-
NaumAjuda ao Entendimento da Bíblia
-
-
NAUM
[consolo ou confortador].
Um profeta israelita do século VII AEC, e o escritor do livro que leva o seu nome. Naum poderia estar em Judá na ocasião em que registrou sua profecia. (Naum 1:15) Ser ele um elcosita significa, como é evidente, que residia em Elcos, que era possivelmente uma cidade ou um povoado de Judá. — Naum 1:1.
-
-
Naum, Livro DeAjuda ao Entendimento da Bíblia
-
-
NAUM, LIVRO DE
Este livro bíblico, escrito por Naum, o elcosita, constitui uma profética “pronúncia contra Nínive”, a capital do Império Assírio. (Naum 1:1) O cumprimento histórico desse pronunciamento profético testifica a autenticidade do livro. Algum tempo depois que a cidade egípcia de Nô-Amom (Tebas) sofreu humilhante derrota no século VII AEC (Naum 3:8-10), o livro de Naum foi escrito, sendo concluído antes da predita destruição de Nínive em 632 AEC. — Veja Assíria; Nínive.
HARMONIA COM OUTROS LIVROS DA BÍBLIA
O livro de Naum concorda plenamente com o restante das Escrituras em descrever Jeová como “Deus que exige devoção exclusiva”, “vagaroso em irar-se e grande em poder”, mas que de forma alguma retém a punição. (Naum 1:2, 3; compare com Êxodo 20:5; 34: 6, 7; Jó 9:4; Salmo 62:11.) “Jeová é bom, baluarte no dia da aflição. Ele tem conhecimento dos que procuram refugiar-se nele.“ (Naum 1:7; compare com Salmo 25:8; 46:1; Isaías 25:4; Mateus 19:17.) Estas qualidades acham-se claramente manifestas em Sua libertação dos israelitas da opressão assíria, e ao executar vingança contra a sanguinolenta Nínive, depois de considerável período de paciência.
Dignas de nota, também, são as similaridades entre Naum, capítulo 1, e o Salmo 97. As palavras de Isaías (10:24-27; 30:27-33), a respeito do julgamento de Jeová sobre a Assíria, são análogas, até certo ponto, aos capítulos 2 e 3 de Naum. — Compare também Isaías 52:7 com Naum 1:15; Romanos 10:15.
FUNDO HISTÓRICO
Embora lhe fosse assegurado que a conspiração do Rei Rezim, sírio, e do Rei Peca, israelita, fracassaria, na tentativa de depô-lo como rei (Isa. 7:3-7), Acaz, de Judá, desprovido de fé, tolamente recorreu ao Rei Tiglate-Pileser III (Tilgate-Pilneser), assírio, pedindo-lhe ajuda. Por fim, tal medida “causou-lhe aflição, e não o fortaleceu”, pois Judá veio a ficar sob o pesado jugo da Assíria. ( 2 Crô. 28:20, 21) Mais tarde, o filho e sucessor de Acaz no trono, Ezequias, rebelou-se contra o domínio da Assíria. ( 2 Reis 18:7) Depois disso, o monarca assírio, Senaqueribe, invadiu Judá e apoderou-se de uma cidade fortificada após outra, isto resultando em extensa desolação da terra. (Compare com Isaías 7:20, 23-25; 8:6-8; 36:1, 2.) próximo rei judeu, Manassés, foi capturado pelos chefes do exército assírio e foi levado para a cidade de Babilônia (então sob controle assírio). — 2 Crô. 33:11.
Visto que Judá tinha assim sofrido por muito tempo sob a mão pesada da Assíria, a profecia de Naum a respeito da iminente destruição de Nínive era boas novas. Como se a Assíria já tivesse sofrido sua queda, escreveu Naum: “Eis sobre os montes os pés daquele que traz boas novas, aquele que publica a paz. Ó Judá, celebra as tuas festividades. Paga os teus votos; porque não mais passará por ti nenhum imprestável. Certamente será decepado na sua inteireza.” (Naum 1:15) Não mais haveria qualquer intervenção dos assírios; nada impediria os judeus de comparecerem ou celebrarem as festas. Seria completo o livramento das mãos do opressor assírio. (Compare com Naum 1:9.) Também, todos os outros povos que ouvissem falar da destruição de Nínive ‘bateríam palmas’ ou se regozijariam com a calamidade sofrida por ela, pois a maldade daquela cidade lhes trouxera muito sofrimento. — Naum 3:19.
A agressividade militar dos assírios tornava Nínive uma “cidade de derramamento de sangue”. (Naum 3:1) Cruel e desumano era o tratamento dado aos cativos resultantes de suas guerras. Alguns eram queimados ou esfolados vivos. Outros eram cegados ou se lhes decepavam o nariz, as orelhas ou os dedos. Com freqüência, os cativos eram conduzidos com cordas presas a ganchos que lhes perfuravam o nariz ou os lábios. Na verdade, Nínive merecia ser destruída por seu derramamento de sangue.
ESBOÇO DO CONTEÚDO
I. Jeová se vinga de seus inimigos, mas livra seu povo (1:1 a 2:2)
A. Isso atinge mar, rios, montanhas, colinas e solo produtivo de tal modo que ninguém pode manter-se de pé diante de sua verberação (1:1-6)
B. Extermina inimigos mas, como “baluarte no dia da aflição”, liberta seu povo, destarte habilitando-o a celebrar suas festividades sem interferências (1:7 a 2:2)
II. Nínive será despojada (2:3 a 3:19)
A. Majestosos do rei assírio tropeçarão, incapazes de salvar a cidade da calamidade trazida pelas mãos do invasor (2:3-8)
B. Cidade será saqueada de riquezas virtualmente ilimitadas; tal guarida de leões será desolada (2:9-13)
C. Razões do julgamento de Jeová contra Nínive e o resultado de tal julgamento (3:1-7)
D. Saque de Nínive, tão certo quanto o que aconteceu com Nô-Amom (3:8-12)
E. Todos os esforços de defender Nínive estavam condenados ao fracasso (3:13-19)
Veja o livro “Toda a Escritura É Inspirada por Deus e Proveitosa’’, pp. 152-154.
-
-
NavalhaAjuda ao Entendimento da Bíblia
-
-
NAVALHA
Espécimes deste instrumento, encontrados no Egito, são feitos de bronze. Um cabo de pedra calcária, de uma lâmina de navalha, de pederneira ou obsidiana, foi descoberto perto do sítio da antiga Nínive. Tais descobertas se harmonizam com o registro bíblico de que, já desde priscas eras, utilizavam-se navalhas. — Gên. 41:14.
Embora os homens de Israel usassem barbas compridas e cabelos moderadamente longos, pelo visto usava-se uma navalha para apará-los; em Atos 18:18 faz-se também menção de ‘rapar a cabeça’ (Al), ou de ‘cortar rente o cabelo’ (NM). (Veja também 2 Samuel 19:24; Ezequiel 44:20.) Os levitas raparam o corpo todo com uma navalha, em conexão com sua investidura para o serviço na tenda de reunião, no deserto. (Núm. 8:7) Alguém que tinha um voto de nazireu não devia passar uma navalha sobre a cabeça até que terminasse o período do seu voto. (Núm. 6:5, 18; Juí. 13:5; 16:17; Atos 21:23, 24) Samuel, um levita, foi devotado por sua mãe, antes de seu nascimento, ao serviço na tenda de reunião. Jamais se devia passar uma navalha sobre os cabelos de sua cabeça. — 1 Sam. 1:11.
Jeová avisou antecipadamente a Judá de que o assírio seria utilizado como uma “navalha”, por parte de Jeová, para ‘rapar a cabeça e o pêlo dos pés’, e para ‘arrasar até mesmo a própria barba’ deles, representando evidentemente a devastação de grande parte da terra de Judá, e o levar cativa a população capturada. — Isa. 7:20.
Por causa dos danos cortantes que a língua utilizada aleivosamente pode provocar, ela é assemelhada a uma navalha. — Sal. 52:2.
-
-
Navio (Barco)Ajuda ao Entendimento da Bíblia
-
-
NAVIO (BARCO)
A Bíblia, em geral, só menciona de forma incidental os navios ou barcos, a navegação e a aparelhagem dos navios, mas deveras fornece indícios quanto aos navios e barcos daqueles tempos. Outras descrições dos barcos antigos são derivadas de anais históricos de várias nações, ou das representações pictóricas dos navios mercantes, das batalhas navais, etc.
O EGÍPCIO
Caniços de papiro, entretecidos e amarrados juntos, forneciam material para ampla variedade de barcos egípcios, que iam do pequeno barco fluvial, em que só cabia um ou apenas alguns caçadores ou pescadores, e que podia ser conduzido rapidamente por remadas através do Nilo, ao enorme navio a vela, dotado de proa virada para o alto e com a solidez para enfrentar o mar aberto.
Os anais egípcios falam de navios de madeira com mais de 52 m de comprimento. Estes podem ter sido navios mercantes fenícios que transacionavam com o Egito. No entanto, diz-se que os egípcios possuíram mais tarde estaleiros navais em que se construíam grandes navios.
Grandes navios, com velas retangulares e mais de vinte remos, tendo provavelmente uma quilha central, faziam longas viagens através do mar Mediterrâneo. Que os navios já singravam pelos mares no tempo de Moisés é indicado pelo aviso dado por Jeová, nas planícies de Moabe, de que, se fossem desobedientes, os israelitas seriam levados “de volta ao Egito, em navios”, para serem ali oferecidos no mercado de escravos. — Deut. 28:68.
O FENÍCIO
Ao representar a cidade de Tiro como um lindo navio, o profeta Ezequiel (27:3-7) forneceu pormenores que, evidentemente, suprem-nos uma descrição dum navio fenício. Este possuía pranchas de durável junípero, um mastro único de cedro-do-líbano, e remos de “árvores maciças” de Basã, possivelmente de carvalho. A proa, provavelmente alta e curva, era feita de cipreste, incrustada de marfim. A vela era feita de colorido linho egípcio, e a cobertura do convés (talvez um toldo sobre o convés para lhe fornecer sombra) era de lã tingida. As juntas do navio eram calafetadas. (Eze. 27:27) Os fenícios eram marinheiros peritos, mantendo intenso intercâmbio comercial na área do Mediterrâneo, chegando até Társis (provavelmente a Espanha). Crêem alguns que, com o tempo, o termo “navios de Társis” veio a significar o tipo de navio empregado pelos fenícios no comércio com aquele ponto distante, isto é, um navio em boas condições de navegabilidade, capaz de empreender longa viagem. (1 Reis 22:48; Sal. 48:7; Isa. 2:16; Eze. 27:25) Jonas possivelmente fugiu num navio deste tipo. Tinha um convés, havendo espaço no porão tanto para carga como para passageiros. — Jonas 1:3, 5.
OS NAVIOS HEBREUS
Quando estabelecido na Terra Prometida, Dã foi mencionado como morando por um tempo em navios (Juí. 5:17), possivelmente se referindo a seu território designado junto à costa filistéia. (Jos. 19:40, 41, 46) O território de Aser acompanhava a costa, inclusive as cidades de Tiro e de Sídon (embora não exista evidência de que tais cidades tenham jamais sido tomadas por Aser). As tribos de Manassés, Efraim e Judá também possuíam território ao longo da costa mediterrânea, de modo que estavam bem a par de navios. (Jos. 15:1, 4; 16:8; 17:7, 10) Manassés, Issacar e Naftali também possuíam terras junto ao mar da Galiléia, ou próximo dele.
Ao passo que Israel, pelo visto, já utilizava barcos desde os tempos antigos, Salomão
-