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Ouro extraído das rochasDespertai! — 1978 | 8 de outubro
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Por isso, ambas as substâncias precisam passar pela refinação química.
Recuperados os Micros Finais
Como se faz a transformação da amálgama do ouro-mercúrio? O mercúrio tem ponto de ebulição em 357 graus C, ao passo que o ouro nem mesmo derrete até que alcance 1.063 graus C. Assim, o primeiro passo no tratamento da amálgama é a destilação. A amálgama é colocada num tanque de ferro que dispõe dum cano de escape resfriado por água corrente. O tanque é aquecido ao ponto em que o mercúrio entra em ebulição, deixando atrás o ouro. O mercúrio, contudo, é coletado e reutilizado.
O precipitado de ouro-zinco tem de ser processado de modo diferente. É tratado com ácido, que dissolve o zinco e assim libera o ouro. Daí, o resíduo aurífero é lavado e secado.
Nesse ponto, o ouro proveniente de ambos os processos está pronto para ser fundido, junto com qualquer ouro retido no topo da “mesa” de balanço. O ouro é colocado em grandes cadinhos, junto com várias substâncias químicas para facilitar a fundição e também a formação da escória. Estes cadinhos são aquecidos num forno refratário, alimentado a óleo diesel. O ouro liqüefeito é agitado e então derramado rapidamente em moldes de ferro para lingotes. As impurezas, sendo mais leves que o metal precioso, flutuam na superfície como escuma que se solidifica numa crosta, conhecida como escória. Depois de resfriar por alguns minutos, retira-se a escória com martelo e os lingotes são escovados, ficando limpos. Tendo sido analisados para medir seu teor de pureza ou finura, os lingotes são carimbados com um número e embalados para expedição.
Depois de realizar esses tremendos esforços para retirar algumas gramas de ouro de muitas toneladas de minério, não é de admirar muito que este metal amarelo valha tão alto preço. E que paradoxo é que grande parte dele seja então escondido nos cofres-fortes dos bancos, onde não pode ser diretamente utilizado nem ser útil ao homem!
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“À prova de afogamento”Despertai! — 1978 | 8 de outubro
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“À prova de afogamento”
CADA ano, milhares de pessoas perdem a vida por afogamento. Há peritos em natação que afirmam que 95 por cento destes afogamentos poderiam ser evitados por se aprenderem técnicas simples de boiar. Um dos métodos mais novos é chamado “drownproofing” (à prova de afogamento). Envolve ensinar tanto a nadadores como a não-nadadores como boiar em todos os tipos de condições da água.
O Dr. Reagh Wetmore, diretor de natação da Universidade de Boston, EUA, declara: “Calcar a água, flutuar de costas, e o estilo crawl podem levar ao pânico e à exaustão.” O método “à prova de afogamento”, ao invés, manda que a pessoa bóie na posição ereta, com a cabeça inclinada poucos centímetros abaixo do nível da água, e com os braços e pernas pendentes. Daí, à medida que periodicamente precisa tomar ar, a pessoa pode erguer a cabeça e impulsionar o corpo para a frente, por meio de modificada versão do nado de peito. Este método, segundo se diz, tem a vantagem de aproveitar a flutuabilidade natural do corpo, conservando energia e controlando a respiração.
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