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Ensinar prendas domésticas a sua filhaDespertai! — 1972 | 8 de março
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Algumas famílias grandes acham prático arrumar a mesa na noite anterior quando têm de levantar-se bem cedo na manhã seguinte. A coisa importante é, seja qual for o sistema seguido, deve ser prático e tornar mais leve o trabalho.
Talvez não seja fácil manter um lar asseado, limpo e confortável, bem como treinar outrem a fazer o mesmo, mas é recompensador. Terá o prazer de ver sua filha chegar a ser uma dona de casa prendada e eficiente.
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O que sabe sobre bandeiras?Despertai! — 1972 | 8 de março
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O que sabe sobre bandeiras?
SE ESTIVESSE em pé diante do prédio das Nações Unidas em Nova Iorque, veria 132 bandeiras multicoloridas, agitadas ao vento. Uma é a bandeira da ONU e as demais 131 bandeiras representam as nações-membros deste órgão internacional. Sua presença na frente da ONU indica o papel importante que as bandeiras desempenham neste mundo.
Quando uma bandeira nacional tremula em um navio, num prédio ou num pedaço de território, simboliza a presença da nação representada por ela. Em certa época em que a Grã-Bretanha possuía colônias por toda a terra, sua presença nestes territórios era representada pela colorida bandeira inglesa conhecida como “Union Jack”. Mostrava que os territórios pertenciam à Grã-Bretanha.
Mais recentemente, os astronautas implantaram a bandeira dos Estados Unidos na lua, não para indicar pretensões territoriais, mas para mostrar que esta nação tivera êxito em atingir a lua. Assim, uma bandeira se tornou símbolo de uma nação, e seu desenho não raro transmite certo significado. Isto sem dúvida acontece com a bandeira daquela nação da qual é cidadão.
Muitos, dotados destes sentimentos nacionalistas, ficam emocionados com seu pendão. Certa senhora que dirige uma organização patriótica nos EUA foi citada pela revista Newsweek como afirmando: “Ao colocar minha mão direita sobre o coração, ao passar aquela gloriosa bandeira estadunidense, sinto-me muito achegada a Deus.” O Contra-Almirante Robert Peary, que levou a bandeira norte-americana na primeira expedição do homem ao Polo Norte, segundo relatado por sua filha, considerava a bandeira como tendo “certo simbolismo sagrado.”
A crescente demanda de bandeiras que já foram içadas no capitólio em Washington, D. C., EUA, manifesta esta reverência pela bandeira dos EUA. É costume tradicional que os congressistas façam presentes especiais de tais bandeiras aos constituintes. Para satisfazer a demanda de tais bandeiras, ergueram-se três mastros adicionais e uma equipe de quatro homens foi designada para içar e arriar bandeiras extras. Cada bandeira tremula por cerca de dez segundos. Relatando isto, uma revista noticiosa de junho de 1970, afirmou: “Até agora, este ano, numa forma que nos faz lembrar as medalhas abençoadas pelo Papa, já 10.599 bandeiras foram içadas, arriadas e despachadas aos cidadãos.”
Para a pessoa nacionalista, a bandeira é algo especial que tem de receber grande reverência. Observe como o código legal dos EUA a respeito da bandeira reflete este sentimento: “A bandeira não deve ser usada para se saudar qualquer pessoa ou coisa. . . . A bandeira jamais deve tocar algo em baixo dela, tal como o solo, o chão, a água, ou mercadorias.”
Fundo Histórico das Bandeiras Nacionais
Sabia que as obras históricas fazem as bandeiras nacionais remontar aos estandartes usados pelos exércitos de povos antigos, tais como os egípcios, persas e romanos? Isto é comentado por The Encyclopedia Americana em sua edição de 1969: “Os lutadores dos tempos antigos congregavam-se a bandeiras e estandartes que eram símbolos que tinham alguma relação à idéia moderna das bandeiras.”
Remontando até o antigo Egito, ao rebuscar a história das bandeiras, The Encyclopœdia Britannica, Décima Primeira Edição, comenta na página 454 do volume 10:
“De suas esculturas e pinturas, suplementadas pelos escritores antigos, parece que diversas companhias do exército egípcio tinham seus próprios estandartes particulares. Estes eram formados de objetos tais, como há razão de se crer, que estavam associados nas mentes dos homens com sentimentos de reverência e devoção. Animais sagrados, barcos, emblemas ou figuras, uma tabuinha contendo o nome do rei, símbolos em forma de leques ou de penas, eram erguidos na ponta dum cajado como estandartes, e o cargo de portá-los era tido como privilégio e honra peculiares.”
A respeito dos persas antigos, esta mesma enciclopédia afirma em sua edição de 1946, volume 9, página 343:
“Os persas traziam uma águia fixa na extremidade duma lança, e o sol, como sua divindade, era também representado em seus estandartes que parecem ter sido formados de alguma espécie de tecido, e eram guardados com o máximo de ciúme pelos homens mais corajosos do exército.”
Note o que esta enciclopédia observa a respeito dos estandartes romanos:
“Os estandartes romanos eram guardados com veneração religiosa nos templos de Roma. Não era incomum que um general ordenasse que um estandarte fosse lançado nas fileiras do inimigo, para dar mais zelo à arremetida de seus soldados, por estimulá-los a recuperar aquilo que, para eles, era talvez a coisa mais sagrada que a terra possuía.”
Assim, pode-se ver que os precursores das bandeiras nacionais modernas não raro eram de natureza religiosa. O sentimento que alguns têm para com sua bandeira nacional, hoje, sem dúvida é um vestígio do sentimento manifesto por tais povos antigos.
O fundo religioso das bandeiras nacionais modernas é claramente demonstrado pela “Union Jack”. Trata-se duma combinação de três cruzes religiosas — a cruz de São Jorge, a cruz de S. André e a cruz de S. Patrício. Estes eram os santos padroeiros da Inglaterra, da Escócia e da Irlanda, e a união de tais reinos no reino unido da Grã-Bretanha é representado pela união destas três cruzes religiosas na bandeira.
Indicando como uma bandeira nacional não raro é manejada com reverência, o livro The Flags of the World (As Bandeiras do Mundo), de E. Edward Hulme tece a seguinte comparação interessante, na página três:
“Os estandartes romanos eram guardados com veneração religiosa nos templos da metrópole e das principais cidades do Império, e a prática moderna tem seguido nisto o precedente antigo. . . . Na apresentação das cores a um regimento, realiza-se um serviço solene de oração e louvor, e, quando tais cores retornam em honra, furadas de balas do conflito vitorioso, são colocadas de forma reverente numa majestosa abadia, venerável catedral ou igreja paroquial, para jamais sair da paz e do repouso da casa de Deus até que, com o passar dos anos, fiquem reduzidas a pó indistinguível.”
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