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A busca da segurançaA Sentinela — 1981 | 1.° de março
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reflete nas ações dos governos. Muitos estão adotando medidas inéditas para defender suas fronteiras e proteger seus diplomatas. A visita da rainha da Inglaterra ao sul da África e a visita do papa à Irlanda envolveram a mobilização de centenas de homens unicamente com propósitos de segurança. Movimentos de navios, aviões e tropas para lugares considerados como tendo importância estratégica são interpretados por alguns países como ameaça à segurança nacional, e são amiúde combatidos por ações militares opostas.
A maioria dos governos partilha a crença geral de que a segurança nacional depende da prontidão militar. Para ilustrar isso, a UNESCO (Organização das Nações Unidas Para a Educação, a Ciência e a Cultura) relatou recentemente que os gastos mundiais em armamentos ‘não estão longe de 1 milhão de dólares (c/Cr$ 70.000.000,00) por minuto’, e que 75 por cento disto são gastos no Terceiro Mundo. (The Courier, abril de 1979, p. 19) Mas, resulta este enorme gasto militar numa sensação de verdadeira segurança para as pessoas que moram nos países onde vêem a fome e as doenças propagadas pela água fazerem diariamente milhares de vítimas?
Perguntamos novamente: Significa o poderio militar realmente segurança? De fato, pode ser que a pessoa nem se preocupe muito com isto. Mas, pode ela realmente sentir-se segura quando contempla seriamente o fato de que os governos em todo o mundo têm o suficiente na forma de engenhos explosivos para matar a todos nós várias vezes? Para ilustrar: Poderia descansar tranqüilamente à noite, com uma metralhadora sob a cama, enquanto sabe que seu vizinho tem outra igual apontada para sua casa e que ele só quer uma oportunidade para usá-la quando achar que não haverá perigo para ele mesmo?
O Desejo de Segurança Comum a Todos
É somente natural que todos nós desejemos sentir-nos seguros. Até mesmo no mundo animal há o desejo inerente de segurança. As aves constroem seu ninho nos lugares mais disfarçados e difíceis de alcançar. Os esquilos armazenam nozes para o período mais frio do ano. A gata, quando prestes a ter filhotes, investiga todos os armários da casa em busca dum canto seguro onde alimentá-los.
A pergunta com que todos nos confrontamos hoje é: Para onde podemos olhar em busca de segurança? Os animais baseiam instintivamente seu senso de segurança em coisas materiais. Mas, que dizer do homem? Baseia-se nossa segurança em coisas materiais, não nos tornando melhores do que os animais? Depende ela do nosso emprego ou, talvez, de riquezas acumuladas na forma de ouro, prata ou contas bancárias? Podem os armamentos tornar seguro nosso modo de vida? Ou a segurança deverá encontrar-se sob uma forma específica de governo que se mostre mais estável que as outras?
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O sábio rei Salomão disse:A Sentinela — 1981 | 1.° de março
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O sábio rei Salomão disse:
“Resguarda a sabedoria prática e o raciocínio, e mostrar-se-ão vida para a tua alma e encanto para a tua garganta. Neste caso andarás em segurança no teu caminho e até mesmo teu pé não baterá em coisa alguma. Quando te deitares, não sentirás pavor; e hás de deitar-te e teu sono terá de ser prazenteiro. Não precisarás ter medo de uma repentina coisa pavorosa, nem da tempestade sobre os iníquos, porque ela está chegando. Porque o próprio Jeová, de fato, mostrará ser tua confiança e ele certamente guardará teu pé da captura.” — Pro. 3:21-26.
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