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A crescente ameaça dos abusos de tóxicosDespertai! — 1970 | 22 de outubro
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não aparecessem. Uma enquête em certa escola revelou que 18 por cento dos rapazes e 12 por cento das moças do sétimo ano escolar já tinham pelo menos provado a maconha. O Centro de Viciados do Distrito de Colúmbia, em Washington, já revelou haver maconheiros tão jovens como de oito anos de idade.
Onde e como as crianças se envolvem no abuso de tóxicos? Primariamente, nas escolas. As crianças mesmas se referem às escolas como sendo “centros de supermercados” para tóxicos durante o período escolar e às ruas e aos parques da cidade em outras épocas. Eis o que algumas delas têm a dizer:
Um rapaz de dezessete anos de Connecticut, EUA, disse: “Eu mal começara a cursar o ginásio quando fiquei primeiramente exposto aos tóxicos. Quase todos na escola conhecem alguém que vende tóxicos, quer os use quer não. A parte mais engraçada de tudo é que tudo isso se faz às claras. É guardado nos armários dos estudantes. Ficaria chocado de ver os armários dos puxadores repletos até em cima de sacos de ‘erva’ [maconha] de ‘cinco centavos [Cr$ 0,25]’ e de ‘dez centavos [Cr$ 0,50]’.”
Disse um adolescente: “A primeira vez que fui convidado a usar maconha foi no segundo ano. Muitos dos meus amigos a experimentavam simplesmente por curiosidade. Após um tempo, também a experimentei.”
Um rapaz de Detroit, Michigan, escreve: “Em minha turma de biologia, no último semestre, havia esse garoto que me disse que se eu alguma vez mudasse de idéia e quisesse tóxicos, ele os arranjaria para mim bem baratinho.”
Um rapaz de dezoito anos de New Haven, Connecticut, escreveu: “Comecei inicialmente a usar tóxicos quando tinha 16 anos, na cidade de Nova Iorque. Quando estava na escola, um amigo meu me convenceu de que os tóxicos mais potentes eram o ‘quente’.”
Certa moça de São Francisco escreve: “Quando era segundanista, colocaram um cigarro verde em minha carteira escolar. Fiquei chocada ao saber que era maconha. Os rapazes me desafiaram à fumá-la.”
Os relatórios são geralmente os mesmos, quer de Nova Iorque quer de São Francisco — as escolas são um dos principais centros geradores do vício de tóxicos. Mas, muitos jovens não estão convictos plenamente é da medida em que vários tóxicos são prejudiciais e perigosos.
É perigosa a maconha? A resposta é Sim. Muitas são as pessoas que sofrem efeitos adversos. Um jovem de dezesseis anos de Maryland, EUA, afirmou que largava a maconha “porque não consigo lembrar mais as coisas”. Outra pessoa “fumara um cigarro e se tornara inquieta, agitada, tonta, temerosa de seu ambiente, amedrontada pela morte, e sofrera três breves ataques de perda de consciência”. A maconha prejudica o juízo e perturba a visão, a audição e o senso do tempo e da distância praticamente para cada provador. E, na maioria dos casos em que se tomaram tóxicos mais fortes, admitiu-se que fumar maconha definitivamente pavimentou o caminho. É isso o que se poderia chamar de tóxico seguro?
Os alucinógenos, como o LSD, reconhecidamente causam mudanças permanentes de personalidade, danos aos cromossomos humanos, comportamento imprevisível que leva a tentativas de suicídio e à dependência psicológica. Os agentes deprimentes (barbitúricos) podem causar o delírio, alucinações, convulsões e coma. Os estimulantes (anfetaminas) podem causar a mudança permanente de personalidade. A heroína destrói a força de vontade, causa extrema inquietação, graves dores leves e agudas e a morte pela alta dosagem. Aspirar solventes provoca danos ao fígado e aos rins e bem amiúde leva à morte.
Que podem fazer os pais para proteger seus filhos dos tóxicos que afetam a mente? Que podem os filhos fazer para proteger a si mesmos da influência escravizadora aos tóxicos que varre o mundo? Há coisas específicas que os pais e os filhos podem e devem fazer agora. O artigo seguinte diz quais são elas.
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Proteja sua família dos abusos de tóxicosDespertai! — 1970 | 22 de outubro
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Proteja sua família dos abusos de tóxicos
O que podem fazer os pais para proteger seus filhos do problema dos abusos de tóxicos? O que se tem provado um remédio?
DESPERTEM-SE, pais! Já existe o problema de tóxicos. É grande, e se torna cada vez maior.
Há uma geração atrás, muitos rapazes fumavam secretamente cigarros atrás da casa ou estábulo da família. Hoje, um número demasiado grande de jovens se entregam a tóxicos e narcóticos perigosos. Os cigarros fumados pelos seus pais causaram inúmeras mortes de câncer pulmonar. Os tóxicos oferecidos pelos “amigos” na escola talvez representem também um passo para a destruição pessoal.
Em geral, os tóxicos não são oferecidos aos pais. Não tendo tido experiência com eles, precisam aprender o que observar, e como avisar os filhos. Assim, alguns exemplos específicos serão de valor para os pais conscienciosos e também para os filhos.
Em Los Angeles, o jovem Jafus disse que um amigo lhe oferecera tóxicos no lavatório de seu ginásio. Como se apresentou a tentação? “Venha cá e experimente isto”, instou o amigo. “Isso o tornará um verdadeiro homem. Fará que se sinta bem.” Em outra ocasião, numa lavanderia da vizinhança, um “puxador” de tóxicos se jactou de quão facilmente ganhava dinheiro, e convidou Jafus até sua casa, onde disse que possuía grande tigela de maconha e grande jarra de “boletas” (seconal). O que deveria ser feito em tais casos? O que Jafus afirma ter feito foi isto: “Saí de lá o mais depressa que pude.”
Ao falar com estudantes, torna-se evidente que os tóxicos se acham disponíveis em muitas escolas. Fuma-se maconha em lavatórios. Vêem-se com freqüência as bolinhas. Certa família de Los Angeles se admirava por que seu filho corria para o banheiro cada dia depois das aulas. Daí, verificou que não ia ao banheiro na escola por causa do uso de tóxicos e outras práticas imorais ali consumadas. Noticia-se que as prisões juvenis em Los Angeles devido a tóxicos perigosos aumentaram 247 por cento entre 1967 e 1968!
Melhor Protegidos
Quando se fala com jovens que tiveram tais experiências, um fato sobressai: No todo, os filhos das testemunhas de Jeová, conhecidos por seus elevados princípios morais, não têm problemas tão grandes quanto os outros estudantes. Quando certo estudante recusou um barbitúrico com um comentário: “Sou testemunha de Jeová”, foi-lhe dito: “De qualquer forma, não temos nada em comum com vocês.” E o “puxador” se foi embora.
Marilyn, com quinze anos, sabia que os tóxicos eram comuns em sua escola. Mas, ninguém jamais os tinha oferecido a ela. Por que não? “Bem, aquela gente fica agrupada em grupinhos específicos, e, se não faz parte do grupinho deles, usualmente não a importunarão.”
Uma Testemunha, cujo filho freqüentava uma escola em que grande número de estudantes haviam sido presos por violações de tóxicos, perguntou a seu filho: “Será que alguém já lhe ofereceu algum tóxico?” Ninguém lhe tinha oferecido. “Já viu algum?” O filho não tinha visto.
Por que não? O fato é que há pessoas a quem não se propõe certas coisas. Até os jovens mostram, pelas suas ações, que princípios têm. Os filhos criados em famílias em que os princípios bíblicos são realmente ensinados gozam de grande vantagem, pois suas elevadas normas morais não raro são bem conhecidas pelos outros jovens. Assim, os filhos das Testemunhas usualmente não recebem propostas dos que usam tóxicos, como os demais jovens. Seu viver segundo os princípios bíblicos lhes serve de proteção.
Inculque Valores Espirituais
Muitos jovens que tomaram tóxicos dizem que se sentem dessatisfeitos com as terríveis condições mundiais e os empreendimentos materialistas de seus pais. Certo ginasiano que se formava se expressou da seguinte forma: “A maioria da moçada não vê nenhum propósito real em se viver, exceto gozar a vida hoje. Acham que todas essas pressões para ‘ter êxito’ nos empregos parece ser uma certa forma de estupidez.” Um jovem casal que venceu o vício de tóxicos afirmou: “A moçada hoje está cheia do sistema. É por isso que ingerem tóxicos — é uma fuga. . . . O que os amola é a hipocrisia do mundo da atualidade.”
Dorin, que tinha treze anos quando começou a tomar tóxicos, comentou: “Os jovens de hoje não têm nada em que crer, como eu, que não tinha nada em que crer. Vivia para entrar no ‘embalo’. Pouco me importava viver ou morrer.” Daí, referindo-se à sua vida atual como testemunha de Jeová, acrescentou: “Agora encontrei algo a que me apegar, algo que realmente torna a vida digna de ser vivida. Antes, a vida não era nada. Eu diria aos pais: Criem seus filhos de forma reta. Forneçam-lhes algo em que crer, algo a que se apegar.”
A chave é ensinar aos filhos os princípios bíblicos, dando-lhes algo sólido em que crer. Os corações da humanidade, e, em especial, dos jovens, clamam por paz, segurança, saúde e vida. Querem viver sem a ameaça de guerra, fome e doença. A Palavra de Deus, a Bíblia, os convida: “Confia em Jeová e faze o bem . . . e ele te concederá os pedidos do teu coração.” (Sal. 37:3, 4) Jeová satisfará os pedidos dos corações de todos os que confiam nele por lhes fornecer uma nova ordem em que “há de morar a justiça”. (2 Ped. 3:13) Nessa nova ordem, Jeová até satisfará o desejo do coração de se ter saúde perfeita e vida interminável. Pois “enxugará dos seus olhos toda a lágrima, e não haverá mais morte”. (Rev. 21:4) Que maravilhosa esperança esta é! É algo em que os jovens podem crer e que podem desejar vividamente, pois é prometido por Jeová, o Deus “que não pode mentir”. — Tito 1:2.
Dê aos jovens, então, a grandiosa esperança da Bíblia quanto ao futuro. Também, o bom treino paternal, bem como a aplicação pessoal da Palavra de Deus, é vital para se encorajar os filhos a evitar o hábito ruim de tomar tóxicos.
Converse com Seu Filho
Os pais devem conversar com os filhos sobre o problema dos abusos de tóxicos. A comunicação é vital. (Deu. 6:6, 7; Pro. 22:6) Durante a palestra, talvez pergunte calma e com comiseração, e não reprovadoramente, se já esteve em companhia daqueles que provaram tóxicos. Não raro o jovem no estado inicial dos abusos de tóxicos desejará conversar sobre isso para apaziguar sua consciência.
A forma de falar com seus filhos é importantíssima. (Efé. 6:4) Não ralhe com eles nem os reprove. Disse anterior viciado: “Os princípios e a lógica são as únicas coisas que os cativarão. O emocionalismo não dá certo. Acho que a primeira coisa que os pais devem fazer é explicar com a Bíblia, usando princípios, porque é errado usar tóxicos. Primeiro de tudo, nos EUA, é contra a lei possuir certos tóxicos. Assim, se os possuir, está violando a lei da Bíblia por não se sujeitar às ‘autoridades superiores’. (Rom. 13:1) Ademais, para procurar obter tóxicos terá de misturar-se com pessoas que transacionam com essa droga. Terá más associações, de modo que isso é violação dos princípios cristãos. (1 Cor. 15:33) Também, está sendo ‘amante de prazeres’, e se torna algo de primeira importância achar tóxicos. (2 Tim. 3:4) Cria maus hábitos, não oferece a si mesmo como sacrifício ‘vivo, santo, aceitável a Deus, um serviço sagrado com a sua faculdade de raciocínio’.” — Rom. 12:1.
Resumindo, este anterior viciado disse: “Acho que os pais devem explicar as coisas à base de princípios, e não de emocionalismo.
As lições a serem aprendidas aqui são a de que os princípios bíblicos inculcados nos jovens em tenra idade, junto com conselhos inteligentes, baseados em fatos e junto com simpatia por parte dos pais, são o que os filhos precisam para salvaguardá-los dos abusos de tóxicos.
Pais, Sejam Bons Ouvintes
Ao conversar com os filhos, os pais também devem ouvir cuidadosamente quando seus filhos falam. Por escutá-los, poderá saber onde gastaram seu tempo e com quem. Não raro os filhos vêm a experimentar tóxicos por meio de íntimo associado a quem consideram “amigo”. Anterior viciado que agora é testemunha de Jeová afirmou: “Pela minha própria experiência com tóxicos, em quase cinco anos em que os usei, jamais conheci alguém que fosse obrigado a experimentá-los pela primeira vez. Simplesmente não se os dá de graça, a menos que seja um bom amigo seu, ou que tenha bastante à mão e dê um pouquinho. As pessoas os ingerem por sua própria vontade.” Escutar a seu filho talvez o ajude a protegê-lo dos chamados amigos.
Certo pai que fazia entrevistas com anteriores viciados comentou: “Este é um ponto muito interessante. Ambos os viciados inveterados a quem entrevistei haviam ingerido tóxicos de forma deliberada, por curiosidade ou interesse. Ninguém tentara obrigá-los. O ponto é importantíssimo, no que toca à ‘prevenção’. Temos de criar forte motivação para a mentalidade correta e os princípios bíblicos. Entre as pessoas que dispõem de tal motivação, o problema dos tóxicos parece ser muito reduzido. Não raro, outros jovens que usam tóxicos nem se aproximam delas.”
Jovens Destacam a Prevenção
Os jovens sublinham a íntima relação
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