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  • Nosso assombroso Universo
    A Vida — Qual a Sua Origem? A Evolução ou a Criação?
    • Capítulo 9

      Nosso assombroso Universo

      1, 2. (a) Como podem ser descritos os céus materiais? (b) Que perguntas fazem as pessoas que refletem, e o que as respostas podem ajudar a determinar?

      POR milhares de anos, as pessoas se quedam admiradas diante dos céus estrelados. Numa noite clara, as lindas estrelas parecem jóias reluzentes, penduradas na escuridão do espaço. Uma noite enluarada enche a Terra com sua beleza singular.

      2 Os que refletem sobre o que vêem amiúde ficam imaginando: ‘Exatamente o que existe lá no espaço? Como se acha organizado? Será que podemos descobrir como tudo isso teve início?’ As respostas a tais perguntas sem dúvida ajudariam a determinar com maior exatidão por que a Terra, com toda a sua vida humana e outras, veio a existir, e o que o futuro talvez nos reserve.

      3. Qual é um dos resultados do conhecimento ampliado sobre o universo?

      3 Há muitos séculos, pensava-se que o universo se compunha de alguns milhares de estrelas que podiam ser observadas a vista desarmada. Mas, atualmente, com poderosos instrumentos que podem perscrutar os céus, os cientistas sabem que existe muito, muito mais. Efetivamente, o que se tem observado é muito mais assombroso do que alguém poderia sequer imaginar. A mente humana fica pasma diante da imensidão e complexidade de tudo isso. Como comentado pela revista National Geographic (Revista Geográfica Universal), o que o homem agora aprende sobre o universo “o deixa atônito”.1

      Assombrosa Dimensão

      4. O que foi descoberto na década de 20?

      4 Nos séculos recentes, os astrônomos que perscrutavam os céus com os primeiros telescópios observaram algumas formações nebulosas, semelhantes a nuvens. Presumiam tratar-se de nuvens próximas de gases. Mas, na década de 20, à medida que vieram a ser utilizados telescópios maiores, e mais potentes, estes “gases” provaram ser algo muito mais imenso e significativo: galáxias.

      5. (a) Que é uma galáxia? (b) O que inclui a nossa galáxia, a Via-láctea?

      5 Uma galáxia é um amplo grupo de estrelas, de gás e de outra matéria que gira em torno dum núcleo central. As galáxias têm sido chamadas de universos-ilhas, pois cada uma delas é como um universo em si. Por exemplo, considere a galáxia em que vivemos, chamada de Via-láctea. Nosso sistema solar, isto é, o sol, a Terra e outros planetas, com suas luas, faz parte desta galáxia. Mas, trata-se de uma parte bem diminuta, pois nossa galáxia, a Via-láctea, contém mais de 100 bilhões de estrelas! Há cientistas que calculam pelo menos 200 a 400 bilhões. E certo editor de assuntos científicos chegou a declarar: “Poderia haver até de cinco a dez trilhões de estrelas na galáxia da Via-láctea.”2

      6. Quão ampla é a distância de um lado ao outro de nossa galáxia?

      6 O diâmetro de nossa galáxia abrange tão ampla distância que, se conseguisse mover-se tão rápido quanto a velocidade da luz (300.000 quilômetros por segundo), seriam necessários 100.000 anos para atravessá-la! Quantos quilômetros significa isto? Bem, visto que a luz percorre cerca de 9,5 trilhões (9.500.000.000.000) de quilômetros por ano, multiplique isso por 100.000 e obterá a resposta: nossa galáxia, a Via-láctea, tem cerca de 950 quadrilhões (950.000.000.000.000.000) de quilômetros de diâmetro! Diz-se que a distância média entre as estrelas no âmbito da galáxia é de cerca de seis anos-luz, ou cerca de 58 trilhões de quilômetros.

      7. Que estimativas têm sido feitas do número de galáxias existentes no universo?

      7 É quase impossível para a mente humana dimensionar tal amplitude e distância. Todavia, nossa galáxia é apenas o início do que existe no espaço sideral! Existe algo ainda mais estonteante. É o seguinte: Atualmente já foram detectadas tantas galáxias que se tem dito que “são tão comuns como as lâminas de grama numa campina”.3 Há no universo observável cerca de dez bilhões de galáxias! Há, porém, muitas outras além do alcance dos atuais telescópios. Alguns astrônomos calculam que haja 100 bilhões de galáxias no universo! E cada galáxia pode conter centenas de bilhões de estrelas!

      Aglomerados de Galáxias

      8. Como são distribuídas as galáxias?

      8 Todavia, há algo mais. Essas assombrosas galáxias não estão espalhadas a esmo pelo espaço. Antes, estão comumente distribuídas em grupos definidos, chamados aglomerados, como uvas num cacho. Milhares de tais aglomerados galácticos já foram observados e fotografados.

      9. O que está incluído em nosso aglomerado galáctico local?

      9 Alguns aglomerados contêm relativamente poucas galáxias. Nossa galáxia, a Via-láctea, por exemplo, faz parte dum aglomerado de cerca de vinte galáxias. No âmbito deste grupo, existe uma galáxia “vizinha”, que pode ser vista sem telescópio, numa noite límpida. Trata-se da galáxia (nebulosa) de Andrômeda, que tem formato espiral, como a nossa.

      10. (a) Quantas galáxias talvez haja num aglomerado? (b) Quais são as distâncias entre as galáxias, e entre os aglomerados galácticos?

      10 Outros aglomerados galácticos são compostos de muitas dezenas, talvez centenas ou até milhares, de galáxias. Um de tais aglomerados, segundo se julga, contém cerca de 10.000 galáxias! A distância entre as galáxias no âmbito dum aglomerado, pode ser, em média, de cerca de um milhão de anos-luz. Entretanto, a distância de um aglomerado galáctico para outro pode ser cem vezes maior. E existe até evidência de que os próprios aglomerados estão dispostos em “superaglomerados”, como cachos de uva numa parreira. Que tamanho colossal e que primorosa organização!

      Organização Similar

      11. Que organização similar encontramos em nosso sistema solar?

      11 Chegando ao nosso sistema solar, verificamos outro arranjo dotado de excepcional organização. O sol, que é uma estrela de grandeza média, é o “núcleo” em torno do qual gravitam em órbitas precisas a Terra e outros planetas, com suas luas. Ano após ano, giram com tamanha precisão matemática que os astrônomos podem predizer exatamente onde estarão em qualquer tempo futuro.

      12. Como estão organizados os átomos?

      12 Examinando as coisas infinitesimais — os átomos — vemos que existe a mesma precisão. Um átomo é uma maravilha de ordem, assemelhando-se à ordem do sistema solar. Inclui um núcleo que contém partículas chamadas prótons e nêutrons, cercadas por diminutos elétrons orbitantes. Toda matéria é constituída destes blocos de construção. O que faz com que uma substância difira da outra é o número de prótons e de nêutrons no núcleo, e o número e a disposição dos elétrons em sua órbita. Isto significa excelente ordem, visto que todos os elementos que constituem a matéria podem ser dispostos em exata seqüência segundo o número daqueles blocos de construção que contenham.

      Que Há por Trás Desta Organização?

      13. Que característica se vê em todo o universo?

      13 Conforme observamos, a dimensão do universo é verdadeiramente assombrosa. Também o é a sua maravilhosa disposição. Desde o infinitamente grande até o infinitesimalmente pequeno, dos aglomerados galácticos aos átomos, o universo se caracteriza por primorosa organização. Declarou a revista Discover (Descobrir): “Percebemos com surpresa a ordem, e nossos cosmologistas e físicos persistem em encontrar novos e estonteantes aspectos dessa ordem. . . . Costumávamos dizer que era um milagre, e ainda nos permitimos referir-nos ao inteiro universo como uma maravilha.”4 Esta estrutura ordeira é reconhecida até na palavra comumente empregada em astronomia para descrever o universo — “cosmo”. Certo dicionário a define como “o universo considerado no seu conjunto organizado e harmônico”.5

      14. Que comentário fez um ex-astronauta?

      14 O ex-astronauta John Glenn observou “a ordem de todo o universo ao redor de nós”, e que as galáxias estavam “percorrendo todas órbitas prescritas em relação umas às outras”. Assim sendo, indagou: “Poderia isto ter simplesmente acontecido? Foi por acidente que um punhado de destroços e de cargas alijadas subitamente começou a percorrer tais órbitas por sua livre vontade?” Concluiu ele: “Não posso crer nisso. . . . Algum Poder colocou tudo isto em órbita e o mantém ali.”6

      15. Que indicam o projeto e a organização precisos do universo?

      15 Deveras, o universo acha-se tão precisamente organizado que o homem pode utilizar os corpos celestes como base para cronometrar o tempo. Mas, qualquer relógio de bom design (projeto) obviamente é produto de uma mente ordeira que tem a capacidade de design. E só uma pessoa inteligente pode possuir uma mente ordeira capaz de criar designs. Então, que dizer do design muito mais complexo, e da fidedignidade que permeia o universo? Não exigiria isto também um especialista em design, um projetista, uma mente — inteligência? E tem qualquer razão para crer que a inteligência possa existir à parte duma personalidade?

      16. A que conclusão devemos chegar quanto ao universo?

      16 Não podemos negá-lo: Primorosa organização exige um primoroso organizador. Nada em nossa experiência indica que algo organizado aconteça por acaso, acidentalmente. Antes, toda a nossa experiência na vida mostra que tudo que é organizado precisa de um organizador. Toda a máquina, computador, prédio, sim, até um lápis e papel, tiveram um fabricante, um organizador. Lógico é que a organização muito mais complexa e assombrosa do universo também tem de ter um organizador.

      Havendo Leis, Tem de Haver um Legislador

      17. Como está o assunto de lei envolvido no universo?

      17 Também, o inteiro universo, dos átomos às galáxias, é governado por leis físicas definidas. Há leis que governam o calor, a luz, o som e a gravidade, por exemplo. Como o físico Stephen W. Hawking disse: “Quanto mais examinamos o universo, tanto mais verificamos que não é de jeito nenhum arbitrário, mas obedece a certas leis bem-definidas que regulam diferentes áreas. Parece muito razoável supor que existam alguns princípios unificadores, de modo que todas as leis sejam parte de alguma lei maior.”7

      18. Que concluiu um perito em foguetes?

      18 Wernher von Braun, especialista em foguetes, foi um passo adiante quando declarou: “As leis naturais do universo são tão precisas que não temos nenhuma dificuldade em construir naves espaciais para voar até a lua, e podemos cronometrar o vôo com a precisão duma fração de segundo. Estas leis devem ter sido estabelecidas por alguém.”8 Cientistas que desejam que um foguete orbite a Terra, ou a lua, precisam trabalhar em harmonia com tais leis universais, se hão de ser bem-sucedidos.

      19. O que exige a existência de leis?

      19 Quando pensamos em leis, reconhecemos que elas provêm duma entidade legisladora. Um sinal de trânsito que diga “PARE” certamente tem por trás alguma pessoa ou grupo que deu origem a tal lei. Que dizer, então, das leis abrangentes que governam o universo material? Estas leis, de brilhante concepção, por certo dão testemunho de um legislador supremamente inteligente.

      O Organizador e Legislador

      20. Que observação fez Science News?

      20 Após comentar todas as condições especiais de ordem e de lei tão evidentes no universo, a revista Science News (Notícias de Ciência) observou: “Contemplar tais coisas perturba os cosmologistas, porque parece que tais condições determinadas e precisas dificilmente poderiam ter surgido por acaso. Um modo de lidar com tal questão é afirmar que tudo foi imaginado, e atribuí-lo à Divina Providência.”9

      21. O que alguns se dispõem a concluir?

      21 Muitos, inclusive muitos cientistas, não estão dispostos a admitir isso. Mas outros se dispõem a reconhecer aquilo que a evidência persiste em insistir — a inteligência. Reconhecem que tal colossal dimensão, a precisão e a lei que permeiam o universo jamais poderiam ser fruto do acaso. Todas estas coisas têm de ser produtos duma mente superior.

      22. Como um escritor da Bíblia identificou o Originador do universo?

      22 Esta é a conclusão expressa por um escritor bíblico, que disse a respeito dos céus literais: “Levantai ao alto os vossos olhos e vede. Quem criou estas coisas? Foi Aquele que faz sair o exército delas até mesmo por número, chamando a todas elas [até mesmo] por nome.” Identifica-se o “Aquele” como sendo “o Criador dos céus e o Grandioso que os estendeu”. — Isaías 40:26; 42:5.

      Fonte de Energia

      23, 24. Como pode ser produzida a matéria?

      23 As leis universais governam a matéria existente. Mas, de onde surgiu toda a matéria? Em Cosmos, Carl Sagan afirma: “No início deste universo, não havia galáxias, estrelas ou planetas, vida ou civilizações.” Ele se refere à mudança desse estádio para o atual universo como “a transformação mais aterradora da matéria e da energia que tivemos o privilégio de vislumbrar”.10

      24 Esta é a chave para se entender como o universo poderia ter surgido: Deve ter envolvido uma transformação de energia e de matéria. Esta relação foi comprovada pela famosa equação de Einstein, E=mc2 (a energia é igual à massa vezes o quadrado da velocidade da luz). Uma conclusão derivada desta equação é que a matéria pode ser produzida da energia, assim como tremenda energia pode ser produzida da matéria. A bomba atômica comprovou esta última asserção. Deste modo, o astrofísico Josip Kleczek declarou: “A maioria, e possivelmente todas as partículas elementares, podem ter sido criadas pela materialização de energia.”11

      25. Qual é a fonte do assombroso poder necessário para a criação do universo?

      25 Assim, existe evidência científica de que uma fonte de energia ilimitada disporia da matéria-prima para criar a substância do universo. O escritor bíblico já citado observou que esta fonte de energia é uma personalidade viva e inteligente, afirmando: “Devido à abundância de energia dinâmica, sendo ele também vigoroso em poder, não falta nem sequer uma delas [i.e., os corpos celestes].” Destarte, do ponto de vista bíblico, esta fonte de energia infindável estava por trás do que Gênesis 1:1 descreve: “No princípio Deus criou os céus e a terra.”

      O Princípio não Foi Caótico

      26. O que os cientistas, em geral, admitem hoje?

      26 Atualmente, os cientistas em geral admitem que o universo teve deveras um princípio. Destacada teoria que tenta descrever este princípio é conhecida como a Grande Explosão (Big Bang). “Quase todas as discussões recentes sobre a origem do universo se baseiam na teoria da Grande Explosão”, observa Francis Crick.12 Jastrow se refere a esta “explosão” cósmica como “literalmente o momento da criação”.13 Mas, como admitiu o astrofísico John Gribbin na revista New Scientist (Novo Cientista), embora os cientistas “afirmem, na maior parte, poder descrever em grandes pormenores” o que aconteceu depois deste “momento”, o que produziu “o instante da criação continua sendo um mistério”. E, cogita ele, “talvez Deus o tenha feito, afinal das contas”.14

      27. Por que é por demais limitada a teoria da Grande Explosão?

      27 No entanto, a maioria dos cientistas não se dispõem a atribuir a Deus tal “instante”. Assim, diz-se geralmente que tal explosão foi caótica, como a explosão duma bomba nuclear. Mas, resulta este tipo de explosão em melhor organização? Produzem as bombas lançadas sobre as cidades durante as guerras quaisquer prédios de requintado projeto, ruas e sinais com leis de trânsito? Pelo contrário, tais explosões provocam destroços, desordem, caos, desintegração. E, quando o artefato explosivo é nuclear, a desorganização é total, conforme sentida pelas cidades nipônicas de Hiroxima e Nagasáqui em 1945.

      28. Que devemos concluir sobre as poderosas forças que operaram para a criação do universo?

      28 Não, uma simples “explosão” não poderia criar nosso assombroso universo com sua surpreendente ordem, projeto e lei. Apenas poderoso organizador e legislador poderia dirigir as poderosas forças em operação, de formas que resultassem em primorosa organização e lei. Por conseguinte, a evidência científica e a razão fornecem sólido apoio à declaração da Bíblia: “Os céus declaram a glória de Deus, e a expansão está contando o trabalho das suas mãos.” — Salmo 19:1.

      29. O que é confirmado pelas observações da ciência, bem como pelas nossas próprias?

      29 Portanto, a Bíblia encara de frente questões que a teoria evolucionista não abrange claramente. Em vez de nos deixar nas trevas quanto ao que está por trás da origem de todas as coisas, a Bíblia nos dá a resposta em termos simples e compreensíveis. Confirma as observações da ciência, bem como as nossas próprias, de que nada vem a existir por si mesmo. Embora nós, pessoalmente, não estivéssemos presentes quando o universo foi feito, torna-se evidente que tinha de ter um Magistral Construtor, como a Bíblia arrazoa: “Cada casa, naturalmente, é construída por alguém, mas quem construiu todas as coisas é Deus.” — Hebreus 3:4.

  • Evidências de um planeta ímpar
    A Vida — Qual a Sua Origem? A Evolução ou a Criação?
    • Capítulo 10

      Evidências de um planeta ímpar

      1, 2. O que afirmam alguns observadores sobre nosso planeta Terra?

      NOSSO planeta Terra é deveras uma maravilha — uma jóia rara e linda no espaço. Houve astronautas que relataram que, vistos do espaço, os céus azuis e as nuvens brancas da Terra “a tornavam, sem comparação, o objeto mais convidativo que poderiam ver”.1

      2 Entretanto, há muito mais do que simplesmente beleza. “O maior de todos os enigmas científicos cosmológicos, confundindo todos os nossos esforços de compreendê-lo, é a Terra”, escreveu Lewis Thomas, na revista Discover (Descobrir). Acrescentou: “Somente agora estamos começando a avaliar quão estranha e esplêndida ela é, como nos deixa sem fôlego, o objeto mais adorável que flutua ao redor do sol, abrigado em sua própria bolha azul de atmosfera, fabricando e inalando seu próprio oxigênio, fixando seu próprio nitrogênio do ar em seu próprio solo, e gerando seu próprio clima.”2

      3. O que diz o livro The Earth sobre nosso planeta, e por quê?

      3 É também de interesse o seguinte: Dentre todos os planetas de nosso sistema solar, foi apenas na Terra que os cientistas encontraram vida. E quantas variedades maravilhosas e abundantes de coisas vivas existem — organismos microscópicos, insetos, plantas, peixes, aves, animais e humanos. Ademais, a Terra é um amplo depósito de riquezas que contém tudo que é necessário para sustentar toda esta vida. Deveras, como o expressou o livro The Earth (A Terra): “A Terra é a maravilha do universo, uma esfera ímpar.”3

      4. Que ilustração se pode usar para mostrar quão ímpar é a Terra, e que conclusão temos de tirar?

      4 Para ilustrar quão ímpar é a Terra, imagine-se num deserto árido, desprovido de toda a vida. Subitamente, depara com uma linda casa. A casa é provida de ar condicionado, aquecimento, encanamento hidráulico e eletricidade. Seu refrigerador e seus armários estão repletos de alimentos. Seu porão contém óleo combustível e outros suprimentos. Agora, suponhamos que perguntasse a alguém de onde tudo isto tinha vindo, num deserto tão árido. Que diria se tal pessoa lhe respondesse: “Simplesmente apareceu ali por acaso”? Creria nisso? Ou teria como certo que a casa teve um arquiteto e construtor?

      5. Que ilustração bíblica é apropriada para nosso planeta Terra?

      5 Todos os outros planetas perscrutados pelos cientistas acham-se desprovidos de vida. Mas a Terra pulula de vida, sustentada por sistemas bem complexos que fornecem luz, ar, calor, água e alimento, tudo em primoroso equilíbrio. Mostra evidência de ter sido feita especialmente para alojar de forma confortável as coisas vivas — como uma magnífica casa. E, é lógico, conforme argúi um dos escritores da Bíblia: “Cada casa . . . é construída por alguém, mas quem construiu todas as coisas é Deus.” Sim, a “casa” infinitamente maior e mais surpreendente — nosso planeta Terra — demanda a existência dum arquiteto e construtor notavelmente inteligente, Deus. — Hebreus 3:4.

      6. Como reconheceram alguns que o planeta Terra deveras fornece evidências de projeto inteligente?

      6 Quanto mais os cientistas examinam o planeta Terra e a vida nele, tanto mais discernem que foi deveras magnificamente projetado. A revista Scientific American (Americano Científico) expressa sua admiração: “Ao examinarmos o universo e identificarmos os muitos acasos da física e da astronomia que operaram juntos para nosso proveito, parece quase como se o universo tivesse, em algum sentido, sabido que nós viríamos.”4 E a revista Science News (Notícias de Ciência) admitiu: “Parece que tais condições determinadas e precisas dificilmente poderiam ter surgido por acaso.”5

      Distância Exata do Sol

      7. Como é que a Terra recebe a quantidade certa de energia solar em forma de luz e calor?

      7 Entre as muitas condições precisas que são vitais à vida na Terra acha-se a quantidade de luz e de calor recebida do sol. A Terra obtém apenas ínfima fração da energia solar. Todavia, trata-se exatamente da quantidade certa, exigida para a sustentação da vida. Isto ocorre porque a Terra se encontra precisamente à distância exata do sol — a média de 150.000.000 de quilômetros. Caso a Terra estivesse muito mais próxima ou mais distante dele, as temperaturas seriam ou quentes ou gélidas demais para haver vida.

      8. Por que é tão vital a velocidade orbital da Terra em torno do sol?

      8 A Terra, ao percorrer sua órbita anual em torno do sol, move-se a uma velocidade de uns 107.000 quilômetros horários. Tal velocidade é exatamente a necessária para contrabalançar a atração gravitacional do sol e situar a Terra na distância apropriada. Se tal velocidade fosse diminuída, a Terra seria atraída pelo sol. Com o tempo, a Terra tornar-se-ia um deserto tórrido como Mercúrio, o planeta mais próximo do sol. A temperatura diurna de Mercúrio excede os 315 graus centígrados. Entretanto, se a velocidade orbital da Terra aumentasse, ela se afastaria mais do sol e poderia tornar-se um deserto gelado como Plutão, planeta cuja órbita é a mais distante do sol. A temperatura de Plutão é de cerca de 185 graus centígrados abaixo de zero.

      9. Por que é importante que a Terra gire em torno de seu próprio eixo com certa freqüência?

      9 Ademais, a Terra completa continuamente sua rotação em torno de seu eixo a cada 24 horas. Isto fornece períodos regulares de luz e de escuridão. Mas, e se a Terra girasse em torno de seu eixo, digamos, apenas uma vez por ano? Significaria que o mesmo lado da Terra estaria voltado para o sol o ano inteiro. Esse lado, provavelmente, tornar-se-ia um deserto incinerante, ao passo que o lado sem sol provavelmente se tornaria um ermo com temperaturas abaixo de zero. Poucas coisas vivas, se é que alguma, poderiam existir em tais circunstâncias extremas.

      10. Como é que a inclinação da Terra influi sobre o clima e as colheitas?

      10 À medida que a Terra gira em torno de seu eixo, ela se inclina 23,5 graus em relação ao sol. Caso a Terra não fosse inclinada, não haveria mudança de estações. O clima seria o mesmo todo o tempo. Ao passo que isto não tornaria impossível a vida, torná-la-ia menos interessante e alteraria de forma drástica os atuais ciclos de colheitas em muitos lugares. Caso a Terra fosse muito mais inclinada, haveria verões extremamente quentes e invernos insuportavelmente frios. Mas a inclinação de 23,5 graus enseja a mudança deleitosa de estações, com sua pitoresca variedade. Em muitas partes da Terra, há primaveras revigorantes, em que as plantas e as árvores despertam e lindas flores desabrocham, verões quentes que permitem todo tipo de atividades ao ar livre, climas frescos de outonos, com esplendorosa exibição de folhas que mudam de cor, e invernos com lindas paisagens de montes, de florestas e de campos cobertos de neve.

      Nossa Espantosa Atmosfera

      11. O que torna tão ímpar a atmosfera da Terra?

      11 Também ímpar — deveras, espantosa — é a atmosfera que cerca a nossa Terra. Nenhum outro planeta em nosso sistema solar possui uma. Nem a nossa lua. É por isso que os astronautas precisaram de trajes espaciais para sobreviver ali. Mas, na Terra não se precisa de nenhum traje espacial, porque nossa atmosfera contém, na devida proporção, os gases absolutamente essenciais à vida. Alguns destes gases, em si, são mortíferos. Mas, uma vez que o ar contém tais gases em sua devida proporção, podemos inalá-los sem sofrer danos.

      12. (a) Como é evidente que dispomos da quantidade exata de oxigênio? (b) Que função vital preenche o nitrogênio?

      12 Um de tais gases é o oxigênio, que compõe 21 por cento do ar que respiramos. Sem ele, os humanos e os animais morreriam em questão de minutos. Mas, oxigênio demais poria em risco nossa existência. Por quê? O oxigênio puro torna-se tóxico, se inalado por muito tempo. Ademais, quanto mais oxigênio existir, tanto mais facilmente as coisas se queimam. Se houvesse oxigênio demais na atmosfera, os materiais combustíveis se tornariam altamente inflamáveis. Poderiam irromper com facilidade incêndios, e seriam difíceis de controlar. Sabiamente, o oxigênio acha-se diluído com outros gases, especialmente o nitrogênio, que constitui 78 por cento da atmosfera. O nitrogênio, porém, é muito mais do que um simples diluente. Nas trovoadas, milhões de relâmpagos se sucedem em toda a Terra, a cada dia. Estes relâmpagos fazem com que certa dosagem de nitrogênio se combine com o oxigênio. Os compostos produzidos são transportados para a Terra pela chuva, e as plantas os utilizam como fertilizante.

      13. Que parte desempenha no ciclo da vida a quantidade exata de bióxido de carbono?

      13 O bióxido de carbono compõe menos de 1 por cento da atmosfera. Que bem resulta de tão pequena quantidade? Sem ele, a vida vegetal pereceria. Essa quantidade reduzida é a que as plantas carecem para inalar, liberando, em troca, o oxigênio. Os humanos e os animais inalam oxigênio e exalam bióxido de carbono. Crescente porcentagem de bióxido de carbono na atmosfera tenderia a ser prejudicial aos humanos e aos animais. Decrescente porcentagem não poderia sustentar a vida vegetal. Que ciclo maravilhoso, preciso e auto-sustentável foi programado para a vida vegetal, animal e humana!

      14, 15. Como é que a atmosfera serve de escudo protetor?

      14 A atmosfera faz mais do que sustentar a vida. Serve, também, de escudo protetor. Cerca de 24 quilômetros acima do solo, fina camada de ozônio filtra a radiação solar prejudicial. Sem esta camada de ozônio, tal radiação poderia destruir a vida na Terra. Também, a atmosfera abriga a Terra do bombardeio de meteoros. A maioria dos meteoros jamais atinge o solo, porque eles se queimam em sua descida através da atmosfera, parecendo-nos estrelas cadentes. De outra forma, milhões de meteoros assolariam todas as partes da Terra, resultando em extensivos danos causados à vida e às propriedades.

      15 Além de ser um escudo protetor, a atmosfera conserva o calor da Terra, impedindo-o de dissipar-se na frigidez do espaço. E a força gravitacional da Terra impede que a própria atmosfera escape dela. Tal força da gravidade é apenas suficientemente forte para realizar isto, mas não tão forte a ponto de prejudicar nossa liberdade de movimento.

      16. Que se pode dizer sobre a beleza do céu?

      16 A atmosfera não só é vital para a vida, mas uma das vistas mais lindas que existe é o céu mutante. Seu escopo e sua grandiosidade simplesmente nos deixam atônitos. A Terra acha-se envolta pelos panoramas infindavelmente majestosos e variegados do céu. No oriente, um fulgor dourado anuncia o amanhecer, ao passo que os céus ocidentais dão adeus ao dia em gloriosas exibições róseas, alaranjadas, vermelhas e púrpuras. Nuvens brancas encapeladas, semelhantes a algodão, anunciam um lindo dia primaveril ou estival; um manto outonal de nuvens parecidas à lã de ovelha prenuncia a chegada do inverno. À noite, o céu se apresenta magnífico em seu esplendor estrelado, e uma noite de luar possui uma beleza singular.

      17. Como foi que certo escritor comentou sobre o céu, e quem merece o crédito?

      17 Que estupenda provisão é a nossa atmosfera terrestre, em todo o sentido! Conforme certo escritor comentou, em The New England Journal of Medicine (Revista Médica da Nova Inglaterra): “Considerando-se tudo por tudo, o céu é uma consecução miraculosa. Funciona, e, para o que foi projetado, é tão infalível quanto qualquer outra coisa na natureza. Duvido se um de nós poderia imaginar algum meio de aprimorá-lo, além de mudar ocasionalmente uma nuvem local daqui para lá.”6 Este comentário traz-nos à mente o que certo homem, há milênios, reconheceu quando se viu diante de tais coisas notáveis — que elas são “as obras maravilhosas Daquele que é perfeito em conhecimento”. Queria referir-se, naturalmente, ao “Criador dos céus e o Grandioso que os estendeu”. — Jó 37:16; Isaías 42:5.

      A Água — Extraordinária Substância

      18. Quais são algumas das qualidades da água que a tornam extraordinária?

      18 A Terra contém amplas reservas de água, dotada de propriedades essenciais à vida. É mais abundante do que qualquer outra substância. Entre suas muitas qualidades vantajosas acha-se a de que ocorre em forma de gás (vapor-d’água), de líquido (água), e de sólido (gelo) — tudo no âmbito da variação de temperatura da Terra. Também, os milhares de matérias-primas que os humanos, os animais e os vegetais precisam, têm de ser transportados em forma fluida, tal como o sangue ou a seiva. A água é idealíssima para isto, uma vez que dissolve mais substâncias do que qualquer outro líquido. Sem água, não poderia prosseguir a nutrição, uma vez que os organismos vivos dependem da água para dissolver as substâncias de que se nutrem.

      19. Que qualidade incomum tem a água ao solidificar-se, e por que isso é tão importante?

      19 A água também é extraordinária pela forma em que se congela. À medida que a água contida nos lagos e nos mares se resfria, torna-se mais pesada e afunda. Isto obriga a água mais leve, e mais tépida, a subir. Todavia, à medida que a água se aproxima do ponto de congelamento, tal processo se inverte! A água mais fria então se torna mais leve e sobe. Quando se solidifica em forma de gelo, flutua. O gelo atua como insulante e impede que as águas mais profundas se congelem, protegendo assim a vida marinha. Sem tal qualidade ímpar, a cada inverno mais e mais gelo afundaria a um ponto em que os raios solares não poderiam derretê-lo no verão seguinte. Dentro em pouco, grande parte da água contida nos rios, lagos e mesmo nos oceanos se tornaria gelo compacto. A Terra se transformaria num planeta gelado que seria inóspito para a vida.

      20. Como se forma a chuva, e por que o tamanho das gotas de chuva revela um projeto que demonstra consideração?

      20 É também extraordinário o modo que as regiões bem afastadas dos rios, dos lagos e dos mares recebem a água que sustenta a vida. A cada segundo, o calor do sol transforma bilhões de litros d’água em vapor. Este vapor, mais leve do que o ar, sobe flutuando e forma nuvens no céu. As correntes de vento e de ar movimentam tais nuvens, e, sob as condições propícias, a umidade se precipita em forma de chuva. Mas, as gotas de chuva tendem a aumentar apenas até certo tamanho. Que aconteceria se isto não fosse assim, e as gotas de chuva se tornassem gigantescas? Isso seria desastroso! Em vez disso, a chuva geralmente cai no tamanho exato, e de forma branda, só em casos raros danificando até mesmo uma lâmina gramínea, ou a flor mais delicada. Que projeto majestoso e que mostra consideração é evidente na água! — Salmo 104:1, 10-14; Eclesiastes 1:7.

      “O Solo Produtivo”

      21, 22. Que sabedoria é demonstrada na composição do “solo produtivo”?

      21 Um dos escritores da Bíblia descreve a Deus como “Aquele que estabeleceu firmemente o solo produtivo pela sua sabedoria”. (Jeremias 10:12) E este “solo produtivo” — o solo do planeta Terra — é impressionante. A sua constituição evidencia sabedoria. O solo possui qualidades essenciais para o crescimento vegetal. As plantas combinam os nutrientes e a água existentes no solo com o bióxido de carbono do ar, na presença da luz, para produzir alimentos. — Compare com Ezequiel 34:26, 27.

      22 O solo contém os elementos químicos necessários à sustentação da vida humana e animal. A vegetação, porém, precisa primeiro converter tais elementos em formas assimiláveis ao corpo. Cooperam nisto diminutos organismos vivos. E muitos milhões deles podem ser encontrados numa pitadinha de solo! Possuem formatos incontavelmente diferentes, cada um trabalhando na conversão das folhas e das gramíneas mortas, e de outros resíduos, em uma forma utilizável, ou para afofar a terra, de modo que o ar e a água possam penetrar nela. Certas bactérias convertem o nitrogênio em compostos de que as plantas carecem para crescer. O solo arável é melhorado à medida que minhocas e insetos que se enfiam nele trazem continuamente à superfície partículas do subsolo.

      23. Que poderes de recuperação possui o solo?

      23 Na verdade, devido ao emprego errôneo e outros fatores, danifica-se parte do solo. Mas, este dano não tem de ser permanente. A Terra acha-se dotada de espantosos poderes inerentes de recuperação. Pode-se notar isto nas áreas em que incêndios ou erupções vulcânicas devastaram o solo. Com o tempo, estas áreas voltam a florescer de vegetação. E, quando se controla a poluição, o solo é recuperado, até mesmo terras que foram transformadas em áridos desertos. O mais importante de tudo é que, para enfrentar o problema básico por trás da utilização errônea do solo, o Criador da Terra propôs “arruinar os que arruínam a terra”, e preservá-la como o lar eterno que Ele preparou originalmente para a humanidade. — Revelação 11:18; Isaías 45:18.

      Não Foi Simplesmente o Acaso

      24. Que perguntas podemos fazer sobre o acaso não-dirigido?

      24 Ao refletir sobre o precedente, eis aqui algumas coisas a ponderar: Foi o acaso não-dirigido que colocou a Terra exatamente na distância certa do sol — sua fonte de energia em forma de luz e de calor? Foi o simples acaso que fez a Terra mover-se em torno do sol exatamente com a velocidade certa, girar em torno de seu eixo a cada 24 horas, e inclinar-se exatamente no ângulo certo? Foi o acaso que forneceu à Terra uma atmosfera protetora e vitalizadora, dotada da mistura exata de gases? Foi o acaso que forneceu à Terra a água e o solo necessários para a produção de alimentos? Foi o acaso que forneceu tantas frutas, hortaliças e outros alimentos deliciosos e coloridos? Foi o acaso que fez existir tanta beleza no céu, nos montes, nos riachos e nos lagos, nas flores, nas plantas e nas árvores, e em tantas outras coisas vivas deleitosas?

      25. Que conclusão tiram muitos sobre nosso planeta ímpar?

      25 Muitos concluem que tudo isto dificilmente poderia ser obra do acaso não-dirigido. Ao invés, observam a marca inequívoca de projeto ponderado, inteligente e deliberado em toda a parte. Reconhecendo isto, acham ser somente correto que os beneficiários de tudo isso ‘temam a Deus e lhe dêem glória’, porque Ele é “Aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas”. — Revelação 14:7.

      [Destaque na página 129]

      “A Terra é a maravilha do universo, uma esfera ímpar.”

      [Destaque na página 135]

      Sem oxigênio, os humanos e os animais morreriam em questão de minutos.

      [Destaque na página 137]

      “O céu é uma consecução miraculosa.”

      [Destaque na página 137]

      Sem água, os animais e as plantas não poderiam obter os nutrientes de que carecem.

      [Destaque na página 141]

      A Terra apresenta a marca inequívoca de projeto deliberado.

      [Diagrama/Foto na página 130]

      Visto que toda casa tem de ter um arquiteto e construtor, que dizer de nossa Terra, muito mais intricada e melhor equipada?

      [Diagrama]

      (Para o texto formatado, veja a publicação)

      CALHA VERTICAL

      CALHA-MESTRA

      TIJOLOS

      TELHAS

      A

      A-

      10

      CLARABÓIA

      12

      12

      REBOCO EXTERIOR

      LATERAIS DE MADEIRA

      TRAVESSA

      TIJOLOS

      TIJOLOS

      E

      E

      E

      E

      13

      1

      [Foto na página 131]

      A velocidade orbital da Terra a mantém exatamente na distância certa do sol.

      [Diagrama/Fotos nas páginas 132, 133]

      A inclinação da Terra enseja deleitosas mudanças de estações.

      Verão

      Outono

      Inverno

      Primavera

      [Diagrama]

      (Para o texto formatado, veja a publicação)

      Inclinação de 23,5°.

      [Diagrama/Foto na página 134]

      Alguns gases seriam mortíferos em si, mas, misturados com outros na atmosfera, sustentam a vida.

      Composição da atmosfera da Terra

      78% de nitrogênio

      21% de oxigênio

      1% de todos os

      outros gases

      [Diagrama]

      (Para o texto formatado, veja a publicação)

      A atmosfera abriga a Terra da radiação prejudicial e dos meteoros.

      [Foto na página 136]

      O céu noturno pode ter uma beleza singular.

      [Foto na página 138]

      A água afunda ao resfriar-se, mas sobe pouco antes do ponto de congelamento. Isto impede que a Terra se torne um planeta congelado.

      [Foto na página 139]

      A luz do sol, o bióxido de carbono do ar, a água e as substâncias químicas do solo se combinam miraculosamente para produzir alimentos.

      [Fotos na página 140]

      A Terra dispõe de espantosos poderes de recuperação. Em pouco tempo, surge nova vegetação.

      [Foto na página 141]

      Foi o acaso não-dirigido que forneceu tantas coisas deleitosas para nosso usufruto?

      [Gravura de página inteira na página 128]

  • O surpreendente projeto das coisas vivas
    A Vida — Qual a Sua Origem? A Evolução ou a Criação?
    • Capítulo 11

      O surpreendente projeto das coisas vivas

      1, 2. (a) Que mostra que os cientistas reconhecem a necessidade de um projetista? (b) Todavia, como é que então voltam atrás?

      QUANDO os antropólogos realizam escavações e encontram um pedaço triangular de pederneira afiada, concluem que deve ter sido projetado por alguém para ser a ponta duma flecha. Tais coisas projetadas para uma finalidade — concordam os cientistas — não poderiam ser fruto do acaso.

      2 Quando se trata de coisas vivas, contudo, não raro se relega esta mesma lógica. Não se reputa necessário um projetista. Mas, o organismo unicelular mais simples, ou apenas o ADN de seu código genético, é muito mais complexo do que uma lasca de pederneira. Todavia, os evolucionistas insistem que estas coisas vivas não tiveram projetista, mas foram modeladas por uma série de acontecimentos ocasionais.

      3. Que necessidade reconheceu Darwin, e como tentou preenchê-la?

      3 No entanto, Darwin reconheceu a necessidade de alguma força projetista e atribuiu tal tarefa à seleção natural. “A seleção natural”, disse, “procura a cada instante e em todo o mundo, as variações mais sutis; repele as que são nocivas, conserva e acumula as que são úteis”.1 Este conceito, todavia, está perdendo crédito, atualmente.

      4. Como mudam os conceitos sobre a seleção natural?

      4 Stephen Gould informa que muitos evolucionistas contemporâneos afirmam agora que a mudança substancial “pode não estar sujeita à seleção natural e pode espalhar-se pelas populações ao acaso”.2 Gordon Taylor concorda: “A seleção natural explica pequena parte do que acontece: o grosso continua sem explicação.”3 O geólogo David Raup afirma: “Uma alternativa de importância corrente para a seleção natural tem que ver com os efeitos do puro acaso.”4 Mas, será o “puro acaso” um projetista? Será capaz de produzir as complexidades que constituem o tecido da vida?

      5. Que reconhecimento presta um zoólogo ao projeto (design) e a seu originador?

      5 O zoólogo Richard Lewontin disse que os organismos “parecem ter sido projetados de forma cuidadosa e engenhosa”. Ele os considera “a principal evidência de um Projetista Supremo”.5 Será útil considerarmos algumas de tais evidências.

      Coisas Pequenas

      6. São os organismos unicelulares realmente simples?

      6 Comecemos com as menores coisas vivas: os organismos unicelulares. Certo biólogo afirmou que os animais unicelulares podem “apanhar alimentos, digeri-los, livrar-se dos resíduos, mover-se de uma parte para outra, construir casas, empenhar-se em atividades sexuais” e “sem nenhum tecido, nenhum órgão, nenhum coração e nenhuma mente — realmente têm tudo que nós temos”.6

      7. Como e para que fim as diatomáceas fabricam o vidro, e quão importantes são elas para a vida nos mares?

      7 As diatomáceas [cortadas em dois], organismos unicelulares, extraem silício e oxigênio da água do mar e fabricam vidro, com o que constroem diminutas “caixinhas de pílulas” [frústulas], para conter sua clorofila verde. Certo cientista as exalta tanto por sua importância como por sua beleza: “Estas folhas verdes contidas em porta-jóias constituem pastagens para nove décimos do alimento de tudo que existe nos mares.” Grande parte de seu valor nutritivo repousa no óleo fabricado pelas diatomáceas, que também as ajuda a ficar flutuando próximo da superfície, onde sua clorofila pode tomar um banho de sol.

      8. Com que formas complexas se revestem as diatomáceas?

      8 Seus lindos envoltórios silicosos [frústulas], conta-nos este mesmo cientista, existem em uma “estonteante variedade de formas — cilíndricas, quadrangulares, fusiformes, triangulares, ovais, retangulares — sempre adornados primorosamente por gravuras geométricas. Estas são filigranadas em puro vidro, com tamanha perícia, que um cabelo humano teria de ser cortado ao comprido em quatrocentos pedacinhos para caber entre as marcas.”7

      9. Quão complexas são algumas das casas [“conchas”] que os radiolários constroem?

      9 Certo grupo de animais oceânicos, chamados radiolários [pequenos raios], fabricam vidro e, com ele, constroem “broches de vidro, dotados de longas e finas espículas transparentes que irradiam da esfera central de cristal”. Ou, “pontaletes de vidro são dispostos em forma hexagonal e utilizados para fabricar simples abóbadas geodésicas”. A respeito de certo construtor microscópico, diz-se: “Uma abóbada geodésica não basta para este superarquiteto; tem de ter três abóbadas de vidro trabalhadas em relevo, como renda, uma dentro da outra.”8 Não há palavras que possam descrever estes maravilhosos projetos — é preciso usar gravuras para isso.

      10, 11. (a) O que são esponjas, e o que acontece com as células singulares quando uma esponja é completamente rompida? (b) Que pergunta sobre esqueletos das esponjas os evolucionistas consideram irrespondível, mas o que sabemos?

      10 As esponjas se compõem de milhões de células, mas apenas de poucas espécies diferentes. Explica um compêndio universitário: “As células não estão organizadas em tecidos ou órgãos, todavia, existe uma forma de reconhecimento entre as células que as conserva juntas e as organiza.”9 Caso se esmague uma esponja por coá-la num pano, e ela se separe em seus milhões de células, estas células voltam a unir-se e reconstroem a esponja. As esponjas constroem esqueletos silicosos belíssimos. Uma das mais surpreendentes é a Euplectella (cesta-de-flores-de-Vênus), em forma de cornucópia.

      11 Sobre ela, um cientista diz: “Ao contemplarmos o complexo esqueleto da esponja, tal como o composto de espículas silicosas, que é conhecido como [Euplectella], nossa imaginação fica aturdida. Como poderiam células microscópicas quase independentes colaborar na secreção de um milhão de espículas silicosas e dispô-las em tão intricada e linda rede? Não sabemos.”10 Mas, uma coisa sabemos: O acaso não é seu provável projetista.

      Associação

      12. O que é simbiose, e quais são alguns exemplos dela?

      12 Existem muitos casos em que dois organismos parecem ter sido projetados para viver juntos. Estas associações são exemplos de simbiose (vida em comum). Certos figos e vespas precisam uns dos outros para reproduzir-se. As térmites comem madeira, mas precisam de protozoários em seu corpo para digeri-la. Similarmente, as vacas, cabras e camelos não poderiam digerir a celulose existente na grama sem a ajuda de bactérias e protozoários que vivem em seu interior. Certo informe declara: “A parte do estômago duma vaca em que ocorre a digestão tem um volume de cerca de 95 litros — e contém 10 bilhões de microorganismos em cada gota.”11 As algas e os fungos se associam e se tornam liquens [ou, líquenes]. Apenas então podem crescer em rochas desnudas para começar a transformar rochas em solo.

      13. Que perguntas suscita a associação entre as formigas picantes e as acácias?

      13 As formigas picantes vivem nos espinhos ocos das acácias. Mantêm afastados os insetos folífagos e cortam e matam trepadeiras que tentam subir pela árvore. Por sua vez, a árvore segrega um fluido açucarado que as formigas muito apreciam, e também produz pequeno fruto falso, que serve de alimento das formigas. Será que foi a formiga que protegeu primeiro a árvore e então a árvore a retribuiu com frutos? Ou será que foi a árvore que produziu frutos para a formiga, e a formiga então, agradecida, deu-lhe proteção? Ou será que tudo isso aconteceu de uma só vez por acaso?

      14. Que provisões e mecanismos especiais utilizam as flores para atrair insetos para a polinização?

      14 Entre os insetos e as flores existem muitos casos de tal cooperação. Os insetos polinizam as flores, e, em troca, as flores alimentam os insetos de pólen e de néctar. Algumas flores produzem dois tipos de pólen. Um fecunda as sementes, o outro é estéril, mas alimenta os insetos visitantes. Muitas flores dispõem de marcas e odores especiais para guiar os insetos ao néctar. A caminho, os insetos polinizam a flor. Algumas flores possuem um mecanismo de disparo. Quando os insetos tocam no disparo, são atingidos pelas anteras que contêm o pólen.

      15. Como é que a flor Dutchman’s pipe garante sua polinização, e que perguntas suscita isto?

      15 À guisa de exemplo, as aristoloquiáceas (Dutchman’s pipe; tipo de jarrinha) não podem polinizar-se sozinhas, mas precisam de insetos para trazer o pólen de outra flor. A planta possui uma folha tubular que envolve sua própria flor, e esta folha é revestida de cera. Os insetos, atraídos pelo odor da flor, pousam na folha e descem pelo escorrega ceráceo para uma câmara no fundo. Ali, estigmas maduros recebem o pólen que os insetos trouxeram, e dá-se a polinização. Mas, por mais três dias, os insetos ficam enredados ali pelos pêlos e escorregas ceráceos. Depois disso, o próprio pólen da flor amadurece e empoeira os insetos. Somente então os pêlos murcham, e os escorregas ceráceos se inclinam até ficarem no nível. Os insetos saem andando e, com seu novo suprimento de pólen, voam para outra flor Dutchman’s pipe para polinizá-la. Os insetos não se importam com esta visita de três dias, uma vez que se refestelam de néctar ali estocado para eles. Será que tudo isto aconteceu por acaso? Ou aconteceu por projeto inteligente?

      16. Como é que algumas orquídeas Ophrys e a orquídea do gênero Coryanthes conseguem ser polinizadas?

      16 Alguns tipos de orquídeas do gênero Ophrys (Ofrídeas) têm, em suas pétalas, uma figura da fêmea da vespa, com olhos, antenas, asas e tudo. Até mesmo exala o cheiro duma fêmea em estágio de acasalamento! O macho vem acasalar-se, mas apenas poliniza a flor. Outra orquídea, do gênero Coryanthes (Coriante) possui um néctar fermentado que faz com que a abelha fique com pés vacilantes; ela escorrega num cálice de líquido e a única forma de sair é contorcer-se sob um estigma que enche a abelha de pólen.

      “Fábricas” da Natureza

      17. Como é que as folhas e as raízes operam juntas para nutrir as plantas?

      17 As folhas verdes das plantas alimentam o mundo, direta ou indiretamente. Mas, não podem operar sem o auxílio de diminutas raízes. Milhões de radículas — cada ponta de raiz dispondo de uma calota protetora, cada calota sendo lubrificada com óleo — abrem caminho através do solo. Filamentos radiculares atrás da calota oleosa absorvem a água e os minerais, que percorrem diminutos tubos no lenho seivoso que levam às folhas. Nas folhas, fabricam-se açúcares e aminoácidos, e estes nutrientes são enviados a toda a árvore e às raízes.

      18. (a) Como é que a água consegue ir das raízes até as folhas, e o que mostra que este sistema é mais do que adequado? (b) O que é transpiração, e como contribui para o ciclo da água?

      18 Certas características do sistema circulatório das árvores e das plantas são tão surpreendentes que muitos cientistas as consideram quase que milagrosas. Primeiro, como é bombeada a água a 60 ou 90 metros acima do solo? A pressão radicular a faz iniciar sua trajetória, mas, no tronco, outro mecanismo passa a atuar. As moléculas de água se mantêm coesas. Graças a tal coesão, à medida que a água evapora das folhas, as diminutas colunas de água são puxadas como cordas — cordas que vão das raízes às folhas, e se movem a até 60 metros horários. Este sistema, segundo se afirma, poderia elevar a água numa árvore que tivesse 3.200 metros de altura! À medida que a água em excesso evapora das folhas (o que se chama de transpiração), bilhões de toneladas de água são recicladas para o ar, a fim de cair mais uma vez em forma de chuva — um sistema perfeitamente projetado!

      19. Que serviço vital é executado pela associação de algumas raízes e certas bactérias?

      19 Ainda há mais. As folhas precisam de nitratos ou de nitritos do solo para fabricar os aminoácidos vitais. Certas quantidades são colocadas no solo pelos relâmpagos e por certas bactérias livres. Compostos nitrogenados em quantidades adequadas são também formados por leguminosas — plantas tais como ervilha, trevo, feijão e alfafa. Certas bactérias penetram em suas raízes, e as raízes suprem carboidratos às bactérias, daí as bactérias transformam, ou fixam, o nitrogênio do solo em nitratos e nitritos utilizáveis, produzindo anualmente cerca de 222 quilos por hectare.

      20. (a) O que faz a fotossíntese, onde ocorre, e quem compreende tal processo? (b) Como é que certo biólogo a encara? (c) Como podem ser chamadas as plantas verdes, como é que são mesmo excepcionais, e que perguntas são apropriadas?

      20 Ainda há outras coisas. As folhas verdes obtêm energia do sol, o bióxido de carbono do ar e água das raízes das plantas para fabricar açúcar e liberar oxigênio. Este processo é chamado de fotossíntese e ocorre em corpúsculos celulares chamados cloroplastos — tão diminutos que 400.000 deles podem caber dentro do ponto no fim desta frase. Os cientistas não compreendem plenamente este processo. “Há cerca de setenta reações químicas distintas envolvidas na fotossíntese”, afirmou certo biólogo. “Trata-se verdadeiramente de um acontecimento milagroso.”12 As plantas verdes têm sido chamadas de “fábricas” da natureza — lindas, silenciosas, não-poluidoras, produzindo oxigênio, reciclando a água e alimentando o mundo. Surgiram simplesmente por acaso? É isso realmente algo crível?

      21, 22. (a) Que disseram dois famosos cientistas ao testemunhar sobre a inteligência existente no mundo natural? (b) Como é que a Bíblia arrazoa sobre este assunto?

      21 Alguns dos mais famosos cientistas do mundo acham isso difícil de crer. Vêem a inteligência no mundo natural. O físico Robert A. Millikan, Prêmio Nobel, embora crente na evolução, disse realmente numa reunião promovida pela Sociedade Americana de Física: “Há uma Divindade que molda as nossas finalidades . . . Uma filosofia puramente materialista é, para mim, o cúmulo da falta de inteligência. Os homens sábios de todas as eras têm sempre visto o suficiente para, ao menos, torná-los reverentes.” Em seu discurso, ele citou as palavras notáveis de Albert Einstein, em que Einstein disse que ele tentava “compreender humildemente nem que seja uma infinitésima parte da inteligência manifesta na natureza”.13

      22 Estamos cercados pela evidência de design ou projeto, em infindável variedade e estupenda complexidade, o que indica uma inteligência superior. Tal conclusão é também expressa na Bíblia, onde se atribui o projeto a um Criador cujas “qualidades invisíveis são claramente vistas desde a criação do mundo em diante, porque são percebidas por meio das coisas feitas, mesmo seu sempiterno poder e Divindade, de modo que eles são inescusáveis”. — Romanos 1:20.

      23. Que conclusão razoável exprime o salmista?

      23 Havendo tanta evidência de projeto na vida ao nosso redor, parece mesmo “inescusável” afirmar que o acaso não-dirigido acha-se por trás dela. Assim sendo, certamente não é desarrazoado o salmista atribuir o crédito a um Criador inteligente: “Quantos são os teus trabalhos, ó Jeová! A todos eles fizeste em sabedoria. A terra está cheia das tuas produções. Quanto a este mar, tão grande e largo, há ali inúmeras coisas que se movem, criaturas viventes, tanto pequenas como grandes.” — Salmo 104:24, 25.

      [Destaque na página 151]

      “Há cerca de setenta reações químicas distintas envolvidas na fotossíntese. Trata-se verdadeiramente de um acontecimento milagroso.”

      [Fotos na página 142]

      Precisa-se dum projetista.

      Não se precisa dum projetista?

      [Fotos na página 143]

      Diatomáceas.

      O design em esqueletos silicosos de plantas microscópicas.

      [Fotos na página 144]

      Radiolários: O design em esqueletos silicosos de animais microscópicos.

      A Euplectella (cesta-de-flores-de-Vênus).

      [Foto na página 145]

      Muitas flores possuem indícios para orientar os insetos ao néctar escondido.

      [Fotos na página 146]

      Algumas flores possuem escorregas ceráceos para engodar insetos, de modo que possa ser feita a polinização.

      Por que esta orquídea se parece com uma fêmea de vespa?

      [Foto na página 147]

      A coesão existente entre as moléculas de água, segundo se diz, poderia elevar a água numa árvore que tivesse 3.200 metros de altura!

      [Fotos/Quadro nas páginas 148, 149]

      O Surpreendente Design das Sementes

      Sementes Maduras e Prontas Para Disseminar-se!

      Uma variedade de engenhosos designs cuida da disseminação das sementes! As sementes de orquídeas são tão leves que flutuam como pó. As sementes do dente-de-leão já vêm equipadas de pára-quedas. As sementes de bordo têm asas e flutuam como borboletas. Algumas plantas aquáticas dotam suas sementes de bóias, e lá se vão elas, velejando.

      Algumas plantas possuem vagens que se rompem de repente e catapultam as sementes para fora. As escorregadias sementes da hamamélis são primeiro comprimidas, sendo daí lançadas do fruto, como as sementes de melancia que as crianças gostam de atirar longe por comprimi-las entre o polegar e o indicador. O pepino-do-diabo emprega a hidráulica. Ao crescer, a pele engrossa para dentro, o centro fluido fica sob crescente pressão e, na ocasião em que as sementes estão maduras, a pressão é tamanha que faz espoucar a haste, como uma rolha espouca duma garrafa, e as sementes são atiradas para fora.

      Sementes Que Medem a Precipitação Pluvial

      Algumas plantas anuais do deserto possuem sementes que se recusam a germinar até que tenha caído uns 13 milímetros de chuva, ou mais. Também parecem saber de que direção provém a água — se a chuva vier do alto, elas germinam, mas, se estiverem sendo encharcadas por baixo, não germinam. No solo existem sais que impedem que as sementes germinem. É preciso haver chuva do alto para lixiviar estes sais. A água que as encharca por baixo não consegue fazer isto.

      Se estas plantas anuais do deserto começassem a crescer depois de apenas uma chuva leve, elas morreriam. É preciso uma chuva forte para umedecer suficientemente o solo de modo a salvar as plantas de posteriores surtos de seca. Assim, elas esperam por ela. Obra do acaso — ou projeto?

      Um Gigante em Diminuto Invólucro

      Uma das menores sementes possui, dentro de si, a maior coisa viva na Terra — a gigantesca sequóia. Chega a atingir mais de 90 metros de altura. A 1,20 metro do solo, seu diâmetro talvez atinja cerca de 11 metros. Uma árvore poderá conter suficiente madeira para construir 50 casas de seis aposentos. A sua casca de mais de 60 centímetros de espessura é dotada de tanino, que repele os insetos, e sua textura esponjosa e fibrosa a torna quase tão à prova de fogo quanto o amianto. Suas raízes cobrem de 1,2 a 1,6 hectares. Vive mais de 3.000 anos.

      Todavia, as sementes que uma sequóia esparge aos milhões não são muito maiores do que uma cabeça de alfinete, cercada de asinhas. O insignificante homem, de pé próximo da base da sequóia, olhando para o alto, não pode deixar de sentir silencioso assombro diante de sua maciça grandiosidade. Faz sentido crer que este majestoso gigante e a pequenina semente que o abriga, não sejam resultado de projeto?

      [Fotos]

      Dente-de-leão

      Bordo

      Pepino-do-diabo

      [Quadro/Fotos na página 150]

      Virtuoses Musicais

      O tordo-dos-remédios é famoso imitador. Um deles imitou 55 outros pássaros numa hora. Mas, são as composições originais do tordo-dos-remédios, com seu fluxo melodioso, que mantêm enfeitiçados os ouvintes. Por certo, vão muito além de algumas notas simples, necessárias para expressar suas pretensões territoriais. Acontece isto para o prazer deles — ou para o nosso?

      Os uirapurus-verdadeiros da América do Sul não são menos surpreendentes. Pares acasalados cantam duetos, como outros pares de aves tropicais. Seu desempenho é ímpar, como observa certo livro de referência: “A fêmea e o macho cantam, ou as mesmas canções juntos, diferentes canções, ou diferentes partes da mesma canção alternadamente; podem demonstrar tamanha sincronização que a canção total soa como se fosse entoada por um só pássaro.”a Quão lindos são estes suaves diálogos musicais à medida que os uirapurus-verdadeiros acasalados se comunicam um com o outro! Trata-se de uma simples ocorrência acidental?

  • Quem o fez primeiro?
    A Vida — Qual a Sua Origem? A Evolução ou a Criação?
    • Capítulo 12

      Quem o fez primeiro?

      1. Que disse certo biólogo a respeito dos inventores humanos?

      “SUSPEITO”, disse certo biólogo, “que não somos os inovadores que julgamos ser; somos simples repetidores”.1 Muitas vezes, os inventores humanos apenas repetem aquilo que as plantas e os animais já fazem há milhares de anos. Esta imitação das coisas vivas é tão prevalecente que adquiriu seu próprio nome — biônica.

      2. Que comparação teceu outro cientista entre a tecnologia humana e a da natureza?

      2 Outro cientista afirma que praticamente todas as áreas básicas da tecnologia humana “foram iniciadas e utilizadas com vantagem por coisas vivas . . . antes de a mente humana aprender a entender e a dominar as funções delas”. De forma interessante, ele acrescenta: “Em muitas áreas, a tecnologia humana ainda está muito atrás da natureza.”2

      3. Que perguntas se deve ter presente ao se considerarem alguns exemplos de biônica?

      3 Ao refletir sobre estas habilidades complexas das criaturas vivas, que os inventores humanos têm tentado copiar, parece-lhe razoável crer que aconteceram somente por acaso? E aconteceram, não apenas uma vez, porém muitas vezes, em criaturas não-aparentadas? Não são estes os tipos de projeto intricado que a experiência nos ensina que só podem ser produto de brilhante projetista? Julga realmente que apenas o acaso poderia criar o que, mais tarde, exigiu homens bem dotados para copiar? Tenha presente tais perguntas, ao considerar os seguintes exemplos:

      4. (a) Como é que as térmites refrigeram suas casas? (b) Que pergunta os cientistas não conseguem responder?

      4 AR CONDICIONADO. A tecnologia moderna refrigera muitas casas. Muito antes, porém, as térmites (cupins) também refrigeravam as delas, e ainda o fazem. Seu ninho acha-se no centro de um grande cupinzeiro. Dele, o ar quente ascende para uma rede de condutos de ar próximo da superfície. Ali, o ar viciado se difunde por laterais porosas, e ar fresco refrigerado penetra e desce para uma câmara de ar no fundo do cupinzeiro. Dali, circula pelo ninho. Alguns cupinzeiros possuem aberturas na base, onde entra o ar fresco, e, no tempo quente, a água trazida do subsolo evapora, desta forma refrigerando o ar. Como é que milhões de trabalhadores cegos coordenam seus esforços para construir estruturas tão engenhosas? O biólogo Lewis Thomas responde: “O simples fato de exibirem algo parecido a uma inteligência coletiva já é um mistério.”3

      5-8. Que aprenderam os projetistas de avião a respeito das asas das aves?

      5 AVIÕES. O design das asas de aviões aproveita, no decorrer dos anos, o estudo das asas das aves. A curvatura das asas da ave fornece a força ascensional necessária para sobrepor-se à força descendente da gravidade. Mas, quando a asa se curva em demasia, há o perigo de estol, ou perda de velocidade. Para evitar o estol, a ave possui, nas bordas de ataque de suas asas, fileiras, ou flaps, de penas que se erguem à medida que aumenta a inclinação da asa (1, 2). Estes flaps mantêm a sustentação por impedir que a corrente principal de ar se separe da superfície da asa.

      6 Ainda outra característica para o controle da turbulência e para impedir o “stalling out”, é a álula (3), pequena série de penas que a ave pode erguer como um polegar.

      7 Nas pontas das asas tanto das aves como dos aviões, formam-se remoinhos e estes produzem resistência ao avanço. As aves minimizam isto de duas formas. Algumas, como os andorinhões e os albatrozes, possuem asas longas e delgadas, com pequenas pontas, e este design elimina a maior parte da turbulência. Outras, como os grandes gaviões e abutres, possuem asas largas que provocariam grande turbulência, mas isto é evitado quando as aves estendem, como dedos, as penas primárias nas pontas das asas. Isto transforma estas pontas rombudas em diversas pontinhas estreitas que reduzem a turbulência e a resistência ao avanço (4).

      8 Projetistas de aviões adotaram muitas destas características. A curvatura das asas lhes dá força ascendente. Diversos flaps e aletas atuam para controlar o fluxo de ar ou para agir como freios. Alguns aviões pequenos reduzem a resistência nas pontas das asas por montarem placas achatadas em ângulo reto para com a superfície das asas. As asas dos aviões, porém, ainda estão muito longe das maravilhas de engenharia que são as asas das aves.

      9. Que animais e plantas precederam o homem na utilização de anticongelantes, e quão eficazes são eles?

      9 ANTICONGELANTES. Os humanos empregam o glicol nos radiadores de carros como anticongelante. Mas certas plantas microscópicas usam o quimicamente similar glicerol para não ficarem congeladas nos lagos da Antártida. É também encontrado nos insetos que sobrevivem em temperaturas de 20° centígrados abaixo de zero. Há peixes que produzem seu próprio anticongelante, habilitando-os a viver nas águas gélidas da Antártida. Algumas árvores sobrevivem a temperaturas de 40° centígrados abaixo de zero por conterem “água puríssima, sem partículas de pó ou de sujeira, sobre as quais possam formar-se cristais de gelo”.4

      10. Como é que certos besouros-d’água fabricam e utilizam aparelhos de respiração subaquática?

      10 RESPIRAÇÃO SUBAQUÁTICA. As pessoas prendem tanques de ar nas costas e ficam debaixo d’água até uma hora. Certos besouros-d’água fazem isso com mais simplicidade e permanecem submersos por mais tempo. Apoderam-se duma bolha de ar e submergem. A bolha serve como pulmão. Ela retira bióxido de carbono do besouro e o difunde na água, e extrai o oxigênio dissolvido na água, para ser utilizado pelo besouro.

      11. Quão extensivos são os relógios biológicos na natureza, e quais são alguns exemplos?

      11 RELÓGIOS. Muito antes de as pessoas empregarem relógios de sol, os relógios existentes em organismos vivos mediam o tempo com exatidão. Quando a maré está em baixa, plantas microscópicas chamadas diatomáceas assomam à superfície da areia úmida das praias. Quando a maré está em alta, as diatomáceas se enterram de novo na areia. Todavia, em areia em laboratório, sem qualquer fluxo e refluxo de marés, seus relógios ainda as fazem subir e descer no compasso das marés. Os caranguejos chama-maré adquirem uma coloração mais escura e aparecem na maré baixa, ficam pálidos e recolhem-se a seus buracos na maré alta. No laboratório, longe do oceano, ainda registram o tempo de acordo com as marés mutantes, ficando escuros ou claros conforme a maré suba ou desça. As aves conseguem navegar pelo sol e pelas estrelas, que mudam de posição segundo a passagem do tempo. Devem ter relógios internos que compensem tais mudanças. (Jeremias 8:7) Das plantas microscópicas às pessoas, milhões de relógios internos estão tiquetaqueando.

      12. Quando foi que os homens começaram a utilizar bússolas rudimentares, mas, como estas já eram empregadas muito tempo antes?

      12 BÚSSOLAS. Por volta do século 13 EC, os homens começaram a utilizar uma agulha magnética que flutuava numa tina de água — uma bússola rudimentar. Mas, não era nada novo. As bactérias contêm fios de partículas de magnetita exatamente do tamanho certo para servir de bússola. Estes as guiam a seus ambientes preferidos. Tem-se encontrado a magnetita em muitos outros organismos — em aves, abelhas, borboletas, golfinhos, moluscos e outros. Experimentos indicam que os pombos-correios podem voltar para casa por sentirem o campo magnético da Terra. É agora geralmente aceito que um dos modos de as aves migradoras acharem seu caminho é por meio de bússolas magnéticas existentes em sua cabeça.

      13. (a) Como é que os manguezais conseguem viver em água salgada? (b) Que animais conseguem beber água salgada, e como o fazem?

      13 DESSALINIZAÇÃO. Os homens constroem grandes usinas para dessalinizar a água do mar. Os manguezais possuem raízes que sugam a água do mar, porém a filtram através de membranas que removem o sal. Uma espécie de mangue, Avicennia, utilizando glândulas na parte inferior das folhas, livra-se do excesso de sal. Aves marinhas, tais como as gaivotas, os pelicanos, os corvos-marinhos, os albatrozes e os petréis, bebem água do mar e, por meio de glândulas localizadas na cabeça, removem o excesso de sal que penetra em sua corrente sangüínea. Também os pingüins, as tartarugas-marinhas e as iguanas-marinhas bebem água salgada, removendo o sal em excesso.

      14. Quais são alguns exemplos de criaturas que geram eletricidade?

      14 ELETRICIDADE. Cerca de 500 variedades de peixes elétricos possuem baterias. O peixe-gato africano pode gerar 350 volts. A gigantesca arraia elétrica do Atlântico Norte emite pulsações de 50 ampères, de 60 volts. Choques da enguia elétrica sul-americana têm sido medidos como atingindo até 886 volts. “Conhecem-se onze diferentes famílias de peixes que incluem espécies dotadas de órgãos elétricos”, diz certo químico.5

      15. Que várias atividades de lavoura realizam os animais?

      15 LAVOURA. Durante eras, os homens têm arado o solo e criado gado. Mas, muito antes disso, as formigas-cortadoras-de-folhas já eram lavradoras. Para obter alimento, cultivavam fungos num monte de adubo que fabricavam com folhas e seus resíduos orgânicos. Algumas formigas mantêm afídeos como se fora gado, sorvem deles o melaço que produzem e até mesmo constroem estábulos para abrigá-los. As formigas-colhedeiras estocam sementes em celeiros subterrâneos. (Provérbios 6:6-8) Certo besouro poda as mimosas. As picas e as marmotas cortam, curam e estocam o feno.

      16. (a) Como é que as tartarugas-marinhas, algumas aves e os aligátores incubam seus ovos? (b) Por que a tarefa do macho da leipoa é muito desafiadora, e como ele a executa?

      16 INCUBADEIRAS. O homem fabrica incubadeiras para chocar ovos, mas, nisto, é recém-chegado. As tartarugas-marinhas e algumas aves põem ovos na areia quente, para incubarem. Outras aves põem ovos nas cinzas quentes de vulcões para incubarem. Às vezes, aligátores cobrem os ovos com matéria vegetal em decomposição, para gerar calor. Mas, nisto, o perito é o macho da leipoa. Ele escava grande buraco, enche-o de matéria vegetal, e recobre-o com areia. A vegetação em fermentação aquece o montículo, a leipoa-fêmea põe um ovo nele por semana, durante seis meses, e por todo esse tempo, o macho verifica a temperatura por enfiar o bico no montículo. Por adicionar ou retirar areia, mesmo de um tempo abaixo de zero até um tempo muito quente, ele conserva sua incubadeira em 33,3° centígrados.

      17. Como é que o polvo e o calamar utilizam a propulsão a jato, e que animais não-aparentados também a utilizam?

      17 PROPULSÃO A JATO. Atualmente, quando viaja de avião, provavelmente está sendo impulsionado a jato. Muitos animais também são impulsionados a jato e o têm sido já por milênios. Tanto o polvo como o calamar são excepcionais nisto. Sugam a água numa câmara especial e, então, por meio de poderosos músculos, expulsam-na, impulsionando-se fortemente para a frente. Utilizam também a propulsão a jato: o argonauta, a vieira, a medusa, as larvas da libélula e até mesmo alguns plânctons oceânicos.

      18. Quais são alguns dentre muitas plantas e animais que possuem luzes, e em que sentido suas luzes são mais eficientes do que as do homem?

      18 ILUMINAÇÃO. Dá-se a Thomas Edison o crédito pela invenção da lâmpada elétrica. Mas, ela não é muito eficiente, uma vez que perde energia em forma de calor. Os vaga-lumes fazem melhor, ao acenderem e apagarem suas luzinhas. Produzem luz fria que não perde energia alguma. Muitas esponjas, fungos, bactérias e vermes brilham reluzentemente. A larva de certo besouro sul-americano (railroad worm) é como um trem em miniatura, movimentando-se com sua “luz dianteira” vermelha e 11 pares de “janelas” brancas ou verde-pálidas. Muitos peixes possuem luzes: o peixe flashlight, o peixe-sapo, o peixe-lanterna, o peixe-víbora e o peixe-constelação, para citar alguns. Certos microorganismos na rebentação oceânica iluminam e reluzem aos milhões.

      19. Quem já fabricava papel muito antes do homem, e como é que um dos fabricantes de papel insula sua casa?

      19 PAPEL. Os egípcios o fabricavam há milhares de anos. Mesmo assim, estavam muito atrasados em comparação com as vespas, as vespas malhadas de amarelo e os vespões. Estes operários alados mastigam madeira apodrecida, produzindo um papel cinzento para construir seus ninhos. Os vespões penduram seus grandes ninhos redondos numa árvore. A cobertura externa é composta de muitas camadas de papel duro, separadas por espaços estanques. Isto insula o ninho do calor e do frio de forma tão eficaz como o faria um muro de tijolos, de 40 centímetros de espessura.

      20. Como é que certo tipo de bactéria se impulsiona, e como têm reagido a isto os cientistas?

      20 MOTOR ROTATIVO. Bactérias microscópicas antecederam o homem em milhares de anos na fabricação do motor rotativo. Certa bactéria possui apêndices capilares retorcidos em conjunto para formar uma espiral dura, como um saca-rolhas. Ela gira este saca-rolhas como a hélice dum navio e se impulsiona à frente. Pode até inverter a rotação de sua máquina! Mas como ela funciona não é inteiramente entendido. Um comunicado afirma que a bactéria pode atingir velocidades equivalentes a 48 quilômetros horários, e diz que a “natureza havia, com efeito, inventado a roda”.6 Conclui um pesquisador: “Um dos conceitos mais fantásticos em biologia tornou-se verdadeiro: A natureza produziu deveras um motor rotativo, completo com engate, eixo rotativo, mancais, e transmissão de potência rotativa.”7

      21. Como é que diversos animais, sem nenhum parentesco entre si, empregam o sonar?

      21 SONAR. O sonar dos morcegos e dos golfinhos ultrapassa a cópia feita pelo homem. Num aposento escuro, colocando-se finos fios de lado a lado, os morcegos voam de um lado para outro e jamais tocam nos fios. Seus sinais sonoros supersônicos repicam nestes objetos e retornam aos morcegos, que então utilizam a ecolocação para evitá-los. As toninhas e as baleias fazem a mesma coisa na água. Os guácharos utilizam a ecolocação ao entrarem e saírem de cavernas escuras em que repousam, emitindo agudos cliques para guiá-los.

      22. Como é que o princípio do lastro, utilizado nos submarinos, funciona em vários animais diferentes, e sem nenhum parentesco entre si?

      22 SUBMARINOS. Muitos submarinos já existiam antes de os homens os inventarem. Os radiolários microscópicos possuem gotículas oleosas em seu protoplasma, mediante as quais regulam seu peso, e, desta forma, ascendem ou descem no oceano. Os peixes difundem o gás para dentro ou para fora de suas bexigas natatórias, alterando sua flutuabilidade. Dentro de sua concha, o argonauta possui câmaras ou tanques de flutuação. Por alterar a proporção de água e gás nestes tanques, regula sua profundidade. O osso (a concha interna calcária do molusco) da siba está repleto de cavidades. Para controlar sua flutuabilidade, este molusco parecido com o polvo bombeia água para fora de seu esqueleto e permite que o gás encha a cavidade esvaziada. Assim, as cavidades do osso da siba funcionam justamente como os tanques de água dum submarino.

      23. Que animais utilizam órgãos sensíveis ao calor, e quão exatos são eles?

      23 TERMÔMETROS. A partir do século 17, os homens desenvolveram termômetros, mas estes são rudimentares em comparação com alguns encontrados na natureza. As antenas dum mosquito podem sentir uma mudança de 1/300 dum grau. Uma cascavel possui orifícios na cabeça por meio dos quais pode sentir uma mudança de 1/600 dum grau. Uma jibóia responde, em 35 milésimos de segundo, a uma mudança de calor de uma fração dum grau. Os bicos da leipoa e do peru-de-matagal-de-cabeça-vermelha podem sentir a diferença de temperatura de até um grau. [Nota: Todas as referências aqui são a um grau Fahrenheit.]

      24. De que expressão estes exemplos nos fazem lembrar?

      24 Todas estas cópias feitas por humanos dos animais fazem-nos lembrar o que a Bíblia sugere: “Pergunte aos animais do campo, às aves dos céus, aos peixes do mar, à própria terra, e eles todos responderão.” — Jó 12:7, 8, A Bíblia Viva.

      [Destaque na página 152]

      A imitação das coisas vivas é tão prevalecente que adquiriu seu próprio nome.

      [Diagrama na página 153]

      (Para o texto formatado, veja a publicação)

      Ninho refrigerado pela evaporação.

      Ar viciado.

      Ar externo.

      Água do subsolo.

      [Diagrama na página 154]

      (Para o texto formatado, veja a publicação)

      1 2 3 4

      1 2 3

      [Foto na página 155]

      Bolha de ar.

      [Foto na página 159]

      Corte transversal do argonauta dotado de câmara.

  • Instinto — sabedoria programada antes do nascimento
    A Vida — Qual a Sua Origem? A Evolução ou a Criação?
    • Capítulo 13

      Instinto — sabedoria programada antes do nascimento

      1. Quais foram os comentários de Darwin sobre o instinto?

      “SÃO tão extraordinários muitos dos instintos que o seu desenvolvimento parecerá sem dúvida, ao leitor, um obstáculo suficiente para solapar toda a minha teoria”, escreveu Darwin. Ele evidentemente achava que o instinto era uma dificuldade irrespondível, pois sua frase seguinte foi: “Começo por notar que não tenho mais o propósito de procurar a origem das faculdades mentais do que as da vida.”1

      2. Como é que alguns cientistas hodiernos encaram o instinto?

      2 Os cientistas hodiernos não estão mais próximos de explicar o instinto do que esteve Darwin. Certo evolucionista afirma: “O simples fato é que o mecanismo genético não demonstra o mínimo sinal de poder transmitir específicos padrões de comportamento. . . . Quando nos perguntamos como é que surgiram quaisquer padrões instintivos de comportamento, em primeiro lugar, e se tornaram fixados hereditariamente, não nos dão nenhuma resposta.”2

      3, 4. O que tem a dizer certo livro sobre como se originou o instinto de migrar, e como é que a explicação dele deixa muito a desejar?

      3 Todavia, certo livro sobre aves, que goza de ampla circulação, diferente de Darwin e de outros evolucionistas, não vê dificuldade alguma em explanar um dos mais misteriosos instintos — o que envolve a migração. Afirma: “Não há dúvida de que o processo foi evolutivo. Espécies originárias de climas quentes [provavelmente] dispersaram-se em busca de alimentos.”3

      4 Pode tal resposta simplista explicar os espantosos feitos de muitas aves migradoras? Os cientistas sabem que quaisquer de tais dispersões experimentais e comportamentos aprendidos não são incorporados ao código genético, e, assim, não são herdados pelos descendentes. A migração é admitidamente instintiva e “independe de experiências passadas”.4 Considere alguns exemplos.

      Assombrosos Feitos de Migradores

      5. Que migrações fazem das andorinhas-do-mar-árticas as campeãs do vôo a longa distância, e que pergunta suscita certo cientista?

      5 As campeãs do vôo a longa distância são as andorinhas-do-mar-árticas. Aninhando-se ao norte do Círculo Ártico, no fim do verão setentrional elas voam para o sul, para passar o verão da Antártida sobre a calota polar, próximo do Pólo Sul. Talvez circundem o inteiro continente da Antártida antes de se dirigirem para o norte, de volta ao Ártico. Elas, assim, completam uma migração anual de uns 35.500 quilômetros. Ricos suprimentos alimentares acham-se disponíveis em ambas as regiões polares, de modo que um cientista suscita a pergunta: “Como foi que chegaram a descobrir que tais fontes existiam em lugares tão distantes um do outro?”5 A evolução não provê resposta.

      6, 7. O que parece estranho a respeito da migração da mariquita-estriada, e que perguntas nos fazem compreender a magnitude de seu feito?

      6 Igualmente inexplicável para a evolução é a migração do pássaro chamado mariquita-estriada. Pesa somente uns 21 gramas. Todavia, no outono setentrional, voa do Alasca (EUA) para a costa oriental do Canadá ou para a Nova Inglaterra, EUA, empanturra-se de alimento, acumula gordura e então espera uma frente fria. Quando esta chega, essa ave alça vôo. Sua destinação final é a América do Sul, mas, primeiro, ela voa em direção à África. Bem sobre o oceano Atlântico, voando a uma altitude de cerca de 7.000 metros, ela pega o vento prevalecente que a transfere de rota para a América do Sul.

      7 Como é que a mariquita-estriada sabe que deve esperar a frente fria, e que esta significa bom tempo e um vento de popa? Como é que sabe que deve subir cada vez mais alto, onde o ar é rarefeito e frio, e apresenta 50 por cento menos oxigênio? Como é que sabe que somente nessa altitude é que sopra o vento cruzado que a levará para a América do Sul? Como é que sabe que deve voar em direção à África para aproveitar a corrente sudoeste deste vento? A mariquita-estriada não tem conhecimento consciente de quaisquer destas coisas. Neste percurso de uns 3.800 quilômetros, sobre mares sem pistas evidentes, voando durante três ou quatro dias e noites, é governada apenas pelo instinto.

      8. Que feitos migratórios adicionais são aqui mencionados?

      8 As cegonhas-brancas passam o verão na Europa, mas voam quase 13.000 quilômetros para invernar na África do Sul. O maçarico-do-campo faz o percurso desde a tundra do Ártico até os Pampas da Argentina. Certos maçariquinhos migram 1.600 quilômetros além dos Pampas, para o extremo meridional da América do Sul. Batuíras de certo gênero (Numenius taitiensis) voam do Alasca até o Taiti e outras ilhas, por mais de 9.600 quilômetros em mar aberto. Num vôo muito mais curto, porém igualmente notável, considerando-se seu tamanho, o colibri-de-garganta-de-rubi, de uns 3 gramas de peso, em sua migração de 960 quilômetros, atravessa o golfo do México, batendo suas pequeninas asas até 75 vezes por segundo durante 25 horas. Mais de seis milhões de batidas de asas, sem parar!

      9. (a) O que mostra que as habilidades migratórias não são aprendidas, mas têm de ser programadas antes do nascimento? (b) Que experimentos conduzidos com um pufino-dos-ingleses e com pombos-correios mostram que estas aves são navegadores versáteis?

      9 Muitos vôos migratórios são efetuados pela primeira vez por aves jovens, sem nenhuma ave adulta. Os jovens cucos-de-cauda-longa da Nova Zelândia percorrem cerca de 6.500 quilômetros até as ilhas do Pacífico, para juntar-se a seus pais que já tinham partido antes. Os pufinos-dos-ingleses migram do País de Gales para o Brasil, deixando atrás os filhotes, que os seguem assim que conseguem voar. Um deles fez a viagem em 16 dias, perfazendo em média 740 quilômetros por dia. Um pufino-dos-ingleses foi levado do País de Gales para Boston (EUA), muito longe de sua rota migratória normal. Todavia, voltou para sua toca no País de Gales, a mais de 5.100 quilômetros de distância, em 12 dias e meio. Alguns pombos-correios, levados a uns 1.000 quilômetros em qualquer direção, voltaram para seus pombais em um dia.

      10. Que experimento mostrou os poderes de navegação dos pingüins de Adélia?

      10 Um último exemplo: As aves que não voam, mas caminham e nadam. Considere os pingüins (manchotes) de Adélia. Quando removidos para uns 1.900 quilômetros de suas colônias, sendo então soltos, eles rapidamente se orientaram e partiram em linha reta, não para as colônias de onde foram tirados, mas para o mar aberto e o alimento. Do mar, por fim retornaram às colônias. Passam os invernos, quase que totalmente escuros, no mar. Mas, como é que os pingüins permanecem orientados durante o escuro inverno? Ninguém sabe.

      11. O que se exige para que as aves realizem tais feitos surpreendentes de navegação?

      11 Como é que as aves realizam estes feitos de navegação? Experimentos indicam que talvez se sirvam do sol e das estrelas. Parecem dispor de relógios internos que compensam o movimento destes corpos celestes. Mas, e se o céu estiver encoberto? Pelo menos algumas aves dispõem de bússolas magnéticas inerentes para serem utilizadas nesse caso. Precisam, porém, de mais do que a orientação duma bússola. Precisam ter um “mapa” na cabeça, indicando tanto o ponto de partida como o da destinação. E, nesse mapa, a rota precisa estar demarcada, uma vez que raramente se trata duma linha reta. Nada disso ajudaria, porém, a menos que soubessem onde estão localizadas no mapa! O pufino-dos-ingleses tinha de saber onde estava quando foi solto em Boston (EUA), a fim de determinar a direção para o País de Gales. O pombo-correio tinha de saber para onde fora levado a fim de determinar o caminho em direção ao seu pombal.

      12. (a) Que disse Jeremias sobre a migração, quando foi que o disse, e por que isto é notável? (b) Por que jamais talvez venhamos a saber todos os pormenores sobre a migração?

      12 Até mesmo na Idade Média a realidade da ampla migração das aves era assunto discutido por muitos, mas a Bíblia já falava dela no sexto século AEC: “A cegonha no céu conhece o seu tempo, a pomba, a andorinha e a garça observam o tempo de seu retorno.” Até os nossos dias, já se aprendeu muita coisa, mas grande parte ainda constitui um mistério. Quer o aprecie, quer não, o que a Bíblia diz é verídico: “Ele deu aos homens o senso de tempo, passado e futuro, mas nenhuma compreensão quanto à obra de Deus, do começo ao fim.” — Jeremias 8:7, Bíblia Vozes; Eclesiastes 3:11, The New English Bible (A Nova Bíblia Inglesa).

      Outros Navegadores

      13. Além das aves, quais são alguns dos outros animais que migram?

      13 Os caribus do Alasca (EUA) migram uns 1.300 quilômetros para o sul no inverno setentrional. Muitas baleias percorrem mais de 9.500 quilômetros indo e voltando ao oceano Ártico. As focas fornecedoras de pele migram entre as ilhas Pribilof e o sul da Califórnia (EUA), por mais de 4.800 quilômetros. As tartarugas-marinhas verdes navegam da costa do Brasil para a pequenina ilha de Ascensão, a 2.250 quilômetros em mar aberto pelo oceano Atlântico, e daí retornam. Alguns caranguejos migram até 240 quilômetros sobre o leito oceânico. Os salmões deixam os riachos em que eclodiram e passam alguns anos no mar aberto, daí, voltam percorrendo centenas de quilômetros para os mesmos riachos em que nasceram. Enguias jovens que nasceram no mar dos Sargaços, no Atlântico, passam a maior parte da vida nos riachos de água doce nos Estados Unidos e na Europa, mas voltam ao mar dos Sargaços para desovar.

      14. O que é surpreendente sobre a migração das borboletas monarcas, e que mistério permanece insolúvel?

      14 As borboletas monarcas deixam o Canadá no outono setentrional, muitas passando o inverno setentrional na Califórnia (EUA) ou no México. Alguns vôos ultrapassam os 3.200 quilômetros; certa borboleta cobria 120 quilômetros por dia. Elas repousam em árvores abrigadas — os mesmos bosques, até as mesmas árvores, ano após ano. Mas, não são as mesmas borboletas! Na volta, na primavera setentrional, depositam ovos em asclépias. As novas borboletas assim produzidas prosseguem sua migração para o norte, e, no outono setentrional seguinte, fazem a mesma viagem que seus pais fizeram, de 3.200 quilômetros para o sul, cobrindo os mesmos bosques de árvores. O livro The Story of Pollination (A História da Polinização) comenta: “As borboletas que vêm para o sul no outono [setentrional] são indivíduos jovens que jamais viram antes os locais de hibernação. O que as habilita a encontrá-los ainda é um dos mistérios desconcertantes da Natureza.”6

      15. Qual é a única palavra que responde a diversas perguntas sobre a sabedoria dos animais?

      15 A sabedoria instintiva não se limita à migração. Uma rápida amostra prova este ponto.

      Como podem milhões de térmites cegas sincronizar seus labores para construir e prover de ar condicionado suas primorosas estruturas? Instinto.

      Como é que a mariposa Pronuba (mariposa da iúca) sabe os vários passos a tomar para fazer a polinização cruzada da flor de iúca, através da qual tanto novas iúcas como novas mariposas podem formar-se? Instinto.

      Como pode a aranha que vive em seu “sino de mergulhador” sob a água saber que, quando o oxigênio se exaure, tem de abrir um buraco em seu sino submerso, liberar o ar estagnado, fechar o buraco, e trazer para baixo novo suprimento de ar fresco? Instinto.

      Como é que o besouro do gênero Oncideres cingulata sabe que tem de pôr seus ovos sob a casca dum ramo de mimosa, chegar a uns 30 centímetros, mais ou menos, do tronco, e cortar a casca em toda a volta a fim de matar o ramo, porque seus ovos não eclodirão em madeira viva? Instinto.

      Como é que o filhote de canguru, do tamanho dum grão de feijão, nascido cego e subdesenvolvido, sabe que, para sobreviver, tem de esforçar-se de subir, sem ser ajudado, pelos pêlos da mãe, até chegar ao abdome e entrar na bolsa dela, e então prender-se a uma de suas tetas? Instinto.

      Como é que a abelha melífera, ao dançar, relata a outras abelhas onde está o néctar, quanto existe dele, quão distante se acha, em que direção se encontra e em que tipo de flor? Instinto.

      16. O que exige toda essa sabedoria por trás do comportamento animal?

      16 Tais perguntas poderiam prosseguir indefinidamente e encher um livro, todavia, todas as perguntas obteriam a mesma resposta: “São instintivamente sábias.” (Provérbios 30:24) “Como foi possível”, admira-se um pesquisador, “que tal conhecimento instintivo complexo se desenvolvesse e fosse repassado a gerações sucessivas?”7 Os homens não conseguem explicá-lo. A evolução não sabe a que atribuí-lo. Mas tal inteligência ainda demanda uma fonte inteligente. Tal sabedoria ainda exige uma fonte sábia. Exige um Criador inteligente e sábio.

      17. Que raciocínio de muitos evolucionistas é sábio evitar?

      17 Todavia, muitos que crêem na evolução rejeitam automaticamente, como irrelevante, toda essa evidência a favor da criação, afirmando não se tratar de um assunto para consideração científica. Não obstante, não permita que este enfoque míope o impeça de pesar tal evidência. Apresenta-se mais no próximo capítulo.

      [Destaque na página 160]

      Darwin: “Não tenho mais o propósito de procurar a origem das faculdades mentais.”

      [Destaque na página 160]

      Quanto a como surgiu o instinto, e se tornou hereditário, “não nos dão nenhuma resposta”.

      [Destaque na página 167]

      “São instintivamente sábias.”

      [Fotos na página 161]

      A andorinha-do-mar-ártica migra uns 35.500 quilômetros todo ano.

      Como é que esta mariquita-estriada, que tem o cérebro do tamanho duma ervilha, sabe tanta coisa a respeito do tempo e da navegação?

      [Fotos na página 162]

      Ao migrar, este colibri bate suas asas até 75 vezes por segundo, durante 25 horas.

      Nascidas com um “mapa” na cabeça, as aves migradoras sabem onde estão e para onde vão.

      [Foto na página 163]

      Os pingüins podem passar meses no mar, em quase total escuridão, e, daí, migrar de novo inerravelmente para suas colônias.

      [Foto na página 166]

      Depois de sua jornada de 3.200 quilômetros em direção ao sul, as borboletas monarcas repousam em seus invernadouros.

      [Quadro/Fotos nas páginas 164, 165]

      A Construção do Ninho e o Instinto

      “Não existe o mais ínfimo indício”, afirma o escritor de assuntos científicos G. R. Taylor, a respeito do mecanismo genético, “de que se possa repassar um programa comportamental de uma espécie específica, tal como a seqüência de ações envolvidas na construção do ninho”.a Todavia, a sabedoria instintiva da construção do ninho é repassada, e não ensinada. Considere alguns exemplos.

      Os calaus da África e da Ásia. A fêmea traz barro e reduz a abertura de um buraco na árvore, até que mal consegue passar apertadinha por ela. O macho lhe traz mais lama e ela tapa o buraco, até que somente uma fenda fica aberta. Através dela, o macho a alimenta, bem como aos filhotes por fim chocados. Quando o macho não consegue mais trazer bastante comida, a fêmea sai de rompante. Desta feita a abertura é consertada pelos filhotes, e ambos os genitores lhes trazem comida. Várias semanas depois, os filhotes rompem a parede e deixam o ninho. Incidentalmente, não é evidência de projeto delineado o fato de a fêmea, enquanto confinada e não podendo voar, sofrer completa muda e adquirir nova roupagem de penas?

      Os andorinhões. Uma espécie fabrica seus ninhos com saliva. Antes da época de acasalamento, as glândulas salivares incham e produzem uma secreção viscosa, mucosa. Com a chegada desta vem a sabedoria instintiva de saber o que fazer com ela. Besuntam uma face rochosa com ela, e, à medida que endurece, adicionam-se outras camadas, e, por fim, um ninho caliciforme está terminado. Outra espécie de andorinhões faz seu ninho de modo a não ficar maior do que uma colher de chá, cola-o sobre frondes de palmeira e, daí, cola os ovos no ninho.

      Os pingüins-imperador transportam ninhos inerentes. No inverno da Antártida, a fêmea deposita um ovo e então sai para pescar por dois ou três meses. O macho coloca o ovo sobre as patas, ricamente supridas de vasos sangüíneos, e o recobre com um manto ou bolsa incubadora dependurada de seu abdome. A mãe não olvida o pai e o filhote. Assim que o ovo eclode, a mãe retorna com estômago cheio de alimento, que ela regurgita para eles. Daí, o macho vai pescar, enquanto que a mãe coloca o filhote sobre as suas patas, e o recobre com o manto incubador dela.

      Os tecelões da África utilizam talos de capim e outras fibras para fazer seus ninhos pendurados. Utilizam instintivamente uma variedade de padrões de tecelagem e vários tipos de nós. Os tecelões-sociais constroem o que pode ser assemelhado a prédios de apartamentos, fabricando um teto de colmo de cerca de 4,5 metros de diâmetro em ramos fortes das árvores, e, na base deste, muitos pares prendem seus ninhos. Adicionam-se novos ninhos até que mais de uma centena de ninhos cheguem, por fim, a ser abrigados sob um só teto.

      O pássaro-alfaiate do sul da Ásia fabrica fios de algodão ou de fibras de casca, e de teias de aranha, juntando pedaços curtos para fazer fios mais compridos. Com o bico, abre buracos ao longo das duas bordas de uma grande folha. Daí, empregando o bico como agulha, com a ajuda do fio, puxa as duas bordas da folha até juntá-las, assim como enfiamos o cordão nos sapatos. Quando chega ao fim do fio, ele ou dá um nó nele, para mantê-lo preso, ou o emenda num novo pedaço e continua a costurar. Desta forma, o pássaro-alfaiate transforma a folha grande numa taça em que constrói seu ninho.

      O chapim-de-mascarilha faz que seu ninho pendurado se pareça quase ao feltro, pois utiliza pedaços de material vegetal cotonoso, bem como de capim. A estrutura básica do ninho é feita por tecer fibras mais compridas de capim, para trás e para a frente. A ave empurra com o bico as pontas das fibras através da rede. Daí, pega as fibras mais curtas do material cotonoso e empurra estas na urdidura. O processo é um tanto parecido com a técnica dos tapeceiros orientais. Estes ninhos são tão fortes e macios que têm sido utilizados como bolsas, ou até como chinelos para crianças.

      O galeirão-cornudo geralmente constrói o ninho sobre uma ilhota achatada. No entanto, onde ele vive, este tipo de ilha é raríssimo. Assim, o galeirão fabrica sua própria ilha! Seleciona um local apropriado na água e então começa a transportar pedras para lá no bico. As pedras são empilhadas na água com cerca de 60 ou 90 centímetros de profundidade, até se formar uma ilha. A base pode ter até uns 4 metros de diâmetro, e a pilha de pedras pode pesar mais de uma tonelada. Sobre esta ilha pedregosa, o galeirão então traz vegetação para construir seu grande ninho.

  • O milagre humano
    A Vida — Qual a Sua Origem? A Evolução ou a Criação?
    • Capítulo 14

      O milagre humano

      1. Que fato sobre o cérebro pareceria ser um dos principais problemas para ele?

      DENTRE todas as coisas maravilhosas da Terra, nenhuma é mais estupenda do que o cérebro humano. Por exemplo, a cada segundo, uns 100 milhões de bits de informações chegam ao nosso cérebro, provenientes dos vários sentidos. Mas, como pode ele evitar ser inapelavelmente soterrado por esta inundação? Se só podemos pensar sobre uma coisa por vez, como é que a mente processa estes milhões de mensagens simultâneas? É óbvio que a mente não só sobrevive à inundação, mas a enfrenta com facilidade.

      2, 3. De que dois modos enfrenta o cérebro este problema?

      2 Como ela consegue fazê-lo constitui apenas uma das maravilhas do cérebro humano. Dois fatores estão envolvidos. Primeiro, no tronco encefálico há uma rede de nervos do tamanho de seu dedo mindinho. Esta rede é chamada de formação reticular. Atua como uma espécie de centro de controle de tráfego, monitorizando os milhões de mensagens que chegam ao cérebro, separando as triviais e selecionando as essenciais para receberem atenção do córtex cerebral. A cada segundo, esta pequena rede de nervos só permite que algumas centenas, no máximo, penetrem na mente consciente.

      3 Em segundo lugar, adicional concentração de nossa atenção parece provir de ondas que varrem o cérebro de 8 a 12 vezes por segundo. Estas ondas causam períodos de alta sensitividade, durante os quais o cérebro observa os sinais mais fortes e atua sobre eles. Crê-se que, por meio de tais ondas, o cérebro rastreia a si mesmo, deste modo focalizando-se nos essenciais. Assim, a cada segundo, surpreendente azáfama de atividades desenvolve-se em nossa cabeça!

      Algo “Que Produz Admiração”

      4. Apesar de intensivas pesquisas científicas para entender o cérebro, o que ainda continua sendo verídico?

      4 Nos anos recentes, os cientistas fizeram tremendos avanços nos estudos sobre o cérebro. Mesmo assim, o que aprenderam nada é quando comparado com o que continua desconhecido. Certo pesquisador disse que, depois de milhares de anos de especulação e de recentes décadas de intensivas pesquisas científicas, o nosso cérebro, junto com o universo, continua sendo “essencialmente misterioso”.1 Por certo, o cérebro humano é, sem sombra de dúvida, a parte mais misteriosa do milagre humano — o termo “milagre” significando “algo que produz admiração” (AURÉLIO).

      5. Que fato sobre o desenvolvimento do cérebro humano dum bebê em desenvolvimento mostra o abismo que existe entre este e os cérebros dos animais?

      5 A admiração inicia-se pelo útero. Três semanas após a concepção, começam a formar-se as células cerebrais. Crescem em surtos, às vezes até 250.000 células por minuto. Depois do nascimento, o cérebro continua crescendo e formando sua rede de conexões. O abismo que separa o cérebro humano do cérebro de qualquer animal logo se manifesta: “O cérebro do bebê humano, diferente do que o de qualquer outro animal, triplica de tamanho em seu primeiro ano”, declara o livro The Universe Within (O Universo Interno).2 Com o tempo, cerca de 100 bilhões de células nervosas, chamadas neurônios, bem como outros tipos de células, localizam-se num cérebro humano, embora represente apenas 2 por cento do peso total do corpo.

      6. Como fluem os sinais nervosos de um neurônio para outro?

      6 As células cerebrais chaves — os neurônios — realmente não grudam umas nas outras. Acham-se separadas por sinapses, diminutos espaços de uns 25 milionésimos de milímetro. Estes espaços são cruzados por substâncias químicas chamadas de neurotransmissores, 30 das quais já são conhecidas, mas o cérebro pode possuir muitas outras. Estes sinais químicos são recebidos na terminação nervosa do neurônio por uma malha de diminutos filamentos chamados dendritos. Os sinais são então transmitidos para a outra terminação nervosa do neurônio por meio duma fibra nervosa chamada axônio. Nos neurônios, os sinais são elétricos, mas, ao cruzarem os espaços, são químicos. Assim, a transmissão dos sinais nervosos é de natureza eletroquímica. Cada impulso tem a mesma força, mas a intensidade do sinal depende da freqüência dos impulsos, que pode ser tão alta quanto mil por segundo.

      7. Que característica do cérebro comenta a Bíblia, e o que têm aprendido os cientistas que concorda com isto?

      7 Não é certo quais são exatamente as mudanças fisiológicas que ocorrem no cérebro durante a aprendizagem. Mas, a evidência experimental sugere que, à medida que aprendemos, especialmente na nossa vida inicial, formam-se melhores conexões, e liberam-se mais das substâncias químicas que cruzam os espaços entre os neurônios. O emprego continuado das conexões as fortalece, e, assim, reforça-se a aprendizagem. “Os caminhos amiúde ativados são de algum modo fortalecidos”, veicula a revista Scientific American (Americano Científico).3 Interessante, sobre este ponto, é o comentário da Bíblia de que os assuntos mais profundos são mais facilmente entendidos por pessoas maduras, “que pelo uso têm as suas faculdades perceptivas treinadas”. (Hebreus 5:14) A pesquisa revela que as faculdades mentais não utilizadas se atrofiam. Assim o cérebro, como um músculo, é fortalecido através do uso, e debilitado pela falta de uso.

      8. Qual é uma das grandes questões não-solucionadas a respeito do cérebro?

      8 Os amplos números de fibras nervosas microscópicas que constituem estas conexões dentro do cérebro são amiúde mencionados como “conexões”. São colocadas de forma precisa dentro dum feixe de estonteante complexidade. Mas, como são colocadas nos lugares exatos, exigidos pelos “diagramas de conexões”, constitui um mistério. “Sem dúvida, a questão mais importante e não-solucionada do desenvolvimento do cérebro”, disse certo cientista, “é a questão de como os neurônios estabelecem padrões específicos de conexões. . . . A maioria das conexões parecem ser precisamente estabelecidas num estágio inicial de desenvolvimento.”4 Outro pesquisador acrescenta que estas áreas especificamente mapeadas do cérebro “são comuns a todo o sistema nervoso, e um dos maiores problemas não-solucionados continua sendo como se fixam tais conexões precisas”.5

      9. Quantas conexões calculam os cientistas que existem no interior do cérebro, e o que afirma certa autoridade quanto à capacidade do cérebro?

      9 É astronômico o número destas conexões! Cada neurônio talvez tenha milhares de conexões com outros neurônios. Não só existem conexões entre os neurônios, mas também existem microcircuitos estabelecidos diretamente entre os próprios dendritos. “Estes ‘microcircuitos’”, afirma certo neurologista, “dão uma dimensão totalmente nova à nossa concepção já estonteante de como funciona o cérebro”.6 Alguns pesquisadores crêem que os “bilhões e bilhões de células nervosas no cérebro humano estabelecem, talvez, até um quadrilhão de conexões”.7 Com que capacidade? Carl Sagan declara que o cérebro poderia reter informações que “preencheriam cerca de vinte milhões de volumes, tantos quantos os existentes nas maiores bibliotecas do mundo”.8

      10. (a) Em que sentidos o córtex cerebral humano difere do dos animais, e quais são as vantagens para o homem? (b) O que disse certo pesquisador sobre isto?

      10 É o córtex cerebral que situa o homem numa posição muito distante da do animal. Tem uns 6 milímetros de espessura, e forma uma grande massa fissurada, aderente ao crânio. Se estendido, o córtex mediria cerca de 2.300 centímetros quadrados, com uns 970 quilômetros de fibras conectivas por centímetro cúbico. O córtex humano não é apenas muito maior do que o de qualquer animal, mas possui, também, uma área maior, não comprometida. Isto é, não está comprometida na execução de funções físicas do corpo, mas está livre para os processos mentais mais elevados que distinguem as pessoas dos animais. “Nós não somos simplesmente símios mais espertos”, disse certo pesquisador. Nossas mentes “tornam-nos qualitativamente diferentes de todas as demais formas de vida”.9

      Nossa Capacidade Muito Superior

      11. Como é que o cérebro humano concede ao homem uma flexibilidade de aprendizagem que os animais não possuem?

      11 “O que distingue o cérebro humano”, disse certo cientista, “é a variedade de atividades mais especializadas que ele é capaz de aprender”.10 A ciência da informática utiliza o termo “hardwired” para referir-se a características inerentes baseadas em circuitos fixos, em contraste com funções lançadas num computador por um programador. “Aplicando-se a seres humanos”, escreve certa autoridade, “hard wiring refere-se a capacidades inatas, ou, pelo menos, predisposições”.11 Nas pessoas, há muitas capacidades inerentes de aprendizagem, mas não a própria aprendizagem. Os animais, à guisa de contraste, dispõem de sabedoria instintiva hardwired (com conexões já fixadas), porém capacidades limitadas de aprender coisas novas.

      12. Em contraste com os animais, com que capacidade foram pré-programados os cérebros humanos, e que liberdade isto concede às pessoas?

      12 O livro The Universe Within tece a observação que o animal mais inteligente “jamais desenvolve uma mente como a do ser humano. Pois lhe falta aquilo de que dispomos: pré-programação de nosso equipamento neural que nos habilita a formular conceitos daquilo que vemos, linguagem daquilo que ouvimos, e idéias à base de nossas experiências”. Mas, temos, pelo que assimilamos do que nos cerca, de programar o cérebro, de outra forma, como declara tal livro, “não se desenvolveria nada que se assemelhasse à mente humana . . . Sem esta imensa infusão de experiência, dificilmente apareceria o mínimo vestígio de intelecto”.12 Assim, a capacidade inerente ao cérebro humano nos habilita a construir o intelecto humano. E, diferente dos animais, temos livre-arbítrio para programar nossos intelectos como quisermos, baseado em nosso próprio conhecimento, valores, oportunidades e alvos.

      A Linguagem É Algo Ímpar aos Humanos

      13, 14. (a) Que exemplo de pré-programação concede grande flexibilidade às pessoas de programar em seu intelecto o que quer que prefiram? (b) Em vista disto, o que disse certo lingüista famoso a respeito dos animais e da linguagem?

      13 A linguagem constitui notável exemplo de capacidades que dispõem de conexões já fixadas com grande flexibilidade para serem programadas por nós. Os especialistas concordam que “o cérebro humano acha-se geneticamente programado para o desenvolvimento da linguagem”,13 e que a linguagem “somente pode ser explicada à base de uma capacidade de processamento lingüístico inato, no âmbito de nosso cérebro”.14 Diferente, contudo, da rigidez demonstrada no comportamento instintivo dos animais, existe tremenda flexibilidade na utilização, pelos humanos, desta capacidade hardwired para a linguagem.

      14 Uma linguagem específica não se acha hardwired em nossos cérebros, mas somos pré-programados com a capacidade de aprender línguas. Caso em casa se falem duas línguas, uma criança pode aprender ambas. Se ouvir sempre uma terceira língua, a criança pode aprendê-la também. Certa jovem costumava ouvir várias línguas desde a infância. Quando completou 5 anos, falava fluentemente oito línguas. Em vista de tais capacidades inatas, não é surpresa que um lingüista tenha dito que as experiências feitas com chimpanzés, sobre linguagem de sinais, “provam realmente que os chimpanzés são incapazes de assimilar até mesmo as formas mais rudimentares da linguagem humana”.15

      15. O que mostra a ciência relativo às línguas mais antigas?

      15 Poderia esta surpreendente habilidade ter evoluído dos grunhidos e dos rugidos dos animais? Estudos feitos das línguas mais antigas eliminam tal evolução da linguagem. Certo especialista disse que “não existem línguas primitivas”.16 O antropólogo Ashley Montagu concordou que as chamadas línguas primitivas “são amiúde muito mais complexas e mais eficientes do que as línguas das civilizações chamadas superiores”.17

      16. O que alguns pesquisadores afirmam sobre a origem da linguagem, todavia, para quem isto não constitui mistério?

      16 Um neurologista conclui: “Quanto mais tentamos investigar o mecanismo da linguagem, tanto mais misterioso se torna tal processo.”18 Outro pesquisador afirma: “No presente, a origem da linguagem sintática permanece um mistério.”19 E um terceiro declara: “O poder da linguagem, movendo homens e nações como nenhuma outra força, distancia de forma ímpar os humanos dos animais. Todavia, as origens da linguagem continuam sendo um dos mistérios mais intrigantes sobre o cérebro.”20 Não é nenhum mistério, contudo, para os que vêem nisso a mão dum Criador que “hardwired” áreas do cérebro onde se localizam as capacidades lingüísticas.

      Coisas Que Só a Criação Pode Explicar

      17. (a) Que fato sobre o cérebro apresenta à evolução um problema inexplicável? (b) Ser o homem dotado dessa tremenda capacidade cerebral leva a que conclusão lógica?

      17 A Encyclopœdia Britannica declara que o cérebro do homem “é dotado de consideravelmente maior potencial do que se consegue atingir no curso de vida duma pessoa”.21 Também se tem declarado que o cérebro humano poderia assumir qualquer carga de aprendizagem e de memorização que se colocasse sobre ele agora, e um bilhão de vezes mais! Por que, porém, produziria a evolução tal excesso? “Este é, com efeito, o único exemplo que existe em que uma espécie foi provida dum órgão que ainda não aprendeu a utilizar”, admitiu um cientista. Perguntou, então: “Como se pode conciliar isto com a tese mais fundamental da evolução: a seleção natural atua em pequenos passos, cada um dos quais precisa conferir a seu portador uma vantagem mínima, porém, assim mesmo mensurável?” Acrescentou que o desenvolvimento do cérebro humano “continua sendo o aspecto mais inexplicável da evolução”.22 Uma vez que o processo evolucionário não produziria nem repassaria tal capacidade cerebral em excesso, que nunca seria utilizada, não é mais razoável concluir-se que o homem, dotado da capacidade de infindável aprendizagem, foi projetado para viver para sempre?

      18. Como resumiu certo cientista o cérebro humano, e o que mostra suas capacidades?

      18 Carl Sagan, surpreso de o cérebro humano poder reter informações que “preencheriam cerca de vinte milhões de volumes”, declarou: “O cérebro é um local muito grande em um espaço muito pequeno.”23 E o que acontece neste espaço pequeno é um desafio ao entendimento humano. Por exemplo, imagine o que deve passar pela mente dum pianista que executa uma difícil peça musical, com todos os dedos voando sobre as teclas. Que assombroso senso de movimentação deve possuir o cérebro dele, de modo que seus dedos toquem nas teclas certas no momento preciso, com a força exata para igualar as notas que tem na cabeça! E, se tocar a tecla errada, o cérebro de imediato o faz saber disso! Toda esta operação incrivelmente complexa foi programada no cérebro dele através de anos de prática. Mas, somente se torna possível graças à capacidade musical pré-programada no cérebro humano já antes do nascimento.

      19. O que explica as qualidades intelectuais e outras capacidades maravilhosas do cérebro humano?

      19 Nenhum cérebro animal jamais concebeu tais coisas, sendo ainda menos capaz de executá-las. Nem qualquer teoria evolucionista supre uma explicação. Não é evidente que as qualidades intelectuais do homem refletem as de um Supremo Intelecto? Isto se harmoniza com Gênesis 1:27, que declara: “Deus passou a criar o homem à sua imagem.” Os animais não foram criados à imagem de Deus. É por isso que não possuem as capacidades do homem. Embora os animais executem coisas surpreendentes por meio de instintos predeterminados e rígidos, não são páreo de forma alguma para os humanos, com sua flexibilidade de pensar e de agir, e sua capacidade de prosseguir edificando sobre conhecimento prévio.

      20. De que modo o altruísmo do homem não condiz com a evolução?

      20 A capacidade humana de demonstrar altruísmo — dar de forma desinteressada — gera outro problema para a evolução. Como observou certo evolucionista: “Qualquer coisa que a seleção natural tivesse feito evoluir devia ser egoísta.” E muitos humanos são egoístas, naturalmente. Mas, como ele admitiu mais tarde: “É possível que ainda outra qualidade ímpar do homem seja a capacidade de demonstrar altruísmo genuíno, desinteressado e verdadeiro.”24 Outro cientista acrescentou: “O altruísmo está dentro de nós.”25 Somente no caso dos humanos ele é praticado com a consciência do custo, ou do sacrifício, que possa estar envolvido.

      Apreço Pelo Milagre Humano

      21. Que capacidades e qualidades do homem o distanciam muito de qualquer animal?

      21 Considere só: O homem cria o pensamento abstrato, estabelece alvos conscientemente, faz planos para alcançá-los, dá os passos para executá-los e deriva satisfação em sua consecução. Criado com olhos voltados para a beleza, com ouvidos inclinados para a música, com gosto pela arte, com um impulso de aprender, dotado de insaciável curiosidade e de uma imaginação inventiva e criativa — o homem obtém alegria e se sente realizado ao exercer tais dons. Sente-se desafiado por problemas, e deleita-se em utilizar suas faculdades mentais e físicas para equacioná-los. Um senso moral para diferençar o certo do errado, e uma consciência que o aguilhoa quando se desvia — o homem também possui tais coisas. Sente felicidade em dar, e alegria em amar e ser amado. Todas estas atividades realçam seu prazer na vida, e dão objetivo e significado à sua vida.

      22. Que contemplações fazem com que o homem se sinta pequenino e o movem a procurar obter entendimento?

      22 Um humano pode contemplar as plantas e os animais, a grandeza das montanhas e dos oceanos em sua volta, a amplidão dos céus estrelados acima dele, e sentir sua pequenez. Mostra-se cônscio do tempo e da eternidade, fica imaginando como foi que surgiu e para onde vai, e esforça-se para entender o que está por trás de tudo isso. Nenhum animal entretém tais pensamentos. Um humano, porém, procura saber a razão das coisas. Tudo isto resulta de ser dotado de assombroso cérebro e de portar a “imagem” Daquele que o criou.

      23. Como foi que Davi deu crédito a alguém por sua origem, e o que disse sobre sua formação no útero?

      23 Com estupenda visão, o antigo salmista Davi deu crédito Àquele que projetou o cérebro e Àquele que ele considerava o responsável pelo milagre do nascimento humano. Disse: “Elogiar-te-ei porque fui feito maravilhosamente, dum modo atemorizante. Teus trabalhos são maravilhosos, de que minha alma está bem apercebida. Meus ossos não te estavam ocultos quando fui feito às escondidas, quando fui tecido nas partes mais baixas da terra. Teus olhos viram até mesmo meu embrião, e todas as suas partes estavam assentadas por escrito no teu livro.” — Salmo 139:14-16.

      24. Que descobertas científicas tornam ainda mais surpreendentes as palavras de Davi?

      24 Na verdade, pode-se dizer que o óvulo fertilizado no útero da mãe contém todas as partes do emergente corpo humano “assentadas por escrito”. O coração, os pulmões, os rins, os olhos e os ouvidos, os braços e as pernas, e o assombroso cérebro — estas e todas as demais partes do corpo foram “assentadas por escrito” no código genético do óvulo fertilizado no útero da mãe. Este código contém os cronogramas internos do aparecimento dessas partes, cada uma em sua devida ordem. Isto foi registrado na Bíblia a cerca de três mil anos antes de a ciência moderna ter sequer descoberto o código genético!

      25. A que conclusão nos leva tudo isto?

      25 Não é a existência do homem — com seu surpreendente cérebro — deveras um milagre, uma causa de admiração? Não é também evidente que tal milagre só pode ser atribuído à criação, e não à evolução?

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