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    Despertai! — 1988 | 22 de setembro
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      “As emergências silenciosas”

      Assim descreveu James P. Grant, diretor executivo do UNICEF (Fundo Internacional das Nações Unidas para Ajuda de Emergência à Infância), a morte não anunciada de milhões de crianças do Terceiro Mundo. Entretanto, ele se referia, não às mortes amplamente divulgadas, provocadas pela fome na África, mas às vítimas de calamidades silenciosas: mortes decorrentes da desnutrição, não da fome; mortes decorrentes da desidratação, não da sede; mortes decorrentes de doenças, não de secas.

      Por que prossegue tal tragédia? O que podem os pais fazer para proteger seus filhos? Despertai! faz uma análise esclarecedora, e talvez perturbadora, de tais perguntas.

  • Por que as crianças estão morrendo
    Despertai! — 1988 | 22 de setembro
    • Por que as crianças estão morrendo

      No tempo que levará para ler esta sentença, três crianças morrerão sem necessidade.

      MAS não são nem enchentes, nem a fome, nem a seca que estão esmagando a vida de crianças à proporção estonteante de uma a cada dois segundos. William U. Chandler declara no relatório State of the World 1986 (Condição do Mundo 1986), publicado pelo “Worldwatch Institute“: “Mais crianças morrem por serem incorretamente desmamadas do que pela fome. Mais crianças morrem por seus pais não saberem como lidar com a diarréia do que por causa de epidemias. . . . Os analistas geralmente concordam que cerca de 17 milhões de crianças morrem cada ano em decorrência dos efeitos combinados da má nutrição, da diarréia, da malária, da pneumonia, do sarampo, da tosse comprida e do tétano. Praticamente todas essas mortes ocorrem no Terceiro Mundo.”

      A tragédia de tal perda é intensificada por uma terrível ironia. Chandler prossegue: “De metade a dois terços [dessas mortes] poderiam ser evitados com medidas relativamente simples.” (O grifo é nosso.) Sim, os pais que vivem em países em desenvolvimento não precisam aguardar grandiosos planos governamentais ou projetos de saúde em grande escala. Já existe o conhecimento técnico para ajudá-los a salvar a vida dos filhos! Tudo que se precisa é a disposição da parte deles de aprender e pôr em prática algumas medidas relativamente simples e baratas. Convidamo-lo assim a ler os relatórios dos correspondentes de Despertai! de dois países da África. Espera-se que estes artigos se revelem, não só informativos, mas salvadores de vidas.

  • Como ajudar as crianças a permanecer vivas!
    Despertai! — 1988 | 22 de setembro
    • Como ajudar as crianças a permanecer vivas!

      Do correspondente de Despertai! na Nigéria

      ÁGUAS poluídas, suprimentos limitados de alimentos, doenças e infecções alastradas tais condições são comuns em países em desenvolvimento. Entretanto, o Dr. Chizu Okudo, pediatra nigeriano, disse a Despertai!: ‘A falta de conhecimento e a negligência (da higiene correta] por parte dos pais contribuem para criar condições favoráveis à doença.’

      O Dr. Okudo prossegue: ‘A geração mais antiga aconselha muitas vezes os pais mais jovens que a diarréia aquosa elimina as impurezas e que devem deixá-la seguir seu curso.’ Acatando tal conselho errôneo, os pais não tratam a criança doente. O resultado amiúde é a morte.

      No entanto, a vida é preciosa para todos os que honram “a fonte da vida”. (Salmo 36:9) Portanto, os pais tementes a Deus não permitem que superstições ou costumes locais ponham em perigo a vida de seus filhos. E o diretor-geral de saúde na Malásia afirma: “A prevenção de afecções. . .deve começar em casa.”

      Bocas Demais Para Alimentar?

      A “escassez de víveres” é uma característica do nosso tempo, e especialmente os países em desenvolvimento têm sido duramente atingidos por ela. (Mateus 24:7) Para complicar o problema, “ainda existem áreas de fertilidade extremamente elevada — acima de seis filhos por mulher — em toda a África e Oriente Médio”, declara Planning the Global Family (Planejamento Familiar Global), um relatório publicado pelo “Worldwatch Institute”.

      Então, por que os casais africanos não limitam o tamanho de sua família? O relatório do “Worldwatch Institute” explica: “A posição econômica e social duma mulher [africana] se eleva com o número de filhos que ela tem, especialmente pelo fato de que os filhos representam mãos adicionais para ajudar na lavoura, no mercado, e em outras tarefas.” O livro Africa in Crisis (África em Crise) acrescenta: “A alta probabilidade de que os filhos não vivam incentiva os pais africanos a ter família grande.” Em alguns países da África, quase um quinto de todos os bebês morre no primeiro ano de vida! Ironicamente, porém, ter muitos filhos cria amiúde um círculo vicioso de moradias apinhadas e insalubres, e saneamento inadequado — justamente as condições que desempenham um grande papel na morte das crianças.

      Os médicos dizem adicionalmente que a mulher precisa de tempo para se recuperar da gravidez e do parto antes de conceber novamente. Do contrário, sua capacidade de produzir bebês saudáveis pode ser seriamente prejudicada.

      Apesar disso, os africanos tendem a resistir à idéia do planejamento familiar.a Entretanto, não se deve pôr de lado o assunto sem considerá-lo seriamente. Os cristãos podem raciocinar que, embora a Bíblia não condene ter filhos, ela realmente diz em 1 Timóteo 5:8: “Certamente, se alguém não fizer provisões para os seus próprios, e especialmente para os membros de sua família, tem repudiado a fé.” Ter uma família grande demais talvez torne impossível os pais proverem alimentação, roupa e abrigo adequados para os filhos. Embora se trate dum assunto pessoal, alguns casais, por isso, aprenderam a usar métodos anticoncepcionais e a evitar ter mais filhos do que podem cuidar devidamente.

      Amamentação ao Peito versus Mamadeira

      “A desnutrição causada por práticas de alimentação infantil deficiente ceifa mais de 10 vezes mais vidas do que a própria fome”, afirma o pesquisador William Chandler. “Conjugada com a desidratação por diarréia, a desnutrição é o principal assassino no mundo.” Freqüentemente, as ‘práticas de alimentação deficiente’ começam na infância.

      O leite materno é o alimento ideal para a maioria dos bebês, por conter todos os nutrientes necessários. É digerido com facilidade e rapidez. Está sempre fresco e na temperatura correta. Contém anticorpos que protegem e ajudam o bebê a criar resistência contra infecções. A amamentação ao peito provê também à criança a atenção amorosa, que é essencial para o desenvolvimento emocional.

      A amamentação ao peito, porém, declina em muitos países em desenvolvimento, ao passo que as mulheres assumem empregos seculares. Conseqüentemente, muitos bebês africanos são alimentados com preparados em pó. Tais alimentos são nutritivos quando preparados corretamente sob condições higiênicas. “Em regiões pobres do mundo, porém”, noticiou a revista Time, “isso é às vezes impossível. Mães talvez inconscientemente misturem o preparado em pó com água contaminada, ou, para economizar dinheiro, diluem-no demais”. Os resultados podem ser fatais.

      Queen, mãe nigeriana de sete filhos, recorda que as enfermeiras do hospital acostumaram seus bebês à mamadeira desde o início. Queen continuou o procedimento em casa. Mas, seus seis filhos sofreram de grave e repetida diarréia — um quase morreu. O marido dela diz: “Demo-nos conta de que nossa sexta criança estava sendo infetada pela mamadeira, de modo que paramos de usá-la, e ela se recuperou. Atualmente, Queen amamenta ao peito nosso sétimo filho nos seus primeiros meses.”

      O que se quer dizer com isso? Dê o seio à criança o mais cedo possível! Tenha você mesma uma dieta equilibrada, para que possa produzir leite saudável. Um benefício colateral da amamentação é que ela tende a retardar o reinício da menstruação após o nascimento dum bebê. Por isso é chamado de anticoncepcional da natureza.

      Alimente-as Corretamente!

      Às vezes, porém, as crianças africanas são alimentadas exclusivamente com leite materno até o 18.º mês de vida. “Quando desmamadas”, diz William Chandler, “muitas crianças recebem alimentos de adultos que elas não conseguem mastigar ou digerir, ou que não são nutritivos”.

      A sede do UNICEF em Côte d’Ivoire produziu um cartaz que aconselha às mães: “Após cinco meses, suplemente a amamentação.” O leite materno deve ser suplementado por frutas, cereais e verduras cozidos e passados na peneira, sendo assim suficientemente moles para serem mastigados e engolidos por um bebê. Certa mãe nigeriana chamada Ijeoma amamentou seus quatro filhos durante os primeiros quatro meses. Continuou a amamentá-los até os 12 meses, substituindo isso gradualmente por sucos, papas e outros preparos dados de colher ou servidos na mamadeira. Ela manteve estrita higiene ao preparar os alimentos. Com que resultado? Seus filhos cresceram saudáveis, e tiveram poucos casos de infecção.

      À medida que a criança cresce, uma dieta equilibrada a ajudará a permanecer saudável. Uma refeição composta apenas de carboidratos, tais como inhame, mandioca ou arroz branco, não proverá nutrição suficiente. Seu corpo necessita também de proteínas, vitaminas e minerais encontrados em carne, ovos, leite, feijão, milho e numa variedade de verduras e frutas.

      É importante também o modo como os alimentos são manuseados e guardados. Talvez pareça tentador usar alimentos perecíveis que ficaram uns dois dias fora do refrigerador, mas NÃO OS UTILIZE! “Alimentos contaminados são freqüentemente arriscados e podem levar a repetidos ataques de diarréia e de outras doenças infecciosas.” Portanto, (1) lave as mãos antes de tocar em alimentos ou prepará-los. (2) Coma o alimento imediatamente após cozinhá-lo — não o deixe exposto por muito tempo à temperatura ambiente. (3) Mantenha sua cozinha, seus utensílios de cozinha, suas roupas e você mesma sempre limpos e asseados. — Revista A Saúde do Mundo.

      Germes e parasitas abundam em águas poluídas. Assim, filtre ou ferva a água antes de usá-la. Enxágüe com água fervente os utensílios usados para comer e lave as mãos antes de manusear alimentos.

      De fato, talvez o modo mais simples de proteger a saúde seja manter um elevado padrão de limpeza. Nos países em desenvolvimento, porém, isso pode constituir verdadeiro desafio.

      [Nota(s) de rodapé]

      a Certa pesquisa feita em países em desenvolvimento revelou que na América Latina a maioria das mães não deseja ter mais filhos. “Somente na África é que uma minoria definida de mulheres tinha tal conceito.” — State of the World 1985, “Worldwatch Institute”.

      [Fotos/Quadro na página 7]

      Outras Medidas Que Podem Salvar a Vidab

      Mais de 2.000 crianças morrem diariamente de doenças tais como o sarampo, a paralisia infantil, a tosse comprida, a difteria, o tétano e a tuberculose — todas as quais, afirmam os médicos, são facilmente evitáveis por imunização. Assim, muitos pais tomaram a decisão pessoal de inocular seus filhos contra tais doenças. A Nigéria, por exemplo, possui o PAI (Programa Ampliado de Imunização). Talvez haja um programa similar em seu país. — Veja “Despertai!” de 22 de fevereiro de 1966, para obter mais informações sobre vacinação.

      Lembre-se, porém, de que para uma criança receber plena proteção, talvez seja necessário retornar para tomar doses de reforço. Os pais ficam muitas vezes preocupados com as febres e as dores brandas que podem ocorrer após a primeira inoculação da criança. Entretanto, muitos pais raciocinam que esse desconforto mínimo é um pequeno preço a pagar pela proteção da criança contra doenças fatais.

      Familiarize-se também com a TRO (Terapia de Reidratação Oral).c Num recente período de dez anos, uns 30 milhões de crianças morreram de desidratação e de desnutrição causadas pela diarréia. Uma simples solução de glicose, sal e água, porém, pode salvar a vida de seu filho se ele tiver diarréia. Ministrada em forma de bebida, ela aumenta a capacidade do corpo de absorver líquidos para substituir o que é perdido por meio da diarréia e do vômito. Se não puder obter os envelopes do composto salino, siga a seguinte receita simples: Misture uma colher de chá rasa de sal, oito colheres de chá rasas de açúcar, e um litro de água. A TRO “evita a morte em 90 por cento dos casos de desidratação diarréica”.

      Apesar de todas as precauções, as crianças ainda podem contrair infecções e parasitas intestinais. Como se pode ficar atento à presença de tais condições perigosas? Uma tabela progressiva de peso, facilmente obtida em muitos países, poderá ajudar. Simplesmente pese seu filho todo mês e registre o peso na tabela que mostra a taxa de crescimento normal. A comparação dos dois pesos indicará qualquer deficiência no desenvolvimento dele.

      [Tabela]

      (Para o texto formatado, veja a publicação)

      Tabela Progressiva de Peso

      criança mediana saudável

      pode indicar dieta deficiente (consulte um médico ou clínico)

      20

      18

      16

      14

      12

      10

      8

      6

      4

      2

      kg 0

      1.º ano 2.º ano 3.º ano 4.º ano 5.º ano

      [Nota(s) de rodapé]

      b Isto é fornecido apenas a título de informação. Despertai! não recomenda um tipo de tratamento médico como sendo melhor do que outro.

      c Veja “Uma Solução Salina Que Salva Vidas!” na Despertai! de 22 de setembro de 1985.

      [Quadro na página 5]

      Alguns Sintomas da Desnutrição

      ◼ Pouca energia — a criança evita brincadeiras vigorosas.

      ◼ Falta de apetite — a criança recusa comida, come pouco.

      ◼ Crescimento lento — a criança é pequena demais para a idade.

      ◼ Resistência reduzida — doenças freqüentes decorrentes de infecções insignificantes.

      Algumas Causas de Desnutrição

      ◼ Falta de alimento.

      ◼ Abundância de alimento, mas do tipo errado.

      ◼ Alimentação de mamadeira com misturas fracas ou manuseio anti-higiênico.

      ◼ Infecções.

      ◼ Parasitas intestinais causadores de diarréia ou vômitos.

  • Como enfrentar o desafio da limpeza
    Despertai! — 1988 | 22 de setembro
    • Como enfrentar o desafio da limpeza

      Do correspondente de Despertai! no Quênia

      “MAMAAA, nakufa!”, chora a criança. Isso significa: “Mamãe, estou morrendo!” Uma tentativa de homicídio? Não, a criancinha está em pé dentro duma bacia e está sendo cabalmente esfregada pela mãe. Apesar da veemente resistência, a mãe completa sua tarefa!

      Tais cenas são comuns na África, até mesmo nas localidades mais pobres. Todavia, nem sempre é fácil manter padrões de higiene. O clima africano opressivamente quente torna o trabalho de limpeza duplamente difícil. Tempestades de pó cobrem cada fresta da casa com fino pó marrom. Condições econômicas deteriorantes colocam o custo dos suprimentos de limpeza, conservação — e até mesmo da água — fora do alcance de muitos. Nas regiões em que as mulheres têm de caminhar quilômetros todos os dias para buscar água, elas compreensivelmente relutam em usar essa preciosa comodidade para limpeza.

      As avolumantes populações urbanas, bem como em algumas áreas rurais, também criam riscos à saúde. Esgotos abertos, montes de lixo não recolhido, banheiros coletivos imundos, ratos portadores de doenças, baratas e moscas tornaram-se vistas comuns.

      Ademais, é ampla a falta de conhecimento sobre higiene e saneamento corretos. As pessoas contaminam suprimentos de água sem se darem conta das conseqüências letais disso. Ratos e outros portadores de doenças são tolerados — crianças até mesmo brincam com eles.

      Os Benefícios da Limpeza

      Por que devem as famílias dar-se ao trabalho e à despesa de manter as coisas limpas? Porque bactérias e parasitas prosperam em ambientes sujos. Assim, um assunto tão simples como a limpeza poderia significar a diferença entre a vida e a morte para seu filho! É verdade que a limpeza aumenta as despesas da casa. A água usada para lavar talvez seja cara ou difícil de obter. Mas, remédios são muito mais caros. Sabão, desinfetante, cera, uma ratoeira e um recipiente para lixo também custam dinheiro, mas não tanto quanto contas de médico.

      É interessante que há na Bíblia mais de 400 ocorrências das palavras relacionadas com “limpo”, “puro” e “lavar”. A Lei de Deus dada a Israel continha regulamentos específicos que incentivavam a limpeza física e bons hábitos sanitários. (Êxodo 30:18-21; Deuteronômio 23:11-14) O mandamento de ‘amar o próximo’ também motiva os cristãos a manter limpos a si mesmos e a seus lares. — Mateus 22:39.

      O quadro da página 10 fornece uma lista útil de coisas que podem ser verificadas na casa. Os princípios se aplicam a qualquer país. Algumas das sugestões alistadas, tais como encerar o piso (preenchendo assim quaisquer frestas pequenas) e manter o lixo num recipiente fechado, tornarão sua casa muito menos atraente para insetos e outros portadores de doenças. Consertar buracos nas portas e nas janelas impedirá a entrada, não só de poeira, mas também de pequeninos intrusos. E se não resultar em nenhum outro benefício, a limpeza tornará sua casa um lugar mais agradável de se viver!

      Cooperação da Família

      Depois de estudar esta lista de verificação, a dona-de-casa talvez elabore um programa de limpeza regular. Se todos os membros da família cooperarem, o programa não precisa constituir um fardo.

      Jecinta, por exemplo, é mãe de oito filhos e mora num pequeno apartamento duma cidade da África Oriental. Quando se lhe perguntou como mantém o lar tão apresentável, ela disse: “Todos aprenderam a fazer sua parte. Quando alguém derrama algo, recebe um trapo ou outro equipamento para limpar a sujeira. Eles foram também ensinados a ser asseados ao comer.” O pai também pode cooperar com a esposa e apoiar os esforços dela. Ele também pode participar em treinar os filhos desde a tenra idade a ser limpos e asseados.

      Medidas Preventivas

      Às vezes se pode facilitar o trabalho de limpeza por adotar medidas preventivas. Por exemplo, por que não plantar grama e árvores próximo da casa, a fim de reduzir o pó? Ou então, procure cercar uma área perto da casa para que os filhos tenham um lugar limpo em que brincar. Se a redondeza estiver perigosamente apinhada de gente, seria possível encontrar uma moradia num lugar menos apinhado de gente? Isto talvez envolva andar um pouco mais até o trabalho, mas talvez compense o esforço.

      Também, procure jogar fora quaisquer coisas inúteis que tenha guardado. Isso poderá livrar seu lar de desordem desnecessária. E, se a entrada de sua casa fica lamacenta após uma tempestade acompanhada de chuva, por que não cobre com cascalho o acesso à entrada? Se o banheiro de sua casa for externo, por que não coloca uma fechadura para impedir que outros o sujem?

      A Atitude Correta

      Não pense que só é preciso limpar o que fica à vista. Alguns acham que, contanto que o quintal da frente esteja arrumado, não importa se o quintal dos fundos está em desordem; a sala de estar precisa estar apresentável, mas o quarto pode estar desorganizado, ou as paredes da cozinha podem estar pretas de marcas de dedos e de fumaça. Tais incoerências nos lembram as palavras de Jesus aos fariseus: “Limpais por fora o copo e o prato, mas por dentro estão cheios de saque . . . Limpa primeiro por dentro o copo e o prato, para que também por fora se torne limpo.” (Mateus 23:25, 26) Reconhece-se que nem sempre é possível manter a casa toda numa condição impecável. Mas, não vale a pena ter ao menos o alvo de a limpeza reinar na casa toda — não só em partes dela?

      Também não seria correto lançar a culpa da sujeira sobre o proprietário. É verdade que a pintura talvez já tenha vencido há muito tempo, mas isso não significa que as paredes não poderiam ao menos ser lavadas. Talvez se poderia entrar num acordo com o proprietário para que você mesmo faça alguns reparos — em troca dum aluguel menor.

      Enfrentará o Desafio?

      “De início não consegui acreditar”, admite um chefe de família africano chamado Joseph. Ele se referia a um discurso bíblico que ouviu sobre limpeza. Sua família mora numa pequena casa de madeira, apinhada entre dezenas de vizinhos. Esta possui um banheiro coletivo, e a passagem não é pavimentada. Todavia, Joseph e sua família procuraram aplicar esses princípios em seu lar. “Meus filhos calçam agora chinelos, limpamos nossos pés, lavamos as mãos com sabonete e água, e adotamos outras medidas de limpeza”, afirma Joseph. Com que resultado? “Fiquei surpreso. As crianças adoecem com muito menos freqüência, e nós não temos mais todas aquelas despesas de hospital.”

      Assim, com despesas relativamente pequenas e esforço, os pais que vivem em países em desenvolvimento podem tornar o lar seguro, um lugar limpo para si mesmos e para seus filhos. Obviamente, porém, há muitas outras coisas que precisam ser feitas para se resolver os problemas de saúde dos países em desenvolvimento. Há motivos para se crer que esforços em grande escala obterão êxito?

      [Destaque na página 9]

      Sabão, desinfetante, cera, uma ratoeira e um recipiente para lixo custam dinheiro, mas não tanto quanto contas de médico.

      [Quadro na página 10]

      Um Lar Limpo e Asseado — Lista de Verificação

      Banheiro:

      Dê a descarga após usar o vaso sanitário.

      Para uma latrina, use substâncias químicas contra insetos.

      Lave as mãos com sabonete e água após usar o vaso sanitário.

      Lave regularmente o assento e o interior do vaso sanitário, a pia e as demais instalações do banheiro com desinfetante.

      Cozinha:

      Lave as mãos com sabonete e água antes de preparar e servir alimentos.

      Ponha o lixo num recipiente com tampa; desfaça-se regularmente do lixo.

      Não deixe utensílios sujos de um dia para outro.

      Lave muito bem as verduras e as frutas antes de usá-las.

      Se a preparação da comida for feita em área externa, não deixe que pratos e utensílios toquem no chão. Não permita que os alimentos peguem pó.

      Limpe semanalmente os cantos do chão e os armários.

      Lave as mamadeiras em água quente.

      Ferva a água para beber onde o abastecimento é contaminado.

      Lar:

      Guarde as roupas sujas, para lavar, numa cesta ou em outro recipiente.

      Lave as roupas regularmente com água limpa.

      Encere as portas, os pisos e a mobília de madeira periodicamente.

      Tire manchas de paredes, portas e interruptores.

      Lave as janelas.

      Arme ratoeiras e mate ratos; mate baratas e outros insetos.

      Verifique a cama periodicamente para ver se há percevejos e outras pragas.

      Tenha sempre um capacho ou um pano úmido na entrada, para limpar os pés.

      Tape buracos nas paredes e nas portas, e frestas no piso.

      Troque vidraças quebradas.

      Conserte rasgos em colchões e em móveis estofados.

      Área Externa:

      Queime ou enterre o lixo.

      Remova ou enterre excrementos humanos ou animais. Cave uma vala para evitar que o esgoto aberto passe pelo meio do quintal à flor da terra.

      [Quadro na página 11]

      Ensine Sua Família

      O que fazer e o que não fazer para a limpeza nas imediações

      Limpar os pés antes de entrar em casa ou em outro prédio.

      Calçar sapatos ou chinelos.

      Dar descarga depois de usar o vaso sanitário.

      Lavar as mãos com sabonete e água após usar o vaso sanitário e antes de comer.

      Limpar o nariz quando escorre.

      Usar camisa, calça, ou vestido ao sentar-se no chão.

      O que não tocar:

      excrementos

      ratos

      baratas

      lixo

      cães vira-latas

  • Que esperança há para as crianças?
    Despertai! — 1988 | 22 de setembro
    • Que esperança há para as crianças?

      JÁ É tarde demais para milhões de crianças do chamado Terceiro Mundo. Os procedimentos considerados aqui salvariam a milhões delas se se pudesse alcançar e convencer os pais a colocá-los em prática. Visto ser isso quase impossível, milhões de crianças simplesmente continuarão a morrer lenta, silenciosa e inevitavelmente.

      Projetos em grande escala, amplamente divulgados, apresentam pouca esperança. A ONU, por exemplo, patrocionou a Década Internacional da Água Potável e do Saneamento (1981-1990), tendo por alvo prover ‘água potável e saneamento adequado para todos no ano 1990’. Com que resultado?

      “Entre 1980 e 1983”, noticia a revista A Saúde do Mundo, “mais 32 milhões de pessoas em África tinham passado a ser abastecidas de água, e outros 12 milhões eram servidas com melhor saneamento”. Contudo, houve apenas um aumento muito pequeno na porcentagem de pessoas que desfrutam de água limpa e saneamento. O rápido crescimento populacional quase eclipsou os notáveis progressos. Não é de admirar, pois, que o alvo de prover ‘água potável e saneamento adequado para todos no ano 1990’ tem sido chamado de “tarefa quase impossível”.

      Às vezes, porém, os esforços de ajuda são impedidos, não pela falta de fundos ou de potencial humano, mas pela ganância, pela falta de bom critério, e por rivalidades triviais. Os países em desenvolvimento gastam quatro vezes mais com armamentos e gastos militares do que com a saúde. Do pouco que é gasto com o cuidado da saúde, a maior parte se destina a prover cuidados de alta tecnologia — para o benefício de uns poucos privilegiados.

      Considere também a barata Terapia de Reidratação Oral. É bem conhecido que isso poderia salvar milhões de vidas. Contudo, segundo a revista UN Chronicle, “a maioria dos médicos continua a prescrever todos os anos o total equivalente a US$ 400 milhões de drogas antidiarréicas, embora se saiba que a maioria é inútil, prejudicial, ou ambos”.

      Ou considere a devastadora doença parasítica chamada esquistossomose, que atualmente aflige 200 milhões de pessoas, especialmente crianças. “A ciência conhece a causa da esquistossomose, tem experimentado remédios em testes de campo, tem desenvolvido uma estratégia que poderia reduzir dramaticamente esta infecção nos anos vindouros”, escreve June Goodfield no livro Quest for the Killers (Em Busca dos Assassinos). Então, por que persiste a doença? “O problema é agora político”, escreve Goodfield.

      Sim, crianças morrem, não só porque faltam ao homem conhecimento ou recursos para mantê-las vivas, mas porque ele dá mais valor a conveniências políticas e ao ganho pessoal do que à vida humana. As palavras de Jeremias 10:23 têm-se revelado verdadeiras: “Não é do homem terreno o seu caminho. Não é do homem que anda o dirigir o seu passo.” A única esperança para as crianças do mundo realmente para a inteira raça humana — é que Deus assuma o controle do planeta Terra. A Bíblia nos diz que o propósito dele é exatamente esse: “O Deus do céu estabelecerá um reino [ou governo] que jamais será arruinado. . . . Esmiuçará e porá termo a todos estes reinos [os governos contemporâneos], e ele mesmo ficará estabelecido por tempos indefinidos.” — Daniel 2:44.

      Sob o Reino celestial de Deus, as crianças do mundo nunca mais serão ameaçadas por doenças ou pela morte. Portanto, as Testemunhas de Jeová aguardam ansiosamente esse tempo, quando Deus assumirá o controle dos assuntos da terra. Oram conforme Jesus lhes ensinou: “Venha o teu reino.” (Mateus 6:9, 10) A triste condição das crianças do Terceiro Mundo torna ainda mais fervorosas as orações de tais pessoas tementes a Deus.a

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