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Escute as palavras de Daniel para os nossos diasA Sentinela — 1969 | 15 de novembro
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a quem serviriam. Sadraque, Mesaque e Abednego responderam sem hesitação: “Ó Nabucodonosor, neste respeito não temos necessidade de te replicar qualquer palavra. Se for preciso, nosso Deus, a quem servimos, poderá salvar-nos. Ele nos salvará da fornalha de fogo ardente e da tua mão, ó rei. Mas, se não, seja do teu conhecimento, ó rei, que não é a teus deuses que serviremos e que não é a tua imagem de ouro que erigiste que adoraremos.” — Dan. 3:16-18.
19. (a) O que devem hoje fazer os cristãos que querem passar a prova da integridade? (b) Que recurso se apresenta hoje a nós amiúde, que não havia para os três hebreus? (c) Que exemplo hodierno de fidelidade semelhante à dos três hebreus temos?
19 O que se ordenara a estes homens fazer era obviamente adoração. Nos nossos dias, a questão não é tão clara, tão bem definida, mas existe em alguma forma. A fim de passarem a prova fielmente em nossos dias, os verdadeiros cristãos devem igualmente decidir seu proceder de antemão. Qual é a sua posição com respeito às imagens do Estado e os hinos que elogiam nações? Os três hebreus fiéis tiveram de comparecer perante a imagem de Nabucodonosor, mas hoje em dia, os cristãos dedicados podem muitas vezes tomar medidas para evitar que fiquem em situação difícil. Todavia, quando esta não pode ser evitada e os servos de Deus se vêem confrontados com a escolha entre a idolatria e a fidelidade a Jeová, os verdadeiros cristãos precisam ser tão intransigentes como Sadraque, Mesaque e Abednego, não importa quão terrível seja a ameaça, se se negarem a curvar-se em transigência para com outros deuses. Em certo país africano, há alguns anos atrás, um grande grupo de cristãos estava pacificamente reunido em congresso, quando entraram soldados armados e os levaram a um cercado do governo, para ali serem espancados, insultados e torturados até que concordassem em fazer continência diante dum emblema do Estado. Parecia que a questão era fazer a continência ou morrer! Os que se mantiveram firmes, confiando em Jeová, foram ricamente abençoados por ele. Foram libertos dos atormentadores, assim como se deu com as testemunhas fiéis de Jeová nos dias de Daniel. — Êxo. 20:4, 5; 1 Cor. 10:14.
20. O que aconteceu depois de os três hebreus terem sido lançados na fornalha de fogo ardente?
20 Depois que aqueles hebreus haviam sido lançados vivos na fornalha de fogo ardente, Nabucodonosor viu algo amedrontador. De fato, Daniel conta que Nabucodonosor se levantou depressa e disse aos seus funcionários reais: “Não foram três os varões vigorosos que lançamos amarrados no meio do fogo? . . . Eis que estou vendo quatro varões vigorosos andando livres no meio do fogo e sem nenhum dano para eles, e a aparência do quarto é semelhante a de um filho dos deuses.” (Dan. 3:24, 25) Chegou então o mais perto que pôde da porta da fornalha de fogo ardente e chamou: “Sadraque, Mesaque e Abednego, vós servos do Deus Altíssimo, saí e vinde para cá!” — Dan. 3:26.
21. De que modo resultou a fidelidade dos três hebreus num grande testemunho para todos os espectadores?
21 Quando saíram, todos puderam ver que o fogo não tivera poder sobre os seus corpos e que nenhum cabelo da sua cabeça fora chamuscado, e até mesmo a sua roupa — ora, não havia nela nem mesmo o cheiro do fogo! Sua fidelidade sob prova resultou em ser um grande testemunho para todos os espectadores lá naquele tempo, e até mesmo para o rei, o qual, evidentemente abalado por esta experiência, foi induzido a dizer: “Bendito seja o Deus de Sadraque, Mesaque e Abednego, que enviou seu anjo e salvou seus servos que confiaram nele, e que mudaram a própria palavra do rei e entregaram seus corpos, porque não quiseram servir e não quiseram adorar nenhum deus exceto o seu próprio Deus. . . . não há outro deus que possa livrar assim como este.” — Dan. 3:28, 29.
22. (a) Mostre de que modo a questão básica é hoje a mesma que nos dias de Daniel. (b) Qual é o proceder sábio a adotar, visto que a maioria dos servos de Deus terão de passar por provas?
22 Iguais a estes homens, as testemunhas de Jeová, hoje em dia, não podem transigir. Em alguns países precisam pregar às ocultas as boas novas do Reino. Em outros se reúnem secretamente para se fortalecerem para a obra adiante. Embora sejam cristãos que acatam a lei, quando confrontados diretamente com alguma questão que envolve a integridade a Jeová, não podem curvar-se diante do capricho ou dos ditames de regentes nacionalistas. O povo de Jeová, atualmente, se vê confrontado com a mesma questão como a no tempo de Daniel: ‘A quem é que adora?’ Tais provas virão mais cedo ou mais tarde sobre a maioria dos servos de Deus, e, dos que tiverem feito resolutamente sua decisão com antecedência, pode-se esperar que se mostrem fiéis. Melhor é fazer essa decisão agora, do que adiá-la até que se veja confrontado com alguma prova. Quão oportuno é o registro sobre o proceder destes homens fiéis da antiguidade! Quão encorajador é hoje para os servos fiéis de Deus ver o resultado provido por Jeová Deus para os que se negam a adorar outros deuses!
SONHO PROFÉTICO DA ÁRVORE
23. Que sonho teve Nabucodonosor mais de oito anos antes de morrer, e o que disse Daniel na interpretação?
23 Certa noite, Nabucodonosor, mais de oito anos antes de morrer, teve um sonho amedrontador. Quando todos os sacerdotes-magos de Babilônia não puderam dar-lhe a interpretação, convocou-se Daniel à presença imperial, e o poderoso regente mundial lhe disse: “Dize-me as visões do meu sonho que vi e a sua interpretação.” (Dan. 4:9) O sonho era a respeito duma imensa árvore que um anjo do céu mandara cortar. O toco dela foi cintado com ferro e cobre e teve de ficar assim entre a relva do campo até que passassem sobre ele “sete tempos”. O anjo na visão dissera: “Mude-se-lhe o coração daquele do gênero humano e dê-se-lhe um coração de animal, e passem sobre ele sete tempos.” Mas, qual era o significado deste sonho? Mostraria a sua interpretação ser igualmente amedrontadora para o Rei Nabucodonosor? Escute as palavras de Daniel: “A árvore que viste . . . és tu, ó rei.” — Dan. 4:10-22.
24, 25. (a) O que havia de acontecer a Nabucodonosor, e por quê? (b) Em que ocasião se cumpriu nele o sonho da árvore, e como?
24 Imagine como isso deve ter aumentado o interesse de Nabucodonosor, ao passo que escutava atentamente a explicação seguida de Daniel. Daniel revelou que ele havia de ser expulso de seu trono para o campo, para comer capim, como os touros. Mas, igual àquele toco de árvore cintado com duas bandas, seu reino lhe seria preservado até que tivesse passado “sete tempos” em tal estado degradado. Somente então lhe voltaria o juízo e ele se veria obrigado a confessar que o Deus Altíssimo rege como supremo e dá o reino da humanidade a quem Ele quiser dá-lo. Um ano depois, o sonho cumpriu-se em Nabucodonosor enquanto ele andava sobre o seu palácio real, olhando para a cidade magnífica e para uma das “Sete Maravilhas do Mundo Antigo”, os jardins suspensos de Babilônia. Quão enaltecido se sentiu ao observar toda essa glória! Disse jactanciosamente: “Não é esta Babilônia, a Grande, que eu mesmo construí para a casa real com o poderio da minha potência e para a dignidade da minha majestade?” — Dan. 4:29, 30.
25 Nabucodonosor mal acabava de falar estas palavras, quando uma voz do céu anunciou que se cumpriria nele então o sonho da árvore! Naquele mesmo instante foi tomado de loucura e saiu ao campo para comer capim como um touro e ficar ali por sete anos. Ao fim daquele período voltou-lhe o entendimento, e ele deu então louvor ao Deus Altíssimo, em vez de dá-lo a si mesmo. Aquele sonho e seu cumprimento direto em Nabucodonosor foram proféticos, estendendo-se até o século vinte.
26. (a) Com a destruição de Jerusalém em 607 A. E. C., que transferência de domínio ocorreu? (b) O que foi representado pela árvore e pelo toco cintado?
26 Quando Nabucodonosor destruiu o reino típico de Israel, de Deus, houve uma transferência do domínio para a vitoriosa potência mundial gentia. Os governos gentios haviam de reger a terra, então, sem qualquer interferência da parte do reino de Jeová Deus, nem mesmo de modo típico, até que se passassem “sete tempos”. A árvore, que representava o domínio mundial exercido pelo reino de Deus, foi cintada e seu toco deixado no solo. Isto simbolizava que Aquele que originalmente exercia domínio mundial não o abandonaria para sempre. Ser o toco cintado assegurava que a árvore não estava morta e que seu toco se destinava a brotar novamente.
27. (a) O ‘que foi simbolizado pela conduta demente de Nabucodonosor? (b) O que mostram as Escrituras sobre quanto tempo duraram os sete tempos proféticos, estendendo-se até que período?
27 Em sentido profético, o reino de Deus permaneceria durante os “sete tempos” de regência gentia em condição rebaixada, como aquele toco de árvore. A conduta demente, animalesca, de Nabucodonosor durante o período de sete anos literais que se passaram para ele representava que os governantes gentios se comportariam de maneira animalesca durante o tempo de seu domínio mundial. As Escrituras mostram que a duração dos “sete tempos” de regência gentia foram um período de 2.520 anos, estendendo-se desde 607 A. E. C. até 1914 E. C., sim, até o nosso século vinte!
28. O que ocorreu no fim dos sete tempos simbólicos, e por que permite Jeová que as nações ainda continuem por mais algum tempo?
28 Em 1914, Deus removeu as bandas em volta da árvore simbólica e suscitou o Senhor Jesus Cristo, revestindo-o do domínio mundial. O reino de Deus rege agora! É somente por causa da longanimidade de Jeová que as potências gentias ainda permanecem, pois, ele poderia ter eliminado as nações nos anos que se seguiram logo após o restabelecimento de seu reino. Quer o reconheçam quer não, as nações gentias regem hoje apenas pela tolerância de Deus. Jeová permite que continuem por mais alguns anos, para que as pessoas semelhantes a ovelhas, de todas as nações, possam sair deste sistema de coisas antes de seu fim no Arrnagedom.
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Esmiuçadas todas as nações em nossos dias pelo Reino de DeusA Sentinela — 1969 | 15 de novembro
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Esmiuçadas todas as nações em nossos dias pelo Reino de Deus
“Nos dias daqueles reis o Deus do céu estabelecerá um reino que jamais será arruinado. . . . Esmiuçará e porá termo a todos estes reinos, e ele mesmo ficará estabelecido por tempo indefinido.” — Dan. 2:44.
1. A respeito de que avisou Deus ao Rei Nabucodonosor, e por que meio?
JEOVÁ avisou Nabucodonosor no segundo ano de seu reinado como regente mundial, ou em 606-605 A. E. C., que ele encabeçaria a marcha das potências mundiais, que prosseguiria por 2.520 anos, a partir do outono de 607 A. E. C. Deus revelou também a Nabucodonosor que ele, por fim, esmiuçaria todas as nações da terra por meio de Seu reino. Fez isso por dar ao rei de Babilônia um sonho de que este não se pôde lembrar ao acordar, mas o terror do sonho esquecido ainda persistia. Ele convocou os magos e outros sábios para lhe interpretarem o sonho. Quando não lhe puderam dizer qual era o sonho, muito menos ainda a interpretação dele, o rei enfurecido emitiu um decreto no
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