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A “nação” que enche de frutos a superfície da terraA Sentinela — 1985 | 15 de outubro
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A “nação” que enche de frutos a superfície da terra
“Nos dias vindouros, Jacó lançará raízes, Israel produzirá flores e realmente florescerá; e eles simplesmente encherão de produtos a superfície do solo produtivo.” — Isaías 27:6.
1. Como se referiu o apóstolo Pedro à nação do Israel espiritual?
A RESPEITO do nascimento da congregação dos discípulos de Cristo como “nação”, em 33 EC, o apóstolo Pedro escreveu as seguintes palavras pouco antes da destruição de Jerusalém no ano 70 EC: “Mas vós sois ‘raça escolhida, sacerdócio real, nação santa, povo para propriedade especial, para que divulgueis as excelências’ daquele que vos chamou da escuridão para a sua maravilhosa luz. Porque vós, outrora, não éreis povo, mas agora sois povo de Deus; vós éreis aqueles a quem não se mostrara misericórdia, mas agora sois os a quem se mostrou misericórdia.” (1 Pedro 2:9, 10) Quão misericordioso foi isso, da parte de Deus!
2, 3. Como propriedade especial de Jeová Deus, que obrigação cabe ao Israel espiritual, e a que é ele comparado por Jesus Cristo em João, capítulo 15?
2 Hoje, 19 séculos depois de Pedro escrever estas palavras, ainda há na terra um restante dessa “nação” gerada pelo espírito. O seu número está reduzido a menos de dez mil, segundo os relatórios sobre a celebração da anual Refeição Noturna do Senhor. Eles são povo para propriedade especial de Jeová’, e como tal precisam divulgar as excelências de Jeová Deus, que os chamou da mundana “escuridão para a sua maravilhosa luz”. Esta “luz” brilha especialmente desde o fim dos “tempos dos gentios”, ou “tempos designados das nações”, no ano de 1914.a (Lucas 21:24, versão Almeida; NM) Como “propriedade especial” do Dador Divino dessa maravilhosa luz, eles Lhe são prezados. São para ele como vinhedo espiritual .
3 Neste ponto lembramos o que Jesus Cristo disse a seus apóstolos, que representavam todos os que viriam a ser seus seguidores gerados pelo espírito: ‘Eu sou a verdadeira videira e meu Pai é o lavrador. Todo ramo em mim que não dá fruto, ele tira, e todo o que dá fruto, ele limpa, para que dê mais fruto. Vós já estais limpos, por causa da palavra que vos falei. Permanecei em união comigo, e eu em união convosco. Assim como o ramo não pode dar fruto de si mesmo, a menos que permaneça na videira, do mesmo modo tampouco vós podeis, a menos que permaneçais em união comigo. Eu sou a videira, vós sois os ramos. Quem permanece em união comigo, e eu em união com ele, este dá muito fruto; porque separados de mim não podeis fazer nada.” — João 15:1-5.
4. (a) A ilustração de Jesus nos faz lembrar de que palavras, em Isaías, capítulo 27? (b) Quando é que ocorre o cumprimento moderno desta profecia, e em quem? (c) Que atitude para com seu povo Deus não mais tem?
4 Esta comparação, ou parábola, feita por Jesus Cristo nos faz lembrar as palavras de Jeová em Isaías 27:2-4, onde lemos:
“Naquele dia cantai para ela: ‘Uma vinha de vinho espumante! Eu, Jeová, a resguardo. A todo instante a regarei. Para que ninguém volte a sua atenção contra ela, resguardá-la-ei mesmo noite e dia. Não tenho furor algum.’”
A “vinha de vinho espumante” hoje na terra pode ser comparada ao restante dos ramos daquela “videira” simbólica em que os cristãos gerados pelo espírito, da “nação santa”, são membros produtivos. Conseqüentemente, paira sobre eles a obrigação de produzir muitos frutos. (João 15:5) Segundo a profecia de Isaías, o canto sobre a “vinha de vinho espumante” devia ser cantado na época em que o favor de Jeová para com seu povo fosse restaurado. (Veja Isaías 27:13.) Isto marcaria o ano do pós-guerra de 1919 como o início do cumprimento moderno desta esplendorosa profecia, e os fatos da história confirmam seu cumprimento até o presente. Jeová hoje não sente “furor” contra o seu povo, nem contra o restante de sua “nação santa”, seu “povo para propriedade especial”, nem contra os cristãos leais que aguardaram a vida eterna na terra. Misericordiosamente ele lhes tem mostrado favor, o que explica a prosperidade e produtividade espirituais deles.
5. Por meio do que, procedente dessa vinha figurativa, se têm alegrado as pessoas, e de que se podem lembrar quanto a isso?
5 Esta “nação” espiritual, junto com seus diligentes associados, tem sido semelhante a uma vinha produtiva que tem produzido muito “vinho espumante”. Trata-se de vinho espiritual, que tem alegrado o coração de Jeová e do homem. (Juízes 9:13) Por este motivo válido, as pessoas que têm sido alegradas por tomarem dessa bebida espiritual podem jubilosamente cantar e lembrar tudo o que o Cultivador Divino da “vinha” tem feito por esta “vinha” simbólica. Figurativamente falando, ele realmente tem ‘regado’ essa “vinha” visando seu constante revigoramento, de modo que se tem produzido frutos suculentos e deliciosos, com efeitos alegradores.
Um Contraste — “A Videira da Terra”
6. Qual, porém, será a sorte da “videira da terra”, segundo Revelação, capítulo 14?
6 O mesmo não tem acontecido com aquilo que o último livro da Bíblia chama de “videira da terra”. Em breve será dada a seguinte ordem divina às forças executoras celestiais: ‘Metei a vossa foice afiada e ajuntai os cachos da videira da terra, porque as suas uvas ficaram maduras.’ Daí, como mostra a seguir a Revelação profética, “o anjo meteu a sua foice na terra e ajuntou a videira da terra, e lançou-a no grande lagar da ira de Deus. E o lagar foi pisado fora da cidade, e saiu sangue do lagar, até à altura dos freios dos cavalos, a uma distância de mil e seiscentos estádios”. (Revelação 14:18-20) Isto é o que acontecerá com a parte governamental da organização visível do Diabo na terra; ela é algo da qual ele é o cultivador, e ela se opõe à “verdadeira videira”, cujo Cultivador é Jeová Deus. Definitivamente não haverá restauração da “videira da terra”!
7-9. Que cumprimento duplo tem Isaías 27:7-13, e em que épocas?
7 No entanto, esta profecia de Isaías, capítulo 27, é na verdade uma profecia de restauração, primeiro da nação do Israel natural, e depois do Israel espiritual, em nosso século 20. Isto é evidente pelo que a profecia diz nos Is 27 versículos 7 a 13, que são os últimos do capítulo. Estes versículos dizem:
8 “Terá de ser golpeado como que com o golpe de quem o golpeia? Ou terá de ser morto como que com a chacina dos seus que foram mortos? Contenderás com ela com um grito para assustar quando a mandares embora. Ele terá de expulsá-la com o seu sopro, um forte, no dia do vento oriental. Portanto, por este meio se expiará o erro de Jacó, e este é todo o fruto, quando tirar o pecado dele, quando fizer todas as pedras do altar como pedras de cal que foram pulverizadas, de modo que não se erigirão os postes sagrados e os pedestais-incensários. Porque a cidade fortificada ficará solitária, a pastagem será deixada só e abandonada qual ermo. Ali pastará o bezerro e ali se deitará; e ele consumirá realmente os ramos dela. Quando os raminhos dela se tiverem secado, mulheres, entrando, os quebrarão, incendiando-os. Pois não é um povo de nítida compreensão. Por isso é que Aquele que o fez não lhe terá misericórdia, e seu próprio Formador não lhe mostrará favor.
9 “E naquele dia terá de acontecer que Jeová abaterá os frutos, desde o caudal do Rio até o vale da torrente do Egito, e assim vós mesmos sereis apanhados um após outro, ó filhos de Israel. E naquele dia terá de acontecer que se tocará uma grande buzina, e os que estiverem perecendo na terra da Assíria e os que estiverem dispersos na terra do Egito certamente chegarão e se curvarão diante de Jeová no santo monte em Jerusalém.”
10. Que potência mundial era proeminente nos dias da profecia de Isaías, e como se saiu no seu intencionado ataque contra a capital do reino de Judá?
10 Nos dias em que se fez esta profecia de Isaías, a Assíria havia-se tornado a potência mundial dominante na terra, substituindo a primeira da série de sete potências mundiais, embora o Egito ainda atuasse, mas como potência secundária. O reino das dez tribos de Israel havia rompido com o governo da casa real do Rei Davi da tribo de Judá. Assim, foi contra a cidade de Jerusalém que o rei da Assíria veio para exigir a sua completa rendição, se não quisesse ser destruída. Contudo, Jeová lutou pelo reino de Judá e fez o arrogante Rei Senaqueribe bater-se em retirada, em vergonhosa derrota. — Isaías, capítulos 36 e 37.
11. Por meio do imperador de que potência mundial a derrubada do reino de Judá realmente aconteceu, e como é que Isaías, capítulo 27, se refere a esse evento?
11 De modo que foi um imperador duma potência mundial seguinte, a Potência Mundial Babilônica, quem foi autorizado para destruir a cidade santa, Jerusalém, e seu templo. Segundo indicações bíblicas, isto ocorreu no ano 607 AEC, às mãos do imperador Nabucodonosor. Foi ele quem arrastou prisioneiros à terra de Babilônia, onde ficaram 70 anos no exílio. Foi devido à impendente destruição de Jerusalém e à leva de cativos para o cativeiro babilônico de 70 anos, que estas perguntas foram acertadamente levantadas:
“Terá de ser golpeado [o povo de Israel] como que com o golpe de quem o golpeia?” (Isaías 27:7)
Como nunca havia ocorrido antes na sua história nacional, desde 1513 AEC, a nação de Deus foi atingida por um golpe calamitoso em 607 AEC, um golpe que quase significou a sua destruição. Foi grande a mortalidade na cidade sitiada de Jerusalém. Sim, Jeová viu que essa medida drástica era vital, e ela tinha de ser tomada. Ele viu a extrema necessidade de contender com os que deveriam ter permanecido seus amigos, aqueles que apoiara, com os quais havia entrado no pacto da Lei por meio do mediador Moisés.
12. Portanto, que pergunta poderia Jeová inspirar o profeta Isaías a propor com relação à experiência de Israel, e assim, qual foi o efeito sobre a relação de Israel com Jeová?
12 Jeová podia, pois, perguntar adicionalmente:
“Ou terá de ser morto [o povo de Israel, ou Jacó] como que com a chacina dos seus que foram mortos?” (Isaías 27:7)
Ah!, sim, pois agora tornara-se necessário que Jeová contendesse com o seu povo anteriormente favorecido, erguendo um grito apavorador, um “grito para assustar”, procedente das forças marciais da Potência Mundial Babilônica, a terceira na história bíblica. Daí o motivo da declaração divina:
“Contenderás com ela com um grito para assustar quando a mandares embora. Ele terá de expulsá-la com o seu sopro, um forte, no dia do vento oriental [para indicar a direção de onde viria o assustador grito de guerra].” (Isaías 27:8)
Com tal ação preliminar ele mandaria embora a nação infiel que, como Sua organização visível na terra, outrora era como se fosse a sua esposa simbólica. Agora Deus a expulsava da terra natal que lhe havia dado, e a despedia, às mãos dos captores babilônios, para uma terra distante, como se fosse temporariamente divorciada. — Veja Isaías 50:1.
13. Como, segundo a profecia de Isaías, iria a nação de Israel fazer expiação por sua violação do pacto de Deus?
13 Chegara então o tempo para que a nação de Israel, ou Jacó, fizesse expiação por seu “erro” por meios mais custosos do que os sacrifícios animais oferecidos no altar do templo em Jerusalém. O seguinte é o que Jeová prescreveu em favor de sua organização-esposa, dizendo:
“Portanto, por este meio se expiará o erro de Jacó, e este é todo o fruto, quando tirar o pecado dele, quando fizer todas as pedras do altar como pedras de cal que foram pulverizadas, de modo que não se erigirão os postes sagrados e os pedestais-incensários.” (Isaías 27:9)
Que notável expressão de fúria, ou furor, divino seria o cumprimento dessa profecia, e isto justificadamente! Os idólatras postes sagrados e os pedestais-incensários não mais seriam erigidos dentro da punida nação de Deus.
14. A que tipo de desolação seria reduzida a terra de Israel, e como se lidaria com o desenvolvimento dela qual árvore figurativa?
14 Indicando a desolação que atingiria essa nação simbolicamente comparada a uma esposa, o antigo Israel, Jeová acrescenta:
“Porque a cidade fortificada ficará solitária, a pastagem será deixada só e abandonada qual ermo.”
A terra antes populosa ficaria deserta, tornando-se temporariamente um mero lugar de pastagem.
“Ali pastará o bezerro e ali se deitará; e ele [Jeová, por meio de seu executor] consumirá realmente os ramos dela. Quando os raminhos dela se tiverem secado, mulheres, entrando, os quebrarão, incendiando-os.” (Isaías 27:10, 11)
Assim, a simbólica nação-esposa de Jeová seria reduzida a mero combustível para o fogo, pois o sexo feminino seria, sem problema, suficientemente forte para aproveitar o que restasse dela. A que estado lamentável seria reduzido Israel, a simbólica organização-esposa! Mas, por que deveriam tais medidas esmagadoras ser tomadas por essa Deidade comparada a um esposo, Jeová? Ouça:
15. Em vista do tratamento especial dispensado por Jeová, que tipo de povo devia ser a nação de Israel, mas por que vieram a se igualar às nações idólatras?
15 “Pois não é um povo de nítida compreensão. Por isso é que Aquele que o fez não lhe terá misericórdia, e seu próprio Formador não lhe mostrará favor.” (Isaías 27:11)
Com todas as provisões que Jeová fez para a educação e o esclarecimento de sua maravilhosamente bem formada organização, os israelitas deveriam ter revelado ser um povo de grande entendimento. Deveriam ter sido suficientemente argutos e discernidores para ver a inutilidade da adoração de ídolos, sim, suficientemente discernidores para enxergar a insensatez da adoração idólatra, praticada pelas nações ignorantes fora da relação pactuada com o único Deus vivo e verdadeiro, Jeová. Mas, devido à invisibilidade de seu Formador e Aquele que os fez, eles perderam a fé e optaram recorrer a deuses visíveis, feitos pelo homem, para sua própria desgraça. Foi por isso que tal povo obstinado deixou de receber adicional favor e misericórdia da parte de Deus.
Livramento do Exílio
16. Objetivando restaurar o seu povo, para onde Jeová tinha que dirigir a sua atenção?
16 Agora, pois, para fazê-los voltar à Sua adoração na terra natal deles, seria necessário que Jeová dirigisse a sua atenção para a terra de Babilônia, cortada pelo grande “Rio”, o Eufrates. Ele voltaria a sua atenção ao sul, até mesmo à terra do Egito, pois nesses lugares os do povo de Deus vieram a estar exilados dele, para que se disciplinassem. Para isso Jeová tinha de cumprir a sua próxima declaração de intenções:
“E naquele dia terá de acontecer que Jeová abaterá os frutos, desde o caudal do Rio [Eufrates] até o vale da torrente do Egito [o uádi localizado na fronteira sudoeste da Terra da Promessa], e assim vós mesmos sereis apanhados um após outro, ó filhos de Israel.” — Isaías 27:12; veja Números 34:2, 5.
17. Como foi que Jeová arrancou seu povo de seu estado exilado, e por que meio?
17 Para que Jeová repatriasse seu povo para a terra natal deles, Judá, ele teria de arrancar o povo exilado como se fossem frutos, destarte soltando-os. Isto ele fez por derrubar a potência mundial de Babilônia e introduzir no cenário o Império Medo-Persa, a quarta potência mundial da história bíblica. O decreto do imperador persa Ciro, o Grande, no início de seu reinado, foi baixado para libertar o povo exilado de Jeová e para que retornassem ao local da antiga Jerusalém para reconstruir o templo de Jeová. Este retorno aconteceu no fim dos 70 anos do exílio judaico, em 537 AEC. — Isaías 45:1-7.
18. Qual deve ter sido a reação dos exilados diante do decreto de sua libertação?
18 Os israelitas em Babilônia, e também na Assíria e no Egito, que foram disciplinados, eram propriedade de Jeová, e ele tinha o direito de arrancá-los, como frutos simbólicos, do exílio e da dispersão involuntários, e assim mostrar-lhes misericórdia, benignidade imerecida. Quanto esses antigos israelitas se devem ter regozijado com esse decreto de Ciro, e quão zelosos devem ter sido em aproveitar plenamente a gloriosa oportunidade que se lhes apresentava! O que, então, havia para ser dito sobre aquele auspicioso “dia”?
19. (a) Conforme predito, diante de quem se curvariam os israelitas dispersos na Assíria e no Egito? (b) O que isto significaria com respeito à adoração de Jeová no local em que se situava o templo original, e isto com reflexos sobre que moderna nação espiritual?
19 “E naquele dia terá de acontecer que se tocará uma grande buzina, e os que estiverem perecendo na terra da Assíria e os que estiverem dispersos na terra do Egito certamente chegarão e se curvarão diante de Jeová no santo monte em Jerusalém.” (Isaías 27:13)
O que isto significava senão o repovoamento da Terra da Promessa e a reconstrução do templo em Jerusalém, restaurado para a adoração Daquele que fez a revivificada nação de Israel, seu Formador? Isto teria de ocorrer segundo as palavras anteriores do profeta Isaías, no versículo seis. A terra do povo repatriado de Deus havia de se tornar uma terra fervilhante de habitantes, unidamente empenhados na Sua adoração no Seu templo, mesmo que aquele lugar restaurado de adoração talvez não tivesse a grandeza do magnífico templo constituído pelo Rei Salomão. Assim se deveria prefigurar o hodierno cumprimento espiritual envolvendo “o Israel de Deus”, ao encherem todo o “solo produtivo” com frutos vitalizadores, ou “produtos”. — Gálatas 6:16; Isaías 27:6.
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A “nação” que alimenta a milhões de famintosA Sentinela — 1985 | 15 de outubro
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A “nação” que alimenta a milhões de famintos
1, 2. (a) Que genuína necessidade devia a população da terra sentir? (b) A que povo podemos recorrer neste respeito?
OS BILHÕES da população do mundo deviam estar ansiosos pelo “alimento” que os nutrirá para a vida infindável aqui na terra, quando esta for convertida num paraíso global. Mas, a quem e a que recorrerão? A república de Israel não está tentando cumprir a profecia bíblica em Isaías 27:6 a respeito de encher a terra de “produtos” para o benefício eterno da humanidade.
2 A nação de Israel do primeiro século de nossa Era Comum perdeu a sua missão de beneficiar toda a humanidade. Assim, foi apenas para um pequeno restante de judeus naturais que o Messias dirigiu suas palavras: “Foi-me dada toda a autoridade no céu e na terra. Ide, portanto, e fazei discípulos de pessoas de todas as nações, batizado-as em o nome do Pai, e do Filho, e do espírito santo . . . E eis que estou convosco todos os dias, até à terminação do sistema de coisas.” (Mateus 28:18-20) Mas, que dizer de 19 séculos mais tarde? Quem, hoje, têm em mente o cumprimento de Isaías 27:6? E como estão envolvidos nisso você e seus entes queridos?
3. Quem, em nosso século, sentiu o “furor” de Deus mencionado em Isaías 27:4?
3 Embora estejamos décadas distantes dos eventos específicos, faremos bem em examinar brevemente certos eventos ocorridos durante os anos da Primeira Guerra Mundial. Naquela época Jeová Deus tinha razões válidas para sentir “furor” contra as nações da cristandade, devido ao seu envolvimento naquele conflito sangrento. (Compare com Isaías 27:4.) Fizeram isto em vez de entregarem a sua soberania nacional ao Deus Altíssimo quando o Reino dele foi estabelecido no céu em 1914, às mãos de seu Filho glorificado, Jesus Cristo. Elas intensificaram o furor de Deus por perseguirem os do restante do Israel espiritual, impedindo deliberadamente que estes devotados Estudantes da Bíblia cristãos proclamassem livremente o Seu Reino estabelecido. Mas, muitos dos do restante do Israel espiritual realmente cederam às pressões mundanas, destarte fracassando quanto ao seu dever como povo escolhido, tirado deste sistema de coisas mundano. Não divisaram, naquele tempo, a questão da absoluta neutralidade para com os conflitos deste mundo, de modo que vieram a ter certa medida de culpa de sangue, e por algum tempo mereciam também parte do “furor” de Deus.
4. Como foi que o “furor” de Deus afetou seus servos cristãos, e que lição podemos aprender disso?
4 Se você tivesse vivido naquele tempo, como acha que teria reagido àquelas pressões de tempo de guerra? Você deve considerar isso, pois, por assim fazer poderá fortalecer a sua decisão quanto ao que fará diante de quaisquer pressões futuras. Lá naqueles dias talvez parecesse ser ocasião de desistir de proclamar o Reino e retrair-se. Muitos pendiam neste sentido, achando que deviam simplesmente esperar sua iminente glorificação para se juntarem ao entronizado Jesus Cristo. (Lucas 22:28-30) Contudo, serem alvo de parte do “furor” de Jeová foi uma experiência disciplinar não desperdiçada no tocante aos verdadeiros cristãos daquele período, portanto, não foi inútil. Fortaleceu-os para a obra, então iminente, de ‘proclamar o dia de vingança da parte de nosso Deus’ contra aquele que o profeta Isaías chama de “leviatã” em Isaías 27:1, onde lemos:
5. Nos tempos modernos, como foi que Jeová voltou sua atenção para o “leviatã” mencionado em Isaías 27:1?
5 “Naquele dia, Jeová, com a sua espada dura, e grande, e forte, voltará sua atenção para o leviatã, a serpente deslizadora, sim, para o leviatã, a serpente sinuosa, e certamente matará o monstro marinho que há no mar.”
Lá nos tempos antigos Jeová dirigiu a sua atenção para os captores do seu povo. Como já mencionado, esses incluíam o império de Babilônia, bem como o Egito e a Assíria. (Isaías 27:12, 13) Consegue discernir uma aplicação moderna das palavras simbólicas de Isaías 27:1? Por volta da Primeira Guerra Mundial, o povo de Deus não era cativo de nenhuma nação ou império. Mas, Jeová realmente tinha de dar atenção a um leviatã simbólico, a saber, Satanás, o Diabo. Ele desliza astutamente através do mar da humanidade e usa coisas na terra para pôr em perigo e obstruir os servos de Deus. — Veja Revelação 17:15.
6, 7. (a) O que nos tempos modernos veio a se tornar como que “espinheiros e ervas daninhas”? (b) O que podemos esperar quanto a eles no futuro?
6 Quando o restante do Israel espiritual entusiasticamente reiniciou a sua pregação do Reino, no ano de 1919, era o tempo de Jeová dizer:
“Não tenho furor algum. Quem me dará espinheiros e ervas daninhas na batalha? Vou pisar em tais. Ao mesmo tempo vou pôr fogo a tais.” — Isaías 27:4.
7 Após o fim da Primeira Guerra Mundial foi estabelecida a Liga das Nações, em rejeição ao Reino de Deus, por Cristo. Podemos assemelhar isto a “espinheiros e ervas daninhas”, colocados no caminho de Jeová Deus, como obstrução ou coibição. Agora aquela Liga foi substituída pela organização das Nações Unidas. Por meio das Nações Unidas os vários países-membros revelam a sua determinação de persistir na sua oposição à proclamação do Reino de Cristo e no propósito deles de preservar a sua própria soberania mundial. Na “guerra do grande dia de Deus, o Todo-poderoso”, no Har-Magedon, ele figurativamente pisará nos “espinheiros e ervas daninhas”, esmagando-os, e por fim os incendiará, por assim dizer, para reduzi-los a meras cinzas. Deste modo ele mostrará quem é realmente o Soberano Universal. Portanto, pode ver que, mesmo que não tenha sido contemporâneo dos cristãos ungidos, lá por volta da Primeira Guerra Mundial, você pode ser afetado — para o bem ou para o mal — pelos resultados finais dos eventos que se paralelizam com Isaías 27:1. — Revelação 16:14-16; 17:1-18:4.
‘Tomar’ o Baluarte de Jeová
8. Em que confiam muitas nações hoje?
8 Os membros das Nações Unidas contam cada qual com a sua própria força, e confiam no seu próprio baluarte criado pelo homem. Contudo, a sua confiança nas Nações Unidas não tem sido suficientemente forte para detê-los de inventar a mais mortífera de todas as armas, a derradeira arma de guerra, a bomba nuclear. Provavelmente, o que os detêm é o medo de represália pelo uso da bomba nuclear, não as Nações Unidas.
9, 10. Por que é sábio de nossa parte confiar em outro “baluarte”?
9 Mas, como já vimos, o que realmente ameaça a existência das nações é a “guerra do grande dia de Deus, o Todo-poderoso”. O que podem as nações fazer contra Deus, o Todo-poderoso, Aquele que pôs o espantoso poder dentro do núcleo de cada átomo de matéria? É bem provável que você esteja convencido de que o Criador é incomparavelmente mais poderoso do que as nações, com todas as suas armas. Os que reconhecem este fato — como as Testemunhas de Jeová — têm um só recurso disponível. Este é apresentado nas palavras adicionais de Jeová:
“Senão, que tome o meu baluarte, que faça paz comigo; faça ele paz comigo.” (Isaías 27:5)
Nenhuma organização humana é o baluarte ao qual recorrer em busca de segurança ou de prevenção contra a guerra na terra, e certamente não o baluarte para onde as famílias da terra devam fugir para se manterem seguras.
10 É provável que saiba que muitos hoje ficam emocionalmente envolvidos em debates e movimentos ligados a armas nucleares e desarmamento. Infelizmente, isto os desvia da realidade de que é a inevitável guerra de Deus, o Todo-poderoso, no Armagedom, o que ameaça destruir todas as nações. Se você reconhece esta realidade, então o proceder sábio envolve voltar-se para Jeová. O que todos os que buscam a segurança devem ‘tomar’ é o “baluarte” de Jeová, a saber, a Sua própria posse de força inexaurível. A inteira organização de Satanás, o Diabo, não será capaz de derrotar o cristão individual que tiver ‘tomado’ esse “baluarte”.
11. Como podemos aplicar as palavras de Jesus em Lucas 14:31-33 ao ‘tomarmos’ o “baluarte” de Deus?
11 Jeová e seus exércitos, sob o comando do capitão Jesus Cristo, estão agora em marcha, por assim dizer. Enquanto ainda estão a certa distância, o proceder ditado pelo bom-senso, se não pela verdadeira sabedoria, é que a pessoa envie ao encontro deles, simbolicamente falando, uma missão de paz para pleitear a paz diante da sobrepujante desigualdade. O imbatível Capitão dos exércitos de Jeová aconselhou tal proceder quando esteve aqui na terra. (Lucas 14:31-33) E se examinar bem de perto o que Jesus disse ali, verá que ele ligou ao assunto a nossa atitude para com os nossos “bens”. Quer vivamos numa terra desenvolvida e próspera, quer num país do Terceiro Mundo, onde é necessário um verdadeiro empenho para se obter a segurança financeira, devemos escrutinar o nosso conceito. Pergunte-se: Estou realmente pondo a minha confiança na força de Jeová como baluarte, ou estou deixando que os “bens” assumam o lugar mais proeminente? Neste respeito, queira ler Lucas 12:15-21.
12. Que evidência há de que muitos hoje ‘tomam’ a força de Jeová?
12 Em toda a terra, muitos milhares de Testemunhas de Jeová já recorreram sem reservas a Jeová, buscando a paz com ele. Muitos estão ajustando suas atividades de modo a dedicarem mensalmente muitas horas à obra de fazer discípulos. Todo aquele que realmente se esforça em servir a Jeová tem condições de sentir a prometida “paz de Deus” que excede todo pensamento e entendimento humanos. (Filipenses 4:7) Enquanto ainda há tempo, elas continuam a ajudar outros a entrar nesse arranjo pacífico de Jeová dos exércitos. Que lugar ocupa em nossa vida tal obra salvadora de vidas?
Encher de “Produtos” o “Solo Produtivo”
13. Isaías 27:6 indica que se poderia esperar o que em nossos dias?
13 Qual seria o papel, de âmbito mundial, que o Israel espiritual cumpriria depois de novamente ser conduzido ao favor divino após a Primeira Guerra Mundial? Isto nos é indicado pelas seguintes palavras acalentadoras em Isaías 27:6:
“Nos dias vindouros, Jacó lançará raízes, Israel produzirá flores e realmente florescerá; e eles simplesmente encherão de produtos a superfície do solo produtivo.”
Examine a realidade destas palavras hoje. Fazer isso lhe dará motivo adicional para tornar-se um dos do povo de Deus, ou, se já o é, para ficar ainda mais firmemente decidido a permanecer entre os adoradores verdadeiros, independente de que testes ou problemas surjam.
14. Como teve Isaías 27:6 um cumprimento no povo de Deus?
14 Uma situação como a predita em Isaías 27:6 tem sido encontrada cada vez mais entre os adoradores de Jeová desde o ano de 1919, quando foi realizado em Cedar Point, Ohio, Estados Unidos, o primeiro congresso geral das Testemunhas de Jeová. Por exemplo, não foi muito depois disso que a Sociedade Torre de Vigia (dos EUA) começou a imprimir a sua nova revista, The Golden Age (A Idade de Ouro), agora conhecida como Despertai!. Era como se então o Judá espiritual estivesse criando raízes.
15. A partir de 1918, que perspectiva emocionante apresentou-se aos adoradores verdadeiros?
15 Assim, nos primeiros anos de libertação e reintegração no favor de Jeová, os verdadeiros cristãos começaram a florescer como “plantação de Jeová”. (Isaías 61:3) Em 1918, o último ano da Primeira Guerra Mundial, o espantoso discurso “Milhões Que Agora Vivem Talvez Nunca Morram” foi proferido publicamente por J. F. Rutherford. Havendo na terra apenas um pequeno restante de discípulos do Rei reinante Jesus Cristo, gerados pelo espírito, para assumir o trabalho ordenado por Deus que então lhes cabia, era esta uma superestimação dos assuntos?
16. (a) Como reagiram os do restante diante das perspectivas que se lhes apresentaram? (b) Com que “produtos” eles se regozijaram, e com que resultados?
16 Como iria Jeová usar tais cristãos para encher “de produtos a superfície do solo produtivo”? O restante do Israel espiritual tomou a iniciativa, mas, que dizer dos “produtos” com os quais se deveria encher o solo produtivo? Os do restante acharam os “produtos”, que incluíam as boas novas do Reino estabelecido de Jeová às mãos de Cristo, tão saborosos e nutritivos que desejaram partilhá-los com os seus semelhantes. Jeová havia predito que o pequeno tornar-se-ia mil e o menor, uma nação forte, e isto revelou não ser erro de cálculo da parte de Deus. (Isaías 60:22) Logo juntou-se ao restante do Israel espiritual “uma grande multidão” de “outras ovelhas” do Pastor Excelente, Jesus Cristo. — Revelação 7:9-17; João 10:16.
17, 18. O que pode você atestar quanto a ‘encher de produtos a superfície do solo produtivo’?
17 Talvez saiba qual é hoje a situação no que tange ao cristianismo verdadeiro. A Sociedade Torre de Vigia, dos EUA, tem agora 94 filiais e congêneres em todo o globo. O número de congregações organizadas das Testemunhas de Jeová em operação é agora de cerca de 48.000, e se localizam em 203 terras. Dá-se todo o crédito por isso ao Deus verdadeiro, e tais acontecimentos notáveis aí estão como vindicação de Sua Palavra infalível, enquanto “o fim”, como predito em Mateus 24:14, ainda não vem.
18 Sim, há quase três milhões de cristãos trabalhando com a Sociedade Torre de Vigia e suas congêneres, ao redor do globo. Estes milhões se compõem na maior parte das “outras ovelhas”, que há muito vêm realizando o grosso da obra mundial de testemunho, e ‘o regozijo de Jeová tem sido a sua força, ou baluarte’. (Neemias 8:10) Assim, cada um de nós hoje tem a oportunidade de ficar espiritualmente bem suprido e de participar em ‘encher de produtos a superfície do solo produtivo’.
19. De que pode você usufruir quanto ao “solo produtivo”, e o que acha disso?
19 Podemos estar certos de que Jeová nunca permitirá que os atuais “produtos” do “solo produtivo”, o campo de atividade de suas Testemunhas, sejam destruídos. O trabalho de suas Testemunhas pregadoras nunca terá sido em vão! Os frutos espirituais, ou “produtos”, cultivados por cristãos verdadeiros, visam a nutrição de todos os que deles se queiram servir. Isto incluirá, com o tempo, os bilhões de mortos humanos que serão ressuscitados sob o Reinado Milenar de Jesus Cristo. Imagine o que isto pode significar para você no futuro! No devido tempo, muitos israelitas naturais do passado serão ressuscitados. Talvez alguns deles estiveram envolvidos no cumprimento inicial da profecia em Isaías, capítulo 27. Não lhe seria fascinante estar vivo então e poder falar de sua participação na tarefa maior e hodierna de ‘encher o solo produtivo com produtos’? — Veja Revelação 22:2, 3.
Põe-se um Ponto Final na Trajetória do “Leviatã”
20. O que está reservado para o “leviatã”, e com que resultado quanto à soberania de Deus?
20 Naquele tempo o Egito figurativo, o atual sistema iníquo sobre o qual Satanás tem dominado como deus, não mais existirá. Jeová terá voltado sua atenção para o simbólico leviatã, a serpente deslizadora e sinuosa no meio do mar da humanidade. O leviatã e as nações, e até mesmo uniões de nações, terão desaparecido. Ele não andará às soltas como livre e ativo corruptor da humanidade, pela qual Jesus Cristo morreu. (Isaías 27:1) Sim, Satanás, o Diabo, será lançado no abismo onde ficará durante o Reinado Milenar de Jesus Cristo, o Filho de Davi e legítimo Herdeiro do Reino. Os 144.000 israelitas espirituais no céu serão co-herdeiros com ele, o simbólico Leão da tribo de Judá. (Romanos 8:16, 17; Revelação 5:5, 9, 10; 7:1-4) Jeová Deus, o Altíssimo, terá sido vindicado para sempre como Senhor Soberano do universo. A organização universal de Jeová, no céu e na terra, jubilosamente gozará de paz e harmonia permanentes. Por tempos infindáveis, literalmente para todo o sempre, Jeová derivará regozijo de sua organização universal unificada.
Lembra-se?
◻ Por que os cristãos verdadeiros sentiram o “furor” de Jeová no início deste século, e o que podemos aprender dessa experiência?
◻ Em contraste com as nações, como podemos ‘tomar a Jeová como nosso baluarte’? (Isaías 27:5)
◻ Como é que “o solo produtivo” se tem enchido de “produtos” em nossos dias? (Isaías 27:6)
◻ Que futuro cumprimento de Isaías 27:1 podemos esperar confiantemente?
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