BIBLIOTECA ON-LINE da Torre de Vigia
BIBLIOTECA ON-LINE
da Torre de Vigia
Português (Brasil)
  • BÍBLIA
  • PUBLICAÇÕES
  • REUNIÕES
  • A “árvore” cuja queda abala o mundo
    A Sentinela — 1977 | 15 de novembro
    • A “árvore” cuja queda abala o mundo

      “Hei de fazer as nações tremer diante do ruído da sua queda, quando eu o fizer descer ao Seol com os que descem ao poço, e na terra lá embaixo serão consoladas todas as árvores do Éden, as mais seletas e as melhores do Líbano, todas as que bebem água.” — Eze. 31:16

      1. Por que pode a derrubada de determinada árvore causar sentimentos de tristeza?

      NÓS, humanos, podemos afeiçoar-nos a uma árvore. Emocionado com tal sentimento para com uma mera árvore, certo poeta lançou as seguintes palavras de protesto ao homem armado dum machado, dizendo: “Lenhador, poupe esta árvore! Não toque em nenhum galho dela! Na mocidade, ela me abrigou, e eu vou protegê-la agora.” Uma árvore majestosa, plenamente desenvolvida na sua magnificência, pode causar admiração a muitos daqueles que a vêem. A beleza das árvores despertou a alma do poeta para proferir as palavras: “Acho que nunca verei um poema tão lindo como uma árvore. . . . Poemas são feitos por tolos tais como eu, mas apenas Deus pode fazer uma árvore.” Por causa do apego de coração a tal obra de Deus, a derrubada de determinada árvore pode causar sentimentos de tristeza.

      2. Quanto à adoração de árvores que perguntas faremos bem em fazer a nós mesmos?

      2 A adoração de árvores não é incomum na terra. A insistência de celebrantes religiosos em que uma árvore sempre-verde, vistosamente decorada e brilhantemente iluminada, assinale a celebração em 25 de dezembro de cada ano cheira a tal adoração de árvores. Já por milhares de anos há uma “árvore” que tem atraído a admiração de todo o mundo da humanidade. Sua atitude e suas ações para com ela mostram que essas pessoas são adoradores dessa “árvore” de destaque mundial. A fria descrença e a ávida curiosidade talvez nos induzam a perguntar: De que “árvore” se trata? Será que eu a adoro?

      3. Por que acha a humanidade que esta “árvore” nunca cairá?

      3 É uma “árvore” antiga, que já tem mais de 4.200 anos de idade. De modo que pôde ser descrita e comentada há mais de dois milênios e meio. De escritos antigos podemos obter uma boa descrição desta árvore, já estabelecida por tanto tempo e tão profundamente arraigada na nossa terra, que a humanidade acha que ela nunca cairá, de modo algum. A seguinte é a descrição dela:

      4, 5. Segundo Ezequiel 31:3-9, o que contribui para a lindeza sem igual desta “árvore”?

      4 “Cedro do Líbano, bonito de galho, tendo mata que oferece sombra, e de alta estatura, de modo que a sua copa veio a estar entre as nuvens. Foram as águas que fizeram que se tornasse grande; a água de profundeza fez que crescesse alto. Ela [a água de profundeza] foi com os seus rios em volta do lugar em que estava plantado; e [a água de profundeza] enviou seus canais a todas as árvores do campo. Por isso é que cresceu mais alto na sua estatura do que todas as outras árvores do campo.

      5 “E seus galhos se multiplicavam e seus ramos continuavam a ficar mais compridos por haver muita água nos seus cursos de água. Todas as criaturas voadoras dos céus faziam seus ninhos nos seus galhos e todos os animais selváticos do campo tinham cria debaixo dos seus ramos, e todas as nações populosas moravam à sua sombra. E veio a ser bonito na sua grandeza, no comprimento da sua folhagem, porque o conjunto das suas raízes mostrou estar sobre muitas águas. Os outros cedros não se lhe igualavam no jardim de Deus. Quanto aos juníperos, em nada se assemelhavam com respeito aos seus galhos. E os próprios plátanos não se lhe mostravam iguais em ramos. Nenhuma outra árvore no jardim de Deus assemelhava-se a ele na sua lindeza. Bonito foi como o fiz na abundância da sua folhagem, e todas as outras árvores do Éden que estavam no jardim do verdadeiro Deus o invejavam.” — Eze. 31:3-9.

      6. Por que não pode o homem levar o crédito pelo plantio dos cedros do Líbano?

      6 A República do Líbano tem estado muito nas notícias mundiais, nos últimos anos, mas os cedros dos montes do Líbano são famosos já por milênios. (Veja Juízes 9:15.) Nenhum homem plantou aqueles altos e largos cedros ali. Os cedros já estavam neste lugar antes de a confusão das línguas humanas, na Torre de Babel, espalhar os construtores dela em todas as direções, a partir da antiga Babilônia, sobre o rio Eufrates, no segundo século após o dilúvio global. O Criador do céu e da terra leva o crédito pela plantação daqueles cedros. Por isso, o Salmo 80:10 fala deles como sendo “os cedros de Deus”, e o Salmo 104:16 os chama de “os cedros do Líbano que [Jeová] plantou”.

      7. De que modo falou Deus sobre o lugar do cedro e significava isso que o Paraíso havia sido restabelecido na terra?

      7 Dizer-se que estes cedros, junto com os juníperos e os plátanos, estavam no Éden e no “jardim de Deus” não quer dizer que o jardim do Éden fosse restabelecido após o dilúvio dos dias de Noé, em 2370 A. E. C. Antes, o lugar deste cedro específico era tão lindo, tão edênico, tão semelhante ao lar original do homem, que era semelhante ao “jardim de Deus”. A palavra hebraica para “jardim” (gan) significa, basicamente, um “lugar cercado ou fechado”; e lembramo-nos de que o “jardim do Éden” original tinha uma passagem “ao oriente do jardim”, pela qual os desobedientes Adão e Eva foram expulsos e onde Deus postou os querubins, “para guardar o caminho para a árvore da vida”. — Gên. 3:24.

      8. Onde diz Ezequiel 28:11-14 que se achava o rei do porto libanês de Tiro, e por quê?

      8 Nos dias da profecia de Ezequiel, a terra do Líbano, famosa pelos cedros, era tão bela, que Ezequiel foi inspirado a dizer ao rei de Tiro (porto do Líbano): “Vieste a estar no Éden, jardim de Deus. . . . Tu és o querubim ungido que cobre, e eu te constituí. Vieste a estar no monte santo de Deus.” (Eze. 28:11-14) Bem apropriadamente, pois, no sétimo século A. E. C., este especialmente “bonito” cedro-do-líbano era mencionado como estando no Éden, no “jardim de Deus”. Portanto, estava numa situação altamente favorecida, com boas possibilidades.

      SEU SIGNIFICADO EM 1977 E. C.

      9. Em vista do que se diz sobre quem mora à sombra deste “bonito” cedro do Líbano, o que é representado por ele?

      9 Nós, os que somos dos tempos modernos, não estamos tão interessados nas coisas de há mais de 2.500 anos, como estamos especialmente nas dos nossos dias, nas coisas que se relacionam conosco e que nos afetam. Portanto, será que esta árvore ‘bonita’, este “cedro do Líbano”, representa algo no cenário moderno? Como podemos saber isso com exatidão? Ora, por um lado, a profecia diz que não só as aves pousavam nos seus extensos galhos e os animais selváticos tinham cria debaixo dele, mas que “todas as nações populosas moravam à sua sombra”. Também: “[Eu, Jeová,] hei de fazer as nações tremer diante do ruído da sua queda.” (Eze. 31:6, 16) Estas palavras têm conotações políticas. Indicam que este erguido “cedro do Líbano” representa algo político. E representa mesmo!

      10. Em harmonia com o seu significado político a quem se dirige a profecia a respeito do “cedro do Líbano”?

      10 Mesmo a antiga aplicação da profecia de Ezequiel torna certo que o “cedro do Líbano” representa algo político. A quem se dirigia a profecia lá naquele tempo? Ezequiel nos informa, dizendo: “E aconteceu mais, naquele décimo primeiro ano [607 A. E. C.], no terceiro mês [o mês primaveril de sivã], no primeiro dia do mês [cinco dias antes da festa de Pentecostes], que veio a haver para mim a palavra de Jeová, dizendo: ‘Filho do homem, dize a Faraó rei do Egito, e à sua massa de gente: “A quem viestes assemelhar-te na tua grandeza? Eis! Um assírio, cedro do Líbano, bonito de galho, tendo mata que oferece sombra, e de alta estatura, de modo que a sua copa veio a estar entre as nuvens.”’” — Eze. 31:1-3.

      11. O que foi indicado pela comparação de Faraó e sua massa de gente com “um assírio”?

      11 Ah! Aqui está! “Faraó, rei do Egito, e . . . sua massa de gente” foram comparados ao extraordinariamente alto cedro de galhos longos, num monte do Líbano. Disse-se também que se pareciam a “um assírio”, mas a parte principal da profecia é dirigida ao “cedro do Líbano” e ao que acontece com ele, em vez de ao “assírio”. A comparação deles com “um assírio” dá a idéia duma grande força militar e política. Até vinte e cinco anos antes da profecia de Ezequiel, o Império Assírio havia sido a potência mundial daqueles dias e havia eclipsado o Império Egípcio, a anterior potência mundial da profecia bíblica. Até mesmo havia ocupado parte do território egípcio. Mas então, nos dias do profeta Ezequiel, o Egito foi o principal combatente contra o Império Babilônico, a nova potência mundial, a Terceira Potência Mundial. Portanto, a comparação de Faraó e de sua massa de gente com “um assírio” indica que, mesmo então, o Egito era um fator político que ainda tinha de ser tomado em conta por Babilônia.

      12. De que modo era o Egito, mesmo nos dias de Ezequiel, ainda como alto e sobranceiro “cedro do Líbano”?

      12 Até mesmo no tempo de Ezequiel, o governo judaico de Jerusalém havia apelado para o Egito em busca de ajuda militar contra a expansão do império de Babilônia. (Eze. 17:7-17) Não há dúvida de que o Egito ainda exercia influência internacional. (Jer. 37:5-7) De modo que Faraó rei do Egito, e sua massa de gente ainda eram como uma alta estrutura político-militar, que atingia uma altura superior aos cedros-do-líbano, os quais podem atingir a altura de trinta metros ou mais. Igual a um cedro-do-líbano que estende seus ramos inferiores tão longe, que faz com que o cedro mais alto pareça agachado, o Egito daquele tempo até mesmo desafiou Babilônia e ofereceu sombra a nações que escolheram aliar-se à terra do Nilo, passando a estar sob a proteção de seus extensos ramos de ajuda militar. O Egito parecia “bonito de galho” às nações aflitas lá naquele tempo, as quais preferiam a aliança com o Egito a sujeitar-se a Babilônia, poder que Jeová Deus então estava usando como seu instrumento para executar o furor divino.

      13, 14. Atualmente, representa o “cedro do Líbano” o Egito dos nossos tempos, ou o quê? Em que base bíblica?

      13 Isto era tudo muito interessante e emocionante há uns dois milênios e meio, mas que dizer de hoje? Certamente, a profecia a respeito do “cedro do Líbano” não pode ser ajustada ao Egito dos dias atuais, agora ocupado pela República Árabe do Egito, sob controle muçulmano. Concordamos que a profecia não pode ser aplicada assim hoje. Especialmente não porque a Bíblia inspirada não a aplica assim. Portanto, o que é hoje este magnificamente “bonito” cedro do Líbano? Que ou quem é agora representado por Faraó rei do Egito, e sua massa de gente, no nosso século vinte? O que é hoje o simbólico “cedro do Líbano”, cuja queda em breve abalará o mundo?

      14 A “árvore” condenada simboliza algo que hoje não é reconhecido de modo geral. O quê? Um Egito espiritual! Recorrendo agora ao último livro da Bíblia Sagrada, encontraremos ali, em Revelação 11:8, que o inspirado apóstolo João escreveu: “E os seus cadáveres jazerão na rua larga da grande cidade que em sentido espiritual se chama Sodoma e Egito, onde também o seu Senhor foi pendurado numa estaca.” Aquele que é chamado “seu Senhor” é o Senhor Jesus Cristo, e aqueles cujos cadáveres jazem expostos na rua larga da cidade são os seguidores ou discípulos fiéis de Cristo. Em Revelação 11:3, esses discípulos do Senhor Jesus Cristo são chamados de “minhas duas testemunhas”, que são mortos por pregarem uma mensagem sombria e impopular às nações.

      15. Que objeção há à aplicação do termo “Egito”, em Revelação 11:8, à terra literal do Egito?

      15 Em que “grande cidade” foram mortas essas “testemunhas” hodiernas e ficaram seus cadáveres expostos à vergonha pública? Não na capital do Egito moderno. Jesus Cristo, o “Senhor” dessas testemunhas, certamente não foi pendurado numa estaca no Egito do primeiro século, pois, Revelação 11:8 diz que as “testemunhas” do Senhor foram mortas e expostas no mesmo lugar em que ele foi pendurado numa estaca, no ano 33 da nossa Era Comum. Somos ajudados a entender isso quando notamos que a “grande cidade” é simbólica e que ela “em sentido espiritual se chama Sodoma e Egito”. De modo que isso exclui a cidade literal de Sodoma, que não mais existia então, e também a terra literal do Egito, que então estava sujeita ao Império Romano. Portanto, em sentido espiritual, onde foi o Senhor Jesus Cristo pendurado numa estaca e seus verdadeiros discípulos foram mortos e expostos?

      16, 17. Portanto, em que simbólica “grande cidade” foi o Senhor Jesus Cristo pendurado numa estaca?

      16 Ora, uma “cidade” é uma organização política, e uma “grande cidade” seria uma grande organização política, um grande sistema governamental. A antiga Sodoma era certa vez uma organização política, e o antigo Egito era uma terra com um poderoso sistema político, o qual o constituiu por séculos na Primeira Potência Mundial da profecia bíblica. Por conseguinte, o que é chamado de Egito, “em sentido espiritual”, deve ser o sistema mundial de domínio político, a estrutura política de domínio pelo homem, por meio de governos feitos pelos homens. E foi no meio de tal “grande cidade” que o Senhor Jesus Cristo “foi pendurado numa estaca” lá em 33 E. C., fora da cidade de Jerusalém. O mundo da humanidade é parte integrante deste sistema de coisas. Portanto, Jesus Cristo foi pendurado numa estaca neste mundo, que apóia este sistema de coisas. Concordemente, ele disse aos seus discípulos:

      17 “Enquanto eu estiver no mundo, sou a luz do mundo.” (João 9:5) “Se o mundo vos odeia, sabeis que me odiou antes de odiar a vós. Se vós fizésseis parte do mundo, o mundo estaria afeiçoado ao que é seu. Agora, porque não fazeis parte do mundo, mas eu vos escolhi do mundo, por esta razão o mundo vos odeia.” — João 15:18, 19.

      18. Como se harmoniza a morte de Jesus, qual cordeiro sacrificial, em certo dia, com a idéia de ele ter sido pendurado numa estaca no Egito espiritual?

      18 Não no Egito literal, do qual fora tirado quando menino, mas no que é chamado Egito “em sentido espiritual” Jesus Cristo foi sacrificado como “o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo”. (Mat. 2:13-21; João 1:29, 36) Não foi por mero acaso que o Senhor Jesus Cristo foi sacrificado qual Cordeiro de Deus no dia da Páscoa de 33 E.C. Por que não? Porque havia sido prefigurado pelo cordeiro sacrificado pelos israelitas no primeiro dia de Páscoa, do ano 1513 A. E. C., lá no antigo Egito. Os egípcios que não sacrificaram um cordeiro pascoal, nem aspergiram o sangue dele nas ombreiras de suas portas, perderam seus primogênitos de homem e animal. Isto levou Faraó a soltar os israelitas da escravidão, a fim de saírem como povo livre e liberto.

      19. Portanto, de que são libertos os discípulos de Cristo, correspondendo à libertação de Israel do antigo Egito?

      19 Naquela libertação antiga do povo escolhido de Jeová, o que foi representado pela terra do Egito? Também, o que foi retratado por Faraó e sua massa de gente? A terra do Egito, atacada pelas pragas, representava o existente sistema mundano de coisas, e Faraó e sua massa de gente retratam os fatores governantes deste sistema. Foi em tal “Egito espiritual” que “Cristo, a nossa páscoa, já tem sido sacrificado. Conseqüentemente, guardemos nós [discípulos de Cristo] a festividade”. (1 Cor. 5:7, 8) Em plena harmonia com esta verdade, o Egito, do qual os discípulos fiéis do Cordeiro Jesus Cristo são libertos, é o atual sistema mundano de coisas. Por isso é que se diz aos discípulos de Cristo, em Gálatas 1:3, 4: “Que tenhais benignidade imerecida e paz da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo. Ele se entregou pelos nossos pecados, a fim de nos livrar do atual sistema iníquo de coisas.”

      20. Então, o que é representado pelo “cedro do Líbano” em nossos dias, e quando começou isso?

      20 O que concluímos disso corretamente? Que o “cedro do Líbano”, o qual nos dias do profeta Ezequiel representava “Faraó rei do Egito, e . . . sua massa de gente”, representa hoje algo maior. Retrata o sistema mundial de coisas em que os fatores governantes, políticos, regem todas as nações da terra. Embora comparado a um cedro, que deu inveja a todas as outras árvores na terra edênica do Líbano, o atual sistema de coisas não foi plantado por Jeová Deus, o qual plantou aquelas árvores sempre-verdes na literal terra do Líbano, que naquele tempo era como “o jardim de Deus”. Conforme mostra o registro do Plantador, a Bíblia Sagrada, o simbólico “cedro do Líbano”, político, teve seu começo na terra nos dias do poderoso caçador Ninrode, fundador do primeiro império babilônico, no segundo século depois do dilúvio dos dias de Noé. Assim como Ninrode, bisneto de Noé, se rebelou contra a soberania universal do Deus de Noé, Jeová, assim o simbólico “cedro do Líbano” tampouco reconhece a soberania do Deus Altíssimo, mas a desafia. — Gên. 10:8-12; 1 Crô. 1:8-10.

      21. Que proceder popular têm adotado as nações do mundo para com o “cedro do Líbano”?

      21 Usando os recursos humanos à sua disposição, quais águas de profundeza, tem procurado enaltecer-se acima de Jeová Deus, como que erguendo sua copa até dentro das nuvens. Tem multiplicado seus galhos e estendido seus ramos, a fim de exercer domínio sobre todo o “escabelo” de Deus, a terra. (Isa. 66:1; Mat. 5:35) Sob a sua estrutura robusta, todos os governos constituídos pelos homens, sim, “todas as nações populosas”, passaram a estabelecer sua morada, até o dia de hoje. (Eze. 31:4-6) No decorrer do tempo, até mesmo a nação de Israel, que Jeová Deus plantara na Terra Prometida da Palestina, foi tentada a seguir o proceder dessas nações mundanas, para o seu grande prejuízo. Mas, nesta adoção do proceder popular, tem havido uma exceção. Qual é? Queremos fazer parte dela e obter benefícios eternos, ou queremos imitar o proceder de “todas as nações populosas”? Precisamos agora de ajuda para fazer a escolha certa!

  • Saia de debaixo daquela árvore ‘bonita’
    A Sentinela — 1977 | 15 de novembro
    • Saia de debaixo daquela árvore ‘bonita’

      1. Como têm invejado as nações, semelhantes a árvores aquele “cedro do Líbano”?

      IGUAL ao “cedro do Líbano”, descrito por Jeová no capítulo trinta e um da profecia de Ezequiel, a estrutura política deste sistema de coisas, estabelecida pelo homem, tem aparência mais bonita do que tudo o mais. Conforme Jeová disse, em Ezequiel 31:8, 9, “nenhuma outra árvore no jardim de Deus assemelhava-se a ele na sua lindeza. Bonito foi como o fiz [o cedro literal, usado como ilustração] na abundância da sua folhagem, e todas as outras árvores do Éden que estavam no jardim do verdadeiro Deus o invejavam”. Este sistema político, mundial de coisas tem produzido muitos galhos, para levar sua abundância de folhagem sombrosa, a fim de cobrir e proteger as necessidades políticas de todas as nações do mundo. Cada nação, semelhante a uma árvore, gostaria de ser uma potência mundial para dominar todas as demais, tornando-se assim uma organização invejável.

      2. Como mostra o mundo da humanidade que considera o “cedro do Líbano” mais bonito do que tudo o mais?

      2 Todos os que crêem que o homem tem capacidade para governar a si mesmo, independente de Jeová Deus, admiram este simbólico “cedro do Líbano”, achando que é o máximo de lindeza. Para avaliar isso, a pessoa refletida só precisa notar o alcance mundial do nacionalismo e das soberanias nacionais. Conjugada com isso há a luta entre as grandes potências, travada por grandes blocos de nações, pelo domínio do mundo. A adoração do Estado é realizada em escala mundial. É demandada de todos os habitantes da terra. Esta forma de admiração invejosa do simbólico “cedro do Líbano” é comparável com a admiração idólatra predita no último livro da Bíblia, em Revelação 13:3, 4, 15, onde lemos:

      3. Como retrata Revelação 13:3, 4, 15 a adoração do Estado político?

      3 “Toda a terra seguia a fera com admiração. E adoravam o dragão porque dera a autoridade à fera, e adoravam a fera com as palavras: ‘Quem é semelhante à fera e quem pode batalhar contra ela?’ E foi-lhe concedido dar fôlego à imagem da fera, de modo que a imagem da fera falasse e fizesse matar a todos os que de modo algum adorassem a imagem da fera.”

      4. Por que é que os adoradores do único Deus vivente e verdadeiro não podem participar em tal adoração?

      4 Nesta descrição profética de coisas vindouras, notamos quão amplamente difundida se havia de tornar a adoração forçada, global, e os extremos a que a adoração iria, a humanidade não adorando o Deus Jeová, mas uma criatura terrena e sua “imagem” idólatra. E agora? Podem os adoradores do único Deus vivente e verdadeiro, que exige para si devoção exclusiva, participar em tal adoração de criatura? Não! (Êxo. 20:1-6) Falando por si, este Criador disse, segundo as palavras da Versão Brasileira da Bíblia: “Eu sou Jeová; este é o meu nome: a minha glória não a darei a outrem, nem o meu louvor às imagens esculpidas.” — Isa. 42:8.

      5. Com respeito àquelas palavras divinas, quem é o homem, cujo exemplo podemos hoje seguir com segurança? Por quê?

      5 No atual mundo de mentalidade nacionalista, será que nós mesmos vamos tomar a sério estas palavras, embora fossem proferidas há mais de 2.700 anos? Neste respeito, há um homem cujo exemplo, acima de todos os outros, pode ser seguido com segurança, e este é o de Jesus Cristo. Quando Satanás, o Diabo, o simbólico Dragão, lhe ofereceu o domínio do mundo, em troca de um só ato de adoração do Diabo, Jesus respondeu: “É a Jeová, teu Deus, que tens de adorar e é somente a ele que tens de prestar serviço sagrado.” — Mat. 4:8-10.

      6. Como encara Deus o “cedro do Líbano”, e, portanto entre que procederes temos de escolher, sem demora?

      6 A réplica de Jesus a Satanás mostra que o simbólico “cedro do Líbano” não lhe parecia “bonito”. Esta estrutura política, feita pelo homem, do atual sistema de coisas, tampouco tem parecido ‘bonita’, nem adorável, para os verdadeiros discípulos de Cristo, até o dia de hoje. De fato, Jeová Deus descreve a “lindeza” do simbólico “cedro do Líbano” do ponto de vista do mundo, mas, para Ele, o que é simbolizado por este “cedro do Líbano” (Faraó, o rei do Egito, e sua massa de gente) não parece ‘bonito”. É iníquo; por este motivo, ele diz: “Vou expulsá-lo segundo a sua iniqüidade.” (Eze. 31:11) Encaramos hoje o simbólico “cedro” assim como Jeová Deus o encara, e cremos que o cumprimento final de Suas palavras ocorrerá em breve, sem falta? Nossa convicção, neste assunto, decidirá para nós a questão: Vamos acompanhar as nações e morar sob o simbólico “cedro”, ou vamos sair de debaixo dele, sem demora?

      É CERTA A QUEDA DA “ÁRVORE”

      7, 8. Por que é urgente uma ação da nossa parte, em vista da determinação de Jeová a respeito do “cedro do Líbano”?

      7 Há verdadeira urgência em se tomar a decisão certa neste assunto. É certa a queda estrondosa do simbólico “cedro” (o equivalente atual de Faraó e sua massa de gente). A determinação divina é que este acontecimento de importância mundial ocorra. Depois de descrever a invejável ‘lindeza” do simbólico “cedro do Líbano”, a profecia dada por meio de Ezequiel prossegue:

      8 “Assim disse o [Soberano] Senhor Jeová: ‘Visto que ficaste alto em estatura, de modo que pôs a sua copa até mesmo entre as nuvens, e seu coração ficou enaltecido por causa da sua altura, eu também o entregarei na mão do déspota das nações. Sem falta este agirá contra ele. Vou expulsá-lo segundo a sua iniqüidade. E estranhos, os tiranos das nações, o cortarão, e o povo o abandonará sobre os montes; e sua folhagem há de cair em todos os vales, e seus ramos serão quebrados entre todos os regos da terra. E todos os povos da terra descerão da sua sombra [descendo do monte] e o abandonarão. Todas as criaturas voadoras dos céus residirão sobre o seu tronco caído e certamente virá a haver sobre os seus ramos todos os animais selváticos do campo; para que nenhumas das árvores regadas fiquem altas na sua estatura, nem ponham suas copas entre as próprias nuvens, e para que nenhumas das que bebem água se ergam contra elas na sua altura, porque todas elas hão de ser entregues à morte, à terra lá embaixo, no meio dos filhos da humanidade, aos que descem ao poço.’” — Eze. 31:10-14.

      9. Como designa Jeová aqueles que derrubarão o “cedro do Líbano”, e devia a menção deles ter afetado as nações que se abrigam debaixo dele?

      9 O “cedro do Líbano”, do tamanho dum arranha-céu, lá no monte, havia de ser cortado por uma turma de madeireiros. ‘Impossível!’ talvez digam as “nações populosas” que moram sob a sua sombra, mas Jeová Deus cuidará de que suas palavras sejam executadas. Ele enviará contra esta “árvore” simbólica aquele a quem chama de “déspota das nações”. Este “déspota” composto será constituído por nações estrangeiras que não moravam sob o “cedro” simbólico, a saber, “estranhos, os tiranos das nações”. Todas as “nações populosas” que moram sob o “cedro” não poderão impedir esses terrores internacionais de cortar esta estrutura abrigadora sobre elas. Visto que se diz que esses derrubadores de árvores são “o déspota das nações”, “os tiranos das nações”, a mera menção deles devia aterrorizar o coração daqueles que moram sob o “cedro” alto e de ramos longos.

      10. Quem era o “déspota das nações” usado por Jeová como machado de execução, e, finalmente, que ameaça deixou de ser o “cedro”?

      10 O Deus Todo-poderoso, que não mente, cumpriu a sua profecia naquele simbólico cedro dos tempos antigos. Enviou contra “Faraó rei do Egito, e . . . sua massa de gente” a então recém-surgida potência mundial, o Império Babilônico. Este “déspota das nações” não era amigo de Faraó e de sua massa de gente, mas compunha-se de “estranhos” para eles. Esses hostis agiram contra o “cedro” egípcio como “os tiranos das nações”. Estavam decididos a dominar o mundo, de modo tirânico, e Jeová os usou como machado executor na Sua mão. Quando Faraó rei do Egito, e sua multidão militar tentaram vir em auxílio da sitiada Jerusalém, a pedido do Rei Zedequias, foram rechaçados pelos babilônios tirânicos. Por isso, no ano 607 A. E. C., Faraó e suas forças presenciaram a destruição de Jerusalém e do sagrado templo dela. Uns dezesseis anos mais tarde, Jeová entregou a terra do Egito ao Rei Nabucodonosor, em compensação pelos seus serviços qual executor nas mãos divinas. (Eze. 29:17-20) Então foi que deveras se quebraram os braços fortes de Faraó além de cura, e nunca mais foram uma ameaça quanto ao domínio mundial. — Eze. 30:20-26.

      11, 12. Que bloco atemorizante de nações nos vem à mente, mas por que não é ele o hodierno “déspota das nações”, usado por Deus?

      11 Entretanto, tudo isso é história de há mais de dois milênios e meio. O que nos interessa hoje é o seguinte: Quem é o hodierno “déspota das nações” e quem são os “estranhos, os tiranos das nações”? Não são o atemorizante bloco comunista de nações?

      12 A isto respondemos firmemente que não! Porque as nações comunistas moram tanto sob os galhos extensivos do simbólico “cedro do Líbano” como as nações democráticas, liberais. Fazem parte deste mundo e funcionam segundo a estrutura política, feita pelo homem, do atual sistema de coisas. São nacionalistas e adoram o Estado político, estando decididas a dominar toda a terra com sua ideologia política e seus métodos. Por isso, não podemos esperar que derrubem o simbólico “cedro do Líbano”, o equivalente hodierno do antigo Faraó do Egito e sua massa de gente. Nunca darão cabo de si mesmas! Daniel 11:40 a 12:1 indica que serão apanhadas junto com todas as outras no “tempo de aflição tal como nunca se fez ocorrer, desde que veio a haver nação até esse tempo”.

      13. Por que não serão as testemunhas cristãs de Jeová usadas para realizar uma obra semelhante àquela do “déspota” ou dos “tiranos” das nações?

      13 Portanto, para derrubar o simbólico “cedro do Líbano”, que ainda domina a terra, quem será o instrumento de Jeová para fazer uma obra semelhante à do “déspota das nações”, ou os “estranhos, os tiranos das nações”, lá nos dias do profeta Ezequiel? Não serão as testemunhas cristãs de Jeová, as quais hoje ascendem apenas a uns dois milhões, espalhadas em 210 terras em volta do globo. Não são despóticas, nem tirânicas, nem aterrorizam o coração das pessoas, motivo pelo qual são perseguidas abertamente como minoria religiosa, impotente e indefesa. Jeová não usará um minúsculo instrumento terreno, mas um poderoso instrumento celestial.

      14, 15. Então, a quem usará Jeová, conforme indicado por Jesus em Mateus 24:29-31?

      14 O instrumento de Jeová é o glorificado Jesus Cristo e seus exércitos de anjos celestiais. Os políticos obstinados da atualidade talvez zombem de tal idéia. Mas o antigo Rei Senaqueribe, da Assíria, talvez igualmente zombasse da idéia de que o anjo de Jeová, em uma só noite, podia matar 185.000 soldados de suas tropas de elite. (2 Reis 19:35, 36) Por isso Jesus Cristo disse, na sua profecia sobre a “terminação do sistema de coisas”:

      15 “Os poderes dos céus serão abalados. Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem, e todas as tribos da terra se baterão então em lamentação, e verão o Filho do homem vir nas nuvens do céu, com poder e grande glória. E enviará os seus anjos com grande som de trombeta.” — Mat. 24:29-31.

      16. Nas mãos de quem entrega Deus o “cedro” e todos os que se abrigam debaixo dele, e o que temos de fazer para não perecer junto com ele?

      16 O inteiro “sistema de coisas”, junto com todas as nações mundanas que se refugiaram debaixo dele, foram entregues por Jeová nas mãos de seu Filho, Jesus Cristo, o “Senhor dos senhores e Rei dos reis”. Ele, junto com seus anjos celestiais, derrubará aquele bonito “cedro do Líbano”. (Rev. 11:15; 17:14; 19:11-16) Como lembrete de sua vitória no Har-Magedon, na “guerra do grande dia de Deus, o Todo-poderoso”, jazerá no chão o “tronco caído” do simbólico “cedro do Líbano”, os equivalentes modernos de “Faraó rei do Egito, e . . . sua massa de gente”. (Rev. 16:13-16) Estes serão como aqueles que descem na morte “à terra lá embaixo”, sim, “ao poço” em que serão enterrados. (Eze. 31:14) A questão é: Queremos nós, os que vivemos no meio deste “sistema de coisas”, descer junto com eles? Se não quisermos isso, certamente teremos de sair de qualquer lugar de abrigo e refúgio debaixo daquela “árvore” condenada! Que a queda dela não signifique também a nossa destruição!

      LUTO POR CAUSA DA QUEDA DA “ÁRVORE”

      17, 18. De acordo com Ezequiel 31:15-17, por que haverá em breve um luto mundial?

      17 Dentro em breve, haverá um dia de luto mundial. Este será por causa da queda de algo muito mais significativo do que um bonito “cedro do Líbano”, que tem obtido a admiração de um mundo de turistas. Será por causa da queda do sistema mundial de coisas e dos que o manejam, o hodierno “Faraó rei do Egito, e . . . sua massa de gente”. Não deve haver incerteza da nossa parte sobre isso, porque a profecia divina prossegue:

      18 “Assim disse o [Soberano] Senhor Jeová: ‘No dia em que descer ao Seol eu hei de causar luto. Por sua causa vou cobrir a água de profundeza [o abismo, LXX; Almeida, rev. e corr.], para reter os seus rios e para conter as muitas águas; e por sua causa enegrecerei o Líbano, e por sua causa desmaiarão todas as árvores do campo. Hei de fazer as nações tremer diante do ruído da sua queda, quando eu o fizer descer ao Seol com os que descem ao poço, e na terra lá embaixo serão consoladas todas as árvores do Éden, as mais seletas e as melhores do Líbano, todas as [árvores] que bebem água. Elas mesmas desceram junto com ele ao Seol, aos mortos pela espada, bem como os que como sua descendência têm morado à sua sombra no meio das nações.’” — Eze. 31:15-17.

      19. O que disse Jesus, que todas as tribos da terra fariam ao verem o “sinal” de sua vinda, e qual o fato que as chocará então?

      19 No espírito destas palavras de Jeová Deus, o Senhor Jesus Cristo estava certo em dizer que, diante do “sinal” no céu, a respeito de sua vinda como instrumento de Jeová, para executar a vingança divina nos iníquos, todas as tribos da terra bateriam em si mesmas em lamento. (Mat. 24:30) Por meio de indícios, que falarão mais alto do que a pregação mundial das testemunhas cristãs de Jeová, todas as tribos terrestres discernirão que este sistema de coisas está condenado a uma destruição em breve. Ficarão finalmente convencidas de que, apesar de todos os seus esforços, de manter este sistema em funcionamento, não poderão impedir a sua queda. Ficarão chocadas ao se aperceberem de que a destruição vem da mão do Criador do céu e da terra. Lamentarão que aquilo que admiraram como tão “bonito” na sua estrutura majestosa enfrente a destruição iminente. A sua perda impendente as afligirá dolorosamente.

      20. De que modo tem sido o “cedro” simbólico grande ‘bebedor de água’?

      20 As tribos e os povos das nações têm sido como águas para o simbólico “cedro do Líbano”, como “água de profundeza” ou abismo, cujas águas foram canalizadas para as raízes deste sistema mundial de coisas. As raízes deste sistema de coisas têm recorrido fortemente àquilo que as pessoas puderam contribuir para manter o sistema florescente. Neste respeito, esse simbólico “cedro do Líbano” tem sido grande ‘bebedor de água’. Assemelha-se ao império mundial da religião falsa, Babilônia, a Grande, da qual se diz que “está sentada sobre muitas águas”. Não águas literais, mas “as águas que [tu, apóstolo cristão João,] viste, onde a meretriz está sentada, significam povos, e multidões, e nações, e línguas”. (Rev. 17:1, 15) Atualmente, os povos, a população do mundo, aumentaram a mais de quatro bilhões. De modo que o simbólico “cedro do Líbano” tem uma enorme “água de profundeza” a que recorrer em busca de apoio.

      21. Como reterá Jeová os rios simbólicos e conterá as muitas águas, privando deles o “cedro” simbólico?

      21 Será que a maior população da terra poderá manter funcionando o “sistema de coisas”, semelhante a um cedro, pela mera força dos números? Por meio do chamado domínio do “proletariado”, o domínio das massas? Jeová, cuja soberania se estende sobre todo o céu e a terra, responde que não! Ele diz que vai “reter os seus rios” e assim “conter as muitas águas”. (Eze. 31:15) Como se dará isso? Por fazer derrubar o simbólico “cedro do Líbano”, apesar de todo o protesto popular.

      22. De que benefício será para o tronco caído da árvore a “água de profundeza” lá embaixo?

      22 Não obstante, quando a árvore for derrubada, de que servirá para o “tronco caído” que haja “água de profundeza” abaixo dele? Seus rios são retidos do prostrado tronco, que fica cortado de seu sistema de raízes. As muitas águas são contidas, para não chegarem ao caído gigante arbóreo. Prevalecerá a vontade de Jeová, não a do povo! O dito romano: Vox populi, vox Dei (A voz do povo [é] a voz de Deus) não é verdade.

      23. Por que é que a derrubada do “cedro”, por Jeová, causará consternação entre todas as estruturas menores, incorporadas no sistema de coisas?

      23 A queda deste “atual sistema iníquo de coisas”, por ser derrubado pela atuação de Jeová, produzirá consternação mundial, porque todas as nações, povos, tribos e línguas estarão envolvidos nisso. E por que não? Quando todo o sistema cair sob o golpe mortal de Deus, como é que poderá esperar continuar qualquer estrutura menor, baseada no sistema global? (Gál. 1:4) Se não se permite que a maior e mais bonita de todas as árvores continue de pé e domine toda a terra, como é que poderiam todas as outras árvores esperar continuar de pé, sem a proteção do sistema semelhante ao cedro? Eles “desmaiarão”, perderão os sentidos e sofrerão colapso cardíaco. O que se poderá esperar deles é bem retratado pelas palavras de Jeová: “Por sua causa desmaiarão todas as árvores do campo.” — Eze. 31:15.

      24. O que significará para as nações o abalo delas em vista da queda do “cedro do Líbano”?

      24 Tendo em mente que o “cedro do Líbano” representa “Faraó, rei do Egito e . . . sua massa de gente”, Jeová prossegue, dizendo: “Hei de fazer as nações tremer diante do ruído da sua queda, quando eu o fizer descer ao Seol com os que descem ao poço.” (Eze. 31:16) A queda do simbólico “cedro do Líbano” como que causa um estrondo tão grande, que faz a terra tremer e as ondas de choque chegar a todas as nações. O abalo das nações, que preferiram a soberania do “atual sistema iníquo de coisas”, significará também a queda delas, sendo abatidas em ruína e eliminadas. Isto acabará com as reivindicações territoriais. Fará desaparecer as soberanias nacionais. (Heb. 12:26, 27; Ageu 2:6, 7) Desta maneira, haverá um abandono forçado do pretensioso “cedro do Líbano”. — Eze. 31:12.

      25. Quando ocorrerá este abandono do “cedro do Líbano” pelas nações?

      25 Quando ocorrerá isso? Durante um tempo de guerra, não uma terceira guerra mundial, com armas nucleares entre blocos rivais de nações militarizadas, mas a “guerra do grande dia de Deus, o Todo-poderoso”, no campo de batalha do Har-Magedon. A guerra é simbolizada pela “espada”. O simbólico “cedro do Líbano” será parceiro de cama das nações e das potências mundiais que já pereceram pela espada. Isto é trazido à nossa atenção pela declaração de Jeová: “E na terra lá embaixo serão consoladas todas as árvores do Éden, as mais seletas e as melhores do Líbano, todas as [árvores] que bebem água. Elas mesmas desceram junto com ele [o cedro simbólico] ao Seol, aos mortos pela espada, bem como os que como sua descendência têm morado à sua sombra no meio das nações.” — Eze. 31:16, 17, NM; Septuagint (LXX) grega; Versão Siríaca; Rotherham.

      26. Em que sentido podem aquelas nações, que têm morado a sombra do “cedro do Líbano”, ser chamadas de “sua descendência”?

      26 “Sua descendência”, que tem morado à sombra do “cedro do Líbano”, no meio das nações, representa as organizações nacionais políticas e militares, que se desenvolveram do “atual sistema iníquo de coisas”, como descendência ou posteridade dele. Naturalmente, desenvolveram-se ou robusteceram-se sob o patrocínio do sistema mundial de coisas. Muitas destas organizações nacionais já pereceram, descendo na morte à terra lá embaixo, ao domínio dos mortos, ficando extintas.

      27. Como serão consoladas as organizações nacionais que já se encontram na terra lá embaixo, em vista da queda do “cedro do Líbano”?

      27 De modo que deixaram de ser árvores simbólicas, embora o sistema geral de coisas ainda continue, chegando cada vez mais perto de sua própria destruição. Quando ele mesmo for derrubado e sofrer sua queda permanente, isso será de grande consolo para todas as outras árvores simbólicas na terra lá embaixo, o “poço” geral, Seol ou o domínio dos mortos. Todos nós sabemos que ‘uma desgraça nunca vem só’, e aquelas “árvores” simbólicas que já foram derrubadas pela “espada” da violência terão muito prazer em ter a companhia do magnífico “cedro do Líbano” no seu estado morto. Sentir-se-ão consoladas em ver que este sistema de coisas, de dominação mundial, mostra ser tão fraco como elas eram diante da “espada” executora de Jeová. — Veja Isaías 14:9-12.

      28. Deste modo, não se permitirá que o “cedro do Líbano” se sobreleve a que futuro “jardim de Deus”?

      28 De modo que o sistema de coisas não mostrará ser mais forte do que seus apoiadores, que se refugiaram sob a sua sombra protetora. Jeová não quer que este simbólico “cedro do Líbano” se sobreleve ao seu literal e real “jardim de Deus”, que será restabelecido na terra, após a Sua luta no Har-Magedon, e depois de Satanás, o Diabo, o “deus deste sistema de coisas”, ter sido amarrado e lançado no abismo. — 2 Cor. 4:4.

      A “LINDEZA” AOS OLHOS HUMANOS NÃO O SALVARÁ

      29, 30. Onde se encontrará finalmente este “sistema iníquo de coisas”, conforme Jeová o informou, embora se pareça ao mais bonito dos cedros-do-líbano?

      29 Os homens estão propensos a idolatrar criaturas. Entregaram-se à adoração da bonita “árvore” simbólica, o figurativo “cedro do Líbano”. Este sistema mundano de coisas considera-se como mais bonito e mais desejável do que o reino de Deus nas mãos do Seu Messias, Jesus, o Filho de Deus. Sim, aos olhos humanos, este “atual sistema iníquo de coisas” assemelha-se em lindeza ao altaneiro “cedro do Líbano”. Contudo, que diferença faz para o Plantador dos literais cedros-do-líbano? Ele diz sobre este sistema global de coisas:

      30 “‘A quem vieste a assemelhar-te assim em glória e em grandeza entre as árvores do Éden? [Apesar disso, o que acontecerá?] Mas, certamente se fará que desças com as árvores do Éden à terra lá embaixo. Deitar-te-ás no meio dos incircuncisos com os que foram mortos pela espada. Este é Faraó e toda a sua massa de gente’, é a pronunciação do [Soberano] Senhor Jeová.” — Eze. 31:18.

      31. Tem valor perante Deus a autojustiça de “Faraó e toda a sua massa de gente”? Portanto, da sorte de quem compartilhariam com certeza?

      31 Nos tempos antigos, “Faraó e toda a sua massa de gente” talvez tivessem praticado a circuncisão, e, por isso, talvez se julgassem um povo puro e justo, assim como os israelitas, descendentes de Abraão, o hebreu. “Faraó e toda a sua massa de gente” talvez pensassem que nunca compartilhariam da sorte das nações incircuncisas e das potências mundiais da terra, nem seriam enterrados com elas. Mas, a sua autojustiça não tem valor perante Jeová Deus. Assim, no tempo devido, o governo camítico da terra do Nilo, o antigo Egito, deixaria de existir. De maneira que a circuncisão de “Faraó e toda a sua massa de gente”, e a beleza mundana de sua organização feita pelos homens, não os salvariam da sorte de todas as outras organizações inferiores.

      32. Será que este “bonito” sistema de coisas sofrerá o mesmo que “Faraó e toda a sua massa de gente”? Por quê?

      32 Jeová, o Soberano Senhor, decretou que “Faraó e toda a sua massa de gente” deviam ser executados pelo seu instrumento e deviam tomar seu lugar junto com todos os demais mortos humanos, impuros. A organização política deles era má, e, conforme disse Jeová, “vou expulsá-los segundo a sua iniqüidade”. (Eze. 31:11) Assim se dá também com “Faraó e toda sua massa de gente”, dos tempos atuais. O sistema de coisas representado por Faraó e sua massa de gente é desaprovado por Jeová Deus. Ele descobre a iniqüidade que há nele, não importa quão “bonito” possa parecer ao mundo adorador da humanidade. Merece ser tratado como o extraordinariamente bonito “cedro do Líbano”, a saber, ser derrubado pela “espada” da “guerra do grande dia de Deus, o Todo-poderoso”, no Har-Magedon. (Rev. 16:13-16) A sua queda abalará todas as nações da terra, as quais saberão que não poderão mais existir, assim como tampouco todo o mundial “sistema de coisas” pode existir. Será derrubado por se interpor no caminho do reino messiânico de Deus.

      É AGORA URGENTE TOMAR A AÇÃO CERTA!

      33. Em que sentido já está o machado “posto à raiz” do bonito “cedro do Líbano”?

      33 Assim como disse João Batista, a respeito do sistema judaico de coisas, nos seus dias: “O machado já está posto à raiz das árvores; toda árvore, pois, que não produzir fruto excelente, há de ser cortada”, assim se dará com o simbólico “cedro do Líbano”. (Mat. 3:10) É iminente o tempo de Jeová para os “estranhos, os tiranos das nações”, usarem o machado contra o “atual sistema iníquo de coisas”. A queda deste aproxima-se cada vez mais. Apesar de toda a sua “lindeza” aos olhos deste mundo da humanidade, não é plantação de Jeová, nem faz parte da organização de Jeová. É a parte visível da organização de Satanás, o Diabo. “Vou expulsá-lo segundo a sua iniqüidade”, diz Jeová. — Eze. 31:11, 12.

      34. De quem são “descendência” os que operam no “atual sistema iníquo de coisas”?

      34 Neste sistema iníquo de coisas, o equivalente hodierno de “Faraó rei do Egito, e . . . sua massa de gente”, tem operado já por mais de quatro mil anos, desde a fundação da antiga Babilônia, nos dias de Ninrode. Esses elementos governamentais, mundanos, não foram constituídos pelo Soberano Senhor Jeová. Não são “descendência” ou prole do Pai celestial; não são o “descendente” da “mulher” de Deus, a respeito do qual Ele fez uma promessa inspiradora de fé, no “jardim do Éden” original. Antes, são a “descendência” da Grande Serpente, quer dizer, o Descendente de Satanás, o Diabo. (Gên. 3:15) Esta linguagem talvez pareça dura, mas está inteiramente em harmonia com as palavras de Jesus, dirigidas aos opositores nos seus dias: “Vós sois de vosso pai, o Diabo, e quereis fazer os desejos de vosso pai. Esse foi homicida quando começou, e não permaneceu firme na verdade, porque não há nele verdade.” (João 8:44) Esta hodierna “descendência” do grande Adversário de Deus não serve a Deus, assim como tampouco o antigo Faraó e sua massa de gente o fizeram. Parece-se a eles, como “Egito” espiritual. — Rev. 11:8.

      35. À luz dos precedentes fatos revelados, o que devemos fazer neste tempo ominoso, e como podemos fazer isso?

      35 À luz destes fatos revelados e em face do iminente cumprimento da profecia de Ezequiel, a respeito do “cedro do Líbano”, o que nos cabe fazer? O que é de nosso interesse fazer? O que devemos fazer nestes tempos ominosos? O seguinte: Sair de debaixo daquela “árvore” simbólica. Não queremos sofrer eternamente com a sua queda. Por isso, temos de abandonar o “atual sistema iníquo de coisas”, o antitípico “Faraó, rei do Egito, e . . . sua massa de gente”. Temos de colocar-nos do lado da organização de Jeová. Não tivemos vida com relação a esta organização, enquanto fizemos parte deste mundo de pecadores. Estivemos “mortos nas [nossas] falhas e pecados, nos quais [andamos] outrora segundo o sistema de coisas deste mundo, segundo o governante [Satanás, o Diabo,] da autoridade do ar”. (Efé. 2:1, 2) Devemos deixar de andar “segundo o sistema de coisas deste mundo”. Temos de parar de morar sob a sombra protetora do que foi prefigurado por “Faraó e toda a sua massa de gente”.

      36. Após sairmos de debaixo da organização visível de Satanás, como acatamos o conselho de Isaías 31:1?

      36 Depois de termos saído de debaixo da organização visível do grande Adversário de Deus, não devemos novamente recorrer a ela em busca de ajuda e proteção. É somente bom senso e sabedoria divina acatarmos as palavras inspiradas: “Ai dos que descem ao Egito por auxílio, os que confiam em meros cavalos e os que põem a sua confiança em carros de guerra, por serem numerosos, e em corcéis, por serem muito fortes, mas que não atentaram para o Santo de Israel e que não buscaram o próprio Jeová.” — Isa. 31:1.

      37, 38. Que exemplo de aviso, a respeito disso, temos no restante dos judeus que foram deixados atrás, após a desolação de Jerusalém?

      37 Temos um exemplo como advertência para não recorrermos ao Egito em busca de ajuda, apesar de este estar condenado. A profecia de Ezequiel foi dada no décimo primeiro ano de seu cativeiro, no primeiro dia do terceiro mês. (Eze. 31:1) No nono dia do quarto mês (9 de tamuz de 607 A.E.C.), o babilônico “déspota das nações” capturou Jerusalém. No mês seguinte, ele a destruiu e deportou a maioria dos sobreviventes para Babilônia. No sétimo mês (tisri de 607 A.E.C.), foi assassinado o governador colocado sobre os deixados atrás.

      38 Temendo o que os babilônios pudessem fazer, os que restaram dos judeus decidiram abandonar a terra de Judá e fugir para o Egito, refugiando-se sob o simbólico “cedro do Líbano”. O profeta Jeremias aconselhou contra isso. Advertiu que o rei de Babilônia conquistaria o Egito e assim passaria a dominá-los de qualquer maneira. Não acatando o aviso de Jeremias, o restante judaico fugiu para o Egito, levando consigo o profeta de Jeová. Mas, o Egito lhes falhou, pois, alguns anos mais tarde, o rei de Babilônia acrescentou a terra do Egito ao seu império. Novamente, como no passado, o Egito falhou aos judeus sem fé, mas a Palavra de Deus não falhou. — 2 Reis 25:1-26; Eze. 29:17-20; Jer. 40:7 a 43:13.

      39. Então, qual é a esperança da humanidade, e por quê?

      39 O sistema mundial de coisas está agora nos seus últimos dias. Igual ao antigo Egito, que falhou aos que se abrigaram sob os longos ramos daquele simbólico “cedro do Líbano”, falhará àqueles que continuam a depositar fé nele e que recorrem a ele em busca de auxílio, com seus recursos militares e econômicos. A predominância dele sobre os assuntos da terra terá de ser derrubada. O iminente reino de Jeová o derrubará por meio de Seu régio Filho, Jesus Cristo. A esperança da humanidade é este reino de Deus, porque trará um novo e justo sistema de coisas, que será realmente “bonito”. Restabelecerá o “jardim de Deus”, um literal paraíso edênico, na terra, e revestirá a terra inteira de glória e beleza.

      40. Por que não é para nós a participação com este mundo, mas o que significará para nós sermos iguais a Jesus e seus apóstolos?

      40 A participação com este mundo condenado de pessoas ímpias e seu sistema de coisas não é algo a que nos devamos apegar, neste estado desesperado da situação mundial. Se quisermos participar nas bênçãos eternas que o Rei Jesus Cristo tem para conceder aos seus súditos, teremos de ser exatamente assim como disse que ele e seus discípulos eram: “Não fazem parte do mundo, assim como eu não faço parte do mundo.” (João 17:14, 16) Estando tão longe dele, não compartilharemos a destruição deste “mundo de pessoas ímpias”. (2 Ped. 2:5; 3:6) Seremos preservados para usufruir a moradia eterna sob o novo sistema justo de coisas, no qual, não Faraó e sua massa de gente, mas Jesus Cristo e seus glorificados co-herdeiros servirão quais reis e sacerdotes de Deus, para a bênção da humanidade. — Rev. 20:4, 6.

  • O que o sábio queria dizer?
    A Sentinela — 1977 | 15 de novembro
    • O que o sábio queria dizer?

      A Vaidade do Empenho Pelas Riquezas

      O sábio Rei Salomão observou que o acúmulo de bens materiais não traz verdadeira satisfação. Ele escreveu: “O mero amante da prata não se fartará de prata, nem o amante da opulência, da renda. Também isto é vaidade. Quando as coisas boas se tornam muitas, os que as comem certamente se tornam muitos. E que vantagem há nisso para o grandioso dono deles, exceto olhar para eles com os seus olhos?” — Ecl. 5:10, 11.

      Aquele que possui muito não fica satisfeito, mas quer ainda mais. Ao passo que aumentam suas “coisas boas”, ou riquezas, precisa de mais assalariados e servos para cuidar de tudo, e estes recebem uma compensação pelos seus serviços. Visto que a sua riqueza é grande, o dono, porém, não pode tirar proveito pessoal de toda ela. Por exemplo, apenas pode usar uma muda de roupa por vez e só pode usufruir certa quantidade de comida e bebida. Portanto, afinal de contas, a recompensa que o dono tem é olhar para sua riqueza acumulada e gabar-se dela. Se for pessoa gananciosa, talvez até mesmo lhe desagrade separar-se de parte de sua riqueza, a fim de prover para seus servos e assalariados.

Publicações em Português (1950-2026)
Sair
Login
  • Português (Brasil)
  • Compartilhar
  • Preferências
  • Copyright © 2025 Watch Tower Bible and Tract Society of Pennsylvania
  • Termos de Uso
  • Política de Privacidade
  • Configurações de Privacidade
  • JW.ORG
  • Login
Compartilhar