou água do mar

      NO NÚMERO de março de 1970 da revista Let’s Live (Deixem-nos Viver), foi publicado um artigo do Dr. Giovanni Boni e o Dr. Pierre Lafarge, em que falam “da relação ímpar entre o corpo e seu sangue”. Daí, os médicos declaram que houve longo processo de lavagem cerebral para fazer as pessoas crerem que podem “ignorar seguramente esta relação ímpar e crer que uma transfusão do sangue de outrem seja mesmo possível”.

      Depois de admitir que as publicações médicas “concordam plenamente sobre os perigos das transfusões de sangue”, os médicos afirmam: “Não se pode deixar de perguntar a si mesmo como é que tal prática tão perigosa irracional e ‘primitiva’ ainda é continuada hoje, e é, de certo modo, imposta.” Perguntam: “Por que arriscar-se inutilmente quando acha-se disponível uma alternativa?” Qual é a alternativa que recomendam?

      Passam a dizer: “Esta alternativa consiste em realizar transfusões com um fluido absolutamente inofensivo, perfeitamente aceito pelo corpo, fácil de encontrar e fácil de estocar, e que é tão vivo quanto o sangue que corre em nossas veias. Falamos da ‘água do mar’.” Explicam isto como sendo a água do mar natural, especialmente coletada e processada. “Em França, é usada mui extensivamente (até nos hospitais do Exército) e é chamada Plasma de Quinton.”

      Relatando uma experiência feita por R. Quinton nos laboratórios dum famoso fisiólogo francês, os médicos relatam: Um cão “foi sangrado até ficar ‘pálido’ por meio da artéria femural, isto é, se continuou a sangria até que parou espontaneamente”. De imediato, injetou-se “água do mar” no cão. Embora o animal ficasse extremamente fraco e não conseguisse mover-se, 21 horas depois “o cão já corria dum lado para o outro”. Depois de uma semana, o animal estava ‘ativíssimo e vivaz’, na realidade, muito mais do que antes da experiência.” Cinco anos depois, o cão ainda estava bem vivo.

      Os médicos preferem a água do mar natural processada do que uma solução salina. Crêem que há certo elemento de diferença entre as duas que “foge ao nosso sistema de medição”. Indicam que a composição sangüínea “é surpreendentemente similar à da ‘água do mar’”. É óbvio que há alternativas para as perigosas transfusões de sangue.

  • Transfusão de sangue — “pecado” biológico
    Despertai! — 1973 | 8 de dezembro
    • Transfusão de sangue — “pecado” biológico

      O DR. Charles P. Bailey, e um dos mais destacados cirurgiões de coração aberto dos EUA e está ligado ao Hospital S. Barnabé de Nova Iorque. A Associação Médica Estadunidense lhe concedeu uma medalha de ouro no verão setentrional de 1971 por sua reconstrução duma válvula cardíaca com tecido da coxa do paciente.

      Numa entrevista com um membro da equipe editorial de Despertai!, o Dr. Bailey teceu as seguintes observações interessantes:

      “O sangue é um órgão líquido. Quando é sangue de outra pessoa, sua administração envolve os muitos problemas de rejeição biológica, que, a longo prazo, têm derrotado o transplante de coração e de outros órgãos.

      “Visto que as células do sangue normalmente são destruídas em sessenta dias, e a transferência do conteúdo líquido é ainda mais rápida, uma transfusão de sangue é um transplante temporário ou transiente de um órgão líquido. Deveras esta é sem dúvida a razão de sua aceitação geral num tempo em que o transplante de órgãos é considerado experimental.

      “No entanto, temos ainda de considerar que administrar uma transfusão de sangue é, em certo grau, um ‘pecado’ biológico. Na prática comum, o risco de hepatite depois duma única transfusão de sangue é superior a 5 por cento, porcentagem que se pode estabelecer. Com transfusões múltiplas, é correspondentemente maior. Os perigos da incompatibilidade e de danos aos rins resultantes de transfusões, embora muito reduzidos, jamais podem ser abolidos, não importa quão cuidadosa seja a ‘equalização’ do sangue. Há outros riscos, inclusive a transmissão de doenças tais como a sífilis, a malária e certos parasitos do sangue, que não se pode impedir totalmente por nossos atuais métodos de classificação.

      “Por estes motivos e outros relacionados a nossos problemas específicos, nós, em S. Barnabé, usamos tão pouca substituição de sangue quanto possível ao realizar operações de coração aberto ou de coração fechado. Por usarmos uma técnica hemostática extremamente cuidadosa e por usarmos expansores do plasma, é quase sempre possível ‘conseguir levar’ um paciente cooperador por tais processos sem recorrer ao sangue.”

      Incidentalmente, o Dr. Bailey verificou que as testemunhas de Jeová, como pacientes, respondem bem a estas medidas terapêuticas para cirurgia.

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