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. . .Mas, são perigosos todos os tóxicos?Despertai! — 1978 | 8 de abril
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‘deprimida’ — com menos energia do que a normal.”
“Mergulho das alturas do céu até às profundezas do abismo”, diz um dependente. “Fico sensível demais à crítica”, afirma outro. “Não desejará estar perto de mim quando eu termino de ‘cafungar’.”
Um estudo recente sobre a cocaína, que durou 4 anos, feito pelo Instituto Nacional de Toxicomania, afirma que, longe de ser divertimento inofensivo, a cocaína é “grave tóxico viciador” que apresenta efeitos colaterais, inclusive a ansiedade, a insônia, as delusões paranóicas, e até mesmo a morte.
Vale a Pena?
Alguns talvez argumentem que a cocaína, como a maconha, também é usada com finalidades médicas. Por isso, crêem, tem de ser segura. Mas, só porque certa droga é usada com êxito no tratamento de doentes não significa que não seja perigosa. “Até mesmo as drogas mais benéficas possuem, notoriamente, efeitos adversos”, escreve um professor de farmacologia. “O melhor que se pode dizer de qualquer droga é que seus efeitos benéficos ultrapassam os seus efeitos prejudiciais — para a maioria dos pacientes, na maioria das vezes.”
Assim, no esforço de curar um mal maior, tomar qualquer droga é um risco calculado. A pessoa doente ou seu médico tem de decidir se deve assumir tal risco. Mas, que motivo existe para se tomar um tóxico que provoca danos, quando não existem quaisquer motivos médicos para fazê-lo? Deve a pessoa envenenar seu corpo apenas para sentir prazer momentâneo? “Purifiquemo-nos de toda imundície da carne e do espírito”, é a resposta de bom senso, encontrada na Bíblia. — 2 Cor. 7:1.
Alguns, porém, talvez argumentem que usar maconha ou cocaína não difere de se usar bebidas alcoólicas, tidas como aceitáveis na maioria das sociedades. “Se o álcool é OK, por que não a maconha e a cocaína?”, arrazoam.
Primeiro, note-se que a maioria das pessoas tomam bebidas alcoólicas como uma forma de refresco e para descontrair-se, e não para embebedar-se. Conforme adrede observado, o corpo trata o álcool de modo similar ao que faz com o alimento, assimilando-o com relativa rapidez. No entanto, o abuso excessivo do álcool, ao ponto em que o raciocínio se torna entorpecido, é outra coisa. Suscita uma verdadeira questão: Pode qualquer droga, ou pode o álcool, quando usado primariamente para alterar a nossa mente, ser considerado moralmente correto como forma de recreação?
Sobre esse ponto, é interessante que, ao passo que aprova o vinho alcoólico como bebida, a Bíblia não o aprova como entorpecente mental: ‘Os beberrões não herdarão o reino de Deus.’ — 1 Cor. 6:9, 10.
O princípio é similar no caso da maconha e/ou da cocaína. Não servem para nenhum fim como alimento ou bebida. São usadas primariamente para alterar a condição mental da pessoa. Isto é prejudicial de vários modos.
Embebedar-se com qualquer tóxico, ou com álcool, deixa as pessoas sujeitas a ações que diferem consideravelmente do que fariam caso tivessem pleno domínio de si. Por exemplo, tal perda de controle pode levar ao sexo promíscuo, com suas conseqüências de doenças, filhos ilegítimos e lares rompidos. Para evitar tais problemas, a Bíblia insta que “cada um de vós precisa aprender a dominar seu corpo . . . não cedendo à luxúria, como os pagãos”. — 1 Tes. 4:3-5, New English Bible.
Mas a pessoa sob a influência dos tóxicos, tais como a maconha e a cocaína, usualmente não exerce completo ‘domínio sobre seu corpo’. O tóxico o faz. Todavia, as pessoas precisam de todas as faculdades para lidar com as hodiernas pressões e para proteger-se das atrações enganosas que podem levar a doenças e angústias. A Bíblia indica sabiamente que “guardar-te-á o próprio raciocínio, resguardar-te-á o próprio discernimento, para livrar-te do mau caminho”. — Pro. 2:11-13.
Alguém tentado pelos tóxicos poderia perguntar a si mesmo: Por que procuro a irrealidade provocada pelos tóxicos? Será que uma pessoa saudável, equilibrada, precisa derivar prazer em alterar a função normal de seu cérebro? Não é a inteira experiência com tóxicos centralizada em si mesma, debilitando sua integridade e sendo prejudicial à saúde?
A toxicomania, conforme declarado pelo Dr. Hardin Jones, “significa realmente destruir o prazer de ser uma pessoa saudável, vigorosa e ativa”. O jovem casal, no artigo que segue, sentiu quão verdadeiro isto é, todavia, aprendeu como tornar sua vida mais plena e significativa, sem tóxicos.
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A toxicomania — nossa jornada de ida e voltaDespertai! — 1978 | 8 de abril
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A toxicomania — nossa jornada de ida e volta
CASO nos visse, provável é que pareceríamos idênticos a qualquer outro casal que encontrasse. A diferença é que eu e Nancy éramos viciados em tóxicos. Talvez nossa história possa ajudar outros, escravizados aos tóxicos, que desejam libertar-se e levar vidas úteis. Talvez também ajude os pais de gente jovem que corteja os entorpecentes.
Quando me recordo do tempo em que éramos adolescentes toxicômanos, fico abismado diante das coisas medonhas que infetavam nossa existência, pois era apenas isso, uma simples existência.
Nem eu nem Nancy sofrêramos, como as chamadas crianças “carentes”. Vivíamos em comunidades de bairros “respeitáveis”, e provínhamos do que se poderia provavelmente
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