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  • “Haverá homens amantes de si mesmos”

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  • “Haverá homens amantes de si mesmos”
  • A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1963
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A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1963
w63 1/9 pp. 515-516

“Haverá Homens Amantes de Si Mesmos”

“SABE, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos. Porque haverá homens amantes de si mesmos.” Foi assim que o inspirado apóstolo Paulo começou a sua profecia que se cumpre indubitavelmente em nossos dias. — 2 Tim. 3:1, 2, Al.

Alguém talvez pergunte: Que mal há em ter amor-próprio? Não diz a Palavra de Deus que devemos amar-nos quando ordena: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”? — Lev. 19:18, Al.

Sim, é verdade. Precisamos amar-nos para sermos felizes e o propósito de Deus é que sejamos felizes, pois ele é um “Deus feliz”. Tornar-se infeliz estribado na piedade não tem apoio da Palavra de Deus. Segundo ela, “um tratamento severo do corpo” é uma simples “aparência de sabedoria” que ‘não tem valor algum em combater a satisfação da carne’. — 1 Tim. 1:11; Col. 2:23.

Todavia, amar a si mesmo com um amor esclarecido e salutar, tem de ser equilibrado com o amor ao próximo. Obviamente, quando Paulo disse que ‘haveria homens amantes de si mesmos’, ele queria dizer que fariam isto ao ponto de negligenciarem o amor a outros. Isto foi indicado pela sua previsão de que também não teriam “afeto natural”. — 2 Tim. 3:3, Al.

Desde Adão os homens têm sido “amantes de si mesmos”. Ele foi o primeiro que transgrediu assim, de outro modo ele não teria desobedecido a Deus nem teria culpado a sua esposa pelo seu pecado e isto com as seguintes palavras: “A mulher que me deste por companheira” — em vez de: ‘A minha querida esposa’ — “ela me deu da árvore, e comi” Não que Eva pudesse queixar-se disto, afinal de contas ela também se mostrou ‘amante de si mesma’. — Gên. 3:1-12, Al.

Embora os “amantes de si mesmos” tenham sido a maior classe da raça humana desde os dias de Adão em diante, têm chegado hoje a extremos nunca vistos. Por isso, todos os que amam a Deus e ao que é justo farão bem em evitá-los de várias maneiras. Muitos dos que tomam a liderança na política, no comércio e na religião do mundo mostram que são amantes de si mesmos pela sua ávida busca de poder, de riqueza e de fama. Diz-se que os homens assim têm personalidades egocêntricas, pois seus pensamentos, seus planos e ações centralizam-se neles mesmos, no ego. São intrigantes, autoritários, insensíveis, incapazes de se submeterem à autoridade de outros. Usam seus amigos para a sua própria vantagem, mas os abandonam quando não são mais de utilidade, demonstrando assim a completa falta de afeição.

E também os atores e as atrizes teatrais, de cinema, de ópera ou outros como estes demonstram a miúdo que são amantes de si mesmos pelas muitas exigências arbitrárias que fazem, pelo preço que exigem para cooperar. Típico foi o comportamento de certa malfadada “estrela” de quem se diz que demonstrava “ferrenha indiferença para com os outros” e que sempre se apresentava para o trabalho desde uma até vinte e quatro horas atrasada; sendo que seu egoísmo aumentou o custo da produção de uma simples película a tanto quanto um milhão de dólares. Outras “estrelas”, ainda na terra dos viventes, vão além dela; seus modos temperamentais e desleixados elevam o custo de certas películas a muitos milhões de dólares.

Uma forma particularmente abominável de amor pelo ego é o amor pelo próprio corpo, chamado de narcisismo. Recebeu seu nome de Narciso, “um belo jovem greco-romano mitológico que se enamorou de sua própria imagem e morreu de amor não correspondido, transformando-se na flor narciso”. (Webster) Isto parece ser uma tendência moderna nas fitas de cinema, junto com outros temas insalutares. Assim, certo ator é mostrado a beijar sua imagem num espelho; outro representa mirando-se num espelho enquanto canta “Eu creio em ti”; e certa atriz é vista a mirar à sua imagem refletida em três espelhos enquanto suspira: “Eu me sinto bela.” Vaidade referente aos próprios encantos físicos é uma manifestação do amor pelo ego. Mui aparentemente a conspiração de Absalão para tirar de seu pai, o Rei Davi, o trono de Israel foi devida a enamorar-se de sua grande beleza física, virando isto a sua cabeça e o seu coração. — 2 Sam. 14:25; 15:4.

Não faz muito tempo um jovem marido disse que simplesmente não podia sentir afeição alguma pela sua bela, jovem e devotada esposa e que sentia-se como um hipócrita ao tentar demonstrar afeição por ela. Aparentemente ele estava tão enamorado de si mesmo que não podia sentir afeição natural por outrem apesar de suas qualidades, suas necessidades ou mesmo do mandamento de Deus para assim fazer! — Efé. 5:25.

Não que este amor excessivo pelo ego só se limita a casos extremos. Todos nós precisamos combater esta tendência. Ela se manifesta na cegueira do marido quanto às oportunidades de ajudar em casa, na mulher estar sempre fazendo do marido o seu escravo, na pura preguiça, na recusa de tolerar desconfortos e perturbações, na manifestação aguda de impaciência pelos atrasos. Sem dúvida ela e a principal causa de discórdias maritais, bem como de casamentos desfeitos. Preocupação demasiada pela saúde, pela dieta, etc., são outras manifestações dela.

Este amor pelo ego pode até insinuar-se na adoração que alguém presta a Deus. Um cristão dedicado pode ficar tão preocupado com alcançar seus requisitos ministeriais e suas quotas que chega até ficar cego quanto à sua obrigação de ajudar a sua família e os fracos. E a menos que tenha cuidado, um ministro de tempo integral pode ficar concentrado em si e tornar-se autoritário por causa dos seus privilégios adicionais, como se estes lhe dessem certa categoria espiritual.

É digno de nota que quando se perguntou a Jesus: “Que mandamento é o primeiro de todos?” ele não encerrou o assunto, respondendo: ‘Tens de amar teu Deus, de todo o teu coração, alma, mente e força.’ Não, mas ele sentiu-se compelido a observar que havia um segundo mandamento também importante: “Tens de amar o teu próximo como a ti mesmo.” Deixe que ambos estes grandes mandamentos lhe sirvam de proteção contra os perigos destes dias em que os homens são “amantes de si mesmos”. — Mar. 12:28-31.

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