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Os Valdenses — hereges ou buscando a verdade?A Sentinela — 1982 | 1.° de fevereiro
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estavam dispostos a morrer em vez de renunciarem à sua fé. Naturalmente, apenas “Jeová conhece os que lhe pertencem”. Portanto, podemos seguramente deixar qualquer recompensa de vida futura nas mãos dele. — 2 Tim. 2:19.
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“Nascer de novo” torna-se popularA Sentinela — 1982 | 1.° de fevereiro
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“Nascer de novo” torna-se popular
“O RENASCIMENTO É GENERALIZADO.” Assim se encabeçava um despacho noticioso procedente de Los Angeles e publicado no jornal Post de Nova Iorque, em 19 de maio de 1980. A notícia dizia: “Mais da metade de todos os adultos americanos têm tido a duradoura experiência religiosa, cristã, de ‘nascer de novo’, segundo uma pesquisa Gallup que está para ser publicada. Os dados . . . mostram que 84 milhões de americanos adultos assumiram um compromisso pessoal com Jesus Cristo, o que ainda consideram relevante.” Algum tempo antes, outra pesquisa relatou que quase a metade dos adolescentes protestantes estadunidenses “tiveram a experiência de ‘nascer de novo’”. O semanário Parade de 6 de julho de 1980 disse que todos os três candidatos presidenciais dos Estados Unidos na época, Carter, Reagan e Anderson, professavam ser cristãos ‘nascidos de novo’.
Os cristãos ‘nascidos de novo’ às vezes atribuem seu bom êxito no mundo dos negócios a terem nascido de novo. Um empresário extremamente bem-sucedido de Nova Iorque foi noticiado como dizendo: “Você se abre para o Senhor e o Senhor ajuda. Em certa ocasião, quando eu tive de comprar Bonwit Teller, faltavam-me 2,5 milhões de dólares, e eu não sabia como consegui-los. Foi um milagre total. E o mesmo aconteceu quando comprei Tiffany e me faltava um milhão de dólares.” Num artigo intitulado “Aumenta o Número de Jogadores ‘Nascidos de Novo’, uma notícia procedente de São Francisco, Califórnia, falou sobre cada vez mais jogadores de beisebol afirmarem ter nascido de novo, e citou diversos dos jogadores que atribuíam seu sucesso a terem nascido de novo. Um deles declarou: “Não sou muito entrevistado, de modo que quero aproveitar esta oportunidade para atribuir o mérito a Jesus Cristo. Ele é o N.º 1 na minha vida.” Outro disse que é “muito mais fácil participar num jogo de beisebol, bem como no jogo da vida, quando se tem a Deus por companheiro”.
Por outro lado, um relatório sobre o sucesso financeiro da “Igreja Eletrônica” dizia: “As Irradiações Religiosas Tornam-se Grande Negócio, Espalhando-se Pelos E.U.A. Cristãos Nascidos de Novo Pagam Grande Parte das Contas do Espetáculo: Sucesso de Jerry Falwell. Objetivo: ‘Corações e Carteiras de Dinheiro.’” — The Wall Street Jornal.
Todavia, nem todos os que são religiosos, na cristandade, se sentem felizes com esta tendência. Assim, o jornal Times de Nova Iorque declarou que ‘os presbiterianos ficaram divididos quanto ao papel evangélico, e que a influência dos grupos de “Nascidos de Novo” estava sendo debatida pela sua denominação’. Alguns tacham esta tendência como mero emocionalismo, e certo professor seminarista queixou-se de que “são demais os estudantes que são simplesmente refratários ao ensino” por sua atitude de terem ‘nascido de novo’. Em um seminário, cerca da metade dos estudantes professavam ter nascido de novo.
A opinião geral é que “nascer de novo” é sinônimo de alguém assumir o “compromisso” de servir a Deus e a Cristo, sendo esta a maneira em que evangelistas de destaque apresentam o assunto. Isto suscita algumas perguntas: Jesus disse que a estrada que conduz à vida é estreita e difícil, e que poucos a encontrariam. (Mateus 7:13, 14) Declarou também repetidas vezes que seus seguidores não faziam parte do mundo. (João 15:19; 17:16) Como se podem harmonizar estas palavras dele com a afirmação de que mais da metade da população adulta dos Estados Unidos ‘nasceu de novo’? E isso não é tudo. Se metade da população adulta dum país é de cristãos ‘nascidos de novo’, então por que existe ali tanta violação da lei, tanto crime, tanta sonegação de impostos, tanta corrupção política, tanta imoralidade sexual, tanto materialismo e tanta atitude de “primeiro eu”? Será que a Bíblia promete sucesso comercial aos ‘nascidos de novo’? Tornam-se Deus e Cristo companheiros de jogadores de beisebol, ajudando-os a ganhar jogos?
Jesus disse a um governante judeu, o fariseu Nicodemos: “Eu te digo em toda a verdade: A menos que alguém nasça de água e espírito, não pode entrar no reino de Deus. Não te maravilhes por eu te dizer: Vós tendes de nascer de novo.” (João 3:5, 7) O que Jesus queria dizer com essas palavras? Qual é o propósito de Jeová Deus de fazer que alguns nasçam de novo? Através de que passos é que alguém nasce de novo, e quais são as obrigações dos nascidos de novo? Antes de se poder responder satisfatoriamente a estas perguntas, é necessário verificar certos fatos básicos quanto aos princípios de Jeová Deus e seus propósitos para com a terra e o homem.
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O propósito de Deus de fazer alguns “nascer de novo”A Sentinela — 1982 | 1.° de fevereiro
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O propósito de Deus de fazer alguns “nascer de novo”
“Eu te digo em toda a verdade: A menos que alguém nasça de água e espírito, não pode entrar no reino de Deus. Não te maravilhes por eu te dizer: Vós tendes de nascer de novo.” — João 3:5, 7.
1, 2. (a) O que temos de entender e reconhecer antes de podermos explicar satisfatoriamente o propósito de Deus de fazer alguns “nascer de novo”? (b) Que testemunho nos fornece a Palavra de Deus sobre a Sua justiça; contudo, o que não exige dele a sua justiça?
ANTES de podermos explicar satisfatoriamente o propósito de Deus de fazer alguns “nascer de novo” é necessário entender e reconhecer algo a respeito dos atributos básicos de Jeová Deus, e seus propósitos para com a terra e o homem.
2 O testemunho da Palavra de Deus não nos deixa em dúvida sobre que uma das qualidades destacadas de Deus é a justiça. A justiça é também o próprio alicerce de seu trono. (Deuteronômio 32:4; Salmo 89:14) Ser ele justo e reto, porém, não o obriga a conceder favores idênticos a todas as suas criaturas inteligentes. Por exemplo, ele criou alguns seres como criaturas espirituais, anjos, que são muito superiores aos homens. Tampouco recompensa ele todas as suas fiéis criaturas terrestres do mesmo modo. Neste respeito, Jesus disse sobre João, o Batizador, que “o menor no Reino do céu é maior do que ele”. (Mateus 11:11, A Bíblia na Linguagem de Hoje) Estes são os pontos que temos de ter em mente ao considerar o assunto de “nascer de novo”.
O Propósito de Deus Para com a Terra e o Homem
3. Que perspectiva deleitosa apresentava-se a Adão e Eva quando foram criados?
3 Para poder avaliar o propósito de Deus de fazer alguns humanos “nascer de novo” é essencial entender as circunstâncias que induziram Deus a fazer com que alguns ‘nasçam de novo’. Remontando aos nossos primeiros pais, verificamos que Deus lhes deu a ordem: “Sede fecundos e tornai-vos muitos, e enchei a terra, e sujeitei-a, e tende em sujeição . . . toda criatura vivente que se move na terra.” (Gênesis 1:28) Adão e Eva, na sua perfeição, eram filhos de Deus. Visto que Deus os colocara num lindo parque ajardinado, cheio de toda espécie de belos animais, flores e frutas suculentas, sua sorte era realmente feliz. Conforme passassem a subjugar a terra e a enchê-la com a sua própria espécie, a terra inteira se tornaria por fim um paraíso povoado por homens perfeitos, assim como Adão e Eva eram perfeitos. Quão deleitosa era a perspectiva que tinham diante de si!
4, 5. (a) Por que falharam nossos primeiros pais em servir ao propósito pelo qual Deus os criou? (b) Portanto, Jeová providenciou que seu propósito para com a terra e o homem fosse realizado por quem?
4 No entanto, nossos primeiros pais tiveram falta de apreço por todas as provisões que Deus fizera para eles e transgrediram a sua lei. Portanto, Deus os expulsou de sua família de filhos e os sentenciou à morte. Em resultado disso, todos os descendentes deles nasceram como pecadores sujeitos à morte. (Gênesis 3:19; Romanos 5:12) Nem os nossos primeiros pais, nem quaisquer de seus descendentes puderam cumprir a ordem original de Deus, dada à família humana. Significa isso que os propósitos de Deus para com a terra e o homem nunca serão realizados? De modo algum, porque a Palavra de Deus nos assegura que os propósitos dele nunca falham. — Isaías 46:10, 11; 55:10, 11.
5 Então, como se realizará o propósito original de Deus para com a terra e o homem? Por meio dum Descendente, assim como Deus predisse no jardim do Éden e conforme também prometeu a Abraão. O apóstolo Paulo mostrou que este Descendente é primariamente Jesus Cristo. — Gênesis 3:15; 22:17, 18; Gálatas 3:16, 29.
Como se Realizará o Propósito Original de Deus
6. De que modo abriu Deus o caminho para que a descendência de Adão fosse restabelecida na família de Deus?
6 Como podia Jesus Cristo fazer com que o propósito original de Deus se realizasse? Primeiro, por eliminar a condenação que recaíra sobre a família humana por causa da rebelião de Adão. Jesus pôde fazer isso por ter nascido como homem perfeito, seu Pai sendo Jeová Deus, não o marido de Maria, José. Jesus realmente removeu a condenação por morrer na estaca de execução qual sacrifício. De fato, um dos principais motivos de ele vir à terra foi o de dar a sua vida como resgate. Abriu assim o caminho para a descendência de Adão ser restabelecida na família aprovada de Jeová. — Mateus 28:20.
7. À base de que foi Jesus ressuscitado dentre os mortos como ser espiritual?
7 No entanto, um Resgatador morto não poderia beneficiar a raça humana. Por isso, Jeová Deus ressuscitou Jesus Cristo no terceiro dia, tornando-o “vivificado no espírito”. (1 Pedro 3:18) Jeová fez isso à base do que acontecera no Jordão, quando Jesus foi batizado. Ali, por meio de seu espírito santo, Deus produzira Jesus como Filho gerado pelo espírito. João, o Batizador, não somente viu o espírito de Deus descer sobre Jesus na forma duma pomba, mas ouviu também a voz de Deus dizer: “Este é meu Filho, o amado, a quem tenho aprovado.” — Mateus 3:16, 17; Hebreus 10:5-10.
8. Além de Jesus “nascer de novo” no Jordão, para que mais foi ele ungido e ordenado?
8 Jesus tornou-se assim não somente Filho espiritual de Deus, mas também o Messias, o Cristo ou Ungido, para ser o rei do reino de Deus. Ao mesmo tempo foi também ordenado para ser sumo sacerdote a favor da humanidade morredoura, para eliminar a incapacidade causada pelo pecado. (Hebreus 7:26) Além disso, aplicavam-se então a ele as palavras de Isaías 61:1, 2: “O espírito do Soberano Senhor Jeová está sobre mim, visto que Jeová me ungiu para anunciar boas novas aos mansos. Enviou-me para pensar os quebrantados de coração, para proclamar liberdade aos que foram levados cativos e ampla abertura dos olhos aos próprios presos.” Jesus fora gerado pelo espírito, ‘nascera de novo’. Como Filho de Deus, ungido pelo espírito, continuou fiel até a morte, apesar de tudo o que Satanás, o Diabo, tentou fazer para induzir Jesus a violar sua integridade. Por isso, Deus o ressuscitou dentre os mortos.
9. Como e para que fim preparou Deus plenamente a Jesus por causa da sua fidelidade até a morte?
9 Depois, “Deus o enalteceu a uma posição superior e lhe deu bondosamente o nome que está acima de todo outro nome”. (Filipenses 2:9-11) Que Jesus foi ressuscitado dentre os mortos foi atestado por centenas de testemunhas. Pouco antes de ele voltar ao seu Pai nos céus, ele disse aos seus discípulos: “Foi-me dada toda a autoridade [ou poder] no céu e na terra.” (Mateus 28:18) Ele estava assim plenamente preparado com o direito de restabelecer a humanidade, em virtude de sua morte sacrificial, e também com o poder para isso, em virtude de sua ressurreição e ascensão para a mão direita de Deus no céu. (Lucas 22:69) Jesus Cristo está assim agora em condições de fazer realizar o propósito original de Deus para com a terra e o homem. A ele se aplicam, portanto, todas as profecias messiânicas. — Veja o Salmo 72; Isaías 9:6, 7; 11:1-10.
Por Que Outros ‘Nascem de Novo’
10, 11. (a) Que testemunho bíblico mostra que Jesus terá associados no seu reino? (b) Quantos compartilharão neste privilégio, e como sabemos que este número deve ser tomado literalmente?
10 Realizará Jesus Cristo tudo isso sozinho? Não. Terá consigo anjos regendo no seu governo? Não. Os que participarão com ele no cumprimento dessas profecias messiânicas serão alguns dos que foram humanos na terra, assim como ele fora. Mas antes de poderem participar no governo do Reino de Cristo, precisam primeiro “nascer de novo” enquanto na terra, iguais a ele. O espírito de Jeová operando sobre eles os gera como filhos espirituais com a perspectiva de vida eterna nos céus. Como tais, eles têm uma relação íntima, especial, com Deus, “um espírito de adoção, como filhos, espírito pelo qual [clamam]: ‘Aba, Pai!’” (Romanos 8:15) Jesus ofereceu repetidas vezes esta esperança aos seus apóstolos. (Lucas 22:28-30; João 14:2, 3) De maneira similar, os apóstolos fizeram menção desta esperança. — Romanos 8:17; 1 Coríntios 15:52, 53; 1 João 3:2.
11 Quantos obterão esta condição celestial? De acordo com todos os textos sobre o assunto, os ‘nascidos de novo’ serão comparativamente poucos. Isto é de esperar, visto que se trata dum prêmio bem especial, uma posição oficial muito privilegiada. Jesus disse, assim, a respeito deles: “Não temas, pequeno rebanho, porque aprouve a vosso Pai dar-vos o reino.” (Lucas 12:32) Quantos deles é que haverá? O apóstolo João fala sobre ver 144.000 israelitas espirituais selados nas testas, também sobre 144.000 em pé no Monte Sião, junto com o Cordeiro Jesus Cristo. Que devemos entender este número como sendo literal é evidenciado pelo contexto, que também fala sobre uma “grande multidão, que nenhum homem podia contar”. — Revelação 7:3, 4, 9; 14:1, 3; 20:4, 6.
Um Povo Para o Seu Nome
12, 13. Qual é o propósito atual de Jeová para com esses futuros associados no Reino?
12 Todavia, Jeová Deus intencionou que esses prospectivos reis e sacerdotes fizessem um trabalho enquanto ainda estivessem na carne, como humanos. Qual é? Assim como Jesus foi ungido para “anunciar boas novas aos mansos”, assim esses são ungidos para pregar as boas novas do reino de Deus. (Isaías 61:1, 2; Lucas 4:16-21; Atos 8:4, 12) De modo que Jesus deu aos seus primitivos discípulos a admoestação de despedida, de ‘fazer discípulos de pessoas de todas as nações, batizando-as’. (Mateus 28:19, 20) E pouco antes de Jesus ascender ao céu, ele disse aos seus 11 apóstolos fiéis que eles haviam de ‘ser testemunhas dele até à parte mais distante da terra’. — Atos 1:8.
13 Um dos propósitos principais de Deus em fazer que se preguem estas “boas novas” em todas as nações é “tirar delas um povo para o seu nome”. (Atos 15:14) Visto que o nome de Deus é Jeová, tais são conhecidos como testemunhas de Jeová. (Isaías 43:10-12) Não é o caso de que esses seguidores ungidos de Jesus Cristo sejam os únicos a proclamarem as “boas novas” aos mansos, para fazer discípulos e dar testemunho de Jeová Deus. Antes, assim como no antigo Israel as leis de Jeová se aplicavam também aos residentes forasteiros no seu meio, assim as ordens dadas aos israelitas espirituais aplicam-se também aos seus companheiros, os da “grande multidão” de “outras ovelhas”. — João 10:16; Revelação 7:9.
14. Que outra obrigação é imposta a esses seguidores ungidos dos passos de Jesus Cristo?
14 Outra obrigação imposta aos seguidores ungidos dos passos de Jesus Cristo é que produzam os frutos do espírito de Deus, a saber, “amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, brandura, autodomínio”. (Gálatas 5:22, 23) Jesus disse que seus verdadeiros seguidores seriam identificados pelo amor que teriam entre si. (João 13:34, 35) É por isso que o apóstolo Paulo os aconselha: “Deveis pôr de lado a velha personalidade que se conforma ao vosso procedimento anterior e que está sendo corrompida segundo os seus desejos enganosos; mas . . . deveis ser feitos novos na força que ativa a vossa mente, e . . . vos deveis revestir da nova personalidade, que foi criada segundo a vontade de Deus, em verdadeira justiça e lealdade.” Um indício de quão importante é esta obrigação para os cristãos é provido pelas palavras adicionais do apóstolo: “Amofino o meu corpo e o conduzo como escravo, para que, depois de ter pregado a outros, eu mesmo não venha a ser de algum modo reprovado.” (Efésios 4:22-24; 1 Coríntios 9:27) Apenas por se mostrarem fiéis até a morte podem os ungidos esperar receber “a coroa da vida”. — Revelação 2:10.
O Propósito Original de Deus não Mudou
15. (a) Que engano cometeram muitos professos cristãos com respeito ao propósito de Deus? (b) Isto se deu por causa do destaque dado a que esperança, nas Escrituras Gregas Cristãs?
15 Muitos professos cristãos cometem o engano de não tomarem em conta o propósito original de Jeová para com a terra e o homem. A Sua Palavra torna claro qual era e ainda é, e Ele nos assegura que não mudou. (Gênesis 1:28; Isaías 45:18; Malaquias 3:6) Todavia, as Escrituras Gregas Cristãs dão destaque ao propósito adicional de Jeová, anunciado depois de a humanidade ter caído no pecado, a saber, escolher um número limitado de humanos, à base do sacrifício de Jesus, para se tornarem co-regentes de seu Filho no reino celestial. (Gênesis 3:15; 2 Timóteo 4:7, 8, 18) Todos estes, deveras, precisariam primeiro “nascer de novo”, assim como Jesus Cristo. (João 3:3) No entanto, a provisão de salvação feita por Deus à base do sacrifício de Cristo não se limita aos que têm esperança celestial. Isto é esclarecido até mesmo pelas Escrituras Gregas Cristãs.
Uma só Salvação — Duas Esperanças
16, 17. Que textos mostram que os benefícios do sacrifício de Cristo não se limitam aos que têm esperança celestial?
16 Jesus ensinou aos seus seguidores a orar: “Nosso Pai nos céus, santificado seja o teu nome. Venha o teu reino. Realize-se a tua vontade, como no céu, assim também na terra.” (Mateus 6:9, 10) Para que se faça a vontade de Deus na terra assim como no céu, precisa haver pessoas justas vivendo na terra, sobre as quais se predisse: “O próprio Deus estará com eles. E enxugará dos seus olhos toda lágrima, e não haverá mais morte, nem haverá mais pranto, nem clamor, nem dor. As coisas anteriores já passaram.” Isto não pode referir-se ao céu, porque ali nunca houve clamor, tristeza, dor ou morte. — Revelação 21:3, 4.
17 As palavras do apóstolo Paulo encontradas em Romanos 8:19-21 indicam que há dois grupos de humanos que serão beneficiados pelas graciosas provisões de Deus: “Pois a expectativa ansiosa da criação [um grupo] está esperando a revelação dos filhos de Deus [que é outro grupo]. Porque a criação estava sujeita à futilidade, não de sua própria vontade, mas por intermédio daquele que a sujeitou, à base da esperança de que a própria criação será também liberta da escravização à corrupção e terá a liberdade gloriosa dos filhos de Deus.” De modo que, finalmente, todos os beneficiados por causa de sua fé no sacrifício de Cristo usufruirão a vida como filhos de Deus — 144.000 “comprados da terra” para estarem no céu, e muitos bilhões daqueles que usufruirão a vida eterna num paraíso terrestre. — Revelação 7:4, 9; 14:3; Mateus 25:31-34.
18, 19. (a) O que indica que é iminente o cumprimento do propósito de Deus para com a terra e o homem? (b) Que pessoas constituem o reino de Deus e o ‘descendente de Abraão’? (c) Que perguntas restam a ser consideradas?
18 Em vista do precedente, torna-se claro que o propósito original de Deus para com a terra e a humanidade ainda será realizado. E o cumprimento de profecias bíblicas tais como as encontradas no capítulo 24 de Mateus, no capítulo 13 de Marcos, no capítulo 21 de Lucas, em 2 Timóteo 3:1-5 e Revelação 6:1-8, indica que este tempo é iminente! Por causa da rebelião de Satanás, e da desobediência de Adão e Eva, Jeová providenciou uma recompensa celestial para um grupo privilegiado, que ele usará na realização de seus propósitos originais. Apenas estes são os que ‘nascem de novo’. Eles, junto com seu Senhor e Amo, Jesus Cristo, constituem o reino pelo qual Jesus ensinou seus seguidores a orar. Compõem o ‘descendente de Abraão’ para a bênção de “todas as nações da terra”. — Gênesis 22:18; Gálatas 3:29.
19 Consideramos por que o Filho de Deus e seus associados no Reino tinham de “nascer de novo”, bem como seu número e suas obrigações atuais. Restam, porém, as seguintes perguntas: Qual é precisamente a parte de Deus e qual é a do homem em “nascer de novo”? Como pode alguém saber que Jeová Deus o escolheu para “nascer de novo”?
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“Nascer de novo” — a parte do homem e a parte de DeusA Sentinela — 1982 | 1.° de fevereiro
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“Nascer de novo” — a parte do homem e a parte de Deus
“Todo aquele que nasceu de Deus não está praticando pecado, porque a Sua semente reprodutiva permanece em tal, e ele não pode praticar pecado, porque nasceu de Deus.” — 1 João 3:9.
1, 2. O que aprendemos sobre (a) os resultados para os salvos, (b) sobre o propósito de Jeová, de fazer alguns “nascer de novo”?
NO ARTIGO precedente notamos que muitos milhões de professos cristãos afirmam ter ‘nascido de novo’. Vimos também à base das Escrituras que, embora haja apenas uma salvação — baseada na fé no sacrifício resgatador de Cristo — há dois resultados diferentes a serem usufruídos por esses grupos salvos, um resultado celestial e outro terrestre.
2 Vimos também que Jesus Cristo nasceu de novo após o seu batismo no Jordão. Jeová Deus fez então que seu espírito santo descesse sobre Jesus na forma duma pomba, ocasião em que Deus reconheceu a Jesus como seu Filho gerado pelo espírito. Vimos também qual é o propósito de Jeová em fazer Jesus nascer de novo, a saber, para que, após a sua morte e ressurreição, ele fosse o glorioso e poderoso Rei do reino de Deus. Aprendemos também que é da vontade de Jeová que Jesus Cristo tenha consigo associados regendo no governo e que estes também tenham de “nascer de novo”. — Mateus 3:13-17; João 1:12; 3:3; Hebreus 10:5-10; Revelação 20:6
3. Em que diferem de Jesus os associados com ele no Reino, no que se refere a ‘nascerem de novo’?
3 Que dizer desses seguidores ungidos dos passos de Jesus Cristo? Quando é que ‘nascem de novo’? Que passos têm de dar antes que Jeová atue a seu favor, gerando-os como filhos espirituais? Visto que Deus era seu Pai, Jesus nasceu como homem perfeito. Trinta anos mais tarde, seu Pai gerou-o como Filho espiritual, fazendo-o “nascer de novo”. Mas todos os descendentes de Adão são pecadores natos, ‘apartados e realmente inimigos de Deus, porque a sua mente se fixa nas obras iníquas’. Como tais, não estão em condições de Jeová lidar com eles e gerá-los como filhos espirituais. — Salmo 51:5; Colossenses 1:21.
A Parte do Homem: Seis Passos Primários
4, 5. (a) Antes de Deus poder considerar prospectivos discípulos para a filiação espiritual, quantos passos precisam estes dar, e de quem mais são exigidos? (b) Qual é o primeiro passo?
4 Que passos precisam dar os prospectivos discípulos antes de Jeová considerá-los para a filiação espiritual? Eles precisam dar seis passos distintos. Mas, note-se que Deus requer essas mesmas coisas de todos os que querem tornar-se verdadeiros cristãos e obter a salvação, quer sua recompensa final seja celestial, quer terrestre.
5 Para começar, tais pessoas precisam absorver conhecimento exato sobre Jeová Deus, seu Criador e Dador da vida, e sobre o Filho dele, Jesus Cristo, seu Salvador e Redentor. (Salmo 36:9; 100:3; Mateus 20:28; Romanos 10:13-15) Na oração que Jesus fez a Deus na sua última noite na terra, como homem, ele salientou a importância deste passo, dizendo: “Isto significa vida eterna, que absorvam conhecimento de ti, o único Deus verdadeiro, e daquele que enviaste, Jesus Cristo.” — João 17:3.
6. Qual é o segundo passo a ser dado?
6 No entanto, só o conhecimento não basta. A pessoa precisa exercer fé, assim como lemos: “Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, a fim de que todo aquele que nele exercer fé não seja destruído, mas tenha vida eterna.” Sim, conforme o apóstolo mostra tão claramente, ‘sem fé é impossível agradar bem a Deus’. Esta fé encara as promessas de Deus como realidade, como praticamente cumpridas. É mais do que mera crença, porque o discípulo Tiago nos faz lembrar que até mesmo os demônios crêem e ainda assim estremecem, e, além disso, que “a fé sem obras está morta”. — João 3:16; Hebreus 11:1, 6; Tiago 2:19, 26.
7. Qual é logo a primeira obra exigida em prova de que a pessoa tem fé?
7 Logo a primeira obra que se requer como prova de que a pessoa tem fé é o arrependimento. Sim, a pessoa precisa arrepender-se de seu proceder errado e deixara de empenhar-se voluntariamente no pecado. Quando Jesus começou a pregar, ele disse: “Arrependei-vos, pois o reino dos céus se tem aproximado.” (Mateus 4:17) Para que alguém se arrependa de seu proceder errado, terá de parar com ele. Terá de sentir profundo pesar, tristeza e remorso. De fato, é imperioso que todos os que querem obter a vida na terra paradísica também façam isso, porque “a todos os iníquos [Deus] aniquilará”. — Salmo 145:20.
8. Ao arrependimento dos pecados precisa seguir que passo?
8 Entretanto, apenas parar de fazer aquilo que é pecaminoso não é suficiente. Precisa-se dar o passo da conversão. Quer dizer, precisa-se dar meia-volta e avançar na direção oposta. Precisa-se acatar o conselho que Pedro deu aos judeus nos seus dias: “Arrependei-vos, portanto, e dai meia-volta, a fim de que os vossos pecados sejam apagados.” Sim, precisa-se ‘fazer obras próprias de arrependimento’. (Atos 3:19; 26:20) Que este passo é exigido mesmo de todos os que esperam usufruir a vida eterna na terra se torna claro das palavras encontradas em Provérbios 2:20, 21.
9. (a) Que dois passos adicionais são exigidos destes, e, de fato, de todos os que querem ser seguidores de Jesus Cristo? (b) De que era símbolo o batismo de Jesus?
9 Então, assim como Jesus se apresentou no Jordão para fazer a vontade de seu Pai, assim o próximo passo exigido de todos os que desejam tornar-se seguidores de Jesus Cristo, não importa qual a sua esperança, é o de se apresentarem a Deus. Hoje, isto inclui fazerem sua dedicação a Jeová Deus, tendo de seguir depois os passos do Filho dele, Jesus.a (Lucas 9:23) Além disso, como sexto passo, precisam simbolizar esta dedicação e fazer uma confissão pública dela por se submeterem ao batismo, assim como Jesus fez. — Mateus 28:19; veja Atos 2:41.
A Parte Todo-importante de Jeová Deus
10. De que ilustração se pode ver que se requer mais do que apenas a parte do homem para alguém “nascer de novo”?
10 Absorver conhecimento de Jeová Deus e de Jesus Cristo, exercer fé, arrepender-se, converter-se, dedicar-se e ser batizado — resultam esses passos em que a pessoa automaticamente ‘nasça de novo’? De modo algum! Você não conseguiria espiritualmente “nascer de novo” por seus próprios esforços assim como não conseguiria, em primeiro lugar, nascer pelos seus próprios empenhos. Assim como o nascimento físico requer um papel ativo por parte dos pais humanos, assim também este nascimento espiritual, este “nascer de novo”, requer um papel ativo por parte do Pai divino, Jeová Deus, e de sua organização ou “mulher” celestial. (Isaías 54:1, 5) Tudo o que aquele que deu os passos acima mencionados pode fazer é habilitar-se a “nascer de novo”, se for da vontade de Deus.
11. Se for da vontade de Deus, que ação tomará ele para com os que fizeram a sua parte?
11 Por causa da imperfeição herdada pela humanidade, o próprio Deus age então a favor daqueles que ele se agrada de chamar para o reino celestial. Por isso é que lemos: “Temos sido declarados justos em resultado da fé.” Fé em quê? Fé no sacrifício de Cristo, porque se declara: “Agora fomos declarados justos pelo seu sangue.” (Romanos 5:1, 9) Note que é Deus, e não a própria pessoa, que assim a declara oficialmente justa. Isto lhe proporciona uma condição diferente daquela da “criação”, da humanidade em geral, que precisa aguardar “a Revelação dos filhos [espirituais] de Deus” antes que possa ‘ser liberta da escravização à corrupção e ter a liberdade gloriosa dos filhos [terrestres] de Deus’. (Romanos 8:19-22) Aqueles que Deus declara justos têm assim o direito à vida humana perfeita imputada a eles. Por causa disso, Jeová Deus pode então agir diretamente sobre eles pelo seu espírito. — Romanos 8:33
12. No caso de Jesus e dos primitivos discípulos, o “nascer de novo” foi acompanhado de que fenômenos, e por que cessaram estes?
12 Aqueles que Deus declara justos ele gera então como seus filhos espirituais. Como? Por meio de seu espírito santo, ou força ativa, que faz atuar a favor deles, o que resulta em ‘nascerem de novo’. No caso de Jesus, bem como no de seus discípulos reunidos no dia de Pentecostes, Deus indicou, por meio dum fenômeno sobrenatural, que os estava gerando como filhos espirituais. Todavia, depois de firmemente confirmadas as credenciais do verdadeiro cristianismo, não havia mais necessidade de tais manifestações, e elas foram ‘eliminadas’. — Mateus 3:16; Atos 2:3; 10:44-48; 1 Coríntios 13:8-10.
13. A que se referem a “água” e o “espírito”? (João 3:5)
13 Foi a este arranjo dum renascimento espiritual que Jesus se referiu quando disse ao governante judeu Nicodemos: “Eu te digo em toda a verdade: A menos que alguém nasça de água e espírito, não pode entrar no reino de Deus. O que tem nascido da carne é carne, e o que tem nascido do espírito é espírito. Não te maravilhes por eu te dizer: Vós tendes de nascer de novo.” (João 3:1, 5-7) A água mencionada aqui, sem dúvida, refere-se à água literal do batismo. E o espírito? À atuação do espírito santo de Jeová sobre a pessoa.
14. Em que consistem a “chamada” e a “escolha”, e para que fim são esses cristãos ungidos e comissionados?
14 As Escrituras dizem a respeito dos que ‘nascem de novo’ que eles primeiro foram “chamados”. Esta chamada deles é um convite do próprio Deus para serem associados de Jesus Cristo. Os que aceitam este convite são “escolhidos”. (Revelação 17:14) Tornam-se parte da congregação “escolhida”, cuja comissão é ‘divulgar as excelências’ de Jeová Deus. (1 Pedro 2:9) Tais cristãos ‘nascidos de novo’ são ungidos com o espírito santo de Deus para pregar, assim como Jesus foi. Por isso lemos: “Quem garante que vós e nós pertencemos a Cristo e quem nos ungiu é Deus.” — Isaías 61:1, 2; Lucas 4:16-21; 2 Coríntios 1:21.
15. Como dá o espírito testemunho de que alguém ‘nasceu de novo’, e o que reforça esta convicção?
15 A respeito desses “escolhidos”, o apóstolo Paulo testificou: “O próprio espírito dá testemunho com o nosso espírito de que somos filhos de Deus.” (Romanos 8:16) Como faz isso o espírito santo de Deus? Por incutir nesses cristãos a esperança celestial. “Segundo a . . . grande misericórdia [de Deus], ele nos deu um novo nascimento para uma esperança viva por intermédio da ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, para uma herança incorruptível, e imaculada, e imarcescível. Ela está reservada nos céus para vós.” (1 Pedro 1:3, 4) Ao passo que eles mantêm uma boa relação com seu Pai celestial, este, pelas suas providências, fortalece-os na convicção de que são de fato cristãos ‘nascidos de novo’.
Como se Pode Ter Certeza
16. Desde quando tem dado o “escravo fiel e discreto” ênfase à esperança terrestre, e a que conclusão leva isso?
16 Os que participam na pregação das boas novas do Reino nos tempos modernos confiam em que Jeová Deus guie seus servos dedicados por meio de sua organização visível, gerada pelo espírito, o “escravo fiel e discreto”. (Mateus 24:45-47) Foi sob a direção deste que se ofereceu a esperança celestial, destacada e enfatizada até por volta do ano de 1935. Daí, quando ‘brilhou a luz’ para revelar claramente a identidade da “grande multidão” de Revelação 7:9, começou-se a dar ênfase à esperança terrestre. (Salmo 97:11) Portanto, é razoável concluir que naquele tempo o pleno número dos 144.000 já estava quase completo. Naturalmente, os que se mostrassem infiéis teriam de ser substituídos. Mas é compreensível que se trataria de comparativamente poucos. E por quem seriam substituídos? Parece também razoável concluir que é bem provável que esta esperança celestial seja oferecida a alguns que já perseveraram em integridade e que se apegaram à sua dedicação no decorrer dos anos, em vez de ser oferecida a recém-dedicados ainda não provados. (Veja Lucas 22:28-30.) No entanto, em vista dos relatórios em mãos, parece que mesmo alguns cristãos recém-dedicados achavam que haviam ‘nascido de novo’.
17. Que espécie de sentimentos induzem alguns a pensar erroneamente que Deus implantou neles a esperança celestial?
17 Aqueles que em tempos comparativamente recentes se dedicaram e foram batizados, e que se consideram como ‘nascidos de novo’, fariam bem em refletir seriamente nas seguintes perguntas: Que motivos tem para achar que Jeová Deus implantou esta esperança em você? Não seria o caso de seus sentimentos emocionais ainda serem um resquício da crença errônea que tinha anteriormente, enquanto estava em Babilônia, a Grande, de que o céu é o destino de todos os bons? Ou será que pensa assim porque teve grandes perturbações íntimas, que primeiro lutou contra esta idéia, mas que ela gradualmente venceu? Mas, venceu esta idéia porque você o queria assim, talvez até mesmo inconscientemente? Tais lutas, em si mesmas, não provam que você ‘nasceu de novo’.
18. Por que não provaria o mero apreço de profundas coisas espirituais que alguém ‘nasceu de novo’?
18 Ou acha que foi escolhido por Deus para ser um dos 144.000 ungidos por causa de seu vivo apreço de coisas espirituais, por seu apego a profundas verdades espirituais? Então note que muitíssimos dos que não professam ter ‘nascido de novo’ são ‘homens espirituais’ no mais pleno sentido da palavra. (1 Coríntios 2:14, 15) E não há dúvida sobre a força espiritual dos homens e das mulheres de fé alistados no capítulo 11 de Hebreus. Nenhum deles ‘nasceu de novo’. Todos eles aguardavam “uma ressurreição melhor” para a vida sob o reino de Deus, aqui mesmo na terra. — Hebreus 11:35.
19. (a) Por que não provaria necessariamente um grande zelo que Deus concedeu à pessoa a esperança celestial? (b) Que incidente parece indicar que, no caso de alguns, a profissão de ter a esperança celestial pode ser devido a uma falta de modéstia?
19 Ou será que pensa assim porque demonstra ter mais zelo do que alguns de seus concristãos? Mas isso por si só não pode ser o fator determinante, porque o apóstolo Paulo vez após vez achou necessário aconselhar cristãos ungidos para que tomassem a sério suas obrigações espirituais. (1 Coríntios 11:20-22; Gálatas 4:9-11) Ou será que sua profissão de ser um dos ungidos se deve a uma falta de modéstia? Há alguns que ainda bastante recentemente professaram ser dos ungidos, mas que, em vez de fortalecer a união da congregação, acharam que deviam ter seu próprio grupo de estudo bíblico. Os cristãos maduros que ‘nasceram de novo’, ao contrário, apegam-se de perto à congregação local, mesmo que ela seja composta na maior parte por “outras ovelhas”. (João 10:16) Todavia, “nascer de novo” é um assunto pessoal, entre Deus e cada cristão. Ninguém deverá julgar outro nesta questão. — Romanos 14:10.
20. Em vista do precedente, a que conclusão chegamos sobre o “nascer de novo”?
20 Em vista de todo o precedente, a que conclusão chegamos? Que Jeová Deus é justo e reto, sábio e amoroso. Ele tem o direito de designar às suas criaturas inteligentes os seus respectivos papéis — alguns para servirem ao seu fim nos céus e outros para fazerem isso aqui na terra. Não é como se o prêmio celestial fosse algo a ser obtido por escolha e esforço pessoais, ou a ser cobiçado egoistamente. É tão exclusivo, que nenhuma criatura humana pode ser presunçosa quanto a ele. É deveras uma maravilhosa benignidade imerecida que Jeová Deus concede a poucas de suas criaturas, na promoção de seus propósitos sábios, justos e amorosos, mas não devido a qualquer mérito especial delas mesmas. “Nascer de novo” limita-se a estes. (Romanos 3:23, 24; 11:33-36) Também a vida eterna na terra paradísica é um objetivo indizivelmente privilegiado que pessoas de inclinações justas podem procurar alcançar. (Revelação 21:1, 3, 4) Tudo é benignidade imerecida. Ninguém deve ser tão presunçoso a ponto de dizer a Jeová: “Que estás fazendo?” — Daniel 4:35.
[Nota(s) de rodapé]
a Visto que Jesus já era membro duma nação dedicada, chegar-se ele a Jeová e ser batizado não era símbolo de sua dedicação, mas, antes, da apresentação de si mesmo a Jeová, para iniciar a obra especial que Deus tinha para ele.
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O que significa ser membro duma igreja?A Sentinela — 1982 | 1.° de fevereiro
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O que significa ser membro duma igreja?
“Ainda há impressionante medida de crença e participação”, comentou certo pesquisador na Fundação Hartford de Seminários sobre os resultados duma pesquisa realizada na região da grande Boston, em Massachusetts, E.U.A. Noventa por cento das pessoas entrevistadas afirmaram crer em Deus e mais de 70 por cento afirmaram pertencer a uma igreja.
Entretanto, o Globe de Boston, que patrocinou a pesquisa, observou que a “religião organizada parece exercer pouca influência sobre as pessoas”. Por quê? Apenas 5 por cento de toda a população disse que consultaria um clérigo para obter conselho quando estivesse “em sérias dificuldades”, e apenas 7 por cento dos membros de igrejas disseram que o fariam.
A pesquisa mostra também que “a grande maioria dos membros das igrejas não lêem a Bíblia, não dão graças nas refeições e não assistem regularmente aos ofícios”. Entre os professos católicos, apenas 11 por cento lêem a Bíblia com alguma regularidade e apenas 8 por cento a usam como guia. No caso dos protestantes, os algarismos correspondentes são 23 por cento e 15 por cento, respectivamente.
A Bíblia predisse que haveria um tempo quando os homens teriam “uma forma de devoção piedosa”, mas se ‘mostrariam falsos para com o seu poder’. Essa é a descrição do apóstolo Paulo sobre a maioria dos professos cristãos durante os “últimos dias”. (2 Tim. 3:1-5) Consegue perceber o presságio de calamidade?
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