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  • Belém
    Ajuda ao Entendimento da Bíblia
    • de pés ligeiros, foi sepultado ali, depois de ser morto pelo poderoso Abner. — 2 Sam. 2:18-23, 32.

      Apesar de estar situada num local central, numa das estradas principais, e em boa posição militarmente (visto situar-se em elevada altitude e ter sido construída num local que dominava uma serra de calcário), e embora fosse a cidade natal de Davi, Belém não foi escolhida para ser a capital de Davi. Não foi senão no reinado de Roboão, filho de Salomão, que Belém foi mencionada diretamente de novo, como estando incluída entre as cidades fortificadas por aquele rei. (2 Crô. 11:5, 6) Perto de Belém, o restante do povo deixado em Judá, depois da queda de Jerusalém diante de Babilônia, fez uma parada, antes de prosseguir na descida para o Egito. (Jer. 41:17) Homens de Belém achavam-se entre os que voltaram de Babilônia após o exílio. — Esd. 2:21; Nee. 7:26.

      Conforme observado anteriormente, Belém não estava alistada entre as cidades de Judá nos relatos das divisões tribais; embora os livros da Bíblia a mencionem em relação a certos indivíduos, não parece ter sido, de outros modos, uma cidade destacada, nem tinha grande população — era uma “aldeia” quando Jesus estava na terra. (João 7:42) Por isso, o profeta Miquéias, em sua profecia messiânica, em Miquéias 5:2, podia referir-se a Belém Efrata como “pequena demais para chegar a estar entre os milhares de Judá”. Todavia, sua profecia mostrava que a pequena Belém gozaria da honra singular de ser a cidade de onde viria o Messias. O povo judeu entendia esta profecia como significando que o Messias, ou Cristo, nasceria naquela cidade e procederia dela (João 7:40-42), crença também expressa pelos principais sacerdotes e escribas. — Mat. 2:3-6.

      Assim, embora Maria ficasse grávida em Nazaré da Galiléia, ela deu à luz Jesus em Belém da Judéia, a fim de cumprir a profecia divina. (Luc. 1:26-38; 2:4-7) Isto significou uma viagem que, pelas estradas atuais, abrange uma distância de cerca de 145 km, percorrendo uma região montanhosa.

      Algum tempo depois do nascimento de Jesus, quando seus pais moravam, não num estábulo, mas numa casa, Belém foi visitada por alguns astrólogos orientais, que procuravam a “criancinha”. (Mat. 2:1-12) Embora a ação divina impedisse que a visita deles trouxesse a morte para o menino Jesus, a cidade de Belém e o território vizinho sofreram a perda de todas as crianças do sexo masculino com menos de dois anos de idade, assassinadas sob as ordens do Rei Herodes. (Mat. 2:12, 16) O escritor inspirado citou aqui a profecia de Jeremias 31:15 como se aplicando, de modo que Raquel (cujo túmulo jazia perto de Belém, e cujos filhos, mediante Benjamim, tinham sido, através da história israelita, apoiadores leais da dinastia davídica) é efetivamente representada como erguendo-se e chorando a perda destas criancinhas assassinadas. — Mat. 2:17, 18.

  • Belial
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    • BELIAL

      [inutilidade; vocábulo composto de belí, “não, sem” e de yá‘al, “valor, utilidade, proveito”]. A qualidade ou estado de ser inútil, degradado, imprestável. O termo hebraico beliyá‘al é aplicado a idéias, a palavras e ao conselho (Deut. 15:9; Sal. 101:3; Naum 1:11), a circunstâncias (Sal. 41:8), e, mais freqüentemente, a homens imprestáveis da espécie mais baixa. Por exemplo, aos homens que induzem à adoração de outros deuses (Deut. 13:13); aos de Benjamim que cometeram o crime sexual em Gibeá (Juí. 19:22-27; 20:13); aos filhos iníquos de Eli (1 Sam. 2:12); ao insolente Nabal (1 Sam. 25:17, 25); aos opositores do ungido de Deus, Davi (2 Sam. 20:1; 22:5; 23:6; Sal. 18:4); aos inconstantes associados de Roboão (2 Crô. 13: 7); aos conspiradores de Jezabel contra Nabote (1 Reis 21:10, 13); e aos homens em geral que provocam contendas. (Pro. 6:12-14; 16:27; 19: 28) Haverá um fim completo de tais criaturas, pois Jeová promete: “Não mais passará por ti nenhum imprestável. Certamente será decepado na sua inteireza.” — Naum1:15; veja também 1 Samuel 1:16; 10:27; 30:22; Jó 34:18.

      Na época em que se reiniciou a escrita da Bíblia, no primeiro século, “Belial” foi usado como nome para Satanás. Assim, quando Paulo escreveu, em 2 Coríntios 6:15, em sua série de contrastes paralelos, “que harmonia há entre Cristo e Belial?”, a conclusão usualmente tirada é de que “Belial” é Satanás; a Pesito siríaca assim traduz tal trecho.

  • Belsazar
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    • BELSAZAR

      (ou, Baltazar) [Acad., Belsharusur; Bel proteja o rei]. O primogênito de Nabonido, e co-regente de Nabonido nos últimos anos do Império Babilônico. Ele é mencionado no relato bíblico apenas pelo profeta Daniel, e, durante muito tempo, sua posição como “rei de Babilônia” foi negada pelos críticos da Bíblia. (Dan. 5:1, 9; 7:1; 8:1) No entanto, a evidência arqueológica, na forma de textos antigos, já demonstrou vigorosamente, desde então, a historicidade do relato da Bíblia.

      Existe certa evidência histórica que indica que Belsazar, ou Baltazar, era filho de Nabonido com sua esposa Nitócris, uma das filhas de Nabucodonosor. Ser Belsazar assim um neto de Nabucodonosor se harmonizaria com as referências bíblicas a Nabucodonosor como sendo o “pai” de Belsazar (o termo “pai” sendo também usado para significar avô), e a Belsazar como sendo “filho” (também usado para o neto) de Nabucodonosor. (Dan. 5:11, 18, 22; compare seu uso em Gênesis 28:10, 13.) Esta não só era uma prática bíblica, mas também era um costume neobabilônico. (Inscrições assírias se referem a certos reis como ‘filhos’ de seus predecessores, embora não fossem realmente parentes consangüíneos.)

      Uma tábua cuneiforme, datada como sendo do ano de ascensão ao trono de Neriglissar, que seguiu Amel-Marduque (Evil-Merodaque) no trono babilônico, refere-se a “Belsazar, o principal oficial do rei”, em conexão com uma transação financeira. Há peritos que crêem que isto se refere ao Belsazar da Bíblia, destarte indicando que ele alcançou certa proeminência mesmo antes de Nabonido ascender ao trono. Tal conexão não é, contudo, de forma alguma segura.

      Em 1924, publicou-se a decifração de um antigo texto cuneiforme descrito como “Um Relato Persa em Versos, de Nabonido”, e, por meio dele, vieram à luz valiosas informações que corroboram claramente a posição régia de Belsazar em Babilônia, e explicam a maneira como se tornou co-regente de Nabonido. A respeito da conquista de Tema por Nabonido, em seu terceiro ano de regência, parte do texto reza: “Ele confiou um campo a seu filho mais velho, primogênito; as tropas da terra, enviou junto com ele. Ele liberou sua mão; ele lhe confiou a realeza. Daí, ele mesmo [Nabonido] empreendeu uma campanha distante; o poder da terra de Acade avançou junto com ele; em Tema, no meio da terra oriental, fixou sua face.” Assim, Belsazar exercia definitivamente a autoridade real desde o terceiro ano de Nabonido, e este evento corresponde provavelmente à referência de Daniel ao “primeiro ano de Belsazar, rei de Babilônia.” — Dan. 7:1.

      Em outro documento, a Crônica de Nabonido, a declaração: “O rei (estava) na cidade de Tema. O filho do rei, os príncipes (e) suas tropas (estavam) na terra de Acade [Babilônia]”, é repetida com respeito ao sétimo, ao nono, ao décimo e ao décimo primeiro anos de regência de Nabonido. Inexiste o registro a respeito dos anos intermediários e dos anos posteriores de Nabonido, mas é evidente que ele passou grande parte de seu reino longe de Babilônia, e, ao passo que não abdicara de sua posição como supremo regente, confiou a autoridade administrativa a seu filho, Belsazar, para agir durante sua ausência. Isto se torna evidente por meio de vários textos recuperados dos antigos arquivos, que provam que Belsazar exercia prerrogativas reais, expedindo ordens e comandos. Os assuntos tratados por Belsazar em certos documentos e ordens eram aqueles que seriam normalmente cuidados por Nabonido, como supremo regente, caso estivesse presente. No entanto, Belsazar continuava sendo apenas o segundo regente do império e, assim, podia oferecer a Daniel torná-lo apenas “o terceiro no reino.” — Dan. 5:16.

      Esperava-se que aqueles que detinham o poder soberano em Babilônia fossem exemplares em reverenciar os deuses. Há seis textos cuneiformes a respeito dos eventos, desde o quinto até o décimo terceiro ano do reinado de Nabonido, que demonstram a devoção de Belsazar às deidades babilônicas. Como rei em exercício, na ausência de Nabonido, Belsazar é apresentado, nos documentos, como oferecendo ouro, prata e animais aos templos em Ereque e Sipar, destarte portando-se num modo coerente com sua posição real.

      Na noite de 5-6 de outubro de 539 A.E.C. (calendário gregoriano, ou 11-12 de outubro, juliano), Belsazar celebrou grande festa em honra de mil de seus grandes, conforme relata o capítulo 5 de Daniel. (Dan. 5:1) Babilônia achava-se então ameaçada pelas forças sitiantes de Ciro, o Persa, e seu aliado, Dario, o Medo. Segundo o historiador judeu, Josefo (que, por sua vez, cita o babilônio Beroso), Nabonido se enfurnara em Borsipa, depois de ter sido derrotado pelas forças medo-persas no campo de batalha. Se assim for, isto deixaria Belsazar como o rei em exercício na própria Babilônia. A realização de uma festa quando a cidade estava em estado de sítio não é tão incomum, quando se recorda que os babilônios consideravam, confiantemente, as muralhas da cidade como sendo inexpugnáveis. Os historiadores Heródoto e Xenofonte também declaram que a cidade possuía suprimentos abundantes dos itens necessários e, por isso, não se preocupava com a escassez. Heródoto descreve a cidade como demonstrando um espírito festivo naquela noite, com danças e a busca de prazeres. — Compare com Daniel 5:2-4.

      Belsazar não sobreviveu àquela noite, sendo morto quando a cidade caiu, na noite de 5-6 de outubro de 539 A.E.C., quando, segundo a Crônica de Nabonido, “as tropas de Ciro, sem lutar, entraram em Babilônia”. (Dan. 5:30) Em sua história, Xenofonte (c. 434 — c. 355 A.E.C.) também liga a morte de Belsazar com a captura efetiva de Babilônia. Com a morte de Belsazar e a rendição aparente de Nabonido diante de Ciro, chegou ao fim a dinastia iniciada por Nabopolassar e seu filho, Nabucodonosor, e, junto com ela, o domínio dos regentes semíticos sobre a Mesopotâmia. — Veja Ciro; Nabonido.

  • Benaia
    Ajuda ao Entendimento da Bíblia
    • BENAIA

      [Jah edificou]. Filho de um sacerdote principal levita chamado Jeoiada, e pai de pelo menos dois filhos, Amizabade e Jeoiada. (1 Crô. 27:5, 6, 34) Benaia era poderoso guerreiro de grande valor e coragem, e ‘se distinguia ainda mais do que os trinta’ homens poderosos das forças de Davi, embora ‘não chegasse à categoria dos três.’— 2 Sam. 23:20-23.

      Benaia demonstrou sua bravura de modo triplo: por abater dois dos poderosos heróis de Moabe, por descer intrepidamente numa cova d’água e matar um leão, e por transpor excepcionais desvantagens para matar um gigante egípcio com a lança da própria vítima. (1 Crô. 11:22-24) Davi colocou esse homem corajoso como cabeça de sua guarda pessoal. (1 Crô. 11:24, 25) Os queretitas e os peletitas, encabeçados por Benaia, permaneceram leais ao rei durante as rebeliões de Absalão e Adonias.

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